terça-feira, 4 de dezembro de 2012 | Autor:

Como funciona a psicoterapia

A mecânica curativa da psicoterapia está no paciente e não no terapeuta. Para curar-se da maior parte das pequenas neuroses e distúrbios emocionais basta uma decisão tomada em profundidade, com toda a vontade de curar-se aflorando do seu ser, uma vontade que venha com toda a sinceridade lá do fundo da alma.

O problema é que a maioria das pessoas não sabe como gerar essa vontade sem a ajuda de um rito. O rito é representado pela decisão de procurar ajuda e aceitar pagar por ela. É a decisão de sair de casa duas a três vezes por semana, especialmente para conceder-se um tempo a fim de cuidar especialmente das idiossincrasias do seu psiquismo. É o poder dispor de alguém para catalisar a sua reação.

O número de charlatães que estão aí no mercado, clinicando, sem formação alguma e até portadores de psicopatias graves é assustador. No entanto, seus pacientes melhoram, alguns curam-se e quase todos saem elogiando o vigarista. A que se deve isso?

Deve-se ao poder de autocura já mencionado no capítulo A capacidade de autocura do organismo. No caso da psicoterapia, o terapeuta muitas vezes é o placebo. Podia ser um psicanalista de linha freudiana ou um de linha anti-freudiana; podia ser um tarólogo ou um homeopata; podia ser um instrutor de Yôga ou um acupunturista. Não importa quem vai ser o deflagrador da reação. O que importa é que seja pago, custoso e sistemático. Estes três fatores devem estar presentes:

a)   é imprescindível o fator prioridade, sua proposta tem que ser séria e estar acima de qualquer outro compromisso profissional, social, esportivo ou afetivo;

b)  é preciso que a medida tomada seja rítmica, constante, subordinada a uma disciplina;

c)   e é necessário que haja um sacrifício envolvido, que pode ser financeiro ou outro.

Por isso, as promessas, novenas e outros procedimentos religiosos também funcionam para uma determinada faixa cultural. Sai muito mais barato que as três sessões semanais à razão de mais de cem dólares por consulta, o que resultaria em, no mínimo, mil dólares por mês.

Portanto, se você for uma pessoa esclarecida e quiser fazer psicoterapia e, ao mesmo tempo, uma bela economia, elabore uma rotina ou, se preferir, um ritual, duas ou três vezes por semana, que exija um deslocamento físico para um outro local, um preço a ser pago e um compromisso com caráter de prioridade Que tal um grupo de meditação? Já pensou em praticar Yôga? Mas também pode ser dança de salão, tênis ou golfe.

terça-feira, 22 de maio de 2012 | Autor:


AO LONGO DE CINCO MIL ANOS MUITA DETURPAÇÃO PODE ACONTECER

Nossa filosofia tem 5000 anos de existência. Nesses cinco milênios, foi desvirtuado sucessivas vezes pelas invasões que a Índia sofreu. Façamos uma comparação. Estamos no século XXI da Era Cristã. Muito bem. Existe uma luta chamada Capoeira, que é legitimamente brasileira. Tem suas raízes em tradições africanas, porém nasceu no nosso país. Imaginemos que dentro de alguns anos, a Amazônia será invadida por uma outra nação com o pretexto de ocupá-la para salvar tão precioso patrimônio da humanidade das mãos desses latino-americanos irresponsáveis que a estão destruindo.

Tal como os drávidas que viviam na Índia há 5000 anos, os brasileiros não têm tradição guerreira. Já os invasores, esses sim, contabilizam uma história de guerras, conquistas e império, tal como os sub-bárbaros arianos que invadiram a Índia a 1500 a.C. e cometeram o primeiro grande desnaturamento do Yôga.

Como ocorreu com o Império Romano, que ia incorporando outras culturas (ao absorver do Lácio o latim, da Grécia a arquitetura, escultura, mitologia etc.), esse novo império absorve a Capoeira. Em pouco tempo, digamos, um século, classificam-na como dança (“afinal, eles não dançam?”). E a reestruturam, pois isso de bater atabaques e tocar um instrumento de cordas com uma corda só é muito primitivo. Eliminam os tambores e substituem o berimbau pela guitarra eletrobioplásmica, com acompanhamento de “sincretizador” (que substituirá o computador, aquela máquina primitiva que vivia “dando pau” e pegando vírus).

Passam-se mil anos. Lá pelo ano 3000 da era Cristã, ocorre outra invasão. O Brasil é ocupado por uma terceira etnia e novos Mestres de Capoeira introduzem uma codificação que a define como religião (“afinal, eles não se benzem antes de jogar?”). Uma dança religiosa, uma dança ritual. Surgem mosteiros, templos e igrejas do culto Capoeirista. Essa vertente passa a ser conhecida como Capoeira Clássica.

Passado mais um milênio, e em torno do ano 4000, já não se fala a mesma língua, nem habita neste território o mesmo povo. Surpreendentemente, a Capoeira sobreviveu e tem mesmo um sólido sistema cultural que a preserva. Só que agora, após alguns concílios, decidiram que Capoeira é uma terapia. Passa a ser uma dança espiritual terapêutica.

Mais um milênio se passa. Estamos lá pelo ano 5000 d.C. Ninguém mais se lembra das suas origens. Criam mitologias. Surgem versões negando que a Capoeira tenha surgido em uma nação mítica chamada Brasil, a qual teria existido há tanto tempo que caiu no esquecimento. Alguns eruditos defendem que a Capoeira teria sido criada pelos negros escravos, mas a etnia então dominante nega-o peremptoriamente, e ameaça de punição quem se atrever a insistir nessa invencionice subversiva. A Capoeira é institucionalizada como uma prática para a terceira idade. Torna-se uma dança espiritual terapêutica para idosos.

Outros mil anos são transcorridos. Estamos agora no ano 6000 da Era Cristã. Todas as evidências de uma civilização latino-americana desapareceram, apagadas intencionalmente pelos cientistas e religiosos desse novo período histórico. A opinião pública de então, decide que Capoeira é para mulheres, que é ótima para TPM, gestação, rugas, celulite, varizes e que rejuvenesce. A Capoeira passa a ser classificada como uma dança espiritual, terapêutica, para idosos e para mulheres. Quem afirmar que a Capoeira legítima é uma luta, destinada a pessoas jovens e saudáveis, passa a ser acusado de discriminar os enfermos, os idosos e as mulheres; é acusado de ser polêmico; torna-se perseguido e severamente castigado com a difamação, exclusão, execração e ameaças de morte.

Bem, no caso da Capoeira, nós só abordamos 4000 anos de deturpações, do ano 2000 ao ano 6000 d.C. No caso do Yôga precisamos computar mais um milênio de distorções, já que essa filosofia conta com cinco mil anos de existência.

Oh! Céus! Eu disse filosofia? Foi sem querer. Juro. Eu quis dizer uma terapia mística para enfermos, mulheres e idosos.

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sexta-feira, 6 de abril de 2012 | Autor:

Oi Mestre,
eu tive recentemente problemas na coluna cervical não tão sérios como uma hérnia de disco. O meu médico me indicou uma técnica francesa chamada Fisioterapia Articular Analítica – Concept Sohier.
A minha fisioterapeuta me disse que já tratou diversas pessoas com hérnia de disco e que após o tratamento, não foi mais necessária a cirurgia. Deixo aqui o link para quem se interessar:
http://www.fisioterapiaanalitica.com.br/

 

No site eles fornecem os seguintes endereços;

Salto: Rua Itapiru, 264 – Centro CEP: 13320-030
Telefones: +55 11 4029-4485
e-mail: cursos@fisioterapiaanalitica.com.br

Campinas: Rua Jesuíno Marcondes Machado, 2399
Jd. das Paineiras CEP: 13090-723
Telefone: +55 19 3253-7277

São Paulo: Rua Antonio Batuíra, 393
Praça Panamericana – Pinheiros
Telefone: +55 11 3031-9382

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012 | Autor:

Ola Mestre,

Realmente estes peludinhos de quatro patas sao “pessoinhas” muito expressivas e extremamente especiais. A minha companheirona Dora (uma boxer de doze anos -shhh nao conte a idade dela para ninguem!!) teve que passar por uma cirurgia na coluna no final do ano, pois estava com duas hernias de disco que lhe causavam muita dor ao levantar-se e deitar-se e ja estava mostrando certa dificuldade para caminhar.

A Dora esta recuperando-se desta cirurgia com muita dificuldade. Estamos tentando de tudo: fisioterapias manuais com otimos profissionais da area, massagens e alongamentos, esteira aquatica, acupuntura, homeopatia e remedios alopaticos. Falo com diversas pessoas, escuto opinioes de diversos profissionais para tentar ajudar a Dora a voltar a andar.

Queria deixar aqui um contato, pois de todos os profissionais que passei nestes ultimos meses, esta vale muito a pena recomendar. Uma acupunturista extremamente competente, visivelmente apaixonada por cachorros e com muita experiencia na area. Varios veterinarios com os quais conversei informaram que ela e uma das (ou A) melhor veterinaria acupunturista do Brasil e eu assino em baixo! Gracas a Bety a Dora deu hoje os primeiros passos sozinha! VIVA!!!!! :)

Dra. Elizabeth – 91833142

Beijao mestre! Em breve a Dora vai voltar a visitar a Jaya, andando ate a escola com as proprias perninhas!

Débora

Unidade Jardins – São Paulo

quinta-feira, 3 de novembro de 2011 | Autor:

Enviado por Roberta Fraga:

Este foi o primeiro contato via email que consegui, por isso estou enviando a mensagem por aqui.

Meu nome é Roberta Fraga, sou colaboradora no Livros e Afins, do Alessandro Martins, por meio de quem conheci o seu trabalho e blog.

O Motivo de lhe enviar este email é, em primeiro lugar esta campanha que estou divulgando no meu blog:

http://peculiarizar.com/2011/10/feliz-aneversario.html

Por meio dela, conheci a Terapia de Gerson. Não sei, se o Senhor já conhece, mas segue abaixo:

Versão completa, com legendas totalmente REVISADAS por mim.
Baixe, grave em disco, de de presente a amigos, parentes, estranhos…
Faca re-upload mas escreva na descrição os créditos das legendas, da forma como escrevi aqui.
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O câncer é uma industria que apenas nos EUA gira 200 bilhões de dólares por ano (2004). As dezenas de curas alternativas para doenças cronicas e degenerativas são infelizmente censuradas por pressão dos malditos lobbies dos cartéis farmacêuticos. Os lobbies dos Carteis da doença influenciam com dinheiro Ministérios da Educação, da Saúde, e muitos órgãos de governos no mundo inteiro. Pouca gente sabe que o famoso FDA norte-americano é um dos órgãos mais corruptos do governo daquele país decadente econômica, financeira e moralmente.
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No Brasil infelizmente ainda tem muita gente desinformada e que segue o que a imprensa comprada alardeia contra Curas Alternativas. Tem muita gente que acredita que a medicina convencional tem todas as respostas e que médicos trabalham, sempre elo benefício do doente.
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A medicina em geral (raras exceções) esta bastante corrompida pelos Traficantes de Drogas Legais: os carteis farmacêuticos. A grande maioria dos medicamentos são desnecessários ou nocivos.
Uma enorme variedade de doenças pode ser curada apenas com HIDRO JEJUM! Nos casos de doenças cronicas sérias e as degenerativas terapias como a Gerson são excepcionalmente eficazes e vc não precisa ingerir NENHUM produto farmacêutico.
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No Brasil ainda não existe nenhuma clinica especializada em Terapia Gerson. Só existe a principal, em Tijuana, México e uma na Hungria, com médicos treinados em Tijuana.
No Japão um hospital adota a Terapia, como esta mostrado em outro vídeo chamado “Morrendo por não saber”.
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O Milagre Gerson apresenta o médico que criou a Terapia que leva seu nome, há mais de 75 anos, uma terapia que tem comprovado curar o câncer e outras doenças crônicas e degenerativas.

Através de sua própria luta contra sua enxaqueca, o Dr. Max Gerson concebeu um tratamento inteiramente baseado em nutrição e desintoxicação criando as condições para o próprio organismo para se curar.
Ele curou-se e desenvolveu a Terapia que leva seu nome e que tem tido enorme sucesso em curar inúmeras doença.

Temas abordado no filme:
– A indústria do câncer: com a lei do seu lado.
– Tratamentos naturais de câncer
– Dr. Max Gerson — história de sua vida
– A relação entre agricultura e doença … e saúde!
– O papel da toxicidade e deficiência de nutrientes na doença?

A cada refeição podemos estar intoxicando nosso corpo ou nutrindo-o. A Terapia Gerson supre o organismo com mega doses de nutrientes naturais de sucos vegetais e ao mesmo tempo desintoxica o corpo através dos enemas.

Este revela que o seu potencial para ter saúde ultrapassa os limites impostos sobre nós pela indústria de doença: a indústria farmacêutica.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011 | Autor:

CIRCUITO ANIMAL MATILHA CULTURAL apresenta:

09/10/11 – EM COMEMORAÇÃO AO DIA MUNDIAL DOS ANIMAIS

– Caminhada “PráCachorro” 10-12:00 h. Cãominhada pelos pontos históricos e turísticos do Centro de São Paulo. Concentração as 10 h. na frente da Matilha Cultural . Traga seu cão em segurança com guia e coleira.

– Cocktail “PráCachorro” 12-13:00 h. Recepção para os cães: comida e água a vontade em espaço reservado só pra eles.

– Loja Centro de Adoção 10-20:00 h. Campanha especial de consultas, vacinação e identificação animal a preço popular. Placas com Gravação, RGA e Microchipagem.

– Restaurante Massa Amiga Vegana 12-20:00 h. Pratos com massas e molhos saborosos a serem servidos em sistema de restaurante ao som agradável da musicoterapia.

– Adoção de Cães e Gatos 12-20:00 h. Tradicional feira de adoção da ONG Natureza em Forma. Cães soltos para adoção interagem com o publico. Todos castrados, vacinados e identificados.

– Cine Matilha 12-20:00 h. Sessões infantil e adulto com o tema animal.

– Bingo Beneficente Pra Cachorro 14-17:00 h. Oferecendo brindes sociais e atrativos, com musica ambiente, apresentações e diversão nos do inervá-los. Participe, divirta-se e ajude os animais.

– Oficina: Seu Reflexo, Seu Cão 17:30-18:30 h. Comunique –se melhor com seu cão.

Stands das ONG`s : Nina Rosa, PEA, Quintal de São Francisco, Tribuna Animal,

Musica ao Vivo, Recreação Infantil, Doces e Salgados Vegetarianos/ Veganos.

Todo trabalho é voluntário.

# ENTRADA COLABORATIVA: R$ 3,00 com direito a um adesivo ou bóton.

# CONVITES BINGO (VENDA ANTECIPADA) R$ 20,00 (entrada colaborativa inclusa+3 cartelas premio máster)

Toda renda será revertida para obras em apoio a causa animal.

Acesso a deficientes físicos, elevador, wi-fi, cartão debito/credito.

Onde?

Rua Rego Freitas, 542 – Centro – Em frente a Pça Roosevel / Igreja da Consolação –SP/SP.

Saiba +: Tel.: 11-2917-0257 / 11-7766-1560 / 11-3256-2636 http://www.naturezaemforma.org.br/centrodeadocao.

Não poderá ir? Ajude-nos. Divulgue. Doe qualquer quantia:

BRADESCO-AG.:3349 C/C: 5800-9 ASSOCIAÇÃO NATUREZA EM FORMA.

Siga o evento no facebook: http://www.facebook.com/event.php?eid=206032539463359.

Realização: Matilha Cultural e Natureza em Forma

sexta-feira, 12 de agosto de 2011 | Autor:

UMA ODE CONTRA OS FALSOS ESTEREÓTIPOS 

 

O que é o Yôga (a Yôga, a Yóga, o Yóga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga)

 

O Yôga (a Yôga, a Yóga, o Yóga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga) é uma filosofia. Todos os dicionários classificam o Yôga (a Yôga, a Yóga, o Yóga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga) como filosofia. Todas as enciclopédias classificam o Yôga (a Yôga, a Yóga, o Yóga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga) como filosofia. Nenhum dicionário ou enciclopédia se refere ao Yôga (a Yôga, a Yóga, o Yóga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga) como terapia. Nenhum considera o Yôga (a Yôga, a Yóga, o Yóga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga) como educação física.

O problema é que a mídia internacional pontificou que o Yôga (a Yôga, a Yóga, o Yóga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga) deve ser o que o Yôga (a Yôga, a Yóga, o Yóga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga) não é. E a opinião pública foi atrás no equívoco sobre o que o Yôga (a Yôga, a Yóga, o Yóga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga) deve ser. O mais grave é que o leigo se arroga o direito de entender mais do Yôga (a Yôga, a Yóga, o Yóga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga) do que um professor formado nessa disciplina.

Assim, quando declaramos que praticamos o Yôga (a Yôga, a Yóga, o Yóga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga) ou que ensinamos o Yôga (a Yôga, a Yóga, o Yóga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga), sempre passaremos pelo dissabor de sermos confundidos com algum maluquete naturéba; ou, pior, com algum “guru” espertalhão ou curandeiro que queira iludir a terceiros com o Yôga (a Yôga, a Yóga, o Yóga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga), supostamente, alguma espécie de seita ou de religião (!).

A que se devem as interpretações desatinadas a respeito do Yôga (a Yôga, a Yóga, o Yóga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga)? À medida que nossa cultura geral se amplia, vamos percebendo que as pessoas alimentam ideias alucinadas sobre quase todas as coisas. Por que não as nutririam com relação ao Yôga (a Yôga, a Yóga, o Yóga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga)? Podemos ver em filmes de Hollywood um oficial alemão da Segunda Grande Guerra conversando com outro alemão em inglês!  Ah! Mas tudo bem: eles falavam inglês com sotaque alemão! Vemos mulheres indígenas bonitas, com sobrancelhas feitas e maquiagem da moda da época em que o filme foi feito. Com uma ingenuidade dessas você acha que conseguiriam entender o Yôga (a Yôga, a Yóga, o Yóga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga)?

Basta mencionar a palavra mágica (o Yôga, a Yôga, a Yóga, o Yóga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga) e o interlocutor já nos pergunta automaticamente, incontrolavelmente: “Quais são os benefícios do Yôga (a Yôga, a Yóga, o Yóga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga)?” Mas como assim “Quais são os benefícios do Yôga (a Yôga, a Yóga, o Yóga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga)?” Alguém pergunta quais são os benefícios da filosofia de Sócrates, de Platão, de Aristóteles ou de Kant? Então, por que perguntam isso com relação à filosofia que leva o nome de Yôga (a Yôga, a Yóga, o Yóga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga)? Percebe que é irracional?

Contudo, é claro que a culpa não é da pessoa que formula tão insensata questão. A responsabilidade da barafunda mental que assola o Yôga (a Yôga, a Yóga, o Yóga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga) poderia ser atribuída à Imprensa. Acontece que ela é mais vítima do que algoz nessa crassa trapalhada, já que os jornalistas também são parte da opinião pública e estão igualmente sujeitos a sofrer paralisias paradigmáticas com relação ao Yôga (a Yôga, a Yóga, o Yóga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga).

A raiz da baralhada é que o Yôga (a Yôga, a Yóga, o Yóga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga) pertence a uma outra cultura muito diferente da nossa, com outros valores e outros parâmetros. Quando o ocidental assesta o olhar para o Yôga (a Yôga, a Yóga, o Yóga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga), inevitavelmente filtra esse Yôga (a Yôga, a Yóga, o Yóga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga) pelas suas lentes cristãs. O resultado do que ele enxerga é desastroso. O que ele vê é uma caricatura do Yôga (a Yôga, a Yóga, o Yóga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga). Na verdade, além de cristianizar o Yôga (a Yôga, a Yóga, o Yóga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga), o ocidental também o embaralha com budismo, lamaísmo, tai-chi, macrobiótica e o que mais lhe passar pela cabeça que seja oriental ou apenas esquisito.

Agora temos também o modismo de estereotipar o Yôga (a Yôga, a Yóga, o Yóga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga) com o “natural”. Recebi um entrevistador que veio gravar uma matéria para a televisão. Gracejei com ele e disse-lhe que já estava a postos para fazermos a matéria sobre contabilidade. Ele entrou na brincadeira e respondeu sem titubear: “Desde que seja contabilidade natural.” (!) Como assim? Isso não faz o mínimo sentido.  …  Ah! Entendi! Já que somos do Yôga (a Yôga, a Yóga, o Yóga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga), devemos ser naturébas. Então, se vamos falar sobre contabilidade, deve ser contabilidade “natural”. Ha-ha-ha! Entendi…

E ponha preconceito nisso.

Creio que nunca mais vamos poder declarar que praticamos o Yôga (a Yôga, a Yóga, o Yóga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga) ou que ensinamos o Yôga (a Yôga, a Yóga, o Yóga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga) sem gerar um mal-entendido. Na verdade, quando conhecemos alguém em algum evento e a pessoa diz que pratica o Yôga (a Yôga, a Yóga, o Yóga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga) já vou logo mudando de assunto para evitar conflito. É que o termo sânscrito masculino Yôga (a Yôga, a Yóga, o Yóga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga) significa união, porém, paradoxalmente, desune as pessoas que estudam o Yôga (a Yôga, a Yóga, o Yóga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga) ou que praticam o Yôga (a Yôga, a Yóga, o Yóga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga).

Será que no mundo inteiro reina essa confusão com relação ao Yôga (a Yôga, a Yóga, o Yóga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga)? No que concerne à interpretação do conteúdo e à classificação, em todo o Ocidente, o Yôga (a Yôga, a Yóga, o Yóga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga) é uma alucinação kafkiana. Mas nós, brasileiros e portugueses, não podíamos deixar barato e fizemos melhor. Passamos a enriquecer o desatino complicando também o gênero da palavra (o que no inglês, por exemplo, não ocorre) e querendo grafar com i, sem o y, o que não ocorre no inglês, nem no francês, nem no alemão, nem no espanhol, nem no italiano… só para complicar a nossa vida! Pronto: agora o Yôga (a Yôga, a Yóga, o Yóga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga) passa a ter uma barafunda a mais. Uma, não! Duas.  Antes que eu possa discorrer sobre o Yôga (a Yôga, a Yóga, o Yóga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga), preciso investir uma hora ou mais da aula ou da palestra para demonstrar que o Yôga (a Yôga, a Yóga, o Yóga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga) escreve-se com y, que é vocábulo masculino, que a pronúncia é com ô fechado, que leva acento no seu original em alfabeto dêvanágarí…

Quando termino de proporcionar estes esclarecimentos prévios sobre o Yôga (a Yôga, a Yóga, o Yóga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga), acabou o tempo e as pessoas terão que se contentar em ir para casa mais confusas do que quando chegaram e sem que eu tenha podido dissertar sobre o conteúdo em si, o qual deveria ter sido o Yôga (a Yôga, a Yóga, o Yóga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga) e não sobre a grafia, o gênero e a pronúncia da palavra Yôga (o Yôga, a Yôga, a Yóga, o Yóga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga)!

Assim, se o estimado leitor ainda não compreendeu qual é o objetivo de mencionarmos tantas vezes o Yôga (a Yôga, a Yóga, o Yóga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga) neste pretensioso artigo, sugiro que se sente em posição de Yôga (a Yôga, a Yóga, o Yóga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga) e faça uma boa e profunda meditação budista. Ou macrobiótica? Ah! Tanto faz, vem tudo do mesmo lugar, aquele tal de Oriente.

Assinado: DeRose

Professor de o Yôga (a Yôga, a Yóga, o Yóga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga)

Deus me livre! Que confusão! Vamos combinar assim: não me qualifique mais como
professor de o Yôga (a Yôga, a Yóga, o Yóga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga).
Para todos os efeitos, sou consultor em qualidade de vida e administração de relações humanas
para adultos jovens e saudáveis.

 

Post scriptum: se eu soubesse que iria ser assim, não sei, não, se em 1960 eu teria optado por me tornar instrutor do Yôga (a Yôga, a Yóga, o Yóga, o Yoga, a Yoga, o ioga, a ioga).