quinta-feira, 27 de outubro de 2016 | Autor:

É aí que eu discordo dos treinadores. Eles são quase todos da opinião de que cão não é gente e precisa ser tratado como cão. Eu trato a Jaya como pessoa da família. Trato-a como filha.
Obviamente, não é para achar que o cão é um ser humano, mas sim para tratá-lo como uma “pessoa” de quatro patinhas. Só assim vamos conseguir respeitar o cachorro em sua natureza de ser vivo que sente dor, frio, fome, amor, medo, felicidade e tristeza, tal como os humanos.
Ao longo da História, os homens sempre discriminaram a tudo e a todos para que lhes fosse justificado o direito de superioridade e de exploração. No início do Cristianismo, foi debatido se mulher deveria ter alma ou não. Por poucos votos, decidiu-se que sim. Já os negros e o índios não tiveram a mesma sorte. A fim de contar com o beneplácito divino para poder explorar, escravizar, torturar, matar, afastar os filhos das mães e vendê-los para lucro próprio, todos os que não pertencessem à etnia do vencedor eram declarados seres sem alma, isto é, não eram gente. (“Diferente não é gente.”) Agora compare e confira se não é o que fazemos com os animais.
Quando tratamos cão como bicho, não investimos no desenvolvimento da sua inteligência. No entanto, os cães têm uma inteligência muito sofisticada. Só não aprendem mais porque não lhes ensinamos. Não obstante, quantos anos investimos para ensinar um ser humano a falar, a comer, a andar, a vestir-se? E vamos continuar a lhe ensinar coisas por muito tempo. Por que não podemos investir um pouco de cultivo aos nossos cães?

quarta-feira, 26 de outubro de 2016 | Autor:

Definitivamente, é preciso muita coragem e dignidade para assumir a sua própria culpa e, muito mais, a de outrem. Isso foi o que fizeram inúmeros santos e heróis nacionais, pessoas com um elevado sentido de compromisso humanitário a ponto de sacrificar o próprio ego e, às vezes, até a vida.
Mas antes de utilizar a estratégia do pedido de desculpas, é preciso eliminar o sentimento de culpa típico das ex-colônias. Na América Latina diz-se o “desculpe-me” com humildade e inferioridade, enquanto que nos países colonizadores utiliza- se esse termo como recurso de superiorizar-se em relação à pessoa com quem se fala.
Na França aplica-se o “pardon M’sier” para chamar a atenção de alguém que tenha sido indelicado ou que tenha procedido mal em qualquer circunstância.
Na Inglaterra e outros países que falam dialetos do inglês, usa-se a forma “I beg your pardon” (eu suplico o seu perdão) para fazer uma admoestação com superioridade e elegância a quem tiver cometido uma falta, uma arrogância ou impertinência.
Em ambos os casos a pessoa que pediu perdão fê-lo de cabeça erguida, com atitude de quem estava acima do outro. Com o pedido de perdão rebaixou o interlocutor, obrigando-o a responder com uma justificativa. No caso do inglês, a pessoa fica instada a modificar sua frase anterior. Se ela havia dito, por exemplo: “O senhor retirou o objeto que estava aqui”, o “I beg your pardon” tem o poder de modificar a atitude do acusador para algo como: “Sinto muito, o que eu quis dizer foi que o senhor pode inadvertidamente ter esbarrado e deixado cair o objeto em questão”. Você nota uma flagrante diferença de postura no pedido de perdão do colonizador e no do colonizado.
Como estou lidando com um leitor que já é viajado e cosmopolita (se ainda não o é, passará a ser com a leitura dos meus livros), posso propor que assuma a postura de elevada auto-estima ao aplicar a estratégia do pedido de desculpas. Ao fazê-lo, você não estará se humilhando nem se rebaixando, mas estará pensando consigo mesmo: “Controlei a situação e dominei esse bruto que tenho diante de mim. Estou satisfeito por ter conseguido fazê-lo com uma inteligente administração de recursos. Na relação custo/benefício, poupei tempo, economizei stress e ainda contabilizei uma pessoa que pode vir a ser útil no futuro.”

terça-feira, 25 de outubro de 2016 | Autor:

Não comer carnes de qualquer tipo não prejudica integrações, pois podemos comer em qualquer restaurante e na casa de qualquer anfitrião. Eu, particularmente, gosto de convidar meus amigos leigos para almoçar em churrascarias, a fim de que percebam o quanto podemos comer em qualquer lugar. E, para evitar estereótipos irritantes, nem me aproximo do buffet de saladas!
No entanto, não ingerir nenhum lácteo nem ovos, torna essa integração bem mais difícil, às vezes, impossível. Se nossos instrutores ou alunos professarem um sistema de vida que os desajuste ao invés de integrar, que dificulte a vida em vez de facilitar, estaremos indo contra tudo o que o DeROSE Method propõe.

segunda-feira, 24 de outubro de 2016 | Autor:

O DeRose Method é uma proposta de boas coisas: boa qualidade de vida, boas maneiras, boas relações humanas, boa cultura, boa alimentação, boa forma, bom ambiente e bons ideais.

O DeRose Method é recomendável ao público masculino, mas também pode ser praticado por ambos os sexos.

No início, o aluno vai passar um tempo se familiarizando com as técnicas. Depois, assimila a filosofia comportamental. No primeiro momento, aplicamos a reeducação respiratória, as técnicas orgânicas, exercícios de concentração e de gerenciamento do stress. Depois, à medida que o praticante vai se entrosando, avança para o Método propriamente dito e começa a conhecer o que o diferencia do Yôga: os conceitos comportamentais que vão mudar a sua vida.

domingo, 23 de outubro de 2016 | Autor:

Werner Forssmann, nasceu em Berlim a 20 de agosto de 1904. Formou-se em medicina em 1928. Desenvolveu uma teoria que ninguém aceitava: a de que seria possível introduzir uma sonda por via intravenosa e conduzi-la até o interior do coração, sem matar o paciente. Obviamente, não poderia usar cadáveres, pois já estavam mortos. Tentou autorização dos seus superiores no hospital para levar a efeito a experimentação em algum paciente. É claro que não foi autorizado. Então, não podendo utilizar cobaias humanas, usou o seu próprio corpo.

Cortou uma veia do braço e introduziu um cateter (a pronúncia correta é catetér e não catéter) e foi empurrando-o até que atingiu o órgão cardíaco. Para provar que havia conseguido e que tal procedimento não matava o paciente, foi até a sala de raios-x e, sob os protestos dos colegas, bateu uma chapa. Era incontestável! Ninguém poderia questionar sua descoberta que viria a salvar tantas vidas no mundo inteiro. Sua recompensa? Foi tão punido, criticado e atacado que teve de abandonar a cardiologia!
Durante mais de duas décadas não era convidado para nada e se ousasse comparecer a algum congresso tinha que sofrer o constrangimento de ser apontado pelos seus pares como um indesejável. Após 25 anos de humilhações e exclusões, finalmente, o reconhecimento. Em 1956, recebeu o Prêmio Nobel de Medicina.

Bem, tudo isso está aqui apenas para registro. Foram coisas como estas que ocorreram (e ainda ocorrem) comigo. Evidentemente, marcaram-me bastante no passado e devem ter influenciado o norteamento de toda a obra. No entanto, há muitos anos superei quaisquer perplexidades, reivindicações ou indignações. Talvez graças ao amadurecimento proporcionado pela idade e pelas vivências, ou, talvez, porque eu venci. Não conseguiram me fazer desistir, não conseguiram me processar nem prender, não conseguiram me proibir de exercer a minha profissão, não conseguiram que eu ficasse doente e morresse de desgosto como vários casos relatados neste capítulo.

Apesar de ainda haver reflexos das campanhas desencadeadas pelo Yeti e seus prosélitos, elas não conseguem mais nos prejudicar, para decepção e desespero deles.
Atualmente, guardo um sentimento no coração: uma profunda gratidão por tudo e por todos, pelo que me ensinaram e pelo estímulo do desafio.

sábado, 22 de outubro de 2016 | Autor:

Somos uma das únicas empresas a exportar cultura para a Europa e a única a fazer isso ininterruptamente pelos últimos mais de trinta anos. Iniciamos em 1975, com o primeiro curso em Paris.
Lançamos uma maneira nova de administração participativa em que quase todas as decisões são tomadas em conjunto. Mais à frente, vamos explicar de que maneira.
Propusemos uma nova forma de democracia que denominamos “democracia consensual”, mais abrangente e que concede mais liberdade a todos.
Não temos empregados nem patrões, porque a escola não paga nada aos Empreendedores do DeROSE Method (os “Microempreendedores Individuais não-estabelecidos”), mas ao contrário, estes é que pagam para poder ter o privilégio de trabalhar em uma das escolas, pois isso proporciona curriculum. E os alunos pagam ao seu respectivo instrutor.

sexta-feira, 21 de outubro de 2016 | Autor:

Já está na hora de sabermos converter energias negativas em positivas, como no quadro abaixo:

sentimentos e opostos

Sim, a coluna da esquerda apresenta alguns sentimentos que nossa cultura judaico-cristã considera depreciativamente. Contudo, a raiva constrói. A agressividade educada conduz à vitória. Dessa forma, o erotismo, a raiva, o orgulho, a ambição, a agressividade, todos eles são tratores do sucesso, desde que haja educação.