sábado, 23 de maio de 2009 | Autor:

Recebi um CD gravado por um colega muito querido para aprovação do material gráfico. Com indescritível tristeza, observei que o sânscrito estava grafado em uma transliteração que não é a que adotamos. Fiquei chocado!

Se nossa sistematização adotou uma determinada convenção e TODOS os nossos livros seguem essa coerência, por que algum dos nossos discordaria e aplicaria outra convenção? Se você pesquisar na internet vai descobrir que existem diversas convenções diferentes e divergentes. Mas há muitas outras que não encontrei nem mesmo na internet. Por exemplo, as transliterações para o chinês, para o grego, para o russo, para o japonês e mais uns oitenta alfabetos. Mesmo a que se usa corriqueiramente na Índia, não encontrei entre aquelas que lograram conquistar a simpatia dos acadêmicos.

A pergunta que não quer calar é: você que usa outra convenção diferente da que nós adotamos, não percebe que isso é anti-didático? Não percebe que confunde os alunos e até os próprios instrutores?

Não percebe que, além de semear confusão, transmite falta de sintonia com o sistematizador do Método?

Não percebe que gera para você uma imagem de que está discordando da linha de conduta adotada por nós?

A percepção comprometedora é a de que você está mais de acordo com outra orientação, com outro grupo ou com outro Mestre que não os seus.

E eu fico particularmente entristecido, pois se eu ensino uma convenção e você a rejeita para adotar a que outro Mestre ensina, nesse caso você está rejeitando a mim e o meu ensinamento.