quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019 | Autor:

Acordei, escovei os dentes com creme dental de coco, tomei banho com sabonete de coco e xampu de coco. Penteei meu cabelo com gel de coco. Passei um desodorante de coco. Fiz barba com creme de barbear de coco. Passei na pele creme hidratante de coco. Tomei um desjejum de ovos fritos em óleo de coco e tomei café com leite de coco, adoçado com néctar de coco. Vesti minha camisa feita com fibra de coco e fui trabalhar. Chegando ao escritório as pessoas me inquiriam agressivamente: “Você não usa coco? Você tem que usar coco!” Depois de concordar timidamente e provar que até a minha camisa era de fibra de coco, sentei-me na minha baia para trabalhar. Comecei imprimindo uns relatórios em papel reciclado de fibra de coco. Escutei a colega na baia ao lado dizendo à outra: “A melhor coisa para candidíase é aplicar óleo de coco na pepequinha.” Por educação virei para o outro lado e escutei: “Minha filha, para cozinhar eu só uso gordura de coco.” Na saída, uma colega me ofereceu um umectante labial de gordura de coco para os meus lábios rachados.

Terminei o expediente e fui ver um biquíni para a minha namorada. Comprei um que o sutiã era formado por duas metades de coco. Dizem que está na moda. Passei em uma loja de cavalheiros e comprei para mim um chapéu coco, para ser mais bem aceito por todos. Fui para a happy hour, onde tomei um porre da aguardente de coco. Já mais prá lá do que prá cá, entrei num coco e fui para casa onde me esperava minha namorada. Ela me pediu para sair e tomar uma água de coco geladinha, e comprar creme de coco em pó para engrossar algumas receitas.

Chegou uma hora em que eu não aguentei mais. Agarrei um coco com raiva e espatifei o maldito contra o cimento da calçada. Vieram dois policiais da Força Nacional do Coco e me levaram preso por coquicídio. Foi então que eu acordei. Estava no ano de 2030 e era apenas um pesadelo no qual eu estava revivendo a ridícula modinha do coco do ano de 2018.

domingo, 24 de fevereiro de 2019 | Autor:

 (Extraído do meu livro “Método de Boa Alimentação“, que está à venda na Casa Santa Luzia, na Alameda Lorena 1471, na nossa Sede Central Mundial na Alameda Jaú 2000 em São Paulo e nas escolas do DeROSE Method).


Para evitar mal-entendidos, a fim de que ninguém me ofereça “uma saladinha”, ou soja, ou tofú, ou alguma coisa estranha, prefiro não me classificar como vegetariano e sim como não carnívoro. Veja, abaixo, o que come um não carnívoro.

Feijões de todos os tipos

Arroz

Farofas de tudo o que a sua imaginação permitir

Ervilhas

Grão de bico

Lentilhas

Batatas em todas as suas variedades

Cenouras e todos os demais legumes

Omeletes de tudo o que conseguir inventar

Todos os tipos de ovos

Sopas, as mais variadas, sem caldo de carne

Pães

Pão de queijo

Pamonha de queijo

Tutu de feijão

Curau

Queijos e burratas

Iogurtes e coalhadas

Tortas

Tartines

Quiches

Pizzas

Calzones

Nhoques

Espaguete

Lasanha

Fettuccine e outras massas

Risotos

Bruschettas

Polenta

Ratatouille

Crepes franceses de queijo

Gratin dauphinois

Aligot

Fondue de queijo

Cuscus

Homus

Babaganuche

Faláfel

Tabule

Arroz com lentilha

Arroz com aletria

Kibe de queijo sem carne

Esfiha de queijo

Acarajé

Vatapá, obviamente, sem carne de camarão

Empadas

Rissoles

Bolinhos de arroz

Bolinhas de queijo à milanesa

Croquetes de legumes

Pasteis

Strogonoff

Empanadas argentinas

Sanduíches de miga argentinos

Sanduíches os mais variados

Spatzle (alemão)

Praticamente todos os pratos hindus

Todos os doces de todos os países, menos os que levarem gelatina, já que gelatina é feita dos restos de cascos e ossos de bois e porcos.

E, é claro, nada de saladas, nem soja, nem tofú, nem nenhuma dessas bufonarias estereotipadas.

Atenção: vegetariano e vegano são sistemas diferentes. Os veganos, não consomem laticínios, nem ovos, nem mel, nem nada que seja do reino animal, assim como não usam sapatos de couro. Mas não é o nosso caso. Sou não carnívoro há 59 anos. Minhas cachorras da raça weimaraner, que são cães de grande porte, nunca comeram carne nem ração que tivesse carne. Comem a minha comida. Leia a história completa no meu livro “Anjos Peludos, Método para Educação de Cães“.

Em tempo: o que se chama de vegetarianismo é o sistema que veio da Índia e que se usa lá com esse nome. Algumas pessoas no Ocidente, para ser mais específicas, resolveram chamar de ovolactovegarianismo. Se quiser saber mais, leia o meu livro “Método de Boa Alimentação“.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019 | Autor:
terça-feira, 19 de fevereiro de 2019 | Autor:

Vício e virtude

Toda a cultura judaico-cristã se apoia na dicotomia vício e virtude. Nesse sentido, vício é a antítese da virtude e tem o sentido de defeito, qualidade negativa, imperfeição, disposição para praticar o mal.

Contudo, no sentido corrente da linguagem coloquial, vício tem a acepção de dependência gerada pelo uso de drogas (cocaína, nicotina, cafeína, teína, teobromina, guaraína, adrenalina, álcool etc).

A maioria dessas drogas é considerada inocente e, dessa forma, é legal e socialmente aceitável. No entanto, nem por isso tais substâncias deixam de ser potencialmente prejudiciais a partir do momento em que criem dependência física e psíquica. Várias delas alteram os sentidos a ponto de pôr em risco a própria vida do usuário e as dos demais.

Quando nos referimos ao vício e às drogas, popularmente estamos aludindo às substâncias ilegais ou, pelo menos, ao álcool e ao fumo. Raramente ao café. Apesar disso, uma das primeiras coisas que o médico pergunta em uma consulta é quanto o paciente toma de café por dia!

Quer apliquemos aqui a primeira ou a segunda acepção do termo vício, a forma mais eficiente de combatê-lo é atuando na juventude. Uma pessoa que já carregue nas costas quarenta anos de idade, ou mais, dificilmente aceitará a orientação para que deixe de fumar, beber ou usar drogas, a menos que ocorra uma motivação muito forte, como o diagnóstico de uma doença grave. Mesmo assim, um bom número ainda reincide.

Trabalho há mais de cinquenta anos com reeducação comportamental e qualidade de vida. Pela minha experiência, o investimento de trabalho e energia necessários para tentar desintoxicar e curar um usuário de drogas é cerca de cem vezes maior do que o trabalho e energia investidos para evitar que um jovem comece a fumar, beber ou envolver-se com tóxicos. E as probabilidades de sucesso seguem a mesma proporção.

Assim sendo, poderemos auxiliar cem vezes mais gente se realizarmos um trabalho preventivo. É a mesma coisa com a criminalidade. Custaria muito menos ao estado educar do que sustentar toda uma máquina policial e outra judiciária para processar, prender e manter as tantas penitenciárias abarrotadas, as quais nunca darão conta da demanda se a política continuar sendo a de “punir depois” ao invés de “educar antes”. E todos sabemos que o uso de drogas aumenta a criminalidade.

Ocorre que o ser humano se vicia muito facilmente e não apenas em substâncias. Ele se vicia com muita facilidade e em qualquer coisa. Vicia-se no jogo, em esportes radicais, em pescaria, em colecionar coisas, em sexo, em religião, em chocolate, em Coca-Cola, em cafezinho, em novelas, em seriados, em ganhar dinheiro, em perder dinheiro… vicia-se em qualquer coisa.

Então, conhecendo essa característica do Homo sapiens, durante este meu meio século de profissão tenho trabalhado para “viciar” as pessoas em não contrair vícios. É uma questão de condicionamento, de educação, de costume implantado. Quando proporcionamos um ambiente sadio e preleções esclarecedoras (jamais doutrinadoras), a tendência da maioria é a de incorporar esse hábito de cultivar a saúde, o bem-estar, a qualidade de vida, as boas relações humanas, a produtividade, tudo isso como um esporte, a responsabilidade social e ambiental como uma questão de honra. Essas pessoas não terão foco – nem tempo – para o vício.

Mesmo afastando-se do ambiente saudável do DeRose Method, muitas delas levam consigo o patrimônio de bons costumes que aprendem conosco e geralmente costumam irradiá-los para dentro do seu círculo familiar. Algumas vezes, transmitem os bons hábitos até aos colegas de profissão e círculo de amizades. Dessa forma, ao reeducarmos uma pessoa, estaremos criando ondas de choque que reverberarão na sociedade conseguindo, assim, transformar o mundo.

domingo, 17 de fevereiro de 2019 | Autor:

As filosofias indianas mais conhecidas são do tronco medieval (espiritualista e restritivo). Uma característica dessa linhagem é o esforço para aniquilar o ego. Isso confunde muito os nossos praticantes (e até instrutores), pois esse conceito está muito difundido na Índia de hoje e na literatura que proveio de lá. Nossos estudantes travam contato, de alguma maneira, com a bibliografia que prega a aniquilação do ego e barafundam-na com as propostas do DeRose Method.

Quando alguém nos desagrada, a atitude mais primária é querer livrar-nos da pessoa, ao invés de administrar o relacionamento e torná-lo produtivo. Quando um animal é indomável, a solução primitiva é castrá-lo. Assim fazem as correntes medievais com o ego.

Nossa linhagem, tem outra opinião. Nós entendemos que o ego é uma ferramenta importante do ser humano. Não queremos acabar com o ego. Ao contrário. Nosso Método de trabalho atua no sentido de reforçar o ego para poder utilizar sua colossal força de realização.

Anular o ego seria como castrar um animal de montaria e depois utilizá-lo, caminhando cabisbaixo, sem libido. Trabalhar o ego equivale a domar e montar um macho andaluz “inteiro”, fogoso, orgulhoso, com sua cabeça erguida e suas passadas viris. Sua montaria é o ego. Você prefere montar um pangaré derrotado ou um elegante garanhão?

Castrar o ego seria fácil demais. Domá-lo[1], isso sim é uma empreitada que requer coragem e muita disciplina. Adestrá-lo denota coragem e disposição para a luta.

O DeRose Method, não propõe que você seja castrado. Ele reforça sua libido e o seu ego. Em seguida, canaliza essa força resultante para fins construtivos. Ter ego não é o problema. Tê-lo deseducado, selvagem, incivilizado, criador de casos e de conflitos com as outras pessoas, esse é o grande inconveniente que poderá destruir a sua carreira profissional, seu relacionamento afetivo e as suas amizades.

Portanto, no lugar de envidar esforços para destruir, vamos investir em algo construtivo. Nada de destruir o ego. Vamos cultivá-lo, com disciplina e a noção realista de que precisamos dele para a nossa realização pessoal, profissional e evolutiva.

No DeRose Methodqueremos gente forte, com um ego poderoso, mas educado.


[1] Domar, no sentido aplicado pelo Monty Roberts Method – https://www.montyroberts.com/tag/training-methods/

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019 | Autor:

Acordei, escovei os dentes com creme dental de coco, tomei banho com sabonete de coco e xampu de coco. Penteei meu cabelo com gel de coco. Passei um desodorante de coco. Fiz barba com creme de barbear de coco. Passei na pele creme hidratante de coco. Tomei um desjejum de ovos fritos em óleo de coco e tomei café com leite de coco, adoçado com néctar de coco. Vesti minha camisa feita com fibra de coco e fui trabalhar. Chegando ao escritório as pessoas me inquiriram agressivamente: “Você não usa coco? Você tem que usar coco!” Depois de concordar timidamente e provar que até a minha camisa era de fibra de coco, sentei-me na minha baia para trabalhar. Comecei imprimindo uns relatórios em papel reciclado de fibra de coco. Escutei a colega na baia ao lado dizendo à outra: “A melhor coisa para candidíase é aplicar óleo de coco na pepequinha.” Por educação virei para o outro lado e escutei: “Minha filha, para cozinhar eu só uso gordura de coco.” Na saída, uma colega me ofereceu um umectante labial de gordura de coco para os meus lábios rachados.

Terminei o expediente e fui ver um biquíni para a minha namorada. Comprei um que o sutiã era formado por duas metades de coco. Dizem que está na moda. Passei em uma loja de cavalheiros e comprei para mim um chapéu coco, para ser mais bem aceito por todos. Fui para a happy hour, onde tomei um porre da aguardente de coco. Já mais prá lá do que prá cá, entrei num coco e fui para casa onde me esperava minha namorada. Ela me pediu para sair e tomar uma água de coco geladinha, e comprar creme de coco em pó para engrossar algumas receitas.

Chegou uma hora em que eu não aguentei mais. Agarrei um coco com raiva e espatifei o maldito contra o cimento da calçada. Vieram dois policiais da Força Nacional do Coco e me levaram preso por coquicídio. Foi então que eu acordei. Estava no ano de 2030 e era apenas um pesadelo no qual eu estava revivendo a ridícula modinha do coco do ano de 2018.

quinta-feira, 2 de agosto de 2018 | Autor:

Atitude Afirmativa é a primeira característica do DeROSE Method.
Atitude Afirmativa é estar predisposto a concordar, estimular, incentivar a toda e qualquer ideia ou proposta.
Atitude Afirmativa é primeiro dizer “sim”; e depois, pôr mãos à obra!
Atitude Afirmativa é o que precede a ação efetiva. A segunda, sem a primeira, não acontece.
Foi pela Atitude Afirmativa, seguida da ação efetiva, que conseguimos concretizar todos os sonhos, todas as realizações tachadas de “impossíveis”, vanguardeiras, pioneiras e revolucionárias do DeROSE Method pelo mundo afora.

Foto no thumbnail: Empreendedores do DeRose Method: Valter Figueiredo, Antonio Prates e Diego Nogueira (Copacabana – Rio de Janeiro).

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