Ainda a respeito do ritual de barbear-se, há um trecho do antigo post O paradigma do emprego que vale a pena isolar e repetir aqui:
“É como os cadarços dos sapatos. Há mais de meio século, quando eu ainda era criança, lançaram os primeiros calçados sem cordão. Eram os sapatos de fivela. Tempos depois introduziram o elástico. Depois, o velcro. Depois, o zíper. E até hoje a maior parte dos sapatos continua usando os absurdamente unpractisch cadarços que dão trabalho para calçar, para descalçar e desamarram-se o tempo todo, fazendo crianças e adultos tropeçar e cair. Por que continuam usando uma coisa dessas, trabalhosa, sem praticidade e perigosa, ao invés de substituí-la por alguma das muitas alternativas mais modernas? A explicação é que o humanóide demora a incorporar as mudanças.”
Aliás, esse é um dos motivos pelos quais adotei os calçados tradicionais dinamarqueses, que se parecem com os tamancos suecos que estiveram em moda no mundo todo há trinta anos, só que os dinamarqueses são fechados atrás. Eles são muito práticos especialmente para quem precisa descalçar-se e calçar-se com rapidez várias vezes por dia, como é o caso da nossa profissão. São resistentes à água e a maus-tratos. E são lindos. Mas acho que você vai ter que ir a Kopenhagen para adquiri-los!
Aproveitando o embalo, descobri no youtube este outro indicado pelo Mestre:
httpv://www.youtube.com/watch?v=XGvFJe0TsCo
[Atenção: este vídeo completo tem cerca de meia hora e este link apenas três minutos. Recomendo procurar o vídeo completo - A questão dos paradigmas, da Siamar. É sensacional e recomendo veementemente que você o assista completo, várias vezes. DeRose.]
Esta lista de reprodução mostra o documentário todo:
http://www.youtube.com/watch?v=XGvFJe0TsCo&feature=PlayList&p=33C73CB2889291F9&index=0&playnext=1
[Contudo, o vídeo A questão dos paradigmas que eu uso para orientar os instrutores é outra versão. E dublado em português.]






Compreende os medos que o mestre instaura.
Medos? Medos não! Tudo menos isso. Onde foi que instaurei medos? Preciso saber para corrigir essa faglia nostra.
A tradição tántrika é avessa ao medo, Shivánada mesmo afirma que o Tantra é um caminho seguro para um vida sem medo.
A grande sacada do Tantra, a muitos e muitos anos atrás, foi que sem medo não há dominação, o que faz dela uma filosofia libertária!
Os termos sâncristos são interessantes, a relação entre Tanmátra e Tantra, me saltou aos olhos. Sendo que o primeiro está incorporado no Sámkhya.
Mátra: medida, quantidade, montante, tamanho, duração.
Até nos caminhos que costumo percorrer a pé ou de carro, opto por mudar as “rotas” de tempos a tempos para não ficar habituado só a seguir “por ali”, como se fosse o único caminho existente.
E é sempre uma bom motivo para ir até Kopenhagen, para adquirir os genuínos. Obrigado Mestre.
Beijos de Portugal!
Então é daí que vêm? Quando vi no curso de Lisboa, achei um máximo, e com muita pinta, esses calçados tradicionais dinamarqueses. Um dia vou a Kopenhagen e trago uns também, quem sabe fico cheia de estilo como o Mestre querido.
Beijos enormes
Mudar, o que quer que seja, realmente não é das tarefas mais fáceis, mas que é bom, é! Vale a pena experimentar …
hihihihihi. é verdade!
e nem gosto de cadarços… para não dizer que não tenho, tenho apenas um tenis assim, mas que quase nem uso. de resto… sandalias, botas, tenis, sapatos com os mais variados sistemas de fechar mas sem cadarços!!!
acho que o que menos gosto deles é que sujam e nunca ficam bem limpos…hehe
beijinhos, bom dia
Bello vídeo com uma parte do poema Mensagem de Fernando Pessoa:
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Abraços
Everton
São José – SC
Ó Mar salgado, quanto do teu sal são lágrimas de Portugal! Valeu a pena? Tudo vale a pena se a alma não é pequena.
Que lindo!
Mestre, dê-nos mais dados dos seus elegantes sapatos. Talvez consigamos encomendá-lo pela internet!
Bom dia dos namorados!
Não gosto de usar sapatos com cadarços, sempre procuro sem. O difícil é encontrar tênis de corrida bons sem cadarços.
Nem todas mudanças são boas. As pessoas resistem as mudanças(falo por mim, por boa parte da minha vida) por não terem um Mestre que lhes aponte que mudanças terão boas consequencias, e que mudanças são repreensíveis e danosas. No meu entendimento, uma boa relação Mestre-discípulo é a chave pra aprendermos a mergulhar de cabeça nas escolhas boas, e avaliar as consequencias das outras escolhas.