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terça-feira, 31 de janeiro de 2012 | Autor:

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012 | Autor:

Olá Mestre!

Sou aluna do Fêde e este é um vídeo da campanha Meat Free Monday para o Reino Unido.

Um grande beijo!

Jessica Yoshida

terça-feira, 3 de janeiro de 2012 | Autor:

Na verdade, discrimina judeus, muçulmanos, hindus, budistas, jainas, sikhs, adventistas e outras religiões. As companhias aéreas fazem isso sistematicamente, em praticamente todos os voos.

Como?

Não dando opções no cardápio e obrigando os clientes de todos esses grupos religiosos a comer carnes, muitas vezes de porco, ou ficar com fome. Certa vez, a aeromoça me disse candidamente: “Não é carne de porco. É presunto.”

As companhias argumentarão que é possível pedir alimentação especial. O argumento não é válido porque as comissarías não sabem preparar alimentos sem carnes e oferecem absurdos intragáveis que nenhuma semelhança têm com a gastronomia dessas culturas. Isso, quando os pratos, mesmo errados, pelo menos entram a bordo.

Durante mais de vinte anos eu solicitei alimentação especial, VLML (lactovegetariana) ou AVML (asiática vegetariana) especificando a subdivisão “hindu”. Jamais a comida entrou a bordo corretamente, razão pela qual nunca mais pedi refeição especial e rogo que se você fizer alguma reserva para mim não deduza que eu desejo essa alimentação. Apesar de tal recomendação ser antiga, já que consta de vários livros meus, diversos colegas ao fazer reserva para meus voos recentes, me penalizaram com essa surpresa (pois nem ao menos me consultaram!).

E, por isso, eu havia publicado o capítulo Alimentação vegetariana: chega de abobrinha!, do qual reproduzo o trecho abaixo:

“Jamais declare-se vegetariano num hotel, restaurante, companhia aérea ou na casa da sua tia-avó. É que todos eles têm a mesma vivacidade e vão responder:

– Eu gostaria de lhe preparar uma comida decente, mas já que você não come nada vou lhe servir uma saladinha de grama.

E, por mais que você tente explicar que vegetariano não é isso o que a esvoaçante fantasia do interlocutor imagina, sua probabilidade de sucesso é nula. Na caixa-preta dele já está selado, carimbado e homologado que vegetariano só come salada e ponto final.

Há vinte anos envio cartas e faço visitas de esclarecimento à comissaría e aos nutricionistas de uma conhecida companhia aérea. Mas nada os demove da sábia decisão de que conhecem melhor o vegetarianismo do que os próprios vegetarianos. E tome discriminação. Os mal-entendidos já começam ao fazer a reserva. Basta solicitar alimentação lacto-vegetariana, cujo código é VLML, para que o solícito funcionário do outro lado da linha registre alegremente:

– Ah! Vegetariano? Perfeitamente, senhor.

Só que a alimentação vegetariana, para as companhias aéreas, tem outro código, VGML, que designa um sistema bem diferente e absurdamente intragável que só existe na cabeça dos nutricionistas dos caterings. Fico a pensar se VGML é a sigla para VegMeal ou se significa: Você Gosta Mesmo dessa Lavagem?

E se o passageiro sabe mais do que o atendente e adverte-o para que use o código certo, VLML, invariavelmente é deixado na linha esperando enquanto ocorre uma conferência nos bastidores. Às vezes, o som vaza e pode-se escutar:

– Diz prá ele que esse código não existe. Não é vegetariano? Então é VGML.

Certa vez, numa viagem internacional, minha mesinha já estava posta quando tive a infeliz idéia de informar a comissária de bordo que o pedido de alimentação vegetariana era meu. Ato contínuo ela retirou da minha mesa o queijo, a manteiga, a maionese, o pão, o biscoito, o chocolate, a sobremesa e tirou até o sal e a pimenta. No lugar, colocou uma lavagem de legumes cozidos à moda de isopor.

Por que a gentil senhorita fez isso com este simpático cavalheiro? Será que ela pensa que queijo é carne? Que manteiga, maionese, chocolate são algum tipo perigosíssimo de carne de vaca-louca camuflada?

O pior nas viagens aéreas é que se você pedir alimentação VGML ou VLML, o pessoal do catering tira a sua sobremesa como que a puni-lo por ter-lhes dado trabalho. É como se estivessem a ralhar com o passageiro:

– Menino mau. Já que não come a sua carne, vai ficar sem sobremesa.

E você é obrigado a comer legumes cozidos sem tempero ou salada fria com uma uva de sobremesa, enquanto assiste o vizinho de poltrona refastelando-se com um prato quentinho de strogonoff, suflé, parmegiana, milanesa, tudo arrumado com capricho, mais um apetitoso pudim e ainda tem que ouvi-lo comentar:

– Essa comida de bordo é uma porcaria… “

segunda-feira, 14 de março de 2011 | Autor:

Vou reeditar o livro sobre alimentação. Quero que esteja pronto para o lançamento no Festival de Florianópolis. Provavelmente terá o título Método de Alimentação Biológica.

Para tanto, preciso que você me envie os dados sobre os restaurantes da sua cidade, tal como se encontram na edição anterior Chega de Abobrinha!

Ou seja, se tem ou não convênio conosco; o nível de respeito e atenção com não-carnívoros, de um a cinco smiles; e o preço médio relativo de um  a cinco cifrões ($). Não mencione valores em reais, pesos, dólares, euros etc., porque isso muda. Além do mais, para quem vem de outro país, converter a sua moeda pode ser um pouco confuso.

Também preciso do preço em $$ porque o número de cifrões representa: ($) muito barato, ($$) barato, ($$$) médio, ($$$$) caro e ($$$$$) muito caro, dentro de um contexto. Esse contexto quem interpreta é você que esteve no restaurante.

Necessitamos dos nomes dos pratos para que os nossos leitores entrem e peçam as iguarias recomendadas por você.

Os estabelecimentos precisam ser comuns e jamais especializados. Não podem ser restaurantes vegetarianos, naturais, macrobóticos, veganos, biológicos, orgânicos etc.  

Pode indicar pizzarias, lanchonetes, churrascarias e restaurantes diversos, desde que sejam comuns, normais. A ideia é justamente mostrar que um não-carnívoro encontra comida sem carnes em qualquer lugar e que comemos a mesma comida que todo o mundo come, só que sem carnes .

Precisamos dos dados completos dos restaurantes: nome, endereço, telefone, cidade, estado e país. Depois, qual o patamar de preço (de um a cinco cifrões [$]) e qual o nível de satisfação que você sentiu (de um a cinco smiles). Na sequência, o nome de alguns pratos que constem do cardápio regular e que não contenham carnes. A proposta não é vegan. É apenas não-carnívora.

Mas, por favor, seja exigente. Imagine que quem vai lá experimentar os pratos indicados é um daqueles intolerantes radicais xiitas que fincam pé contra o seu sistema alimentar e dos que afirmam que jamais conseguiriam ter prazer em alimentação sem carnes. Os pratos recomendados precisam estremecer essas opiniões desinformadas sobre o que nós comemos.

Não me envie sugestões de pratos estereotipados, que contenham soja, tofú, shoyu, missô, algas, arroz integral, açúcar mascavo ou qualquer outra coisa que possa parecer esquisitice aos olhos dos outsiders. A comida tem que ser saborosa.  Food should taste good.

Atenção: preciso dessas informações para ontem!

Obrigado pelo Ritmo DeRose

_________________________

Queria deixar um aviso aos frequentadores do Blog que querem colaborar com o livro novo de Alimentação:

Vamos facilitar a vida do Mestre. Leia o post na íntegra antes de deixar suas sugestões. O Mestre não vai ter tempo de pesquisar todos os dados faltantes dos restaurantes, sites etc, por isso você precisa mandar os dados completos e bem organizados. Para facilitar você pode preencher os dados da seguinte forma:

Nome do restaurante:
Endereço completo e telefone:
Número de smiles (de 1 a 5):
Valor médio (de 1 a 5 cifrões):
Tem convênio conosco?
Sugestões de pratos (bebidas, entradas, pratos principais, sobremesas):

Pronto!

Beijos.

Vivi

sexta-feira, 12 de novembro de 2010 | Autor:

Olá Mestre!
Falando em comida… Olha o que recebi hoje. Sei que nós seguimos a alimentação biológica, diferente dessas outras correntes, mas achei interessante!
Abraço bem forte,
Juliana (Granja Viana)

ONU recomenda mudança global para dieta sem carne e sem laticínios

Segundo relatório da ONU, um consumo reduzido de produtos de origem animal é necessário para salvar o mundo dos piores impactos das mudanças climáticas. ONU afirma que agricultura se equivale ao consumo de combustíveis fósseis porque ambos crescem rapidamente com o desenvolvimento econômico.

Uma mudança global para uma dieta vegana é vital para salvar o mundo da fome, da escassez de combustíveis e dos piores impactos das mudanças climáticas, afirmou hoje um relatório da ONU. Na medida em que a populção mundial avança para o número previzível de 9,1 bilhões de pessoas em 2050 e o apeite por carne e laticínios ocidental é insustentável, diz o relatório do painel internacional de gerenciamento de recursos sustentáveis do Programa Ambiental das Nações Unidas (UNEP).

Diz o relatório: “Espera-se que os impactos da agricultura cresçam sustancialmente devido ao crescimento da população e do consumo de produtos de origem animal. Ao contrário dos que ocorre com os combustíveis fósseis, é difícil procurar por alternativas: as pessoas têm que comer. Uma redução substancial nos impactos somente seria possível com uma mudança substancial na alimentação, eliminando produtos de origem animal”.

O professor Edgar Hertwich, principal autor do relatório, disse: “Produtos de origem animal causam mais danos do que produzir minerais de construção como areia e cimento, plásticos e metais. A biomassa e plantações para alimentar animais causam tanto dano quanto queimar combustíveis fósseis”.

A recomendação segue o conselho de Lorde Nicholas Stern, ex-conselheiro do governo trabalhista inglês sobre a economia das mudanças climáticas. O Dr. Rajendra Pachauri, diretor do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), também fez um apelo para que as pessoas observem um dia sem carne por semana para reduzir emissões de carbono.

O painel de especialistas categorizou produtos, recursos e atividades econômicas e de transporte de acordo com seus impactos ambientais. A agricultura se equiparou com o consumo de combustível fóssil porque ambos crescem rapidamente com o desenvolvimento econômico, eles disseram.

Ernst von Weizsaecker, um dos cientistas especializados em meio ambiente que coordenaram o painel, disse: “A crescente riqueza econômica está levando a um maior consumo de carne e laticínios – os rebanhos agora consomem boa parte das colheitas do mundo e, por inferência, uma grande quantidade de água doce, fertilizantes e pesticidas”.

Tanto a energia quanto a agricultura precisam ser “dissociadas” do crescimento econômico porque os impactos ambientaris aumentam grosso modo 80% quando a renda dobra, afirma o relatório.

Achim Steiner, subsecretário geral da ONU e diretor executivo da UNEP,afirmou: “Separar o crescimento dos danos ambientais é o desafio número um de todos os governos de um mundo em que o número de pessoas cresce exponencialmente, aumentando a demanda consumista e persistindo o desafio de aliviar a miséria e a pobreza”.

O painel, que fez uso de diversos estudos incluindo o Millennium Ecosystem Assessment (avaliação do ecosistema no milênio), cita os seguintes itens de pressão ambiental como prioridade para os governos do mundo: mudanças climáticas, mudanças de habitats, uso com desperdício de nitrogênio e fósforo em fertilizantes, exploração excessiva dos oceanos e rios por meio da pesca, exploração de florestas e outros recursos, espécies invasoras, fontes não seguras de água potável e falta de saneamento básico, exposição ao chumbo, poluição do ar urbano e contaminação por outros metais pesados.

A agricultura, particularmente a carne e os laticínios, é responsável pelo consumo de 70% de água fresca do planeta, 38% do uso da terra e 19% da emissão de gases de efeito estufa, diz o relatório, que foi liberado para coincidir com o dia Mundial do Meio Ambiente no sábado.

Ano passado, a Organização de Alimentos e Agricultura da ONU (FAO) disse que a produção de alimentos teria de aumentar em 70% para suprir as demandas em 2050. O painel afirmou que os avanços na agricultura serão ultrapassados pelo crescimento populacional.
O professor Hertwich, que é também diretor de um programa de ecologia industrial na Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia, disse que os países em desenvolvimento, onde se dará grande parte do crescimento populacional, não devem seguir os padrões de consumo ocidentais: “Os países em desenvolvimento não devem seguir nossos modelos. Mas cabe a nós desenvolver tecnologias em, digamos, energia renovável e métodos de irrigação.”
Leia o relatório: http://www.unep.org/resourcepanel/documents/pdf/PriorityProductsAndMaterials_Report_Full.pdf

Texto escrito por Lucas Afonso.

terça-feira, 23 de março de 2010 | Autor:

Mestre querido.
Olha que legal a iniciativa deste vereador de Porto Alegre: http://wp.clicrbs.com.br/blogarpuro/2010/02/18/vereador-propoe-criacao-da-segunda-sem-carne/
Beijos e até sexta no Matando um Leão, Jujú – Rio Branco, PoA.

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