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quarta-feira, 29 de junho de 2011 | Autor:

“Deveríamos ter duas vidas:
uma para ensaiar e outra para viver.”
Vittorio Gassman

 

Esta edição foi reestruturada ao raiar dos meus 66 anos de idade. Senti que o livro precisava ser praticamente reescrito pelas razões que vou expor neste preâmbulo. Retirei do livro qualquer frase que eu ou meus revisores identificássemos como potencialmente polêmica ou impertinente. A presente declaração é um exercício de humildade que, com a vida, estou aprendendo a cultivar. Espero ser bem-sucedido nessa dura empreitada para que tudo seja justo e perfeito.

Na primeira parte da minha existência tive que lutar bastante para me aprumar, como você vai constatar nas próximas páginas. Eu era muito moço. Comecei a lecionar há mais de meio século, aos 16 anos de idade e passei a maior parte da vida sendo considerado “muito jovem” para desempenhar este instrutorado e as funções a que me propunha. No afã de vencer as resistências, posso ter sido arrogante ou agressivo e talvez tenha ofendido alguém, involuntariamente.

Quero dedicar esta segunda parte da minha existência, os próximos 66 anos, para compensar e corrigir algum mal que eu eventualmente tenha feito. Só não erra quem não faz. Então, certamente errei muito. Pelos meus erros peço a sua indulgência. Se você me conceder uma segunda chance, eu a agarrarei com gratidão e procurarei retribuir da melhor forma possível. Mesmo nesta idade ainda estou disposto a aprender e melhorar. Que este seja o meu pedido de desculpas a você se no passado fui muito intolerante ou se cometi alguma outra falta.

Espero que, com as modificações feitas na obra, esta 40ª. edição seja do seu agrado. Mesmo com a “faxina” que fizemos, sem dúvida, restam muitas passagens que podem ser interpretadas como antipáticas ou ranzinzas. Se, apesar disso, algo aqui escrito ferir as suscetibilidades de alguém, estou aberto às críticas e sugestões para que a próxima edição seja ainda mais aprimorada. Aquele que tiver colaborado com suas críticas tornar-se-á meu parceiro para melhorar o livro e o nosso trabalho.

Obrigado pela compreensão.

 

 

 

 

terça-feira, 14 de junho de 2011 | Autor:

Bom dia Mestre!

Com este texto me lembrei de um uma conversa que tive com um amigo. Estávamos em um bar, ele tomava cerveja e fumava um cigarro, eu tomava um suco e respirava oxigênio, tomando cuidado com a direção do vento. Meu amigo me disse de sua dificuldade em deixar o cigarro (que já o acompanhava por anos) e eu resolvi falar sobre a minha dificuldade em entender esta dificuldade. Contei que já havia experimentado, não apenas uma vez (fui insistente), o tal bastão nicotinoso, porém nunca me senti no impulso e muito menos na compulsividade em fumar; por isso, quando decidi, ou bercebi, que aquilo não funcionaria para mim, simplesmente nunca mais provei nem senti vontade. Conversa tranquila sem pregações.
Dois meses depois nos reencontramos e ele disse: “Bruno, sabes que depois daquela conversa parei de fumar!?” Eu pedi até desculpas, não era minha intenção convencê-lo a deixar algo de que gostava. Ele então me disse que eu não o convenci, eu o contaminei. Contaminei com meu posicionamento e atitude.
Então percebi que minha forma de ativismo não era mesmo a de fazer passeatas nem discursar chateações às pessoas. O exemplo é muito mais poderoso.

Obrigado pela oportunidade de fazer parte deste exército de disseminadores de idéias. Vamos contaminar o mundo com boas maneiras.

Um abraço apertado, e até breve!

Bruno Mazetto
Unidade Londrina

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011 | Autor:

Os Estatutos do Homem – Ato Institucional Permanente (Thiago de Mello)

Artigo I
Fica decretado que agora vale a verdade.
agora vale a vida,
e de mãos dadas,
marcharemos todos pela vida verdadeira.

Artigo II
Fica decretado que todos os dias da semana,
inclusive as terças-feiras mais cinzentas,
têm direito a converter-se em manhãs de domingo.

Artigo III
Fica decretado que, a partir deste instante,
haverá girassóis em todas as janelas,
que os girassóis terão direito
a abrir-se dentro da sombra;
e que as janelas devem permanecer, o dia inteiro,
abertas para o verde onde cresce a esperança.

Artigo IV
Fica decretado que o homem
não precisará nunca mais
duvidar do homem.
Que o homem confiará no homem
como a palmeira confia no vento,
como o vento confia no ar,
como o ar confia no campo azul do céu.

Parágrafo único:
O homem, confiará no homem
como um menino confia em outro menino.

Artigo V
Fica decretado que os homens
estão livres do jugo da mentira.
Nunca mais será preciso usar
a couraça do silêncio
nem a armadura de palavras.
O homem se sentará à mesa
com seu olhar limpo
porque a verdade passará a ser servida
antes da sobremesa.

Artigo VI
Fica estabelecida, durante dez séculos,
a prática sonhada pelo profeta Isaías,
e o lobo e o cordeiro pastarão juntos
e a comida de ambos terá o mesmo gosto de aurora.

Artigo VII
Por decreto irrevogável fica estabelecido
o reinado permanente da justiça e da claridade,
e a alegria será uma bandeira generosa
para sempre desfraldada na alma do povo.

Artigo VIII
Fica decretado que a maior dor
sempre foi e será sempre
não poder dar-se amor a quem se ama
e saber que é a água
que dá à planta o milagre da flor.

Artigo IX
Fica permitido que o pão de cada dia
tenha no homem o sinal de seu suor.
Mas que sobretudo tenha
sempre o quente sabor da ternura.

Artigo X
Fica permitido a qualquer pessoa,
qualquer hora da vida,
uso do traje branco.

Artigo XI
Fica decretado, por definição,
que o homem é um animal que ama
e que por isso é belo,
muito mais belo que a estrela da manhã.

Artigo XII
Decreta-se que nada será obrigado
nem proibido,
tudo será permitido,
inclusive brincar com os rinocerontes
e caminhar pelas tardes
com uma imensa begônia na lapela.

Parágrafo único:
Só uma coisa fica proibida:
amar sem amor.

Artigo XIII
Fica decretado que o dinheiro
não poderá nunca mais comprar
o sol das manhãs vindouras.
Expulso do grande baú do medo,
o dinheiro se transformará em uma espada fraternal
para defender o direito de cantar
e a festa do dia que chegou.

Artigo Final.
Fica proibido o uso da palavra liberdade,
a qual será suprimida dos dicionários
e do pântano enganoso das bocas.
A partir deste instante
a liberdade será algo vivo e transparente
como um fogo ou um rio,
e a sua morada será sempre
o coração do homem.

(Santiago do Chile, abril de 1964 dedicado a Carlos Heitor Cony)

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Eu adicionaria a este manifesto: “Fica decretado que humanos não mais se autodeclararão superiores aos outros animais, já que são iguais em sua capacidade de sofrimento, e nem senhores da Natureza, mas parte dela…” .
Um ótimo dia, um abraço forte e meu agradecimento sem fim!
Juliana (Unidade Granja Viana)

quinta-feira, 16 de setembro de 2010 | Autor:

Mestrão a Formatura foi muito boa e perfeita, minha familia está muito orgulhosa por eu ter me formado Instrutor do Método DeRose um nobre trabalho para o aprimoramento pessoal de cada individuo da sociedade. obrigado
As fotos da Formatura de Florianópolis estão neste link: http://picasaweb.google.com/fernando.marin.kobrasol

[Se não conseguir abrir, vá aos comentários e clique no link do comentário do FeMarin.]

sábado, 20 de fevereiro de 2010 | Autor:

Demorei para agradecer porque todos os dias chegava um presente novo pelo meu aniversário. Lindas prendas, mais lindos cartões, alguns deles assinados por dezenas ou centenas de pessoas. Amei todos eles. Valorizei cada pújá, desde os mais singelos, ofertados de coração. Mas quero agradecer a todos em nome da estimada instrutora Conceição Martins, de Feira de Santana, Bahia, cujos filhos também se tornaram instrutores do nosso Método, e que teve a gentileza de me enviar uma caneta de ouro com os dizeres: “Obrigado por existir e ter mudado a minha vida.” Não pelo valor do presente, mas pela intenção agradeço a essa demonstração de reconhecimento que muito me sensibiliza. Como esse, todos os demais cartões e presentes simbolizam o carinho transbordante de pessoas especiais, algumas das quais estão comigo há mais de vinte e há mais de trinta anos. Por todas elas nutro um carinho que jamais conseguiria expressar por palavras. Apenas um abraço apertado e longo pode lhes dizer o quanto de afeto sinto em minha alma. Obrigado pelas tantas, enormes, manifestações de carinho, entre elas o presente coletivo que foi o traje que utilizei para ministrar a aula pelo Dia do Yôga comemorativa pelos meus cinquenta anos de ensino. Espero cumprir melhor a minha missão daqui para a frente, pelos próximos cinquenta!


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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010 | Autor:

Muito obrigado a todos aqueles que pararam o que estavam fazendo para me dedicar alguns diamantes de carinho aqui no blog.

Se eu não conseguir agradecer a cada um individualmente, agradeço aqui a todos com meu coração emocionado por tantas demonstrações de afeto.

Peço a você que se lembre da Ação Efetiva. Esse é o melhor presente. A sua Ação Efetiva! É preciso que o mundo nos ouça, que a opinião pública saiba quem somos nós e qual é a nossa proposta, que a Grande Imprensa dê espaço a você e a todos os nossos instrutores, praticantes, amigos e colaboradores para que possam espargir esta linda e construtiva maneira de ser.

Em homenagem aos que nos enviaram mensagens de feliz aniversário, vou publicar uma delas, que disse o que todos sentiram:

Mestre Mais Que Querido!!!!
Estava aqui esperando os primeiros minutos desse dia pra lá de especial!!!!
Que uma chuva de bênçãos iluminadas, coloridas e cheirosas cubra toda a sua existência, entretecendo a sua vida com as vidas daqueles que te querem bem para todo o sempre e para além do infinito!
Feliz Aniversário!!!!
Um beijo super colorido, como um raio de sol que anuncia o arco-íris banhado pelo frescor da chuva!!!!
Cris.

___________________

Lembre-se: Ação Efetiva é o melhor presente.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010 | Autor:
  

Emanuel maia ruivo

Olá Mestre,

Gostava de compartilhar este video, que me foi enviado por um aluno meu (obrigado Paulo) e mostra maravilhosamente o sentimento gregário. A diferênça entre competição e cooperação. Assim a meta tem mais força.

Aqui vai o link.

rel=”nofollow” href=”httpv://www.youtube.com/watch?v=lD35EXkAHW0″ />httpv://www.youtube.com/watch?v=lD35EXkAHW0″ type=”application/x-shockwave-flash” allowfullscreen=”true” width=”640″ height=”390″>

Um forte Abraço,

Manu
Porto

Emocionante, comovente. Essa é a nossa História. Foi exatamente assim que a Uni-Yôga começou e essa é a nossa filosofia até hoje. Há 40 anos éramos mais deficientes e descapacitados que os meninos do link. Mas todos juntos, apoiando-nos uns aos outros, chegamos ao que somos hoje. É importante não esquecermos nem perdermos esses valores. Obrigado, Manu, por compartilhar.


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quarta-feira, 9 de setembro de 2009 | Autor:

Marisol veio de Porto Alegre, só para me preparar umas comidinhas, fazer massagens e cafunés. Fomos ao cinema ontem, vamos agora passear (Fée, Marisol, Mariana e eu) com a Jaya, na rua Oscar Freire. Veio no sábado pela manhã, e vai voltar hoje para POA para retomar seu trabalho na segunda-feira. Marisol é para todos nós um exemplo que nada é longe, nada é difícil, nada é complicado. E ainda conseguiu passagem a 99 reais o trecho!

Graças à Marisol e outros amigos, foi um fim-de-semana bem animado, no qual reforçamos nossos laços de amizade e que se tornou parte da nossa História.

Marisol é outra das filhas e filhos de instrutores da geração anterior. Filha da Rosa Espinosa, começou a assistir os meus cursos na PUC de Porto Alegre em 1982. Está comigo desde os 8 anos de idade. É uma filha a mais para mim.

Post scriptum - Vieram nos visitar:  Joris, Nina e Bem, Charles, Gisele Setti, Rosana, Flávio, Borges, Heloiza e Vianna, Chandra, Milton, Carla Mader, Juka, Pati Mezzommo, Vivi, Gabis, Flavinha, Ju Turoni, Beto Alves, Federico, Daniel Cambria, Mariana Rodrigues, Daniel Fersztand (da Argentina), Rod Lombardi, Eliane e Parvati, Andréa e Lucas Neis, Cherrine, Ju Varaschin, Michele, Pri Ramos, Thais, Carla Ferraz, Mauro, Georgina (estes últimos três, de Portugal) e Vivi Figueiredo.


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