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quinta-feira, 5 de janeiro de 2012 | Autor:

Falar ou escrever com erros é uma das maiores demonstrações de que o indivíduo em questão não recebeu uma boa educação.

Tenho acompanhado o fenômeno da evolução da nossa língua durante estas últimas décadas com perplexidade e apreensão. Muito em breve não estaremos mais falando português e sim algum dialeto esdrúxulo. Até quando poderemos declarar, com orgulho, que falamos uma língua vagamente aparentada com a de Camões, a melhor língua literária do mundo?

Para quem fala bem o português, uma palavra errada, uma dicção viciosa, uma concordância mal feita por parte do interlocutor são coisas que causam má impressão. Se quem fala é um instrutor, mais grave ainda, pois precisa expressar-se de forma compreensível por tratar-se de pessoa que vai à frente do público para instruí-lo!

Ademais, somos especializados em público de nível superior. Já imaginou o desconforto que causaria a um cliente culto ter que aprender algo de um profissional que não sabe nem falar corretamente a própria língua?

Eu mesmo já abandonei cursos de informática, de anatomia e de outras disciplinas porque era insuportável receber em minha mente os sucessivos insultos à cultura perpetrados pelos semi-analfabetos que pretendiam receber o meu dinheiro para ensinar-me alguma daquelas matérias.

Os erros que se seguem denotam origens humildes e são sinalizadores de pouca cultura, mesmo se quem os aplicar for portador de diploma universitário, como vem ocorrendo cada vez com maior frequência.

Não diga:

Diga:

Um desse, um daquele.

Um desses, um daqueles.

Um óculos, meu óculos.

Uns óculos, meus óculos.

Quer que eu faço?

Quer que eu faça?

Quer que eu vou?

Quer que eu ?

Como é que você chama?

Como é que você se chama?

Que nem.

Como.

Eu vou vim.

Eu virei, eu venho.

Se você ver.

Se você vir.

Se você manter.

Se você mantiver.

Se você compor.

Se você compuser.

Antes de ontem.

Anteontem.

Duzentas gramas.

Duzentos gramas.

Dou aula de terças e quintas.

Dou aulas às terças e quintas.

Ele falou assim que não vai poder.

Ele falou que não vai poder.

Ele falou assim: “não vou poder”.

Se caso ele não puder.

Se ele não puder.

Caso ele não possa.

Provavelmente ele não possa.

Provavelmente ele não vai poder.

É provável que ele não possa.

Por causa que…

Porque

Estou meia cansada.

Estou meio cansada.

são uma hora.

é uma hora.

é meio dia e meio.

é meio dia e meia.

Faço assim, igual: quando sair eu aviso.

Faço assim: quando sair eu aviso.

Igual: sábado eu falei corretamente.

Por exemplo: sábado eu falei…

Igual ontem, igual eu.

Como ontem, como eu.

Subzídio. (Com som de z.)

Subsídio. (Com som de s.)

Môlho de chaves.

(Só se puser as chaves de molho).

Mólho de chaves (sem acento).

Deitar de costa.

Deitar de costas.

Eu truce.

Eu trouxe.

Entre 4 a 6 dias.

Entre 4 e 6 dias.

Trabalho tanto como ele.

Trabalho tanto quanto ele.

Muitas das vezes.

Muitas vezes.

Oras bolas.

Ora bolas.

Fulano é píssico.

(Alucinação idiomática).

Os guarani.

Os guaranis.

O filme ganhou oito oscar.

O filme ganhou oito oscars.

Comprei uma Mercedes.

(Só se você comprou uma mulher)

Comprei um Mercedes.

Metereológico.

Meteorológico.

Com nós.

Conosco.

Própio.

Próprio.

Poblema, pobrema.

Problema.

Adevogado.

Advogado.

Largatixa, largato, iorgute.

Lagartixa, lagarto, iogurte.

Foi uma situação onde

Foi uma situação na qual

(onde, só lugar físico.)

Você acha que só quem fala assim não foi alfabetizado? Então, preste atenção quando seus amigos falarem. Vai identificar muitas destas gralhas no falar da maior parte deles. A partir daí, por autocrítica, considere a possibilidade de você, que é amigo daquelas pessoas, estar cometendo escorregadelas similares. E passe a prestar atenção à sua locução.

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P.S. – Aos colegas de Portugal, peço que corrijam os seus monitorados e equipes quanto aos erros mais comuns em suas cidades. O mesmo com relação aos demais países.


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domingo, 27 de novembro de 2011 | Autor:

Vocabulário para marujos brasileiros de primeira viagem:

sortie = sorte

maison = mesão

bureau = burro

burreau de poste = burro amarrado no poste

gateau = gato grande

petit gateau = um pequeno grande gato (como o “pequeno grande homem”  e o “little big horn”)

montre = monstro

lunette = luneta

Hôtel de Ville = Hotel da Vila

tablette = tablete, pastilha

à demain = a duas mãos

crier = criar

papillon = papelão

quarte = quarto

morceau = morcego

mairie = maria

sedan = seda grande

ombre = ombro

s’assoir = se assoar, assoar o nariz

roquette = raquete (de tênis, de ping-pong etc.)

calotte = calote, dar o calote

satin = Satan, o Demo.

de rien = para rir

macarron = macarrão

macarronade = macarronada

merengue = um tipo de dança

en suite = no quarto com banheiro

propre = próprio

veste = veste, roupa

attendre = atender

cou =  uma parte da anatomia humana

gengibre dans ton cou = gengibre no seu pescoço

esperer = esperar, aguardar

depuis = depois

tirez = tirar

monter = montar

femme de ménage = mulher que faz ménage à trois

chochotte = chochota

livre = livre, liberto

chat = chato

rien = rio

bijou = bijouteria

embrasser = abraçar

baiser – beijar

fenêtre = frenética

 

sábado, 29 de outubro de 2011 | Autor:

Enviado por André Bouchardet:

 

Veja este texto que recebi por e-mail. Achei-o bem divertido.

Redação feita por uma aluna do curso de Letras da UFMG que venceu um concurso interno promovido pelo professor titular da cadeira de Gramática portuguesa:

 

“Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador. Um substantivo masculino, com um aspecto plural, com alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. E o artigo era bem definido, feminino, singular: era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal.
Era ingênua, silábica, um pouco átona, até ao contrário dele: um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanáticos por leituras e filmes ortográficos. O substantivo gostou dessa situação: os dois sozinhos, num lugar sem ninguém ver e ouvir. E sem perder essa oportunidade, começou a se insinuar, a perguntar, a conversar.
O artigo feminino deixou as reticências de lado, e permitiu esse pequeno índice. De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro: ótimo, pensou o substantivo, mais um bom motivo para provocar alguns sinônimos. Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeça a se movimentar: só que em vez de descer, sobe e pára justamente no andar do substantivo. Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela em seu aposto.
Ligou o fonema, e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, bem suave e gostosa. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela. Ficaram conversando, sentados num vocativo, quando ele começou outra vez a se insinuar.
Ela foi deixando, ele foi usando seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo. Todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo direto.
Começaram a se aproximar, ela tremendo de vocabulário, e ele sentindo seu ditongo crescente: se abraçaram, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples passaria entre os dois. Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula; ele não perdeu o ritmo e sugeriu uma ou outra soletrada em seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas palavras, estava totalmente oxítona às vontades dele, e foram para o comum de dois gêneros.
Ela totalmente voz passiva, ele voz ativa. Entre beijos, carícias, parônimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais: ficaram uns minutos nessa próclise, e ele, com todo o seu predicativo do objeto, ia tomando conta.
Estavam na posição de primeira e segunda pessoa do singular, ela era um perfeito agente da passiva, ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular. Nisso a porta abriu repentinamente. Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo, e entrou dando conjunções e adjetivos nos dois, que se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas. Mas ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tônica, ou melhor, subtônica, o verbo auxiliar diminuiu seus advérbios e declarou o seu particípio na história.
Os dois se olharam, e viram que isso era melhor do que uma metáfora por todo o edifício. O verbo auxiliar se entusiasmou e mostrou o seu adjunto adnominal. Que loucura, minha gente. Aquilo não era nem comparativo: era um superlativo absoluto. Foi se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado para seus objetos. Foi chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo, propondo claramente uma mesóclise-à-trois. Só que as condições eram estas: enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria ao gerúndio do substantivo, e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino.
O substantivo, vendo que poderia se transformar num artigo indefinido depois dessa, pensando em seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história: agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, jogou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva.”

Forte abraço.

André Bouchardet

Graduado
Unidade Asa Norte

terça-feira, 27 de setembro de 2011 | Autor:

“Burros! Burros!”, é o brado que me ecoa na mente cada vez que escuto um áudiolivro no meu carro. A ideia é muito boa. Poder ler os grandes clássicos e todas as obras que eu sempre quis conhecer e nunca tive tempo. No entanto – que irritância – os locutores só têm voz, falta-lhes estofo cultural. Imagine escutar “cêdro”, quando a pronúncia da madeira é cedro (“cédro“); “por consegüinte”, pronunciando a letra u; pronunciando “míster” (como se fosse inglês) o vocábulo mister (mistér) do português… e mais uma quantidade de analfabetismos da nossa própria língua. E quando surgem citações em inglês, francês, italiano, espanhol e latim? Em um livro de Machado de Assis, o locutor cometeu a leitura “ma-i-çon“ para a palavra francesa maison que, qualquer criança sabe, pronuncia-se mesôn (ex.: Maison de France)!  C’est, ele pronunciou “sésti“…  sem comentários! Em uma citação do italiano, che foi lido como “tchê“. Em O Píncipe, de Maquiavel, o locutor pronuncia o nome da cidade de Piza como se fosse “pizza” (na segunda vez, acerta!). E tantas outras que nem vale a pena mencionar.

E os tradutores! No mesmo livro citado, o autor, dirigindo-se ao nobre (singular) a quem o livro fora ofertado, diz, em brasileirês: “A vocês…” quando no original era “A vós…” Como o animal entendeu que “vós” é a segunda pessoa do plural, lascou um “vocês” na tradução! Depois, passa a misturar o tratamento “tu” e “você” na mesma frase pelo livro todo.

Que o locutor não saiba pronunciar outras línguas, ou que o tradutor seja semianalfabeto, poder-se-ia solucionar desde que houvesse a responsabilidade da editora em providenciar uma revisão eficiente da gravação.

Eu gravei um audiobook do meu livro Eu me lembro… . Embora a locução tivesse sido minha, revisei a gravação um sem-número de vêzes, até que nada mais houvesse a corrigir. Considero uma falta de respeito com o leitor, com o consumidor, jogar o áudio no mercado de qualquer maneira, só para gastar o mínimo e faturar rapidamente.

É preciso que os leitores se insurjam e reclamem! Basta do silêncio dos inocentes.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011 | Autor:

É tão bom saber que além de todos os amigos que conquistamos no Método, ainda temos todas as outras vantagens que o poder do grupo pode proporcionar.
Depois que me tornei instrutora, já viajei por vários países da Europa, para Argentina, para EUA, também já comprei meu apartamento, me tornei empresária, meu visual melhorou muito (assim espero, haha), estou me aperfeiçoando em outras línguas e o salto cultural é indescritível.
Fico imaginando como eu estaria hoje em dia se tivesse escolhido uma vida comum e dentro dos padrões normais.
Sou muito feliz em saber que nós estamos melhores a cada ano e torço para que todos saibam valorizar o poder e a influencia positiva que um grupo como o nosso exerce em cada indivíduo.
Obrigada por nos ensinar a viver em um mundo melhor.
Um beijinho de amor.

Patrícia Mezzomo.

Reply ]

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Fico muito feliz com o que você escreveu. Eu não sabia que você também tinha comprado o seu apartamento. Quantos instrutores mais terão comprado seus imóveis e realizado viagens pelo mundo e nós nem sabemos?

quinta-feira, 19 de maio de 2011 | Autor:

Se você tem como nos proporcionar esse sêvá, vai contribuir decisivamente para a difusão do Método em todo o mundo. Mas é preciso que o tradutor seja nativo da Inglaterra ou dos Estados Unidos e que compreenda a língua portuguesa bastante bem. Em hipótese alguma pode ser de outra nacionalidade, ainda que tenha sido educado naqueles países ou que traduza muito bem. É requisito, ainda, que o tradutor possua um vocabulário no inglês que corresponda ao patamar linguístico utilizado em português.

Eu me proponho a auxiliar em tudo o que puder, já que este autor ainda está vivo e conhece o idioma inglês – mas, obviamente, não o suficiente para realizar uma tradução com o nível de impecabilidade que se faz necessário.

Desde já, agradecemos, todos nós, instrutores e alunos do UK, USA e de todo o mundo.

segunda-feira, 2 de maio de 2011 | Autor:

Quando eu era criança e comecei a ser alfabetizado sempre encrenquei com o fato de que o que falávamos era diferente do que escrevíamos e vice-versa. Encrenquei com o fato de a letra q ter sempre que vir acompanhada do u mudo (ora, se sempre vem com o u, esta letra é redundante se não for pronunciada). Impliquei com o fato de a mesma letra ter mais de um som, como x que pode ter quatro sons: som de ss (como em máximo), som de z (como em exigir), som de ch (como em deixar) e som de ks (como tóxico – que, por causa dessa confusão, muita gente pronuncia tóchico! Que feio, não é? Se eu estivesse no altar e a noiva dissesse “tóchico” eu não casava mais.).

Mais tarde estudei latim e compreendi porque escrevemos desta ou daquela forma. Finalmente, depois de muito estudar línguas e, inclusive, o sânscrito, o esperanto e o alfabeto fonético, cheguei à conclusão de que não precisamos nos ater às raízes latinas e podemos perfeitamente repensar a nossa escrita, para torná-la mais lógica e mais fácil de ser aprendida pela população, passando a adotar talvez não o alfabeto fonético num primeiro momento, mas uma ortografia fonética.

Não deixa de ser ilustrativa a opinião do linguista Manuel Mendes de Carvalho: “O essencial da reforma ortográfica de 1911 foi acabar com o despotismo da etimologia, aproximando a ortografia oficial de uma escrita fonética. Aproximando, apenas, note-se, dado que, apesar de tudo, se fizeram vastas concessões a hábitos anteriores, como era o caso de manter inúmeras consoantes mudas, com um ou outro pretexto (homem, directo, sciência, etc.).”

O s teria o som de ss;  o c antes de i e de e, eç, seriam substituídos pelo s; o z teria o som do próprio z e do s medial (como em coisalesar etc.); o qu e o c (antes de a, o e u) seriam substituídos pelo k;  o h mudo não tem razão de ser (nós brasileiros já o eliminamos da palavra úmido, que em Portugal escreve-se com h); g seria sempre gutural e substituído pelo j quando tivesse o som desta letra (ninguém mais escreveria errado tijela e beringela – ou será que é tigela e berinjela?); o x seria substituído pelo som que representasse.

Veja como poderia ficar um texto assim escrito:

 

“Koizas ke a vida me ensinou (A vida me ensinou a ser pasiente)

Tempo, pasiênsia e diplomasia konstituem a fórmula májica para rezolver kuaze todos os problemas de relasionamento umano, seja no trabalho, no kazamento, kom as amizades ou kom os inimigos.

Não adianta nada perder as estribeiras, mudar o tom de voz ou dizer koizas dezagradáveis, vindas lá do fundo do seu instinto animal. Se iso rezolvese alguma koiza, a umanidade já teria rezolvido á séculos a maior parte dos seus konflitos.

Se brigar rezolvese alguma koiza, á tempos já teriam sido solusionadas as kestões da Palestina, da Bósnia, do Pakistão, do Afganistão, do Irã e do Irake. E os kazamentos já estariam todos funsionando azeitados. Mas não é o ke konstatamos.

Koncluzão: brigar não rezolve konflitos.”

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“Por ortografia fonética entende-se uma ortografia em que a cada som corresponda uma letra ou grupo de letras únicos e a cada letra ou grupo de letras um som único, e, ainda, em que, pelo menos no caso das línguas indo-europeias, seja assinalada de algum modo a sílaba tónica.” Manuel Mendes de Carvalho

[Linguas indo-europeias: o sânscrito é uma língua indo-europeia, por isso defendo que se assinalem as sílabas tônicas com um underline para facilitar a leitura, especialmente dos leigos nessa língua.]


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quarta-feira, 20 de abril de 2011 | Autor:

Ola querido Mestre,

ai estah o poema que lemos em nossa escola,  apos o seu curso, enquanto estavamos conversando sobre o quanto eh complicada a pronuncia da lingua Inglesa e da falta de regras nas pronuncias.

O beijo enorme e ate brevissimo!

“This Phonetic Labyrinth”

Dearest creature in creation ,

Studying English pronunciation.

I will teach you in my verse.

Sounds like corpse , corps , horse , and worse

—It will keep you, Susy , busy ,

Make your head with heat grow dizzy.

Tear in eye, your dress you’ll tear

—So shall I! Oh hear my prayer :

Pray console your loving poet,

Make my coat look new , dear, sew it!

Just compare heart , beard , and heard ,

Dies and diet , lord and word ,

Sword and sward , retain and Britain

(Mind the latter, how it’s written).

Made has not the sound of bade ;

Say – said , pay – paid , laid , but plaid .

Now I surely will not plague you

With such words as vague and ague .

But be careful how you speak :

Say break and steak , but bleak and streak .

Previous , precious , fuchsia , via ;

Pipe , snipe , recipe and choir ;

Cloven , oven ; how and low ;

Script , receipt ; shoe , poem , toe .

Hear me say, devoid of trickery :

Daughter , laughter and Terpsichore ;

Typhoid , measles , topsails , aisles ;

Exiles , similes , reviles ;

Wholly , holly , signal , signing ;

Thames , examining , combining .

Scholar , vicar and cigar ;

Solar , mica , war and far .

From desire to desirable , admirable from admire .

Lumber , plumber ; bier but brier ;

Chatham , brougham ; renown but known ,

From knowledge ; done , but gone and tone ;

One , anemone ; Balmoral;

Kitchen , lichen ; laundry , laurel ;

Gertrude , German ; wind and mind .

Scene , Melpomene , mankind;

Tortoise , turquoise , chamois-leather ;

Reading , reading , heathen , heather .

This phonetic labyrinth

Gives moss , gross , brook , brooch , ninth and plinth .

Billet does not end like ballet ,

Bouquet , wallet , mallet , chalet .

Blood and flood are not like food ,

Nor is mould like would and should .

Banquet is not nearly parquet ,

Which is said to rhyme with “darky.”

Viscous , viscount , load and broad ;

Toward , to forward , to reward .

And your pronunciation’s O.K.,

When you say correctly croquet ;

Rounded , wounded ; grieve and sieve ;

Friend and fiend ; alive and live ;

Liberty , library , heave and heaven ;

Rachel , ache , moustache ; eleven.

We say hallowed , but allowed ;

People , leopard ; towed but vowed .

Mark the differences, moreover ,

Twixt mover , plover , Dover ;

Leeches , breeches ; wise , precise ;

Chalice , but police and lice ;

Camel, constable , unstable ;

Principle , disciple ; label;

Petal , penal and canal ;

Wait , surmise , plait , promise , pal.

Suit , suite , ruin ; circuit , conduit

Rhyme with “shirk it” and “beyond it.”

But it’s very hard to tell,

Why it’s pall , mall , but Pall Mall .

Muscle , muscular ; gaol ; iron ;

Timber , climber ; bullion , lion ;

Worm and storm ; chaise , chaos , chair ;

Senator , spectator , mayor .

Ivy , privy ; famous ; clamour

And enamour rhyme with hammer.

Pussy , hussy and possess;

desert , but dessert , address.

Golf , wolf ; countenance ; lieutenants

Hoist , in lieu of flags, left pennants .

River , rival ; tomb , bomb , comb ;

Doll and roll and some and home .

Stranger does not rhyme with anger ,

Neither does devour with clangour .

Soul but foul , and gaunt , but aunt ;

Font , front , wont , want , grand and grant .

Shoes , goes , does . Now first say finger ,

And then singer , ginger , linger .

Real , zeal ; mauve , gauze and gauge ;

Marriage , foliage , mirage and age .

Query does not rhyme with very ,

Nor does fury sound like bury .

Dost , lost , post and doth , cloth , loth ;

Job , job ; blossom , bosom , oath .

Though the difference seems little,

We say actual but victual .

Seat , sweat ; chaste , caste ;

Leigh , eight , height ;

Put , nut ; granite but unite .

Reefer does not rhyme with deafer .

Feoffer does, and zephyr , heifer .

Dull , bull ; Geoffrey , George ; ate , late ;

Hint , pint ; senate , but sedate ;

Scenic, Arabic, pacific;

Science , conscience , scientific ;

Tour , but our , and succour , four ;

Core provides a rhyme for door.

Gas , alas and Arkansas .

Sea , idea , guinea , area .

Psalm , but malaria ;

Youth , south , southern ; cleanse , but clean ;

Doctrine , turpentine , marine ,

Compare alien with Italian ,

Dandelion with battalion .

Sally with ally ; yea , ye—

Eye , I , ay , aye , whey , key , quay !

Say aver , but ever , fever ,

Neither , leisure , skein , receiver ,

Never guess — it’s not safe.

We say calves , valves , half , but Ralf .

Heron, granary , canary ;

Crevice and device and eyrie;

Face but preface , but efface ;

Phlegm , phlegmatic ; ass , glass , bass ;

Large , but target ; gin , give , verging ;

Ought , out , joust and scour , scourging .

Ear , earn ; and wear and tear

Do not rhyme with “here ” and “there ” but “ere .”

Seven is right, but so is even ,

Hyphen , roughen , nephew , Stephen ;

Monkey , donkey , clerk and jerk ;

Asp , grasp , wasp ; and cork and work .

Pronunciation — think of Psyche —

Is a paling, stout and spiky,

Won’t it make you lose your wits,

Writing “groats” and saying “grits.”

It’s a dark abyss, or tunnel ,

Strewn with stones, like rowlock, gunwale ;

Islington and Isle of Wight;

Housewife, verdict and indict .

Don’t you think so, reader, rather

Saying lather , bather , father ?

Finally, which rhymes with “enough ”

—Though , through , plough , cough , hough ,

Or tough ?

Hiccough has the sound of “cup.”

My advice is — give it up!!!