< voltar - Arquivo de tags para » jovem «

terça-feira, 24 de janeiro de 2012 | Autor:

Toda a cultura judaico-cristã se apoia na dicotomia vício e virtude. Nesse sentido, vício é a antítese da virtude e tem o sentido de defeito, qualidade negativa, imperfeição, disposição para praticar o mal.

Tanto o Antigo quanto o Novo Testamento são pródigos em exemplos e parábolas que procuram incutir nos seus leitores a noção de que o vício será punido e a virtude recompensada.

Contudo, no sentido corrente da linguagem coloquial, vício tem a acepção de dependência gerada pelo uso de drogas (cocaína, nicotina, cafeína, teína, teobromina, guaraína, adrenalina, álcool etc).

A maioria dessas drogas é considerada inocente e, dessa forma, é legal e socialmente aceitável. No entanto, nem por isso tais substâncias deixam de ser potencialmente prejudiciais a partir do momento em que criem dependência física e psíquica. Várias delas alteram os sentidos a ponto de pôr em risco a própria vida do usuário e as dos demais.

Quando nos referimos ao vício e às drogas, popularmente estamos aludindo às substâncias ilegais ou, pelo menos, ao álcool e ao fumo. Raramente ao café. Apesar disso, uma das primeiras coisas que o médico pergunta em uma consulta é quanto o paciente toma de café por dia!

Quer apliquemos aqui a primeira ou a segunda acepção do termo vício, a forma mais eficiente de combatê-lo é atuando na juventude. Uma pessoa que já carregue nas costas quarenta anos de idade, ou mais, dificilmente aceitará a orientação para que deixe de fumar, beber ou usar drogas, a menos que ocorra uma motivação muito forte como o diagnóstico de uma doença grave. Mesmo assim, um bom número ainda reincide.

Trabalho há cinquenta anos com reeducação comportamental e qualidade de vida. Pela minha experiência, o investimento de trabalho e energia necessários para tentar desintoxicar e curar um usuário de drogas é cerca de cem vezes maior do que o trabalho e energia investidos para evitar que um jovem comece a fumar, beber ou envolver-se com tóxicos. E as probabilidades de sucesso seguem a mesma proporção.

Assim sendo, poderemos auxiliar cem vezes mais gente se realizarmos um trabalho preventivo. É a mesma coisa com a criminalidade. Custaria muito menos ao estado educar do que sustentar toda uma máquina policial e outra judiciária para processar, prender e manter as tantas penitenciárias abarrotadas, as quais nunca darão conta da demanda se a política continuar sendo a de “punir depois” ao invés de “educar antes”. E todos sabemos que o uso de drogas aumenta a criminalidade.

Ocorre que o ser humano se vicia muito facilmente e não apenas em substâncias. Ele se vicia com muita facilidade e em qualquer coisa. Vicia-se no jogo, em esportes radicais, em pescaria, em colecionar coisas, em sexo, em religião, em chocolate, em Coca-Cola, em cafezinho, em novelas, em seriados, em ganhar dinheiro, em perder dinheiro… vicia-se em qualquer coisa.

Então, conhecendo essa característica do Homo sapiens, durante este meu meio século de profissão tenho trabalhado para “viciar” as pessoas em não contrair vícios. É uma questão de condicionamento, de educação, de costume implantado. Quando proporcionamos um ambiente sadio e preleções esclarecedoras (jamais doutrinadoras), a tendência da maioria é a de incorporar esse hábito de cultivar a saúde, o bem-estar, a qualidade de vida, as boas relações humanas, a produtividade como um esporte, a responsabilidade social e ambiental como uma questão de honra. Essas pessoas não terão foco – nem tempo – para o vício.

Mesmo afastando-se do ambiente saudável do nosso Método, muitas delas levam consigo o patrimônio de bons costumes que lhes ensino e geralmente conseguem irradiá-los para dentro do seu círculo familiar. Algumas vezes, transmitem os bons hábitos até para os colegas de profissão e círculo de amizades. Dessa forma, ao reeducarmos uma pessoa, estaremos criando ondas de choque que reverberarão na sociedade conseguindo, assim, transformar o mundo.

__________________

Querio Mestre,
Que belo post! Tão exato ao descrever a natureza “viciada” do ser humano. E tão perfeito ao falar sobre prevenção versus remediação. Eu fui uma adolescente complicada, sempre buscando algo que eu não sabia o que era, e nessa busca me deparei com diversos tipos de vícios. Hoje tenho orgulho de já ter me livrado de vários deles, que considero os piores, e estar trabalhando em relação aos outros (ah o chocolate, ah o café!). E devo muito, demais a essa comunidade linda e saudável, onde finalmente eu me encontrei, e onde o “legal” é não se violentar com álcool, cigarro, drogas, entre outras tantas. Minha avó sempre dizia que tinha mania de não ter manias. Achei graça de ver que o senhor escreveu sobre ser viciado em não ter vícios! Quanto à prevenção, é a única saída para tantos conflitos e problemas atuais. Remediar, na esmagadora maioria das vezes, é mais difícil, mais caro e menos eficaz! Também é impressionante como a maioria desses problemas, inclusive de como prevenir tantas situações indesejáveis, tem sua raiz em uma palavrinha tão importante: educação. O senhor, ao nos apresentar o Método e o estilo de vida proposto, nos educa sobre os efeitos dos vícios e hábitos menos aconselháveis. E é também a educação que fará com que o motorista não corra, com que a pessoa não compre animais provenientes de tráfico, que entenda a importância de ecossistemas saudáveis, que respeite animais, ou que não vote em políticos corruptos…
Um beijo imenso, com muito carinho, e muita alegria de ter encontrado o senhor no arraiá da Unidade Granja Viana!
Juliana (Unidade Granja Viana).

 


sábado, 29 de outubro de 2011 | Autor:

Enviado por André Bouchardet:

 

Veja este texto que recebi por e-mail. Achei-o bem divertido.

Redação feita por uma aluna do curso de Letras da UFMG que venceu um concurso interno promovido pelo professor titular da cadeira de Gramática portuguesa:

 

“Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador. Um substantivo masculino, com um aspecto plural, com alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. E o artigo era bem definido, feminino, singular: era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal.
Era ingênua, silábica, um pouco átona, até ao contrário dele: um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanáticos por leituras e filmes ortográficos. O substantivo gostou dessa situação: os dois sozinhos, num lugar sem ninguém ver e ouvir. E sem perder essa oportunidade, começou a se insinuar, a perguntar, a conversar.
O artigo feminino deixou as reticências de lado, e permitiu esse pequeno índice. De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro: ótimo, pensou o substantivo, mais um bom motivo para provocar alguns sinônimos. Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeça a se movimentar: só que em vez de descer, sobe e pára justamente no andar do substantivo. Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela em seu aposto.
Ligou o fonema, e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, bem suave e gostosa. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela. Ficaram conversando, sentados num vocativo, quando ele começou outra vez a se insinuar.
Ela foi deixando, ele foi usando seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo. Todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo direto.
Começaram a se aproximar, ela tremendo de vocabulário, e ele sentindo seu ditongo crescente: se abraçaram, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples passaria entre os dois. Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula; ele não perdeu o ritmo e sugeriu uma ou outra soletrada em seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas palavras, estava totalmente oxítona às vontades dele, e foram para o comum de dois gêneros.
Ela totalmente voz passiva, ele voz ativa. Entre beijos, carícias, parônimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais: ficaram uns minutos nessa próclise, e ele, com todo o seu predicativo do objeto, ia tomando conta.
Estavam na posição de primeira e segunda pessoa do singular, ela era um perfeito agente da passiva, ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular. Nisso a porta abriu repentinamente. Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo, e entrou dando conjunções e adjetivos nos dois, que se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas. Mas ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tônica, ou melhor, subtônica, o verbo auxiliar diminuiu seus advérbios e declarou o seu particípio na história.
Os dois se olharam, e viram que isso era melhor do que uma metáfora por todo o edifício. O verbo auxiliar se entusiasmou e mostrou o seu adjunto adnominal. Que loucura, minha gente. Aquilo não era nem comparativo: era um superlativo absoluto. Foi se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado para seus objetos. Foi chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo, propondo claramente uma mesóclise-à-trois. Só que as condições eram estas: enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria ao gerúndio do substantivo, e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino.
O substantivo, vendo que poderia se transformar num artigo indefinido depois dessa, pensando em seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história: agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, jogou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva.”

Forte abraço.

André Bouchardet

Graduado
Unidade Asa Norte

sábado, 17 de setembro de 2011 | Autor:

Quando eu era jovem, na década de 1960, meus concorrentes, sentindo-se ameaçados pela qualidade do meu Método, plantaram umas maledicências. Como eu estava com a consciência absolutamente tranquila, divulguei uma foto do meu semblante com ênfase no olhar, apresentando uma mensagem acima que dizia: “Olha nos meus olhos. O que vês?”  E outra abaixo que concluía: “O que quer que vejas, é o reflexo do que tens dentro de ti.”

Bem, eu não sabia nada do Efeito Kuleshov. Pois bem, o Fretta me enviou estes vídeos. Constate o fenômeno. Você olha para a fisionomia de uma pessoa e interpreta que ela é boa ou má, honesta ou desonesta, que tem fome, lástima ou luxúria, em função do contexto no qual essa pessoa foi inserida. Analise os filmes.

 

 

 

quinta-feira, 18 de novembro de 2010 | Autor:

Mestre,

Compartilho com você um pouco da minha história.
De como travei contato com o Método, como me tornei instrutora e como foi minha passagem pela “yóga”.

http://leilanelobo.blogspot.com/2009/02/decidindo-profissao-como-me-tornei.html
Se aproximava o dia em que teria que decidir qual profissão seguir e nenhuma ainda se mostrava especial em minha vida.
Começava a me sentir mal, a me pressionar. Parti para as pesquisas.
Travei contato com diversos tipos de profissionais. Sem que eles percebessem ia interrogando sobre sua profissão. A grande maioria sentia muita insatisfação.

Dentro de mim eu sentia que queria algo especial, mas não conseguia entender, tampouco decifrar o que seria. Comecei a ouvir as pessoas, uns diziam umas coisas outros diziam outras bem diferentes. Algumas até me faziam pensar! Contornava um futuro e, não, não era aquilo.

O tempo se esgotou, decidi estudar algo com que eu me identificava um pouco, mas que não me imaginava o resto da vida me especializando e trabalhando naquilo.
Me formei em Marketing Organizacional.

Apesar de já atuar na área em uma grande empresa, não me sentia realizada, até achava o trabalho bem interessante, como ainda acho, mas não conseguia me ver e me sentir uma profissional para fazer aquilo o resto da vida.

A empresa na qual trabalhava oferecia aulas de Yôga e de Yóga. Comecei praticando Yóga. Achei muito monótono, calmo, o que contrariava diretamente meu ritmo! Comecei a ouvir comentários de senhoras com mais idade que “a Yóga daquela outra mulher era muito forte”. Elas falavam na verdade do Yôga. No dia da aula fui lá e fiquei do lado de fora da sala observando as pessoas chegarem. Foi então que chegou a professora. De cara senti o impacto e diferença. Ela chegou até mim, com um sorriso que não tenho palavras pra descrever e disse “vamos praticar?”. Era a Marcia Zanchi, Presidente da Federação de Yôga do Ceará. Depois disso o que se sucedeu foram técnicas extremamente agradáveis a um corpo jovem e saudável como o meu, que sempre gostou de esportes e dança. Não conseguia mais me levantar após a descontração, estava em puro êxtase e felicidade.

Era tudo tão novo, sensações tão maravilhosas, os movimentos sinuosos, a respiração, as percepções, queria ficar ali por horas, só sentindo tudo o que aquela prática acabara de me proporcionar.
Pena que só durou mais uma prática e, misteriosamente, as aulas com o Método DeRose foram canceladas.
Não conseguia esquecer como me senti. A prática, as técnicas, as teorias, a filosofia. Tudo isto me fez sentir algo que até me assustou. Tinha vontade de transmitir aquilo, de fazer mais pessoas se sentirem daquele jeito. Me via dando aulas. Queria ensinar!

Transcorreu muito tempo até que eu fosse até a escola para praticar. Não tinha condições no momento. Nem financeiras, nem de tempo. Para não ficar parada, voltei às aulas de Yóga. O que antes me parecia monótono, agora era de tirar a paciência. Tantas repetições, voz tranquila como se quisessem nos pôr para dormir, um tal de “inspira sobe, expira desce” sem parar. Não, não dava mais. Fazia uma aula a cada 2, 3 meses. Desculpem se a sinceridade, se neste momento faz parecer falta de ética. Falo da minha vida pessoal, não tendo nada a esconder sinto-me à vontade para falar dos meus sentimentos.

Lembro-me de que quando comuniquei ao meu instrutor de Yóga que ia para a Universidade de Yôga, fazer aulas e me tornar instrutora ele deu-me uma bronca, dizendo horrores. Achei aquela atitude a pior que podia esperar. E de cara percebi que havia algo errado. Mal sabe ele o quanto contribuiu para minha curiosidade aumentar e minha vontade em conhecer tudo.
“Mas nós também temos formação! O final de semana inteiro!”, disse ele. O resto do que foi dito prefiro não publicar .

Passados 2 anos, finalmente consegui ir até a escola. Chegando lá, pude não só matar a saudade daquele sorriso, mas conhecer outros tão maravilhosos quanto. Não acreditava no que via, cada pessoa mais bonita, alegre e entusiasmada que a outra. Por todo canto risadas, pessoas carinhosas com as outras, educadas. Minha frase foi direta: Quero ser instrutora!

A Marcia, hoje carinhosamente, Marcinha, me olhou com um brilho que jamais esquecerei.
Me explicou sobre o Método, sobre a formação, sobre as práticas, mostrou-me certificados, livros, falou de cursos… A cada palavra me sentia mais segura e aliviada.
Pude, em poucos minutos, entender tudo o que ouvia falar sobre o Método DeRose, sobre o Mestre DeRose, sobre a Universidade de Yôga: era inveja!

A cada dia que convivia com aquelas pessoas me encantava mais. Quanta gente jovem, alegre, saudável, disposta! Tudo era motivo de festa, de passeio, de viagem. Se não havia nada no calendário, após as aulas, íamos para a casa de alguém, víamos filmes, cozinhávamos, jogávamos qualquer coisa.

Não tinha mais dúvida, era mesmo isso que queria. E a cada dia, a cada aula, a cada leitura e conhecimento, a certeza aumentava.

Não seja um papagaio, não reproduza o que escuta.

Seja bom ou ruim, vá, comprove e depois fale.

Sobre um filme, comida, pessoa, lugar, estilo musical, só emita a sua opinião depois de conhecer.

leilanelobo.blogspot.com

_______________________________

Bom Dia Mestre.

Minha história também se assemelha a essa. Pratiquei yóga por vários anos e naquele momento da minha vida me fez bem. Só que cheguei num estágio que não sentia mais nenhuma evolução e percebia que existia muito a aprender. Minha instrutora não falava diretamente mal do Mestre, mas fazia insinuações. Até o dia em que pensei: “Falam tanto deste DeRose… quero saber por que.” E a minha a aula de pré-yôga foi muito, mas muito além de tudo que eu já havia feito antes. Minha sede por conhecimento diante do Yôga só aumentou e até hoje, depois de dois anos como Instrutora ainda sinto que sempre tem muito mais para aprender e evoluir. Obrigada e um super beijo!

_______________________________

[ ... ] uma porção de coisas absurdas que li na internet. Cheguei até a ligar para uma escola de yóga aqui de [ ... ]. Fui tão mal atendida que me fez repensar o assunto e decidir pagar para ver, afinal eram somente histórias de pessoas que eu nem conhecia.
Fui ficando, conhecendo a egrégora mais de perto e tendo cada vez mais a certeza de que tinha tomado a melhor decisão.
Tornei-me instrutora há 3 anos e sempre que alguém me pergunta sobre boatos que ouviram dizer a minha resposta é: Pague para ver. Tire suas próprias conclusões ou deixe-se levar e limite suas escolhas.

Ser instrutora do Método faz-me muito feliz.

Abraços apertados para todos!

Nádia Quinteiro
Unidade Londrina/PR

terça-feira, 16 de novembro de 2010 | Autor:

Recentemente, conversando com uma pessoa ela me fez a pergunta do título. Perguntei-lhe o que ela entendia pela palavra mágica:

- O que é [palavra mágica] para você?

Resposta:

- Bem, [palavra mágica] é muito bom! É muito bom para acalmar. Uma terapia muito boa. Minha avó pratica essa ginástica e faz muito bem para ela. Estou pensando em mandar lá a minha mulher porque ela é que gosta “dessas coisas”. Ela está grávida e eu ouvi dizer que é muito bom para a gestação. Ela aproveitava e levava junto as crianças para praticar com ela. Quem sabe se assim ficam mais tranquilas. Mas na sua [palavra mágica no feminino] não tem que rezar, não, né?

Minha explicação:

- Pois é, meu amigo, você menci0nou acalmar, terapia, ginástica, idosos, mulheres, crianças, gravidez, religião e “essas coisas”. Nós não fazemos nada do que você mencionou. Percebe porque não podemos designar o que fazemos com o mesmo nome que você acabou de mencionar? Se a população e a mídia, pela denominação que você utilizou, entendem essa batelada de estereótipos que não tem nada a ver com o nosso trabalho, não podemos nos referir ao nosso trabalho usando a mesma palavra.

Perplexidade:

- Mas então, o que é que você faz?

Oportunidade de esclarecer:

- Nós propomos um Método de qualidade de vida, um estilo de vida com técnicas e conceitos para maximizar o rendimento na profissão, a alta performance no esporte e aprimoramento nas relações humanas. Aqui está o pocket book O Método DeRose que esclarecerá melhor o que ensinamos; e este é o meu cartão de visitas que tem no verso um resumo da nossa proposta.

Conclusão:

- Ah!… Isso vai ser bom é para o meu filho de trinta anos, que é empresário e desportista.

__________________

Deixei de mencionar a palavra mágica, mas alguns amigos meus ainda continuam a usar o rótulo. Uma amiga contou à mãe que eu estava a tirar um curso de instrutora de Yôga, e a senhora perguntou-me como é que eu me vestia. Expliquei que para as aulas práticas precisava de roupa mais confortável.

– Sim, mas e fora das aulas? Quando andas lá…

Fiquei intrigada, sem perceber muito bem a pergunta. Disse-lhe que me vestia normalmente.

– Não usas “aquelas” roupas? Aquelas saias?

Respondi-lhe que me vestia da mesma forma de sempre, tentando esconder a tristeza que aquela conversa me estava a provocar. Isto partiu de uma pessoa que me conhece há alguns anos. Imagine se não me conhecesse!

Com a comida já desisti de me justificar, a não ser quando percebo que a pessoa pede um esclarecimento genuíno.

O que me faz feliz é sentir a reação das pessoas às mudanças positivas que notam em mim. Mas será que percebem que estas mudanças se devem ao Método?

Abração, com a força da paciência e da tolerância!

Susana Sousa
Espaço Lifestyle – Lisboa

segunda-feira, 11 de outubro de 2010 | Autor:

Esta semana me apareceu uma ruga nova. Fiquei bem feliz porque desde menino sempre quis ter um vinco nesse lugar. Todos os desenhos de rostos que eu esboçava apresentavam esse traço, mas desafortunadamente nunca aparecia nas minhas fotografias. Quando adolescente, eu chegava a colocar um esparadrapo para forçar o aparecimento dessa linha de força no meu rosto, mas a pele juvenil se recusava a aceitar a marca. Hoje, fui surpreendido com a dita-cuja. E fiquei a pensar: as pessoas, em geral, querem esconder as rugas a todo o custo e eu fiquei feliz ao descobrir uma nova… Acontece que as rugas são os sulcos do vinil que registra a história de uma vida. Botocar-se seria o mesmo que corromper os sulcos da gravação na tentativa de apagar um passado que não dignifique ou do qual a pessoa não se orgulhe. E eu me orgulho bastante do meu trabalho, das minhas amizades, dos sofrimentos que fazem parte, bem como das vitórias que os meus amigos me proporcionaram e das conquistas para as quais os meus desamigos me estimularam. Que seja bem-vindo este novo vínculo (pequeno vinco) que se me assenta na face como troféu da idade. Idade que me concede a experiência, o respeito e a credibilidade. Antes, por mais que trabalhasse duramente, com seriedade, profissionalismo e honestidade, eu estava jovem e as pessoas não acreditavam na capacidade ou na seriedade de um garotão. Eu aguardava, pacientemente, que Khrónos me concedesse a sua graça. Finalmente, ela aportou. 

 Conclusão: Ter idade é uma questão de tempo.

domingo, 13 de junho de 2010 | Autor:

A linguagem foi criada para conseguir a boa comunicação entre os seres humanos. A partir do momento em que ela não sirva para essa comunicação ou, até mesmo, cause mal-entendidos, tal linguagem precisa ser repensada.

Quando nós expressamos o vocábulo “Yôga”, o interlocutor já começa a embaralhar “o Yôga” com “a Yôga”. Dali a pouco ele já evolui para “o Yóga” e depois para ”a ióga”. Com o nome, já começam as discrepâncias. (Explicação: é que há muitos instrutores que o  pronunciam e escrevem de diferentes formas e que o interpretam de maneiras divergentes.)

O debatedor questiona o gênero da palavra, a pronúncia e a escrita. Como se isso já não fosse confusão suficiente, na sequência passa a associar o que fazemos com algo completamente diferente e até mesmo antagônico àquilo que estamos querendo ensinar. (Explicação: existem 108 tipos de Yôga que são diferentes entre si.)

“Não, meu querido, não precisa de paciência, não, para praticar”, diz você cheio de tolerância, e tem que ouvir: “Como que não? Todo o mundo sabe que a ióga é muito parada…” (Explicação: há algumas modalidades que são realmente paradas.)

“Não, companheiro, não é para tua namorada, não, é a ti que eu estou convidando”, insiste você já com menos paciência, e amarga a resposta: “Ah! Minha mulher é que gosta ‘dessas coisas’.” (Explicação: embora na Índia o Yôga seja uma arte de cavalheiros, no Ocidente, a partir da década de 1960, foi muito difundido para senhoras.)

“Não, meu anjo, não é para idosos, não, é para gente jovem”, diz você disfarçando como pode a irritação que quer explodir num berro de desabafo, e é obrigado a escutar: “Quando eu ficar mais velho e não puder mais fazer esportes, aí, quem sabe?” (Explicação: de fato, o Yôga é para gente jovem, mas alguns ensinantes se especializaram em recursos inspirados no Yôga para aplicar à terceira idade.)

“Não, cara, não é terapia coisíssima nenhuma, é para gente saudável”, diz você visivelmente abalado, e mal consegue deixar que o interlocutor termine a frase: “Como que não, se os professores de ióga divulgam os benefícios para a saúde e alguns até enumeram as doenças que ela cura?” (Explicação: alguns profissionais exploram a eficácia das técnicas, direcionando-as para atenuar problemas de saúde.)

“Não, seu pafúncio, não é uma seita, não, é para pessoas lúcidas e de bom-senso”, diz você já querendo saltar sobre a jugular do outro, e indigna-se ao ouvir: “Como que não é, se eu vejo sempre na televisão e no cinema pessoas que dizem professar a ióga, com roupas exóticas, cantando Harê Krishna; e outras com atitude mística, colocar as mãos em prece e se inclinar para a frente ao mesmo tempo que pronunciam o mantra adamastêr?” (Explicação: de fato, há vertentes que se consideram religião, como é o caso do Harê Krishna e outras.)

É… essa palavra mágica que produz tanto mal-entendido só pode mais ser utilizada para a comunicação com quem for estudioso da mesma modalidade. Por isso, internamente, prosseguiremos utilizando o termo Yôga, mas para fora, para comunicarmo-nos com amigos, familiares, colegas do escritório, da faculdade, do ginásio, imprensa, conhecidos e desconhecidos, não vamos mais utilizar esse termo.

Quando formos dar entrevistas em rádio, TV, jornais e revistas, o que precisamos a partir de agora é dizer, com muita educação e simpatia, que não queremos falar de Yôga. Que essa palavra não deve constar da entrevista nem uma única vez. Que queremos falar exclusivamente sobre o Método DeRose. Que é uma proposta nova e queremos explicar o que é. (O conteúdo não é novidade alguma. A proposta é que é nova.)

Para tanto, é claro que nenhum press release deve mencionar a palavra Yôga em hipótese alguma.

Mas então, Método DeRose é apenas um outro termo para intitular a mesma coisa? Não.

Método DeRose é outra coisa.

Na verdade, o Método DeRose é constituído por uma tecedura de conceitos e técnicas, das quais as técnicas (e unicamente as técnicas) são provenientes do Yôga Antigo.

Portanto, Método DeRose não é Yôga. Ao mesmo tempo, utiliza o Yôga como uma de suas ferramentas mais importantes.

Conforme pode ser constatado em informativos enviados várias vezes nos últimos anos aos instrutores do Método, nós oferecemos nada menos que 30 alternativas para referir-nos a ele. Algumas delas são: a Nossa Cultura; a nossa proposta; o nosso método; a nossa filosofia;  nosso movimento cultural, reeducação comportamental, life style coaching etc.

Quem deu o nome “Método DeRose” foram os alunos e instrutores que vieram utilizando tal referência durante décadas, até que finalmente, comemorando cinquenta anos de ensino, aceitamos utilizar essa nomenclatura.

Quem cunhou a frase: “Método DeRose é outra coisa“? Curiosamente, foram os que ensinam outras modalidades de Yôga, a fim de distinguir que o nosso Método é, de fato, diferente. Nem melhor, nem pior. É “outra coisa”. Interessante, porque quem cunhou o termo impressionismo fora justamente um crítico de arte, opositor ferrenho à pintura de Monet e usara aquele termo com intenção depreciativa. Acabou por produzir o efeito contrário e foi quem desencadeou a fama desse ilustre pintor.

No nosso caso, ficou claro que a intenção dos colegas de outras linhas ao nos classificar como “outra coisa” era de boa-fé quando uma aluna, casada com um editor inglês, sugeriu que ele publicasse um livro de Yôga e ele se recusou de forma categórica. Quando a esposa disse que propusera a edição porque estava praticando o nosso Método, o marido respondeu inusitadamente: “Ah! DeRose eu publico.” Ela questionou: “Por que Yôga não e DeRose sim?” E veio a resposta histórica: “DeRose é outra coisa.”

Então, está bem. Estamos convencidos. Se todos são unânimes em declarar que DeRose é outra coisa, nós simplesmente acatamos a vox populi. Esperamos que seja a vox Dei.


Veja os comentários

segunda-feira, 17 de maio de 2010 | Autor:


Rotary – Uma reunião de profissionais dignos que atuam na sociedade, doando de si para realizar boas ações em prol de um mundo melhor.

Você sabe que o Rotary é muito bom, que é muito importante, que as pessoas que o frequentam são altruístas e beneficentes. Mas o que é o Rotary Clube? O que ele faz? Quem pode pertencer a ele?

Em uma palestra que assisti no RC SP Jardim América, proferida por uma companheira do Rotaract, soube que a USP foi fundada em uma reunião de Rotary. Que a UniCamp foi fundada em uma reunião de Rotary. E que a ONU foi fundada em uma reunião de Rotary. Isto nos dá uma dimensão dessa entidade mundial sem fins lucrativos. Há alguns anos os rotarianos decidiram erradicar a poliomielite da face da Terra. Conseguimos cumprir nossas metas em praticamente todo o planeta. Só não conseguimos ainda erradicar a pólio em alguns países africanos porque seus governantes não querem aceitar ajuda de uma instituição que foi fundada nos Estados Unidos e estão impondo barreiras políticas e diplomáticas à entrada gratuita das vacinas.

O Rotary apoia um sem-número de ações sociais, humanitárias, filantrópicas e beneficentes em todo o mundo. Você pode se unir a essas pessoas bem-intencionadas para unir seus esforços aos nossos.

Embora haja um número expressivo de empresários no Rotary, você pode se associar tendo a profissão que tiver e sendo homem ou mulher, jovem ou não. Só recomendamos que visite um clube algumas vezes, participando das reuniões e jantares, ou almoços, a fim de conhecer o ambiente, as pessoas e as propostas. Se não gostar de um clube, visite outro, pois são um pouco diferentes entre si. Se você for jovem e o clube que visitou só tinha pessoas mais velhas, procure outro que tenha gente mais jovem. Se você for bem jovem, há o Rotaract que só é frequentado pela moçada.

Depois, informe-se sobre a taxa de manutenção para saber se vai poder honrar o compromisso. Se tudo estiver nos conformes, alguém do próprio clube poderá indicar a sua filiação como associado.

Para saber quais são os endereços e dias das reuniões, coloquei um link na coluna da direita, lá embaixo.

Caso você tenha alguma dúvida, poste um comentário. Se você for companheiro rotariano e tiver alguma informação a acrescentar ou a corrigir, por favor, coloque um comentário. Obrigado pela ajuda.

_____________________

Em todas as grandes cidades existem vários clubes, às vezes, um por bairro! Alguns clubes realizam reuniões bem alegres e descontraídas, com pessoas extremamente simpáticas e com as quais dá prazer simplesmente estar junto. E ainda há os clubes que realizam mais e que nos proporcionam a satisfação de poder contribuir melhor com o bem-estar da humanidade. É preciso visitar vários clubes antes de decidir com qual você tem mais afinidade.

p.swf?clip_id=11143871&server=vimeo.com&show_title=0&show_byline=0&show_portrait=0&color=aa8c46&fullscreen=1″ />p.swf?clip_id=11143871&server=vimeo.com&show_title=0&show_byline=0&show_portrait=0&color=aa8c46&fullscreen=1″ allowfullscreen=”true”>