sábado, 5 de maio de 2012 | Autor:

 

Um discípulo procurou seu Mestre porque se sentia um inútil. Achava-se incompetente. No seu trabalho, não conseguia ganhar dinheiro. Seus clientes não pagavam o justo. Ele queria saber como poderia melhorar e o que devia fazer para que o valorizassem.

O Mestre, olhando-o firmemente, lhe disse:

– Antes de lhe responder quero que você cumpra uma missão.

Tirou do dedo um anel muito bonito e deu ao discípulo, recomendando:

– Vá até o mercado popular. Pergunte quanto dão por este anel . É importante que você consiga por ele o máximo, mas não aceite menos do que uma moeda de ouro.

O discípulo agarrou o anel e foi oferecê-lo aos mercadores da praça. Eram vendedores de frutas, comerciantes de tecidos, artesãos de cerâmica e  lojistas de bugigangas. Eles olhavam com algum interesse, mas quando dizia o quanto pretendia pela jóia, desistiam.

Quando mencionava uma moeda de ouro, alguns riam, outros saíam sem ao menos olhar para ele. Somente um velhinho muito amável lhe explicou que uma moeda de ouro era muito valiosa para aquele anel. Que ele estava fora da realidade. Que devia cobrar o que as pessoas podiam pagar.

Abatido pelo fracasso, o discípulo retornou à presença do Mestre, informando-o de que o máximo que lhe ofereceram foram duas ou três moedas de prata. Ouro, nem pensar!

O Mestre respondeu que seria importante, então, saber o valor exato do anel. Sugeriu que o discípulo fosse ao joalheiro para uma avaliação adequada. E fez outra recomendação: não importa o valor que lhe ofereçam, não venda este anel.

O discípulo foi, um tanto desanimado, cumprir a missão dada pelo Mestre.

O joalheiro, depois de examinar a jóia com uma lupa, pesou-a e lhe comunicou:

– Diga ao seu Mestre que, se ele quiser vender agora, não posso lhe dar mais do que cinquenta e oito moedas de ouro.

O rapaz teve um sobressalto:

– CINQUENTA E OITO MOEDAS DE OURO?

– Sim, retornou o joalheiro. Eu sei que é pouco. Com tempo, eu poderia oferecer cerca de setenta. Mas, se a venda é urgente, não pago mais de sessenta e cinco moedas de ouro.

O discípulo recusou a oferta e voltou correndo para dar a boa notícia ao Mestre. Depois de ouvi-lo, o Mestre disse:

– Sente-se, meu rapaz. Seu trabalho é como este anel, uma jóia única e valiosa. Como toda jóia preciosa, somente pode ser avaliada por quem entende do assunto. Por acaso você imaginou que qualquer um poderia reconhecer o seu verdadeiro valor? Se o joalheiro ofereceu 65 ou 70 moedas de ouro é porque vale muito mais.

Tomando o anel das mãos do discípulo, tornou a colocá-lo no dedo, completando:

– Nosso trabalho é como esta jóia: muito valioso. No entanto, andamos a oferecê-lo a pessoas muito simples e que não têm nos seus valores de vida nem na sua cultura os recursos para compreender o quanto vale o nosso trabalho. A culpa não é dessas pessoas. É nossa, ao levar uma jóia preciosa, de ouro e diamantes, para oferecê-la a um público que só conhece e só compra bijuteria.

 

segunda-feira, 2 de abril de 2012 | Autor:

O que é a kundaliní

Kundaliní é uma energia física, de natureza neurológica e manifestação sexual. O termo é feminino, deve ser sempre acentuado e pronunciado com o í final longo. Os leigos aplicam o termo no masculino e pronunciam “o kundalíni”, mas está errado. Repetimos: o termo é feminino, deve ser pronunciado com a tônica na primeira sílaba e a longa na última.

Pronuncie em voz alta para fixar a correção: kundaliní[1]. Significa serpentina, aquela que tem a forma de uma serpente. De fato, sua aparência é a de uma energia ígnea, enroscada três vezes e meia dentro do múládhára chakra, o centro de força situado próximo à base da coluna e aos órgãos genitais. Enquanto está adormecida, é como se fosse uma chama congelada. É tão poderosa que o Hinduísmo a considera uma deusa, a Mãe Divina, a Shaktí Universal. Todo o sistema do Yôga, de qualquer ramo, apoia-se no conceito da kundaliní.

De fato, tudo depende dela conforme o seu grau de atividade – a tendência do homem à verticalidade, a saúde do corpo, os poderes paranormais, a iluminação interior que o arrebata da sua condição de mamífero humano e o catapulta em uma só vida à meta da evolução sem esperar pelo fatalismo de outras eventuais existências. Leia mais »

sábado, 31 de março de 2012 | Autor:

 A codificação das regras gerais de execução

Uma das mais notáveis contribuições históricas da nossa sistematização foi o advento das regras gerais, as quais não são encontradas em nenhum outro tipo de Yôga… a menos que venham a ser incorporadas a partir de agora, por influência do SwáSthya Yôga. Já temos testemunhado exemplos dessa tendência em aulas e textos de vários tipos de Yôga em diferentes países, após o contacto com o SwáSthya.

É fácil constatar que as regras e demais características do nosso mé­todo não eram conhecidas nem utilizadas anteriormente: basta consul­tar os livros das várias modalidades de Yôga publicados antes da codi­ficação do SwáSthya. Em nenhum deles, vai ser encontrada referência alguma às regras gerais de execução.

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sábado, 24 de março de 2012 | Autor:

Os perigos da kundaliní

Há algum perigo? O único perigo é a existência de indiscípulos, aqueles que discordam por razões de ego, descumprem as instruções por questões de conveniência, fazem tudo errado por indisciplina e depois ainda querem que a coisa funcione. Se o praticante obedecer rigorosamente as recomendações de um Mestre qualificado e com experiência própria, não há riscos. Você quer um exemplo de algo mais mortal que um salto mortal? Entretanto, ninguém morre dando saltos mortais na ginástica olímpica, porque há um método de aprendizagem. Basta seguir o método. O nosso vem com garantia de fábrica de 5000 anos.

Resumo do argumento
a favor do despertamento da kundaliní

Defendendo a instrução ancestral de que é preciso despertar a kundaliní, repetimos aqui a justificativa, resumidamente:

O médico hindu e grande iluminado dos Himálayas, Sivananda (pronuncie Shivánanda), declarou textualmente em seu livro Kundaliní Yôga, páginas 70 e 126 da primeira edição, Editorial Kier: “Nenhum samádhi é possível sem kundaliní.” Ora, se a meta do Yôga, segundo Pátañjali, o codificador do Yôga Clássico, é o samádhi, praticar Yôga sem despertar a kundaliní é tão eficaz quanto ping-pong.

sexta-feira, 23 de março de 2012 | Autor:

ÔM é o símbolo universal do Yôga, para todo o mundo, todas as épo­cas e todos os ramos de Yôga. No entanto, cada Escola adota um tra­çado particular que passa a ser seu emblema. Uns são mais corretos, outros menos; uns mais elegantes, outros nem tanto; e alguns são inici­áticos, outros, profanos. Isto pode ser percebido por um iniciado pela simples observação da caligrafia adotada, ou então prestando atenção no momento em que o símbolo é grafado.
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quinta-feira, 8 de março de 2012 | Autor:


Extraído do livro “Yôga, Mitos e Verdades”, 1992.

Ele existe, sim! E, por incrível que pareça, é mesmo a maioria. Alguns dos exemplos anteriores é que são as exceções. Felizmente!

O discípulo ideal é simpático, gosta de colaborar, compreende nossas razões e tem satisfação em cumprir todas as determinações.

Leu todos os textos com uma disposição positiva, compreendeu e não comete erros, pois considera tudo tão simples, claro e óbvio, que ele não entende a confusão que alguns fazem.

Ao ler Um Tranco do Mestre procurou pensar bem se alguma daquelas advertências podia servir para ele. E, honestamente, concluiu que não. Mesmo assim, consultou seu Mestre, só para confirmar!

Paga tudo irrepreensivelmente, quantias corretas nas datas certas. Revalida pontualmente, prepara novos instrutores todos os anos, seus alunos são disciplinados e, pelo olhar deles, percebe-se que gostam da gente.

Comparece a todos os cursos, congressos, festivais, estágios, seminários, convocações. Divulga tudo e traz mais gente, promove cursos e eventos, convida o Mestre para ministrar cursos e nunca deixa a egrégora de fora quando realiza algo.

Não mistura o Método DeRose com nenhuma outra disciplina, arte, ciência ou filosofia. Não participa de cursos apócrifos. Não frequenta instituições concorrentes. Não confraterniza com nossos detratores nem com os dissidentes. É leal, disciplinado, amoroso e ético.

Consulta sempre seu Mestre. Dá sugestões, mas sem críticas nem cobranças. Quer servir e ajudar. Por outro lado, aceita críticas sem se ofender, e até mesmo as pede. Aliás, não se ofende nunca, uma vez que o amor em seu coração pelo Mestre é tanto que não sobra lugar para suscetibilidades.

Pela frente, trata o Mestre com carinho; por trás, defende-o com lealdade. Para este, está tudo certo e perfeito: os cursos, as normas, as revalidações, a supervisão, o Swásthya, o Método DeRose, até mesmo as guinadas do Mestre.

Reencontrá-lo é sempre uma festa, conversar com ele, uma descontração. É uma pessoa que queremos como nosso amigo pessoal.

Ao ler esta descrição ele se identifica, reconhece o seu valor e fica feliz por saber que nós o valorizamos pelo que ele é.

quarta-feira, 7 de março de 2012 | Autor:

Extraído do livro “Yôga, Mitos e Verdades”, 1992.

O discípulo leal ao Mestre é fiel, independentemente da mensagem. Não está com o Mestre por concordar com o que ele diz e sim concorda com o que o Mestre diz porque está com ele!

Se o Mestre evolui, esse segundo tipo de discípulo leal evolui junto. Se o Mestre muda, o discípulo muda junto. Confia no Mestre, acata sua ascendência, oferta-lhe um voto de confiança pelos anos de estrada ou simplesmente segue-o por amor, pela satisfação em estar junto.

Se o Mestre para de ensinar Yôga e passa a ensinar ping-pong, o discípulo leal ao Mestre vai junto, por amor, por confiança, por prazer de permanecer ao seu lado. “Se uma pessoa da estatura do meu Mestre mudou – deduz – é porque já descobriu algo que ainda não compreendi. Então, vou segui-lo, afinal é meu Mestre”.

 

terça-feira, 6 de março de 2012 | Autor:

Extraído do livro “Yôga, Mitos e Verdades”, 1992.

Há dois tipos de discípulo leal: um que é leal às coisas que o Mestre preconiza; outro que é leal ao Mestre. O primeiro defende as ideias do Preceptor, mas não defende o próprio gerador das ideias. Pelos ensinamentos do Mestre é capaz de brigar com os outros e até com o próprio Mestre!

Elegeu o Mentor apenas pela constatação de que aquilo que ele propunha se enquadrava nas suas conveniências. No dia em que o Mestre disser alguma coisa com a qual não concorde, ao invés de adaptar-se e incorporar essa nova ótica, o aprendiz rejeitará o Mestre. Ele usa o Mestre enquanto útil, depois cospe fora.

O discípulo leal apenas aos ensinamentos do Mestre acaba tornando-se seu inimigo. Artrosa-se naquilo que o Mestre ensinara e não consegue evoluir junto com ele. Com o passar dos anos, o Mestre cresce, aperfeiçoa-se e vê o Universo cada vez com mais amplitude e mais clareza. Aí tal discípulo questiona que o Supervisor não está sendo coerente com seus próprios ensinamentos, que está traindo o que sempre pregou, que está enlouquecendo… e vira-lhe as costas, não raro difamando-o e instigando os outros discípulos a que também lhe façam oposição.

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