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segunda-feira, 7 de setembro de 2009 | Autor:

Sobre a importância de estar perto, o Rei Luiz XIV, da França, gostava que todos os nobres estivessem constantemente na corte, ao alcance do seu olhar e do seu julgamento do caráter de cada marquês, duque ou conde.

Conta-se que quando um daqueles que não freqüentavam a corte encaminhava algum pedido ao Rei, ele respondia secamente: “Nós não conhecemos esse senhor.” E negava a solicitação.

Isso sempre funcionou assim em todas as cortes, não só na França, mas desde o Palácio de Buckingham até os gabinetes de Brasília ou os conclaves da Uni-Yôga. Quem se mantém perto estreita laços, é visto e ouvido.

Aquele que não nutre essa proximidade é como se dissesse: “não gosto de você”, ou “não preciso de você”, ou “não me sinto bem na sua presença”, ou ainda “você não vale o esforço de me deslocar só para estar perto”. Seja lá como for, não regou sua plantinha de amizade, afeto e diplomacia.

Como antropóide, não “catou os piolhos” dos outros macacos que fazem parte do seu bando. E não contará com a proteção deles para subir na escala social.

Alessandra Fernandes
alessandra_mfm@hotmail.com | 189.120.21.177

Olá Mestre!
Eu faço faculdade de psicologia, e já fiz alguns trabalhos com observação de macacos-prego, e, realmente, esse comportamento de catação é o que mantém a coesão entre o grupo de animais dessa espécie.

Alguns estudiosos afirmam que a “catação” para primatas é o mesmo que a conversa para nós, humanos. Observando o comportamento dos macaquinhos, notamos que aqueles macacos que “catam” menos seus parceiros são também aqueles que tedem a separar-se do bando, aqueles que têm menos filhos (que, no caso, é uma medida do sucesso evolutivo do comportamento), que têm menos parceiros e amigos, e aqueles que tem os filhos mais isolados também.

Fica a curiosidade, para adicionar algo a metáfora :)

Um beijo grande