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sábado, 17 de outubro de 2009 | Autor:

Já vi muita gente declarando: “Fulano não serve para ser meu amigo. Vou lhe dizer umas poucas e boas.”

A sabedoria popular diz que mexer no que não cheira bem só faz piorar o odor. Se o Fulano em questão realmente não serve como amigo, o melhor é tomar uma medida amenizadora do mal-estar ou do mal-entendido surgido e, depois, promover um afastamento cordial.

A vida me ensinou que uma pessoa que não sirva para se conviver, alguém em quem não se possa confiar, é também uma pessoa com quem devemos evitar confusão.

O que é que você ganha discutindo com alguém? Algumas pessoas fazem isso porque andaram assistindo novela e aprenderam a “não levar desaforo para casa”. Algumas dessas pessoas nem mesmo sabem conduzir um relacionamento de amizade ou conjugal sem estar todo o tempo a contender, como se a existência devesse consistir em um incessante defender-se dos outros e proteger seu território. Isso caracteriza nível educacional muito baixo. Pessoas educadas e elegantes não utilizam esse paradigma.

Quem se melindra e briga por tudo e por nada, é portador de complexo de inferioridade. Se você não é um complexado, não precisa responder a uma agressão com outra agressão.

Agora considere: quem parte para um bate-boca não pode ser uma pessoa fina. Geralmente, tem pouco a perder. Não é o seu caso. Tornar-se inimigo de uma pessoa ralé pode lhe custar dissabores futuros, ao longo de toda a sua vida. O que fazer então? Deixar o inconveniente azucrinar a sua existência? Jamais! Quem não serve para ser seu amigo deve ser afastado com arte. Dependendo do tipo de relacionamento que vocês mantiveram, promova um distanciamento progressivo e, volta e meia, você tempera com uma cortesia. Por outro lado, recuse gentilmente os convites para o estreitamento da convivência, mediante justificativas aceitáveis.

O que você não deve fazer é partir para a briga, ou insultar, ou prejudicar a quem quer que seja. A maior parte das pessoas que trabalharam comigo e que eu precisei exonerar, continuam minhas amigas. A maior parte das minhas ex-esposas continuam mantendo boas relações comigo. As pessoas com quem não consegui preservar o distanciamento cordial e que hoje não gostam de mim, considero que, com essas, fracassei. Felizmente, foram poucas.

Isso de “ter que conversar” só funciona quando as pessoas são de fato amigas ou muito inteligentes, o que não constitui a média da humanidade! Nem com marido e mulher essa coisa de sentar para conversar funciona muito bem. Cada qual fica na defensiva e sai briga. Isso só funciona para os terapeutas, cuja profissão é o diálogo. É muito melhor adotar a tática da gentileza e do carinho quando não for o caso da necessidade de afastamento.


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quarta-feira, 30 de setembro de 2009 | Autor:

O mais antigo professor de Yoga de São Paulo faleceu ontem, dia 29 de setembro de 2009. Sua academia foi a primeira que eu conheci quando vim a São Paulo pela primeira vez, pois havia um luminoso com a palavra YOGA bem grande na fachada de uma sobreloja situada na Rua da Consolação, quase esquina com a Caio Prado. E durante 35 anos, sempre passei por ali e vi a mesma placa.

Tive o privilégio de conhecê-lo. Shimada sempre foi muito cordial conosco, embora aliado àqueles que nos fazem oposição. Há alguns anos fui visitá-lo e ele foi bastante cavalheiro, recebendo-me com amabilidade. Mostrou-me sua escola e conversamos sobre amenidades. Posteriormente, encontramo-nos no Rio de Janeiro, em uma reunião do Yôga com a Yóga e, mais uma vez, ele foi gentil e pudemos conversar descontraidamente sobre vários temas.

Estou certo de que os discípulos desse grande homem saberão honrar sua memória, preservando sua tradição e mantendo aberta a sua academia. Coloco-me à disposição desses companheiros de filosofia para divulgar e para ajudar a organizar alguma homenagem que queiram promover em honra do Mestre Shimada, estimado por todos nós.


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