segunda-feira, 27 de agosto de 2012 | Autor:


 

O meu amigo Gustavo Cintra do Prado, secretário de Sua Alteza, o Príncipe D. Bertrand de Orleans e Bragança, morreu. Era quase vinte anos mais novo que eu. Na sexta-feira estava feliz em uma festa do Exército Brasileiro e no sábado, faleceu. Isso nos faz pensar sobre a volatilidade da vida.

Uma semana antes, Gustavo havia me visitado e trocamos boas risadas. Seria a última visita. Poderia não ter sido. Naquele dia, Gustavo me telefonara dizendo que adoraria tomar um chai na minha casa e se não poderíamos marcar um dia. E eu lhe disse: venha logo! Eu tenho esse sentido de urgência, de não deixar nada para amanhã. Ele veio logo e essa seria a última vez. Isso nos faz refletir.

Eu poderia ter adiado a visita. E me arrependeria para sempre.

Eu poderia não ter trocado risadas, mas, ao contrário, poderia ter sido azedo com o meu amigo. E me arrependeria para sempre.

Não quero que você se arrependa para sempre.

Não quero que você se arrependa para sempre por não ter feito feliz o seu amigo ou a pessoa a quem você ama.

Não quero que você precise carregar o fardo de um remorso por ter sido intransigente, impedindo seu ente querido de ser feliz e ele ou ela ter vindo a falecer… sem realizar seus últimos desejos.

Minha mãe velhinha (tinha mais de sessenta) me confidenciou que adoraria ir a um concerto. Ela havia sido violinista e adorava música. Mas não tinha quem a levasse. Eu a levei para assistir a apresentação de uma orquestra sinfônica. Pouco depois, minha mãe caiu doente e nunca mais teria oportunidade de assistir a outro concerto. Se eu tivesse sido ocupado demais para levá-la ou se fosse egoísta pensando só nas minhas conveniências, talvez hoje carregasse o sentimento de culpa de não ter permitido que minha mãe desfrutasse daquele derradeiro prazer.

Minha amiga Renata Sena, mais de dez anos mais nova que eu, partiu para o Oriente Eterno. Um dia antes, em Paris, conversamos, tomamos chá, rimos e caminhamos de mãos dadas. Um dia depois, viajando para Lisboa, ela entrou em coma e veio a falecer. Meu coração ficou tranquilo. Tivemos uma despedida feliz. Mas se eu tivesse reclamado, brigado, se eu a tivesse feito chorar no seu último dia (nunca sabemos quando será o nosso último dia ou o último dia de um amigo), hoje carregaria um remorso de peso insuportável.

Quando você quiser enviar uma carta, dar um presente, fazer uma declaração de amizade ou de amor, dar um abraço apertado, um beijo, uma palavra de afeto, conceder um prazer, fazer uma concessão, faça-o logo, faça-o hoje, faça-o agora, pois não sabemos como será o próximo dia ou o momento seguinte.

Faça feliz a pessoa que você ama.

Seu amigo, DeRose

“… Bésame,
bésame mucho,
como si fuera esta noche la última vez.”

De Consuelo Velázquez.

(Cantada de Frank Sinatra a Elvis Presley,
de Edith Piaf aos Beatles.)

segunda-feira, 2 de abril de 2012 | Autor:

O que é a kundaliní

Kundaliní é uma energia física, de natureza neurológica e manifestação sexual. O termo é feminino, deve ser sempre acentuado e pronunciado com o í final longo. Os leigos aplicam o termo no masculino e pronunciam “o kundalíni”, mas está errado. Repetimos: o termo é feminino, deve ser pronunciado com a tônica na primeira sílaba e a longa na última.

Pronuncie em voz alta para fixar a correção: kundaliní[1]. Significa serpentina, aquela que tem a forma de uma serpente. De fato, sua aparência é a de uma energia ígnea, enroscada três vezes e meia dentro do múládhára chakra, o centro de força situado próximo à base da coluna e aos órgãos genitais. Enquanto está adormecida, é como se fosse uma chama congelada. É tão poderosa que o Hinduísmo a considera uma deusa, a Mãe Divina, a Shaktí Universal. Todo o sistema do Yôga, de qualquer ramo, apoia-se no conceito da kundaliní.

De fato, tudo depende dela conforme o seu grau de atividade – a tendência do homem à verticalidade, a saúde do corpo, os poderes paranormais, a iluminação interior que o arrebata da sua condição de mamífero humano e o catapulta em uma só vida à meta da evolução sem esperar pelo fatalismo de outras eventuais existências. Leia mais »

segunda-feira, 6 de junho de 2011 | Autor:

Cut red meat intake and don’t eat ham, say cancer researchers

World Cancer Research Fund advises people to limit consumption of beef, pork and lamb and avoid processed meat

  • Denis Campbell, health correspondent
  • The Guardian, Monday 23 May 2011
  • Article history
  • Beef
    Eat beef with caution, the World Cancer Research Fund is advising. Photograph: joefoxfoodanddrink/Alamy

    Cancer experts have issued a fresh warning about eating red and processed meat after “the most authoritative report” on the subject blamed them for causing the disease.

    The World Cancer Research Fund (WCRF) is advising people to limit their intake of red meats such as beef, pork and lamb, and to avoid processed meat such as ham and salami altogether. “Convincing evidence” that both types of meat increase the risk of bowel cancer means people should think seriously about reducing how much they eat, it recommends.

    The charity kickstarted a global debate in 2007 when it published a study which identified meat as a risk factor for a number of different forms of cancer.

    WCRF-funded scientists at Imperial College London led by Dr Teresa Norat studied 263 research papers that have come out since then looking at the role of diet, weight and physical activity in bowel cancer. An independent panel of leading cancer experts then reviewed their conclusions. “For red and processed meat, findings of 10 new studies were added to the 14 analysed as part of the 2007 report. The panel confirmed that there is convincing evidence that both red and processed meat increase bowel cancer risk,” said the report .

    “WCRF recommends that people limit consumption to 500g (cooked weight) of red meat a week – roughly the equivalent of five or six medium portions of roast beef, lamb or pork – and avoid processed meat,” it added. About 36,000 Britons a develop bowel cancer every year, and some 16,500 die from it. It is the UK’s second biggest cancer killer after lung cancer.

    About 17,000 cases a year (43%) could be prevented if people ate less meat and more fibre, drank less, maintained a healthy weight and kept active, the WCRF says.

    Its 850-page report, releasedon Monday, is “the most authoritative ever report of bowel cancer risk”, cancer prevention experts claim.Professor Alan Jackson of Southampton University, the chair of the WCRF’s continuous update project expert panel, said: “On meat, the clear message that comes out of our report is that red and processed meat increase risk of bowel cancer and that people who want to reduce their risk should consider cutting down the amount they eat.”

    Growing concern about red and processed meat prompted the government in February to advise consumers for the first time to consider cutting down. That came after the Scientific Advisory Committee on Nutrition (SACN), experts who advise the government, examined the evidence on the subject. It decided that those meats probably increase the risk of bowel cancer.

    People who eat 90g or more a day should cut down to the UK average of 70g, SACN recommended. It advised having smaller portions or eating those meats less often. A 70g serving could be three slices of ham, a lamb chop or two standard beef burgers.

    WCRF’s review has also firmed up from “probable” to “convincing” its view of the protection against bowel cancer afforded by eating foods containing fibre, such as wholegrains, pulses, fruit and vegetables.

    Milk, garlic and dietary supplements containing calcium also “probably” reduce the risk, the expert panel concluded.

    But farmers’ leaders denounced the WCRF’s new report and accused it of deliberately choosing the first day of National Vegetarian Week to publish it in order to maximise publicity for conclusions which the charity first reached years ago.

    Chris Lamb, a spokesman for BPEX and EBLEX, which represents England’s pig, beef and lamb farmers, said: “Average consumption has been in or around 500g a week for a few years. The vast majority of consumers aren’t exceeding this and don’t have to worry about [this]“, he said.

    The risks identified by the WCRF were unchanged, he stressed.

    Lamb argued it was unfair for the WCRF to highlight meat as a contributory cause of bowel cancer when the main risk was to people who are generally unhealthy, for example by consuming too much food, alcohol or fizzy drink.

    “They aren’t assisting consumers. Consumers eat and enjoy meat as part of a balanced diet, and meat plays a valuable part in that balanced diet”, said Lamb. “If you eat or drink anything in excess it’s a danger. Therefore, if you can pick on meat in order to get headlines, then you aren’t actually helping consumers.”

    Professor Dame Sally Davies, the chief medical officer for England, said red meat can form part of a healthy, balanced diet. “It is a good source of protein and vitamins and minerals, such as iron, selenium, zinc and B vitamins,” she said, “but people who eat a lot of red and processed meat should consider cutting down. The occasional steak or extra few slices of lamb is fine but regularly eating a lot could increase your risk of bowel cancer.”

    Bowel Cancer UK chief executive Deborah Alsina said: “The report significantly adds to the available evidence into the increased risk of bowel cancer from eating too much red and processed meat; and strengthens the evidence of how eating food with fibre in it protects people against the disease.

    Hazel Nunn, a senior health information officer at Cancer Research UK, said: “With barbeque season just round the corner, this is a timely reminder that how much alcohol you drink, how active you are, your weight, and how much red and processed meat and fibre you eat can all have a bearing on your risk of bowel cancer.”

    • Growing numbers of lung cancer patients are having life-saving operations thanks to advances in surgical techniques. The proportion of patients with the disease who undergo surgery has risen from one in 11 in 2005 to one in seven last year, according to a study by the NHS Information Centre. Lung cancer kills more people than any other form of cancer.

    quinta-feira, 28 de abril de 2011 | Autor:

    Em 1975 viajei à Índia pela primeira vez. Depois, anualmente durante vinte e quatro anos. Ao retornar da primeira viagem, comecei a oferecer o chai aos alunos. Todos gostaram, mas a ideia não pegou. Eu só tinha uma escola e no Rio de Janeiro, na época, argumentava-se que o chai era quente e não deveria servir para o Rio, que tinha elevadas temperaturas. Eu contra-argumentava que se fosse assim, ninguém deveria tomar cafezinho quente e isso era (e ainda é) uma mania nacional.

    Passaram-se os anos, repetiram-se as viagens à Índia e eu insistia no chai. A nossa rede cresceu e expandiu-se por quase todo o país, bem como por Portugal, Argentina e, mais tarde, pela França, Inglaterra, Itália, Espanha, Estados Unidos etc.

    Mas, curiosamente, embora todos declarassem que gostavam do chai, a ideia não pegava. O paradigma ocidental contemporâneo era de que uma escola de hinduísmo no Ocidente tinha que ter chazinho naturéba. Você sabe: aquelas infusões muito boas para a saúde, mas com gosto ruim. Acontece que não trabalhamos com terapia, nem com gente doente. Mas o pior era o fato de que esse costume constituía um falso estereótipo e nós somos contra estereótipos, especialmente os falsos.

    Um dia perdi a paciência e disse que a escola que insistisse em servir “chazinhos” naturébas não estava alinhada conosco. Que o chá da Índia era o chai e que eu não queria ver outro que não fosse o chai nas nossas escolas. Aí, funcionou! Todas as nossas escolas começaram a servir o chai e assim o fizemos durante alguns anos.

    Pouco a pouco, vimos aparecer o chai nesta e naquela casa de chá, bem como em alguns restaurantes mais finos. Mais algum tempo se passou e o chai se fez presente em algumas entidades culturais. Ele já estava bem popular quando a rede Globo lançou uma novela inspirada na Índia. Nossos milhares de alunos que eram aficcionados do chai exultaram ao ver na TV a nossa bebida institucional. Daí para a frente, passamos a encontrar chai em toda parte, alguns deles intragáveis. Em muitos restaurantes, inseriam no cardápio uma explanação que era a cópia literal dos nossos textos explicativos sobre o chai.

    Por tudo o que foi descrito, julgamos que fomos nós que introduzimos o chai no Brasil, Argentina e Portugal.

    Como preparar o chai

    (texto extraído do nosso livro “Alimentação biológica”)

    Na Índia, o chai é feito com leite e, eventualmente, com condimentos. Muitas vezes, vi os hindus preparando o chai na rua. É muito simples.

    Eles colocam em uma panela sobre o fogo a quantidade desejada de água, para um copo, dois copos etc. Juntam a quantidade de leite que é quase igual à de água. Colocam a erva do chá preto e o açúcar. Quando sobe a fervura, está pronto! Retiram do fogo e servem.

    No entanto, o chá preto não deve ferver porque se torna tóxico. Claro que uma leve fervura não faz mal, porém se puder evitar é melhor. Então, sugiro que você coloque a água para ferver antes, desligue o fogo e – só então – coloque a erva do chá preto, o leite e o açúcar. Açúcar branco, é claro! Na Índia nunca vi o tal de açúcar mascavo. Mas se quiser, tome sem adoçar, pois o adoçante artificial é execrável.

    Masala tea, ou masala chai, é o que leva especiarias. Existe um composto que se pode encontrar em alguns importadores de condimentos, denominado tea masala. Masala (pronuncie “massála”) é masculino e significa blend. Basta colocar um pouco do pó, a gosto.

    Ginger tea, ou ginger chai, é feito com gengibre, o qual deve ser cortado em fatia finas ou ralado e posto na água que vai ferver. Nesse caso, deixamos ebulir alguns instantes para retirar o sabor e os princípios ativos do gengibre, antes de prosseguir na confecção do chai.

    Para variar e também para dar uma refrescada no hálito, pode-se acrescentar cardamomo. Ou em pó, ou em sementes. Neste caso, retiramos as sementes da palha e esmagamo-las com uma faca ou pilão.

    É de bom tom coar antes de servir, a fim de evitar fragmentos do gengibre ou do cardamomo.

    Use um tipo de chá preto forte. As marcas inglesas costumam ser as melhores e são produzidas na Índia. Os melhores chás ingleses são do tipo Assam e Darjeeling, pois deixam o chai encorpado, com boa cor, aroma e sabor. Os chás pretos sul-americanos não devem ser utilizados porque são muito fracos e têm um sabor bem diferente, em nada aparentado com o do verdadeiro chá preto indiano. No Brasil, os chás indianos ou ingleses são muito caros, mas na Inglaterra e nos Estados Unidos são extremamente baratos. Vale a pena fazer uma viagem para se abastecer.

    E um bom chai para você!

    quinta-feira, 1 de outubro de 2009 | Autor:

    Nilzo Andrade Jr.

    Mestrão,

    Segue o link da reportagem para a Globo em sua mais recente visita a Curitiba, onde você ensina a fazer o chai:

    http://www.rpctv.com.br/parana-tv/1-edicao/2009/09/receita-do-chai/

    E foi um prazer para mim ver que a entrevista [trecho deletado por motivo de segurança].
    Beijão e até breve!

    Nilzo – Curitiba
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    domingo, 16 de agosto de 2009 | Autor:

    Texto aumentado

    Nossas aulas prosseguem normalmente. Apesar de sermos tantos, não tivemos nenhum caso de gripe suína na nossa escola. Alguns alunos perceberam isso e nos perguntaram por que aqui ela não se propagou, apesar de estarmos em contato com outras pessoas em nossas profissões, faculdades, cinema, na vida normal.

    Uma boa razão é o nosso chai que leva gengibre em sua fórmula. Nestes dias, é recomendável aumentar a quantidade de gengibre. Mas alguns outros cuidados são:

    - Fazer gargarejo três vezes por dia com água e sal.

    - Fazer gargarejo com compostos que levem malva e/ou tintura de aroeira. Você os encontra nas farmácias comuns.

    - Fazer neti, um vez por dia com um pouquinho a mais de sal (só nos períodos mais críticos – normalmente, uma vez por semana com uma colherzinha das de café para cada litro de água fervida e amornada). Isso limpa o sinus, prevenindo contra ou mesmo melhorando a sinusite.

    - Casca de romã (da fruta) é ótima para combater dor de garganta, afonia e rouquidão. Pode ser utilizada para fazer chá ou ainda deixada no canto da boca durante o dia. O mesmo pode também ser feito com o gengibre. Usado preventivamente, antes de você ter os sintomas, também é ótimo.

    - Lavar as mãos com mais frequência. Com álcool é melhor, mas sem neurose.

    - Eucalipto é ótimo para evitar gripes. Pode ser utilizar a essência diluída em álcool borrifada no meio ambiente.

    - Certa vez, eu estava com congestão nasal e do seio maxilar e frontal. Um médico aluno nosso recomendou que eu fizesse inalação com buchinha do Norte, comprada na feira. Fiz a inalação e o efeito foi surpreendente. (Inalação é feita colocando a erva ou substância em água fervente e inalando os vapores, mantendo a cabeça coberta com uma toalha para direcionar os ditos vapores. No caso da buchinha do Norte, ela precisa ferver uns minutinhos antes de tirar do fogo.) Por uma questão de ética, não utilize nenhuma sugestão sem consultar o seu médico.

    - Se você quiser tomar uma providência bem eficaz, antes de dormir pique um dente de alho em fragmentos bem pequenos e engula-os com algum líquido que encubra o gosto. Deve ser bem picado para que os ácidos gástricos possam retirar os princípios ativos do alho, mesmo sem que ele tenha sido mastigado. O hálito afugenta-parceiro será bem atenuado quando no dia seguinte você escovar os dentes, comer alguma coisa e tomar uma ducha para retirar o olor que foi eliminado durante a noite pela pele. Só para garantir, passe o dia com um cravo ou com umas sementes de cardamomo para refrescar o hálito. Mas evite os exageros. Conheci um fanático que passava o dia com casca de romã, gengibre, cravo e cardamomo, tudo junto. Sua boca parecia um entreposto de especiarias!

    Nota: se não conseguir engolir o alho, compre cápsulas de óleo de alho desodorizado em qualquer farmácia. É mais caro, mas evita o cheirão. Antes de pôr em prática, lembre-se de consultar o seu médico a respeito destas sugestões.

    Se ficar gripado, evite assoar o nariz no lenço. Isso eu já condenava no meu livro Boas Maneiras. Lugar de assoar o nariz é dentro do banheiro com a porta fechada. Assoando com água, você evita assar a pele do nariz, reduz o contágio e é mais elegante do que assoar no lenço como se fazia no tempo do meu bisavô. Lenço é para emergências. Quando eu era criança, nunca entendi como é que as pessoas daquela época assoavam o nariz em lenços e depois os guardavam no bolso e levavam aquilo para casa! Que nojo!  Em qualquer lugar existem toiletes. Então, vá assoar lá dentro, evite contagiar os outros e ainda preserve uma boa imagem.

    No caso de ter que espirrar ou tossir, evite pôr a mão na frente, pois você vai cumprimentar pessoas e tocar objetos. O ideal é usar o lenço (neste caso, sim), para não espalhar elementos contaminantes. Se saiu de casa sem lenço e sem documento, passe em algum lavabo e pegue umas folhas de papel toalha. Foi pego de surpresa? Então, espirre ou tussa entre o seu braço e o antebraço esquerdo. O direito você aproximará das pessoas ao cumprimentá-las. E o óbvio ululante: não tussa nem espirre na direção de pessoas, alimentos etc. É óbvio, mas já vi acontecer…

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    sábado, 4 de julho de 2009 | Autor:

    Só no meio da madrugada assumi: peguei uma intoxicação alimentar naquele jantar beneficente. Posso ter sido só eu, afinal basta uma salmonelazinha em um talher mal lavado que, por talento em controle de qualidade, tinha que vir para mim.

    Cheguei do jantar passando mal, mas não poderia deixar de prestigiar a festa junina da nossa galera. Lá, piorou bastante, mas sobrevivi até chegar à casa. Por isso, escrevi uns posts tão pequenos. É que eu estava enxergando dois computadores – às vezes, três!

    Terminei a revisão da tradução do livro da Yael (o que será que eu escrevi?) e fui dormir. No meio da noite é que percebi que a situação era grave. E fiquei matutando: ainda bem que não como carnes. Se comesse, poderia ter morrido ou, no mínimo, teria que ser hospitalizado.

    Mas isso eu não podia aceitar, nem a primeira, nem a segunda hipótese, pois hoje tenho que ministrar um curso em uma conhecida universidade e há um montão de alunos inscritos. O pior é que o curso é sobre… Alimentação biológica!

    Então, o jeito é fazer dhauti e jala basti, e beber muita água até a hora do curso. Só não vou poder tomar chai, porque leva um pouco de leite. Não sei se conseguirei enxergar o telefone para avisar a organização, pois estou vendo quatro deles na minha frente. Mas um chá inglês (Earl Grey) bem quentinho, seria muito oportuno. Não deve ser levado pronto em garrafa térmica. Leva-se a água quente (como o fazem os gaúchos como recurso de identificação da sua confraria do chimarrão) e os sachés, postos depois ”para não liberar os demônios”.

    É que uma antiga lenda chinesa diz que o chá durante os primeiros cinco minutos na água quente libera os deuses. A partir de então, libera os demônios.

    Terminei este texto e fui revisar. Nunca dei tanta risada. As letras estavam todas trocadas! Acho que o curso de hoje vai ser bem engraçado!

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    segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009 | Autor:

     

    A organização impecável da prática de ashtánga sádhana do dia 14 em comemoração ao Dia do Yôga que transcorrerá no dia 18 de fevereiro, foi uma demonstração inequívoca do ápice em que nos encontramos hoje.

    Imagine o que é divulgar e organizar um evento para 600 pessoas, imprensa e autoridades, conseguir os patrocinadores e apoiadores, 50 litros de chai, bem como os brindes (cada participante recebeu um mat de EVA, uma sacolinha com o logo do Dia do Yôga contendo um livro, uma caixa com barrinhas de cereais, uma água Genuína Lindoia, um bloco de anotações, um lápis com a marca da Uni-Yôga oferecido pelo Yôga Office e mais uma porção de coisas). Depois, administrar a chegada de toda aquela gente, recepcioná-los, encaminhá-los aos seus lugares, providenciar tudo o que o ministrante iria necessitar para sentir-se confortável e descansado, tudo o que a banda Shivaratri iria necessitar, tudo o que os demonstradores poderiam querer, som, luzes, praticáveis, câmeras, vídeo-conferência para Portugal… e mais uma infinidade de coisas que nós não percebemos, mas que foram feitas desde cedo.

    Fernanda foi para o local do evento às oito da manhã e ficou comandando o batalhão de colaboradores até o horário da aula. Como ela, os membros do Conselho Administrativo da União Nacional de Yôga e mais uma quantidade de voluntários.

    Eu cheguei às 12;30 e logo em seguida uma quantidade de gente começou a chegar. Os primeiros, chegaram mais cedo para se oferecer, caso os organizadores necessitassem, para ajudar.

    À frente da sala as bandeiras do Brasil, da Índia e da Uni-Yôga. No salão, um mar de gente que não parava de entrar. Todos felizes, cumprimentando com beijinhos e abraços aos amigos que não viam há tanto tempo, às vezes uma rápida explosão de palmas devida a alguma coisa ocorrida no palco, muita alegria, mas nenhuma bagunça. Seiscentas pessoas e nenhuma indisciplina, nenhuma reclamação, ninguém quebrou nada, ninguém solicitou os organizadores, ninguém assediou o ministrante! Muita gente pediu para tirar fotos com o DeRose, mas isso é natural e é simpático.

    Não queríamos atrasar e conseguimos cumprir a proposta da pontualidade. Até mais do que isso. Às 14:45 já havia bastante gente que estava ali há quarenta minutos e até mais. Então, resolvemos dar a esses um presente especial pela boa vontade e colaboração por terem chegado cedo: começamos quinze miutos antes das 15 horas com um show de mantras da banda Shivaratri que arrasou sob a batuta do Charles Maciel! Tivemos a participação especial do nosso aluno Renato Herédia, roqueiro bastante conhecido e muito querido.

    Terminado o show de mantras, fizemos a abertura oficial do evento com o Hino da Uni-Yôga. Foi emocionante, ver aquela legião de yôgins se levantando espontaneamente para escutar respeitosamente de pé o nosso hino.

    Um ponto alto foi quando a técnica abriu o som e pudemos escutar ao vivo as ovações e gritos de alegria dos colegas de Portugal que estavam praticando ao mesmo tempo e nos assistindo por vídeo-conferência. Em Portugal, reunimos, proporcionalmente, vinte vezes mais pessoas que no Brasil, considerando a população do país. Nessa hora, muita gente aqui no Brasil chorou de emoção!

    Depois, vieram as brilhantes coreografias da Virgínia Barbosa, do Anderson Gouveia, da Yael Barcesat e do Arthur Costi, que impressionaram até quem já as conhecia (e muito mais aos convidados VIPs que nunca tinham visto aquilo e nem imaginavam como o seria o nosso Método!). Na sequência, o ashtánga sádhana de quase duas horas. Após, cantaram parabéns e fizemos o lançamento com autógrafos do livro Programa do Curso Básico, totalmente renovado. Mais tarde, tivemos a Festa Clean na Unidade Higienópolis que impressionou um jornalista presente, devido à ausência de fumo e de álcool e pela beleza das pessoas.

    Contamos com participantes de seis países! Vieram praticantes de várias cidades do estado de São Paulo, de todas as “nações” do Brasil e também da Argentina, do Peru, de Portugal, da França e do México.

    Agradecimentos especiais

    Conselho Administrativo:

    Fernanda Neis, Charles Maciel, Flávio Moreira, Daniel Borges, Daniel De Nardi, Gisele Setti, André Mafra, Fábio Euksuzian, Heloiza Gabriolli e Rosana Ortega.

    Diretores e Instrutores:

    Marcela Rodrigues, Carla Cordeiro, Duda Carvalho (Unidade Itaim), Vivi e Gabriel Pessoa (Unidade Jardins), Filipa Loureiro (Espace Energie – Paris), todo o pessoal do YôgaPress e da Agência Swásthya (ambos divisões da Unidade Anália Franco), Dantas (Unidade Lapa), Joaquim e Marcus (Unidade Alphaville), Ivani e Dani (Unidade Berrini).

    Demonstradores:

    Instrutores Virgínia Barbosa, Anderson Gouveia, Yael Barcesat e Arthur Costi.

    Guias que demonstraram as técnicas durante a aula:

    Os irmãos instrutores Gisele Corrêa e Walmir Corrêa.

    Responsável pela transmissão para Portugal:

    Aluno da Unidade Anália Franco Osvaldo Coelho, dono da empresa Condax – Videoconferências, Webconferências e Computadores.

    Recepcionistas e organizadores das filas:

    Instrutores Patrícia Mezzomo e Dantas de Medeiros

    Consultoria de comunicação:

    Alessandra Roldan

    Assessoria de Imprensa:

    Instrutora Cherrine Cardoso, que também ajudou cuidando da netinha da dona Lu Alckmin.

    Organização do lançamento do livro Programa do Curso Básico:

    Equipe da Unidade jardins

    Festa clean de congraçamento, à noite:

    Equipe da Unidade Higienópolis

    Alunos gurusêvins:

    Das Unidades Plaza Sul (Alessandra Fernandes e Alexandre Kato), Itaim (favor informar seus nomes), Brooklin (Rafael Maroto e Paulo Roberto de Carvalho e a instrutora Ana Paula Capellaro) e Anália Franco (Alan Hecktor, Rafael Santana, Rafael Ramos, Thiago Arruda, Renata Barcellini, Rodrigo Garcia, Liliane Barbosa, Juliana Paschoalin, Thais Turta, Francine Fernandes, Fabio Oliveira, Danilo Cassola, Marcelo Filhou, Carlos Episcopo); Ana Gabi, treinadora da Jaya que ficou cuidando dela; Renatinha Andrade; e outros.

    Presidentes de Federações que compareceram para abençoar o evento:

    Edgardo Caramella (Argentina), Sérgio Santos (MG), Maria Helena Aguiar (PR), Joris Marengo (SC), Nina de Holanda (SP), Ricardo Mallet (RS), Maria Teresa Milanez (DF), Vanessa de Holanda (RJ). Com destaque especial para o Ricardo Mallet que se ofereceu para trazer seu microfone head-set, e me facilitou imensamente o trabalho.

    Participações especiais:

    A ex-Primeira Dama do Estado Dona Lu Alckmin, o jornalista do Estadão Felipe Machado e nossa querida aluna Halana Resende representando o Deputado Edson Aparecido e o ex-Deputado Edmur Mesquita.

    Equipe do YôgaPress:

    Flávio Moreira – direção geral
    Cherrine Cardoso – assessoria de imprensa e pautas de entrevistas
    Mariana Beluco – entrevistas
    Marina Engler – redação
    Fabricio Ferrari – fotografias
    Grace Cristina – câmera 1
    Ivy Fasanella – câmera 2
    Flavio Giusti – câmera móvel
    Laura Ferro – apoio filmagem
    William Camara – apoio videoconferência
    Osvaldo Coelho – realização e direção videoconferência
    Gisele Correa – demonstradora

    Agência SwáSthya, que cuidou da identidade visual e comunicação do evento:

    Direção e coordenação – Professor Flávio Moreira
    Gerente de projeto – Instr. Mariana Beluco
    Direção de arte e [i]designer[/i] – Flavio Giust
    Programador e [i]webmaster[/i] – Danilo Cassola
    Coordenadora multimídia – Marina Engler

    http://www.swasthya.com.br

    Patrocinadores e apoiadores:

    Viva Yôga Brasil, Ponto de Cultura, Ministério da Cultura
    Cultura Viva
    Faculdade Drummond
    Colégio Alvorada
    Água Genuína Lindoya
    KG Inter

    E as dezenas de pessoas que se ofereceram espontaneamente para ajudar!

     Se alguém não foi citado, queira informar para que seja incluído.

    Agradecimento Muito Especial

    Acima de tudo, quero que todos saibam que o cérebro e o coração por trás de toda a organização foi da minha amada shaktí Fernanda Neis, a quem agradeci lá mesmo, mas sinto que preciso agradecer novamente aqui e mesmo que continuasse agradecendo todos os dias, não chegaria aos pés do seu mérito. Fée é a pessoa que me ilumina os dias e acalenta as noites, preservando minha saúde e permitindo que eu possa dar vazão à inspiração literária que me leva a produzir livros, informativos, artigos, cartas e outros textos sem ter que me preocupar com mais nada. Fée é o arrimo e escudo que barra as incomodações e agressões, colocando-se na frente para me proteger, poupar-me de estresses, tristezas ou decepções. Fée é a fada e o anjo que sacrifica o seu tempo e a sua saúde para que eu recupere a minha. Tudo que eu puder fazer por ela é pouco. E tudo o que você puder fazer por ela ainda é pouco. Se nossa filosofia é matriarcal, Fernanda é o perfeito exemplo daquilo que constitui a nossa proposta e o nosso ideal. Que todas as mulheres da nossa egrégora se espelhem nela e procurem seguir seu exemplo.

    Fotos

    OFuxico é um site vinculado ao SBT, da jornalista e editora do site conhecida minha Esther Rocha. Ela também é a produtora do Programa do Gugu Liberato. O site é um site de fofocas do mundo das celebridades, achei pertinente te dizer um pouco sobre como ele é rsrs.

    Beijinhos da Cherrine (Unidade Anália Franco).

    http://ofuxico.terra.com.br/galeria/galeria/2009/02/15/mestre-derose-marca-as-comemoracoes-ao-dia-estadual-do-yoga-8989.htm

    Che
    cherrine.cardoso@gmail.com | 201.83.85.211

    Mestre lindo.
    Ja temos a materia com fotos no YôgaPress também!
    http://yogapress.net.
    Muitos beijinhos
    Che

    Cherrine, querida, eu gostaria de ver as demais fotos do evento. Os visitantes do blog também ficariam bem felizes. Seria possível colocar as melhores, especialmente as que dão uma noção do mar de gente? António e Luís, a mesma solicitação para Portugal. Obrigado. DeRose.

    Melina
    http://www.yogacopacabana.com | melina.flores@uni-yoga.org.br | 189.122.64.247

    oiiii!!!!
    o evento foi demais, muuuuito legal!
    e muito feliz encontrar os amigos de tantos estados e paises… um verdadeiro mini-Fest-Yôga :)
    neste link tem algumas fotos do sábado:
    http://picasaweb.google.com/copacabana.rj/AulaDoMestreDeRoseEmSPDiaDoYoga2009#
    beijinhos para todos e um mais especial para o Mestre :)
    mel

    Alessandra Dorante
    alessandra.dorante@gmail.com | 195.23.135.33

    Olá Mestre!
    Aqui vão algumas fotos do Dia do Yôga em Portugal. Os créditos das fotos são do Espaço Antas.
    http://picasaweb.google.com/alessandradorante/DiaDoYoga#
    Beijos!

    Mauro Bexiga
    http://ww.maurobindo.blogspot.com | mauro.bex@uni-yoga.org | 213.63.82.40

    Sempre que divulgava a aula aos nossos alunos, dizia sempre que seria um momento histórico, único, que não saberíamos se o Mestre voltaria a dar um sádhana para alunos com esta dimensão. Quem não acreditou, perdeu a aula da sua vida!
    Quem esteve lá, tal como eu, com o privilégio de contribuir para que a organização fosse impecável, sabe o fantástico que foi poder seguir as indicações do Mestre e aprender a cada palavra transmitida.
    Foi muita emoção, muita alegria e eu já estou a pensar no próxima ano. Por cá, também ninguém foi indisciplinado, ninguém reclamou, ninguém partiu coisa alguma. Parabéns a todos aqueles que fizerem este dia acontecer!
    Um agradecimento especial ao Mestre por me inspirar todos os dias, e à Fée por ser a monitora mais maravilhosa do mundo! São os melhores exemplos que tenho na minha vida. Bem hajam!
    SwáSthya!

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