Gustavo quarta-feira, 14 de janeiro de 2009 às 9:05
Olá mestre,
Essa discussão sobre a escrita sempre me causa dúvida. A transliteração depende da lingua para a qual estamos passando ? Pergunto isso pela seguinte razão. Se agente for escrever do sânscrito para o português, o Y deveria ser I porque até o começo do ano o Y nem existia no nosso alfabeto. Deve ser por isso que no dicionário esta escrito Ioga. Mas como foi os ingleses(se não me engano) que dominaram a Índia, o Y foi usado, e agora fica muito estranho escrever Ioga, uma vez que Yôga (com Y) já está universalizado. O acento no ô também se explica no português, mas no inglês faria sentido ? O ô-ki-mátrá é uma regra de acentuação do sânscrito? Se sim, podemos usar uma regra ortográfica no sânscrito para explicar o acento no português ?
Abrs,
Gus
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Luc quinta-feira, 15 de janeiro de 2009 às 14:30
Olá, Mestre.
Seguindo sua recomendação, dei esta aula sobre o acento na palavra Yôga. Eu sempre explicava que o acento da palavra Yôga era uma sofisticação técnica da nossa transliteração, para indicar um “o” longo, assim como o acento existe em ásana, para indicar um “a” longo.
Mas durante a aula eu mesmo fiquei com uma dúvida. O acento no “a” se justifica, pois pode haver “a” curto e “a” longo. Já o “o” é a fusão de dois fonemas: a+u. Logo, nunca será curto. Assim como nunca será aberto, pois não existe “o” aberto no sânscrito. Daí não precisaria diferenciar um “o” (curto) de um “ô” (longo). Então o acento se tornaria uma dificuldade (complicador) sem razão de ser.
Isso se reforça ainda mais, quando lemos o quarto parágrafo do texto acima: transliterar é passar de um alfabeto a outro, com a possibilidade de reversão. Ora, se só existe “o” fechado e longo no sânscrito, a transliteração de Yoga ou Yôga se daria da mesma forma, estando o ô-ki-mátrá subentendido assim como o som fechado do “o”.
Que acha? Com o retorno do Y à língua portuguesa, a escrita Yoga se tornaria ponto pacífico e economizaríamos discussões, verbo, papel e tempo.
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DeRose quinta-feira, 15 de janeiro de 2009 às 14:59 uni-yoga.org
Eu também tinha essa curiosidade. Quem expõe sobre isso de forma satisfatória é o erudito Barahona, que estudou sânscrito na Índia e fez a melhor tradução da Bhagavad Gítá para o português. Ele também defende o acento circunflexo, ainda que faça as vezes de sistema de freios redundante em um veículo de alta performance. Quando você vier a São Paulo, peça-me para lhe mostrar o livro, ou compre um exemplar da Editora Assírio e Alvim, Lisboa, porque a obra é boa e constitui documentação de primeira linha. Abraço forte deste seu amigo do peito.
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Luc quinta-feira, 15 de janeiro de 2009 às 18:53
Obrigado pelo esclarecimento, meu amigo do peito e preceptor!
Continuemos com nossa sofisticação técnica: Yôga.
Abraço apertado.
Número de animais mortos no mundo pela indústria da carne, leite e ovos, desde que você abriu esta página. Esse contador não inclui animais marinhos, porque esses números são imensuráveis.
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009 às 9:05
Olá mestre,
Essa discussão sobre a escrita sempre me causa dúvida. A transliteração depende da lingua para a qual estamos passando ? Pergunto isso pela seguinte razão. Se agente for escrever do sânscrito para o português, o Y deveria ser I porque até o começo do ano o Y nem existia no nosso alfabeto. Deve ser por isso que no dicionário esta escrito Ioga. Mas como foi os ingleses(se não me engano) que dominaram a Índia, o Y foi usado, e agora fica muito estranho escrever Ioga, uma vez que Yôga (com Y) já está universalizado. O acento no ô também se explica no português, mas no inglês faria sentido ? O ô-ki-mátrá é uma regra de acentuação do sânscrito? Se sim, podemos usar uma regra ortográfica no sânscrito para explicar o acento no português ?
Abrs,
Gus
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009 às 14:30
Olá, Mestre.
Seguindo sua recomendação, dei esta aula sobre o acento na palavra Yôga. Eu sempre explicava que o acento da palavra Yôga era uma sofisticação técnica da nossa transliteração, para indicar um “o” longo, assim como o acento existe em ásana, para indicar um “a” longo.
Mas durante a aula eu mesmo fiquei com uma dúvida. O acento no “a” se justifica, pois pode haver “a” curto e “a” longo. Já o “o” é a fusão de dois fonemas: a+u. Logo, nunca será curto. Assim como nunca será aberto, pois não existe “o” aberto no sânscrito. Daí não precisaria diferenciar um “o” (curto) de um “ô” (longo). Então o acento se tornaria uma dificuldade (complicador) sem razão de ser.
Isso se reforça ainda mais, quando lemos o quarto parágrafo do texto acima: transliterar é passar de um alfabeto a outro, com a possibilidade de reversão. Ora, se só existe “o” fechado e longo no sânscrito, a transliteração de Yoga ou Yôga se daria da mesma forma, estando o ô-ki-mátrá subentendido assim como o som fechado do “o”.
Que acha? Com o retorno do Y à língua portuguesa, a escrita Yoga se tornaria ponto pacífico e economizaríamos discussões, verbo, papel e tempo.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009 às 14:59
uni-yoga.org
Eu também tinha essa curiosidade. Quem expõe sobre isso de forma satisfatória é o erudito Barahona, que estudou sânscrito na Índia e fez a melhor tradução da Bhagavad Gítá para o português. Ele também defende o acento circunflexo, ainda que faça as vezes de sistema de freios redundante em um veículo de alta performance. Quando você vier a São Paulo, peça-me para lhe mostrar o livro, ou compre um exemplar da Editora Assírio e Alvim, Lisboa, porque a obra é boa e constitui documentação de primeira linha. Abraço forte deste seu amigo do peito.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009 às 18:53
Obrigado pelo esclarecimento, meu amigo do peito e preceptor!
Continuemos com nossa sofisticação técnica: Yôga.
Abraço apertado.