segunda-feira, 6 de junho de 2011 | Autor:

Como muita gente tem se referido ao nosso trabalho como se fosse uma franquia, achei por bem prestar este esclarecimento. O trecho abaixo encontra-se no meu livro Quando é Preciso Ser Forte.
Só tenho uma escola
não trabalho com franquia,
não cobro royalties

Não trabalho com franquia. No passado, há muitos anos, fiz uma rápida experiência com esse sistema, mas não gostei. Considero que para a área de cultura não é o formato ideal. Utilizo o sistema de credenciamento de entidades autônomas. As Unidades Credenciadas (escolas, espaços culturais, associações, federações) são todas autônomas e cada qual tem o seu proprietário, diretor ou presidente. Essas entidades autônomas não me pagam nada, não têm nenhum vínculo jurídico, administrativo, fiscal, comercial nem trabalhista com o DeRose.

Então o que eu ganho com isso? Dignidade e um bom nome valem mais do que dinheiro. Trata-se de um acordo de cavalheiros. Permito que os credenciados utilizem meu nome que já é conhecido há meio século neste segmento cultural porque para eles isso é bom, pois sinaliza ao público que ali faz-se um trabalho sério e diferenciado. Em troca, os credenciados nos proporcionam um trabalho honesto e competente, o qual reforça ainda mais o nome. Em retribuição têm o direito de usar nos seus produtos a mesma marca, que é a mais respeitada no Brasil e noutros países. Isso gera um círculo virtuoso que acaba beneficiando a todos e estimula a opinião pública a buscar o ensinamento da Nossa Cultura em estabelecimentos com credibilidade e em bons livros.

Eu só tenho uma sede, em São Paulo, na Alameda Jaú, 2000. Chamamos de Rede DeRose ao conjunto de entidades que reconhecem a importância da nossa obra e que acatam a metodologia proposta por nós. É como a rede mundial de escolas Montessori. São milhares. Nem por isso alguém acha que são filiais ou franquias da professora Maria Montessori.

 

Nós não adotamos o sistema de franquia e sim o de credenciamento. 

 

 

Credenciamento

Franquia

1

O credenciado não paga royalties.
O ecossistema é auto-sustentável mediante a compra de material didático.

O franqueado paga royalties.

2

No credenciamento não há proteção territorial.

A proteção territorial constitui um dos pilares da franquia.

3

Tanto o credenciado pode comprar produtos do credenciador como também pode vendê-los a ele. Isso significa que não apenas paga, mas pode receber do credenciador. Poderá até receber mais do que paga.

O franqueador não paga a um franqueado.

Um franqueado não fornece serviços ou produtos ao franqueador.

4

Na verdade, o credenciado não paga nada, pois, a cada compra que efetua, recebe imediatamente o mesmo valor de volta em material didático, que revenderá aos seus alunos e, com isso, reporá a quantia investida.

Neste procedimento, não há comparação possível com a franquia.

5

O credenciado pode criar suprimentos para vender aos demais credenciados da rede.

Isso não existe na franquia.

1) Só o franqueador vende.
2) O franqueado só compra.
3) E só compra do franqueador.
4) O franqueado não pode vender aos outros franqueados.

6

O credenciado tem que ter ingressado como aluno, precisa estudar bastante, prestar vários exames e só muito depois poderá candidatar-se ao privilégio de assinar um contrato de credenciamento. O credenciado não pode fumar, usar bebidas alcoólicas ou tomar drogas. Precisa cumprir um código comportamental rígido em sua vida privada.

Para comprar uma franquia, basta ter dinheiro e um bom nome comercial na praça. É apenas um negócio. Sua vida pessoal não interessa. Se tiver vícios, isso não interfere no negócio. Não há código comportamental aplicável em sua vida privada.

7

No credenciamento existe uma relação de respeito e carinho entre os credenciados e o credenciador. Na nossa rede, em trinta anos, só uma vez foi necessário recorrer a medida judicial.

No sistema de franquia os franqueados alinham-se de um lado e o franqueador de outro, cada qual defendendo os seus interesses comerciais. É comum a ocorrência de disputas judiciais.

8

Tal como médicos credenciados por um seguro-saúde podem ser descredenciados a qualquer momento, também os filiados à Uni-Yôga/Método DeRose podem, igualmente, ser descredenciados a qualquer momento.

Rescindir um contrato de franquia é uma operação muito mais complicada, o que, às vezes, propicia a que um franqueado permaneça utilizando o nome do franqueador por um bom tempo, mesmo depois que este já tenha decidido rescindir o contrato.

 

 

11 comentários

  1. 1
    soninha.paris
    quinta-feira, 14 de maio de 2009 às 13:50
     

    Ce sont infinites les avantages de ce systhéme
    je l’ai adopté et ça marche
    Sonia

  2. 2
    Mario Castro
    quinta-feira, 14 de maio de 2009 às 15:39
     

    Olá Mestre,
    Quero compartilhar consigo e com nossa família este texto que foi escrito por uma menina com o nome de Sónia Hurtado.
    Não a conheço pessoalmente, porém tenho a sensação de que é uma pessoa sensível aos aspectos profundos da vida em si. Talvez tenha swásthya dentro de si e ainda não sabe…

    Abreijo muito bÔM ;)

    “Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final. Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.

    Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos – não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram. Foi despedido do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações? Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu. Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seu
    marido ou sua esposa, seus amigos, seus filhos, sua irmã, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado. Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.

    O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.

    As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora. Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.

    Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração – e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar. Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.

    Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos. Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.

    Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do “momento ideal”. Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará. Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa – nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante. Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é.”

    Gustavo Reply:

    Mario, me gustó mucho el texto de Sonia, mis felicitacioes a ella.
    Saludos Gus

    Alessandra Nobrega Reply:

    Lindissimo esse texto! Me identifiquei muito.
    Beijos a todos da egregora,
    Ale

    Mario Castro Reply:

    Holá Gustavo!
    Que tal? Bién?
    Es una lástima no conocerla, pero creo que, talvez, un dia venga a conocerla quando conozca este blog.

    Swásthya!!

  3. 3
    Claus Haas
    segunda-feira, 17 de maio de 2010 às 1:23
    yogaribeiraopreto.org
     

    Lembrei deste post há poucos dias, quando recebi uma ligação de uma pessoa interessada em Nosso Método, mas que estava em dúvida por que algiém havia lhe dito que os “instrutores do DeRose gastam horrores com cursos todos os anos, e que pagam um salário ao DeRose todos os meses”.

    Pode uma coisa destas? Fico imaginando o que as pessoas não falam para denegrir a imagem dos outros…

    Pelo menos neste caso, tive a oportunidade de mudar uma impressão equivocada sobre a seriedade de nosso trabalho. Precisamos divulgar isto, cada vez mais!

    DeRose Reply:

    Obrigado por esclarecer a pessoa em questão.

  4. 4
    Nuno Jacob
    quarta-feira, 8 de junho de 2011 às 12:56
    faro-yoga.org
     

    Olá Mestre, espero que se encontre bem.

    Sei que já sabe da novidade, a minha ida para o Marquês de Pombal. Queria só agradecer o apoio que deu à Catarina e agradecer à Fê também. Agradecer o vosso voto de confiança.

    Vou deixar a direcção da escola do Faro com a Flora e a Nani como membro de equipa, concluir a formação de dois novos instrutores. Ela vai dar o seu melhor, vai desenvolver ainda mais as suas habilidades, tem sido uma verdadeira Guerreira e sinto muito orgulho por ela, é uma verdadeira companheira de corpo e alma. Se não der, vai para Lisboa ter comigo, com mais uma pessoa assim e no local que é, o crescimento é garantido.

    Vamos fazer varias transformações, obras, organizar a escola, limpar as finanças, será mais participativa, subir o padrão e pensar obviamente na certificação. O local onde a escola se encontra merece.

    Estou feliz porque vai ser um grande desafio, vou-me por à prova, vou ajudar uma pessoa de quem gosto, vou ganhar dinheiro e estar próximo da egrégora que tanta falta me tem feito, em fim, estou bem motivado, só um pouco preocupado com Faro…

    Mais uma vez Mestre, obrigado por tudo. Vou dar o meu melhor em tudo!

    Um forte abraço
    Nuno

    Ps – Quero agradecer também ao Charles, António Pereira e claro Catarina pelo apoio e acreditarem em mim. Estou para sempre grato e têm um amigo para o que for preciso!

    DeRose Reply:

    Confio plenamente na sua competência, na sua lealdade e em todas as qualidades de Diretor que o Nuno possui. Quero muito ver essa unidade filiada outra vez, Credenciada outra vez e mais: certificada! Um beijo e pode me consultar a qualquer hora sobre as dúvidas que tiver no desempenho dessa sua nova missão. Beijos.

    Nuno Jacob Reply:

    Obrigado Mestre, conte comigo. Um beijo

  1. [...] Este texto, originalmente publicado no Livro Quando é Preciso Ser Forte, do Mestre DeRose, foi extraído do blog do DeRose. [...]

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