sábado, 9 de janeiro de 2010 | Autor:

Quem deu o nome Método DeRose foram os alu­nos e instrutores que vieram utilizando tal referên­cia durante décadas, até que finalmente, comemo­rando cinquenta anos de ensino, concordamos em utilizar essa nomenclatura.

Quem cunhou a frase: “Método DeRose é outra coisa”? Curiosamente, foram os que ensinam ou­tras modalidades de Yôga, a fim de distinguir que o nosso Método é, de fato, diferente. Nem melhor, nem pior. É “outra coisa”. Interessante, porque quem cunhou o termo impressionismo fora justa­mente um crítico de arte, opositor ferrenho à pin­tura de Monet e usara aquele termo com intenção depreciativa. Acabou por produzir o efeito contrá­rio e foi quem desencadeou a fama desse ilustre pintor.

No nosso caso, ficou claro que a intenção dos co­legas de outras linhas ao nos classificar como “outra coisa” era de boa-fé quando uma aluna, casada com um editor inglês, sugeriu que ele pu­blicasse um livro de Yôga e ele se recusou de forma categórica. Quando a esposa disse que pro­pusera a edição porque estava praticando o nosso Método, o marido respondeu inusitadamente: “Ah! DeRose eu publico.” Ela questionou: “Por que Yôga não e DeRose sim?” E veio a resposta histórica: “DeRose é outra coisa.”

Então, está bem. Se todos são unânimes em de­clarar que DeRose é outra coisa, nós simples­mente acatamos a vox populi. Esperamos que seja a vox Dei.

  1. Autor: Júlio Silva

    Querido Shrí DeRose,

    O mundo está a conhecer mais e mais o seu trabalho e a associá-lo com todo o mérito a um trabalho de qualidade de vida, porque é isso que ele é.

    Os praticantes, instrutores, professores e mestres que batizaram o Método são os melhores representantes e são quem sabe pela experiência prática que é um Método e que Funciona, e que o seu sistematizador é Shrí DeRose.

    Por isso está muito bem escolhido, até porque os de outras linhas percebem que é realmente um Método. Já há anos que a definição técnica fala de uma metodologia, e se amamos quem resgatou este património temos que deixar de falsas modéstias e dar o nome às coisas, o nome correcto, o nome de quem fez o trabalho.

    A esse respeito “dos nomes das coisas”, de colocar os nomes correctos naquilo que fazemos e que somos, também nos faz estar visíveis na civilização e na consciência de todos, pois todos sabem que somos o Método DeRose, tomo a liberdade de incluir um texto que retirei do blog do nosso querido João Camacho:

    “”"

    A civilização hindu é tida pelos estudiosos da filosofia ao longo da história da humanidade, como a civilização da consciência, da meditação e da interioridade. A civilização que concebe o conceito de dárshana – visão, ponto de vista. A mera visão do mestre pode ser um instante de grande evolução do discípulo. A mulher tântrica que, num momento, concede a um homem, a um dado homem, um dárshana do seu corpo, ou de uma parte deste, permite-lhe essa visão, concede-lhe essa graça, como se de uma deusa se tratasse. E, na verdade, é-o nesse instante. Esse homem deve ficar-lhe grato para sempre – claro que para o entender tem de ser também um homem tântrico. Esse instante é também absolutamente inspirador para esse homem. Consiste para ele numa verdadeira bênção, com toda a carga emotiva que queiram associar a tal conceito – bênção. Mas é disso mesmo que se trata. E, pode ser também, um momento que o impulsiona para outro estágio evolutivo.

    Dárshana, significa, também, clarividência. Significa que estamos despertos, não só ao ritmo a que os objectos nos surgem aos sentidos, mas também com uma consciência activa, lúcida e sabedora de que os sentidos, só por si, nos limitam. Logo é necessário ir além deles. Os objectos que nos vão surgindo aos sentidos, são a base de reflexões futuras. O ver, a visão, proporcionada pelo dárshana é um ver teleológico, ou seja, um ver que tem uma finalidade, orienta-se para um fim. é um ver para a luz, para a luz que ainda não alcançámos, mas procuramos.

    Nesta civilização, começou a entender-se que o homem sábio, era um homem de bem. Ora o homem para ser de bem, chega lá através da virtude e da harmonia dos ritos. E essa virtude não é a moral como a entendemos. É a virtude de fazer corresponder as palavras às coisas. Quando isso acontece a ordem e os ritos estão assegurados. Por isso o sábio não fala do que não sabe. Por isso também não responde quando a pergunta está mal formulada. Em consequência, têm-se que o governante deve acima de tudo, corrigir os nomes das coisas. Se os nomes não forem correctos, o discurso não é coerente. Assim o homem de bem é aquele que só fala quando tem conhecimento do que fala.

    João Camacho

    “”"

    E se os paladinos da Nossa Cultura sabem e têm conhecimento sobre o Método sistematizado por Shrí DeRose, têm que colocar o nome correcto na “coisa” correcta, “porque é de facto outra coisa”.

    SwáSthya!
    Júlio Silva
    Discípulo de João Camacho, Yôgachárya
    Espaço Cultural Môksha
    http://www.nossacultura.org/

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