Recebi um CD gravado por um colega muito querido para aprovação do material gráfico. Com indescritível tristeza, observei que o sânscrito estava grafado em uma transliteração que não é a que adotamos. Fiquei chocado!
Se nossa sistematização adotou uma determinada convenção e TODOS os nossos livros seguem essa coerência, por que algum dos nossos discordaria e aplicaria outra convenção? Se você pesquisar na internet vai descobrir que existem diversas convenções diferentes e divergentes. Mas há muitas outras que não encontrei nem mesmo na internet. Por exemplo, as transliterações para o chinês, para o grego, para o russo, para o japonês e mais uns oitenta alfabetos. Mesmo a que se usa corriqueiramente na Índia, não encontrei entre aquelas que lograram conquistar a simpatia dos acadêmicos.
A pergunta que não quer calar é: você que usa outra convenção diferente da que nós adotamos, não percebe que isso é anti-didático? Não percebe que confunde os alunos e até os próprios instrutores?
Não percebe que, além de semear confusão, transmite falta de sintonia com o sistematizador do Método?
Não percebe que gera para você uma imagem de que está discordando da linha de conduta adotada por nós?
A percepção comprometedora é a de que você está mais de acordo com outra orientação, com outro grupo ou com outro Mestre que não os seus.
E eu fico particularmente entristecido, pois se eu ensino uma convenção e você a rejeita para adotar a que outro Mestre ensina, nesse caso você está rejeitando a mim e o meu ensinamento.






Por que algumas pessoas gostam tanto de complicar? Foram anos e anos de pesquisa e trabalho para trazer aos seus pupilos o melhor que se pode encontrar, em transliteração do sânscrito aos idiomas latinos, de modo que essa transliteração pudesse e possa sempre ser compreendida em todos os países. Que sorte a nossa, de poder receber este legado assim. Que barafunda não seria, se esse trabalho não tivesse sido feito e cada um resolvesse seguir uma transliteração diferente ao seu bel prazer! Quanta discórdia não iria surgir, para provar que tal transliteração é melhor que a outra!
Nos destes a fórmula pronta em nossas mãos, basta usá-la como nos foi presenteada e não haverá erros! É tão simples! Então para que querer enfeitar? Para que querer complicar? E o tempo que se gastou, buscando uma maneira diferente de grafar o sânscrito? Quantas outras coisas não poderiam ter sido feitas nesse tempo? Mesmo que tenha sido segundos!
Quantas pessoas não queriam receber em seu trabalho um presente desses que descomplicaria as suas vidas! E nós o temos! O Mestre DeRose, foi extremamente generoso e nos ofertou de coração esse ensinamento. Então vamos retribuir esse carinho, fazendo uso dele, como nos foi ensinado. Não deturpar o que aprendemos, é um pújá efetivo. É uma demonstração de que respeitamos as nossas linhagens, a nossa cultura e principalmente que aceitamos e respeitamos a sabedoria do nosso Mestre.
Acho que essa recomendação se extende não só as transliteracões.
Como revisora de grande quantidade dos nossos livros, tento estar muito atenta a esses detalhes, e manter um padrão em tudo. Desde a transliteração, como vc marcou neste post, até a simples ordem das regras gerais, por citar algum outro exemplo bem básico e geral.
Agora, se por acaso alguem acha que existe uma transliteracão melhor, ou uma ordem mais didática para as regras gerais (coloco estes exemplos apenas para continuar os exemplos já dados), a melhor atitude não é escrever um livro que anuncie o novo ponto de vista, ou lançar um Cd com a nova informação. A melhor atitude é conversar com seu monitor ou supervisor pois pode ser:
1) que vc esteja equivocado;
2) que vc tenha achado uma nova forma de dezir as coisas muito melhor, e então seja adotada por todos.
Bom, é isso… bom sábado para todos!
Beijinhos,
Anahí
É isso mesmo, Anahí. Obrigado pelo apoio.
Mestre, que trishulada mais incisiva.
E o pior é que não adianta! Algumas pessoas são refratárias.
Aí galera do SwáSthya
Vamos respeitar e preservar o parampará. O Conhecimento que você recebeu é uma jóia rara, que precisa ser preservada para as futuras gerações. E isso cabe a cada um de nós.
Tenha um lindo dia, Mestre
Márcia
bien dit il le faut
porquoi changer ce qui est très bien depuis 50 ans ?
refléchissez
shuac
sonia
Em qualquer lugar se dança conforme a música que se está tocando. Guardar o ritmo e a harmonia faz o belo.
Querido Shrí DeRose,
E é muito bom continuar a ter Shrí DeRose sempre na liderança, sempre na intervenção, sempre dedicado a preservar um trabalho de uma vida, que todos sigam esse sentido de defesa do método, que se espalhe, que contagie, que se dissemine por todos os paladinos a capacidade de não deturpar, continuar sempre produzindo conhecimento, mas não deturpando o Método, e não consultando ou ignorando a sua supervisão.
SwáSthya!
Júlio Silva
Discípulo de João Camacho, Yôgachárya
Espaço Cultural Môksha
http://www.nossacultura.org/