É da natureza humana querer compreender as coisas e, para isso, tentamos enquadrá-las em escaninhos já estabelecidos em nossa mente. Não é à toa que “enquadrar” e “escaninho” são conceitos associados a algo quadrado e padronizado.
Portanto, é natural que o interlocutor queira saber se é dança, ginástica, arte, terapia, religião… Mas e se não se “encaixar” em nenhuma das alternativas?
Quando um praticante pretende explicar o que é o Método, frequentemente é confrontado com a pergunta:
– Método de quê?
Para que as pessoas compreendam melhor o que é o Método e, dessa forma, possam desfrutá-lo em todas as suas nuances, decidimos prestar estes esclarecimentos.
Para tanto, a primeira coisa a conhecermos deve ser sua definição. Apesar de este Método ter sido sistematizado a partir de 1960 e, portanto, já contar com meio século, o processo foi bem gradativo e empírico. Assim, dispomos de várias definições muito boas.
Podemos definir esta cultura como:
Método DeRose é uma urdidura entre conceitos e técnicas oriundas de tradições culturais muito antigas.
Ou de forma mais extensa:
O Método DeRose é uma proposta de life style coaching com ênfase em boa qualidade de vida, boas maneiras, boas relações humanas, boa cultura, boa alimentação e boa forma. Algumas das nossas ferramentas são a reeducação respiratória, a administração do stress, as técnicas orgânicas que melhoram o tônus muscular e a flexibilidade, procedimentos para o aprimoramento da descontração emocional e da concentração mental. Tudo isso, em última instância, visando à expansão da lucidez e ao autoconhecimento.
Listando por tópico, facilita a compreensão:
- uma proposta de life style coaching;
- com ênfase em boa qualidade de vida;
- boas maneiras;
- boas relações humanas;
- boa cultura;
- boa alimentação;
- boa forma;
- reeducação respiratória;
- administração do stress;
- técnicas orgânicas;
- tônus muscular;
- flexibilidade;
- concentração e meditação;
- a meta final é o autoconhecimento.
Benefícios? Não! Apenas consequências de uma filosofia de vida saudável.






Olá Mestrão,
Muito boa essa série de posts esclarecendo ainda mais sobre o que é o Método DeRose, escrevi em meus blogs um post colocando os links dos seus textos.
Ao ler os posts, veio me a cabeça uma dúvida, poderíamos definir o Método DeRose também como uma ciência?
Um grande beijo!
Como ciência, não, Hirota. Como técnica, método, sistema, filosofia de vida, proposta. Com a ciência eu não quero muita conversa porque a Inquisição não acabou. Ela só mudou de canal. Agora está na ciência e no ambiente acadêmico, como você pode observar no vídeo que entrará no dia 11 de janeiro, sobre as perseguições e exclusões que sofrem os cientistas que ousam ir contra o que está estabelecido como verdade. Ciência, jamais!
Olá Mestre e egrégora,
Estou compilando todos os textos do blog que definem nosso Método e me disponibilizo a compartilhar com quem se interesse.
Esta ideia surgiu de nosso grupo de complementação pedagógica. É bem interessante e instrutivo ver a evolução destas definições! Cada vez mais precisas, mas sempre há como melhorar.
Abraços a todos
Rômulo Justa
Unidade Dom Luís – Fortaleza/Ceará
Pingback: Feliz Aniversário DeRose! | TempoMatico
Querido Grande Mestre,
Vou abrir mais um Espaço Cultural na cidade do Montijo, em Maio. Este concebido para funcionar como tal. Estou a preparar as instalações. Irá ter uma sala de prática, uma recepção, dois vestiários, 2 wc, uma sala de estar, uma cozinha (que será usada, também, para cursos de culinária vegetariana), um gabinete para o Director, assim como uma biblioteca. Como espaço cultural que é, dedicar-nos-emos, aí, à Nossa Cultura. Ao estudo e à prática da nossa proposta filosofica.
Gostaria, Mestre, que me dissesse, se assim o entender, se devo usar, na designação e na publicitação de tal unidade, a indicação de que aí se pratica SwáSthya Yôga, ou de que aí se segue o Método DeRose. Em relação aos contactos já estabelecidos, inluindo a agência imobiliária e o senhorio, tenho referido que o espaço se destinará a um “espaço” ou “centro” cultural. Quando pretendem que especifique, refiro que se estudará filosofia e nos dedicaremos a actividades culturais, viradas para o autoconhecimento e a qualidade de vida, através de práticas que promovem um estilo de vida saudável. E a reacção é muito boa.
Um grande abraço
João Camacho
Parabéns, Camacho, por mais esse espaço cultural. Por enquanto, nesta fase de transição em que os paradigmas são mudados, é mais recomendável indicar que lá no novo espaço se pratica o SwáSthya. Abraços e força!
Querido Grande Mestre,
Obrigado pelos parabéns. Em relação ao SwáSthya assim farei.
Um grande abraço.
João Camacho
Querido Grande Mestre,
Não obstante a decisão da instalação de um quadro negro (ardósia) na sala de prática, no novo Espaço Cultural que vou abrir, tenho verificado que em muitas unidades o quadro “negro”, em verdade, é verde. Assim fico na dúvida em relação a qual dos quadros instalar. Poderei pedir-lhe, Mestre, que me dê instruções acerca deste aspecto?
Um grande abraço
João Camacho
No Brasil temos um produto denominado Fórmica. Existe um que é especial para quadro-negro (tableau noir, black board). É verde oliva com discreto quadriculado, quase imperceptível aos alunos, mas bem nítido para o professor que o utilizar. Trata-se de material leve, barato, bonito e absurdamente resistente, quase indestrutível. Deve haver um produto semelhante na Europa. É uma excelente solução. Umas vez aplicado sobre uma base de compensado pode ser afixado na parede com parafusos e emoldurado com madeira nobre. Fica lindo. E ainda temos a vantagem de evitar a cor negra.
Se o Camacho encontrar esse produto, gostaria que me informasse, pois vou dar um curso este fim-de-semana em Londres e lá não conseguem encontrar nada similar. Eu me acostumei com o conforto de utilizar esse tipo de quadro-negro e sinto desconforto em dar horas de aula brigando para escrever ou lutando para apagar um quadro com menos tecnologia. Está muito em cima da hora, mas quem sabe? Se localizarmos o produto talvez dê tempo de adquiri-lo e instalá-lo. Agradeço previamente.
Querido Grande Mestre
Agradeço-lhe a ajuda e as precisosas indicações. Muito obrigado.
Quanto ao que me solicita, para já, e com a ajuda do Instrutor Júlio Silva, encontrei várias possibilidades.
Em Inglaterra:
http://www.teacherboards.co.uk/products/writing/chalkboards
Nestes, parece-me que os não magnéticos são os laminados (formica). E têm as opções de cor preta e verde. Em vários tamanhos.
E em Portugal:
http://www.manutan.pt/quadros-verdes-esmaltados-ecologicos_O-03297-750.html
E são, exactamente, para escrever a giz. Apresentam-nos como quadros verdes esmaltados ecológicos Polyvision.
descrevem-nos da seguinte forma:
«Escrita com giz agradável, fácil de apagar, visualização magnética por ímane. Quadro em chapa de aço esmaltada vitrificado, cozida no forno a 700°C. Superfície inalterável e magnética. Perfil, calha porta-gizes e quadro em alumínio anodizado. 2 ganchos corrediços para suspender documentos.»
Ao seu dispor Mestre.
Um grande abraço
João Camacho
Obrigado pela presteza, amigo. Vou transmitir imediatamente a informação ao nosso organizador de Londres. Forte abraço.
Pingback: O que é o Método DeRose? | Fábio de Santana
Mestre,
Desculpe pelo tamanho do comentário, mas creio que vai valer a pena.
Para ajudar, um resumo de uma linha seria: a utilização do código de ética como conversa de contorno para a palavra Yôga pronunciada ao invés da utilização do termo Método DeRose e similares
hahaha, até parece título de Monografia!!!
Aí vamos nós…
Eu sempre pensei que uma vez mencionada a palavra Yôga jamais conseguiria mostrar a pessoa a nossa proposta.
Pois então, há algum tempo, antes de começar a utilizar o termo Método DeRose, mencionei para as pessoas do meu trabalho o termo Yôga. E foi aquela baboseira. “Nossa, mas você não parece ser uma pessoa Zen!”, ou então “Pessoas que praticam Yôga são calmas, mas você….” e por aí vai.
Hoje pela manhã tive uma conversa que fiquei satisfeito!
Estava tomando café da manhã junto a um colega de trabalho e começamos a conversar. Havia dito que fui dormir 1 hora da manhã e veio a inevitável pergunta: “Mas como assim, o que você ficou fazendo até tão tarde?”
Respondi esclarecendo que tive aula até tarde e que após a aula havia realizado uma prática do Método DeRose. Ainda acrescentei que surpreendentemente não estava cansado. Detalhe entre nós: a aula era do Módulo Filosófico!
E ele se pôs a perguntar [Trecho deletado para que fique politicamente correto.]:
- Método DeRose, massss u que é issu? Não era ióga que tu faziassss?
Eu disse categoricamente que não. Que o que eu pratico é o Método DeRose, que utiliza em uma das suas partes, o Yôga como técnica corporal. Além destas técnicas, temos técnicas respiratórias, de relaxamento, de concentração e assim por diante.
(Não adiantava dizer que o próprio Yôga possui técnicas de respiração potentes, ou então concentração, então nem me preocupei em esclarecer estes fatores)
Acrescentei que além destas técnicas existem diversas outras para favorecer o desenvolvimento do indivíduo e que é algo bem completo, sendo, as técnicas, uma parcela infinitesimal do todo.
Ele, surpreso, me perguntou como seria isso.
Então comecei a me animar e gastei o verbo!
Disse-lhe que nós temos uma ferramenta para utilizar chamada “Código de Ética”. Completei afirmando que é poderosíssima e orienta-nos a não ser agressivos.
Ele, afirmando positivamente com a cabeça, concordou dizendo:
- Isso é óbvio, se não somos agressivos é bom para nós.
Então aproveitei para ir mais fundo e comentei que o ideal, neste caso, é levar a aplicação do código a um patamar muito mais profundo e a sério. Por exemplo, você inclusive nem sequer sentir a agressividade dentro do seu corpo. Porque diversas vezes não somos agressivos externamente, mas internamente a pressão sangüínea aumenta, o corpo tenciona-se, as veias se enrijecem e assim por diante.
Perguntei em tom afirmativo:
- Com certeza você já sentiu isso, não?
Ele concordou e já acrescentei ainda que a proposta com essa observação do código de ética é o desenvolvimento integral e não só externo.
Qual não foi a minha surpresa ver a surpresa nos olhos dele:
- Aaah, então é bem mais profundo…
E assim foi, ainda discorri sobre os itens Satya, a verdade, Astêya, não roubar (sobre o qual falei do roubo da felicidade alheia inclusive, quando esta fosse genuína), e por fim sobre Aparigraha.
Sobre a última ainda completei que deveríamos cultivar, segundo a norma ética, a não possessividade sobre nada.
Ele argumentou que de fato, isso era horrível e ele tentava evitar de jogar jogos (de computador/video-game,…) porque viciavam.
E eu, mais uma vez, aproveitei a deixa:
- Mas essa é a primeira etapa da não-possessividade, existem outras ainda mais profundas que, se vivenciadas, nos dão um poder forte sobre nossas emoções e pensamentos. Pense se você não é apegado a um objeto, a uma pessoa ou ainda a um relacionamento. Você só tende a ganhar. Nada ruim é criado.
E ele, com a mentalidade restritiva:
- Mas isso não é bom. É bom sermos apegados às nossas mães. Ou então não as amaríamos!
E eu, com paciência, disposição e vontade de me fazer compreender, completei:
- A não-possessividade é uma coisa, o amor é outra. Você pode amar com todas as suas forças e, mesmo assim, não se apegar a objeto nenhum. Pense se você se apega a uma pessoa e ela vem a falecer. Você vai sofrer horrores. Não vai conseguir imaginar como será sua existência daí para frente e, pior, vai deixar de viver bons dias, semanas ou até meses de vida.
E ele ainda não conseguiu entender a mensagem:
- Mas não, isso não pode, você tem que sofrer, é a sua mãe.
Percebi só agora ao escrever o quão apegado ele era ao seu próprio custume e sentimentos.
E eu novamente:
- Mas possessividade é diferente de amor. A possessividade está diretamente ligada a necessidade. Caso você ame, mas não sinta necessidade da pessoa, será facil não deixar a morte/abandono/fim de um relacionamento acabar com você.
E ele finalmente entendeu.
Começamos a voltar ao trabalho interagindo (no formato ele pergunta/eu respondo) sobre o assunto e ainda adicionei:
- Viu, é uma proposta diferente. Não é só Yôga, ou técnicas corporais, ou …… Tem algo a mais, tem o incentivo às pessoas a melhorarem sempre. Imagine se conseguíssemos levar profundamente e a 100% todos esses itens que lhe falei, seria fantástico, não?
E ele:
- Sim, com certeza.
E por fim acho que consegui me fazer entender. Se não completamente, ele hoje tem uma noção melhor do que pratico.
Sai com a alma lavada e com a certeza de ter feito tudo o que estava ao meu alcance para demonstrar um pouco melhor o que é a Nossa Cultura.
Já utilizei abordagens parecidas com essa do código de ética, mas falando sobre como o vegetarianismo influencia nosso humor e sempre tive a impressão de que a pessoa entendia minhas razões.
Bom mas é isso, só quis compartilhar porque fiquei muito feliz hoje de manhã com isso tudo e achei legal compartilhar com você e a galera freqüentadora do Blog!
Mega-hiper-ultra-giga abraços,
Lauro Valente
Centro Cívico – Curitiba
http://www.DeRoseCentroCivico.org/
ps.: Cá com meus botões: Imagine se eu falasse sobre Brahmacharya!! hahaha
Parabéns!
Graaaaaaaaaaaaaaaaande Mestrão!
Nossa, precisei vir agradecer.
Sem mais.
Lauro, chêla.