A garotada ressucitou um jogo chamado “Assassino”, em que a comunidade dos que estão jogando precisa encontrar o dito-cujo. O maior ensinamento desse jogo é a tomada de consciência de que o ser humano tende a tachar uma pessoa, por qualquer motivo real ou imaginário, e para sempre ela carregará essa peja, seja justa ou injusta.
No jogo em questão, a quem calhou por sorteio ser o assassino em um jogo anterior, passa a ser morto na primeira rodada nos jogos seguintes, mesmo que ocorram em outros dias. Ora, todos sabem intelectualmente que a chance de calhar mais de uma vez essa qualificação por sorteio sobre a cabeça da mesma pessoa é muito improvável. No entanto, emocionalmente, todos olham para o colega e vêem nele o famigerado assassino da brincadeira anterior. Por isso, eu apenas assisto, mas não entro no jogo. Isso não quer dizer que o censure: ao contrário, acho-o muito divertido e recomendo que as escolas o adotem como meio eficiente de reforçar os vínculos de amizade.
Da mesma forma como no jogo, a opinião pública e a Imprensa, quando encasquetam que você é isto ou aquilo, mesmo que você não o seja, vai dar muito trabalho para convencer as pessoas da verdade. É que a inverdade tornou-se a percepção, e a percepção do observador é sempre aureolada como verdade.
Moral da história: façamos todos um trabalho extremamente sério, exerçamos em nossa vida pessoal uma honestidade fundamentalista e conquistemos a todos com a nossa simpatia, cavalheirismo e generosidade. É preciso que mesmo os instrutores mais novos e até os alunos reconheçam a importância de cultivar uma boa imagem em todos os lugares, com todas as pessoas.
Ah! E joguem mais “Assassino”!
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Mais um exemplo de estigma: o ator sueco Max von Sydow, que havia participado de quase todos os filmes de Ingmar Bergman, aceitou com 40 anos de idade representar o padre do antológico filme “O Exorcista“, maquiado para parecer que tinha 75 anos. O resultado foi que nenhum estúdio mais o chamou para trabalhar, porque ele ficou estigmatizado por ser velho… coisa que ele não era!
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Pois é, Mestre. Você foi a primeira pessoa que alertou-me, há muitos anos atrás, que verdades, são em sua esmagadora maioria, apenas visões, interpretações pessoais dos fatos, não coincidindo, quase nunca, com a realidade.
Todos nós, o tempo todo, estamos olhando os fatos segundo os nossos pontos de vista, e portanto, passíveis de distorcer os fatos, e o que é pior, sem nos darmos conta disso!
Para exemplificar, tenho um amigo, uma pessoa pública, muito famosa e que conheço há mais de 35 anos. É uma pessoa seriíssima, correta e honesta. Sempre foi. Seu erro foi atuar profissionalmente com decência, muita competência e honradez, em uma área aonde a grande maioria do métier é formada de pessoas sem formação, aventureiros e desonestos. Isto lhe angariou uma horda de desamigos, que tentaram em vão, ao longo de mais de 40 anos, fazê-lo desistir da profissão. Mas como sua honestidade fundamentalista, jamais ofereceu a esses invejosos, qualquer indício que pudesse ser usado para proibi-lo de trabalhar e crescer. Então a arma que eles vêm utilizando neste tempo todo é a calúnia, a mentira e a fofoca, para tentar desacreditá-lo junto à opinião pública.
Algumas vezes, ao conversar com algum jornalista sobre este meu amigo, percebo que aquele faz comentários pouco elogiosos sobre este. Porém ao perguntar-lhe se conhece o meu colega, o repórter simplesmente diz que não. E quando faço a defesa do meu injustiçado amigo, demonstrando, de forma educada, o valor, as qualidades, a seriedade e honestidade pessoal e profissional, o jornalista fica surpreso e admirado.
Agora, Mestre, imagine que este profissional, não receba esclarecimentos prévios e é convocado para realizar uma matéria em jornal, revista ou televisão sobre este meu querido amigo. Milhares de leitores e telespectadores receberão uma imagem totalmente distorcida, inverdadeira e injusta dele.
É assim que se constrói uma “verdade”, Mestrão. E agora, durma-se com um barulho destes.
Beijos do velho discípulo.
Prof. Joris Marengo, Presidente da Federação de Santa Catarina.
Acredito, Joris, que se todos os instrutores e alunos tivessem a mesma atitude sua de ação efetiva, a Justiça e a Verdade se instalariam e, não apenas eu, mas todos nós ficaríamos muito mais felizes com o reconhecimento do valor deste trabalho que compartilhamos.
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“Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade.” (Joseph Goebbels, Ministro da Propaganda Nazista)






Pois é, Mestre. Você foi a primeira pessoa que alertou-me, há muitos anos atrás, que verdades, são em sua esmagadora maioria, apenas visões, interpretações pessoais dos fatos, não coincidindo, quase nunca, com a realidade.
Todos nós, o tempo todo, estamos olhando os fatos segundo os nossos pontos de vista, e portanto, passíveis de distorcer os fatos, e o que é pior, sem nos darmos conta disso!
Para exemplificar, tenho um amigo, uma pessoa pública, muito famosa e que conheço há mais de 35 anos. É uma pessoa seriíssima, correta e honesta. Sempre foi. Seu erro foi atuar profissionalmente com decência, muita competência e honradez, em uma área aonde a grande maioria do métier é formada de pessoas sem formação, aventureiros e desonestos. Isto lhe angariou uma horda de desamigos, que tentaram em vão, ao longo de mais de 40 anos, fazê-lo desistir da profissão. Mas como sua honestidade fundamentalista, jamais ofereceu a esses invejosos, qualquer indício que pudesse ser usado para proibi-lo de trabalhar e crescer. Então a arma que eles vêm utilizando neste tempo todo é a calúnia, a mentira e a fofoca, para tentar desacreditá-lo junto à opinião pública.
Algumas vezes, ao conversar com algum jornalista sobre este meu amigo, percebo que aquele faz comentários pouco elogiosos sobre este. Porém ao perguntar-lhe se conhece o meu colega, o repórter simplesmente diz que não. E quando faço a defesa do meu injustiçado amigo, demonstrando, de forma educada, o valor, as qualidades, a seriedade e honestidade pessoal e profissional, o jornalista fica surpreso e admirado.
Agora, Mestre, imagine que este profissional, não receba esclarecimentos prévios e é convocado para realizar uma matéria em jornal, revista ou televisão sobre este meu querido amigo. Milhares de leitores e telespectadores receberão uma imagem totalmente distorcida, inverdadeira e injusta dele.
É assim que se constrói uma “verdade”, Mestrão. E agora, durma-se com um barulho deste.
Beijos do velho discípulo.
Concordo Mestre. Recentemente assisti com os amigos da Unidade o Filme Invictus, sobre uma passagem da vida do Nelson Mandela. Percebi que a gentileza e educação era a sua maior arma para conquistar as pessoas e por consequência seus objetivos.
Ricardo – Unidade Vila Olímpia
Essa tem que ser a nossa imagem. Não basta que sejamos assim: é preciso que a opinião pública nos veja assim.
Até de uma brincadeira de criança o Mestrão consegue nos ensinar coisas para a vida…
Obrigada!
Beijinhos.
Legal chará, Ricardo Duran.
Eu já queria assistir a esse filme, Invictus, e agora tenho mais um bom motivo.
Mestrão, estamos juntos nessa empreitada!
Abraços a todos.
Ric Poli
http://www.derosecentrocivico.org/blog
Curitiba – PR
Esse jogo mostra demonstra na prática aquele exemplo do pequeno pêlo da barba que se torna mais aparente e é rapidamente aparado.
No jogo, quem se destaca um pouco mais sendo do bem ou do mal é rapidamente eliminado. Coisas do bicho homem.
beijão
Verdade.
Querido De, todo sucesso nos eventos deste fim de semana, a Instrutora Júlia Rodrigues, minha instrutora, irá em meu lugar. Bjs
Regina- Unidade Alto da XV Curitiba-PR Brasil
Que pena! Para a Júlia, que bom!
Pois é, Mestre super querido!!!
Minha avó, tinha um ditado que caía como uma luva… Ela dizia: “Sabe, minha filha: Quando Deus dá a farinha o Diabo carrega o saco”. Estigmatizar alguém é muito complicado, muito mesmo!!! Parece que por mais que a pessoa faça, nunca é o bastante. Mais uma vez, o Ser Humano! Quando será que vamos aprender???
Beijos bem coloridos!!!
Cris.
Será que vamos aprender?
Estou também de pleno acordo Mestrão e queria partilhar consigo uma percepção que tive com 18 anos… em 1992 assisti na universidade à minha primeira aula de Psicologia Social e na leitura de um texto guardei uma frase que desde aquele instante mudou a minha forma de lidar comigo e com os outros seres humanos. A frase era mais ou menos isto: “Nós somos aquilo que pensamos ser e o que os outros acham que somos.”
Para mim foi um momento bem marcante e desde essa aula passei a ter muito mais cuidado com a imagem projectada para o exterior do meu “eu”…
Nos dias de hoje e pensando na visão global da nossa cultura só reforço as suas palavras tornando-as num mantra diário matinal:
“Recebo este novo dia em minha vida com a disposição de exercer uma honestidade fundamentalista e conquistar a todos com a minha simpatia, cavalheirismo e generosidade.”
SwáSthya!
Linda decisão, Edu.
Pois… beijinhos para o Jójó
Mestre, todos comentamos sobre esta mesma percepção sempre que jogamos o “assassinos”. Sabemos bem como a imagem marca muito e o como é importante reforçarmos mesmo uma boa imagem!
Ao jogar esse jogo pude perceber de forma nítida como nós nunca conhecemos a fundo as pessoas à nossa volta. Todos podem se comportar de um jeito que não esperamos, se assim for necessário.
É sempre uma lição quando eu jogo.
Adoro ler seus textos!
Querido Shrí DeRose,
Tenho refletido sobre estas questões dos estigmas e acho que também é bem verdade que um estigma desaparece quando alguém nos conhece pessoalmente, afinal, quando nos conhecem verificam que a pessoa não tem os tais atributos negativos que outros lhe colocaram.
Colocarem-nos estigmas acho que é típico da vida e pouco podemos fazer, especialmente quando queremos e fazemos um trabalho de qualidade, há sempre tendência a gerar na sociedade anti-corpos de inveja e outros sentimentos que resultam de reacções típicas e endémicas ao ser humano comum. É assim em todas as esferas da nossa intervenção como cidadãos do mundo.
Para mim, esse tipo de estigma pouco me importa, pois quem me conhece sabe quem eu sou, claro que muito posso ser prejudicado e em certas situações de formas bem violentas. Shrí DeRose e o meu querido João Camacho, e tantos paladinos da Nossa Cultura sabem o que é ser estigmatizados, mas nunca os vi viverem em função disso, sofrem, mas a obra e o trabalho que desenvolvem não se compadece com estigmas, sofrem muito por vezes, mas como dizia um amigo meu “a vida só é dura para os moles”.
Mas já, por outro lado, o inverso do estigma, “chateia-me” um pouco mais, devo confessar, o “endeusamento” ou a tendência de atribuir a determinada pessoa grandes qualidades que esta não tem.
É que estigmatizar alguém que faz um grande trabalho de qualidade, bom isso é a vida, nestes casos sei que quando alguém tem oportunidade de experimentar a qualidade do trabalho e conhecer a pessoa pessoalmente logo confirma que não existia razão para o estigma.
Mas “endeusar”, é um problema mais sério, é que a humanidade tem muitas vezes uma característica de carneirada e por vezes há grandes profissionais apenas de imagem, e que qualidade e trabalho sério nada têm, e os carneiros acabam prejudicando muitas vezes a saúde por seguir sem questionar, sem sentido crítico, sem axioma número um, e a humanidade já experimentou muitas vezes os resultados trágicos da atitude de “carneirinhos que seguem deuses”.
Procurei assim partilhar esta reflexão de que muitas vezes o “endeusado” é bem mais prejudicial à sociedade e à clarividência da humanidade do que o estigmatizado, o estigma doi muito e é lamentável a quantidade de génios que a humanidade perdeu. Mesmo os grandes paladinos com forças Herculianas de tantas artes que são e foram estigmatizados por vezes vêem-se sem forças e arruinados pelos estigmas. Mas repito, e dando o desconto na frieza da frase simplista, “a vida só é dura para os moles”, tem ainda mais valor o trabalho de Shrí DeRose e dos paladinos da Nossa Cultura por terem ao longo desta grande jornada recebido estigmas, e ainda assim, terem conseguido fazer este resgate maravilhoso deste património da humanidade com mais de 5.000 anos, Pré-Indo-Europeu.
Força, Energia e Poder, e Axioma Número Um, são ferramentas preciosas do nosso Método.
Vamos ao Trabalho!
SwáSthya!
Júlio Silva
Discípulo de João Camacho, Yôgachárya
Espaço Cultural Môksha
http://www.nossacultura.org/
Concordo cem por cento. Vamos ao trabalho!
Caramba Mestre! Joguei pela primeira vez nesse fim de semana. Esse jogo dá o que pensar mesmo…
Aqui vai a trilha sonora que bolamos para o jogo assassino.
“Assassinos, revelem-se”:
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(Carmina Burana – trecho)
(Carmina Burana – completo)
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(Outra versão)
(Darth Vader – The Imperial March – John Williams)
(Idem)
(Chopin – Marcha Fúnebre)
(Bach – Toccata & Fuga”)
“Psicopata, acorde”:
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(Psicose, cena do chuveiro)
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(outra música do mesmo filme)
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“Detetive, quem você deseja saber se é bom ou mal”?
(Pantera cor de Rosa)
(Prenda-me se for Capaz – John Williams)
“Anjo, quem você deseja proteger”?
(Bach)
(Saint-Preux)
(Sanit-Preux – Concerto pour Elle)
(Sinos)
Um Abraço
César – Unidade Saquarema
P.S.: O André Mafra e o Antonio Prates me deram umas idéias no domingo para formar essa lista.
A minha convicção sempre foi a de que carinho e firmeza de propósito transmutam.
Quero deixar aqui um agradecimento de coração pela presença transformadora do instrutor
Isaac Freire, aqui em BH. Pessoa especial, com firmeza de propósito e que está
transformando tudo aos poucos; Solidificando o Método DeRose na cidade.
Beijo enorme ao meu monitor.