domingo, 13 de maio de 2012 | Autor:

Percebemos que alguns colegas ainda acham que dissidente é sinônimo de inimigo. Mas não é. A maioria dos nossos dissidentes preservou o carinho e a amizade. Ademais, ainda temos o egresso, que nem sempre é dissidente. Vamos estudar essas três denominações para não cometer injustiças com alguém que goste de nós, mas apenas não esteja trabalhando conosco.

Em primeiro lugar, comparemos a Universidade de Yôga com outra Universidade. Digamos, a PUC. Ela forma uma boa quantidade de excelentes acadêmicos em diversas áreas. Alguns deles optam por continuar atrelados, agora com laços profissionais, à Universidade que os formara. Esses ficarão trabalhando na PUC. Os outros guardarão boas lembranças e uma imensa gratidão pela PUC, mas irão trabalhar noutros lugares. São os profissionais egressos da PUC. Assim, nós temos:

Egressos ou formados pela Universidade de Yôga – são todos os que se formaram pela Uni-Yôga, os que saíram para o mercado de trabalho. Normalmente, chamamos de egressos ou de formados, aqueles que já não estão mais atrelados à Uni-Yôga, porém que não alimentam nenhum questionamento, nem discordância, nem animosidade. Falam bem de nós, preservam o carinho, o respeito e quando nos encontram sentimos reciprocamente uma grande alegria em nos ver. Temos até uma modalidade de filiação gratuita no nosso website que divulga sem ônus os endereços desses colegas que deixaram saudade.
O egresso ou formado pela Universidade de Yôga pode continuar lecionando SwáSthya ou optar por outra modalidade. Pode continuar honrando a supervisão ou não. Pode revalidar seu certificado todos os anos ou não. Pode participar dos nossos cursos ou não. É claro que quanto mais proximidade ele nutrir, mais e mais subirá no nosso conceito. Não é filiado, mas pode vir a ser um amigo íntimo.

Dissidentes – são os que se formaram pela Universidade de Yôga e saíram por discordar de algo. É o seu direito. A maciça maioria continua sentindo carinho, saudade e gratidão pela Uni-Yôga, pelo seu instrutor, pelo DeRose, mas prefere ficar de fora, por qualquer razão de foro íntimo. Dissidente não é ofensa. Dissidente não é inimigo. Podemos preservar a amizade. Só não podemos trazê-los para o nosso convívio próximo nem para dentro das nossas unidades, já que um descontente pode contaminar os demais com o mesmo vírus que o vitimou. Mas podemos e devemos manter cordialidade, enviar cartões de Natal, de Páscoa, de aniversário; podemos telefonar e até, às vezes, sair para comer uma pizza.

Inimigos – geralmente são concorrentes intoxicados de inveja até a alma; ou dissidentes recalcados, portadores de algum complexo de inferioridade. Felizmente, são poucos. Infelizmente, quem odeia faz muito barulho e os que amam fazem-no em silêncio.

É preciso incutir no futuro instrutor, desde quando aluno, que se um dia ele sair da Uni-Yôga deverá continuar amigo. Explicar-lhe que quando alguém é formado pela PUC, USP, UNIP ou qualquer outra universidade, tal pessoa não é obrigada a ficar trabalhando naquele estabelecimento de ensino. Forma-se ali e vai trabalhar onde quiser. O mesmo ocorre conosco.

Também é preciso lembrar algumas pessoas de que quando alguém não gosta de um curso de inglês, de ballet, de violino, de pintura, de judô, de dança de salão, seja lá do que for, essa pessoa simplesmente sai do curso e pronto. Ninguém é obrigado a gostar de todos os cursos, nem é obrigado a permanecer se não gostou. Por outro lado, ninguém que tenha saído de algum desses cursos por não ter gostado dedicaria sua vida a insultá-lo, agredi-lo, difamá-lo, gastando horas e horas nesse afã, ano após ano, sem trégua. Se o fizesse, algo de errado deveria haver com essa pessoa tão desequilibrada.

Imagine que você não tivesse gostado do que ensinaram em um curso de informática. Imagine mesmo que esse curso fosse completamente incompetente e ensinasse enganosamente contabilidade dizendo que era informática. O que qualquer pessoa normal faria? Sairia do curso, talvez pedindo o dinheiro de volta. E pronto. Ponto final. Agora imagine uma outra pessoa que tivesse ficado insatisfeita alimentasse tanto ódio pelo curso de informática que passasse a existência a agredi-lo anonimamente de todas as formas, investindo nisso um tempo enorme e que não parasse nunca ao longo dos anos. Ninguém duvidaria tratar-se de um caso psiquiátrico grave.

Infelizmente, em defesa do nosso nome e do nosso trabalho, precisamos processar algumas dessas pessoas, pois assim as outras param. Algumas delas talvez vão responder por seus atos na cadeia. Outras terão que pagar indenizações altíssimas, compatíveis com suas agressões. Mas todas deixarão de ser réus primários, o que significa que, a partir de agora, qualquer incidente que ocorra na vida delas, de trânsito, de briga, qualquer denúncia que façam contra elas, já não poderão mais contar com sursis. Irão para trás das grades.

  1. Com certeza, essa explicação foi bastante útil. Eu da minha parte sempre mantive contato com estas pessoas, sejam elas egressas ou dissidentes. E realmente sempre que encontro alguma delas, falam de ti com muito carinho. Algumas deixaram a profissão, por resolverem seguir uma outra filosofia, outras preferiram trabalhar sozinhas, outras preferiram seguir outra carreira e lamentavelmente preferiram seguir com a prática sozinhas.
    Os inimigos, esse só os vi em raras ocasiões, como aquela reunião no Rio de Janeiro, que nos impediam de te aplaudir… Mas com esses prefiro manter a tua frase que diz: “Só é admissível discutir com aqueles que estão de pleno acordo”. Então neste caso, prefiro a distância e o silêncio, só me manifestando para te defender, defender o nome da nossa egrégora e honrar a nossa família.

    Um maha abraço
    SwáSthya

  2. Autor: João Camacho

    Querido Mestre

    Deixo-lhe a referência de um link, http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/02/090225_yoga_patente_aw.shtml

    onde se noticia um projecto, apoiado pelo governo indiano, de criar uma base de dados com todos os ásana que existirem nos shástra. Anunciam que, até à data já anotaram cerca de 600 e esperam, até ao fim do ano registarem 1 500. A finalidade será a de evitar a pirataria e a concessão de patentes a professores dos Estados Unidos, que proclamam serem inventores de ásana que têm uma existência milenar.

    Verifico que, apesar de terem reunido cerca de 200 sábios, ainda estão aquém da recolha de ásana do Tratado de Yôga.

    De acordo com a notícia, o «Dr V.P Gupta, que criou um arquivo digital do conhecimento indiano, a Traditional Knowledge Digital Library (TKDL).»

    Um abraço

    SwáSthya
    João Camacho

  3. Isso parece óbvio para nós, Mestre. Mas realmente precisamos ter certeza que os egressos e dissidentes também saibam disso.

  4. Autor: Roberto

    Grande Mestre !! Isto diz tudo ? Diz !!

    ps: acho que o Mestre trocou, no 2º parag., ” Ela forma uma boa quantidade…,por ” Ela forma boa uma “…. ) rsrs.

    Abraços.

    Roberto

  5. Autor: João Camacho

    Querido Mestre

    A carta que lhe enviei em 23 de Dezembro de 2008, com parte da tradução do Yôga Sútra, veio agora devolvida.
    Vou reenviar-lha. Por favor confirme se o endereço é o que reproduzo em seguida:

    Al. Jaú, 2000
    São Paulo – SP
    Brasil

    SwáSthya
    João Camacho

    DeRose |

    O endereço está correto, Camacho. Talvez a correspondência tenha sido devolvida por falta do código postal que é 01420-002. Aceite um abraço do seu amigo DeRose.

    João Camacho |

    Obrigado Mestre.
    Vou reenviar com o código postal

    Um abraço

    SwáSthya

    João Camacho

  6. É fundamental que isso seja esclarecido, pois há pessoas que consideram quem sai da egrégora, inimigo.

  7. Autor: Malachini

    Nos brasileiros, deveríamos estar acostumados dissidência, afinal nossa política possui inúmeros dissidentes! Que de uma hora para outra conforme seus interesses pessoais passam a discordar da política oficial de seu partido ou de uma decisão de seu partido e migram para outro partido! Ora são todos dissidentes, mas continuam sendo políticos e continuam recebendo nossos votos! E nos continuamos recebendo seus cartões…
    Um grande abraço de seu discípulo Malachini.

    Everton |

    A escolha livre é feita segundo os valores de cada um, no caso dos políticos, é melhor nem comentar… mas, existe exceções em todos os lugares.

  8. Autor: Eimara Lima

    … Isso me parece tão óbvio… mas já vi várias vezes, algumas delas senti na pele, que é mesmo necessário esse tipo de esclarecimento. Mais uma vez penso com meus botões: ainda bem que existe alguém lúcido e atento a isso.

    Penso que a questão talvez não seja apenas informar ou trabalhar a pessoa para que, quando sair, ela continue amiga. Se ela for verdadeira e sinceramente tratada como tal, como amigo mesmo, em qualquer momento ou situação, quando entra, enquanto está ou quando sai e até mesmo quando volta, não haverá nem mesmo a necessidade desse tipo de preocupação. Tão natural isso! É ação e reação. O segredo de Tostines, vende mais porque é fresquinho, é fresquinho porque vende mais… Afinal, é tudo questão de empatia. Dá para sentir com clareza quando há fingimento. Está nos olhos, na respiração, no cheiro. Isso me lembra também uma certa frase sobre a mulher de César (“A mulher de César não basta ser honesta. Precisa parecer honesta”), à qual costumo acrescentar: e não basta parecer honesta, tem que ser honesta. Se você é, sua imagem acompanha com naturalidade. Mesmo que haja alguma força externa, basta continuar sendo e a imagem certa vem, é só usar o poder pessoal. Parodiando a paródia: “Não basta parecer amigo, tem que ser amigo.” Bem, mas sendo mesmo necessário… Mesmo sentindo como a coisa mais natural do mundo, vejo ser mesmo muito bom que haja o cuidado, por precaução.

    Li recentemente num texto sobre liderança que equipes com alta rotatividade certamente têm um grave problema de falta de educação. E é verdade, não só para equipes de trabalho quanto para qualquer grupo que se reúna para produzir qualquer coisa. Se estiver realmente bom, gostoso, agradável, saudável, rentável e produtivo, porque será que alguém sairia voluntariamente (ou “seria saído”) de uma equipe ou um grupo? (fora os motivos de força maior)

    Sugiro mais este adendo à definição de egresso: “Pode inclusive organizar cursos e eventos nossos, em qualquer lugar e de qualquer ministrante, principalmente do Mestre DeRose. Pode organizar eventos e cursos de outros egressos. Se lhe interessar, pode até criar e organizar cursos e eventos para todos nós (por exemplo, sobre assunto em que seja especialista e cuja especialidade nos interesse) e também para profissionais de outra linha e para o público externo. Pode organizar eventos e cursos de e para profissionais de outra linha, se quiser. Não precisa nem ser instrutor para isso.” Se eu estiver errada, por favor me corrija: qualquer pessoa pode organizar cursos e eventos. Praticante ou não. Aluno, ex-aluno, mãe de aluno, ou não. Instrutor ou não. Diretor ou não. Presidente de federação, ou do que lá que seja, ou não. Presidente da República ou não. Dono do mundo ou não. Basta ser simpatizante e ser consciente do seu próprio e do nosso potencial. (Que o óbvio seja dito e repetido…) ;-)

    Me sinto uma egressa que escolheu o SwáSthya e não outra linha. No ano passado trouxe o mestre Carlos Cardoso a Brasília duas vezes, como instrutora independente. Uma delas, em parceria com a Unidade Sudoeste, aproveitando a mesma oportunidade para realizar eventos diferentes. Isso me faz sentir “trabalhando conosco”, mesmo não fazendo parte de equipe de unidade alguma. O Mestre Carlos é um dos ministrantes por quem alimento o mais profundo respeito e carinho e a quem desejo muito sucesso mesmo. Ele, como sempre, foi fantástico e deu seu show de competência habitual. Ainda hoje recebo com gratidão e satisfação o feed-back carinhoso dos participantes: “Aquele curso mudou minha vida para melhor, Eimara”. Levei também a Unidade Sudoeste, do Ricardo Souza, para participar junto comigo de um evento sobre qualidade de vida na Presidência da República. Tenho o Ricardo em altíssima conta, é um parceirão para muitas e muitas realizações. Veja só que legal: Temos até um certificado de participação nesse evento. Essas são apenas algumas das minhas divertidas façanhas de 2008. Detalhe (e levantando só um pouco a lebre): desde que iniciei minhas atividades como instrutora, alguns dos apoios mais efetivos que recebi e continuo recebendo foi de praticantes de outras linhas. Eles me tratam com muito carinho, respeito e admiração. E me valorizam, diga-se de passagem, sem me assediar. Assim como me tratam várias pessoas de dentro e de fora da egrégora. Sentimentos recíprocos. Karma: Ação e reação. Mais uma vez, o segredo de Tostines.

    Voltando aos eventos: em março, dia 21, sábado, teremos aqui em Brasília o meu querido professor e monitor, Roberto Locatelli. Enfim, apenas não faço parte de uma equipe de unidade e isso não me impede de produzir. Ao contrário, me estimula, estou exercendo e valorizando ainda mais a minha liberdade.

    Parece simples e óbvio, mas, por incrível que pareça, eu mesma suei muito a cachola e o coração para chegar a essa conclusão e encontrar o meu lugar. Isso não é segredo para ninguém. Minhas opiniões também não são segredo. E precisei demais de ajuda. Felizmente contei e conto com a sorte de ter gente muito boa ao meu lado para me acompanhar nisso. Sou imensamente grata a todas essas pessoas. Quero que todos os que “saíram ou saírem” tenham o mesmo e até mais do que isso.

    Mestre, com todo o respeito e delicadeza, sou da opinião de que não é só o dissidente que precisa saber que não é inimigo (como está colocado no título). Será compreensível a conclusão a que ele pode chegar se for tratado como tal. Como você bem colocou, o simples egresso também precisa saber, mas é necessário também que ele sinta que é amigo, o formado também, o aluno que entra, o que fica e o que sai e, principalmente, quem costuma aplicar e usar indiscriminadamente esse tipo de rótulo (o de “inimigo”), se preocupa demais com isso, e tem por hábito tomar certas atitudes e pensamentos em relação a seus pares, ou melhor, às pessoas. Nosso código de ética é muito claro quanto a isso o tempo todo. Se tal criatura tiver sorte e escolher como “inimigo” uma pessoa muito legal, ganhará no mínimo o seu desprezo e indiferença. Se o escolhido for quase um santo: compaixão. Um irmãozinho como esse vive a desventura de não vivenciar plenamente o SwáSthya ou parte dele. Curiosamente é quem normalmente usa os yamas e niyamas para fazer patrulhamento ideológico. Felizmente, são muito poucos os que fazem isso.

    No final das contas, quem cria mais inimigos do que precisa é inimigo de si mesmo. Não precisa de inimigos…

    Amkorajn kisojn,
    Eimara

    Luc |

    Muito bom texto, Eimara. Você tem toda razão!
    A amizade sincera é muito importante. Não podemos deixar que nenhum egresso se sinta sozinho. Acho que vale a mesma regra do relacionamento afetivo: o ex- sempre deve ser tratado de forma muito especial.

    Eimara Lima |

    Puxa! Obrigada, Luc! Você me emocionou. Tenho que admitir que esse assunto mexe comigo, rs rs rs.
    Essa é uma das características mais bonitas do SwáSthya, na minha opinião. Imagine: ser um sério superlativo com amizade sincera e inquebrantavelmente leal. Só assim dá para se ter um sentimento gregário verdadeiro. Tudo de bom. Importantíssimo lembrar sempre disso e aplicar sempre, com quem quer que seja. A perpetuação da nossa cultura depende também, e muito, do egresso. Até mesmo porque o egresso está ali, sincero, dedicado, mais do que seria de se esperar. Poderia passar a trabalhar com qualquer outra coisa, mas se mantém firme. Ele não precisaria nem mesmo se esforçar para manter qualquer atividade com o SwáSthya, pois não teria esse compromisso e o faz com empenho e carinho e muitas vezes sem apoio, espera-se que sem oposição, pelo menos. Falo como egressa, que já viu outros se transformarem também em egressos, e que se sente completamente dentro e nem uma partícula fora. Mas isso é agora. E só não me senti completamente sozinha graças a swasthas de muitíssimo valor que me apoiaram e ainda me apoiam. E são muitos. Mas nem todos os que passam por esse processo têm essa sorte. É aí que perdemos muito mesmo. Uma pessoa que poderia ser um egresso valioso e até mesmo voltar a ser instrutor de equipe e, quem sabe, diretor ou investidor pode facilmente se afastar irremediavelmente em decorrência da forma como é tratada ou apenas por falta de um tratamento (o que pode ser até pior). É meu desejo mais sincero ver todos crescendo muito, dentro ou fora da rede (o que não significa ser/estar melhor ou pior), mas se possível, dentro do SwáSthya, ou ao menos, dentro do Yôga. Hoje sinto-me inteiramente da família. Ser egressa, para mim, não significa estar fora, e sim, muito dentro da família. É apenas uma questão de opção que pode ser valiosa para todos. É também questão de horizontes. Como alguém da família que apenas mudou de endereço e saiu da casa dos pais e irmãos. Não deixa de ser família, está apenas firmando seu endereço (físico e emocional) para crescer. E nessa fase precisa é de muito apoio, e ainda mais carinho e atenção, e não o contrário, pois o próprio desafio e coragem de mudar já é grande por si só. Só quem já passou por isso para saber de verdade. Garanto que nessa fase delicada as sensações (boas ou não) são ampliadas e ficam descomunais. E depende de cada um e de todos a escolha em ter e manter uma amizade descomunal. Esse me parece o caminho mais inteligente. ;-)
    Beijo muito especial do tamanho da gratidão em encontrar em você mais um amigo que quero conhecer pessoalmente.

    Luc |

    A gente já se conhece dos festivais. Eu já conversei mais com a Eida.
    bjim.

  9. Autor: Eimara Lima

    Mestre, no segundo parágrafo do seu post há palavras em ordem trocada: (…) forma uma boa (…).
    Beijocas.

    DeRose |

    Obrigado, Eimara. Já corrigi. Beijos.

    Eimara Lima |

    De nada. Mais beijos e beijos.

  10. Autor: Pedro Mar

    Bom dia a todos :)
    Só por curiosidade, os dias em Portugal estão a crescer, o céu está azul e o sol já ilumina!
    Quero apenas partilhar um ensinamento simples do Mestre.
    Tudo o que nos rodeia é temporário, não só as pessoas como seres, que nascem e um dia morrem, mas também tudo aquilo que elas representam. Tudo muda, o tempo todo.
    Devemos tratar todos pensando que um dia, sabe-se lá quando, eles vão deixar de existir ou de representar esses determinados papéis. Pensando em tudo como futuro ex, com certeza teríamos mais cuidado nas impressões que deixamos, nas ideias que passamos, no carinho que damos. Não criaríamos tantos pontos de discórdia, pois se com parceiros se resolvem facilmente, o mesmo não acontece quando essas pessoas se afastam. Teríamos o cuidado de criar tantos momentos mágicos quanto possível, eclipsando quase por completo os trágicos, que por vezes são inevitáveis. Permitir que as únicas lembranças fossem as boas e não as outras. Se desta forma evitássemos apenas um mal entendido já teria valido a pena.
    Evitar todos… não sei se será possível, não me parece… Mas, custará tentar?
    SwáSthya!

    Eimara Lima |

    Falou e disse, Pedro! Super oportuno o seu comentário e o lembrete. Está coberto de razão. Vale mesmo a pena. Dar e receber carinho, respeito, valor, bom humor, alto astral é a coisa mais legal do mundo. Aprender com as situações agradáveis e as nem tanto também. É fácil ser amigo, ser legal, fazer e manter amizades. Melhor ainda quando é feito com naturalidade. Isso cativa e muito. E é fácil, basta querer. Já é um ótimo começo. É muito bom também compartilhar tudo isso, inclusive os desafios. E, como com o SwáSthya fica tudo muito mais forte, e na egrégora a maioria tende a isso, que bom, né? Muito prazer!

    DeRose |

    Aproveito para acrescentar um apelo aos nossos amigos e irmãos que estarão no DeRose Pro – Europa.

    Peço carinhosamente que todas as reuniões fluam em harmonia, amizade, companheirismo, tolerância e afeto. Que, como sempre, possamos dar um belíssimo exemplo de civilidade e boa educação, mesmo – e principalmente – se ocorrer divergência de opiniões. No entanto, o ideal é que não haja divergências e que todos nós envidemos esforços numa mesma direção. Que não desperdicemos, nem tempo, nem energia protagonizando cabos-de-guerra. Vamos reforçar uma corrente de união entre todos nós para gerar a predisposição de concordar e jamais discordar.

    Com essa força de coesão, vamos todos ajudar-nos uns aos outros e saborear o prazer da autossuperação, do crescimento pessoal e do sucesso como uma família em que cada um apoia e é apoiado por todos os demais.

    Agradeço de coração se você puder me proporcionar isso.

    Profa. Lucila Silva |

    Prevalece a política do bom relacionamento !!!! Como um axioma! Um axioma que lembra outro: o Mestre sempre tem razão. Bj

    DeRose |

    Esperemos que sim. Beijinho.

  11. Autor: Elsa Pereira

    Penso que não me enquadro em nenhuma das três categorias que foram descritas….

    Pratiquei SwáSthya na Uni-Yôga de Guimarães em Portugal, que agora se chama Espaço de Cultura, e estava também a fazer a complementação pedagógica…. Mas tive de sair por motivos financeiros.

    Há situações na vida que nos levam a mudar o caminho que pensamos ter traçado, mas devemos ser como as águas do rio, correcto?

    Contudo, continuo ligada a esta filosofia, continuo a nutrir um carinho e respeito muito grande pelas pessoas que conheci e pelos ensinamentos que me foram passados e pretendo voltar quando tiver possibilidades para o fazer.

    Abraço com carinho! :)

  12. Olá Mestre Querido.

    Agradeço pelo esclarecimento. Hoje recebi um contato de uma egressa, pois ela quer passar as aulas que ministra em uma academia para um outro instrutor. E achei super interessante a preocupação dela em manter o SwáSthya nessa academia. Ela disse que adora o método e que precisava deixar as aulas, mas queria que o SwáSthya se preservasse lá.
    Eu a atendi com cordialidade, pois sou convicto de que pelo fato de ela não estar engajada com a nossa família, isso não a torna uma inimiga.
    Vale ressaltar que o método nos ensina a ter um bom relacionamento com todos.

    Abraços,

    Thiago Ferreira

  13. Autor: Alessandra Fernandes

    Mestre, querido,

    Estava lendo alguns textos para a faculdade, li uma frase que me remeteu a esse post. É do filósofo Fichte:

    “Cada pessoa escolhe a filosofia de acordo com o filósofo que já é”.

    Com o SwáSthya é assim, também. Quem é, sempre foi, apenas não sabia disso até nos conhecer.

    Ainda bem que eu encontrei logo essa filosofia linda!

    Um beijo carinhoso.

  14. Autor: Luísa Sargento

    Quem sabe, sabe!

  15. O que é preciso é que as pessoas saibam que têm liberdade de opção. Podem escolher formar-se e ficar connosco ou sair seguindo, por outro lado, a sua via profissional. Há pessoas que saiem e, talvez por algum paradigma mal formado, pensam que nós ficamos aborrecidos por isso. Não é verdade. Cada qual tem a liberdade de escolher o seu caminho e, seja qual fôr a opção, amigos na mesma.
    Por isso Mestre, considero este seu texto de extrema importância e sugiro que ele faça parte da Complementação Pedagógica para evitar, logo de início, mal entendidos entre os formandos.
    Um grande abraço cheio de SwáSthya
    Zélia Couto e Santos

    DeRose |

    Boa ideia, Zélia. Na verdade, este texto já foi enviado há alguns anos, como circular a todas as escolas. Será enviado oportunamente como informativo a todos os instrutores. Mas seria mesmo ótimo se os instrutores o divulgassem pelos alunos e não apenas os da Complementação Pedagógica, mas a todos. Beijinhos do verão paulistano.

    Zélia Couto e Santos |

    Olá Mestre, obrigada. Pela minha parte vou divulgar a todos os alunos e sugerir, na reunião geral de directores, que todos façam o mesmo.
    Um grande abraço e beijinhos do inverno lisboeta (que este ano tem sido bem rigoroso!)
    Para o mês que vem já nos vemos para matar saudades:)

  16. Autor: Gustavo W.

    Gostaria de comentar o que julgo ser pertinente…
    Sou praticante a quase 1 ano, agora iniciando o Módulo Filosófico da Complementação Pedagógica. Mas antes de me juntar ao amigos da Uni-Yôga, ainda tinha dúvidas sobre qual linha de Yôga me dedicaria, ou qual seria mais adequada a meu gosto pessoal (o daquela época). Um amigo meu, que já não era mais praticante do Método DeRose, me incentivou a abandonar os “pré-conceitos” que eu carregava comigo na época, e visitar uma escola ou frequentar aulas abertas em algum parque da minha cidade (Curitiba). Quero com este comentário reafirmar a todos por experiência pessoal, que mesmo ex-alunos, por qual motivo for, tem nas suas memórias, todas as boas lembranças que construo agora.
    SwáSthya!

    DeRose |

    Obrigado, Gustavo. Seu depoimento foi muito gratificante para mim.

  17. Pingback: Blog do DeRose » Blog Archive » “Esta é a minha futura ex-esposa”

  18. Autor: Paulo

    Olá Mestre, como vai?

    Me formei na Unidade de São Bernardo em 2002, hoje não estou mais no SwáSthya, mas sinto saudades. A Fê sempre que me vê me cumprimenta e acho bem bacana da parte dela.
    Abaixo gostaria de compartilhar algo com todos.

    SwáSthya!

    Sinto algo de estranho no ar:

    O jornalista americano William Broad que trabalha no The New York Times, publicou um livro que fala dos perigos das práticas do Yoga (The Science of Yoga), descreve casos de lesões com os praticantes e do despreparo dos professores de Yoga. Houve um matéria na revista de domingo do citado jornal com o título: “Como o yoga pode arruinar seu corpo”. Aqui no Brasil as revistas Época e Carta Capital repercutiram a tal matéria. Li as matérias e acredito que há de se cuidar do Yoga, da maneira como o yoga tem sido tratado ultimamente, da formação de professores e do cuidado que temos de ter com os alunos, no entanto, sinto algo de estranho no ar, já vi o Yoga ser atacado inúmeras vezes por pessoas com segundas intensões e essa não será última vez que acontece. Desejo que todas as entidades de classe se unam (yoga=união) em prol de uma lei que regulamente ou auto regulamente o Yoga para que seja exigido um mínimo de preparo por aqueles que lidam com essa filosofia milenar e com isso quero dizer os praticantes e líderes de todas as linhas de Yoga. As associações de Hatha Yoga, Shivananda Yoga, Iyengar Yoga, Ashtanga Yoga, Swasthya Yoga, Bhakti Yoga, Raja Yoga e assim por diante entrem num acordo para o bem de todos nós, porque se não estivermos unidos como será o futuro do Yoga no Brasil?

    DeRose |

    Oi, Paulo.

    Muito nobre da sua parte pensar assim. Aguarde a nova edição (42a.) do meu livro Quando é Preciso Ser Forte, que deverá sair dentro de um mês ou dois, e que trás um capítulo novo exatamente sobre o que você sugeriu. Relato, inclusive, o que ocorreu em uma assembléia de diversas linhas de Yôga, Yoga, Yóga e ioga. Você vai ficar perplexo com as atitudes das lideranças e com as conclusões dos debates.

    Talvez você não saiba, mas já não me insiro mais no segmento de Yôga, Yoga, Yóga ou ioga. Já de uns tempos para cá, atravessei o meu Rubicão e estou trabalhando com outra coisa. Chama-se Método DeRose de reeducação comportamental, relações humanas, qualidade de vida e alta performance.

    Se você quiser saber mais a respeito, peça à Fernanda ou em alguma das nossas escolas o pocket book “O Método DeRose”.

    Obrigado por me escrever.

    Paulo |

    Oi Mestre.

    Sou-lhe grato pela atenção. Acredito que o Anderson Allegro da Aliança do Yoga seja mais aberto aos diálogos. A organização do Swásthya é uma das coisas que sinto falta, pois muitos professores de yoga vivem no seu mundinho e não enxergam que não podemos deixar as coisas como estão. Há poucos anos, os Crefs e Confef vieram com tudo em cima dos profissionais de Yoga. Tivemos algumas vitórias como liminares a nosso favor, mas liminares podem ser “derrubadas”. Vou ver seu livro sim e a Fernanda a que me refiro é sua Shakti rs, a Fê Neis. Dou aulas na Bodytech da Rua Consolação e às vezes o meu desjejum é na padaria da esquina com a Jaú.

    Que bom podermos utilizar o Blog como meio de nos comunicarmos.

    Até breve.

    DeRose |

    Melhor ainda que seja a Fée.

    O Anderson é meu amigo. Isto é, foi meu amigo, pois não nos falamos há anos. Ele começou comigo em 1979 ou 1980 na nossa escola CORPO, da rua Sampaio Vidal. Depois, veio trabalhar aqui na Al. Jaú na década de 1980. Da minha parte, éramos bons amigos. A vida nos afastou, mas espero que o afeto tenha sobrevivido.

    Sobre CREFs e CONFEF, eles nunca nos incomodaram, talvez porque somos organizados, estamos atentos à lei, não vemos a Ed. Física como inimiga, nem como adversária e nem mesmo como concorrente. Nós pertencemos a outro segmento. Embora, vez por outra, algum instrutor do nosso Método trabalhe em uma academia, médicos e fisioterapeutas também trabalham em academias e não pertencem aos quadros da Ed. Física.

    Abração.

  19. Autor: Paulo

    Olá Mestre, tudo bem?

    Gostaria de uma indicação de um bom livro que trate sobre Samkhya, sei que temos os Yoga-Sutras, o Yoga, samkhya e tantra(Sérgio Santos) e o Yoga e Consciência (Antonio Renato Henriques) que fala um pouco, mas queria uma boa tradução do Samkhya Karika que confie e goste ou outro livro que aborde bem o assunto. Este ano pretendo viajar à Índia e gostaria de saber se conhece alguma escola ou mestre que interprete o Yoga pelo prisma do Samkhya, ouvi dizer que a escola do Yogendra é uma dela? Isso procede? Me indicaria outra que conheça?

    Nos falamos, desde já agradeço.

    DeRose |

    Olá, Paulo.

    O Yogendra Yôga Institute, em Santa Cruz East, Mumbai, é a mais célebre escola de Sêshwarasámkhya Yôga que eu conheço e que aceita ocidentais.

    Traduções para o português, não recomendo nenhuma. Na Índia, você poderá adquirir obras em sânscrito, em hindi e em inglês sobre o Sámkhya.

  20. Autor: Fatima Magalhaes

    O impacto da notícia da saída de alguém que nos é querido ou que nos habituamos a admirar mesmo estando fisicamente longe, é um friozinho na barriga, é um “e agora… vamos deixar de ver, falar…?”. Este esclarecimento tão oportuno do Querido Mestre, deixa a porta aberta áqueles que por qualquer razão sentiram a necessidade de se afastar. Ao ler as palavras do Mestre, sabem que podem continuar próximos, no estatuto de Amigo, afinal, é o melhor título que nos podem atribuir. O “adeus”, pode significar só um “até breve”.

    DeRose |

    Linda interpretação (e precisa) das minhas palavras.

  21. Autor: camila cabete

    Querido Mestre… o inconsciente coletivo é realmente incrível. Estava conversando com outros praticantes sobre exatamente isso, semana passada =0) Muito obrigada!
    Ah, a festa do Dia do Yôga foi demais! Tive que sair correndo para pegar meu voo de volta para o Rio mas amei a prática com o Mestre Edgardo e o curso com você foi simplesmente fenomenal. Você e Fê estão gatíssimos! Milhões de beijos com abraços apertados.

    DeRose |

    Uau! Fiquei até zonzo! Você é muito fofa. Beijokas.

  22. Autor: RenataGui

    O novo layout do Blog ficou lindo e muito bom de navegar! Parabéns!
    um beijo grande,
    Renata
    Método DeRose – Vila Mariana

    DeRose |

    Obrigado, Re.

  23. Autor: Thiago Brant

    Adorei o texto. Só achei que a cor da fonte com o fundo dificulta um pouco a leitura. Quando eu seleciono o texto, mudando a cor do fundo, fica bem melhor para ler (mais claro).

  24. Autor: DeRose

    Também fiquei amarguradamente triste. Mas estava antevendo isso desde 1998. Julgo que fiz tudo o que foi humanamente possível para evitá-lo.

    Aceito-a 100% como discípula. Na verdade, você sempre o foi.

  25. Autor: Camila

    Adorei o texto, me encaixo atualmente como egressa e sempre mantive contato com a galera da egrégora principalmente com o pessoal de santana, tatuapé e santos. Todos me tratam com muito carinho e respeito. Amo o Método, nunca deixei de praticar, estou sempre atenta aos acontecimentos através do blog, aulas ao vivo, entre outros meios de comunicação e pretendo em breve voltar a formação e fortalecer os laços de amizade e companheirismo. Um abraço afetuoso a todos vcs e obrigado por me fazerem sentir parte dessa maravilhosa família!

    DeRose |

    Que linda, Camila! Suas palavras acariciam o meu coração. Beijoka.

  26. Autor: Paulo

    Olá Mestre.

    Parabéns pelo novo layout do blog.
    Já fiz a encomenda do Samkhya Karika em inglês, vou descobrir quando chegar se é uma boa tradução rs.
    Me lembro que a Marcinha Cordoni dava um excelente curso sobre Samkhya, como faço para participar sendo que estou fora da rede? Gostaria de participar mais de eventos do Método também.

    Abração.

    DeRose |

    Fico bem contente com o seu interesse. Infelizmente, nós estamos com superlotação nos cursos e eventos, de forma que até para os instrutores e alunos filiados tivemos que aplicar algumas restrições. Não estamos aceitando inscrições de alunos das terceirizações em academias, nem de alunos das nossas unidades agregadas. Não é má-vontade. É que não cabe mesmo. Tenho tido cursos com quinhentos inscritos. Nos festivais, os hoteis não têm mais leitos. Aumentamos os preços para ver se assim reduzíamos a procura, mas não adiantou. Tenho um curso de um só dia que custa 4000 reais e, apesar disso, a lotação fica esgotada com meses de antecedência. Por isso, não há como partiipar não sendo filiado. Mas fico muito feliz com o seu interesse. Procure acompanhar pelas gravações das aulas que estão no site para acesso gratuito; e também pelos nossos livros. Acabo de lançar os livros Anjos Peludos, Método de Boas Maneiras, Meditação, Zen Noção, , Karma e dharma, e DVD com entrevista sobre qualidade de vida. Dentro de alguns dias vamos lançar o livro Mensagens, Como perdi 10 kg em dois meses e a 42a. edição do Quando é Preciso Ser Forte. A próxima edição do Tratado deve sair em julho.

    De fato o curso da Profa. Márcia Cordoni é muito bom. Espero encontrá-lo sempre por aqui. Um abração.

  27. Autor: Rafael

    Olá Mestre, obrigado por ter me incentivado a não ter ressentimentos com ex-mulher, na sua última
    mensagem à mim, sobre maçonaria. Eu resolvi trabalhar as emoções, e hoje, lendo a mensagem de meditação consegui uma boa “incineração dos momentos de amargura” e isso me fez muito bem! Valeu mesmo! Abração! Rafa

    DeRose |

    Fico feliz por isso. Um abraço.

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