Desde 1980, quando eu próprio tive moto, venho alertando para o perigo de usar esse tipo de veículo. Vi a morte de perto várias vezes e só não morri porque me desfiz da moto antes que ocorresse a tragédia. A vez mais patética em que quase morri foi um dia em que vinha transitando em velocidade de cruzeiro e senti uma ferroada lancinante no meio das costas. O susto e a dor quase me fizeram perder o controle da moto e ir contra os outros veículos que vinham em sentido oposto. Somadas as velocidades da minha moto e do outro automóvel, teria sido um choque de quase duzentos quilômetros por hora. Não sobraria nada do DeRose para contar a história do Yôga Pré-Clássico. Nenhum dos livros mais importantes teria sido escrito. Você não estaria praticando o Método. Nenhum dos instrutores atuais teria se formado. Encostei a moto às pressas, tirei o capacete, tirei as luvas, tirei a jaqueta de couro, tirei a camisa e a Eliane Lobato, que vinha no carro atrás de mim, foi ver o que tinha ocorrido. Uma vespa havia entrado por baixo da “armadura” e foi me picar logo na parte mais inacessível. Eu teria partido para o Oriente Eterno pela razão mais estúpida.
Fiquei com a moto por um ano no Rio de Janeiro e um ano em São Paulo. Inevitavelmente, fiz amizade com vários outros amantes das duas rodas. Quase toda semana, recebia a notícia de que outro motociclista conhecido havia morrido. Cada vez que comigo ocorria um quase, eu parava para repensar as vantagens e desvantagens da moto. Até que um dia fui fazer umas fotos para ilustrar a reportagem de uma revista. Chegando ao estúdio de capacete debaixo do braço, o fotógrafo me perguntou: “Você é motociclista? Deixe eu te mostrar umas fotos.” E passou a me mostrar as imagens de um grupo que saíra para um passeio de moto do qual o fotógrafo participara. “Veja este casal. Não são lindos os dois?” Realmente, eram dois espécimens de se admirar. “Veja agora esta foto.” Lá estavam os dois estendidos no asfalto, ensanguentados, mortos. Com capacete e tudo.
Nesse dia, parei. Desde então, tenho alertado a todos a respeito da insanidade que é andar em um veículo cujo parachoque é o condutor. Mas não tenho sido escutado, porque o apelo da moto sobre a mente humana é muito sedutor. Agora é norma para os instrutores. Moto está repudiada pelo Método, categoricamente, definitivamente.






Olá Mestre! Concordo inteiramente com suas palavras, afinal todos nós conhecemos alguém que já se acidentou com este tipo de veículo.
Beijinhos e uma forte mentalização para a recuperação do querido instrutor Carlo!
Bene…. Grazie a tutti per tante belle parole. Un abbraccio affettuoso caro Maestro! Ci vediamo fine Novembre a Porto.
Donatella
Istruttrice Metodo De Rose – Roma
Mestrinho,
Fico com o coração tão tranquilo com essa recomendação, pois as pessoas que eu mais amo usam este veículo e eu não suportaria a dor de vê-los…enfim!
Agradeço-te por esta recomendação veemente, já era tempo.
Todos com qual convivo já encostaram as suas.
Beijos enormes.
O que será pior? Morrer ou ficar mutilado?
Tenho dois conhecidos de infância nessa situação por acidente de moto. Um deles pai de família perdeu a perna.
Num piscar de olhos suas preocupações diárias relacionadas a projetos profissionais, vida social, afetiva, viagens e outras foram trocadas por: como se locomover, como sustentar ele e a família, como fazer para amenizar a dor do membro amputado, remédios para depressão que o faz sentir-se um inútil para a sociedade e porque durante muito tempo não poderá sair do quarto, e claro depois acostumar-se com uma perna mecânica ou muletas.
Infelizmente passou a ser essa a realidade do meu amigo!
Bjos e obrigada Fe e Mestre pelo fds maravilhoso!
E ter um membro amputado dificulta até a vida afetiva, pois interfere na atração sexual do parceiro.
Olá Mestre!!!
Queria partilhar que morro de susto de motos, andei apenas 3 vezes e já há muitos anos… Devo isso à minha mãe e graças a Shiva!
É que ela foi enfermeira num hospital de uma companhia de seguros e como tal apareciam muitos jovens vitimas de acidentes de automóvel e de moto.
Numa dada altura, estava hospitalizado lá um rapaz que tinha o mesmo nome que o meu pai e que tinha sofrido um acidente de moto que o deixou parapelégico. A minha mãe levava-me ao pé dele todas as vezes que eu ía trabalhar com ela e isso ficou para sempre registado na minha cabeça.
Mentalizando…
beijinhos grandes
Olá querido Mestre,
Obrigada pelas suas palavras. Obrigada por ter a paciência de cuidar de nós e nos estar sempre a ensinar!
Durante 8 anos o meu único meio de transporte foi uma moto…é verdade que nós somos o parachoques e que em alguns momentos senti a minha vida em risco
Felizmente também me desfiz dela antes que fosse tarde demais.
Um beijo bem grande com muitas saudades
Filipa
Paris – Espace Energie
Você tem razão Mestre, o apelo da moto sobre a mente humana é muito sedutor. Mas em nome da própria segurança e da vida as pessoas não devem se deixar seduzir, afinal a vida é bela e curta, portanto não nos cabe encurtá-la mais.
Mestre, fiz um comentário ontem aqui, e suponho que não foi enviado. É sobre o VII DeRose Culture Belém 2010.
Será nos dias 13 e 14 de novembro. Meu sonho é você estar presente nesse evento. Mas tenho certeza que de coração e pensamentos você estará conosco.
Conforme recomendação, nesses eventos deverá constar atividades gratuitas ao público. Nesse, teremos duas: palestra “histórico e trajetória” e uma “prática para iniciantes”. Sobre a palestra estou preparando os slides no power point, por isso preciso conversar com você.
Eu respondi, mas, pelo visto, não entrou. Ainda bem que você insistiu, pois eu disse que não usasse o Histórico e Trajetória, uma vez que ele é muito antigo e já está obsoleto. Pelo nosso calendário, ele é do século XIV da Era Cristã. Peça à Virgínia que lhe envie o novo Histórico em CD-ROM sem nenhum custo. Você só pagará a taxa de correio. Combine com ela se deseja por SEDEX ou remessa comum. Também lhe disse que estarei presente em coração, porque lhe quero muito bem.
Ei! Eu respondi, sim! E entrou. Dei um search e está lá a resposta. Por que será que você não viu? Bjs.
¡Hola instructora Maria Cruz!
Que excelente (que en los festivales) ya se estén programando actividades para el público general. Considero que esa iniciativa (y recomendación del mestre DeRose), es una de las mejores gestiones de difusión del Método DeRose (se aprovecha la infraestructura y los costos deben de ser más bajos)… Si se contara con la participación de los alumnos e instructores (también los que no llegaron a comprar una vacante) el impacto para el público lego sería mayor.
Un beso.
F.
Perú
Encontro de super-heróis!
¡Virgina!… Tú fuiste quien tomó esa foto. Siempre tan oportuna.
… Recordándote siempre.
F.
Concordo em absoluto.
Penso o mesmo sobre saltos de paraquedas, de bung jump, escaladas e diversas modalidades de esportes radicais como descer ladeiras de skate e até mesmo surfar em locais com fundo de pedra.
Considero um risco desnecessário e ainda uma incongruência no caso daqueles que se dedicam a melhorar as condições de vida do ser humano.
Assim como os outros colegas estou por aqui mentalizando melhoras ao Carlo.
Grande abraço,
Rafael Schoenfelder
Curitiba Pr
Mestrão, publicou-se no blog MeuMilhão (www.meumilhao.com.br) uma pequena história deste Instrutor e sempre empreendedor (Vivendo da Bolsa – Partes I e II), para uma leitura diferente, quando e se houver tempo rs… Como as citações do Método ocorreram ipsis litteris, creio estejam adequadas mas, claro, críticas, sugestões e comentários para eventuais novos textos serão muito bem-vindos, ainda mais as vossas! Forte abraço! Carlão – Instr. Carlos Episcopo, Alto da Lapa, SP
Vou ler. Abração.
Querido Mestre!!!
Obrigada pelo telefonema que fez ao Carlo, ele ficou mesmo comovido e mais tranquilo depois de ouvir a sua voz. E depois deste post não vai mesmo mais pensar em pegar numa moto!
Obrigada também pelo apoio de todos os membros desta grande família, pelos telefonemas e mensagens dos nossos queridos amigos de Portugal, Inglaterra, França, Espanha e até do Brasil. Um obrigada especial ao Prof. Luis Lopes que todos os dias liga a pedir notícias do Carlo….
Tornam tudo muito mais fácil!
Um beijinho com tanto afecto.
Natacha Santos
Unidade Parioli
Roma
Estamos sempre a postos. Muitos beijinhos à Natacha e ao meu querido amigo Carlo.
Querido Mestre,
É uma pena que este veículo tão elegante e sedutor nos exponha a um risco tão deselegantemente alto e impiedoso. Mas realmente este alerta é necessário, pois a realidade do trânsito é que não depende só do motociclista.
Eu, por minha vez, estava certo de que tinha o controle da situação, pois andava de forma prudente, sempre alerta, com os melhores reflexos do mundo, intuiria antes de qualquer acidente potencial o que fazer para evita-lo – nada poderia me acontecer – e foi assim durante dois anos. Tirei um fino ali, eu quase encostei acolá, mas sempre me saí bem.
Fui numa quinta-feira à noite que eu senti a realidade do trânsito na pele (literalmente). Em uma fração de segundos o meu caminho de casa foi bloqueado por um carro vindo de ré na curva de uma via expressa. O irresponsável, não satisfeito de ter me proporcionado uma inevitável queda, ao se dar conta do acidente que causou, cantou pneu e foi se embora deixando-me largado no asfalto.
Por sorte não fui atropelado, e logo outros motoristas pararam para me socorrer. Meu anjo da guarda deve ter trabalhado bastante neste dia, pois só fiquei machucado, nada de mais, perto do que poderia ter sido. O recado estava dado e a cicatriz da queimadura no meu braço esquerdo não me permitirá esquecer que a dor da queda é insuportável.
Mas apesar disso foi com muita dificuldade que abandonei este vício e me desfiz da minha linda moto. Não foi fácil tomar esta decisão e sei que não será fácil para ninguém que tenha se apegado a este meio de transporte. Mas me ajudou muito a frase de um motoqueiro experiente que ao saber do meu acidente disse: “Não fica assim não, só cai quem anda!” – então pensei comigo este é o karma do motociclista: quem anda, cai.
Grande abraço!
Antonio Prates
Unidade Copacabana / RJ
Hola mestre DeRose.
¡Wuau!… Nunca lo hubiera imaginado… Aunque considerando la determinación que lo caracteriza, finalmente me resulta razonable confirmar que usted fue un motociclista.
La egrégora de los motociclístas es bastante seductora… Cuando visité una tienda H. Davidson en la Florida (USA), me gasté todo la bolsa de viaje al quedar fascinado con una bella casaca ¨panhead¨… Esa es la única prenda que ha soportado la humedad limeña durante 13 inviernos consecutivos dentro de mi armario. Felizmente nunca la usé porque siempre desistí en comprar la moto…
Terminar con este capricho es una oportuna iniciativa ya que un joven estudiante de la escuela también puede dejarse seducir, sobretodo si confirma que su orientador es motocilcista.
F.