terça-feira, 31 de março de 2009 | Autor:

A importância do livre pensar

A liberdade é o nosso bem mais precioso.
No caso de ter que confrontá-la com a disciplina,
se esta violentar aquela, opte pela liberdade.
DeRose

Eu só permaneci no SwáSthya porque ele não violentava minha liberdade, não tolhia meu livre pensamento e não me castrava com doutrinação. Essas são questões sobre as quais não há concessão.

Mas como conciliar Liberdade com Disciplina? Como conciliar a preservação da Opinião Própria com a necessidade do aprendizado e da memorização do conhecimento?

Entendo que esses fatores são elementos de seleção. Se você tiver fervilhando em suas veias o gérmen do Yôga Pré-Clássico, não sentirá que nossa disciplina violente a sua liberdade. Contudo, se senti-lo, deve “optar pela liberdade”, a liberdade de ir-se.

Quando estivemos na escola e na faculdade, fomos obrigados a decorar centenas de nomes e de fórmulas. Quando estudei anatomia, fisiologia e cinesiologia, não tive a possibilidade de questionar com meus professores que para exercer minha profissão eu jamais precisaria saber os nomes de todos os ossos e músculos do corpo humano. Se não os decorasse, simplesmente seria reprovado e ponto final. Nosso curso é igual a todos os demais, pois ainda não existe outro meio para fazer o conhecimento entrar na cabeça do estudante.

Sempre fui contra a “decoréba”. Mas tenho que reconhecer a memorização como recurso eficiente para reter o conteúdo da matéria. Decorar por decorar não tem grande valor. No entanto, memorizar e compreender o que está sendo gravado tem seu valor inquestionável.

No questionário do livro Programa do Curso Básico, as respostas que precisam ser memorizadas ipsis litteris, estão assinaladas com as letras RP (resposta-padrão). Essas, são poucas. As perguntas e respostas foram elaboradas por diversos instrutores ao longo destes últimos trinta anos e são muito interessantes – sem mencionar que são úteis também!

 

Alexandre Montagna
 

Ótimo texto. É interessante lembrar que toda resposta padrão foi elaborada e aprimorada por diversos docentes e Mestres ao longo de muitos anos. São, portanto, as frases mais bem elaboradas para suas respectivas perguntas, daí decorar ser o melhor método*.

* Em latim, de cordis; em francês, par coeur, em inglês, by heart. Decorar é gravar com o coração. (Fonte: A força da gratidão – pújá)

konnie ciuro

muchas gracias Mestre, me ha dado una importante herramienta para utilizar con mis alumnos, siempre hay alguno que pregunta por que debe estudiar de memoria… gracias nuevamente

14 comentários

  1. 1
    Alexandre Montagna
    terça-feira, 31 de março de 2009 às 1:09
    alexandremontagna.com/blog
     

    Ótimo texto. É interessante lembrar que toda resposta padrão foi elaborada e aprimorada por diversos docentes e Mestres ao longo de muitos anos. São, portanto, as frases mais bem elaboradas para suas respectivas perguntas, daí decorar ser o melhor método*.

    * Em latim, de cordis; em francês, par coeur, em inglês, by heart. Decorar é gravar com o coração. (Fonte: A força da gratidão – pújá)

  2. 2
    heberson oliveira
    terça-feira, 31 de março de 2009 às 5:17
     

    Otimo texto para ilustrar liberdade, isto é SwáSthya.

  3. 3
    Camacho
    terça-feira, 31 de março de 2009 às 10:19
     

    Querido Mestre

    Este é um texto deveras importante. Quero acrescentar que esta livre adesão à nossa metodologia, que deve caracterizar todos os que vão ficando no SwáSthya, tem que ver com concordância com a Nossa Filosofia. sou adepto do pensamento livre, mas este tem de ter bases que o sustentem. Pensar de modo crítico implica prévio conhecimento sobre o objecto da reflexão. Sob pena de o pensamento produzido, de liberdade, nada conter. Mas apenas, pré-conceitos, interiorizados sem sentido crítico e que são usados como se fossem um pura expressão de liberdade de pensamento. À nossa metodologia, deve aderir quem concordar com a proposta. Como o Mestre ensina, não doutrinamos, logo não queremos convencer ninguém.
    Acrescento, por referência às citações latinas, que se decorar, gravar com o coração, provém do latim, cordis, também o concordar daí provém. O poder romano era exercido, não só pela imposição e subjugação feita pelo exército mais poderoso do mundo, naquela época. Isso daria aos romanos a vitória, mas não a paz posterior. Após a vitória militar, propunham a concordia (com o coração), só depois era possível a pax romana. É pela livre adesão ao que se transmite, pela concordia, que o decorar não é penoso e não ofende nem violenta a nossa liberdade. Esta foi exercida no acto de concordarmos com a nossa metodologia. E quando não for mais possível aderir com o coração, como o Mestre ensina, «deve “optar pela liberdade”, a liberdade de ir-se.»
    SwáSthya
    João Camacho

    SwáSthya
    João Camacho

  4. 4
    soninha.paris
    terça-feira, 31 de março de 2009 às 10:39
     

    être libre ça été toujours ce que j’ai ressenti dans notre famillie
    c’est génial :)
    je t’embrasse bien fort
    Sonia

  5. 5
    julia.calderoni
    terça-feira, 31 de março de 2009 às 11:36
     

    É ainda importante ressaltar que somente ao memorizar ipsis litteris um ensinamento, o param pará não se perde e não é deturpado. Quando falamos com nossas palavra, sem querer modificamos, mesmo que muito pouco, o sentido do que dizemos.
    Penso que se essas questões forem tomadas como verdadeiros ensinamentos – coisa que realmente são – talvez as pessoas entendam melhor o por quê preservar a forma em que estão escritas.

    Mestre, tenho te visto pouco nos últimos tempos por motivos pessoais, mas saiba que continuo sendo sua fiel discípula e defensora. Muitas saudades.

    Um mahá abraço da Jú

  6. 6
    konnie ciuro
    terça-feira, 31 de março de 2009 às 16:10
     

    muchas gracias Mestre, me ha dado una importante herramienta para utilizar con mis alumnos, siempre hay alguno que pregunta por que debe estudiar de memoria… gracias nuevamente

  7. 7
    Alexandre Montagna
    terça-feira, 31 de março de 2009 às 18:26
    alexandremontagna.com/blog
     

    Que alegria ver o comentário junto com o artigo! :)
    Julia, realmente o parampará é um importante ponto a ser citado. A memorização “by heart” fortalece a fidelidade da tradição oral.

  8. 8
    luis roldao
    quarta-feira, 1 de abril de 2009 às 15:12
     

    A “liberdade de ir-se” é simples como a 4ª característica do SwáSthya: direcionamento a pessoas especiais, que nasceram para o SwáSthya Yôga.

    Abraços

  9. 9
    Everton
    quarta-feira, 1 de abril de 2009 às 15:38
     

    Existe uma classe de disciplina que é libertadora e foi justamente essa que encontrei no SwáSthya.

  10. 10
    Lili
    quinta-feira, 2 de abril de 2009 às 2:01
     

    Eu sempre achei muito importante as questões do curso básico e para mim não existe nada melhor que transmiti-las no param-pára.

    Obrigada pelo lindo sat chakra que pude ter o privilégio de participar. O tom de sua voz ainda vibra dentro de mim.

    Amo-te

  11. 11
    Anahi Flores
    segunda-feira, 6 de abril de 2009 às 12:03
    anahiflores.org
     

    A capa da nova edição do livro está muito linda.
    E a contracapa, também.
    Parabéns!
    Aliás, amei a contracapa.
    Beijinhos,
    Anahí

  12. 12
    jairclopes
    sexta-feira, 15 de maio de 2009 às 18:52
     

    Ótimo blog, parabéns!
    Como também me preocupo com a preservação da vida neste maltratado planeta, publico textos a respeito no meu blog: http://www.jairclopes.blogspot.com Leia, comente e divulgue. Abraços, JAIR.

    DeRose Reply:

    Oi, Jair. Visitei o seu blog e gostei muito. Já que você é um apaixonado por “caninos, canídeos, cachorros e cães”, visite meus posts sobre cães. Garanto que vai gostar tanto que é capaz de chorar de emoção. Abraços do DeRose.

  1. [...] minha cabeça os dois não só podem, mas devem caminhar juntos. Uma frase que muito me agrada, do Mestre DeRose diz assim: “A liberdade é o nosso bem mais precioso. No caso de ter que confrontá-la com a [...]

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