quarta-feira, 8 de abril de 2009 | Autor:

Método DeRose

Os candidatos, quando me procuram, não estão interessados em paliativos para mascarar as mazelas do trivial diário. Eles estão interessados em absorver uma cultura. Segundo o Dicionário Houaiss, cultura significa, entre outras coisas: conjunto de padrões de comportamento, crenças, conhecimentos, costumes etc. que distinguem um grupo social. Pois bem, Nossa Cultura é uma reeducação comportamental que contempla especialmente o bom relacionamento entre os seres humanos e tudo o que possa estar associado com isso (por esse motivo, foi sugerido que nossa profissão se denominasse sócio-humanismo).

Esta proposta seleciona o público mais afeito à cultura e faz alusão ao fato de que não ensinamos apenas algumas técnicas, mas que transmitimos uma cultura. Como consequência, ficamos atrelados ao Ministério da Cultura e não ao Ministério da Educação. Em reunião que tive em Brasília com o Ministro Gilberto Gil, ele me disse uma frase memorável: “Conhecimento é com o Ministério da Educação. Autoconhecimento é com o Ministério da Cultura”, que é o nosso caso.

Procuro reeducar meus leitores para que se tornem pessoas melhores, mais polidas, mais viajadas, mais refinadas, mais civilizadas, mais cultas, que aprimorem inclusive sua linguagem e boas maneiras. Sugiro uma revolução comportamental, propondo uma forma mais sensível e amorosa de relacionamento com a família, com o parceiro afetivo, com os amigos, com os subordinados e até mesmo com os desconhecidos. Recomendo que eventuais conflitos sejam solucionados polidamente, sem confrontos. Como complemento a esta proposta, ensino reeducação respiratória, reeducação postural, reeducação alimentar etc., proporcionando condições culturais e sociais para que as pessoas tenham uma qualidade de vida melhor e os jovens se mantenham longe das drogas. Tudo isso junto, em última análise, contribui para o autoconhecimento.

  1. Autor: Marina Engler

    Bom dia Mestre,

    Acordei e ainda estava escuro, pois fui levar o Lu ao aeroporto muito cedinho. Na volta, fui presenteada por um envolvente arrebol. Me senti demasiadamente feliz, como se já tivesse ganhado o dia.
    Pensei em você! Como é bom estar bem consigo mesmo!
    Como é bom fazer parte dessa cultura que nos enleva pelos caminhos do autoconhecimento.

    Não me canso de agradecer. Obrigada!

    Má Engler

  2. Autor: henriqueutsch

    Nossa mestre, adorei a frase “Conhecimento é com o Ministério da Educação. Autoconhecimento é com o Ministério da Cultura”.
    Realmente o que aprendemos é uma cultura muito bonita que nos leva ao autoconhecimento e a sabedoria, além do bom relacionamento com as pessoas.

  3. Autor: lerivan

    Como é bom fazer parte desta maravilhosa Cultura.

  4. Autor: Larigil

    Mestre Boa Tarde,

    Surgiu uma polêmica aqui onde trabalho.
    Se a alface causa sono ou não. Procuramos na internet e achamos que a causa do sono está no talo, mas mesmo assim eu não acreditei. Acredito que o sono está em um corpo com alimentação ruim ao ingerir a fibra ele começa a funcionar e por isso a sonolência.
    Nunca li um artigo seu sobre isso. O que acha?

    Adoro seu blog

    bjs

    DeRose |

    Quando os estudantes estão estudando juntos na casa de uma amiga minha, virando a noite por causa da prova no dia seguinte, na hora em que ela acha que chega, não manda ninguém parar de estudar a fim de dormir. Ela lhes dá um chazinho (infusão) de alface e todos caem dormindo! Um abração para você.

    Larigil |

    Sensacional!

    Obrigada pela resposta/dica.

    bjs

  5. Autor: Anahi Flores

    Quero compartilhar com vcs um texto que escrevi já faz alguns anos, e que tem muito a ver com este post.
    Vc, Mestre, já conheçe, até porque a tradução foi feita por vc mesmo numa linda tarde na cidade de São Paulo.
    Acho que o texto é do ano 2004… não tenho certeça.
    Bom, aí va:

    Reeducadora comportamental

    Quando era criança e surgia a famosa questão que vou ser quando for grande (e com ser, em geral, estamos pensando qual a carreira que queremos seguir), divagava entre várias profissões. Imaginava-me fazendo várias coisas: cantando, escrevendo, dançando e tendo uma família muito grande, apesar de nunca ter relacionado essa palavra com o ser mãe; apenas com o agrupar pessoas que tivessem afinidade.

    Cada sonho de profissão tinha o seu determinado tempo de vida (às vezes anos), mas acabava sempre sendo substituído por outro. Nenhum me satisfazia 100%. Afinal, tem-se que estar muito seguro em relação à escolha que vai ocupar a maior parte da vida, sobretudo tratando-se da própria. Uma coisa era verdade: queria que a minha atividade levasse as pessoas a modificarem-se. Fosse qual fosse a minha escolha, não podia passar despercebido. Tinha que levar à mudança.

    Quando escrevia, imaginava-me penetrando o mundo do leitor com as palavras e deixando ali as minhas sementes. Quando dançava, desejava emocionar o espectador a tal ponto que ele quisesse juntar-se ao que eu estava fazendo. Ao optar por não comer cadáveres (decisão espontânea e eterna, que mantenho desde antes dos dez anos de idade), propus-me a, com essa atitude, contagiar os que comigo conviviam.

    O fato de que, quando algo chamava a minha atenção, alguma coisa sempre se modificava dentro de mim, deixava um pensamento latente: que mudanças quereria eu desencadear nos outros? Via muita responsabilidade neste pensamento e, talvez por isso, não conseguia decidir-me.

    Encontrava-me nesta dúvida quando, naturalmente, tudo se foi encaixando.

    À medida que comecei a entrar em contato com o Método DeRose, os meus movimentos corporais encontraram a roupa perfeita: continuei transmitindo emoções e idéias através do corpo com as sequências coreográficas do SwáSthya Yôga. Tudo o que escrevi a partir de então, assimilou o ponto de vista de uma swásthya yoginí, e dessa forma, consegui continuar participando do mundo íntimo dos leitores através das minhas próprias palavras organizadas em novos livros. Vegetariana? Claro, sempre, e à minha volta – finalmente – pessoas com a consciência daquilo que levam à boca. Também consegui entender o conceito de família com que tinha sonhado: tratava-se da linda cultura, formada por aqueles que praticam e ensinam esta filosofia de vida.

    Poder ver que várias vidas modificam-se impulsionadas pelo meu trabalho diário é o que sempre desejei. A perpetuidade está em saber que aqueles que seguiram o impulso, por sua vez, o passarão a outros e assim sucessivamente, em efeito dominó.

    Pretendo deixar a minha marca na Terra através da reeducação comportamental dos que optam por estar mais próximos de mim. Transmitir, comunicar e ter a certeza de que aquilo que os meus alunos aprendem não é apenas uma coisa qualquer que eu ensinei e que eles repetem automaticamente, mas sim algo que já existia desde há milênios no inconsciente coletivo da humanidade. Um conhecimento que está no próprio ADN e que só precisa ser acordado. A principal tarefa do Instrutor de SwáSthya é, simplesmente, dar o empurrão inicial em direção ao autoconhecimento.

  6. Autor: Mariana Cicatelli

    Gracias Mestre!
    gracias por éste, y por todos los escritos que nos hacen sentir más cerca tuyo. Realmente esta es una vía excepcional de comunicación que nos permite conocerte aún más, y conocer opiniones de otros colegas que trabajan en varias partes del mundo.
    Te esperamos, felices de ser parte de esta Cultura.

    Mariana
    Sede Barrio Norte

  7. Autor: Everton

    Quão importante é estar atrelado ao Ministério da Cultura e não ao da Educação pois seria assim subordinado ao MEC. Só dessa forma é possível a livre expressão de uma Cultura em plenitude. De outra forma estaríamos limitados a parâmetros diversos. Institucionalizando assim no Brasil a restrição na liberdade do desenvolvimento humano. Característica de um estado totalitário, que queira Deus, nenhum brasileiro deseja.

  8. Autor: romulojusta

    Sim, Cultura…

    Como a Anahí, em meus sonhos infantis sempre desejei algo sem nome, uma profissão que me completasse, cheia de risos, descobertas, surpresas, desafios, amizades…

    Esta profissão não poderia ser outra coisa que não uma Cultura, e então tornei-me músico, mas ainda não era isso…

    Esta profissão não poderia visar outra coisa senão o Saber, sobre a humanidade em mim e no mundo, daí virei psicólogo. Não, ainda não era isso…

    Daí encontrei o Método DeRose, quase como num reencontro entre velhos amigos. Estava tudo lá, há cinco mil anos… daí agora o jeito é tornar-me instrutor :)

    Então tratemos e cuidemos de nossa cultura com erudição, finesse e galhardia, é uma cultura como poucas.

    Anahi Flores |

    Gostei da forma como vc descreveu o seu caminho até o SwáSthya.
    Um beijo desde Buenos Aires, onde já está começando a fazer frio,
    da Anahí

  9. Autor: maribeluco

    Isso é justamente o que mais gosto no nosso Método. Essa transformação interior que todos nós podemos vivenciar desde o início da convivência com essa Cultura!
    Tanto que minha monografia, que venho escrevendo desde que me formei, tem como tema a reeducação comportamental que é o Método DeRose.
    Obrigada, Mestre, pela transformação que o SwáSthya foi e é a cada dia na minha vida.

    beijos com saudades

  10. Autor: julio.silva

    Querido Shrí DeRose,

    O que mais destaco nesta Nossa Cultura é a proposta de transformação.

    Já a minha mãe dizia: instrução é na escola, educação/cultura é em casa. Aqui a casa significando uma família, uma estrutura cultural, de costumes, tradições e comportamentos.

    Como é difícil o caminho que trilhamos, pois a reeducação, é diferente da simples instrução. Assimilando uma Cultura passa a existir caracterização e transformação, fazemos corresponder as palavras às coisas, não são palavras apenas de conhecimento, são de auto-conhecimento, é árduo trabalho, mas tão reconfortante, quando são vencidos os medos, e com trabalho ritmado, disciplinado, sentimos a cada etapa superada, a maneira como o nosso mundo bom e de afectos que nos rodeia nos ama cada vez mais, pelos seres lindos que nos vamos tornando.

    Já que estamos numa saborosa partilha de experiências aqui fica um texto que escrevi após um fim-de-semana de intenso e saboroso mergulho na Nossa Cultura com a nossa egrégora, o Swásthya Yôga Sádhana V, organizado pelo querido João Camacho, Yôgachárya:

    “”"
    Vivência do SYS V:
    A minha vivência de mais um maravilhoso SYS passa por perceber que uma árvore vai crescendo sem dar por isso. Quando passado algum tempo olha à sua volta, pode ver que já tem um tronco, tem ramos, folhas e frutos, desta e daquela côr, deste e daquele formato. E à sua volta vê outras árvores e vê a floresta que cresceu. Vê árvores que não cresceram, vê novas árvores a nascer, não vê árvores que antes via, percebe que por essas nada pode fazer. Todas essas árvores têm as mesmas fontes de vida disponíveis, o sol, a terra, a água e o ar, e as raízes que todas podem enterrar no chão, mas umas crescem, outras não, assim é a natureza linda e maravilhosa, conhecedora, infalível, regulada por regras incontornáveis. Mas o processo é lento, silencioso, metabolizado. Quando chega a altura própria, então a árvore toma consciência que já não é um arbusto armado em árvore, mas que cresceu, que no silêncio, cresceu. Mas tem capacidade de ver que ainda não é grande coisa, tem humildade de reconhecer e perceber isso. Reconhece que pode tão só estar a julgar que cresceu. Mas é tão bom estar rodeado de outras árvores. E como é intenso e bom ver essas árvores crescer. E como estão perfumadas essas árvores. Começa a tomar consciência de que as folhas também vão cair, que os frutos ficam maduros, começa a perceber que ocorrem de facto mudanças. Percebe que tem uma força de energia inesgotável e que essa força vem da sua base, das raízes que a seguram e ajudam a manter em pé e que a alimentam. Percebe que existe um sol que também a energiza. E essa árvore cresceu. E percebe também que ainda muito tem que crescer. Uma árvore vai crescendo sem dar por isso. Estou diferente, e tenho consciência disso. Ainda agora começou. Estou muito feliz, e tenho consciência disso. Gosto muito de vocês, e emociono-me com isso. É um processo individual, não tenho dúvidas disso. A egrégora multiplica a energia, como é bom ver isso. A árvore cresce com a floresta, e viceversa.
    “”"

    Este texto reflecte uma re-educação, um processo de adopção de uma nova Cultura, não se trata de um processo de já saber que queria ser bombeiro ou astronauta, como os queridos colegas anteriores comentavam, mas trata-se de mais uma perspectiva que julguei interessante partilhar, trata-se de receber uma Cultura, mesmo que a predisposição genética já existisse e já soubesse no meu íntimo que tinha nascido para esta Cultura mas vivia no ritmo de uma outra, em determinada altura permiti que esta “Nova Cultura” fosse assimilada, e que a auto-superação fosse uma realidade. O conceito chave aqui é, eu permiti a transformação, e não fiquei apenas por umas técnicas objectivas. Isto é só receber instrução? Não, isto é receber uma Cultura que transmuta o ser humano.

    SwáSthya!
    Júlio Silva
    Discípulo de João Camacho, Yôgachárya

  11. Autor: Regina Wiese Zarling

    Somos pessoas privilegiadas!
    Bjs

  12. Autor: Regina Wiese Zarling

    Toda as quartas-feiras, posto algo referente à gramática portuguesa no blog da Batel. Esta quarta, postei sobre a diferença entre os vocábulos estada e estadia.
    Bjs

    DeRose |

    Foi o que eu sempre ensinei, Regina. Imagine a minha surpresa quando consultei o dicionário Houaiss e encontrei como primeiro significado de estadia: “estada, permanência por tempo limitado”! É, parece que nossos linguistas estão fazendo (mais) concessões à vox populi.

  13. Autor: Cherrine Cardoso

    Que delícia ler tudo o que escreveu. Rever pra mim o motivo pelo qual eu gostei tanto de tudo no SwáSthya, desde meu primeiro contato.

    Conviver com pessoas refinadas, com um nível cultural elevado, cheios de vida. Como não se encantar com tudo isso?

    No meu caso foi o que mais me cativou, já que não busquei Yôga, nem tinha idéia do que era. Conheci a Rede através da Unidade Anália Franco, mas primeiramente por sua famosa egrégora e não pelas aulas.

    Cheguei como conhecida de uma praticante, fiz amizade com alunos e instrutores e só depois de um tempo fui iniciar as aulas. Isso já mostra que a afinidade com o grupo, com a cultura, com a proposta de uma maneira diferente de viver foi o que me manteve desde a primeira vez que vim à Unidade até hoje.

    Ontem mesmo estava conversando com uma aluna, que está passando por uma crise na formação e que esta com medo de não ser uma boa instrutora, sobre tudo o que o SwáSthya é como estilo de vida, não somente como profissão.

    Me peguei explanando sobre todo o resto, fora as aulas, que nos mantém felizes como instrutores. Não são só as aulas que nos mantém no SwáSthya, é todo o conjunto.

    Os amigos que fazemos, a família que formamos, a certeza de que nunca estaremos sozinhos. São os alunos, a responsabilidade de passar aos que se aproximam de nós outros conceitos e outras possibilidades de uma vida feliz e sob outros paradigmas.

    Mesmo que não houvesse a prática, eu ainda amaria fazer parte disso tudo! Com ela então, tenho certeza de que quero viver assim pra sempre.

    Obrigada por ter sido o preconizador desse nosso estilo de vida. Obrigada por tudo na verdade.

    Saudades, amo estar pertinho de você e da Feé.

    DeRose |

    Cherrine, minha querida. Que texto mais lindo! Que bom que consegui transmitir tudo isso e que tanta gente, como você, está usufruindo deste grupo humano maravilhoso. Obrigado pelas suas palavras, que me estimulam e consolam. Nós também amamos estar pertinho de você. Esteja sempre próxima, está bem? Beijinhos do DeRose e da Fée.

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  16. Autor: Dantas de Medeiros

    Olá amado Mestre e família!

    Peço-lhe a gentileza de divulgar o banner do blog. Estamos distribuindo o banner para as Unidades credenciadas de São Paulo sem custo algum. Trata-se de um pújá efetivo da Unidade Alto da Lapa. Quem ainda não recebeu, entre em contato pelo email: altodalapa.sp@uni-yoga.org.br… Solicite também, a arte em JPG para divulgar o blog para o seu mailing.

    Beijos do Dantas e Equipe!

    DeRose |

    Querido Dantas, isto é mesmo um valioso pújá efetivo. Mas a arte do banner não entrou. Tente de novo, pois ela está muito bonita e merece ser vista e divulgada por todos. Aliás, eu gostaria de mandar imprimir uns flyers para que as unidades distribuíssem pelos alunos. Se você achar uma boa ideia, mande-me o arquivo em alta resolução. Obrigado pela iniciativa!

    Dantas de Medeiros |

    Farei isso Mestre. Em relação ao arquivo, vou gravá-lo em alta num CD e entregar para a Vivi.

    Beijo do Dantas.

  17. Oi Dantas. Atualizei a imagem que você enviou. Por algum motivo misterioso o blog não aceitou a imagem hospedada no seu server…
    Bom, agora já está tudo certo. Abração!

    Dantas de Medeiros |

    Valeeeuuu Dani… você é o cara!

    Grande abraço do amigo Dantas!

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