Recebi este comentário do instrutor José Afonso, de Paris, e quero compartilhá-lo com você:
José Afonso
http://www.espaceenergie.fr | jose.afonso@espaceenergie.fr
Mestre,
Envio um texto que recebi de uma amiga que exemplifica bem a importância da “etiqueta” que precisamos associar ao “luxo” que é praticar o Método DeRose:
Abraço com saudade!
José Afonso
“O tipo desce na estação de metro vestindo jeans, t-shirt e boné, encosta-se próximo à entrada, tira o violino da caixa e começa a tocar com entusiasmo para a multidão que passa por ali, bem na hora rush matinal.
Durante os 45 minutos que tocou, foi praticamente ignorado pelos transeuntes, ninguém sabia, mas o músico era Joshua Bell, um dos maiores violinistas do mundo, executando peças musicais consagradas num instrumento raríssimo, um Stradivarius de 1713, estimado em mais de 3 milhões de dólares.
Alguns dias antes Bell tinha tocado no Symphony Hall de Boston, onde os melhores lugares custam a ‘bagatela’ de 1000 dólares.
A experiência, gravada em vídeo, mostra homens e mulheres de andar rápido, copo de café na mão, telemóvel ao ouvido, crachá balançando no pescoço, indiferentes ao som do violino. A iniciativa realizada pelo jornal The Washington Post era a de lançar um debate sobre valor, contexto e arte.
Conclusão: estamos acostumados a dar valor às coisas quando estão num contexto.
Bell era uma obra de arte sem moldura. Um artefacto de luxo sem etiqueta de glamour.
Somente uma mulher reconheceu a música…”
O vídeo da apresentação no metro está no You Tube:
Oi, Zé. Obrigado, obrigado mesmo, por essa contribuição. Não sei por que, mas estou com os olhos marejados de lágrimas. Será que é por lástima solidária por aqueles que já ouvi tantas vezes tocando seus violinos no metrô de Paris, verdadeiros artistas, e ninguém ligava a mínima, deixando-os lá com fome e frio? Será que é por me identificar com essa situação, por haver mostrado ao mundo um trabalho sério e excelente, mas ter sido ignorado e até destratado por não ter tido dinheiro para portar boas roupas ou para ter amigos influentes durante quase toda a minha vida? Não sei. Mas sei que este texto e este vídeo precisam ser conhecidos por todos. E esperemos que compreendam. Que compreendam duas coisas.
1) Primeiro, o que está já mencionado, que precisamos valorizar as pessoas pelo que elas são e não pelo que aparentam. Que precisamos ter menos preconceito e discriminar menos as pessoas por ser jovens ou por ser humildes. Que precisamos dar uma chance aos que se esforçam tanto por um grama de reconhecimento, por uma oportunidade na vida.
2) E que compreendam o quanto é preciso valorizar algo a que nós brasileiros raramente conferimos o devido valor: a importância do protocolo, do cerimonial e do rito. Isso inclui a “embalagem” adequada para sermos aceitos, pois você jamais encontrará um conteúdo bom em uma embalagem ordinária ou de mau-gosto. O contrário sim, para ludibriar. Mas um bom produto está sempre em uma boa roupagem. E não é só o envoltório. É o rapport. É o ritual. É o protocolo.
É muito difícil explicar isto em palavras. É preciso ter passado pela experiência, sucessivas vezes, sucessivas exclusões, sucessivas execrações, para um dia, quiçá, lá pelos sessenta anos, perceber o que tudo isso significa. Mas seria tão bom se eu pudesse ajudar você a perceber isso mais cedo!




quarta-feira, 14 de janeiro de 2009 às 21:41
yogabatel.blogspot.com
Aconteceu um fato parecido comigo em Cannes, em 1990. Naquela época havia um moço sentado em frente a um mercadinho tocando lindas canções em seu violão. Eu ficava ali parada longos momentos o admirando, imaginando. Esse cara devia estar brilhando nos palcos.. Se eu pudesse empresariá-lo.. Um certo dia ele foi brutalmente escorraçado. Ao ver tal cena, lágrimas brotaram em meus olhos… Três anos depois volto a Cannes e tenho a alegria de vê-lo em uma capa de LP. Se ficou conhecido não sei, mas ao menos teve sua chance…
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009 às 22:29
yogaweb.com.pt
Nem tenho palavras para comentar… Que grande lição que devemos tirar deste vídeo e das palavras sentidas do Mestre.
Concordo plenamente com o Zé. Devemos desenvolver a mestria da etiqueta, para a associarmos ao “luxo” de praticar o Método DeRose.
Um abraço para Paris e outro para S. Paulo
Zélia Couto e Santos
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009 às 22:29
Há uns tempos cheguei a uma conclusão, sei q é minha mas partilho-a simplesmente pelo gosto de partilhar, por saber que posso não estar certa, mas posso ajudar alguém a encontrar a sua certeza…
)
Durante muitos anos, vivi perto de pessoas (os meus supostos amigos) que só valorizavam o exterior, adolescentes que não sabiam para onde se virar e passavam a vida a massacrar os colegas com piadas que os ridicularizavam, normalmente por causa da roupa, da moto que não tinham, da casa, dos pais, do nome que não era de família, etc.
Fiquei farta do exterior, da boa embalagem sem conteúdo, do conteúdo menosprezado por não vir naquela embalagem estereotipada, de as pessoas olharem e dizerem: é bonita, veste aquela griffe! vale a pena falar com ela, ser visto com ela! Não interessa o que pensa, interessa que é bonita e veste bem.
Enfim, um dia, rebentei, farta daquele mundo que não me interessava e acabei por dizer: não, não quero mais saber da aparência! Quero ser valorizada pelo que tenho cá dentro, como se costuma dizer: pelo que me vai na alma! E foi o q fiz, cuidando do meu exterior só em algumas ocasiões especiais! (as vindas do Mestre a Portugal
Mas, naquele dia que mencionei no início, algo surgiu no meu pensamento que foi:
um dos maiores pújás efectivos que posso fazer ao meu Mestre é ter a melhor “embalagem” do mundo!
Devo-lhe isso porque todos os dias ele me proporciona acrescentar algo de grandioso ao meu conteúdo, tornando-o mais belo! E como embalagem e conteúdo não estão separados são um todo; e como a nossa filosofia acenta na cultura shakta que valoriza a estética, só posso mudar de atitude: esquecendo experiências passadas e vivenciando, cada vez mais, a nossa cultura!
Mais uma vez Obrigada, Mestre!!! bjinho mto grd
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009 às 22:52
Acrescento: um bom conteúdo tem de ter uma boa embalagem, uma que o dignifique ainda mais! que o valorize!
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009 às 23:50
uni-yoga.org
Obrigado, Luísa, por compreender. Um beijinho de boa noite.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009 às 1:27
Lembrei-me de uma frase do Mário Quintana:
“Dizes que a beleza não é nada? Imagina um hipopótamo com alma de anjo… Sim, ele poderá convencer os outros de sua angelitude – mas que trabalheira!”
Após transcrever essa frase, achei que, por mais sentido que fizesse pra mim, era melhor eu dizer mais alguma coisa, porque suspeito que seja uma afirmação um pouco… intensa, devido ao leve desconforto que sinto quando a leio. Portanto:
“A gente pensa uma coisa, acaba escrevendo outra e o leitor entende uma terceira coisa… e, enquanto se passa tudo isso, a coisa propriamente dita começa a desconfiar que não foi propriamente dita.”
E na brincadeira de ler frases soltas do Quintana, acabei encontrando esta, que me parece a melhor maneira de encerrar este assunto (pra mim):
“Já trazes, ao nascer, tua filosofia.
As razões? essas vêm, posteriormente.”
Mário Quintana
Conclusão: nenhuma. Só queria puxar assunto!
Adriana Molteni Reply:
julho 14th, 2010 at 18:16
Adorei a ultima frase.. Isso me lembra um pouco do porquê vamos esquecendo da nossa intuição. Nós sabemos. No âmbito de explicar-nos e nos fazermos entender começamos a buscar os porquês, e esquecemos do início, aquilo que nos fez começar a procura.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009 às 10:29
casadoyoga.com.br/blog
Mestre querido,
Fiquei muito emocionada com o texto, o vídeo e com o seu comentário.
Minha família sempre teve dinheiro razoável, mas eu passei os primeiros 20 anos da minha vida em constante revolta com essa supervalorização da “embalagem”. Por isso, não cuidava da minha e pensava que se aproximariam de mim aqueles que tivessem a sensibilidade de “ver por trás da casca”. Resultado: perdi incontáveis oportunidades e me tornei uma pessoa solitária, que atraía as pessoas que não queria atrair. Tive que entrar em contato com a Nossa Cultura para entender que cuidar do externo não é sinônimo de não ter conteúdo, ser fútil ou superficial.
Imagino quantas pessoas maravilhosas ainda existam por aí sem que possamos reparar nelas. Se elas soubessem….
Obrigada por existir, Mestre.
Beijo grande
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009 às 10:59
paraviverbem.com.br
Guardadas as devidas proporções, lembrei de quando tinha 12 anos e viajei com a banda marcial do colégio em que estudava para os Estados Unidos. Foi um intercâmbio cultural, no qual nossa banda foi para lá fazer uma série de apresentações e cursos enquanto outra veio para cá fazer o mesmo. Todas as nossas apresentações eram lotadas e sempre nos cumprimentavam pela qualidade técnica, de invejar as bandas marciais de lá.
Empolgado com a boa impressão das platéias, nosso maestro resolveu fazer uma apresentação na praça próxima ao hotel em que ficamos. Convocou somente os melhores de cada instrumento, já que no total éramos mais de cem integrantes. O descaso e por vezes deboche com que os transeuntes nos olhavam fez eu entender desde essa idade como é importante ser o melhor, mas não só isso. Há de se estar no lugar apropriado com as pessoas certas.
O mais interessante, porém, é que sempre que eu acho ter compreendido bem alguma questão, surge este sábio e querido Mestre expandindo a compreensão do tema. Como isso é bom!
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009 às 11:29
espaceenergie.fr
Querido Mestre,
Obrigado por essas palavras sentidas. Já que estamos a falar de experiências pessoais, fica a minha.
Talvez por idealismo de adolescente ou por rebeldia, sempre fui avesso a etiquetas, protocolos, cerimónias e afins, por achar que nada disso tem valor. Imagino que muitos colegas da nossa “famiglia” pensam de mesma forma, pois com frequência pessoas cultas e sensíveis não dão valor a essas “superficialidades”.
Contigo aprendi que se queremos ter voz activa no mundo, fazer dele um lugar melhor, não chega basta que a proposta seja boa e séria, o que conta mesmo é a percepção de quem toma contacto connosco (como diz do ditado: à mulher de César não basta ser séria, ela precisa parecer séria).
Hoje em dia dou mais valor a etiqueta, mas guardo na manga um trunfo importante: a consciência de que é apenas mais uma ferramenta, um “mise en scène” necessário, e que a minha felicidade não depende disso.
Abraços!
Zé
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009 às 11:43
O ritual valoriza mesmo, dá valor, dá poder, e também confere ordem as coisas, organiza e orienta. É a capa do livro que diz a prateleira, o conteúdo é o recheio, o mais importante, o mais saboroso, o mais desejado. São valores distintos, ambos valiosos. Obrigado Mestre por nos estimular à compreensão.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009 às 12:43
uni-yoga.org
Muito bom, Zé. Eu gostaria de ter escrito isso! É bem o que eu sinto.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009 às 14:19
José Afonso,
Obrigada por compartilhar conosco o maravilhoso texto.
Depois de alguns anos e algumas rasteiras da vida também aprendi a dar mais valor a etiqueta, mas também tentando adicionar a consciência que é apenas uma ferramenta, como você tão bem colocou.
Um abraço a todos.
Rosângela
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009 às 14:35
É engraçado como as suas palavras de emoção movimentam em meu peito e garganta uma energia que se transforma em sentimentos de carinho e admiração.
Com carinho…
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009 às 14:45
oblogdojojo.blogspot.com
Pois é, De.
Isto me lembra a história daquele proprietário de academia aqui de Floripa que antes de assinar um contrato com nossa Unidade, fez questão de me acompanhar até o estacionamento para saber qual era o meu carro.
E a outra, contada por você inúmeras vezes, sobre o escritor Huberto Rohden e sua frustrada tentativa de lançar um livro dele por uma editora alemã.
Abraços, amigo e Mestre.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009 às 15:04
uni-yoga.org
Meu amado Jojó, com a vida vamos aprendendo. O chato é que quando começamos a aprender já estamos com bem mais de meio século de existência e, eventualmente, resta-nos menos tempo para desfrutar da experiência adquirida a tão duras penas. Mas contamos um com o outro para nos consolarmos e darmos boas risadas rememorando os bons e maus momentos do passado meio remoto. Venha me ver mais vezes, pois sinto a sua falta.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009 às 15:05
Esse último parágrafo do Zé foi demais! Muito bom mesmo!!!
Não basta o valor intrínseco da coisa, mas o “como” se lhe apresenta. Assim como não basta a beleza do ásana, mas também a passagem para se chegar nele. É o fio de consciência.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009 às 16:59
jnunes.com.br
Mestre, não me canso de agradecer, do fundo do meu coração, por você existir, por eu existir, por tanto desenvolvimento e crescimento interior que sinto que vou explodir de emoção e carinho. Não tem como colocar em palavras. Este blog não tem definição, o mundo todo deveria acessá-lo e degustá-lo, e creio que em breve chegaremos lá.
SwáSthya!
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009 às 18:37
anahiflores.org
Tem muito a se aprender só de ver esse vídeo! Obrigada por ter lo compartilhado, Zé. Beijão para vc, e para a Filipa e o Huguinho.
Anahí
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009 às 0:36
Grande ensinamento!!! Muito bom se todos nos valorizássemos mais o ser humano que esta ao lado ou, na nossa frente!
Obrigada Mestre pelas palavras que me tocaram muito! Tambem passei por varias situacoes semelhantes quando morei em NYC.
Obrigada Ze pelo video!
beijinhoss!
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009 às 0:45
uni-yoga.org
Acho que muitos brasileiros devem sentir-se identificados com essa situação. Com um agravante: é que as próprias colônias não reconhecem o valor, nem louvam, nem compram cultura das outras colônias. Todas só compram do centro do império, que hoje é representado por meia dúzia de nações. Nações admiráveis, devemos reconhecer. Contudo, isso não justifica nem atenua o limbo a que são degredados os que não nasceram em suas terras.
terça-feira, 27 de janeiro de 2009 às 15:34
Infelizmente as pessoas não estão acostumadas com a cultura. As crianças deveriam ter aulas de músicas para quando ouvir um som maravilhoso parar para apreciar. Fico com uma dúvida, será que no Rio também seria assim… ou a falta de cultura é geral. Na TV não existe um programa educativo, ao contrário criam programas com grupo de pessoas em casa e hoje é isso que tem audiência.
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009 às 0:17
Caro mestre.
Nosso Jojó, é o responsável por eu estar no seu blog, ele não deixa de nos lembrar em suas maravilhosas práticas de visitarmos o blog do Mestre. Este está sendo meu primeior Puja por este meio.
O vídeo faz-nos lembrar que precisamos andar mais “ligados”, momentos divinos nos são apresentados a todo momento, na grande maioria das vezes, absortos em nossos (maus) pensamentos, passam-nos desapersebidos, e a divindade, o belo, o de valor… mora nos detalhes.
Grande abraço.
Milton Bordin – Floripa
quinta-feira, 14 de maio de 2009 às 17:19
É preciso enxergar e não somente ver.
É preciso ouvir e não somente escutar.
É preciso sentir e não somente perceber.
É preciso respirar e não somente viver.
(Catarina Poeta)
Também me emociono com tais acontecimentos.
Grande abraço Mestre!
quinta-feira, 25 de junho de 2009 às 16:31
alexandremontagna.com
Sobre este assunto, Mestre, será muito aproveitável o seu exemplo de quando você solicita que o garçom troque o simplório copo de vidro por uma bela taça de cristal para trazer o mais precioso dos líquidos: a água. Por que o vinho e outras bebidas alcoólicas que reduzem a consciência e fazem o gentleman comportar-se com imaturidade merecem tanto requinte e pompa, enquanto a nobilíssima e sagrada água é tratada com desleixo, num copo qualquer que – em casos estarrecedores – apresenta riscos nas bordas numa clara demonstração de desdém até mesmo em sua limpeza.
É sensato deduzir que só existe tanta admiração pelo vinho e bebidas de álcool em geral devido ao alto grau de rito, protocolo e cerimonial que as convenções conferem a estas bebidas.
quarta-feira, 17 de março de 2010 às 9:26
nossacultura.org
Querido Shrí DeRose,
Foi na Nossa Cultura que aprendi a dar valor ao protocolo, ao ritual, ao cerimonial.
Também tinha tendência a considerar o protocolo algo de massador, superficial, por vezes muita imagem e pouca substância.
O problema é que muitos dos protocolos e cerimoniais passaram a ser executados de forma mecânica, e quem os executa perdeu já ou não sabe o significado e a razão dos protocolos e códigos. Por isso que acha que protocolo é uma chatice e desvaloriza.
Na Nossa Cultura aprendi a dar valor ao protocolo, ao cerimonial, aos códigos de ética e comportamento.
Desde logo na forma de conduta enquanto matriarcal perante a companheira. Há uns anos atrás abrir a porta a uma mulher, segurar a cadeira para uma mulher sentar, servir primeiro as mulheres numa refeição, era tudo feito mais por uma deferência de “olha aqui eu bem patriarca a conceder umas mordomias às mulheres, olha como eu sou um gentleman”, tretas, hoje faço isso mas por adoração e veneração real às deusas da Nossa Cultura Matriarcal.
Também a forma de relacionamento mestre-discípulo, tem que obedecer a códigos, protocolos, rituais. Essa relação tem essencialmente carinho e amor, mas deve obedecer a protocolos e códigos.
Claro que existe muita informalidade, mas os protocolos são fundamentais, mas só vale a pena cumprir esses protocolos e códigos quando realmente os percebemos e vivenciamos plenamente, caso contrário torna-se isso mesmo, cumprir de forma sistemática rituais que acabamos quase matando porque nunca os compreendemos.
As coisas feitas de qualquer maneira e por devaneios acabam por matar muito conhecimento, que poderia ter chegado a todos, desde que tivessemos sabido enquadrá-lo no protocolo.
Julgava que o ritual tornava as pessoas caretas, mais frias, e menos cool. Estava errado.
SwáSthya!
Júlio Silva
Discípulo de João Camacho, Yôgachárya
Espaço Cultural Môksha
http://www.nossacultura.org/
sexta-feira, 2 de abril de 2010 às 4:35
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Querido Mestre,
Quero compartilhar um texto de uma importante cerimonialista do serviço público, que explica com detalhes o porquê do cerimonial público.
Sua importância é tão vital, que houve a necessidade de se criar uma lei reguladora do cerimonial: o protocolo, com sua ordem de precedência.
A importância do cerimonial corretamente executado é tão grande, que pode livrar povos do desencadear de uma guerra, pois esta pode ser deflagrada, numa reunião de negócios internacionais mal conduzida. O texto abaixo explica bem esse perigo.
Mahá amplexo SwáSthyko, alarajado brilhante, com coraçõezinhos bem branquinhos, coração no coração.
Protocolo e cerimonial no serviço público
Por Gilda Fleury Meirelles
O cerimonial e o protocolo, atividades de Relações Públicas, são desconhecidas de grande parte dos profissionais. Isso é inconcebível, pois neste campo não pode haver improvisações, levando-se em conta de que se trata de assunto regulamentado por lei, decreto, normas e regras.
Pode-se improvisar em alguma atividade regulamentada por lei? Mesmo assim, é o que acontece.
Partindo-se da definição de Relações Públicas:
Relações Públicas são um conjunto de técnicas que se deverá empregar para criar o conceito e firmar a imagem de uma empresa, visando conseguir a comunicação, boa vontade e a cooperação das populações ou públicos com que uma entidade trata e das quais dependa, conclui-se que o relacionamento entre os países, entre empresas e seus públicos, depende da correta implantação das técnicas de relações públicas, entre elas do cerimonial e do protocolo.
O seu desconhecimento restringe os resultados da política de Relações Públicas.
Esse desconhecimento é palpável e sentido tanto no segmento dos profissionais da área, como no dos executivos.
Observemos, procurando verificar quem responde a essas questões:
- Bate-se palmas quando o Hino Nacional acaba de ser executado?
- Qual o pronome de tratamento para o reitor da Universidade?
- Quem se senta primeiro à mesa de honra de um evento?
- Um representante recebe a mesma precedência do titular?
- Podemos homenagear um homem com flores?
- O que é o titulo Doutor Honoris Causa – quais as exigências necessárias para recebê-lo?
- Quando e como utilizar a Bandeira Nacional, do Estado e do Município? Podem ficar atrás da mesa de honra?
– qual a ordem de precedência dessas bandeiras;
– como proceder com a Bandeira do País visitante? e com a da Empresa?
- Vamos recepcionar uma comitiva estrangeira… mas ele é polígamo e vem com quatro esposas: quem dorme com quem? o que fazer?
- Qual o idioma oficial quando se recebe alguém da Romênia? E de Angola?
- Quando usar tradução consecutiva e quando utilizar a simultânea? Qual a diferença?
Esse conjunto de regras pode levar à loucura qualquer executivo ou autoridade que precise conviver com as normas do cerimonial, as leis do protocolo e as regras de etiqueta pela própria função que ocupa e o mesmo acontece com os profissionais de comunicação.
Mas, o que é cerimonial? O que é protocolo? quando surgiram e como utilizá-los adequadamente?
HISTÓRICO
No mundo governamental, oficial e nas relações internacionais há necessidade, além da observância das regras de etiqueta e boas maneiras, da fixação de normas sobre o uso dos símbolos da pátria, o tratamento para com as pessoas e os lugares que elas ocuparão de acordo com a posição de seus cargos ou funções, entre outras.
Segundo Célia Ribeiro em “Boas Maneiras e Sucesso nos Negócios”, “a observância do protocolo é o cerne de um cerimonial”.
O pesquisador francês Pierre Lascoumes considera que “sem o protocolo, todas as recepções oficiais e ocasiões de encontro entre personalidades políticas, culturais, econômicas – que são ou que acreditam ser – seriam ocasiões de disputas incessantes”.
Concordamos com os autores e acreditamos que para compreender bem cerimonial, protocolo e etiqueta, é necessário, antes, conceituá-los.
Toda solenidade segue uma programação constituída por um conjunto de formalidades. O cerimonial é essa seqüência de acontecimentos que resultam em um evento.
O termo é pomposo e data das reuniões palacianas, mais precisamente da época de Louis XIV, na França, onde também surgiu a etiqueta e o protocolo nas Cortes.
A etiqueta é o conjunto de regras de boas maneiras que resultam no comportamento das pessoas.
O protocolo, por sua vez, surgiu para regulamentar o evento, no caso, o cerimonial, estabelecendo posições e tratamentos a cada personalidade.
Assim, o protocolo “normatiza as regras que regem o cerimonial e seu objetivo é dar a cada um dos participantes de um evento as prerrogativas, privilégios e imunidades a que têm direito”.
Para o setor público, a utilização dessas atividades de ralações públicas é imprescindível para a otimização dos resultados de todos os eventos, ações e acontecimentos que necessitem da definição da posição e do local de suas autoridades e demais integrantes.
Objetivando sua correta aplicação é necessário que o profissional conheça as leis, decretos, normas e regras que regularizam o cerimonial e o protocolo.
Regras essas que serão utilizadas em todas as ocasiões que o encontro entre duas ou mais pessoas, empresas ou países objetivem a conclusão de negócios, que podem ser beneficiados, com o bom relacionamento entre as partes.
QUANDO UTILIZAR
Uma pergunta comum é quando se usa um ou outro?
Sempre. Cerimonial, protocolo e etiqueta estão enraizados no evento oficial ou empresarial, dando-lhe corpo, mente e essência.
Amy Vanderbilt em “O livro de Etiqueta” indaga:
“Quem necessita de um livro de etiqueta?” e responde
“Todo mundo necessita. A mais simples família, desejando mover-se um pouquinho que seja num mundo mais amplo precisa conhecer, no mínimo, as regras elementares.
Até mesmo nas sociedades primitivas existem tais regras, algumas tao complexas e inexplicáveis quanto muitas das nossas”.
Tavares de Miranda em “Convívio Social” afirma:
“Se você não vive isolado numa ilha deserta, longe de todos os seus semelhantes, até mesmo sem nenhum ‘Sexta-Feira’ providencial, se você tem algum convívio com seus semelhantes, se encontra gente… ofereço-lhe, leitor, duas armas infalíveis para viver melhor:
Por favor – Muito obrigado”.
Da mesma forma que a etiqueta, o cerimonial e o protocolo facilitam a convivência entre os povos, entre as empresas e as pessoas, transformando ocasiões de encontros, não em disputas pelo poder, mas em acontecimentos agradáveis, nos quais as posições das autoridades são aceitos como prerrogativas e privilégios a que têm direito.
Anais do Primeiro Congresso Brasileiro de Comunicação no Serviço Público/São Paulo, 7 a 8 de agosto de 2001- Realização MegaBrasil Comunicação. http://www.eventosmegabrasil.com.br
DeRose Reply:
abril 2nd, 2010 at 15:01
Fiquei interessado no tema Protocolo e Cerimonial. Você me instigou com as perguntas propostas pela Gilda Fleury Meirelles. Agora, quero as respostas. A Gilda tem algum livro publicado? Beijokas alaranjadas com florezinhas cerimoniais brancas.
sexta-feira, 2 de abril de 2010 às 4:46
http://www.gravatar.com/avatar/c64f4f66f5eadb608c5130e5efbae1d5.png
Ah! Mestre & Fee,
E.T.:
Adquiri hoje, o livro da instrutora do Método DeRose, Gabriela Santermer, El éxito organizado – Manual para la realización de eventos del Método DeRose.
Assim que terminar de ler o livro do Jojó, iniciarei a leitura desse, que pelo índice que já degustei, considero mahávilhoso!!!
Parabéns Gabriela e parabéns para nossa egrégora pró ativa!
Mais mahá abraços
sexta-feira, 2 de abril de 2010 às 22:37
Mestre do coração e Fezinha,
pesquisei sobre a literatura da Mestra em cerimonial Gilda Fleury Meirelles e encontrei o site da editora Ibradep, que edita os livros dela. Acontece que o livro, que tenho certeza respondera’ essas questões esta’ esgotado, a nova edição esta em fase de editoração.
Pesquisei no Submarino, na livraria Cultura e Fnac, sem sucesso.
Se eu conseguir convencer o órgão em que trabalho, a fazer o curso que ela esta promovendo este mês, quem sabe eu consigo dois exemplares (um pra vc e outro pra mim). Afinal o órgão em trabalho quer instituir o Cerimonial e quer que eu participe desse novo instituto.
Torçamos para que invistam nos cursos e me permitam participar deles.
Desculpe-me se a formatação e/ou os acentos das palavras não estão digitados corretamente, pois estou postando do meu iPhone, não sei qdo poderei, tão cedo usar meu notbook, pois estou num quarto de hospital, acompanhando minha maezinha internada.
Abraço alaranjado brilhante, com estrelinhas branquinhas, com toda pompa e carinho que você merece.
http://www.ibradep.com.br/livros.html
DeRose Reply:
abril 3rd, 2010 at 9:50
Vou mentalizar pela sua mãezinha. Obrigado pela pesquisa sobre o livro. Depois, fale-me do curso, pois talvez eu consiga fazê-lo. Um abraço alaranjado com pompas brancas.
sexta-feira, 2 de abril de 2010 às 22:42
O nome do livro: Protocolo e Cerimonial – normas, ritos e pompa. Gilda Fleury Meyrelles. Editora Ibradep
http://www.ibradep.com.br/livros.html
Maha’ abraço!
sábado, 3 de abril de 2010 às 16:45
Mestre querido,
Grata pelas mentalizações, minha mae esta’ muito melhor.
Estamos firmes e confiantes, aqui no hospital e provavelmente ela tera’ alta em dois dias.
Seguem os links, referentes ao Curso sobre Protocolo e Cerimonial – normas, ritos e pompa:
http://www.ibradep.com.br/gestao01.html
http://www.ibradep.com.br/correio2.htm
http://www.ibradep.com.br/P_gestao01.html
DeRose Reply:
abril 3rd, 2010 at 16:54
Obrigado, Dorah.
sábado, 3 de abril de 2010 às 16:57
Amado Mestre,
Os links acima referem-se: sobre o curso, Protocolo e Cerimonial – normas, ritos e pompa e sobre a autora Gilda Fleury Meirelles, que e’ como você, Doutora Honoris Causa; formulário de inscrição e o outro, do Programa do Curso.
Maha’ abraço cerimonialistico, alaranjado brilhante, com detalhes branquissimos, coração no coração.
quinta-feira, 8 de julho de 2010 às 7:05
Obrigado Zé por partilhares o video e as palavras, acho que todos nós que trabalhamos com o Método nos identificamos e sentimos um pouco isso
tu que sempre me apoias-te nesta aventura…na qual pude sentir na pele toda a importância da embalagem. Sem essa ferramenta jamais estaria onde estou hoje…o meu agradecimento e amor por ti são eternos
Obrigada Mestre por querer nos abrir os olhos nesse sentido
Um beijo do tamanho de Paris
Soninha
DeRose Reply:
julho 8th, 2010 at 15:13
Soninha! Tanto tempo em Paris, já estás a esquecer-te do português. A conjugação é “apoiaste”. Lembra-te de que te corrigi ontem o termo mostras-te? Corrigi para “mostraste”. Fizeste a mesma gralha hoje. Atenção, francesinha! Não te esqueças da nobre língua de Camões. Os lusitanos é que devem corrigir os brasileiros e não o contrário.
quinta-feira, 8 de julho de 2010 às 7:33
euoutroeu.blogspot.com
Mestre,
Como vários dos que leram este post, fiquei emocionado com tuas palavras e fico feliz por não ter esperado os meus setenta anos para aprender esta lição! Minha instrutora, a Thaís Lopes, que o diga! hehehehhehe
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Pedro Gabriel
yôgin – Unidade Santos
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quinta-feira, 8 de julho de 2010 às 7:48
soniamonteiro.com
Estou a ler o livro sobre etiqueta que tinha sugerido num dos cursos, para me policiar melhor e conseguir mudar a minha atitude e layout. Obrigada pelas dicas sobre boas maneiras e imagem. Já marquei o meu estágio na Jaú!… Estou super feliz
quinta-feira, 8 de julho de 2010 às 9:24
Só para mandar um beijinho muito grande
quinta-feira, 8 de julho de 2010 às 10:56
yogaemsantos.com.br
Adorei o vídeo Mestre querido.
Confesso que adoro poder fazer esta nova cerimônia de graduação no nosso sat chakra. Os alunos valorizam cada vez mais as suas insígneas. Se sentem emocionados e honrados em recebê-las com o texto que leio, e a música ao fundo. Outra coisa que adoro participar em nossa Rede, é a formatura. Nossa colação de grau. É muito bom poder convidar amigos, familiares e alunos todos os anos. Mostra bem a seriedade do nosso trabalho. Nossa força.
Muitos beijos com saudades.
Thais de Santos
DeRose Reply:
julho 8th, 2010 at 12:53
É verdade, Thaís. Beijinhos.
quinta-feira, 8 de julho de 2010 às 11:29
Olá Mestre,
Como está?
Mentalizamos oceanos de energia azul celeste para si e para toda a egrégora:)
Provavelmente já deve ser do seu conhecimento, contudo, deixo aqui o link de uma matéria de um dos jornais mais conceituados de Portugal: Refere-se à preservação da cultura milenar da Índa antiga, o Yôga.
http://jornal.publico.pt/noticia/05-07-2010/india-quer-proteger-a-heranca-milenar-do–ioga-19608977.htm
Vale a pena visitar e dar uma vista de olhos.
Inclusivé tem alguns comentários do nosso querido professor António Pereira.
Beijos e abraços no coração do,
Mário Vendas
Instr. Método DeRose
Porto | Portugal
http://www.blogdocampoalegre.blogspot.com
DeRose Reply:
julho 8th, 2010 at 12:52
Sim, já havia visto. Obrigado, Mário. Um abração.
sexta-feira, 9 de julho de 2010 às 12:47
Quando li esta notícia há um tempo atrás, chamou-me a atenção a opinião de Mark Leithause, diretor da Galeria Nacional de Arte que, perante o fato, não se surpreendeu: “A arte tem de estar em contexto. Se tirarmos uma pintura famosa de um museu e a colocarmos num restaurante, ninguém a notará. Mesmo um especialista poderá apenas observar que se trata de uma boa cópia e continuará a comer.” Hoje penso: se vivenciamos Nossa Cultura em tempo integral e somos portadores de tradições milenares que são verdadeiras obras de arte, temos que estar em contexto, em embalagens adequadas também em tempo integral, pois, caso contrário, é esperado que muitos passem a não associar as pessoas que praticam o Método DeRose à beleza e grandeza intrinsecas a ele.
Para quem se interessar, o texto original do Washington Post, Sunday, April 8, 2007:
http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/article/2007/04/04/AR2007040401721.html
Obrigada pelo texto e por todas as experiências aqui compartilhadas, a partir delas lembrei de diversas situações com familiares e amigos, tanto de embalagens inadequadas para o que se está a oferecer, quanto de preconceito perante uma aparência que não diz, mas tem muito valor; e percebi o quanto é importante parecer e aparecer às pessoas melhor a cada dia, pois o contato com essa egrégora ímpar me faz a cada dia muito melhor.
Abraço transbordante de carinho,
Alice Árabe – BH – Unidade Serra
DeRose Reply:
julho 9th, 2010 at 16:50
Seu depoimento foi muito mais importante do que você imagina. Vou copiá-lo e colá-lo em vários lugares. Seu sobrenome sempre me remete a pessoas que eu muito estimo. Beijos a todos na família.
Alice Reply:
julho 10th, 2010 at 1:03
Verdade Mestre, minha imaginação percebeu depois de reler que há ainda um mundo de aprendizado e possibilidades no reparar e fazer a arte estar em contexto. Vou repassar os Beijos a todos, ficarão muito felizes, em especial minha vovó, que fala do Mestre DeRose com uma alegria linda nos olhos.
DeRose Reply:
julho 10th, 2010 at 10:50
Beijinhos com carinho para a Vovó.
sexta-feira, 9 de julho de 2010 às 16:12
Rapport está no Dictionary.com como: relation; connection, esp. harmonious or sympathetic relation: a teacher trying to establish close rapport with students. Synonyms
fellowship, camaraderie, understanding.
Muito interessante.