quarta-feira, 9 de setembro de 2009 | Autor:

Mirce Eliade é o historiador e romancista que escreveu o melhor livro de Yôga, o mais sério, o mais honesto e o mais abrangente – depois do nosso, é claro!  Brincadeiras à parte, recomendamos a leitura do seu livro Yôga, Imortalidade e Liberdade, que fundamenta e documenta muitas das nossas teses. Abaixo, algumas fotos do escritor.

        

36 comentários

  1. 1
    Heduan
    terça-feira, 13 de outubro de 2009 às 21:01
     

    Livro, por sinal, difícil de ler… só estudando-o mesmo.

    Algo que impressiona neste autor é que ele não era praticante de Yôga, apenas estudioso, historiador. Fica clara a seriedade deste autor em seus estudos.

    Estudos estes não apenas em Yôga mas em vários temas relacionados ao hinduísmo, outros nem tanto, simbologia, mitos e romances que por sinal, um virou filme!

  2. 2
    Regina Wiese Zarling
    terça-feira, 13 de outubro de 2009 às 23:40
     

    Realmente o livro é muito bom, mas como diz o Heduan, é um livro não apenas para ser lido, mas para ser estudado. Mas vale à pena mergulhar na leitura do mesmo.

    Abços
    Regina- Método DeRose Alto da XV- Curitiba-PR Brasil

  3. 3
    Alexandre Montagna
    terça-feira, 13 de outubro de 2009 às 23:47
    alexandremontagna.com
     

    Agradável coincidência eu ter começado a leitura aplicada desta obra de Mircea Eliade há dois dias. Por experiência própria, recomendo o estudo de Yôga, Liberdade e Imortalidade com os seguintes livros da Nossa Cultura ao lado (no mínimo):

    - DeRose, Tratado de Yôga;
    - DeRose, Yôga Sútra de Pátañjali;
    - Santos, Sérgio, Yôga, Sámkhya e Tantra;
    - Silva, Lucila, Léxico de Yôga Antigo;

    Beijão, Mestre!

    DeRose Reply:

    Obrigado, Montagna. Amigo, entre em contato com o Prof. Luís Lopes, de Portugal, que está realizando a publicação do DVD com a Entrevista, para saber se ele deseja utilizar sua arte da versão para os não-simpatizantes em envelope de cartão

  4. 4
    Yael Barcesat
    quarta-feira, 14 de outubro de 2009 às 0:49
     

    Personalmente me gustó leer sus diarios y en especial la novela Maitreyi, sobre la relación entre él y la hija de su Maestro. Lo interesante es que algunas décadas después, ella también se hizo escritora y relató su propia visión de los hechos en la novela llamada Mircea, en contestación al libro de Eliade. Ambos libros están impregnados del clima cultural de la fusión entre las costumbres tradicionales indias y la influencia británica.
    Besos!

    Yael – Buenos Aires

    DeRose Reply:

    Também é muito interessante que leiamos esses dois livros, para termos uma percepção mais correta de que Eliade era uma pessoa, um ser humano, com a genialidade e as falhas de todos nós. Foi muito bom você mencionar esses dois livros-depoimentos biográficos. Besitos.

  5. 5
    Camacho
    quarta-feira, 14 de outubro de 2009 às 0:57
    nossacultura.org
     

    É um livro de grande valor. E, podendo dizer-se que Eliade não foi toda a vida um praticante de Yôga, deve, todavia, referir-se que o seu percurso também passou pelo Yôga, enquanto permaneceu na Índia. No meu blog
    http://www.adyashtanga.org/blog-adyashtanga/swasthya-yoga/880476175
    coloquei, há uns meses atrás, alguns post sobre Elíade, um deles exactamente sobre a sua vivência e sobre o seu mestre de Yôga:

    «Mircea Elíade, o companheiro mais velho, como gostava de se apelidar, no seu livro A provação do labirinto, relata, entre outras coisas a experiência da sua passagem pela Índia. Este livro resulta da provação a que se submeteu, a uma prolongada entrevista que acedeu a dar a Claude-Henri Rocquet.. A procura, na memória das experiências de toda uma vida, resultaram como um retorno ao labirinto, logo, como uma provação.
    Elíade indica quem foi o seu mestre e a sua experiência e contacto com o Yôga na Índia, in A Provação do Labirinto, p. 35 e 36:

    “Parti para o Himalaya. Parei em muitas cidades, mas foi em Hardwar e Rishikêsh que decidi permanecer, pois é aí que começaram os verdadeiros retiros. Tive a sorte de encontrar Shivánanda. Ele falou ao mahant, o superior, e arranjou uma pequena cabana na floresta… As condições eram muito simples: ser vegetariano e não usar o tipo de vestuário europeu – deram-me uma toga branca. Cada manhã, «mendigávamos» o leite, o mel, o queijo. Permaneci aí, em Rishikêsh, uns seis ou sete meses, mais ou menos até Abril.

    (…)

    E como é que escolheu o seu guru?

    Foi Swámi Shivánanda, mas na época ele era desconhecido, não tinha nada publicado (pelo tempo adiante, publicou alguns trezentos volumes). Antes de se ter tornado Swámi Shivánanda, foi médico, tinha uma família, conhecia muito bem a medicina europeia, que praticou, creio, em Rangoon. E depois, um belo dia, abandonou tudo. Deixou o seu vestuário europeu e veio, a pé, de Madrasta até Rishikêsh. Demorou quase um ano a percorrer essa distância. Foi um homem que me interessou devido a ter pelo seu lado uma formação ocidental.”»

    João Camacho

    DeRose Reply:

    Obrigado pela contribuição, Camacho.

  6. 6
    Daniel Cambría
    quarta-feira, 14 de outubro de 2009 às 2:52
    uni-yoga.org
     

    Oi Mestre.

    Agora quando os posts contiverem vídeos você pode colocá-los na categoria vídeos, que criei para estes. Já acrescentei todos os posts antigos nesta nova categoria.
    Quem quiser ver os posts que contém vídeos, bastará clicar na respectiva categoria, no final da coluna da direita do blog.

    Beijão!

    Cambría.

  7. 7
    soninha.paris
    quarta-feira, 14 de outubro de 2009 às 6:13
     

    C’est vrai il est intense ce livre, cette fois-ci les élèves et instructeurs français ont de la chance, car Mircea Eliade écris en français :)
    bisoussss
    Sonia

    DeRose Reply:

    C’est important de lire dans l’original.

  8. 8
    Ana Maria Marreiros
    quarta-feira, 14 de outubro de 2009 às 7:12
     

    Bom dia Mestre,

    Por coincidência, estava a estudar as perguntas do Curso
    Básico e a 10ª Pergunta é sobre:
    Como obter instruções sobre Sámkhya?
    A resposta fala de três livros, um deles Imortalidade e
    Liberdade, estaremos a falar do mesmo livro?
    Gostaria de comprá-lo neste fim de semana.

    Um grande beijo
    Ana Maria Marreiros

    DeRose Reply:

    Sim, é ele. Creio que você vai apreciá-lo.

  9. 9
    Luisa Sargento
    quarta-feira, 14 de outubro de 2009 às 7:49
     

    Olá, Mestre! Óptima sugestão mesmo: este livro obriga-nos a pensar, a associar ideias, a pegar em quase toda a bibliografia que temos em casa para compreendê-lo melhor. Muita informação! Lembro-me da primeira vez que peguei nele, comecei a ler e desisti, tinha meses de prática e achei que não iria compreender! :) beijinhos grandes e até breve :)

  10. 10
    Valter
    quarta-feira, 14 de outubro de 2009 às 8:48
     

    Realmente é um dos autores mais sérios que existem e que demonstra uma seriedade e amor pelo que escreve e pesquisa. A leitura do livro citado acima é muito produtiva e rica para Nossa Cultura, porém, complexa no qual exige-se tempo e gosto para lê-lo, não é para qualquer um mesmo.
    Queria aproveitar para registrar aqui que a aula de ontem foi muito gostosa e tbém muito rica, é sempre um imenso prazer ouvi-lo e aprender cada vez mais. E, na parte da aula em que o Mestre falou e explicou sobre a nossa vasta bibliografia, ja complementa o tópico citado acima e valoriza o trabalho deste excelente autor e historiador que o proprio Mestre indica.
    Com muitas saudades e carinho

    Valter Figueiredo
    Poto – Portugal

  11. 11
    Juliana Vieira
    quarta-feira, 14 de outubro de 2009 às 9:02
     

    Por coincidência é o livro que estou lendo no momento e estou gostando bastante.

  12. 12
    Maestro Edgardo Caramella
    quarta-feira, 14 de outubro de 2009 às 10:06
    edgardocaramella.com.ar
     

    Excelente obra. Un libro que ya he leído varias veces y que en cada nueva relectura, se encuentran perlas de saber.
    Abrazos

  13. 13
    Neide Nunes
    quarta-feira, 14 de outubro de 2009 às 10:21
    jnunes.com.br
     

    Oiii Mestre :)
    Grande lembrança, veio em boa hora. Já o li e confesso que achei bem intenso, vou aproveitar este final de semana para a releitura já que estou me preparando para a prova da Federação.
    Muitas vezes precisamos da cutucada do Mestre para ir mais à fundo nos estudos. rsrsrs Te amo de montão.
    Beijinhos.
    Neide
    Moema-SP

  14. 14
    Bruno Sousa
    quarta-feira, 14 de outubro de 2009 às 10:46
     

    Esse livro é ótimo mesmo. Mestre, vale sempre lembrar que, mesmo para os livros da biliografia recomendada, é importante que a leitura seja feita com filtros, ja que mesmo os melhores autores fazem uma confusão vez ou outra. Se não estou enganado, o Mircea Eliade mistura samádhi e nirvana nesse livro, por exemplo. Por isso é importante ter uma base boa, criada com os livros da nossa linha, antes de partir para outras leituras.
    Beijos!

    DeRose Reply:

    Muito bom lembrete, Bruno. Já estou com saudades das nossas comidinhas e bate-papos no Leblon. Beijo do seu amigo.

  15. 15
    Bruno Sousa
    quarta-feira, 14 de outubro de 2009 às 10:47
     

    Fora do assunto: veja que interessante esse artigo no El País, da Espanha:

    O que explica Rio-2016? A vocação inata do Brasil para a felicidade
    El País
    Juan Arias
    O fato de o Rio de Janeiro ter ganhado a disputa para hospedar os Jogos Olímpicos de 2016, deixando para trás cidades de grande prestígio como Madri, Chicago e Tóquio, já foi analisado de todas as formas. Tudo foi dito. Que a América do Sul já merecia uma Olimpíada. E é verdade. Que o Brasil é hoje a potência econômica emergente da região. Também é verdade, assim como que boa parte da vitória se deveu à enorme popularidade mundial do carismático ex-metalúrgico e hoje presidente Luiz Inácio Lula da Silva. E com ele a atuação do deus do futebol, Pelé, e do mago carioca Paulo Coelho, que soube ganhar a simpatia das mulheres dos delegados do Comitê Olímpico Internacional (COI), as quais convidou para jantar em um restaurante em Copenhague, em um clima de felicidade brasileira. Ou terão sido só as imagens das belezas únicas da mágica cidade carioca? Também, mas não só.

    Existe outro elemento pouco destacado, que é a vocação inata do Brasil e dos brasileiros para a felicidade, que acaba se irradiando internacionalmente, contagiando o mundo.

    * Vanderlei Almeida/AFP

    Se houvesse sido feita uma pesquisa nacional, teria aparecido que nesse dia 100% dos brasileiros se sentiram felizes quando o presidente do COI abriu o envelope e apareceu Rio de Janeiro como vencedora da competição para realizar os Jogos Olímpicos de 2016. Os brasileiros, que gozam de uma formidável coesão nacional, estão sempre abertos para acolher qualquer motivo para ser felizes. E abrigar os jogos lhes causou orgulho e felicidade. E não escondem isso – outra característica do brasileiro.

    Em minha primeira entrevista com a atriz de cinema e teatro Fernanda Montenegro, quando cheguei ao Brasil, há dez anos, ela me disse algo que nunca esqueci e que mais tarde pude tocar com a mão: “A diferença entre um europeu e um brasileiro é que o brasileiro não se envergonha de dizer que é feliz, e o europeu, sim”.

    Qualquer um que passa pelo Brasil, por turismo ou trabalho, sente-se rapidamente capturado pela cordialidade, a exuberância afetiva, o acolhimento alegre de sua gente, do norte ao sul do país. “É que com os brasileiros não se pode brigar, porque sorriem até quando você fica nervoso”, me disse um correspondente argentino. É verdade. A vocação do brasileiro é mais para a paz, a amizade, o entendimento mútuo, o desejo de agradar, do que para a guerra ou a disputa. E então, o que acontece com a violência que mata no Brasil mais que em outros países? Não é uma violência brasileira, mas produzida pelo câncer do tráfico de drogas.

    A melhor arma do brasileiro continua sendo o sorriso. O catedrático de estética da Universidade do Rio Isaías Latuf foi indagado em plena na rua em Buenos Aires se era brasileiro. “Como percebeu?”, ele perguntou. E a resposta foi: “Por seu sorriso”.

    Segundo uma pesquisa realizada em 2008 em 120 países pelo Instituto Gallup e apresentado pela Fundação Getúlio Vargas, a felicidade do brasileiro é superior a seu PIB. O jovem brasileiro aparece com uma avaliação da felicidade superior à média mundial. O estudo revela que os jovens brasileiros entre 15 e 29 anos apresentam maior esperança de ser felizes nos próximos cinco anos do que os jovens do resto do mundo. E essa esperança de felicidade alcança 9,29%.

    Os psicólogos tentaram analisar esses dados. Como é possível que os jovens de um país que aparece somente no 52º lugar no índice mundial de renda se sintam os mais felizes do planeta? O psicólogo Dionisio Benaszewski atribui isso ao fato de que, segundo a mesma pesquisa, os jovens brasileiros valorizam mais a felicidade do que o trabalho ou o dinheiro. Se há algo que de fato eu constatei no Brasil é que a maioria dos cidadãos, até os mais pobres, não vivem para trabalhar; trabalham para viver e para viver felizes. É quase impossível conseguir que alguém queira trabalhar em um domingo, mesmo ganhando o dobro. Costumam dizer: “Ah, não, domingo não dá”.

    Segundo Benaszewski, existe outro elemento gerador de felicidade no Brasil, que é causado pelas boas relações existentes entre membros da família e entre vizinhos. Aqui a rede de solidariedade, sobretudo entre os mais pobres, é formidável. Um exemplo disso são as favelas do Rio, que entre elas se chamam de “comunidades”. E o são. O elemento afeto nas relações e o afã por ajudar-se mutuamente nas adversidades, ou de desfrutar os momentos felizes, são proverbiais.

    Costuma-se dizer que os brasileiros sabem tirar felicidade até das pedras. Eles a buscam na alegria e na tristeza. No dia em que o Rio ganhou como sede dos Jogos Olímpicos, um casal de jovens brasileiros entrevistado em Madri por um repórter do programa de Iñaki Gabilondo disse algo mais ou menos assim: “Não fiquem tristes. Venham para o Rio, que é uma cidade maravilhosa, que se sentirão felizes”. Pensei que, se tivesse sido o contrário, se Madri tivesse ganhado e o Rio, perdido, a jovem também teria se consolado de alguma forma, dizendo que estava feliz na maravilhosa cidade de Madri.

    Assim são os brasileiros. São mergulhadores no mar da felicidade e, como não escondem isso, acabam contagiando os outros. Sem dúvida esse contágio também teve a ver na hora da votação em Copenhague.

    DeRose Reply:

    Pois é, Bruno. Felicidade: é uma boa razão para sermos felizes!

  16. 16
    romulojusta
    quarta-feira, 14 de outubro de 2009 às 11:57
     

    Livro profundíssimo, de uma erudição estonteante, característica marcante de Eliade.

    Da categoria “escritores não-yôgins”, ele, Tara Michaël e G. Feuerstein, na minha opinião, são os melhores. Trio parada dura :) .

    Erudição é importante para fundamentarmos o que dizemos; uma cultura profunda proporciona argumentos profundos, sobretudo se acompanhada de uma prática diligente.

    Abraços!

    Rômulo Justa
    Método DeRose Dom Luís, Fortaleza – CE

  17. 17
    Andrés Cano
    quarta-feira, 14 de outubro de 2009 às 12:43
    uni-yoga.com.ar
     

    Hola Maestro!

    Muy buen libro! Tengo una versión del mismo en pdf y hace poco conseguí en una libreria de Buenos Aires el libro “Técnicas del Yôga” de Mircea Eliade (tiene varios capítulos en común con el libro “Yôga, Inmortalidad y Libertad”).
    Realmente muy recomendable!

    Saludos!

    Andrés – Buenos Aires

  18. 18
    Zelia Couto e Santos
    quarta-feira, 14 de outubro de 2009 às 18:20
     

    Mestre, há tempos vi um filme muito interessante de uma novela de Mircea Elíade. Chama-se “Youth Without Youth” e é realizado por Francis Ford Coppola (2007).
    É uma história de amor e o personagem principal é um timido professor, que ao ser atingido por um raio (Kundaliní? Pode ser…), se transforma e começa a explorar os mistérios da vida. Eu gostei imenso do filme e recomendo.
    E, por falar em filmes, este mês está a decorrer em Lisboa o Festival do Cinema Francês com filmes premiados em Cannes.
    Amanhã dia 15 e aproveitando para comemorar o Dia do Mestre, vamos com os nossos alunos ao cinema ver “Pour un Instant la Liberté”.
    É às 19h00 no cinema S. Jorge em Lisboa. Quem quiser aparecer, é muito bem vindo.
    Beijinhos doces e um feliz Dia do Mestre para si!

    Zélia – Unidade 5 de Outubro – Lisboa

    DeRose Reply:

    Ah! O cinema S. Jorge… Que saudade! Fui assistir a um filme nesse cinema em 1980.

  19. 19
    Camacho
    quarta-feira, 14 de outubro de 2009 às 18:37
    nossacultura.org
     

    Querido Grande Mestre

    Aproveito o ensejo para deixar um conjunto de notas biográficas sobre Eliade. Não são sistemáticas nem completas. Mas abordam a sua ida à Índia, o seu contacto com o Yôga, a sua passagem por Portugal.

    Eliade era um jovem estudante romeno, mas com grande avidez pelo conhecimento. Passou a estudar, a partir de 1927, em Itália, na cidade de Roma. Aí, na biblioteca do seminário do Professor Tucci, que estava, nessa época na Índia, Eliade descobre uma História da Filosofia Hindu, do grande Dasgupta. Como, ao contrário de muitos leitores, M. Eliade lia os prefácios, pode saber que Dasgupta tinha tido apoio de um mecenas indiano, o Mahárája Manindra Chandra Nandy de Kacimbazar. Dasgupta havia estudado na Universidade de Cambridge, custeado pelo Mahárája. Então Mircea escreve a Dasgupta e a Chandra Nandy. E obtém resposta. O príncipe indiano compromete-se a pagar-lhe cinco anos de estudos na Índia. Parte para a Índia em 20 de Novembro de 1928. E é Dasgupta, expoente intelectual indiano, da geração que começa a pôr em causa o domínio britânico, que orienta Eliade na filosofia hindu. Mas também no estudo do sânscrito. E no estudo do Yôga Sútra de Pátañjali. Teve de aprender a concentrar-se sob a severidade hindu de Dasgupta. Pois este exigia-lhe a leitura dos shástra na língua em que haviam sido escritos – o sânscrito. Nos meses em que permanece em Rishikêsh, sob a orientação de Shivánanda, Elíade dedica-se a uma nova iniciação, agora total, que implica uma entrega vivencial superior a tudo o que até aí havia conhecido. Muito para lá do puro intelecto com que tinha estudado até aí as restantes matérias. Mas foi com a mesma disciplina com que se dedicara á gramática, à hermenêutica, ao sânscrito, à filosofia, que se entregou ao Yôga. Permanece em Rishikêsh até Abril de 1931. É nestes meses, passados sob orientação de Shivánanda que M. Eliade decide qual o tema da sua tese de doutoramento – História Comparada das Técnicas de Yôga. E vem a obter o seu doutoramento, com esta tese, na Universidade de Bucareste, Roménia. De 1933 a 1940 ensina, na Universidade de Bucareste, as cadeiras de História da Filosofia Indiana e História das Religiões. Foi responsável por um curso cujo assunto era O Mal na Filosofia Indiana. Em 1935 é publicada em França, traduzida, a sua tese de doutoramento. De Abril a Setembro de 1940, Eliade, nomeado diplomata, é adido cultural da embaixada da Roménia em Londres. A 10 de Fevereiro de 1941 chega a Portugal, também como diplomata do Estado Romeno, como conselheiro cultural da embaixada romena em Lisboa. Em Lisboa estuda e aprende a língua portuguesa, como o havia feito com o sânscrito. Chegando a estudar Camões. Chega a ensinar na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. A sua passagem por Portugal é assinalada na sua obra de várias formas, incluindo um romance com o título A noite de S. João. Obra publicada em 1955 e com o título, em português de Bosque Proibido. Com a ocupação da Roménia pelo Exército Vermelho, em 1945, Élia passa a ser um exilado para o resto da sua vida. E parte para Paris. Em 1954 e 1962 surgem novas obras sobre Yôga. Em 1964 começa a sua aventura americana, pela Universidade de Chicago. Finalizando, direi que a tese de doutoramento de M. Elíade é a obra que hoje tem o título Yôga. Imortalidade e Liberdade. Eliade também escreveu Técnicas de Yôga e Pátañjali e o Yôga.

    Um grande abraço

    João Camacho

    DeRose Reply:

    Obrigado, Camacho.

  20. 20
    Igor Dias
    quarta-feira, 14 de outubro de 2009 às 23:53
     

    Oi mestre!

    Engraçado, confesso que a primeira vez que tive contato com o Eliade, na faculdade, eu não gostei muito, era uma de suas obras sobre o Mito. Fui ver o filósofo citado novamente em sua obra Mestre, na bibliografia recomendada. Um belo dia vejo o Mestre Carlos com um de seus livros, Patañjali e o Yoga (sic), conversamos um pouco e ele acabou me emprestando. Enfim, tentarei usar o livro em minha monografia como obra principal, aproximando de certos elementos da filosofia kantiana.

    Posso estar enganado, mas na obra Patañjali e o Yoga o autor diz existirem duas realidades: uma profana e uma não profana. A morte da vida profana e a passagem para o modo de ser não profano são expressos por diferentes nomes pelas diferentes escolas indianas. Notemos que ele não analisa o que vem a ser o nirvana ou o samádhi, assim não vi confusão alguma, mas posso estar errado.

    Pena seus livros serem difíceis de achar, quero comprar dois de seus livros e não acho em lugar algum, nem via internet, em lojas no brasil.

    Um grande abraço a todos!

    DeRose Reply:

    Procure na entidade Palas Athena de São Paulo, que foi a editora. Além disso há um site denominado Estante Virtual, que busca livros esgotados entre diversos sebos (alfarrabistas). Faço votos que encontre.

  21. 21
    Rafael Schoenfelder
    quinta-feira, 15 de outubro de 2009 às 1:31
     

    Já adquiri e estou ansioso…

    Gostei muito de “Tantra, culto a feminilidade”
    de Van Lysibeth.

    É realmente uma bela bibliografia discriminada.

    Grande abraço.

    Rafael
    Curitiba Pr

    DeRose Reply:

    Van Lysebeth.

    DeRose Reply:

    De fato, Rafael. Deu trabalho, mas valeu a pena.

  22. 22
    Camacho
    quinta-feira, 15 de outubro de 2009 às 4:24
    nossacultura.org
     

    Querido Grande Mestre

    Apenas um grande abraço, neste Dia do Mestre.

    João Camacho

    DeRose Reply:

    Obrigado, Amigo.

  23. 23
    Caio Melo
    quinta-feira, 15 de outubro de 2009 às 7:35
     

    Esse livro é uma delícia de estudar. Só o li duas vezes até agora, mas me proporcionou incríveis insights. Como o considero bem denso, a cada duas ou três páginas eu parava para deixar as relações brotarem em minha mente.

    Além das obras desenvolvidas pela nossa egrégora, é muito bacana estudar livros como os de Van Lysebeth, Eliade, Antonio Blay etc. Assim como as viagens, eles esgarçam os antolhos! ;)

    Abraços com saudade.

    Caio Melo
    Unidade Kobrasol – Florianópolis – SC

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