quinta-feira, 3 de setembro de 2009 | Autor:

7 comentários

  1. 1
    Gabriel Auricchio
    quinta-feira, 3 de setembro de 2009 às 22:59
    twitter.com/gaauri
     

    Que legal Mestre!
    Estou ansioso para ver…
    Substituirá o Yôga a Sério?
    Um forte abraço e uma ótima noite!

    Gabriel Auricchio – Unidade Alphaville/SP

    DeRose Reply:

    O Yôga a sério tem uma função e o O que é o Método DeRose tem outra. Ambos vão ser utilizados, cada qual no seu momento específico. Boa noite.

  2. 2
    Caio Melo
    sexta-feira, 4 de setembro de 2009 às 10:04
     

    Aguardamos ansiosos o pocket. Certamente será uma excelente ferramenta para que as pessoas no vejam, ouçam e leiam.

    Aproveitando o assunto, aqui na Unidade Kobrasol já estamos gravando a entrevista para distribuir aos alunos, além de deixá-la na TV central da escola.

    Um abração do Caio!

  3. 3
    Rodrigo De Bona
    sexta-feira, 4 de setembro de 2009 às 16:01
    YogaKobrasol.org
     

    Querido Mestre.

    Compartilho esse texto foi uma dica da Instrutora Letícia Casanova, que tem tudo a ver com nossa missão de vida.

    O questionamento de Rubem Alves nos leva a re-pensar sobre a nossa realidade profissional, dando relevo à distinção instrutor x professor x educador, que começa pelo Mestre e vai se desdobrando até aquele Instrutor que acaba de se formar, e talvez ainda não tenha a plena compreensão da grandiosidade do Método que ensina, do gratificante desafio que está por vir, e de que é, de fato, um re-educador, um iluminador da consciência.

    Um beijo grande.
    Rodrigo De Bona

    ——————————
    SOBRE JEQUITIBÁS E EUCALIPTOS
    Rubem Alves

    Que aconteceu aos tropeiros? Meu pai se consolou dizendo que, naquele tempo, tropeiro era dono de empresa de transportes. O fato, entretanto, é que o tropeiro desapareceu ou se meteu para além da correria do mundo civilizado, onde a vida anda ao passo lento e tranqüilizante das batidas quaternárias dos cascos no chão…

    E aí comecei a pensar sobre o destino de outras profissões que foram sumindo devagarinho. Nada parecido com aqueles que morrem de enfarte, assustando todo mundo. Aconteceu com elas o que acontece com aqueles velhinhos de quem a morte se esqueceu; e que vão aparecendo cada vez menos na rua, e vão encolhendo, mirrando, sumindo, lembrados de quando em vez pelos poucos amigos que lhes restam, até que todos morrem e o velhinho fica, esquecido de todos… E quando morre e o enterro passa, cada um olha para o outro e pergunta: “Mas quem era este?”.

    Não foi assim que aconteceu com aqueles médicos de antigamente, sem especialização, que montavam a cavalo, atendiam parto, erisipela, prisão de ventre, pneumonia, se assentavam para o almoço, quando não ficavam para pernoitar, e depois eram padrinhos dos meninos e não tinham vergonha de acompanhar o enterro? Também o boticário, um dos homens mais ilustres e lidos da cidade, presença cívica certa ao lado do prefeito e do padre, pronto a discursar quando o bacharel faltava, tendo sempre uma frase em latim para ser citada na hora certa…

    (…) E me lembro também do destino triste do caixeiro-viajante, cujo progressivo crepúsculo e irremediável solidão foram descritos por Arthur Miller, em A morte do caixeiro-viajante.

    Foi o tema que me deram “a formação do educador”, que me fez passar de tropeiros a caixeiros. Todas, profissões extintas ou em extinção.

    Educadores, onde estarão? Em que covas terão se escondido? Professores, há aos milhares. Mas professor é profissão, não é algo que se define por dentro, por amor: Educador, ao contrário, não é profissão; é vocação. E toda vocação nasce de um grande amor, de uma grande esperança.

    Profissões e vocações são como plantas. Vicejam e florescem em nichos ecológicos, naquele conjunto precário de situações que as tornam possíveis e – quem sabe? – necessárias. Destruído esse habitat, a vida vai se encolhendo, murchando, fica triste, mirra, entra para o fundo da terra, até sumir.

    (…) E o educador? Que terá acontecido com ele? Existirá ainda o nicho ecológico que torna possível a sua existência? Resta-lhe algum espaço? Será que alguém lhe concede a palavra ou lhe dá ouvidos? Merecerá sobreviver? Tem alguma função social ou econômica a desempenhar?

    (…) Pode ser que educadores sejam confuindidos com professores, da mesma forma como se pode dizer: jequitibá e eucalipto, não é tudo árvore, madeira? No final, não dá tudo no mesmo? Não, não dá tudo no mesmo.

    (…) Eu diria que os educadores são como as velhas árvores. Possuem uma face, um nome, uma “estória” a ser contada. Habitam um mundo em que o que vale é a relação que os liga aos alunos, sendo que cada aluno é uma “entidade” sui generis, portador de um nome, também de uma “estória”, sofrendo tristezas e alimentando esperanças. E a educação é algo para acontecer nesse espaço invisível e denso, que se estabelece a dois.

    (…) Mas professores são habitantes de um mundo diferente, onde “educador” pouco importa, pois o qu einteressa é um “crédito” cultural que o aluno adquire numa disciplina identificada por uma sigla, sendo que, para fins institucionais, nenhuma diferença faz aquele que a ministra.

    (…) A questão decisiva não é a compreensão intelectual, mas um ato de amor. (…) A questão não é gerenciar o educador. É necessário acordá-lo. E para acordá-lo, uma experiência de amor é necessária. (…) A paixão é o segredo do sentido da vida.

    (…) Eu me atrevo a dizer que o fantasma que nos assusta e nos causa pesadelos mesmo antes de adormecer, o fantasma que nos faz contar, apressados, os anos que ainda nos faltam para a aposentadoria, é a absoluta falta de amor e paixão, o absoluto enfado das rotinas da vida do professor. E por mais força que façamos, não descobrimos aí uma razão para viver ou morrer. Que amante quereria aposentar o seu corpo depois de 25 anos de experiências de amor? O amor e a paixão não anseiam pela aposentadoria, porque são eternamente jovens.

    (…) E o que é um professor, na ordem das coisas? (…) Talvez um professor seja um funcionário das instituições que gerenciam lagoas ou charcos, especialista em reprodução, peça num aparelho ideológico do Estado. Um educador, ao contrário, é um fundador de mundos, mediador de esperanças, pastor de projetos.

    Não sei como preparar um educador. Talvez isto não seja nem necessário, nem possível… é necessário acordá-lo. E aí aprenderemos que educadores não se extinguiram como tropeiros e caixeiros.

    (Fragmento de texto extraído de: Conversas com quem gosta de ensinar. São Paulo. Cortez, 1981.)

  4. 4
    Anahi Flores
    sexta-feira, 4 de setembro de 2009 às 23:53
    anahiflores.org
     

    Eba, este é o ano dos pockets!!!
    Beijinhos,
    Anahí

  5. 5
    Bruno Vilela
    sábado, 5 de setembro de 2009 às 11:07
     

    Yé que bom, obrigado Mestrão. Vou querer oferecer um desses a cada pessoa que conheço, mande vir um camião cheio para Portugal.

  6. 6
    Maestro Edgardo Caramella
    sábado, 5 de setembro de 2009 às 18:10
    edgardocaramella.com.ar
     

    Que bueno. En cuanto esté terminado lo estaremos traduciendo para el español y realizando una edición en Argentina.
    Ahora, en el Fest-Yôga Buenos Aires 2009 estaremos lanzando Yôga en Serio.
    Abrazos!!!

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