Um trecho do capítulo Curso de leitura, do meu livro Tratado de Yôga:
Há livros que misturam tudo o que é oriental e fazem uma salada de Índia, Tibet, Nepal, Egito, China e Japão, baralhando Hinduísmo, Budismo, Taoísmo, Xintoísmo, Sufismo, Xamanismo, Zen e o que mais o autor tiver lido. É que os ocidentais sucumbem ingenuamente à síndrome da ilusão de perspectiva, segundo a qual “Oriente” é um lugar muito distante, lá onde as paralelas se encontram. Então, julgam que todas as filosofias orientais conduzem ao mesmo lugar. Além disso, o escritor ocidental acha que constitui demonstração de cultura encontrar pontos de convergência entre as múltiplas correntes. Com isso, o leitor adquire um livro de Yôga, porque queria Yôga, e acaba levando para casa uma série de outras coisas que não queria e só servem para encher as páginas que o conhecimento limitado do autor ia deixar em branco, caso se ativesse ao assunto proposto. Há um livro que pretende dissertar sobre mudrás do Hinduísmo e, inadvertidamente, a obra passa a miscelanear mudrás de outros sistemas e países. Tal procedimento induz o estudante ao erro de introduzir mudrás alienígenas numa prática ortodoxa de Yôga, achando que está agindo corretamente. Estou farto de corrigir alunos de Yôga que sentam-se para meditar e põem as mãos em mudrá do Zen! Isso é uma gafe equivalente a executar um katí de Kung-Fu numa aula de Karatê ou sair dançando tango numa aula de ballet clássico. Misturar, além de não ser procedimento sério, pode produzir consequências imprevisíveis.






Parabéns Mestre… Além de ser a obra mais completa de Yôga já publicada em todo o mundo, vale lembrar que o seu livro Tratado de Yôga é o primeiro livro de Yôga impresso em papel reciclado. Exemplo para outros autores e editoras.
Um forte abraço!
Dantas
Pois é, Dan.
E o que poucas pessoas sabem é que, incrivelmente, os livros em papel reciclado são bem mais caros!
Mas ainda assim, o Mestre nunca abriu mão disso.
Não é demais?
Beijos da Fê
Lendo este post me deu ainda mais vontade de adquirir logo o teu livro Zen Noção! Tomará que seja logo lançado!
Beijos
Re
Nossa, Mestre, obrigada pela homenagem! *^-^*
Uma opinião minha sobre a “demonstração de cultura”: para um ocidental, quem se especializa em alguma área geralmente é visto como limitado, bitolado, C.D.F. e outras denominações não muito lisonjeiras.
Sem falar que socialmente, admitir que você não conhece algum tema é suficiente para que te ignorem em uma conversa, ainda que o tema mude.
Por outro lado, mostrar conhecimento e compreensão do tema, até mais do que a pessoa que iniciou a conversa, é certo que haverá pelo menos um para pensar que você é exibido, esnobe, pedante e até mentiroso! O.O
Puxa, rsrs. Eu já estava pensando comigo: “mas quem é Omori-san”? No Google, eu encontrei um Omori-san espadachim, eclético, que combinou diversas modalidades no seu próprio estilo. Coincidência?
Estou louco para ver o Zen Noção também!
Aliás, estou sempre na expectativa por novas obras e relançamentos da Uni-Yôga.
hehehe, Alexandre, na verdade, o sobrenome Omori é bastante comum no Japão, e pode ser que tenha algum espadachim entre eles.^-^
Querido Mestre,
Cada día que pasa lo admiro más, se requiere de muuucchhaaa paciencia y perseverancia para que las personas aprendan que mezclando no llegan a nada y se ve claramente como influye negativamente en el progreso del prácticante.
Gracias por todo lo que nos enseñas!!!
Un fuerte abrazo desde Chile
Gabriel
Gabi! Vale!
Que saudades de vcs.
Vcs vêm no dia 14 de fevereiro? Ia ser ótimo tê-los por aqui.
Beijinhos da Fê
Como é dificil não misturar essas coisas ao lê-las, a diferença da meditação budista e da meditação no Yôga é muito sutil. Que os princípios de atuação da meditação são os mesmo em qualquer ser humano não há dúvida, mas como a técnica é diferente o resultado é diverso. Por isso, a importância de um Mudrá do Yôga na meditação e a não mescla com um budista pois o Mudrá já objetiva o desenvolvimento do Yôga que é diverso do budista. As potencialidades que um Yôgi desenvolve são diferentes das pontencialidades que no Buddhismo se desenvolve. Pelo menos é o que eu ando constatando, talvez por ter vindo de um escola budista acho que consigo ter mais discernimento de ambos. Mas com certeza, tenho plena consciência que estou longe de compreender a totalidade de qualquer um dos dois.
Olá Mestre!
Assisti recentemente um documentário brasileiro chamado Olhar Estrangeiro, acho que é possível encontrá-lo em boas locadoras.
Observando clichês que o cinema utiliza repetidamente para retratar o Brasil desde Carmem Miranda e Zé Carioca, passamos a sentir na pele a força da imagem na construção de estereótipos que ficarão profundamente sedimentados na mente das pessoas.
Um abraço!
Querido Maestro,
Felicitaciones por una mas de sus iniciativas! Su blog esta cada dia mas interesante.
Respecto a las mezclas, justo escribi hoy una pequena reflexion sobre el tema recordando tres axiomas:
1. No crea.
2. Profundice.
3. Lea.
Ahora existe el precepto moderador para cada uno, es muy simple, se llama sentido común…jijiji!
Un gran abrazo!
Vale