Sob o mesmo estímulo exterior, uns endurecem, outros amolecem e outros interferem modificando o próprio meio que proporciona o estímulo. Quem nos conta uma parábola que exemplifica isso é o Edgardo Caramella, de Buenos Aires.
Em três recipientes com água fervendo, coloque uma cenoura no primeiro, um ovo no segundo e chá no terceiro. O estímulo exterior é o mesmo: a água fervendo. No entanto, cada qual reage de forma diferente. A cenoura fica macia, o ovo fica duro e o chá interfere com o próprio estímulo exterior, alterando sua cor e conferindo-lhe sabor.
Os seres humanos são assim. As adversidades fazem com que alguns fiquem rígidos; outros, brandos. Mas os que seguem a nossa filosofia, usam as adversidades para influenciar o próprio meio que as proporcionou: modificam o mundo em que vivemos!




segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009 às 13:53
O Elefante acorrentado…
Você já observou um elefante no circo? Durante o espetáculo, o enorme animal faz demonstrações de força descomunais. Mas, antes de entrar em cena, permanece preso, quieto, contido somente por uma corrente que aprisiona uma de suas patas a uma pequena estaca cravada no solo.
A estaca é só um pequeno pedaço de madeira. E, ainda que a corrente fosse grossa, parece óbvio que ele, capaz de derrubar uma árvore com sua própria força, poderia, com facilidade, arrancá-la do solo e fugir.
Que mistério! Por que o elefante não foge?
Há alguns anos descobri que, por sorte minha, alguém havia sido bastante sábio para encontrar a resposta: o elefante do circo não escapa porque foi preso à estaca ainda muito pequeno. Fechei os olhos e imaginei o pequeno recém-nascido preso: naquele momento, o elefantinho puxou, forçou, tentando se soltar. E, apesar de todo o esforço, não pôde sair. A estaca era muito pesada para ele. E o elefantinho tentava, tentava e nada. Até que um dia, cansado, aceitou o seu destino: ficar amarrado na estaca, balançando o corpo de lá para cá, eternamente, esperando a hora de entrar no espetáculo.
Então, aquele elefante enorme não se solta porque acredita que não pode. Para que ele consiga quebrar os grilhões e se ver livre é necessário que ocorra algo fora do comum, como um incêndio por exemplo. O medo do fogo faria com que o elefante em desespero quebrasse a corrente e fugisse.
(Autor desconhecido)
Beijinhos
Lila
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009 às 15:56
yogabatel.blogspot.com
Muito bons os dois exemplos. No caso do segundo exemplo, podemos comparar aos milhares de seres humanos que são presos ao medo, presos a ignorância e se estagnam no comodismo e se conformam com a infelicidade.
Beijos
Rê
Lerivan Ribeiro Reply:
fevereiro 26th, 2009 at 14:01
Vamos lembrar que temos controle sobre dois terços sobre o nosso karma e que muitas vezes não mudamos pelo simples medo de mudar.
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009 às 15:57
Si Mestre, lo mejor de todo es que uno tiene la capacidad de ser conciente de las diferentes formas que puede reaccionar y actuar segun lo que desea, no?
Muchas gracias!
Un abrazo desde la sede Callao en BA
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009 às 16:54
palavrejar.blogspot.com
Que bela parábola e como tão bem caracteriza o nosso público.
Obrigado pela partilha.
Forte abraço.
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009 às 16:54
mkss-mkss.blogspot.com
¡Maestro! tarde pero seguro ¡FELIZ CUMPLE Y FELIZ DÍA DEL YÔGA! muchas gracias por su trabajo, me gustó mucho el texto del Edgardo. ¡Un abrazo grande!
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009 às 17:30
“Há pessoas que fazem as coisas acontecerem; há pessoas que observam as coisas acontecerem e pessoas que comentam as coisas que acontecem.”
(Autor desconhecido)
Um grande abraço
Dani
DeRose Reply:
fevereiro 23rd, 2009 at 17:43
Eu conheço assim, Danilo, o pensamento de Jackson Brown: As pessoas podem ser divididas em três grupos: as que fazem as coisas acontecerem; as que olham as coisas acontecerem; e as que ficam se perguntando o que foi que aconteceu. Abraços.
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009 às 17:48
leticiaziebell.blogspot.com
Mestre,
Sábado fomos à Faro para a Clean Party, voltamos ontem e hoje teremos festa de carnaval no Campo Alegre!
Acha que corremos o risco de uma “intoxicação gregária”? Espero que não, pois é cada vez melhor “estar connosco”!
Um super beijo, feliz da vida!
DeRose Reply:
fevereiro 23rd, 2009 at 19:36
Se for uma intoxicação gregária, no sentido de ficar inebriada pela egrégora, tudo bem, vá em frente! Beijinhos.
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009 às 18:08
yogaportoalegre.com
Fantástica a parábola.
Particularmente, tenho grande atração por histórias de vida que demonstram essa verdade. A sua, Mestre DeRose, é uma delas.
Grato pela inspiração
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009 às 20:24
Oi Mestrão, olá queridos praticantes e leitores deste blog.
Adoro essa percepção, porque acho que define a visão de vida da nossa cultura de transformações dinâmicas e constantes da realidade para melhor. Nossa filosofia permite a arte de observar causa-efeito e transformar os obstáculos em oportunidades.
Beijos carinhosos de Brasília.
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009 às 20:59
edgardocaramella.com.ar
Ehhh, querido Mestre.
Gracias por compartir esa historia con los demás compañeros del blog.
Un abrazo fraterno
Edgardo
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009 às 21:50
“enquanto uns choram
outros vendem lenços.”
Lerivan Ribeiro Reply:
fevereiro 26th, 2009 at 14:04
Muito boa…(rs)
cissa vidal Reply:
fevereiro 26th, 2009 at 14:55
é uma visão de como as pessoas encaram os problemas como oportunidades, ao invés de reclamarem ou ficarem sem ação.
Tem também a história do sapo, se vc colocar numa panela de água fervendo ele sai pulando desesperado, mas se vc colocar numa panela de água fria e ir aquecendo aos poucos, ele morre cozido e nem percebe.
Por isso, sempre atento! Se o caminho está MUITO fácil, vc provavelmente está descendo.
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009 às 22:51
Como o Mallet e os demais amigos-comentadores, sinto-me atraído e comovido com estas parábolas, de mensagens tão simples e poderosas, mas que, não obstante, precisam ser incessantemente recontadas, por gerações e gerações…
E o motivo é simples, já o disse Rousseau: “o homem nasce livre e em toda parte encontra-se a ferros”… E uma civilização passa à seguinte uma herança de medos, preconceitos, conformismos e afins… incessantemente
Então deixemos o silêncio aos conformistas, recontemos as mesmas histórias, só que dessa vez usando-nos de exemplos vivos, é um argumento infalível!
Abraços Mestrão,
Rômulo
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009 às 22:53
yogarivegauche.fr
Bonsoir mon cher De Rose,
Je me trouve à 01h45 du matin, accroché à l’ordinateur dans la caverne en train d’écrire ma monographie, quand soudant j’ai eu envie de venir t’entendre un peut.
Et voilá que tu parles de la manière comme nous réagissons aux obstacles et transformons le monde. Cest tout ce que j’avais envie d’entendre.
Merci encore une fois pour ce petit moment qui vaut tant.
Un gros bisous de Paris maintenant silencieuse
Sonia
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009 às 23:11
Querido Mestre, aproveitando o ensejo trago aqui uma estória que sempre achei bem interessante. É uma estória ídiche, portanto perdoe-me se eu estiver sendo incoerente com a Nossa Cultura! Essa estória aborda a questão da recontextualização diante das adversidades, mostrando-nos que a impossibilidade é uma condição momentânea, e que ao enfrentarmos as adversidades estaremos abrindo um “leque” de criatividade e opções. Desejo sinceramente que esta estória influencie positivamente todos que a lerem! Beijos e abraços com carinho, Jacques.
“Conta-se de um incidente durante a Idade Média em que uma criança de um lugarejo foi encontrada morta. Imediatamente acusaram um judeu de ter sido o assassino, e alegou-se que a vítima fora usada para a realização de rituais macabros. O homem foi preso e ficou desesperado. Sabia que era um bode expiatório e que não teria a menor chance em seu julgamento. Pediu então que trouxessem um rabino com quem pudesse conversar. E assim foi feito.
Ao rabino lamuriou-se, inconsolável pela pena de morte que o aguardava; tinha certeza que fariam tudo para executá-lo. O rabino o acalmou e disse: “Em nenhum momento acredite que não há solução. Quem tentará você a agir assim é o próprio Adversário, que quer que você se entregue à idéia de que não há saída”. “Mas o que fazer?”, perguntou o homem angustiado. “Não desista, e lhe será mostrado um caminho inimaginável.”
Chegando o dia do julgamento, o juiz, mancomunado com a conspiração para condenar o pobre homem, quis ainda assim fingir que lhe permitiria um julgamento justo e uma oportunidade para que demontrasse sua inocência. Chamou-o e disse: “Já que vocês são pessoas de fé, vou deixar que o Senhor cuide desta questão: vou escrever num pedaço de papel a palavra “inocente” e em outro “culpado”. Você escolherá um dos dois e o Senhor decidirá seu destino.
O acusado começou a suar frio, sabendo que aquilo não passava de uma encenação e que iriam condená-lo de qualquer maneira. E tal qual previra, o juiz preparou dois pedaços de papel que continham ambos a inscrição “culpado”. Normalmente se diria que as chances de nosso acusado acabavam de cair de 50% para rigorosamente 0%. Não havia nenhuma chance estatística de que ele viesse a retirar o papel contendo a inscrição “inocente”, pois o mesmo não existia.
Lembrando-se das palavras do rabino, o acusado “meditou” por alguns instantes e, com brilho nos olhos, avançou por sobre os papéis, escolheu um deles e imediatamente o engoliu. Todos os presentes protestaram: “O que você fez? Como vamos saber agora qual o destino que lhe cabia?” Mais que prontamente, respondeu: “É simples. Basta olhar o que diz o outro papel, e saberemos que escolhi seu contrário”.
Jacques Kopersztych Reply:
fevereiro 23rd, 2009 at 23:31
Mestre, se eu tiver sido abusado ou incoerente, fique a vontade para apagar meu comentário(estória) acima.
Abração.
DeRose Reply:
fevereiro 24th, 2009 at 3:31
Não há nenhuma incompatibilidade entre a Tradição Ídiche e a Nossa Cultura, Jacques. Eu mesmo postei uma história muito boa do livro Jewish Parable, de Salomon Schimmel. Laila tov. Abraços do DeRose.
Jacques Kopersztych Reply:
fevereiro 24th, 2009 at 11:50
Oi, Mestre. Que bom saber! Foi apenas uma dúvida passageira minha então… Sim, eu li a parábola do Salomon, e, em verdade, desde aquele dia tive a idéia de postar essa história(agora, na lingua portuguesa, não é mais estória! hehehe ainda estou sendo influenciado pelo ano que passei no Canadá -”story”). Obrigado pela colaboração, és sempre muito generoso e amável! Iom tov.
גדול לנשק שלך מתוק ו נדיב לב
Abraços de um ser que te respeita muito,
Jacques.
DeRose Reply:
fevereiro 24th, 2009 at 13:04
Acho que consegui identificar algumas letras, como ghimel, daleth, mas não cheguei a entender nada! Fiquei curioso. Posso estar errado, mas pela minha observação leiga é uma das poucas frases em que o aleph não aparece. No entanto, o shin marcou presença. Para nós essa letra corresponde ao trishúla de Shiva. Iom tov.
DeRose Reply:
fevereiro 24th, 2009 at 13:14
Eu gosto de usar a palavra estória em contraposição com história. No Quando é Preciso Ser Forte, com a minha paixão por etimologia, proponho que history seja a contração de his+story, ou seja, a sua estória, a sua versão dos fatos.
Jacques Kopersztych Reply:
fevereiro 26th, 2009 at 10:45
Uau!!! Adorei essa proposta para o his+story! Perfeito! Com sua permissão, vou adotá-la. hehehe Realmente, a história é uma versão dos fatos, onde os versos multiplicam-se ad infinitum. Umas mais fortes, outras mais fracas, e outras profundamente transformadoras. Eu tenho um gosto especial por essa última. Por isso estou aqui. Obrigado!
Abração forte.
Jacques Kopersztych Reply:
fevereiro 26th, 2009 at 10:34
Olá, querido Mestre! Eu também sou quase um leigo em hebraico. Deixei o colégio judaico ao completar a 5 série do ginásio, e, progressivamente me distanciei da cultura judaica, apesar de achar linda e complexamente interessante a cultura dos hebreus! Fiz o Bar-Mitzvah aos 14(atrasadinho…) e, de lá pra cá, apenas tive incursões breves naquela cultura. Não obstante, adoro os caracteres hebreus, são de uma beleza e harmonia sem palavras! hehehe Também, pelo quase-nada que contemplei, acho bela a árvore da vida e profundas suas raízes.
O que eu escrevi: “Um beijo grande em seu coração amoroso e generoso”
Bem, espero que esteja certo a transliteração para o hebraico, pois fiz isso no google translate. Fiquei aqui a pesquisar sobre a frase, sobre cada palavra, oque me levou a pesquisar um pouco a escrita hebraica e depois de umas 2 horas eu pude constatar o quanto essa escrita já sofreu interferências ao longo dos últimos 3.500 anos…
Interessante sua observação da ausência do aleph, eu mesmo não tinha percebido. Na verdade, pelo que sei, o aleph substitui(chama-se consoante de apoio), no hebraico moderno(quadrático), alguns “lugares” aonde entrariam vogais. Talvez não seja o caso da frase escrita no comentário acima. Achei muito interessante saber que o shin tem essa correspondência com o trishúla de Shiva! Realmente, o shin tem o formato do que podemos chamar de tridente, aliás, o shin é uma letra muito importante, pelo que sei, para os hebreus(inclusive é a letra que consta na mezuzah), assim como o aleph que citastes. Mas, ainda na frase, temos o lamed, o vav, o kof, beit, o nun, o kaf, o mem, o tav e o iud. É uma frase bem servida! hehehe Brincadeiras à parte, Mestre, aqui vai mais uma legal que fiz:
שבעה
Shiva
דה רוז
De Rose (*teve que ser separado para ter transliteração)
תואר שני
Mestres
יוגה
Yôga (*interessante observar que na maioria da línguas Yôga sai como Yoga ou Joga, mas no hebraico tem transliteração)
रवि गुलाब से दिल से चूमो
DeRose Reply:
fevereiro 26th, 2009 at 15:59
Cool, Jacques!
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009 às 23:40
Amei a parábola Mestre! Muito obrigada por compartilhar conosco!
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009 às 23:41
Me encantó!!!!!!
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009 às 23:50
yogajardimanaliafranco.com.br
Pensei nessa frase hoje à tarde… e qual não foi minha surpresa ao lê-la no blog agora à noitinha!
Um beijo Mestre, por estar sempre conectado a cada um de nós
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009 às 10:28
yogapress.net
Bom dia Mestre,
Muito bom acordar e entrar em seu blog, sempre com textos interessantíssimos que nos remete a saborosas reflexões.
Beijos
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009 às 19:30
yogaportoalegre.com
Oi Mestre.
É sempre difícil agradecer sua dedicação em compartilhar conosco tantos ensinamentos. Mesmo assim, deixo aqui a minha gratidão por tudo que aprendo contigo.
Adorei a parábola. Beijos, com carinho.
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009 às 19:38
anahiflores.org
Muito boa a historinha do Edgard!
Beijinhos,
Anahí
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009 às 20:18
Achei muito ilustrativa a parábola contada pelo Edgardo.
Mestre é Mestre…
Sempre que puder usarei este exemplo.
Abraços
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009 às 16:33
Mestre DeRose:
Sabré renunciar
a la pretención de querer ser el mejor,
a la fantasía que me sugiere que haré la diferencia,
a la pasión por un causa perdida,
a creer en la inocencia de la gente
y al instinto acostumbrado a mi buena suerte.
Renuncio para no ensuciar el buen nombre del yôga.
Pero pincipalmente renuncio,
para no dejar de creer en el amor.
Abrazo,
F.
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009 às 18:21
consuelochear.com
Mestre querido… Muito boa a parábola! São esses exemplos que nos inspiram cada vez mais. Quero aproveitar a oportunidade para parabenizar a instrutora Natália Andrade que começou a trabalhar conosco no Alto da Lapa. Ela é uma pessoa que levanta e faz! Bjs com carinho ♥
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009 às 19:35
edgardocaramella.com.ar
Al ver la importancia de las parábolas e historias, quiero compartir una que resalta el sentimiento gregario:
Había una vez un Maestro que enseñaba y estimulaba siempre a sus discípulos para que estuvieran juntos, transmitiéndoles la importancia de entender que el grupo poseía una fuerza que catapultaba al crecimiento individual y colectivo.
Un día, uno de los discípulos dejó de participar.Los demás, entristecidos por el alejamiento hablaron con el Maestro para ver si se podía hacer algo.
El Maestro esperó un par de días y fue hasta su casa. Lo encontró sentado, en silencio, frente a un fuego.
El discípulo, al verlo entrar pensó que seguramente llevaría una reprimenda. En cambio, el Maestro se sentó a su lado y permaneció observando el fuego, sin pronunciar palabra alguna.
Transcurridos unos minutos, tomó una brasa, la retiró del fuego y la colocó al lado de los pies del discípulo.
Rápidamente la brasa comenzó a apagarse hasta transformarse en un trozo de leño oscuro y grisáceo.
A los pocos minutos, el Maestro tomó el trozo de leño y lo colocó nuevamente en el fuego. En instantes la brasa volvió a encenderse, adquiriendo un rojo intenso y transmitiendo luz y calor.
El Maestro, en silencio se levantó y comenzó a caminar hacia la puerta de salida.
El discípulo corrió detrás de él y colocando una mano en su hombro le dijo: gracias Maestro por su enseñanza, mañana estaré nuevamente con el grupo.
Abrazos
Edgardo
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009 às 13:10
Metáfora do Golfinho, da carpa e do tubarão
Uma brilhante metáfora criada por Dudley Lynch e Paul Kordis do Brain Technologies Institute – do tubarão, da carpa e do golfinho.
Existem três tipos de animais: as carpas, os tubarões e os golfinhos. A carpa é dócil, passiva e que quando agredida não se afasta nem revida. Ela não luta mesmo quando provocada. Se considera uma vítima, conformada com seu destino.
Alguém tem que se sacrificar, a carpa se sacrifica. Ela se sacrifica porque acredita que há escassez. Nesse caso, para parar de sofrer ela se sacrifica. Carpas são aquelas pessoas que numa negociação sempre cedem, sempre são os que recuam; em crises, se sacrificam por não poderem ver outros se sacrificarem. Jogam o perde-ganha, perdem para que o outro possa ganhar.
Declaração que a carpa faz para si mesmo:
“Sou uma carpa e acredito na escassez. Em virtude dessa crença, não espero jamais fazer ou ter o suficiente. Assim, se não posso escapar do aprendizado e da responsabilidade permanecendo longe deles, eu geralmente me sacrifico.”
Nesse mar existe outro tipo de animal: o tubarão. O tubarão é agressivo por natureza, agride mesmo quando não provocado. Ele também crê que vai faltar. Tem mais, ele acredita que, já que vai faltar, que falte para outro, não para ele!
“Eu vou tomar de alguém!” O tubarão passa o tempo todo buscando vítimas para devorar porque ele acredita que podem faltar vítimas. Que vítimas são as preferidas dos tubarões? Acertou, as carpas. Tanto o tubarão como a carpa acabam viciados nos seus sistemas. Costumam agir de forma automática e irresistível. Os tubarões jogam o ganha-perde, eles tem que ganhar sempre, não se importando que o outro perca.
Declaração que o tubarão faz para si mesmo:
“Sou um tubarão e acredito na escassez. Em razão dessa crença, procuro obter o máximo que posso, sem nenhuma consideração pelos outros.
Primeiro, tento vencê-los; se não consigo, procuro juntar-me a eles.”
O terceiro tipo de animal: o golfinho. Os golfinhos são dóceis por natureza. Agora, quando atacados revidam e se um grupo de golfinhos encontra uma carpa sendo atacada eles defendem a carpa e atacam os seus agressores.
Os “Verdadeiros” golfinhos são algumas das criaturas mais apreciadas das profundezas. Podemos suspeitar que eles sejam muito inteligentes – talvez, à sua própria maneira, mais inteligentes do que o Homo Sapiens. Seus cérebros, com certeza, são suficientemente grandes – cerca de 1,5 quilograma, um pouco maiores do que o cérebro humano médio – e o córtex associativo do golfinho, a parte do cérebro especializada no pensamento abstrato e conceitual, é maior do que o nosso. E é um cérebro, como rapidamente irão observar aqueles fervorosos entusiastas dedicados a fortalecer os vínculos entre a nossa espécie e a deles, que tem sido tão grande quanto o nosso, ou maior do que o nosso, durante pelo menos 30 milhões de anos.
O comportamento dos golfinhos em volta dos tubarões é legendário e, provavelmente, eles fizeram por merecer essa fama. Usando sua inteligência e sua astúcia, eles podem ser mortais para os tubarões. Matá-los a mordidas? Oh, não! Os golfinhos nadam em torno e martelam, nadam e martelam. Usando seus focinhos bulbosos como clavas, eles esmagam metodicamente a “caixa torácica” do tubarão até que a mortal criatura deslize impotente para o fundo.
Todavia, mais do que por sua perícia no combate ao tubarão, escolhemos o golfinho para simbolizar as nossas idéias sobre como tomar decisões e como lidar com épocas de rápidas mudanças devido às habilidades naturais desse mamífero para pensar construtiva e criativamente. Os golfinhos pensam? Sem dúvida. Quando não conseguem o que querem, eles alteram os seus comportamentos com precisão e rapidez, algumas vezes de forma engenhosa, para buscar aquilo que desejam. Golfinhos procuram sempre o equilíbrio, jogam o ganha-ganha, procuram sempre encontrar soluções que atendam as necessidades de todos.
Declaração que o golfinho faz para si mesmo:
“Sou um golfinho e acredito na escassez e na abundância potenciais. Assim como acredito que posso ter qualquer uma dessas duas coisas – é esta a nossa escolha – e que podemos aprender a tirar o melhor proveito de nossa força e utilizar nossos recursos de um modo elegante, os elementos fundamentais do modo como crio o meu mundo são a flexibilidade e a capacidade de fazer mais com menos recursos.”
Se os golfinhos podem fazer isso, por que não nós?
Achamos que podemos.
Adaptado de: “A Estratégia do Golfinho”
Dudley Lynch e Paul L. Kordis – Ed. Cultrix.
Beijinhos
Lila:)
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009 às 14:32
YogaKobrasol.com.br
Aprecio as parábolas. Elas facilitam muito o entendimento.
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009 às 3:51
vivianesantos.wordpress.com
Olá Mestre. Gostei bastante da parábola do Edgardo
E adoro sua frase. Sempre que me vejo sentando para chorar, me lembro de sua frase e levanto para trabalhar! rsrs
Gostaria de te contar sobre um projeto do senador Expedito Júnior que sugere uma emenda, numa lei já existente, que obrigará as empresas a indicarem em seus rótulos e etiquetas se ali há produtos de origem animal(mais ou menos como hoje se encontra nas embalagens que informam se o produto contém ou não glúten).
Apesar de ter um direcionamento maior ao público vegan, eu acredito que esse projeto beneficie todas as linhas de vegetarianismo, pois existem produtos que consumimos sem saber que há qulaquer coisa de gordura animal, por exemplo. Já li rótulos com a seguinte informação: “ingredientes: batata e gordura”. Como eu vou saber se é animal ou não? Só ligando para o sac da empresa! Muito trabalhoso…
Para apoiar o projeto basta colocar alguns dados pessoais no site:
http://www.vista-se.com.br/expedito
O que você acha?
Um forte abraço
Vivi
DeRose Reply:
fevereiro 27th, 2009 at 12:22
Acho ótimo, Viviane. Mas quando tentei entrar nesse site, ele não foi encontrado. Será que falta alguma letra?
Vivi Reply:
fevereiro 28th, 2009 at 22:15
Mestre, me desculpe a demora para respondê-lo. Eu consigo entrar normalmente ao clicar no link que deixei e me parece que está correto, já que há um comentário da Regina Wiese dizendo que entrou no site e já preencheu o formulário. Tente mais uma vez:
http://www.vista-se.com.br/expedito
Este é o link para mais informações sobre o projeto de lei:
http://vista-se.com.br/site/primeiro-projeto-de-2009-amplia-direitos-do-consumidor
Se não conseguir, me avise novamente.
Beijos
Vivi
DeRose Reply:
fevereiro 28th, 2009 at 22:51
OK, Vivi. Agora consegui. Beijos do DeRose.
Regina Wiese Zarling Reply:
fevereiro 27th, 2009 at 23:42
Oi Viviane, valeu pela dica. Entrei no site indicado, preenchi o formulário e já o enviei.
Beijos
Regina
Vivi Reply:
fevereiro 28th, 2009 at 22:17
Que legal Regina! Divulgue para a galera também…
Beijos
Lerivan Ribeiro Reply:
março 2nd, 2009 at 14:45
Muito legal, também já enviei. beijos.