quinta-feira, 6 de agosto de 2009 | Autor: DeRose
Categoria: Cultura geral, Filosofia, TV e vídeos
3 comentários
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quinta-feira, 6 de agosto de 2009 às 22:04
anahiflores.org
Amei!
obrigada por compartilhar-la
A.
BsAs
sexta-feira, 19 de março de 2010 às 10:23
nossacultura.org
Querido Shrí DeRose,
Extraordinário esse vídeo.
A necessidade de nos tranformarmos, transmutarmos, e assim conseguirmos sair da “caixa”.
A este respeito tomo mais uma liberdade de partilhar um texto do meu querido João Camacho:
”
Uma caixa é um símbolo feminino, tido, de modo geral, como frágil. Porém, pode conter o que é temível, tenebroso.
A caixa protege. Mas pode sufocar. Há sempre a tentação de abrir uma caixa. Mas, esta deverá ser aberta?
É sobre esta questão que o mito do vaso, ou da caixa de Pandora nos alerta. Este mito é um aviso de que, às vezes, é preferível não abrir uma caixa. A caixa de Pandora continha, guardava, sufocava, protegia, fechava, doenças, males e maldições dolorosas que trazem a dor, a doença e a morte aos seres humanos. Mas a mulher, Pandora, quis conhecer aquele poder profundo e oculto, pois não é ela, a mulher, por excelência, profundidade e ocultação? Não resistindo, Pandora levantou a tampa da caixa, libertando no mundo, de acordo com o mito, os males, as pestilências, as maldições, as doenças, de que ainda hoje padecemos. Pandora, aterrorizada, incapaz de pensar claramente, com medo do que tinha libertado no mundo, fechou rapidamente a tampa, não percebendo que, dentro da caixa indestrutível, havia deixado a única possibilidade de salvação do ser humano – a Esperança. E ainda hoje lá está.
Neste mito, emocionante, a esperança, catapulta-nos para o conhecimento, para a evolução pessoal, para a ascese. Pois a Esperança, encerrada dentro da caixa de Pandora, é o inconsciente. E só os que aprofundam na busca interna conseguem trazê-la à luz do dia. Mas é necessária a disciplina sistemática a nossa tradição ancestral nos proporciona. Pois as forças inconscientes são, por natureza, imprevisíveis, excessivas, irracionais, e podem ser construtivas ou destrutivas.
Este mito, resultante do símbolo da caixa, pretende alertar-nos para o facto de as caixas, ricamente ornamentadas, ou simples e singelas, terem um valor simbólico pelo seu conteúdo. De tal modo que, abrir uma caixa, implica, sempre, correr um risco. Temam as caixas e decidam sempre se querem correr o risco de as abrir. Nunca se sabe o que lá vamos encontrar. E não é assim, também, quando nos procuramos?
O Atharva-Vêdá, assim como alguns Upanishad, referem a caixa de ouro, como símbolo do misterioso vazio interior que encerra e protege um tesouro de valor incalculável: o Sí mesmo. Esta caixa de ouro contém três cavidades, destinadas ao inconsciente, consciente e supraconsciente.
Ainda acerca das misérias que a caixa pode encerrar, não resta ao homem se não viver, agora, o presente, com aquilo que de melhor lhe for possível. É o que Homero ensina: ao homem resta viver totalmente, mas com nobreza, no presente. E essa é a sabedoria humana, a Esperança, encerrada na caixa. É a sabedoria que advém da consciência da finitude e precariedade da vida humana. Pelo que se deve aproveitar o que nos seja oferecido pelo presente; a juventude, a saúde, a alegria, ou a oportunidade de exercer virtudes. Mas devemos fazê-lo a cada momento.
É da consciência dessa finitude da vida humana que nascem as técnicas do Yôga e da necessidade de, no tempo de uma vida, realizar a perfeição, alcançar o estado de jiva mukta. Dessa consciência de finitude, nasce a necessidade de transcender a condição humana, a alegria de viver (e aqui entenda-se como a satisfação pelo existir, pelo participar na majestade da vida e do mundo), mas também, como na tradição Shakta se entende, o valor sagrado da sexualidade, da experiência erótica – intensa acima de quase todas as outras, da beleza do corpo humano e da sua nudez, mas também o júbilo da função religiosa colectiva – das danças, das rodas, dos cortejos, dos jogos, das refeições comunitárias, etc…
É da consciência dessa finitude que também nasce o sentido transcendente da percepção da perfeição do corpo humano – a beleza física, a harmonia dos movimentos de corpo, a serenidade, a sensualidade, que este pode transmitir, que inspirou sempre os artistas. E não deveríamos praticar Yôga nus? E não deveríamos cultivamos uma estética própria da Nossa Cultura?
SwáSthya
João Camacho, Yôgachárya
Discípulo de Shrí DeRose
Sou irmão de dragões e companheiro de corujas.
”
http://www.nossacultura.org/blog-adyashtanga/swasthya-yoga/371242941
Abraços e Carinhos.
SwáSthya!,
Júlio Silva
Discípulo de João Camacho, Yôgachárya
Espaço Cultural Môksha
http://www.nossacultura.org/