quinta-feira, 22 de Março de 2012 | Autor:


Distintivo do yôgin

 

Um dia sonhei com meu Mestre ofertando-me um objeto carregado de força ancestral, algo que se materializara em meio a um torvelinho de luz dourada na palma da mão dele, bem diante dos meus olhos. Quando a névoa de luz se dissipou e pude ver melhor, era uma medalha muito bonita, com aparência bem antiga e gasta pelo tempo, detentora de uma magnificência e dignidade tão evidentes que saltavam aos olhos. No centro, pude reconhecer o ÔM, símbolo universal do Yôga, em sânscrito, escrito em alfabeto dêvanágarí.

Foi apenas um sonho, sem nenhuma pretensão a precognição. Mas um sonho nítido e forte, cuja lembrança permaneceu clara em minha memória por muito tempo.

Passaram-se os anos. Fui inúmeras vezes à Índia, por mais de vinte anos. Nos Himálayas, frequentei o Sivananda Ashram, onde tive aulas de diversas modalidades de Yôga. Lá havia uma biblioteca com obras raras e preciosas, algumas bem antigas. Foi remexendo num desses livros, de autoria do próprio Sivananda, que encontrei o ÔM com um traçado que me fascinou. Era esteticamente superior aos que habitualmente aparecem na maior parte dos livros de Yôga. Havia uma harmonia e um equilíbrio impressionantes. Deixei-me viajar por dentro de suas linhas de força e entrei em meditação profunda enquanto o contemplava.

Terminada a experiência, eu estava arrebatado por esse símbolo incrivelmente forte. Não resisti e fotografei-o. Décadas após, descobri que muitos anos antes de ir à Índia eu já havia encontrado um ÔM praticamente idêntico e que me fascinara igualmente, num livro do próprio Sivananda, em edição mais recente. Depois, esqueci-me dele e fui reencontrá-lo no Mosteiro dos Himálayas. Certamente, por estar sozinho naquele ambiente meio mágico, isso terá produzido um efeito emocional diferente ao reencontrar o traçado do ÔM com o qual eu já naturalmente percebera tanta sintonia.

Chegando ao Brasil, mandei fotolitar e ampliar o ÔM. O resultado foi surpreendente. As pequenas irregularidades da impressão antiga sobre o papel rústico ficaram bem pronunciadas. O contorno do Ômkára adquiriu uma aparência ainda mais ancestral e desgastada pelo tempo. Nenhum desenhista ocidental ou moderno tocou nesse símbolo.

Ficou tão bonito que os meus alunos e demais instrutores, todos, queriam uma cópia. Começaram a surgir medalhas de ouro, mandadas fazer pelos alunos, tentando imitar esse nobilíssimo ÔM, mas, evidentemente, os ourives não conseguiam e, com frequência, ocorriam erros graves no traçado ou nas proporções. Tais incorreções eram imperceptíveis aos leigos, não obstante, capazes de alterar suas características. Quando os não-iniciados mandam executar uma medalha com o ÔM normalmente incorrem em alguns erros. Para evitá-los, atente ao seguinte:

a) Habitualmente os profissionais de ourivesaria que executam o ÔM não entendem nada do símbolo que estão tentando reproduzir e terminam por cometer erros grosseiros, muitas vezes fazendo desenhos de mau-gosto e que perdem a característica original, anulando seus efeitos positivos.

b) Fora isso, pelo fato de o ouro ser metal caro, faziam-no recortado por medida de economia. Ora, era comum que a medalha virasse, ficando com a imagem invertida, oferecendo à percepção visual do observador uma antítese do yantra ÔM! Como o poder dos símbolos traduz-se pela leitura inconsciente dos arquétipos codificados em setores obscuros da mente humana, essa inversão gerava o oposto do que os portadores daquelas medalhas esperavam. Não sei se por coincidência, mas a maioria das pessoas que utilizavam esse ÔM que virava e ficava invertido, terminavam por dar sinais de falta de sintonia.

c) O ÔM não deve ser recortado ou vazado, pois se for feito assim, ficará virado com frequência, apresentando o ÔM invertido, isto é, representando sua antítese em termos de simbolismo, consequentemente, com efeitos opostos;

Por essas razões achei mais prudente assumir a responsabilidade de mandar cunhar as medalhas, com o ÔM forte que tinha trazido dos Himálayas, obedecendo ao design da medalha com a qual havia sonhado anos antes e com a mesma liga de metal que costuma ser utilizada no artesanato indiano, o brass (liga de cobre e zinco). Assim, mandei cunhar uma medalha[2] em forma antiga, tendo de um lado o ÔM circundado por outras inscrições sânscritas e do outro lado o ashtánga yantra, símbolo do SwáSthya Yôga.



[2] Em respeito ao leitor e para preservar nossa boa imagem, sentimo-nos na obrigação de informar que pessoas desatentas estão comercializando, sem a nossa autorização, cópias piratas desta medalha, algumas com péssimo acabamento e com erros nas inscrições sânscritas. Informamos que a Medalha com o ÔM está registrada no INPI como propriedade industrial e na Biblioteca Nacional como propriedade intelectual. Se alguma empresa desejar autorização para reproduzi-la deverá entrar em contato conosco pelo telefone (11) 3081-9821, celular (11) 9976-0516 e-mail: presidente@metododerose.org.

Não somos donos do ÔM. Ninguém o é. Somos proprietários, isto sim, do desenho que foi registrado, assim como do design da medalha.

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