<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Blog do DeRose &#187; Cursos</title>
	<atom:link href="http://www.metododerose.org/blogdoderose/cursos/feed/?r=blogdoderose%2Fcursos%2Ffeed%2F" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.metododerose.org/blogdoderose</link>
	<description>Canal de comunicação do escritor brasileiro DeRose, sistematizador do Método DeRose. Mais mais de 25 livros escritos e um milhão de livros vendidos. Este blog aborda temas diversos como comportamento, etiqueta, alimentação, cultura geral, entre outros.</description>
	<lastBuildDate>Tue, 22 May 2012 07:24:50 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.3.2</generator>
		<item>
		<title>Kundaliní (kundalini) &#8211; capítulo do meu livro Tratado de Yôga</title>
		<link>http://www.metododerose.org/blogdoderose/cursos/kundalini-kundalini-capitulo-do-meu-livro-tratado-de-yoga/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=kundalini-kundalini-capitulo-do-meu-livro-tratado-de-yoga</link>
		<comments>http://www.metododerose.org/blogdoderose/cursos/kundalini-kundalini-capitulo-do-meu-livro-tratado-de-yoga/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 02 Apr 2012 07:22:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>DeRose</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Cursos]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Índia]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[uni-yoga.org]]></category>
		<category><![CDATA[arquétipo]]></category>
		<category><![CDATA[ásana]]></category>
		<category><![CDATA[atitude]]></category>
		<category><![CDATA[autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[carnes]]></category>
		<category><![CDATA[chai]]></category>
		<category><![CDATA[ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Clássico]]></category>
		<category><![CDATA[coluna]]></category>
		<category><![CDATA[comenda]]></category>
		<category><![CDATA[consciência]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[discípulo]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[energia]]></category>
		<category><![CDATA[espinha]]></category>
		<category><![CDATA[espiritualista]]></category>
		<category><![CDATA[ética]]></category>
		<category><![CDATA[excelência]]></category>
		<category><![CDATA[exercício]]></category>
		<category><![CDATA[fidelidade]]></category>
		<category><![CDATA[física]]></category>
		<category><![CDATA[flexibilidade]]></category>
		<category><![CDATA[fumo]]></category>
		<category><![CDATA[Hindu]]></category>
		<category><![CDATA[hinduísmo]]></category>
		<category><![CDATA[hindus]]></category>
		<category><![CDATA[inferno]]></category>
		<category><![CDATA[iniciação]]></category>
		<category><![CDATA[instrutores]]></category>
		<category><![CDATA[inteligente]]></category>
		<category><![CDATA[Kier]]></category>
		<category><![CDATA[kundaliní]]></category>
		<category><![CDATA[leitura]]></category>
		<category><![CDATA[libido]]></category>
		<category><![CDATA[livro]]></category>
		<category><![CDATA[maturidade]]></category>
		<category><![CDATA[Mestre]]></category>
		<category><![CDATA[mestres]]></category>
		<category><![CDATA[Método]]></category>
		<category><![CDATA[milenar]]></category>
		<category><![CDATA[natureza]]></category>
		<category><![CDATA[Oriente]]></category>
		<category><![CDATA[ótica]]></category>
		<category><![CDATA[paranormal]]></category>
		<category><![CDATA[pensamento]]></category>
		<category><![CDATA[poderes]]></category>
		<category><![CDATA[pránáyáma]]></category>
		<category><![CDATA[professor]]></category>
		<category><![CDATA[proteção]]></category>
		<category><![CDATA[reeducação]]></category>
		<category><![CDATA[responsabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[sânscrito]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[segurança]]></category>
		<category><![CDATA[sem álcool]]></category>
		<category><![CDATA[sem carne]]></category>
		<category><![CDATA[sem drogas]]></category>
		<category><![CDATA[sexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[tabu]]></category>
		<category><![CDATA[técnicas]]></category>
		<category><![CDATA[Tratado]]></category>
		<category><![CDATA[treinamento]]></category>
		<category><![CDATA[vegetariano]]></category>
		<category><![CDATA[zen]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.metododerose.org/blogdoderose/?p=11930</guid>
		<description><![CDATA[O que é a kundaliní Kundaliní é uma energia física, de natureza neurológica e manifestação sexual. O termo é feminino, deve ser sempre acentuado e pronunciado com o í final longo. Os leigos aplicam o termo no masculino e pronunciam “o kundalíni”, mas está errado. Repetimos: o termo é feminino, deve ser pronunciado com a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><strong>O que é a k<span style="text-decoration: underline;">u</span>ndaliní</strong></p>
<p>K<span style="text-decoration: underline;">u</span>ndalin<strong>í</strong> é uma energia física, de natureza neurológica e manifestação sexual. O termo é feminino, deve ser sempre acentuado e pronunciado com o <em>í</em> final longo. Os leigos aplicam o termo no masculino e pronunciam “<em>o</em> <em>kundal</em><strong><span style="text-decoration: underline;">í</span></strong><em>ni</em>”, mas está errado. Repetimos: o termo é <strong>feminino</strong>, deve ser pronunciado com a tônica na primeira sílaba e <span style="text-decoration: underline;">a longa na última</span>.</p>
<p>Pronuncie em voz alta para fixar a correção: k<span style="text-decoration: underline;">u</span>ndalin<strong>í</strong><a title="" href="#_ftn1"><strong><strong>[1]</strong></strong></a>. Significa <em>serpentina</em>, aquela que tem a forma de uma serpente. De fato, sua aparência é a de uma energia ígnea, enroscada três vezes e meia dentro do múládh<span style="text-decoration: underline;">á</span>ra ch<span style="text-decoration: underline;">a</span>kra, o centro de força situado próximo à base da coluna e aos órgãos genitais. Enquanto está adormecida, é como se fosse uma chama congelada. É tão poderosa que o Hinduísmo a considera uma deusa, a Mãe Divina, a Sh<span style="text-decoration: underline;">a</span>ktí Universal. Todo o sistema do Y<span style="text-decoration: underline;">ô</span>ga, de qualquer ramo, apoia-se no conceito da k<span style="text-decoration: underline;">u</span>ndaliní.</p>
<p>De fato, tudo depende dela conforme o seu grau de atividade – a tendência do homem à verticalidade, a saúde do corpo, os poderes paranormais, a iluminação interior que o arrebata da sua condição de mamífero humano e o catapulta em uma só vida à meta da evolução sem esperar pelo fatalismo de outras eventuais existências.<span id="more-11930"></span></p>
<p>Se você já tiver lido explicações místicas ou confusas sobre a k<span style="text-decoration: underline;">u</span>ndaliní, vamos simplificar isso. O conceito freudiano de <em>libido</em> e o reichiano de <em>orgônio</em> chegaram bem perto do princípio e anatomia da k<span style="text-decoration: underline;">u</span>ndaliní no Y<span style="text-decoration: underline;">ô</span>ga Antigo. Se você quiser um termo leigo, mais compreensível, pode traduzir k<span style="text-decoration: underline;">u</span>ndaliní simplesmente como <em>sexualidade</em>. Freud e Reich tentaram domá-la para fins terapêuticos. Como nenhum dos dois possuía a Iniciação de um Mestre nesses mistérios, ambos fracassaram e deixaram à posteridade uma herança meramente acadêmica de teorias sobre o assunto, sem grandes resultados práticos.</p>
<p>A energia da k<span style="text-decoration: underline;">u</span>ndaliní responde muito facilmente aos estímulos. Despertá-la é fácil. Um exercício respiratório que aumente a taxa de comburente é suficiente para inflamar o seu poder. Um b<span style="text-decoration: underline;">í</span>ja m<span style="text-decoration: underline;">a</span>ntra corretamente vocalizado é capaz de movimentá-la. Um <span style="text-decoration: underline;">á</span>sana que trabalhe a base da coluna posiciona-a para a subida pela medula. Uma prática de maith<span style="text-decoration: underline;">u</span>na pode deflagrá-la. Basta combinar os exercícios certos e praticá-los com regularidade.</p>
<p>Já que despertar a k<span style="text-decoration: underline;">u</span>ndaliní não é difícil, não mexa com ela enquanto não tiver um Mestre. E quando o encontrar, não a atice sem a autorização dele. Difícil é conduzi-la com disciplina, ética e maturidade.</p>
<p>Sw<span style="text-decoration: underline;">á</span>Sthya, o Y<span style="text-decoration: underline;">ô</span>ga Antigo, vai fundo nesse trabalho, levantando a k<span style="text-decoration: underline;">u</span>ndaliní da base da coluna até o alto da cabeça, através dos ch<span style="text-decoration: underline;">a</span>kras, ativando-os poderosamente, despertando os s<span style="text-decoration: underline;">i</span>ddhis e eclodindo o sam<span style="text-decoration: underline;">á</span>dhi.</p>
<p align="center"><strong>O medo injustificado da k<span style="text-decoration: underline;">u</span>ndaliní</strong></p>
<p>O despertamento da k<span style="text-decoration: underline;">u</span>ndaliní é uma questão evolucionária. As Humanidades futuras terão a k<span style="text-decoration: underline;">u</span>ndaliní plenamente desperta e, consequentemente, os ch<span style="text-decoration: underline;">a</span>kras bem desenvolvidos, exercendo de forma comum os poderes que hoje são considerados paranormais. O Y<span style="text-decoration: underline;">ô</span>ga consiste em acelerar o processo evolutivo, proporcionando a evolução de um milhão de anos em uma década.</p>
<p>Os ocidentais costumam ter medo da k<span style="text-decoration: underline;">u</span>ndaliní, primeiro por serem teóricos no assunto. Depois, têm medo do desconhecido. Finalmente, a k<span style="text-decoration: underline;">u</span>ndaliní tem a aparência de uma serpente ígnea enroscada na região do períneo. Na nossa cultura cristã, serpente está associada à desobediência que nos fez ser expulsos do Éden. Serpente de fogo – <em>fogo</em> lembra o inferno. É situada na região do períneo, que tem a ver com sexo, um dos tabus mais arraigados. Juntando tudo, podemos compreender o motivo pelo qual os ocidentais – em especial os latinos – temem o conceito da k<span style="text-decoration: underline;">u</span>ndaliní. No entanto, é preciso superar nossas limitações culturais. É preciso ler e viajar para esgarçar os antolhos que espremem a nossa inteligência.</p>
<p>Pát<span style="text-decoration: underline;">a</span>ñjali, o codificador do Y<span style="text-decoration: underline;">ô</span>ga Clássico, que viveu provavelmente no século III a.C., em seu livro <em>Y<span style="text-decoration: underline;">ô</span>ga S<span style="text-decoration: underline;">ú</span>tra</em>, afirma que a meta do Y<span style="text-decoration: underline;">ô</span>ga é o sam<span style="text-decoration: underline;">á</span>dhi. Sam<span style="text-decoration: underline;">á</span>dhi é o estado de hiperconsciência e megalucidez que proporciona o autoconhecimento. Segundo Sh<span style="text-decoration: underline;">i</span>vánanda, o mais expressivo Mestre hindu do século XX, médico oftalmologista, autor de mais de 300 livros sobre Y<span style="text-decoration: underline;">ô</span>ga, &#8220;nenhum sam<span style="text-decoration: underline;">á</span>dhi é possível sem k<span style="text-decoration: underline;">u</span>ndaliní<a title="" href="#_ftn2">[2]</a>&#8220;. Dess’arte, os instrutores de yóga e de Y<span style="text-decoration: underline;">ô</span>ga que forem contra o despertamento da k<span style="text-decoration: underline;">u</span>ndaliní não sabem de que estão falando, não têm noção do que é o Y<span style="text-decoration: underline;">ô</span>ga. Nem eles, nem seus discípulos, vão atingir a meta do Y<span style="text-decoration: underline;">ô</span>ga.</p>
<p>A função do Y<span style="text-decoration: underline;">ô</span>ga é despertar essa energia, mas, dependendo da modalidade de Y<span style="text-decoration: underline;">ô</span>ga, o método pode ser mais rápido ou mais lento, mais seguro ou mais perigoso, pode ser agradável ou, ao contrário, causar sofrimento. Daí a importância de saber muito bem onde estamos nos metendo, antes de entregar a nossa saúde física e mental nas mãos de qualquer um que declare estar habilitado a ensinar Y<span style="text-decoration: underline;">ô</span>ga.</p>
<p>O Sw<span style="text-decoration: underline;">á</span>Sthya Y<span style="text-decoration: underline;">ô</span>ga é um método rápido, mas não excessivamente. É extremamente seguro. E, por ser de natureza tântrica, o processo de despertamento costuma ser muito agradável.</p>
<p align="center"><strong>Os vários métodos para despertar a kundaliní</strong></p>
<p>Vamos dar uma ideia das diferenças dos métodos. Um deles, por exemplo, consiste em exacerbar a força da k<span style="text-decoration: underline;">u</span>ndaliní dentro do seu envoltório no múládh<span style="text-decoration: underline;">á</span>ra ch<span style="text-decoration: underline;">a</span>kra, até que a pressão seja tanta que rompa seu selo e exploda coluna acima. O inconveniente desse método é que pode explodir para qualquer direção, principalmente se o praticante não tomou o cuidado prévio de purificar o seu corpo, desobstruindo as n<span style="text-decoration: underline;">á</span>dís, canais por onde essa energia deverá fluir. Isso costuma ocorrer com adeptos de outros tipos de Y<span style="text-decoration: underline;">ô</span>ga que não observam as normas de não fumar, não tomar álcool algum, não usar drogas, não comer carnes, nem brancas. Nesse caso, o praticante poderá sofrer um derrame de energia, muito semelhante ao que ocorre com o sistema circulatório. Poderá morrer ou ficar com sequelas graves para o resto da vida.</p>
<p>Outro método para despertar a k<span style="text-decoration: underline;">u</span>ndaliní é romper intencionalmente a válvula de segurança denominada gr<span style="text-decoration: underline;">a</span>nthi, que temos na base da coluna, mediante vários exercícios. Um deles é o m<span style="text-decoration: underline;">a</span>há v<span style="text-decoration: underline;">ê</span>dha, uma prática do H<span style="text-decoration: underline;">a</span>tha Y<span style="text-decoration: underline;">ô</span>ga que você deve evitar se for utilizar o nosso método ou se não for supervisionado por um Mestre que o oriente. O m<span style="text-decoration: underline;">a</span>há v<span style="text-decoration: underline;">ê</span>dha consiste em golpear com o períneo sobre o calcanhar sucessivas vezes, o que é bem doloroso, e repetir o processo todos os dias durante semanas ou meses, até que rompa a proteção e a energia da k<span style="text-decoration: underline;">u</span>ndaliní seja liberada. Isso é uma irresponsabilidade. Pode causar os mesmos inconvenientes do método anterior e ainda produzir uma doença chamada fuga de energia, a qual, associada ao movimento sinistrógiro dos ch<span style="text-decoration: underline;">a</span>kras, é conhecida como vampirismo. É que, se as n<span style="text-decoration: underline;">á</span>dís estiverem obstruídas pelos detritos de uma alimentação inadequada, fumo, álcool ou drogas, e os dejetos de emoções e pensamentos pesados, a energia liberada não tem para onde subir.</p>
<p align="center">A fuga de energia pelo múládh<span style="text-decoration: underline;">á</span>ra ch<span style="text-decoration: underline;">a</span>kra, produz no astral a imagem de uma cauda.</p>
<p>Não havendo mais a válvula de proteção, a energia começa a fugir pela base da coluna, deixando um rastro atrás de si, que aos clarividentes lembra muito a cauda de Satã.</p>
<p>A cauda energética é uma eloquente alusão ao retrocesso evolutivo. Levamos milhões de anos de evolução para perder a cauda e, por uma prática inadequada, irresponsáveis e indisciplinados voltam a desenvolvê-la, tornando-se A Besta.</p>
<p>Segundo Tara Michaël, em seu livro <em>O Y<span style="text-decoration: underline;">ô</span>ga<a title="" href="#_ftn3"><strong>[3]</strong></a></em>, “<em>H<span style="text-decoration: underline;">a</span>tha significa força, violência. É uma via rápida para forçar k<span style="text-decoration: underline;">u</span>ndaliní a despertar. Uma via demasiadamente curta, que necessita de um esforço extraordinário para atingir a meta </em>(o despertamento da k<span style="text-decoration: underline;">u</span>ndaliní)<em>, como que através de um arrombamento</em> (dos granthis)”. Os esclarecimentos entre parêntesis são nossos.</p>
<p>Isso, no entanto, não deve afastar ninguém da experiência da k<span style="text-decoration: underline;">u</span>ndaliní. Deve é estimular sua disciplina e seu senso de responsabilidade ao escolher um bom método de Y<span style="text-decoration: underline;">ô</span>ga, bem como um instrutor formado, supervisionado e revalidado anualmente. Em 2007 comemorei 47 anos de ensino do Sw<span style="text-decoration: underline;">á</span>Sthya Y<span style="text-decoration: underline;">ô</span>ga e jamais o nosso método causou sequer o menor inconveniente. No momento em que escrevo, a rede de escolas de Y<span style="text-decoration: underline;">ô</span>ga que adotam nosso sistema conta com 50 000 alunos distribuídos por centenas de Unidades em vários países. Nunca tivemos acidentes, graças à excelência do método e à disciplina que é exigida do candidato antes de aceitá-lo. Quem exagera os perigos da k<span style="text-decoration: underline;">u</span>ndaliní pode estar interessado apenas em manipular o público através da exploração dos seus medos<a title="" href="#_ftn4">[4]</a>.</p>
<p>Nosso método para despertar a k<span style="text-decoration: underline;">u</span>ndaliní é suave, responsável e eficiente. Consiste em, primeiro, purificar o organismo com uma alimentação biológica, inteligente, sem carnes (nem brancas<a title="" href="#_ftn5">[5]</a>), sem fumo (nem natural), sem álcool (nem o vinhozinho das comemorações especiais) e sem drogas (nem as legalizadas). Em seguida, procedemos a uma reeducação emocional e mental, para que não conspurquemos nosso corpo com secreções tóxicas oriundas de emoções viscosas e de pensamentos pesados. A seguir, aumentamos a flexibilidade da coluna, afinal, é por ali que a energia vai passar. Se a espinha estiver encarquilhada pela vida sedentária, precisa ser rejuvenescida antes de liberarmos a bhuj<span style="text-decoration: underline;">a</span>nginí<a title="" href="#_ftn6">[6]</a>. A partir de então, através dos pránáyámas, vamos bombear comburente para inflamar a serpente de fogo, aplicaremos b<span style="text-decoration: underline;">a</span>ndhas para empurrá-la para cima, chait<span style="text-decoration: underline;">á</span>nya para gerar o arquétipo mental do resultado desejado, e outras técnicas. E muita, <strong>muita</strong> disciplina, obediência e fidelidade.</p>
<p align="center"><strong>A k<span style="text-decoration: underline;">u</span>ndaliní é feminina</strong></p>
<p>O termo k<span style="text-decoration: underline;">u</span>ndaliní é feminino. Seu gênero é designado pelo <strong><em>í</em></strong> final acentuado, portanto, com pronúncia longa. Quem pronuncia no masculino ou com a tônica na sílaba anterior (“kundal<strong><span style="text-decoration: underline;">í</span></strong>ni”) geralmente é leigo ocidental. Os não-iniciados dirão que isso é uma filigrana sem maior importância e que não faz diferença se o vocábulo é masculino ou feminino. Acontece que essa informação é crucial quando deixamos de ser meros teóricos e tornamo-nos y<span style="text-decoration: underline;">ô</span>gins (praticantes de Y<span style="text-decoration: underline;">ô</span>ga). O gênero feminino indica polaridade negativa. O gênero masculino indica polaridade positiva. Se fosse &#8220;o k<span style="text-decoration: underline;">u</span>ndal<strong>í</strong>ni&#8221;, no masculino, teria polaridade positiva, o que exigiria procedimentos opostos para despertar essa energia.</p>
<p>Caso o ensinante de “yóga” não tenha iniciação nem experiência prática, vai chamar a energia de &#8220;o kundal<strong>í</strong>ni&#8221;, conceitualmente inverterá a polaridade e, na hora de aplicar as técnicas, ao invés de fazer o poder serpentino subir, vai fazê-lo descer! Por isso, tal ensinante leigo incutirá medo nos estudantes, porque ele mesmo não tem muita noção do que ensina.</p>
<p>Inúmeros autores escrevem livros sem experiência prática daquilo sobre o que dissertam. Esses, geralmente, são os que assustam seus leitores com mistérios e perigos, pois é assim que a k<span style="text-decoration: underline;">u</span>ndaliní se lhes afigura. Na prática, as coisas são muito mais simples.</p>
<p><strong>K<span style="text-decoration: underline;">u</span>ndaliní é uma energia <span style="text-decoration: underline;">física</span>, de natureza <span style="text-decoration: underline;">neurológica</span> e manifestação <span style="text-decoration: underline;">sexual</span></strong>. Nesta definição estão as chaves para compreender e manobrar a k<span style="text-decoration: underline;">u</span>ndaliní. Os estudiosos de linha espiritualista defendem que essa energia é espiritual e, em sendo algo subjetivo, impalpável, eles não têm como instrumentá-la. Daí a opinião tupiniquim de que os Grandes Mestres da Índia Antiga estavam errados e que a k<span style="text-decoration: underline;">u</span>ndaliní não deve ser despertada.</p>
<p>Nós do Sw<span style="text-decoration: underline;">á</span>Sthya Y<span style="text-decoration: underline;">ô</span>ga, por sermos de linhagem T<span style="text-decoration: underline;">a</span>ntra-S<span style="text-decoration: underline;">á</span>mkhya<a title="" href="#_ftn7">[7]</a>, sabemos que a k<span style="text-decoration: underline;">u</span>ndaliní é uma energia física e não espiritual como declaram os professores de linha espiritualista. Sendo energia física, ela está sujeita às leis da Física. Na Física, os polos iguais se repelem. Logo, para fazê-la ascender devemos, entre outras técnicas, pressioná-la com uma parte do corpo que tenha polaridade igual. Um dos ásanas que atendem a esse requisito é o siddh<span style="text-decoration: underline;">á</span>sana<a title="" href="#_ftn8">[8]</a> (s<span style="text-decoration: underline;">i</span>ddha, aquele que possui os s<span style="text-decoration: underline;">i</span>ddhis, paranormalidades). Se o ensinante leigo a chama de “o kundal<strong>í</strong>ni”, no masculino, mesmo que conheça o mecanismo de acionamento, mesmo que saiba que se trata de uma energia sujeita às leis da Física, ainda assim errará, pois colocará o polo equivocado em contato com o períneo e, ao invés de gerar força de repulsão, criará atração, trazendo a k<span style="text-decoration: underline;">u</span>ndaliní para baixo.</p>
<p align="center"><strong>Os perigos da k<span style="text-decoration: underline;">u</span>ndaliní</strong></p>
<p>Há algum perigo? O único perigo é a existência de indiscípulos, aqueles que discordam por razões de ego, descumprem as instruções por questões de conveniência, fazem tudo errado por indisciplina e depois ainda querem que a coisa funcione. Se o praticante obedecer rigorosamente as recomendações de um Mestre qualificado e com experiência própria, não há riscos. Você quer um exemplo de algo mais mortal que um salto mortal? Entretanto, ninguém morre dando saltos mortais na ginástica olímpica, porque há um método de aprendizagem. Basta seguir o método. O nosso vem com garantia de fábrica de 5000 anos.</p>
<div>
<p>&nbsp;</p>
<hr align="left" size="1" width="33%" />
<div>
<p><a title="" href="#_ftnref1">[1]</a> Para pronunciar corretamente os termos sânscritos, recomendamos escutar o CD <strong><em>Sânscrito – Treinamento de Pronúncia</em></strong>, gravado na Índia com a participação de Mestres hindus, autoridades em sânscrito e em m<span style="text-decoration: underline;">a</span>ntra.</p>
</div>
<div>
<p><a title="" href="#_ftnref2">[2]</a> Memorize: livro <em>K<span style="text-decoration: underline;">u</span>ndaliní Y<span style="text-decoration: underline;">ô</span>ga</em>, páginas 70 e 126 da primeira edição, Editorial Kier, Buenos Aires.</p>
</div>
<div>
<p><a title="" href="#_ftnref3">[3]</a> Editora Cultrix, São Paulo, 1976.</p>
</div>
<div>
<p><a title="" href="#_ftnref4">[4]</a> O uso frequente da intimidação &#8220;isto é muito perigoso, aquilo é muito perigoso&#8221;, denota uma personalidade psicótica. Tome cuidado com esse tipo de gente, pois costuma lançar mão daquele expediente para manipular as pessoas através do medo.</p>
</div>
<div>
<p><a title="" href="#_ftnref5">[5]</a> Está instalada no ambiente “da yóga” uma atitude que consiste em declarar-se vegetariano, mas comer peixes e aves, como se estes fossem vegetais! Ou afirmar que não toma álcool, mas beber, sim, seu vinho &#8220;em ocasiões especiais&#8221;, ou às refeições. Por isso, relatam tantos acidentes com a k<span style="text-decoration: underline;">u</span>ndaliní e por isso, manifestam tanto medo dela. Porque desobedecem abertamente as normas milenares de segurança.</p>
</div>
<div>
<p><a title="" href="#_ftnref6">[6]</a> Pronuncie “<em>bhudj<span style="text-decoration: underline;">a</span>nguiní</em>”. É sinônimo de k<span style="text-decoration: underline;">u</span>ndaliní.</p>
</div>
<div>
<p><a title="" href="#_ftnref7">[7]</a> Para mais esclarecimentos sobre T<span style="text-decoration: underline;">a</span>ntra e S<span style="text-decoration: underline;">á</span>mkhya, recomendamos a leitura do livro <strong><em>Y<span style="text-decoration: underline;">ô</span>ga, S<span style="text-decoration: underline;">á</span>mkhya e T<span style="text-decoration: underline;">a</span>ntra</em></strong>, de Sérgio Santos, considerado como o mais completo texto sobre esses temas em língua portuguesa.</p>
</div>
<div>
<p><a title="" href="#_ftnref8">[8]</a> Siddh<span style="text-decoration: underline;">á</span>sana consiste em pressionar o períneo com o calcanhar de polaridade negativa (não confunda este procedimento com o m<span style="text-decoration: underline;">a</span>há v<span style="text-decoration: underline;">ê</span>dha, já desaconselhado neste livro). Sendo a k<span style="text-decoration: underline;">u</span>ndaliní, também, de polaridade negativa, ambos se repelem e, como o calcanhar permanece no períneo, a k<span style="text-decoration: underline;">u</span>ndaliní tende a ascender pela medula. Caso o praticante se referisse a essa energia como “o kundalíni”, no masculino, suporia, erroneamente, que sua polaridade fosse positiva. Nesse caso, ainda sabendo que essa energia é física e não espiritual (logo, sujeita às leis da Física), aplicaria o calcanhar de polaridade positiva e isso só atrairia a k<span style="text-decoration: underline;">u</span>ndaliní para baixo, impedindo a evolução ou até mesmo causando uma involução do praticante. [<em>A repetição deste esclarecimento foi intencional, dada a gravidade e a constância da incidência do mencionado equívoco.</em>]</p>
</div>
</div>
<div id="crp_related"><br><h3>Veja também:</h3><ul><li><a href="http://www.metododerose.org/blogdoderose/cursos/despertar-a-kundalini-kundalini-e-perigoso-ou-ha-um-metodo-seguro/" rel="bookmark" class="crp_title">Despertar a kundaliní (kundalini) é perigoso ou há um método seguro?</a></li><li><a href="http://www.metododerose.org/blogdoderose/livros/chakras-capitulo-do-meu-livro-tratado-de-yoga/" rel="bookmark" class="crp_title">Chakras (capítulo do meu livro Tratado de Yôga)</a></li><li><a href="http://www.metododerose.org/blogdoderose/amigos/eleger-palavras-mais-universais-para-a-comunicacao-interlinguistica/" rel="bookmark" class="crp_title">Eleger palavras mais universais para a comunicação interlinguística</a></li><li><a href="http://www.metododerose.org/blogdoderose/livros/prana-prana-capitulo-do-meu-livro-tratado-de-yoga/" rel="bookmark" class="crp_title">Prána [ prana ]   (Capítulo do meu livro Tratado de Yôga)</a></li><li><a href="http://www.metododerose.org/blogdoderose/diversos/coreografias-capitulo-do-meu-livro-tratado-de-yoga/" rel="bookmark" class="crp_title">Coreografias (capítulo do meu livro Tratado de Yôga)</a></li><li><a href="http://www.metododerose.org/blogdoderose/cursos/karma-negativo-e-karma-positivo/" rel="bookmark" class="crp_title">Karma negativo e karma positivo (capítulo do meu livro Karma e dharma)</a></li><li><a href="http://www.metododerose.org/blogdoderose/livros/a-confusao-gerada-pelos-livros/" rel="bookmark" class="crp_title">A confusão gerada pelos livros</a></li><li><a href="http://www.metododerose.org/blogdoderose/livros/o-poderoso-ashtanga-yantra-simbolo-de-protecao-do-swasthya/" rel="bookmark" class="crp_title">O poderoso ashtánga yantra, símbolo de proteção do SwáSthya</a></li><li><a href="http://www.metododerose.org/blogdoderose/imprensa/entrevista-na-tv-estadao-com-legendas-em-ingles/" rel="bookmark" class="crp_title">Entrevista na TV Estadão com legendas em inglês e em italiano</a></li><li><a href="http://www.metododerose.org/blogdoderose/amigos/amigos-do-metodo/" rel="bookmark" class="crp_title">Amigos do Método DeRose</a></li></ul><br></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.metododerose.org/blogdoderose/cursos/kundalini-kundalini-capitulo-do-meu-livro-tratado-de-yoga/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>10</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Regras gerais de execução, uma contribuição história (capítulo do meu livro Tratado de Yôga)</title>
		<link>http://www.metododerose.org/blogdoderose/diversos/regras-gerais-de-execucao-uma-contribuicao-historia-capitulo-do-meu-livro-tratado-de-yoga/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=regras-gerais-de-execucao-uma-contribuicao-historia-capitulo-do-meu-livro-tratado-de-yoga</link>
		<comments>http://www.metododerose.org/blogdoderose/diversos/regras-gerais-de-execucao-uma-contribuicao-historia-capitulo-do-meu-livro-tratado-de-yoga/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 31 Mar 2012 07:20:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>DeRose</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cursos]]></category>
		<category><![CDATA[Diversos]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Índia]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Profissão]]></category>
		<category><![CDATA[uni-yoga.org]]></category>
		<category><![CDATA[arquétipo]]></category>
		<category><![CDATA[ásana]]></category>
		<category><![CDATA[ásanas]]></category>
		<category><![CDATA[autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[autonomia]]></category>
		<category><![CDATA[certificado]]></category>
		<category><![CDATA[chakra]]></category>
		<category><![CDATA[chakras]]></category>
		<category><![CDATA[codificação]]></category>
		<category><![CDATA[concentração]]></category>
		<category><![CDATA[consciência]]></category>
		<category><![CDATA[coreografia]]></category>
		<category><![CDATA[corpo]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[demonstração]]></category>
		<category><![CDATA[DeRose]]></category>
		<category><![CDATA[discípulo]]></category>
		<category><![CDATA[energia]]></category>
		<category><![CDATA[ética]]></category>
		<category><![CDATA[exercício]]></category>
		<category><![CDATA[flexibilidade]]></category>
		<category><![CDATA[harmonia]]></category>
		<category><![CDATA[hatha]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[indiano]]></category>
		<category><![CDATA[indiscípulo]]></category>
		<category><![CDATA[indo]]></category>
		<category><![CDATA[iniciação]]></category>
		<category><![CDATA[instrutor]]></category>
		<category><![CDATA[inteligente]]></category>
		<category><![CDATA[karma]]></category>
		<category><![CDATA[liberdade]]></category>
		<category><![CDATA[livre]]></category>
		<category><![CDATA[livro]]></category>
		<category><![CDATA[mantra]]></category>
		<category><![CDATA[meditação]]></category>
		<category><![CDATA[mentalização]]></category>
		<category><![CDATA[Mestre]]></category>
		<category><![CDATA[Método]]></category>
		<category><![CDATA[muscular]]></category>
		<category><![CDATA[musculatura]]></category>
		<category><![CDATA[performance]]></category>
		<category><![CDATA[prána]]></category>
		<category><![CDATA[pránáyáma]]></category>
		<category><![CDATA[prática]]></category>
		<category><![CDATA[Programa do curso]]></category>
		<category><![CDATA[Qualidade]]></category>
		<category><![CDATA[regras]]></category>
		<category><![CDATA[relax]]></category>
		<category><![CDATA[respiração]]></category>
		<category><![CDATA[respirar]]></category>
		<category><![CDATA[responsabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Ritmo]]></category>
		<category><![CDATA[Sábio]]></category>
		<category><![CDATA[sádhana]]></category>
		<category><![CDATA[sapiens]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[segurança]]></category>
		<category><![CDATA[seriedade]]></category>
		<category><![CDATA[sistematização]]></category>
		<category><![CDATA[stress]]></category>
		<category><![CDATA[supervisão]]></category>
		<category><![CDATA[SwáSthya]]></category>
		<category><![CDATA[SwáSthya Yôga]]></category>
		<category><![CDATA[Tratado]]></category>
		<category><![CDATA[treinamento]]></category>
		<category><![CDATA[Uni-Yoga]]></category>
		<category><![CDATA[yôgi]]></category>
		<category><![CDATA[yôgin]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.metododerose.org/blogdoderose/?p=11975</guid>
		<description><![CDATA[ A codificação das regras gerais de execução Uma das mais notáveis contribuições históricas da nossa sistematização foi o advento das regras gerais, as quais não são encontradas em nenhum outro tipo de Yôga&#8230; a menos que venham a ser incorporadas a partir de agora, por influência do SwáSthya Yôga. Já temos testemunhado exemplos dessa tendência [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong> A codificação das regras gerais de execução</strong></p>
<p>Uma das mais notáveis contribuições históricas da nossa sistematização foi o advento das regras gerais, as quais não são encontradas em nenhum outro tipo de Y<span style="text-decoration: underline;">ô</span>ga&#8230; a menos que venham a ser incorporadas a partir de agora, por influência do Sw<span style="text-decoration: underline;">á</span>Sthya Y<span style="text-decoration: underline;">ô</span>ga. Já temos testemunhado exemplos dessa tendência em aulas e textos de vários tipos de Y<span style="text-decoration: underline;">ô</span>ga em diferentes países, <span style="text-decoration: underline;">após o contacto</span> com o Sw<span style="text-decoration: underline;">á</span>Sthya.</p>
<p>É fácil constatar que as regras e demais características do nosso mé­todo não eram conhecidas nem utilizadas anteriormente: basta consul­tar os livros das várias modalidades de Y<span style="text-decoration: underline;">ô</span>ga publicados antes da codi­ficação do Sw<span style="text-decoration: underline;">á</span>Sthya. Em nenhum deles, vai ser encontrada referência alguma às regras gerais de execução.</p>
<p><span id="more-11975"></span>Por outro lado, podemos demonstrar que as regras gerais constituíram apenas uma descoberta e não uma adaptação, pois sempre estiveram presentes subjacentemente. Tome para exemplo algumas técnicas quaisquer, tais como uma anteflexão (paschimôttan<span style="text-decoration: underline;">á</span>sana), uma retro­flexão (bhujang<span style="text-decoration: underline;">á</span>sana) e uma lateroflexão (trikôn<span style="text-decoration: underline;">á</span>sana), e execute-as de acordo com as regras do Sw<span style="text-decoration: underline;">á</span>Sthya Y<span style="text-decoration: underline;">ô</span>ga. Depois consulte um livro de H<span style="text-decoration: underline;">a</span>tha Y<span style="text-decoration: underline;">ô</span>ga e faça as mesmas posições seguindo suas extensas des­crições para cada técnica. Você vai se surpreender: as execuções serão equivalentes em mais de 90% dos casos. Portanto, existe um padrão de comportamento. Esse padrão foi identificado por nós e sintetizado na forma de regras gerais.</p>
<p>Tal fato passou despercebido a tantas gerações de Mestres do mundo inteiro durante milhares de anos e foi descoberto somente na entrada do terceiro milênio da Era Cristã, da mesma forma como a lei da gravidade passou sem ser registrada pelos grandes sábios e físicos da Grécia, Índia, China, Egito e do mundo todo, só vindo a ser descoberta bem recentemente por Newton. Assim como Newton não inventou a gravidade, também não inventamos as regras gerais de execução. Elas sempre estiveram lá, mas ninguém notou.</p>
<p>No Sw<span style="text-decoration: underline;">á</span>Sthya Y<span style="text-decoration: underline;">ô</span>ga, as regras ajudam bastante, simplificando a aprendizagem e acelerando a evolução do praticante. Ao instrutor, além disso, poupa um tempo precioso, habitualmente gasto com descrições e instruções desnecessárias.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Sw<span style="text-decoration: underline;">á</span>Sthya é o único Y<span style="text-decoration: underline;">ô</span>ga no mundo que possui regras gerais</strong></p>
<p>SwáSthya é o único Yôga no mundo que possui regras gerais, ou seja, é o único que oferece auto-suficiência ao prati­cante. Num outro tipo de Y<span style="text-decoration: underline;">ô</span>ga o instrutor tem que ensinar ao execu­tante técnica por técnica: como respirar, quanto tempo permanecer, quantas vezes repetir, onde localizar a consciência etc. Se esse ins­trutor ensinar dez técnicas, seu aluno não saberá fazer uma décima-primeira. Entretanto, se utilizasse as regras gerais, o praticante teria a vantagem de não ficar atrelado ao instrutor e nem dependente dele. Se precisasse seguir sozinho, poderia continuar se aprimorando, pois, tendo apren­dido apenas dez técnicas com as regras gerais, poderia desenvolver outras cem ou mil e prosseguir evoluindo sempre. As regras gerais conferem autonomia e liberdade ao s<span style="text-decoration: underline;">á</span>dhaka. As regras gerais são outra contribuição da sistematização do Y<span style="text-decoration: underline;">ô</span>ga Antigo (Sw<span style="text-decoration: underline;">á</span>Sthya Y<span style="text-decoration: underline;">ô</span>ga). Se você vir alguém usando regras gerais, pode ter certeza de que travou algum tipo de contato com o nosso método, mesmo que o negue. Esta declaração será demonstrada no próximo capítulo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Regras gerais</h2>
<p>Conforme já vimos, uma das principais características do Sw<span style="text-decoration: underline;">á</span>Sthya Y<span style="text-decoration: underline;">ô</span>ga são as regras gerais de execução, justamente por constituírem o alicerce da auto-suficiência (<em>swáSthya</em>).</p>
<p>Outros tipos de Y<span style="text-decoration: underline;">ô</span>ga não possuem regras gerais. Por isso, precisam despender muitas páginas dos livros ou desperdiçar muito tempo das classes, descrevendo a execução dos ásanas, um por um. Chega a ser anedótica a repetição letárgica que constitui estribilho de alguns ensinantes – “inspire, expire&#8230; inspire, expire&#8230; inspire, expire&#8230;” – <em>ad nauseam</em>, com o quê, muitas horas de instruções acabam sendo roubadas ao praticante que pagou por uma orientação menos prescindível e mais técnica do que essa simploriedade.</p>
<p><strong>Sem as regras gerais</strong> o praticante aprenderá apenas aquilo que seu instrutor lhe ensinar e nada mais. Se o instrutor ensinar dez <span style="text-decoration: underline;">á</span>sanas e disser como respirar em cada um deles, quanto tempo permanecer, quantas vezes repetir, onde localizar a consciência etc. e, depois disso, instrutor e praticante não puderem mais seguir juntos, o praticante só saberá executar aquelas dez técnicas que lhe foram ensinadas.</p>
<p><strong>Com as regras gerais</strong>, nas mesmas circunstâncias, o praticante saberá executar praticamente todos os <span style="text-decoration: underline;">á</span>sanas e poderá seguir aperfeiçoando-se indefinidamente, mesmo sem ter o instrutor ao seu lado. Por isso, temos discípulos que nunca nos conheceram pessoalmente por residirem em países distantes e, apesar disso, graças às regras gerais, tornaram-se exímios executantes, verdadeiros artistas corporais.</p>
<p>Quando alguém declarar que é instrutor de Sw<span style="text-decoration: underline;">á</span>Sthya Y<span style="text-decoration: underline;">ô</span>ga e não aplicar as regras gerais ou, até mesmo, ensinar algo que esteja em desacordo com elas, o leitor pode ter a certeza de que das duas, uma: ou não é instrutor formado, ou trata-se de um <em>indiscípulo</em>, um indisciplinado que, embora saiba o certo, arroga-se o direito de adulterar a sistematização do método.</p>
<p>As regras atualmente codificadas são:</p>
<ol>
<li>Regras de respiração coordenada</li>
<li>Regras de permanência no ásana</li>
<li>Regras de repetição</li>
<li>Regras de localização da consciência</li>
<li>Regras de mentalização</li>
<li>Regras de ângulo didático</li>
<li>Regras de compensação</li>
<li>Regra de segurança</li>
</ol>
<p>O objetivo das regras é facilitar a vida do praticante. Portanto, não se preocupe em decorar regras. Simplesmente, vá lendo e executando ao mesmo tempo para entender e incorporar. Depois que automatizar a execução não se preocupe mais com isso. As quatro primeiras regras são suficientes para o iniciante. Se achar que está ficando confuso, deixe as outras quatro para estudar mais tarde.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>1. Regras de respiração coordenada</h2>
<h4>Como respirar durante a execução dos ásanas?</h4>
<p>Existem sete regras de respiração, porém, a primeira delas praticamente engloba as demais e quase não tem exceções. Assim sendo, memorizemo-la prioritariamente.</p>
<p><strong>Primeira regra de respiração:</strong></p>
<p><strong>Movimentos para cima são feitos com inspiração; para baixo com expiração.</strong></p>
<p><strong>As outras regras são:</strong></p>
<p><strong>Flexões para frente e para os lados são feitas com expiração; para trás com inspiração, exceto as de pé.</strong></p>
<p><strong>Ao torcer uma esponja molhada a água sai: ao torcer o tórax, cujos pulmões são como uma esponja de ar, o ar sai.</strong></p>
<p><strong>Ásanas em decúbito frontal são feitos com inspiração.</strong></p>
<p><strong>Posições musculares são feitas com os pulmões cheios.</strong></p>
<p><strong>Ásanas de longa permanência, ou em que o tronco esteja ereto, têm respiração normal.</strong></p>
<p><strong>Em caso de dúvida ou de mal estar, pratique todos os ásanas com os pulmões vazios.</strong></p>
<h2>2. Regras de permanência no ásana</h2>
<h4>Quanto tempo permanecer na posição?</h4>
<p>Há um tempo de permanência para demonstração, um para prática em grupo conduzida por instrutor e um para o treinamento individual em casa.</p>
<p><strong>Regras de permanência circunstancial:</strong></p>
<p><strong>A permanência de demonstração é de um segundo no ponto culminante do ásana, uma pausa antes de seguir adiante com a próxima passagem da coreografia.</strong></p>
<p><strong>A permanência de prática em grupo, conduzida por instrutor, é o tempo que ele determinar.</strong></p>
<p><strong>A permanência no treinamento individual obedece às duas regras que se seguem.</strong></p>
<p><strong>Regra de permanência para iniciantes com até 5 anos de prática – <em>respiração retida:</em></strong></p>
<p><strong>Enquanto puder reter a respiração*, permaneça. Precisando respirar, desfaça.</strong></p>
<p><strong>*</strong>Essa retenção pode ser com ar ou sem ar, dependendo do ásana. Consulte a Regra de Respiração.</p>
<p><strong>Regra de permanência para veteranos saudáveis com mais de 5 anos de prática </strong><strong>- <em>respiração livre:</em></strong></p>
<p><strong>Permaneça no ásana, respirando livremente, o tempo que o bom-senso e o conforto permitirem. Antes que cesse o conforto, desfaça a posição.</strong></p>
<p><strong>Regra de <em>Um Segundo Por Dia</em>: </strong></p>
<p><strong>Comece permanecendo apenas um segundo no primeiro dia, dois segundos no segundo dia, três segundos no terceiro, quatro no quarto e assim sucessivamente. Dessa forma, quando completar um ano você estará permanecendo cerca de 365 segundos.</strong></p>
<p>A norma acima baseia-se no ditado que nos ensina um princípio muito simples. Se levantarmos todos os dias um bezerro, dentro de algum tempo estaremos conseguindo levantar um touro (pois o bezerro vai crescendo gradualmente e, com ele, a nossa força vai-se adaptando ao seu aumento de peso).</p>
<p>Não obstante, tal procedimento só funciona e só é seguro se o praticante for disciplinado e sistemático, não falhando um dia sequer. Caso precise interromper um ou mais dias, deve regredir em sua permanência o número de segundos equivalente aproximadamente ao de dias durante os quais ficou parado.</p>
<p>Esta regra pode ser aplicada juntamente com a de permanência para iniciantes desde a contagem inicial até a de uns 60 segundos aproximadamente. E pode ser acoplada à regra de permanência para veteranos a partir desse limite.</p>
<p>É claro que você deve privilegiar o bom-senso e, como sempre, jamais cometer exageros. Por isso mesmo, vai observar que conseguir o progresso diário de um segundo será muito mais fácil em um ásana como o paschimôttana e muito mais difícil em outro como o mayúra. Não tem importância. Você pode estacionar por algumas semanas ou até meses sem adicionar outro segundo em um determinado ásana mais difícil e, enquanto isso, seguir ampliando a permanência noutros mais fáceis.</p>
<p>De qualquer forma, a regra de <em>um segundo por dia</em> constitui, por si só, um dispositivo de segurança que em certa medida refreia o ímpeto de progredir aos saltos. Afinal, havemos de convir que adicionar apenas um segundo por dia é bastante metabolizável para uma pessoa que esteja bem de saúde, no trato da maior parte dos ásanas. Não é com espasmos de dedicação que você vai conseguir uma boa performance e sim com a regularidade, disciplina e lucidez.</p>
<p>Uma advertência especial deve ser feita com relação aos praticantes avançados que gostam de dormir num ásana para explorar os efeitos de uma permanência maior, especialmente para aumentar a flexibilidade: algumas posições poderão oferecer riscos de lesão em articulações devido a exagero na permanência. Em casos extremos, podem ocorrer problemas graves como é o caso do californiano que executou supta vajrásana com os braços sob a região lombar e deixou-se adormecer na posição. Ao despertar, estava com as pernas e os braços imobilizados por falta de circulação e não pôde sair dali. Foi encontrado morto, depois de vários dias de agonia. Um instrutor que conheci de perto e que era meio limitado intelectualmente adormeceu no mahá upavishta kônásana, também conhecido como mahá kúrmásana, e quase foi pelo mesmo caminho!</p>
<p>Portanto, evite aventurar-se no Yôga sem um instrutor formado que tenha seu Certificado revalidado. Praticar em casa é recomendável, sim, desde que sejam obedecidas as instruções de um Mestre competente. A disciplina e a humildade do discípulo para acatar a hierarquia são fatores de segurança e constituem a única via garantida de progresso.</p>
<h2>3. Regras de repetição</h2>
<h4>Quantas vezes repetir o ásana?</h4>
<p><strong>A regra básica da repetição é:</strong></p>
<p><strong>Permanência máxima, repetição mínima.</strong></p>
<p>A repetição praticamente não existia no Yôga mais antigo. O homem primitivo observava os animais e os imitava. Você jamais verá um tigre executando “um, dois, um dois”, nem se aquecendo antes de caçar, ou repetindo exercícios até estressar a musculatura. Se você não dispõe de um tigre observe o seu gato doméstico. Há três coisas que ele não faz: não repete, não se aquece e não executa voluntariamente coisa alguma até estressar a musculatura, pois isso produz desconforto e é compreensível que qualquer animal irracional evite o desconforto. Só o <em>Homo sapiens</em> é diferente, afinal, ele é mais inteligente&#8230;</p>
<p>Como é que o seu gato faz? Ele flexiona a coluna com força e intensidade, sob uma permanência determinada. Então, estende bem as patas dianteiras, tensionando bastante, e assim permanece por um período de tempo. Depois as traseiras, e pronto! Terminou uma agradável prática de SwáSthya Yôga para gatos. Se funciona? Experimente colocar um cão perto dele. Sem aquecimento muscular algum, o felino vai lhe mostrar o que é estar em forma, dará um <em>show</em> de reflexos, de agilidade, de coordenação motora. Isso é estar em forma. Essa boa forma é o que o SwáSthya, o Yôga Antigo, proporciona aos seus praticantes.</p>
<p>A tendência de repetir os ásanas três vezes, cinco vezes ou até 25 vezes é apócrifa, moderna e foi absorvida de outras modalidades forasteiras, como a própria ginástica ocidental. Isso mesmo. Que ironia! Muita coisa que hoje você importa da Índia como Yôga legítimo, os indianos absorveram dos ingleses nos últimos séculos de colonização britânica! Leia o livro ou assista ao filme <em>Passagem para a Índia</em> e compreenderá melhor esse fenômeno de aculturação que tanto desvirtuou o Yôga nos últimos tempos e o embaralhou com coisas que não têm nada a ver com a nossa filosofia de autoconhecimento.</p>
<p>Se você estudou atentamente os capítulos anteriores já percebeu que nossa proposta é resgatar o Yôga Antigo, por ser mais autêntico que as versões modernas, simplificadas e adaptadas para consumo, mesmo na Índia. Pois bem, para professar um Yôga que seja comprometido com a seriedade e legitimidade, não faça repetições, a não ser excep­cionalmente. Não faça “molinha”, embalançando os joelhos para cima e para baixo na intenção de melhorar a flexibilidade. O reflexo de contração no fuso muscular, gerado pela repetição, tornará esse pro­cedimento menos eficaz do que permanecer no ponto de flexão máxima e aí relaxar todos os músculos que puder. Depois, sem desfazer, procure ir mais além e assim sucessivamente, até achar que está na hora de terminar o ásana, conforme a regra de permanência.</p>
<p><strong>A repetição existe, mas é exceção. A regra é não repetir.</strong></p>
<p>Então, que visual tem uma prática de SwáSthya, o Yôga Antigo? Jamais poderá ter a aparência de uma aula de ginástica, nem mesmo de Hatha Yôga, com as pessoas executando exercícios estanques, repetidos. Uma prática de SwáSthya Yôga, ainda que executada em casa ou numa sala de classe, terá o formato de uma coreografia, com ásanas não repetitivos e tecnicamente encadeados uns aos outros por meio das passagens. Estas são movimentos de ligação elaborados pelo próprio praticante ou sugeridos pelo instrutor que comandar a sessão.</p>
<p>A prática de Yôga Antigo (SwáSthya Yôga) lembra um katá de Karatê, lembra um katí de Kung-Fu, lembra uma coreografia de Mikhail Barishnikov. A dos homens é fortemente viril, a das mulheres graciosamente feminina. Para compreender a beleza, a força e a técnica desse conceito, só assistindo às nossas coreografias ao vivo ou em vídeo. Para assisti-las, procure SwáSthya Yôga no <em>Youtube</em> ou no <em>site</em> <strong>www.Uni-Yoga.org</strong>.</p>
<h2>4. Regras de localização da consciência</h2>
<h4>Onde localizar a consciência?</h4>
<p>Este segmento possui dois módulos: localização da consciência e mentalização.</p>
<p>A localização da consciência consiste em prestar atenção a uma deter­minada área do corpo. Um órgão ou grupo de órgãos, um músculo ou grupo muscular, uma articulação, um chakra etc.</p>
<p><strong>Regra de localização da consciência:</strong></p>
<p><strong>Localize a sua consciência na região mais solicitada pelo ásana.</strong></p>
<p>Como é que se faz isso? Muito simples. Qualquer ásana sempre solicita a nossa atenção naturalmente para uma ou outra parte do nosso corpo. Basta ceder à solicitação natural e <em>pensar</em> nessa parte. Por exemplo: durante a execução de um trikônásana, flexão lateral em pé, um praticante com escoliose poderá sentir a sua atenção solicitada para a coluna, pois ela está sendo trabalhada; no entanto, executando a mesma técnica, outro praticante que tenha excesso de gordura sentirá a solicitação no cinturão adiposo. Cada qual deverá levar a atenção, a consciência, para a respectiva região e cada qual receberá uma concentração maior de efeitos nessa parte do corpo que está mais carente de cuidados.</p>
<p>Quando você localiza a consciência numa região do seu corpo, direciona para lá um jorro de energia vital. Essa energia é denominada prána. Ela eleva a temperatura da região na qual você concentra sua atenção, estimula hiperemia, um maior afluxo de sangue e, com isso, contribui notavelmente para a regeneração de tecidos, a vitalização de órgãos e músculos, a eliminação de potenciais enfermidades, estimula chakras e aumenta a flexibilidade. Não é preciso mentalizar nada. Apenas localizar a consciência na região.</p>
<p>Teste nº 1: como demonstrar que o fenômeno fisiológico ocorre realmente? Simples. Sente-se em qualquer ásana de meditação. Mas não medite. Coloque as mãos na mesma altura. Podem ficar no chão ou sobre os joelhos. Passe, então, a concentrar-se sobre a sua mão direita. Não mentalize nada em especial. Apenas localize a consciência e repita mentalmente: “mão direita, minha mão direita, tenho uma mão direita, minha mão direita tem músculos, minha mão direita tem ossos, minha mão direita tem veias e artérias, sinto o tato da minha mão direita, sinto a temperatura da minha mão direita” etc.</p>
<p>O objetivo disso é evitar que a sua mente se disperse. Você precisa permanecer concentrado na sua mão direita. Um praticante de Yôga mais experiente não precisa verbalizar nada. Mantenha o exercício de localização da consciência durante 5 minutos. Durante esse tempo, sinta de fato as veias e artérias, músculos e pele da sua mão direita.</p>
<p>Depois, abra os olhos e compare as duas mãos. Aquela na qual se concentrou vai estar mais avermelhada de sangue. Em seguida, toque com uma palma na outra para sentir a temperatura. A direita vai estar mais quente. Procure fazer esse teste com um grupo de amigos e verá que interessante. Em média, sessenta a setenta por cento das pessoas leigas já na primeira tentativa conseguem resultados excelentes (assombrosos, para eles!). Os fracassos devem-se unicamente à falta de concentração e à dispersão mental.</p>
<p>O que se depreende daí?</p>
<ol>
<li>Que se desejar exercer uma função curativa sobre um órgão, poderá dar-lhe um banho de energia térmica e concentração sanguínea, como a que o corpo costuma providenciar em casos agudos na forma que conhecemos pelo nome de <em>inflamação</em>. Só que neste caso seria uma inflamação voluntária e controlada pela sua vontade!</li>
<li>Que se desejar que uma articulação ceda ou um músculo se alongue, poderá aplicar essa mesma forma de calor interno, bem mais eficiente que o aquecimento de fora para dentro.</li>
<li>Que se você estiver com uma dor, poderá atenuá-la, conduzindo a localização da consciência para outro lugar.</li>
<li>Que se sofrer um acidente, poderá aplicar o procedimento do item 3 (acima) para reduzir a hemorragia, produzindo uma isquemia na região afetada.</li>
</ol>
<h2>5. Regras de mentalização</h2>
<h4>O que mentalizar?</h4>
<p>A mentalização é “ação mental” (<em>chaittanya</em>, de <em>chitta</em>) e consiste em aplicar imagens, cores e/ou sons na região onde você localiza a consciência.</p>
<p><strong>Regra de mentalização exotérica: imagens e verbalização positiva.</strong></p>
<p><strong>Visualize imagens claras e ricas de detalhes daquilo que você quer ver realizado.</strong></p>
<p><strong>Aplique a cromoenergética: cor azul celeste é sedativa. Cor alaranjada é estimulante. O verde claro associa-se aos arquétipos primitivos da floresta e induz à saúde generalizada. Dourado contribui para desenvolvimento interior. Violeta auxilia a queimar etapas e superar karmas.</strong></p>
<p>Teste nº 2: repita a experiência da localização da consciência, agora com mentalização: visualize sua mão direita envolta e penetrada por luz alaranjada, quase vermelha; imagine os vasos sanguíneos dilatando-se e o sangue chegando, cada vez mais intensamente, para concentrar-se na sua mão direita. Persista na mentalização por uns cinco minutos. É importante manter a concentração.</p>
<p>Você verá que o efeito é extraordinariamente mais forte. Importante: não faça este exercício de mentalização antes de experienciar o da simples localização da consciência a fim de poder avaliar o efeito de cada um separadamente.</p>
<p>Além disso, a mentalização também atua fora da circunscrição do seu corpo físico. Você pode mentalizar algo que queira ver realizado numa conjuntura exterior, como uma viagem, uma relação afetiva, um trabalho, uma alteração positiva de prosperidade, uma cura de pessoa amiga etc.</p>
<p>Teste nº 3: para certificar-se e convencer-se do quanto a sua mente tem poder sobre circunstâncias e objetos exteriores, coloque algumas sementes de feijão sobre algodão úmido em dois pratos. Cada prato com a mesma quantidade de algodão, de água e de sementes. Os dois devem receber a mesma cota de ar e de luz. Todos os dias pela manhã e à noite, dirija-se a um grupo de sementes, sempre o mesmo, e mentalize que está crescendo. Se achar que ajuda a concentrar-se, pode verbalizar sua mentalização dizendo-lhe que cresça. O conteúdo do outro prato deve ser simplesmente ignorado. No final de uma semana, compare as duas porções de sementes. Em noventa por cento dos casos, aquela que você mentalizou para crescer estará notavelmente mais desenvolvida que a outra.</p>
<p>Se você tem todo esse poder sobre uma planta que, ainda por cima, está do lado de fora do seu corpo, imagine o domínio que tem, e não sabe, sobre os seus órgãos, nervos, glândulas, músculos. Domínio para somatizar enfermidades e igualmente para neutralizá-las!</p>
<p>Agora considere: se você tem toda essa força hoje, na qualidade de iniciante no SwáSthya Yôga, quantas aptidões e faculdades fascinantes, utilíssimas, você desenvolverá se for dedicado e persistente! Que isto sirva de estímulo à sua prática regular.</p>
<p><strong>Regra de mentalização esotérica: yantras e mantras.</strong></p>
<p>Estes símbolos e sons só são transmitidos mediante iniciação. Se pudessem constar de livros, não mereceriam mais tal classificação e cairiam no anacronismo de denominar “esotérico” algo que não é mais absolutamente reservado e está ao alcance de qualquer um, digno ou não, que vá fazer bom ou mau uso do conhecimento.</p>
<p><strong><br clear="all" /> </strong></p>
<h2>6. Regras de ângulo didático</h2>
<h4>Demonstrar de frente, de lado ou a 45o<br />
em relação ao observador?</h4>
<p>Sempre que você for praticar para que o seu instrutor o avalie e corrija; sempre que for proceder a demonstrações públicas para que os leigos percebam que Yôga não é nada daquilo que eles imaginavam, ou sempre que você for conduzir uma prática, orientando outras pessoas, lembre-se de que não deve demonstrar os ásanas aleatoriamente. Há uma norma para tornar o ásana mais estético e mais didático, seja ao vivo, em fotografia ou em vídeo.</p>
<p><strong>As regras de ângulo didático (posicionamento do corpo em relação ao observador) são:</strong></p>
<p><strong>Posições de flexão para frente, para trás e de torção são demons­tradas de lado. As de flexão lateral são demonstradas de frente. </strong></p>
<p><strong>Jamais dar as costas ou as solas dos pés na direção do observador.</strong></p>
<p><strong>As posições que estão fora destas categorias são estudadas uma a uma. </strong></p>
<p><strong>Em caso de dúvida ou de ásanas que passam de uma categoria para outra, os ásanas podem, excepcionalmente, ser feitos a 45 graus.</strong></p>
<h2>7. Regras de compensação</h2>
<h4>É preciso executar para os dois lados? Mesmo na coreografia?</h4>
<p>Não se esqueça de que a compensação é fundamental para que os ásanas só proporcionem resultados positivos e jamais comprometam sua coluna ou a sua saúde em geral.</p>
<p><strong>Regras de compensação na prática regular:</strong></p>
<p><strong>Sempre que fizer um ásana de anteflexão, compense com um de retroflexão, e vice-versa; sempre que executar uma flexão para a esquerda, compense com uma para a direita, e vice-versa; idem para as torções e assim sucessivamente.</strong></p>
<p><strong>No caso de séries longas, pode ser recomendável reduzir a proporção de retroflexões.</strong></p>
<p><strong>Regras de compensação na coreografia:</strong></p>
<p><strong>Assim que executar o ásana para um lado, faça para o outro lado um ásana equivalente que o compense. </strong></p>
<p><strong>Apesar disso, quando terminar, repita toda a coreografia para o outro lado.</strong></p>
<p>No que concerne às coreografias, os ásanas devem ser feitos para um só lado. Consequentemente, o cuidado com a compensação deve ser redobrado com a observação desta última regra.</p>
<h2>8. Regra geral de segurança</h2>
<h4>Como saber quando estou forçando demais<br />
ou fazendo algo errado?</h4>
<p>É muito simples: basta ler com atenção as recomendações que têm sido feitas insistentemente neste livro e observar a próxima norma.</p>
<p><strong>Regra de segurança:</strong></p>
<p><strong>Esforce-se sem forçar. Qualquer desconforto, dor, aceleração cardíaca ou transpiração em excesso são avisos do nosso organismo para que sejamos mais moderados. Estes ásanas não devem cansar e sim recarregar nossas baterias.</strong></p>
<p>Para complementar esta regra, leia atentamente as normas do capítulo <em>Agora vamos juntar tudo e praticar?.</em></p>
<p align="center"><strong>Nossa Garantia de Fábrica é de 5000 anos</strong></p>
<p>A grande proteção que o Yôga Antigo (SwáSthya) proporciona ao praticante é a sucessão de filtros de defesa, uns após outros, de forma que, para alguém conseguir a proeza de dar-se mal, é preciso que seja mesmo um virtuose da inconsequência.</p>
<p align="center"><strong>Fator Cumulativo</strong></p>
<p>Um interessante fator de proteção no nosso Yôga é que a técnica mais poderosa, capaz de potencializar fortes efeitos, resulta quase nula se não for repetida sistematicamente. Há que se aplicar repetição e ritmo, numa palavra, disciplina! Ora, um indisciplinado dificilmente consegui­ria manter um programa metódico para a repetição do erro. Contudo, se ele o fizer, esbarra noutra rede protetora.</p>
<p align="center"><strong>Fator Associativo</strong></p>
<p>As técnicas precisam ser dinamizadas umas pelas outras. Mesmo uma prática poderosa, repetida sistematicamente, ainda assim será moderada nos seus resultados se não for associada a outras técnicas.</p>
<p>Por exemplo: um ásana extremamente eficaz para despertar a kundalin<strong><em>í</em></strong>, não produzirá grandes consequências se for executado de forma estanque. Um poderoso pránáyáma para ativar os chakras, tampouco terá êxito se praticado isoladamente. Mesmo que se os execute um depois do outro, não adianta grande coisa.</p>
<p>Mas se, sentado em siddhásana, com o calcanhar correto pressionando o múládhára, o yôgin executar um mudrá para elevação da naja ígnea, associar ao mesmo tempo com um pránáyáma que injete comburente nesse padma, combinar isso tudo com um bandha para impulsionar a kundalin<strong><em>í</em></strong>, simultaneamente aplicar o mantra adequado para acordá-la e a mentalização iniciática para conduzi-la pelo canal devido, associando tudo isso ao mesmo tempo, você vai ter uma prática que é uma bomba nuclear capaz de despertar o poder interior até ao lótus das mil pétalas&#8230;</p>
<p>Não obstante, feito uma só vez esse potente procedimento resultará inócuo. Vai ser preciso repeti-lo e repeti-lo muitas vezes até que ocorra o efeito cumulativo. Voltamos, então, para o fator de proteção anterior. Sucede, portanto, um círculo virtuoso em que um fator depende do outro, reciprocamente.</p>
<p>Dessa forma, se o aprendiz de feiticeiro realizar um sádhana errado, que por acaso resulte extremamente pernicioso, ele estará protegido ainda por um bom tempo, pois a coisa toda só começará a ficar nociva pouco a pouco. Então, o imprudente terá a chance de interromper a prática antes que ela lhe derreta os neurônios.</p>
<p align="center"><strong>Fator <em>Supervisão</em></strong></p>
<p>No Yôga Antigo, só está autorizado moralmente a lecionar quem tiver um Supervisor, ou seja, um Mestre antigo, experiente, que aceite for­malmente proporcionar sua valiosa orientação ao instrutor mais novo. Pode estar lecionando há 30 anos. Ainda assim será mais novo do que o seu Mestre, que leciona há 50, sabe menos que ele e tem muito o que aprender se não for petulante.</p>
<p>Dess’arte, se o seu instrutor tiver uma dúvida, consultará o respectivo Supervisor; este, consultará o seu Mestre; e assim por diante, até che­gar no mais antigo e experiente Preceptor vivo!</p>
<p>Graças a essa malha protetora, quem aprende Yôga com um instrutor que tenha Supervisor, não possui apenas um Mestre: na verdade, conta com dezenas de Mestres e com as maiores autoridades para transmitir o seu saber e a sua força, que vão se precipitando em efeito cascata de Mestre a discípulo até chegar no aluno iniciante, o último e precioso elo da corrente.</p>
<p>Por esse motivo, confirme se o seu instrutor está integrado ao milenar sistema de Supervisão. Basta perguntar: “quem é o seu Supervisor?” Se disser que não tem, procure outro instrutor menos arrogante. Se disser que tem, procure confirmação, não apenas através de documen­tos, já que pessoas mal-intencionadas podem forjá-los, mas consul­tando o próprio Mestre que foi citado como Supervisor. Lembre-se da máxima: Mestre que não é leal ao seu próprio Mestre, o que não faria com seus discípulos?</p>
<p>Se este cuidado não fosse imprescindível não o mencionaríamos.</p>
<p align="center"><strong>Fator </strong><em><strong>Hierarquia</strong><a title="" href="#_ftn1"><strong>[1]</strong></a></em></p>
<p>A ascendência hierárquica é o suporte do Fator Supervisão<a title="" href="#_ftn2">[2]</a>. O SwáSthya Yôga, manteve-se sempre numa evolução estável e em harmonia interna graças a dois conceitos que se equilibram como forças antagonistas e complementares:</p>
<p>O primeiro é o de que todos os seres humanos são intrinsecamente iguais, dignos de todo o amor e consideração.</p>
<p>O segundo é o de que, embora sejamos todos e<strong>s</strong>otericamente iguais, e<strong>x</strong>otericamente cada um é distinto de todos os demais e situa-se numa escala ascendente de progresso, que depende de um coquetel com diversas variáveis: esforço pessoal, conhecimento adquirido, autodis­ciplina exercida, experiência de vida e tempo de amadurecimento. Cada qual vai ocupar a posição hierárquica que esses componentes externos permitirem.</p>
<p>Os companheiros tratam os mais antigos e os que detêm graus mais elevados, com respeito e carinho sempre proporcionais à diferença entre ambos. Isso se chama hierarquia.</p>
<p>Dos que estão em níveis superiores, observa-se a nobreza da reciprocidade em termos de afeto e de respeito humano. Jamais a hierarquia foi pretexto para abusos ou para justificar um tratamento ríspido com os mais novos e com os que não ocupam cargos de maior responsabilidade. O carinho sempre foi a maneira característica do swáSthya yôgin relacionar-se com quem quer que seja.</p>
<p>Assim, se um Mestre mais graduado transmitir um ensinamento, nenhum instrutor mais novo ou menos graduado o questionará nem desacatará. Se tiver opinião discrepante, jamais ela será manifestada publicamente. Nesse caso, irá consultar o mais graduado e, tendo razão, haverá contribuído para o crescimento de todos, sem gerar indisciplinas nem colocar em risco a estrutura de respeito aos Ancestrais.</p>
<div><br clear="all" /></p>
<hr align="left" size="1" width="33%" />
<div>
<p><a title="" href="#_ftnref1">[1]</a> Sobre hierarquia,consulte o livro <strong><em>Programa do Curso Básico</em></strong>.</p>
</div>
<div>
<p><a title="" href="#_ftnref2">[2]</a> Sobre supervisão,consulte o livro <strong><em>Programa do Curso Básico</em></strong>.</p>
</div>
</div>
<div id="crp_related"><br><h3>Veja também:</h3><ul><li><a href="http://www.metododerose.org/blogdoderose/diversos/coreografias-capitulo-do-meu-livro-tratado-de-yoga/" rel="bookmark" class="crp_title">Coreografias (capítulo do meu livro Tratado de Yôga)</a></li><li><a href="http://www.metododerose.org/blogdoderose/cursos/despertar-a-kundalini-kundalini-e-perigoso-ou-ha-um-metodo-seguro/" rel="bookmark" class="crp_title">Despertar a kundaliní (kundalini) é perigoso ou há um método seguro?</a></li><li><a href="http://www.metododerose.org/blogdoderose/livros/chakras-capitulo-do-meu-livro-tratado-de-yoga/" rel="bookmark" class="crp_title">Chakras (capítulo do meu livro Tratado de Yôga)</a></li><li><a href="http://www.metododerose.org/blogdoderose/livros/a-confusao-gerada-pelos-livros/" rel="bookmark" class="crp_title">A confusão gerada pelos livros</a></li><li><a href="http://www.metododerose.org/blogdoderose/cursos/karma-negativo-e-karma-positivo/" rel="bookmark" class="crp_title">Karma negativo e karma positivo (capítulo do meu livro Karma e dharma)</a></li><li><a href="http://www.metododerose.org/blogdoderose/cursos/mantra-capitulo-do-meu-livro-tratado-de-yoga/" rel="bookmark" class="crp_title">Mantra (capítulo do meu livro Tratado de Yôga)</a></li><li><a href="http://www.metododerose.org/blogdoderose/livros/prana-prana-capitulo-do-meu-livro-tratado-de-yoga/" rel="bookmark" class="crp_title">Prána [ prana ]   (Capítulo do meu livro Tratado de Yôga)</a></li><li><a href="http://www.metododerose.org/blogdoderose/livros/chakras-principais-continuacao-capitulo-do-meu-livro-tratado-de-yoga/" rel="bookmark" class="crp_title">Chakras principais [continuação]  (capítulo do meu livro Tratado de Yôga)</a></li><li><a href="http://www.metododerose.org/blogdoderose/profissao/metodo-derose-e-apenas-um-outro-nome-para-designar-a-mesma-coisa/" rel="bookmark" class="crp_title">Método DeRose é apenas um outro nome para designar a mesma coisa?</a></li><li><a href="http://www.metododerose.org/blogdoderose/cursos/kundalini-kundalini-capitulo-do-meu-livro-tratado-de-yoga/" rel="bookmark" class="crp_title">Kundaliní (kundalini) &#8211; capítulo do meu livro Tratado de Yôga</a></li></ul><br></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.metododerose.org/blogdoderose/diversos/regras-gerais-de-execucao-uma-contribuicao-historia-capitulo-do-meu-livro-tratado-de-yoga/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Karma negativo e karma positivo (capítulo do meu livro Karma e dharma)</title>
		<link>http://www.metododerose.org/blogdoderose/cursos/karma-negativo-e-karma-positivo/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=karma-negativo-e-karma-positivo</link>
		<comments>http://www.metododerose.org/blogdoderose/cursos/karma-negativo-e-karma-positivo/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 26 Mar 2012 07:30:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>DeRose</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura geral]]></category>
		<category><![CDATA[Cursos]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Índia]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[uni-yoga.org]]></category>
		<category><![CDATA[acordo ortográfico]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Amigos]]></category>
		<category><![CDATA[ashtánga]]></category>
		<category><![CDATA[autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Bem-Estar]]></category>
		<category><![CDATA[bhagavad]]></category>
		<category><![CDATA[Bhagavad Gítá]]></category>
		<category><![CDATA[Bhárata]]></category>
		<category><![CDATA[chakra]]></category>
		<category><![CDATA[chakras]]></category>
		<category><![CDATA[coluna]]></category>
		<category><![CDATA[comenda]]></category>
		<category><![CDATA[compartilhar]]></category>
		<category><![CDATA[conhecer]]></category>
		<category><![CDATA[conto]]></category>
		<category><![CDATA[controle]]></category>
		<category><![CDATA[costumes]]></category>
		<category><![CDATA[Culinária]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[cura]]></category>
		<category><![CDATA[dança]]></category>
		<category><![CDATA[Delhi]]></category>
		<category><![CDATA[DeRose]]></category>
		<category><![CDATA[Descontração]]></category>
		<category><![CDATA[destino]]></category>
		<category><![CDATA[dharma]]></category>
		<category><![CDATA[dieta]]></category>
		<category><![CDATA[direito]]></category>
		<category><![CDATA[energia]]></category>
		<category><![CDATA[ensinar]]></category>
		<category><![CDATA[escrituras]]></category>
		<category><![CDATA[espinha]]></category>
		<category><![CDATA[espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[espiritualista]]></category>
		<category><![CDATA[estudo]]></category>
		<category><![CDATA[ético]]></category>
		<category><![CDATA[exercício]]></category>
		<category><![CDATA[flexibilidade]]></category>
		<category><![CDATA[fundamentação]]></category>
		<category><![CDATA[gita]]></category>
		<category><![CDATA[gourmet vegetariano]]></category>
		<category><![CDATA[Governo]]></category>
		<category><![CDATA[gratuitamente]]></category>
		<category><![CDATA[hebraico]]></category>
		<category><![CDATA[hindi]]></category>
		<category><![CDATA[Hindu]]></category>
		<category><![CDATA[Houaiss]]></category>
		<category><![CDATA[idioma]]></category>
		<category><![CDATA[indiano]]></category>
		<category><![CDATA[indo]]></category>
		<category><![CDATA[inteligente]]></category>
		<category><![CDATA[ioga]]></category>
		<category><![CDATA[karma]]></category>
		<category><![CDATA[Kier]]></category>
		<category><![CDATA[Lei]]></category>
		<category><![CDATA[leitura]]></category>
		<category><![CDATA[ler]]></category>
		<category><![CDATA[liberdade]]></category>
		<category><![CDATA[língua]]></category>
		<category><![CDATA[língua portuguesa]]></category>
		<category><![CDATA[linguagem]]></category>
		<category><![CDATA[literatura]]></category>
		<category><![CDATA[livro]]></category>
		<category><![CDATA[mantra]]></category>
		<category><![CDATA[MEC]]></category>
		<category><![CDATA[meditação]]></category>
		<category><![CDATA[meditar]]></category>
		<category><![CDATA[meditation]]></category>
		<category><![CDATA[mestres]]></category>
		<category><![CDATA[Método]]></category>
		<category><![CDATA[milenar]]></category>
		<category><![CDATA[mudra]]></category>
		<category><![CDATA[não matarás]]></category>
		<category><![CDATA[Nature]]></category>
		<category><![CDATA[natureza]]></category>
		<category><![CDATA[nepal]]></category>
		<category><![CDATA[norma]]></category>
		<category><![CDATA[OM]]></category>
		<category><![CDATA[onu]]></category>
		<category><![CDATA[Oriente]]></category>
		<category><![CDATA[ortografia]]></category>
		<category><![CDATA[Ortográfico]]></category>
		<category><![CDATA[ótica]]></category>
		<category><![CDATA[parábola]]></category>
		<category><![CDATA[Paz]]></category>
		<category><![CDATA[professor]]></category>
		<category><![CDATA[relax]]></category>
		<category><![CDATA[respeito]]></category>
		<category><![CDATA[responsabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[ROTA]]></category>
		<category><![CDATA[sabedoria]]></category>
		<category><![CDATA[Sámkhya]]></category>
		<category><![CDATA[sankhya]]></category>
		<category><![CDATA[sanquia]]></category>
		<category><![CDATA[sânscrito]]></category>
		<category><![CDATA[Self]]></category>
		<category><![CDATA[sem carne]]></category>
		<category><![CDATA[sútra]]></category>
		<category><![CDATA[tantras]]></category>
		<category><![CDATA[têmpera]]></category>
		<category><![CDATA[Tratado]]></category>
		<category><![CDATA[Uni-Yoga]]></category>
		<category><![CDATA[Universidade]]></category>
		<category><![CDATA[upanishad]]></category>
		<category><![CDATA[Vêdánta]]></category>
		<category><![CDATA[vedas]]></category>
		<category><![CDATA[Vegetarianismo]]></category>
		<category><![CDATA[Visão]]></category>
		<category><![CDATA[vox populi]]></category>
		<category><![CDATA[Yoga]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.metododerose.org/blogdoderose/?p=11908</guid>
		<description><![CDATA[Karma negativo e karma positivo Mal é o nome que se dá à semente do bem. DeRose &#160; No Ocidente, temos uma visão muito distorcida a respeito do karma. Pudera! Esse conceito não é nosso, originalmente. Com toda aquela carga de culpa e pecado que cerca a cultura cristã, é compreensível que interpretemos o karma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><strong>K<span style="text-decoration: underline;">a</span>rma negativo e k<span style="text-decoration: underline;">a</span>rma positivo</strong></p>
<p align="right"><em>Mal é o nome que se dá à semente do bem.<br />
</em>DeRose</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>No Ocidente, temos uma visão muito distorcida a respeito do k<span style="text-decoration: underline;">a</span>rma. Pudera! Esse conceito não é nosso, originalmente. Com toda aquela carga de culpa e pecado que cerca a cultura cristã, é compreensível que interpretemos o k<span style="text-decoration: underline;">a</span>rma como algo forçosamente ruim, algo que temos de pagar com sofrimento. O marido faz algo desagradável e a mulher retruca contrariada: “Você é o meu k<span style="text-decoration: underline;">a</span>rma!”. Mas se numa outra ocasião o esposo traz flores, ela não diz, exultante: “Você é mesmo o meu k<span style="text-decoration: underline;">a</span>rma!”. Isso porque, para o ocidental, k<span style="text-decoration: underline;">a</span>rma está necessariamente associado a algo negativo. Na realidade, não é assim.</p>
<p>Não existe k<span style="text-decoration: underline;">a</span>rma bom ou k<span style="text-decoration: underline;">a</span>rma ruim, assim como não existe fogo bom ou fogo mau. Nós assim os classificamos conforme suas consequências imediatas sejam convenientes para nós ou não o sejam. Diversas vezes aquilo que chamamos de k<span style="text-decoration: underline;">a</span>rma ruim é algo que está criando as bases de algo muito bom no futuro. É como alguém que passe fome ou seja muito perseguido e, na hora, considere isso um mau k<span style="text-decoration: underline;">a</span>rma. No entanto, com o passar do tempo essas desditas geram uma têmpera mais forte, que virá a ser bem útil, por um tempo bastante maior. Outro exemplo: Fulano chegou tarde e perdeu o avião. Ficou revoltado com a própria falta de sorte e blasfemou: “Maldito k<span style="text-decoration: underline;">a</span>rma, esse meu. Perdi o voo.” Em seguida, o avião explode diante do seu olhar atônito, e ele só consegue balbuciar: “Bendito k<span style="text-decoration: underline;">a</span>rma. Perdi o voo e estou vivo”. Afinal, o k<span style="text-decoration: underline;">a</span>rma que o teria feito perder a aeronave, seria bom ou ruim? Depende da ótica. Na maior parte das vezes, não vemos o avião explodir, por isso continuamos a supor que o k<span style="text-decoration: underline;">a</span>rma tenha sido mau.</p>
<p>O exemplo acima, de certa forma, remete-nos à velha comparação que nos é ensinada pela sabedoria popular: uma garrafa com água até a metade é considerada pelo pessimista uma garrafa meio vazia e pelo otimista, uma garrafa meio cheia. No entanto, sua classificação é apenas uma questão de ótica. Assim é com o k<span style="text-decoration: underline;">a</span>rma e assim é com a vida. Muitas vezes temos todos os motivos para ser felizes, mas preferimos considerar as razões que nos fariam infelizes.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="center"><strong>A única forma de não gerar k<span style="text-decoration: underline;">a</span>rma</strong></p>
<p>A única maneira de não gerar k<span style="text-decoration: underline;">a</span>rma é atingir o nirb<span style="text-decoration: underline;">í</span>ja sam<span style="text-decoration: underline;">á</span>dhi, pois ele consiste em uma total identificação com o Absoluto. E o Absoluto não contrai k<span style="text-decoration: underline;">a</span>rma. Até então, respirou, gerou k<span style="text-decoration: underline;">a</span>rma. A grande equação é gerar somente o que consideramos “k<span style="text-decoration: underline;">a</span>rma positivo”, aquele que produz resultados que nos agradem.</p>
<div id="crp_related"><br><h3>Veja também:</h3><ul><li><a href="http://www.metododerose.org/blogdoderose/cursos/despertar-a-kundalini-kundalini-e-perigoso-ou-ha-um-metodo-seguro/" rel="bookmark" class="crp_title">Despertar a kundaliní (kundalini) é perigoso ou há um método seguro?</a></li><li><a href="http://www.metododerose.org/blogdoderose/amigos/eleger-palavras-mais-universais-para-a-comunicacao-interlinguistica/" rel="bookmark" class="crp_title">Eleger palavras mais universais para a comunicação interlinguística</a></li><li><a href="http://www.metododerose.org/blogdoderose/livros/chakras-capitulo-do-meu-livro-tratado-de-yoga/" rel="bookmark" class="crp_title">Chakras (capítulo do meu livro Tratado de Yôga)</a></li><li><a href="http://www.metododerose.org/blogdoderose/diversos/coreografias-capitulo-do-meu-livro-tratado-de-yoga/" rel="bookmark" class="crp_title">Coreografias (capítulo do meu livro Tratado de Yôga)</a></li><li><a href="http://www.metododerose.org/blogdoderose/livros/a-confusao-gerada-pelos-livros/" rel="bookmark" class="crp_title">A confusão gerada pelos livros</a></li><li><a href="http://www.metododerose.org/blogdoderose/livros/prana-prana-capitulo-do-meu-livro-tratado-de-yoga/" rel="bookmark" class="crp_title">Prána [ prana ]   (Capítulo do meu livro Tratado de Yôga)</a></li><li><a href="http://www.metododerose.org/blogdoderose/imprensa/entrevista-na-tv-estadao-com-legendas-em-ingles/" rel="bookmark" class="crp_title">Entrevista na TV Estadão com legendas em inglês e em italiano</a></li><li><a href="http://www.metododerose.org/blogdoderose/livros/o-poderoso-ashtanga-yantra-simbolo-de-protecao-do-swasthya/" rel="bookmark" class="crp_title">O poderoso ashtánga yantra, símbolo de proteção do SwáSthya</a></li><li><a href="http://www.metododerose.org/blogdoderose/amigos/amigos-do-metodo/" rel="bookmark" class="crp_title">Amigos do Método DeRose</a></li><li><a href="http://www.metododerose.org/blogdoderose/cursos/11913/" rel="bookmark" class="crp_title">Karma individual e karma coletivo (capítulo do meu livro Karma e dharma)</a></li></ul><br></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.metododerose.org/blogdoderose/cursos/karma-negativo-e-karma-positivo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Despertar a kundaliní (kundalini) é perigoso ou há um método seguro?</title>
		<link>http://www.metododerose.org/blogdoderose/cursos/despertar-a-kundalini-kundalini-e-perigoso-ou-ha-um-metodo-seguro/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=despertar-a-kundalini-kundalini-e-perigoso-ou-ha-um-metodo-seguro</link>
		<comments>http://www.metododerose.org/blogdoderose/cursos/despertar-a-kundalini-kundalini-e-perigoso-ou-ha-um-metodo-seguro/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 24 Mar 2012 07:55:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>DeRose</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura geral]]></category>
		<category><![CDATA[Cursos]]></category>
		<category><![CDATA[Índia]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[uni-yoga.org]]></category>
		<category><![CDATA[Clássico]]></category>
		<category><![CDATA[discípulo]]></category>
		<category><![CDATA[escrituras]]></category>
		<category><![CDATA[Hindu]]></category>
		<category><![CDATA[ioga]]></category>
		<category><![CDATA[Kier]]></category>
		<category><![CDATA[kundaliní]]></category>
		<category><![CDATA[livro]]></category>
		<category><![CDATA[médico]]></category>
		<category><![CDATA[Mestre]]></category>
		<category><![CDATA[meta]]></category>
		<category><![CDATA[Método]]></category>
		<category><![CDATA[Pátañjali]]></category>
		<category><![CDATA[samadhi]]></category>
		<category><![CDATA[Sivánanda]]></category>
		<category><![CDATA[upanishads]]></category>
		<category><![CDATA[Yoga]]></category>
		<category><![CDATA[Yôga Sútra]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.metododerose.org/blogdoderose/?p=11943</guid>
		<description><![CDATA[Os perigos da kundaliní Há algum perigo? O único perigo é a existência de indiscípulos, aqueles que discordam por razões de ego, descumprem as instruções por questões de conveniência, fazem tudo errado por indisciplina e depois ainda querem que a coisa funcione. Se o praticante obedecer rigorosamente as recomendações de um Mestre qualificado e com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><strong>Os perigos da k<span style="text-decoration: underline;">u</span>ndaliní</strong></p>
<p>Há algum perigo? O único perigo é a existência de indiscípulos, aqueles que discordam por razões de ego, descumprem as instruções por questões de conveniência, fazem tudo errado por indisciplina e depois ainda querem que a coisa funcione. Se o praticante obedecer rigorosamente as recomendações de um Mestre qualificado e com experiência própria, não há riscos. Você quer um exemplo de algo mais mortal que um salto mortal? Entretanto, ninguém morre dando saltos mortais na ginástica olímpica, porque há um método de aprendizagem. Basta seguir o método. O nosso vem com garantia de fábrica de 5000 anos.</p>
<p align="center"><strong>Resumo do argumento<br />
a favor do despertamento da k<span style="text-decoration: underline;">u</span>ndaliní</strong></p>
<p>Defendendo a instrução ancestral de que é preciso despertar a k<span style="text-decoration: underline;">u</span>ndaliní, repetimos aqui a justificativa, resumidamente:</p>
<p>O médico hindu e grande iluminado dos Him<span style="text-decoration: underline;">á</span>layas, S<span style="text-decoration: underline;">i</span>vananda (pronuncie Sh<span style="text-decoration: underline;">i</span>vánanda), declarou textualmente em seu livro <em>K<span style="text-decoration: underline;">u</span>ndaliní Y<span style="text-decoration: underline;">ô</span>ga</em>, páginas 70 e 126 da primeira edição, Editorial Kier: &#8220;Nenhum sam<span style="text-decoration: underline;">á</span>dhi é possível sem k<span style="text-decoration: underline;">u</span>ndaliní.&#8221; Ora, se a meta do Y<span style="text-decoration: underline;">ô</span>ga, segundo Pát<span style="text-decoration: underline;">a</span>ñjali, o codificador do Y<span style="text-decoration: underline;">ô</span>ga Clássico, é o sam<span style="text-decoration: underline;">á</span>dhi, praticar Y<span style="text-decoration: underline;">ô</span>ga sem despertar a k<span style="text-decoration: underline;">u</span>ndaliní é tão eficaz quanto ping-pong. <strong></strong></p>
<div id="crp_related"><br><h3>Veja também:</h3><ul><li><a href="http://www.metododerose.org/blogdoderose/amigos/eleger-palavras-mais-universais-para-a-comunicacao-interlinguistica/" rel="bookmark" class="crp_title">Eleger palavras mais universais para a comunicação interlinguística</a></li><li><a href="http://www.metododerose.org/blogdoderose/livros/chakras-capitulo-do-meu-livro-tratado-de-yoga/" rel="bookmark" class="crp_title">Chakras (capítulo do meu livro Tratado de Yôga)</a></li><li><a href="http://www.metododerose.org/blogdoderose/livros/prana-prana-capitulo-do-meu-livro-tratado-de-yoga/" rel="bookmark" class="crp_title">Prána [ prana ]   (Capítulo do meu livro Tratado de Yôga)</a></li><li><a href="http://www.metododerose.org/blogdoderose/diversos/coreografias-capitulo-do-meu-livro-tratado-de-yoga/" rel="bookmark" class="crp_title">Coreografias (capítulo do meu livro Tratado de Yôga)</a></li><li><a href="http://www.metododerose.org/blogdoderose/cursos/karma-negativo-e-karma-positivo/" rel="bookmark" class="crp_title">Karma negativo e karma positivo (capítulo do meu livro Karma e dharma)</a></li><li><a href="http://www.metododerose.org/blogdoderose/livros/a-confusao-gerada-pelos-livros/" rel="bookmark" class="crp_title">A confusão gerada pelos livros</a></li><li><a href="http://www.metododerose.org/blogdoderose/imprensa/entrevista-na-tv-estadao-com-legendas-em-ingles/" rel="bookmark" class="crp_title">Entrevista na TV Estadão com legendas em inglês e em italiano</a></li><li><a href="http://www.metododerose.org/blogdoderose/livros/o-poderoso-ashtanga-yantra-simbolo-de-protecao-do-swasthya/" rel="bookmark" class="crp_title">O poderoso ashtánga yantra, símbolo de proteção do SwáSthya</a></li><li><a href="http://www.metododerose.org/blogdoderose/cursos/kundalini-kundalini-capitulo-do-meu-livro-tratado-de-yoga/" rel="bookmark" class="crp_title">Kundaliní (kundalini) &#8211; capítulo do meu livro Tratado de Yôga</a></li><li><a href="http://www.metododerose.org/blogdoderose/amigos/amigos-do-metodo/" rel="bookmark" class="crp_title">Amigos do Método DeRose</a></li></ul><br></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.metododerose.org/blogdoderose/cursos/despertar-a-kundalini-kundalini-e-perigoso-ou-ha-um-metodo-seguro/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>ÔM (OM) (AUM) capítulo do meu livro Tratado de Yôga</title>
		<link>http://www.metododerose.org/blogdoderose/cursos/om-om-aum-capitulo-do-meu-livro-tratado-de-yoga/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=om-om-aum-capitulo-do-meu-livro-tratado-de-yoga</link>
		<comments>http://www.metododerose.org/blogdoderose/cursos/om-om-aum-capitulo-do-meu-livro-tratado-de-yoga/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 23 Mar 2012 07:56:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>DeRose</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cursos]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Índia]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[uni-yoga.org]]></category>
		<category><![CDATA[Agra]]></category>
		<category><![CDATA[alfabeto]]></category>
		<category><![CDATA[antiguidade]]></category>
		<category><![CDATA[Buddha]]></category>
		<category><![CDATA[chakra]]></category>
		<category><![CDATA[chakras]]></category>
		<category><![CDATA[Civilização]]></category>
		<category><![CDATA[concentração]]></category>
		<category><![CDATA[curso]]></category>
		<category><![CDATA[discípulo]]></category>
		<category><![CDATA[egrégora]]></category>
		<category><![CDATA[energia]]></category>
		<category><![CDATA[escrituras]]></category>
		<category><![CDATA[ética]]></category>
		<category><![CDATA[ético]]></category>
		<category><![CDATA[fenômenos]]></category>
		<category><![CDATA[gregário]]></category>
		<category><![CDATA[Hindu]]></category>
		<category><![CDATA[hindus]]></category>
		<category><![CDATA[idioma]]></category>
		<category><![CDATA[inconsciente]]></category>
		<category><![CDATA[inconsciente coletivo]]></category>
		<category><![CDATA[indiano]]></category>
		<category><![CDATA[indo]]></category>
		<category><![CDATA[iniciação]]></category>
		<category><![CDATA[karma]]></category>
		<category><![CDATA[linguística]]></category>
		<category><![CDATA[mantra]]></category>
		<category><![CDATA[matriarcal]]></category>
		<category><![CDATA[meditação]]></category>
		<category><![CDATA[meditar]]></category>
		<category><![CDATA[mentalização]]></category>
		<category><![CDATA[Mestre]]></category>
		<category><![CDATA[mestres]]></category>
		<category><![CDATA[OM]]></category>
		<category><![CDATA[ortografia]]></category>
		<category><![CDATA[paranormal]]></category>
		<category><![CDATA[pensamento]]></category>
		<category><![CDATA[prána]]></category>
		<category><![CDATA[proteção]]></category>
		<category><![CDATA[ressonância]]></category>
		<category><![CDATA[sânscrito]]></category>
		<category><![CDATA[siddhis]]></category>
		<category><![CDATA[som]]></category>
		<category><![CDATA[Tratado]]></category>
		<category><![CDATA[Uni-Yoga]]></category>
		<category><![CDATA[Universidade]]></category>
		<category><![CDATA[vibração]]></category>
		<category><![CDATA[vocalização]]></category>
		<category><![CDATA[zen]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.metododerose.org/blogdoderose/?p=11926</guid>
		<description><![CDATA[ÔM é o símbolo universal do Yôga, para todo o mundo, todas as épo­cas e todos os ramos de Yôga. No entanto, cada Escola adota um tra­çado particular que passa a ser seu emblema. Uns são mais corretos, outros menos; uns mais elegantes, outros nem tanto; e alguns são inici­áticos, outros, profanos. Isto pode ser [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>ÔM </strong>é o símbolo universal do Y<span style="text-decoration: underline;">ô</span>ga, para todo o mundo, todas as épo­cas e todos os ramos de Y<span style="text-decoration: underline;">ô</span>ga. No entanto, cada Escola adota um tra­çado particular que passa a ser seu emblema. Uns são mais corretos, outros menos; uns mais elegantes, outros nem tanto; e alguns são inici­áticos, outros, profanos. Isto pode ser percebido por um iniciado pela simples observação da caligrafia adotada, ou então prestando atenção no momento em que o símbolo é grafado.<br />
<span id="more-11926"></span></p>
<p>Aquele desenho semelhante ao número <strong>30</strong> que aparece em quase todos os livros e entidades de Y<span style="text-decoration: underline;">ô</span>ga é uma sílaba constituída por três letras: A, U e M (fonema au + m<a title="" href="#_ftn1">[1]</a>). Pronuncia-se ÔM. Um erro comum aos que não conhecem Y<span style="text-decoration: underline;">ô</span>ga é pronunciar as três letras “<em>AUM</em>”. Traçado em caracteres, é um y<span style="text-decoration: underline;">a</span>ntra. Pronunciado, é um m<span style="text-decoration: underline;">a</span>ntra. Há inúmeras maneiras de pronunciá-lo para se obter diferentes resultados físicos, energéticos, emocionais e outros.</p>
<p>ÔM não tem tradução. Apesar disso, os hindus o consideram como o próprio nome do Absoluto, seu <em>corpo sonoro</em>,<em> </em>devido à sua antiguidade e amplo espectro de efeitos colhidos por quem o vocaliza de forma certa, ou o visualiza com um traçado correto.</p>
<p>Se você pratica Sw<span style="text-decoration: underline;">á</span>Sthya Y<span style="text-decoration: underline;">ô</span>ga e identificou-se com o que expomos neste livro, sem dúvida você é dos nossos. Isso o autoriza a utilizar o nosso traçado do ÔM para concentrar-se e meditar, bem como a portar nossa medalha. Só não pode usar o ÔM antes da assinatura, como fa­zem os instrutores, enquanto não aprender a forma correta de traçar e enquanto não obtiver autorização do seu Mestre para incorporá-lo dessa maneira ao seu nome.</p>
<p>A cada livro que consulte ou entidade que você visite, notará que o ÔM difere ligeiramente. Os diferentes grafismos do ÔM originaram-se na caligrafia dos diversos Mestres. Cada pessoa tem sua caligrafia particular ao escrever seja lá o que for. O mesmo ocorre com o ÔM. A atitude dos discípulos é bem lógica. “Meu Mestre conhece mais do que eu. Se ele escreve assim, essa forma deve ser mais correta. Então, vou adotá-la.” Na verdade, tal processo é inconsciente, mas o fato é que praticamente todos os discípulos daquele Preceptor passam a traçar o ÔM de forma semelhante. Com o tempo, esse traçado acaba constituindo um emblema da respectiva Escola.</p>
<p>Outra curiosidade é que existe uma escrita curvilínea, utilizada em filosofia (no Y<span style="text-decoration: underline;">ô</span>ga, no S<span style="text-decoration: underline;">á</span>mkhya, no Vêd<span style="text-decoration: underline;">á</span>nta, no T<span style="text-decoration: underline;">a</span>ntra etc.), que parece ser mais antiga; e outra, tendendo a retilínea, que deve ser mais recente, a qual consta dos dicionários e gramáticas.</p>
<p>Os caracteres curvilíneos usados na filosofia para traçar o Ômk<span style="text-decoration: underline;">á</span>ra parecem pertencer a um alfabeto ainda mais antigo que o dêvan<span style="text-decoration: underline;">á</span>garí, utilizado para escrever o idioma sânscrito. Consultando um texto escrito em sânscrito, podemos notar que o alfabeto dêvan<span style="text-decoration: underline;">á</span>garí é predominantemente retilíneo e que o próprio ÔM naquele alfabeto é escrito segundo essa tendência. Entretanto, saindo do domínio da gramática e da ortografia para o da filosofia, só encontramos o ÔM escrito de maneira diversa, com caracteres exclusivamente curvilíneos, o que demonstra sua identidade totalmente distinta. Isso também pode ser percebido na medalha do Sw<span style="text-decoration: underline;">á</span>Sthya Y<span style="text-decoration: underline;">ô</span>ga, cuja fotografia é reproduzida mais adiante, a qual possui algumas inscrições em sânscrito, em torno do ÔM.</p>
<p>A escrita curvilínea sugere origens numa sociedade matriarcal, mais sensível, sem pontas ou ângulos que pudessem ferir. Essa era a Civilização Dravídica ou Harappiana, de mais de 3000 a.C.</p>
<p>Já a escrita retilínea, mais dura, que lembra as lanças e as lâminas, tem coerência com a tradição patriarcal, guerreira, a Civilização Ariana, instaurada na Índia a partir de ±1500 a.C.</p>
<p align="center"><strong>Várias formas de traçar o ÔM</strong></p>
<p>Embora haja várias maneiras de grafar o ÔM, ele jamais poderá ter pontas ou ângulos. Seu desenho, conforme foi adotado na filosofia, deve ser totalmente curvilíneo.</p>
<div>
<table width="1" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td align="left" valign="top"></td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p>Há dois conceitos paralelos. Um, é se o ÔM está correto. Outro, é se o traçado usado é o iniciático. Independentemente de estar utilizando ou não um traçado iniciático, ele pode estar correto. Pode estar correto pelas normas ortográficas, porém, profano em termos de geração de linhas de força. Se estiver potencializado pelas linhas de força, seu traçado torna-se ainda mais poderoso.</p>
<p>Na coluna da esquerda do quadro comparativo apresentamos algumas formas de traçar o ÔM. Na coluna da direita, algumas formas de traçar a letra <strong><em>a</em></strong>. Precisamos reconhecer que as diferenças entre um <strong><em>a</em></strong> e outro são bem maiores do que as diferenças entre um ÔM e outro. Podemos, então, considerar que todos estão ortograficamente corretos. No entanto, a letra <strong><em>a</em></strong> não é nenhuma daquelas estilizações. O traçado original e mais autêntico de um <strong>A</strong> latino é o que está na coluna do meio. Assim também, o traçado mais autêntico do ÔM é o que está na coluna do meio.</p>
<p>A questão seguinte é: qual ou quais desses traçados do ÔM é ou são iniciáticos? Noutras palavras, qual ou quais detêm mais poder pelas linhas de força corretamente traçadas? Os segredos desse traçado iniciático só são transmitidos de Mestre a discípulo num processo de iniciação.</p>
<p align="center"><strong>Sete formas de vocalizar o ÔM</strong></p>
<p>Há sete maneiras de emitir o ÔM. Não se consegue ensinar a pronúncia, a entonação, o timbre, através de livro<a title="" href="#_ftn2">[2]</a>. Portanto, as explanações que se seguem aqui constam apenas à guisa de registro. Devem servir para aguçar a curiosidade daquele que ainda não tiver recebido essa iniciação ou para recordação ao que já tiver tido esse privilégio.</p>
<p>As sete formas de pronunciar o pránava são as seguintes:</p>
<p>&nbsp;</p>
<table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td valign="top" width="26">
<p align="center"><strong> </strong></p>
</td>
<td valign="top" width="236">
<p align="center"><strong>forma de pronunciar</strong></p>
</td>
<td valign="top" width="200">
<p align="center"><strong>efeito</strong></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="26">
<p align="left">1</p>
</td>
<td valign="top" width="236">
<p align="left">Repetido ritmicamente a curtos intervalos.</p>
<p align="left">(ôm-ôm-ôm-ôm-ôm-ôm-ôm-ôm-ôm-ôm-ôm…)</p>
</td>
<td valign="top" width="200">Induz à meditação.</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="26">
<p align="left">2</p>
</td>
<td valign="top" width="236">
<p align="left">Longo, repetido.</p>
<p align="left">(ôôômmm – ôôômmm – ôôômmm – ôôômmm …)</p>
</td>
<td valign="top" width="200">Contribui para o desenvolvimento de paranormalidades.</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="26">
<p align="left">3</p>
</td>
<td valign="top" width="236">Com reverberação da caixa craniana, mediante contração da glote.</td>
<td valign="top" width="200">Estimula os chakras da cabeça (ájña e sahásrara chakra).</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="26">
<p align="left">4</p>
</td>
<td valign="top" width="236">A mesma vocalização, só que com a boca fechada, como para reter a força e se insuflar de energia.</td>
<td valign="top" width="200">Para se recarregar de força, naqueles momentos em que precisar de um reforço.</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="26">
<p align="left">5</p>
</td>
<td valign="top" width="236">O contrário, expirar soprando o ar rapidamente, produzindo o som similar ao apito grave de um navio.</td>
<td valign="top" width="200">Transmite sua energia a algum objeto ou pessoa, impregnando-a nele.</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="26">
<p align="left">6</p>
</td>
<td valign="top" width="236">
<p align="left">Vocalização com todos os fonemas (300 fonemas).</p>
<p align="left">àaâòoôõùuûũmmmmm</p>
</td>
<td valign="top" width="200">Desenvolve todos os chakras, todos os siddhis e todos os corpos.</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="26">
<p align="left">7</p>
</td>
<td valign="top" width="236">ÔM contínuo. Só é possível vocalizá-lo em grupo, para que o ÔM continue enquanto cada um toma fôlego.</td>
<td valign="top" width="200">Constroi e/ou reforça a egrégora, conferindo ao praticante o poder gregário universal do Yôga.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Cada uma das formas de vocalização atua prioritariamente em um tipo de efeito, no entanto, contém em si todos os demais efeitos das outras seis maneiras de pronunciar o pránava<a title="" href="#_ftn3">[3]</a>.</p>
<p align="center"><strong>O mantra mais poderoso</strong></p>
<p>Nas escrituras da Índia antiga, o ÔM é considerado como o mais poderoso de todos os m<span style="text-decoration: underline;">a</span>ntras. Os outros são considerados aspectos do ÔM e o ÔM é a matriz dos demais m<span style="text-decoration: underline;">a</span>ntras. É denominado m<span style="text-decoration: underline;">á</span>triká m<span style="text-decoration: underline;">a</span>ntra, ou mantra māter.</p>
<p>O ÔM é também o b<span style="text-decoration: underline;">í</span>ja-m<span style="text-decoration: underline;">a</span>ntra do <span style="text-decoration: underline;">á</span>jña ch<span style="text-decoration: underline;">a</span>kra, isto é, o som-semente que desenvolve o centro de força situado entre as sobrancelhas, responsável pela meditação, intuição, inteligência, premonição e hiperestesia do pensamento. Por isso, é o m<span style="text-decoration: underline;">a</span>ntra que produz melhores resultados para as práticas de concentração e meditação, bem como desperta um bom número de paranormalidades.</p>
<p>Sendo o m<span style="text-decoration: underline;">a</span>ntra mais completo e equilibrado, sua vocalização não apresenta nenhum perigo nem contra-indicação. É estimulante, mas ao mesmo tempo aquietante, pois consiste numa vibração sáttwica<a title="" href="#_ftn4">[4]</a>, que contém em si tam<span style="text-decoration: underline;">a</span>s (-) e raj<span style="text-decoration: underline;">a</span>s (+) sublimados.</p>
<p>Quando traçado em caracteres antigos, ele se torna um símbolo gráfico denominado y<span style="text-decoration: underline;">a</span>ntra. A especialidade que estuda a ciência de traçar os símbolos denomina-se Y<span style="text-decoration: underline;">a</span>ntra Y<span style="text-decoration: underline;">ô</span>ga. O ÔM pode ser traçado de diversas formas. Cada maneira de grafá-lo encerra determinada classe de efeitos e de características ou tendências filosóficas.</p>
<p>Cada linha de Y<span style="text-decoration: underline;">ô</span>ga adota um desenho típico do ÔM que tenha a ver com os seus objetivos, o qual passa a constituir símbolo seu. Por essa razão, não se deve utilizar o traçado adotado por uma outra Escola: por uma questão de ética e também para evitar choque de egrégoras<a title="" href="#_ftn5">[5]</a>.</p>
<p>Ninguém pode negar que o ÔM seja um símbolo muito poderoso. Ele é forte pelo seu traçado yântrico em si, pela sua antiguidade, seus milhares de anos de impregnação no inconsciente coletivo, pelos bilhões de hindus que o usaram e veneraram, geração após geração, durante dezenas de séculos, desde muito antes de Cristo, antes de Buddha, antes da civilização européia existir e, durante esse tempo todo, toda essa gente fortaleceu a egrégora do ÔM!</p>
<p>Evidentemente, portando tal símbolo, estabelecemos sintonia com uma corrente de força, poder e energia que é uma das maiores, mais antigas e mais poderosas da Terra. Por isso, muita gente associa a ideia de proteção ao uso de uma medalha com o símbolo do ÔM. Embora sejamos obrigados a reconhecer certa classe de efeitos dessa ordem, achamos que tal não deve ser a justificativa para portar a medalha, pois, agindo assim, ficaríamos susceptíveis de descambar para o misticismo, com o qual a nossa linhagem de Y<span style="text-decoration: underline;">ô</span>ga Antigo (Nir<span style="text-decoration: underline;">í</span>shwaras<span style="text-decoration: underline;">á</span>mkhya) não compactua. Deve-se usá-la de forma descontraída e se nos dá prazer, como faríamos com a insígnia da nosso clube, do nosso time ou da nossa universidade; devemos portá-la unicamente se estivermos identificados com o que ela significa e com a linhagem que representa. Não por superstição nem para auferir benefícios.</p>
<p>Sendo objetivo da nossa estirpe perpetuar a autenticidade do Y<span style="text-decoration: underline;">ô</span>ga Ancestral, assumimos um desenho do y<span style="text-decoration: underline;">a</span>ntra ÔM reproduzido fotograficamente de um texto antigo encontrado em Rishik<span style="text-decoration: underline;">ê</span>sh, nos Him<span style="text-decoration: underline;">á</span>layas. Se você quiser seguir a nossa tradição, está autorizado a utilizá-lo, mas com a condição de que o reproduza fotograficamente ou escaneado, para não alterar sua minuciosa exatidão. Só não estará autorizado a usar o ÔM antes da sua assinatura, pois isso constitui privilégio dos que receberam a iniciação no ÔM pessoalmente do seu Mestre e aprenderam as diversas formas de traçá-lo e pronunciá-lo de acordo com os efeitos desejados. Só então, poderá incorporá-lo dessa forma ao seu nome.</p>
<p>Enquanto você não receber essa Iniciação, poderá utilizar o ÔM de três formas:</p>
<p>1. vocalizando-o da forma ensinada no <strong><em>CD da Prática Básica</em></strong> ou nas aulas do <strong><em>Curso Básico em vídeo</em></strong>;</p>
<p>2. mentalizando o y<span style="text-decoration: underline;">a</span>ntra ÔM durante as suas práticas de y<span style="text-decoration: underline;">a</span>ntra dhy<span style="text-decoration: underline;">á</span>na;</p>
<p>3. portando a medalha com o ÔM ao pescoço, mantendo sua vibração perto do vish<span style="text-decoration: underline;">u</span>ddha ch<span style="text-decoration: underline;">a</span>kra, o centro de força da garganta.</p>
<div><br clear="all" /></p>
<hr align="left" size="1" width="33%" />
<div>
<p><a title="" href="#_ftnref1">[1]</a> O <strong><em>m</em></strong>, do <strong>ÔM</strong>, na verdade, não é letra <strong><em>m</em></strong> (não é a letra <strong><em>ma</em></strong><em> = </em><strong>m</strong>) e sim um acento de nasalização representado por um ponto (anusw<span style="text-decoration: underline;">á</span>ra) acima da sílaba. Ocorreu que os ingleses, que colonizaram a Índia, não possuíam o acento correspondente à nasalização e na transliteração apelaram para o uso de uma letra <strong><em>m</em></strong> final, a fim de obter efeito fonético semelhante. A partir daí, após séculos de utilização do <strong><em>m</em></strong> nas palavras onde deveria ser utilizado um acento, a própria pronúncia dos indianos foi-se modificando. A forma mais adequada de transliterar o <strong>ôm</strong> seria <strong>õ</strong>  e assim teria sido se os portugueses houvessem colonizado a Índia, pois o português é uma das raras línguas que possuem um signo de nasalização, o til (~).</p>
</div>
<div>
<p><a title="" href="#_ftnref2">[2]</a> A Universidade de Yôga produziu um vídeo com esta aula e o <em>site</em> <strong>www.Uni-Yoga.org</strong> disponibiliza uma <em>webclass</em> gratuita sobre o tema.</p>
</div>
<div>
<p><a title="" href="#_ftnref3">[3]</a> Evite vocalizar o ÔM três vezes. O ÔM, como qualquer outro m<span style="text-decoration: underline;">a</span>ntra, precisa ser vocalizado muitas vezes (ou durante muito tempo) para gerar o campo de força que produzirá seus efeitos por ressonância. Fazer o ÔM três vezes é coisa de ocidental leigo, que pronuncia o ÔM sem conhecer sua mecânica e o interpreta como um mero protocolo que precisa ser cumprido antes da meditação, mentalização ou prática de Y<span style="text-decoration: underline;">ô</span>ga. Quem vocaliza três vezes, parece que pensa: “<em>se é uma simples formalidade, vamos cumpri-la de uma vez e acabar logo com isso</em>”. Como o número três é cheio de simbolismos, o leigo ocidental repete-o três vezes. Ora, três repetições não são suficientes para produzir seus poderosos efeitos. Em mais de 20 anos de viagens à Índia, escutei uma única vez um Mestre hindu pronunciar três vezes o ÔM: <span style="text-decoration: underline;">tratava-se de aula para um grupo de ocidentais</span>! Certamente, o indiano sabia que os ocidentais adoram vocalizar o ÔM três vezes e quis agradá-los. Nunca antes, e nunca mais depois daquele dia, escutei um Gur<span style="text-decoration: underline;">u</span> pronunciá-lo apenas três vezes. Pronuncia-se o ÔM muitas vezes (geralmente em múltiplos de 9) ou de forma contínua ou, em casos específicos, uma só vez.</p>
</div>
<div>
<p><a title="" href="#_ftnref4">[4]</a> Jamais escreva “satívica”, como consta em alguns livros de autor brasileiro, pois isso constitui demonstração de crassa ignorância semelhante à que ocorre ao grafar “adevogado” ou “píssicologia”.<br />
Sattwa não possui letra <strong><em>i</em></strong> – nem letra alguma – entre o <strong><em>t</em></strong> e o <strong><em>w</em></strong>, portanto, não se pode tornar tônica a sílaba que não existe. Ocorrem aí dois fenômenos de deturpação linguística: epêntese, intercalação de uma sílaba onde ela não existe, e hiperbibasmo, o deslocamento de uma tônica, por erro de pronúncia, de uma sílaba para outra. O pior é quando essa outra nem existe!</p>
</div>
<div>
<p><a title="" href="#_ftnref5">[5]</a> Desejando saber mais sobre egrégora, consulte o capítulo <em>Karma</em>.</p>
</div>
</div>
<div id="crp_related"><br><h3>Veja também:</h3><ul><li><a href="http://www.metododerose.org/blogdoderose/livros/prana-prana-capitulo-do-meu-livro-tratado-de-yoga/" rel="bookmark" class="crp_title">Prána [ prana ]   (Capítulo do meu livro Tratado de Yôga)</a></li><li><a href="http://www.metododerose.org/blogdoderose/livros/chakras-capitulo-do-meu-livro-tratado-de-yoga/" rel="bookmark" class="crp_title">Chakras (capítulo do meu livro Tratado de Yôga)</a></li><li><a href="http://www.metododerose.org/blogdoderose/cursos/despertar-a-kundalini-kundalini-e-perigoso-ou-ha-um-metodo-seguro/" rel="bookmark" class="crp_title">Despertar a kundaliní (kundalini) é perigoso ou há um método seguro?</a></li><li><a href="http://www.metododerose.org/blogdoderose/livros/o-poderoso-ashtanga-yantra-simbolo-de-protecao-do-swasthya/" rel="bookmark" class="crp_title">O poderoso ashtánga yantra, símbolo de proteção do SwáSthya</a></li><li><a href="http://www.metododerose.org/blogdoderose/amigos/eleger-palavras-mais-universais-para-a-comunicacao-interlinguistica/" rel="bookmark" class="crp_title">Eleger palavras mais universais para a comunicação interlinguística</a></li><li><a href="http://www.metododerose.org/blogdoderose/cursos/karma-negativo-e-karma-positivo/" rel="bookmark" class="crp_title">Karma negativo e karma positivo (capítulo do meu livro Karma e dharma)</a></li><li><a href="http://www.metododerose.org/blogdoderose/diversos/coreografias-capitulo-do-meu-livro-tratado-de-yoga/" rel="bookmark" class="crp_title">Coreografias (capítulo do meu livro Tratado de Yôga)</a></li><li><a href="http://www.metododerose.org/blogdoderose/livros/a-confusao-gerada-pelos-livros/" rel="bookmark" class="crp_title">A confusão gerada pelos livros</a></li><li><a href="http://www.metododerose.org/blogdoderose/diversos/12002/" rel="bookmark" class="crp_title">A medalha com o ÔM (capítulo do meu livro Quando é Preciso Ser Forte)</a></li><li><a href="http://www.metododerose.org/blogdoderose/cursos/mantra-capitulo-do-meu-livro-tratado-de-yoga/" rel="bookmark" class="crp_title">Mantra (capítulo do meu livro Tratado de Yôga)</a></li></ul><br></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.metododerose.org/blogdoderose/cursos/om-om-aum-capitulo-do-meu-livro-tratado-de-yoga/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>12</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Mantra (capítulo do meu livro Tratado de Yôga)</title>
		<link>http://www.metododerose.org/blogdoderose/cursos/mantra-capitulo-do-meu-livro-tratado-de-yoga/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=mantra-capitulo-do-meu-livro-tratado-de-yoga</link>
		<comments>http://www.metododerose.org/blogdoderose/cursos/mantra-capitulo-do-meu-livro-tratado-de-yoga/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 21 Mar 2012 07:45:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>DeRose</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cursos]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Índia]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[uni-yoga.org]]></category>
		<category><![CDATA[Agra]]></category>
		<category><![CDATA[alfabeto]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[bháva]]></category>
		<category><![CDATA[brahma]]></category>
		<category><![CDATA[chakra]]></category>
		<category><![CDATA[chakras]]></category>
		<category><![CDATA[comenda]]></category>
		<category><![CDATA[concentração]]></category>
		<category><![CDATA[condecoração]]></category>
		<category><![CDATA[conhecer]]></category>
		<category><![CDATA[conhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[consciência]]></category>
		<category><![CDATA[credibilidade]]></category>
		<category><![CDATA[DeRose]]></category>
		<category><![CDATA[egrégora]]></category>
		<category><![CDATA[energia]]></category>
		<category><![CDATA[ética]]></category>
		<category><![CDATA[ético]]></category>
		<category><![CDATA[felicidade]]></category>
		<category><![CDATA[gita]]></category>
		<category><![CDATA[gregária]]></category>
		<category><![CDATA[gregário]]></category>
		<category><![CDATA[grupo]]></category>
		<category><![CDATA[harmonia]]></category>
		<category><![CDATA[Heroi]]></category>
		<category><![CDATA[Herois]]></category>
		<category><![CDATA[Hindu]]></category>
		<category><![CDATA[hindus]]></category>
		<category><![CDATA[idioma]]></category>
		<category><![CDATA[inconsciente]]></category>
		<category><![CDATA[inconsciente coletivo]]></category>
		<category><![CDATA[indiana]]></category>
		<category><![CDATA[indo]]></category>
		<category><![CDATA[iniciação]]></category>
		<category><![CDATA[karma]]></category>
		<category><![CDATA[livro]]></category>
		<category><![CDATA[mantra]]></category>
		<category><![CDATA[mantras]]></category>
		<category><![CDATA[meditação]]></category>
		<category><![CDATA[Mestre]]></category>
		<category><![CDATA[ótica]]></category>
		<category><![CDATA[paranormal]]></category>
		<category><![CDATA[pensamento]]></category>
		<category><![CDATA[professor]]></category>
		<category><![CDATA[proteção]]></category>
		<category><![CDATA[Quando é Preciso Ser Forte]]></category>
		<category><![CDATA[respeito]]></category>
		<category><![CDATA[ressonância]]></category>
		<category><![CDATA[rio ganges]]></category>
		<category><![CDATA[Ritmo]]></category>
		<category><![CDATA[sabedoria]]></category>
		<category><![CDATA[Sábio]]></category>
		<category><![CDATA[sânscrito]]></category>
		<category><![CDATA[satisfação]]></category>
		<category><![CDATA[saudável]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Schopenhauer]]></category>
		<category><![CDATA[sons]]></category>
		<category><![CDATA[sucesso]]></category>
		<category><![CDATA[sútra]]></category>
		<category><![CDATA[sútras]]></category>
		<category><![CDATA[SwáSthya]]></category>
		<category><![CDATA[tai-chi]]></category>
		<category><![CDATA[Tratado]]></category>
		<category><![CDATA[ultrassons]]></category>
		<category><![CDATA[vegan]]></category>
		<category><![CDATA[vencedores]]></category>
		<category><![CDATA[vibração]]></category>
		<category><![CDATA[vocalização]]></category>
		<category><![CDATA[yôgi]]></category>
		<category><![CDATA[yôgin]]></category>
		<category><![CDATA[zen]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.metododerose.org/blogdoderose/?p=11918</guid>
		<description><![CDATA[Mantra Vocalização de sons e ultrassons   Mantra pode-se traduzir como vocalização. Compõe-se do radical man (pensar) + a partícula tra (instrumento). É significativa tal construção semântica, já que o mantra é muito utilizado para se alcançar a “supressão da instabilidade da consciência” (chitta vritti nirôdhah), denominada meditação, a qual consiste na parada das ondas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><strong>M<span style="text-decoration: underline;">a</span>ntra</strong></p>
<p align="center"><strong>Vocalização de sons e ultrassons</strong></p>
<p align="center"><strong> </strong></p>
<p>M<span style="text-decoration: underline;">a</span>ntra pode-se traduzir como vocalização. Compõe-se do radical <strong><em>man</em></strong> (pensar) + a partícula <strong><em>tra</em></strong> (instrumento). É significativa tal construção semântica, já que o m<span style="text-decoration: underline;">a</span>ntra é muito utilizado para se alcançar a “supressão da instabilidade da consciência” (chitta vritti nirôdhah), denominada meditação, a qual consiste na parada das ondas mentais.</p>
<p>M<span style="text-decoration: underline;">a</span>ntra pode ser qualquer som, sílaba, palavra, frase ou texto, que detenha um poder específico. Porém, é fundamental que pertença a uma língua morta, na qual os significados e as pronúncias não sofram a erosão dos regionalismos, modismos e outras alterações constantes por causa da evolução da língua viva.</p>
<p><span id="more-11918"></span>Em se tratando de Y<span style="text-decoration: underline;">ô</span>ga, somente o idioma sânscrito é aceito. Dele, foram extraídos os m<span style="text-decoration: underline;">a</span>ntras do nosso acervo. E não se deve misturá-los com m<span style="text-decoration: underline;">a</span>ntras de outras línguas ou de outras tradições, para evitar o tristemente, célebre choque de egrégoras.</p>
<p align="center"><strong>Para quê praticar m<span style="text-decoration: underline;">a</span>ntra</strong></p>
<p>Existem m<span style="text-decoration: underline;">a</span>ntras para facilitar a concentração e a meditação, m<span style="text-decoration: underline;">a</span>ntras para serenar e para energizar, para adormecer e para despertar, para aumento do fôlego e para educar a dicção, para desenvolver ch<span style="text-decoration: underline;">a</span>kras e despertar a k<span style="text-decoration: underline;">u</span>ndalin<strong><em>í</em></strong>, para melhorar a saúde e até para matar em casos extremos de autopreservação do y<span style="text-decoration: underline;">ô</span>gi<a title="" href="#_ftn1">[1]</a>, quando atacado. Leia a esse respeito no nosso livro<em> <strong>Quando é preciso ser forte</strong></em> o caso do velho sábio que, para defender-se, teria matado um facínora na Índia, emitindo apenas um m<span style="text-decoration: underline;">a</span>ntra.</p>
<p>Na prática básica de <span style="text-decoration: underline;">á</span>dy asht<span style="text-decoration: underline;">á</span>nga s<span style="text-decoration: underline;">á</span>dhana, o m<span style="text-decoration: underline;">a</span>ntra é utilizado para aplicar a vibração de ultrassons no desesclerosamento de n<span style="text-decoration: underline;">á</span>dís, que são os meridianos por onde o pr<span style="text-decoration: underline;">á</span>na circula em nosso corpo físico energético. Na maior parte das pessoas, tais n<span style="text-decoration: underline;">á</span>dís estão obstruídas por maus costumes alimentares que as entopem da mesma forma que as artérias, e também por maus costumes emocionais, dando vazão a uma enorme variedade de sentimentos inferiores, pesados e viscosos.</p>
<p>Para desenvolver ch<span style="text-decoration: underline;">a</span>kras, os m<span style="text-decoration: underline;">a</span>ntras atuam por ressonância. É o mesmo fenômeno que se observa quando afinamos dois instrumentos de corda e depois, tocando um deles, o outro, deixado a uma certa distância, toca sozinho, por simpatia. Da mesma forma, se conseguirmos reproduzir os ultrassons que têm a ver com a afinação dos ch<span style="text-decoration: underline;">a</span>kras, eles reagem a esse estímulo.</p>
<p>Segundo a Física, a ressonância tem tanta força que uma tropa não deve atravessar pontes marchando. Se o fizer, a ponte pode ruir, como já aconteceu várias vezes. Todo militar sabe disso, mas poucos sabem que tal procedimento está intimamente ligado à arte dos m<span style="text-decoration: underline;">a</span>ntras.</p>
<p>Como não conseguimos escutar os ultrassons, os Mestres do passado criaram determinados sons que têm a propriedade de reproduzi-los simultaneamente, tal como se os ultrassons acompanhassem o vácuo dos sons audíveis. Assim, pessoas comuns passam a ter a capacidade de emitir vibrações que atuem nas áreas mais recônditas da nossa fisi­ologia pránica.</p>
<p>Não adianta ler os m<span style="text-decoration: underline;">a</span>ntras escritos, nem mesmo em pauta musical. É pre­ciso escutá-los atentamente e buscar reproduzi-los exatamente da mesma forma. É necessário que um Mestre experiente os ouça e corrija sucessivas vezes, até que os m<span style="text-decoration: underline;">a</span>ntras fiquem precisamente corretos.</p>
<p>Por isso, na Índia, alguns Mestres de m<span style="text-decoration: underline;">a</span>ntra ficam furiosos quando os ocidentais lhes perguntam com que nota musical devem fazer o m<span style="text-decoration: underline;">a</span>ntra ÔM.</p>
<p>– <em>M<span style="text-decoration: underline;">a</span>ntra não é música</em>! – Vociferam eles, cheios de razão, já que o ÔM e a maioria dos mantras não tem nada a ver com música.</p>
<p>Assim sendo, saber que lam atua no múládh<span style="text-decoration: underline;">á</span>ra ch<span style="text-decoration: underline;">a</span>kra, que vam atua no swádhisth<span style="text-decoration: underline;">á</span>na, ram no manip<span style="text-decoration: underline;">u</span>ra, yam no an<span style="text-decoration: underline;">á</span>hata, ham no vish<span style="text-decoration: underline;">u</span>ddha e ôm no <span style="text-decoration: underline;">á</span>jña e no sahásr<span style="text-decoration: underline;">a</span>ra, não resolve absolutamente nada, se o praticante não tiver um Mestre que, além de entoar cada um, ainda esteja disponível para corrigir sua vocalização.</p>
<p align="center"><strong>Tipos de mantras</strong></p>
<p><strong>K<span style="text-decoration: underline;">i</span>rtan</strong></p>
<p>Significa <em>cântico</em>. K<span style="text-decoration: underline;">i</span>rtan é um tipo de m<span style="text-decoration: underline;">a</span>ntra que, este sim, possui várias notas musicais, várias palavras e possui tradução. É o mais próximo que se pode chegar do conceito de música<a title="" href="#_ftn2">[2]</a>. K<span style="text-decoration: underline;">i</span>rtan é um m<span style="text-decoration: underline;">a</span>ntra extroversor, de atuação mais psicológica que fisiológica, e é menos poderoso que o j<span style="text-decoration: underline;">a</span>pa.</p>
<p><strong>J<span style="text-decoration: underline;">a</span>pa</strong></p>
<p>Significa <em>repetição</em>. É a “<em>água mole em pedra dura, tanto bate até que fura</em>”. O j<span style="text-decoration: underline;">a</span>pa ideal tem uma só nota musical, uma só palavra, uma só sílaba e, de preferência, não tem tradução alguma. Contudo, pode-se executar um k<span style="text-decoration: underline;">i</span>rtan como j<span style="text-decoration: underline;">a</span>pa. Para isso, acrescenta-se repetição inten­siva. Não será um j<span style="text-decoration: underline;">a</span>pa perfeito, mas pode ser classificado como j<span style="text-decoration: underline;">a</span>pa sem risco de erro. J<span style="text-decoration: underline;">a</span>pa é um m<span style="text-decoration: underline;">a</span>ntra introversor, de atuação mais fisi­ológica do que psicológica, e é muito mais forte que o k<span style="text-decoration: underline;">i</span>rtan.</p>
<p><strong>B<span style="text-decoration: underline;">í</span>ja</strong></p>
<p>Significa <em>semente</em>. É um tipo de j<span style="text-decoration: underline;">a</span>pa com função específica para des­envolvimento de ch<span style="text-decoration: underline;">a</span>kras. Cada ch<span style="text-decoration: underline;">a</span>kra tem seu som-semente, seu b<span style="text-decoration: underline;">í</span>ja m<span style="text-decoration: underline;">a</span>ntra, que desencadeia a ativação por ressonância, mediante a exaus­tiva repetição. Cuidado: m<span style="text-decoration: underline;">a</span>ntra pronunciado de forma incorreta produz efeitos imprevisíveis. Um conhecido ensinante leigo de yóga do Rio de Janeiro, que chegou a ser fundador de uma associação brasileira de professores de yóga, morreu por causa de m<span style="text-decoration: underline;">a</span>ntra mal feito: ele usou repetidamente o som equivocado <em>pam,</em> no lugar de <strong><em>yam,</em></strong> que é o b<span style="text-decoration: underline;">í</span>ja correto do an<span style="text-decoration: underline;">á</span>hata ch<span style="text-decoration: underline;">a</span>kra. A consequência foi um ataque cardíaco. Lamentavelmente o mencionado profissional ensinou o m<span style="text-decoration: underline;">a</span>ntra errado para muita gente&#8230; pessoas que nunca lerão estas palavras e ainda passarão adiante o b<span style="text-decoration: underline;">í</span>ja equivocado! Nós já conhecemos dezenas de ensinantes que aprenderam com o desditoso senhor e que estão propagando o m<span style="text-decoration: underline;">a</span>ntra errado para centenas de outras pessoas, através, inclusive, de livros! Por aí você pode avaliar a responsabilidade de quem ensina e a importância de ser instrutor formado, supervisionado e revalidado. Um instrutor de Y<span style="text-decoration: underline;">ô</span>ga não habilitado é um verdadeiro soro-positivo desinformado, contaminando a população.</p>
<p>Por ser muito forte, não se aplica o b<span style="text-decoration: underline;">í</span>ja m<span style="text-decoration: underline;">a</span>ntra para iniciantes. Recomen­damos também que os b<span style="text-decoration: underline;">í</span>jas só sejam utilizados em estrito equilíbrio pro­porcional, embora seja admissível carregar um pouco mais nos dos ch<span style="text-decoration: underline;">a</span>kras superiores; porém, jamais deixar de vocalizar os dos ch<span style="text-decoration: underline;">a</span>kras inferiores, como aconselham certos autores ocidentais, com medo, segundo eles, de que o praticante desenvolva a sexualidade!</p>
<p>É importante, ainda, que o y<span style="text-decoration: underline;">ô</span>gin observe a alimentação preconizada pelo Y<span style="text-decoration: underline;">ô</span>ga para poder dedicar-se ao desenvolvimento dos ch<span style="text-decoration: underline;">a</span>kras pe­los b<span style="text-decoration: underline;">í</span>ja m<span style="text-decoration: underline;">a</span>ntras.</p>
<p><strong>Vaikh<span style="text-decoration: underline;">a</span>rí m<span style="text-decoration: underline;">a</span>ntra</strong></p>
<p>Vaikh<span style="text-decoration: underline;">a</span>rí significa <em>vocalizado, verbalizado</em> ou <em>pronunciado</em>. Provém do termo <em>vák</em>, palavra. Designa qualquer tipo de m<span style="text-decoration: underline;">a</span>ntra que seja audível. Nessa categoria, incluem-se várias gradações, desde o m<span style="text-decoration: underline;">a</span>ntra vocalizado em volume alto (que tem menos força), até aquele que é sussurrado (este, dos pronunciados, é o mais forte). O m<span style="text-decoration: underline;">a</span>ntra verbalizado tem menos poder que o mentalizado, contudo, é o que o estudante deve utilizar nos primei­ros tempos para que o Mestre possa escutar e corrigir sua pronúncia. Além disso, é mais fácil para o iniciante concentrar-se com menos dispersão se executar m<span style="text-decoration: underline;">a</span>ntras que possa escutar. O m<span style="text-decoration: underline;">a</span>ntra mental, man<span style="text-decoration: underline;">a</span>sika m<span style="text-decoration: underline;">a</span>ntra, exige muito mais concentração.</p>
<p><strong>Manasika mantra</strong></p>
<p>Man<span style="text-decoration: underline;">a</span>sika (pronuncie <em>manássika</em>) significa <em>mental</em>. Provém do termo man<span style="text-decoration: underline;">a</span>s (pronuncie <em>manáss</em>), mente. É a mais poderosa modalidade de m<span style="text-decoration: underline;">a</span>ntra. Tanto faz que a prática seja de k<span style="text-decoration: underline;">i</span>rtan, j<span style="text-decoration: underline;">a</span>pa ou b<span style="text-decoration: underline;">í</span>ja m<span style="text-decoration: underline;">a</span>ntra. Executando-o mentalmente torna-se muito mais efetivo. Afinal, verba­lizando-o, vibramos o ar. Mentalizando-o, vibramos o pensamento. Este é, por certo, mais poderoso que o ar. O man<span style="text-decoration: underline;">a</span>sika ainda permite que o y<span style="text-decoration: underline;">ô</span>gin pratique m<span style="text-decoration: underline;">a</span>ntra num ritmo e velocidade impronunciáveis pelas limitações do aparelho fonador, mas perfeitamente possíveis para uma mente adestrada. Sh<span style="text-decoration: underline;">i</span>vánanda recomenda executar o m<span style="text-decoration: underline;">a</span>ntra ÔM 400 vezes por minuto.</p>
<p><strong>Sag<span style="text-decoration: underline;">u</span>na m<span style="text-decoration: underline;">a</span>ntra</strong></p>
<p>Sag<span style="text-decoration: underline;">u</span>na significa <em>com atributo</em>. Designa os m<span style="text-decoration: underline;">a</span>ntras que têm tradução e aludem a algo que possa ser visualizado. Por exemplo: ÔM nam<span style="text-decoration: underline;">a</span>h Sh<span style="text-decoration: underline;">i</span>vaya (pode-se visualizar Sh<span style="text-decoration: underline;">i</span>va); ÔM jay G<span style="text-decoration: underline;">a</span>ngá, Srí G<span style="text-decoration: underline;">a</span>ngá, ÔM jay (pode-se visualizar o Rio Ganges); etc.</p>
<p><strong>Nirguna mantra</strong></p>
<p>Nirg<span style="text-decoration: underline;">u</span>na significa <em>sem atributo</em>. A esta categoria pertencem os m<span style="text-decoration: underline;">a</span>ntras que são abstratos e não se referem a nenhuma pessoa ou objeto visua­lizável. Por exemplo: ÔM, lam, klim etc.</p>
<p>Embora o ÔM possua o traçado característico que lembra o número 30, (a) esse símbolo é apenas uma sílaba com as letras <strong><em>ô</em></strong> e <strong><em>m </em></strong>(na verdade,<em> au </em>e til; em alfabeto fonético internacional escreve-se ¢), escritas em alfabeto dêvan<span style="text-decoration: underline;">á</span>garí – ou algum outro ainda mais antigo.</p>
<p><strong>Likhita mantra</strong></p>
<p>Likh<span style="text-decoration: underline;">i</span>ta significa <em>escrito</em>. É o m<span style="text-decoration: underline;">a</span>ntra grafado. Geralmente tal designa­ção só se enquadra quando o y<span style="text-decoration: underline;">ô</span>gin executa repetidas vezes o mesmo m<span style="text-decoration: underline;">a</span>ntra por escrito, tal como se o estivesse entoando verbalmente. Sh<span style="text-decoration: underline;">i­</span>vánanda costumava encher folhas e folhas de papel com o ÔM. Essa prática também é usada para aprimorar a caligrafia do dêvan<span style="text-decoration: underline;">á</span>garí<a title="" href="#_ftn3">[3]</a>.</p>
<p><strong>Kriyá e bháva do mantra</strong></p>
<p>Kr<span style="text-decoration: underline;">i</span>yá significa <em>atividade</em> e designa a parte mecânica da emissão do som. Bh<span style="text-decoration: underline;">á</span>va significa <em>sentimento, conduta, amor, inclinação da mente</em> e designa o componente emocional que confere força ao som.</p>
<p>Vocalizando o ÔM, evite repetir três vezes. Isso é coisa de ensinante leigo. Raramente você o escutará dessa forma feito por um instrutor formado. Muito mais raramente o escutaremos na Índia. Em vinte anos frequentando as melhores escolas de Y<span style="text-decoration: underline;">ô</span>ga daquele país, só ouvi uma vez um instrutor emitir o ÔM três vezes: ele estava lecionando para um grupo de turistas de yóga ocidentais! O efeito das técnicas é cumulativo. Ao executar um m<span style="text-decoration: underline;">a</span>ntra, devemos gerar ritmo mediante a repetição. Evite o procedimento <em>pro forma</em>, que consiste em executar apenas três vezes, para ver-se livre e poder parar.</p>
<p><strong>J<span style="text-decoration: underline;">a</span>pa com b<span style="text-decoration: underline;">í</span>ja m<span style="text-decoration: underline;">a</span>ntra</strong></p>
<p>Uma forma interessante de praticar j<span style="text-decoration: underline;">a</span>pa é com os b<span style="text-decoration: underline;">í</span>ja m<span style="text-decoration: underline;">a</span>ntras dos ch<span style="text-decoration: underline;">a</span>kras (lam, vam, ram, yam, ham, ÔM) repetindo-os em ordem ascendente, uma vez cada, em seguida duas vezes cada, depois três vezes cada e assim sucessivamente até seis vezes cada. A seguir, em ordem inversa, cinco vezes cada, quatro vezes cada, até uma vez cada.</p>
<p>Quando você conseguir fazer uma série de: 1+1+1 + 2+2+2 + 3+3+3 + 4+4+4 + 5+5+5 + 6+6+6 + 5+5+5 + 4+4+4 + 3+3+3 + 2+2+2 + 1+1+1, você terá vocalizado 108 vezes cada b<span style="text-decoration: underline;">í</span>ja m<span style="text-decoration: underline;">a</span>ntra e sem perder a contagem. Outra forma de não perder a contagem é simplesmente utili­zar um japam<span style="text-decoration: underline;">á</span>lá, um cordão de j<span style="text-decoration: underline;">a</span>pa, que tem 108 contas e serve para que você conte o número de repetições.</p>
<p><strong>Rudr<span style="text-decoration: underline;">á</span>ksha </strong></p>
<p>Rudr<span style="text-decoration: underline;">á</span>ksha significa <em>lágrimas de Sh<span style="text-decoration: underline;">i</span>va. </em>É o nome de uma semente considerada sagrada pelos hindus, utilizada para confeccionar ja­pam<span style="text-decoration: underline;">á</span>lás. Consta que ela contém uma bactéria que combate inflama­ções, infecções e outros problemas de saúde física, bem como influ­encia estados de paranormalidade. Essa bactéria estaria em estado de suspensão de vida enquanto seca e voltaria a reproduzir-se quando umedecida pelo contato com a pele. O fato é que ela é reverenciada e seus efeitos louvados até num Sh<span style="text-decoration: underline;">á</span>stra, a Rudr<span style="text-decoration: underline;">á</span>ksha Up<span style="text-decoration: underline;">a</span>nishad.</p>
<p><strong>M<span style="text-decoration: underline;">á</span>lá</strong></p>
<p>Japam<span style="text-decoration: underline;">á</span>lá significa <em>cordão</em> (m<span style="text-decoration: underline;">á</span>lá) de <em>j<span style="text-decoration: underline;">a</span>pa</em> (repetição). O japam<span style="text-decoration: underline;">á</span>lá é um cordão com 108 contas de rudr<span style="text-decoration: underline;">á</span>ksha ou de uma outra semente indiana que tem propriedades semelhantes. O número 108 é tradicional e sim­bólico. O número 1 é o praticante; o 8 é a prática, que consiste em oito partes (o asht<span style="text-decoration: underline;">á</span>nga s<span style="text-decoration: underline;">á</span>dhana); o zero é a filosofia que integra os dois, prática e praticante.</p>
<p>O japam<span style="text-decoration: underline;">á</span>lá é utilizado como uma minuteira, um <em>timer</em>, para que você conte o número de repetições do m<span style="text-decoration: underline;">a</span>ntra, sem perder-se. Parece um rosário. Há quem sustente que o rosário nasceu a partir do japam<span style="text-decoration: underline;">á</span>lá. Aliás, a própria palavra “<em>conta</em>” usada para designar as sementes dispostas num fio, tem relação com o verbo <em>contar</em>. É errado referir-se ao japam<span style="text-decoration: underline;">á</span>lá dizendo que está portando um j<span style="text-decoration: underline;">a</span>pa. O correto é dizer que está portando um m<span style="text-decoration: underline;">á</span>lá. O japam<span style="text-decoration: underline;">á</span>lá também funciona como um fusível e costuma romper-se em circunstância de muita tensão, seja ela gerada pelo indivíduo ou proveniente de fora.</p>
<p>Existem, ainda, outros tipos de m<span style="text-decoration: underline;">á</span>lá, como, por exemplo, o Cordão de Br<span style="text-decoration: underline;">a</span>hmá e o Cordão de Sh<span style="text-decoration: underline;">i</span>va. O primeiro é portado exclusivamente pelos hindus que nascem na casta superior, dos brahmanes. O segundo é uma condecoração da nossa Escola.</p>
<div><br clear="all" /></p>
<hr align="left" size="1" width="33%" />
<div>
<p><a title="" href="#_ftnref1">[1]</a> Jamais escreva yogin, yogui ou yogue. Estas são formas incorretas. Escreva <strong>yôgin</strong>, e <strong>yôgi</strong>.</p>
</div>
<div>
<p><a title="" href="#_ftnref2">[2]</a>  Não confundir com <em>bhajan</em>, um cântico religioso que não é considerado mantra. Contudo, mesmo os hindus leigos nessa matéria, às vezes, fazem confusão.</p>
</div>
<div>
<p><a title="" href="#_ftnref3">[3]</a> Dêvanágarí é o nome do alfabeto utilizado para escrever o idioma sânscrito. Significa “a escrita dos deuses”.</p>
</div>
</div>
<div id="crp_related"><br><h3>Veja também:</h3><ul><li><a href="http://www.metododerose.org/blogdoderose/cursos/despertar-a-kundalini-kundalini-e-perigoso-ou-ha-um-metodo-seguro/" rel="bookmark" class="crp_title">Despertar a kundaliní (kundalini) é perigoso ou há um método seguro?</a></li><li><a href="http://www.metododerose.org/blogdoderose/livros/chakras-capitulo-do-meu-livro-tratado-de-yoga/" rel="bookmark" class="crp_title">Chakras (capítulo do meu livro Tratado de Yôga)</a></li><li><a href="http://www.metododerose.org/blogdoderose/amigos/eleger-palavras-mais-universais-para-a-comunicacao-interlinguistica/" rel="bookmark" class="crp_title">Eleger palavras mais universais para a comunicação interlinguística</a></li><li><a href="http://www.metododerose.org/blogdoderose/livros/o-poderoso-ashtanga-yantra-simbolo-de-protecao-do-swasthya/" rel="bookmark" class="crp_title">O poderoso ashtánga yantra, símbolo de proteção do SwáSthya</a></li><li><a href="http://www.metododerose.org/blogdoderose/cursos/karma-negativo-e-karma-positivo/" rel="bookmark" class="crp_title">Karma negativo e karma positivo (capítulo do meu livro Karma e dharma)</a></li><li><a href="http://www.metododerose.org/blogdoderose/livros/a-confusao-gerada-pelos-livros/" rel="bookmark" class="crp_title">A confusão gerada pelos livros</a></li><li><a href="http://www.metododerose.org/blogdoderose/diversos/coreografias-capitulo-do-meu-livro-tratado-de-yoga/" rel="bookmark" class="crp_title">Coreografias (capítulo do meu livro Tratado de Yôga)</a></li><li><a href="http://www.metododerose.org/blogdoderose/livros/prana-prana-capitulo-do-meu-livro-tratado-de-yoga/" rel="bookmark" class="crp_title">Prána [ prana ]   (Capítulo do meu livro Tratado de Yôga)</a></li><li><a href="http://www.metododerose.org/blogdoderose/imprensa/entrevista-na-tv-estadao-com-legendas-em-ingles/" rel="bookmark" class="crp_title">Entrevista na TV Estadão com legendas em inglês e em italiano</a></li><li><a href="http://www.metododerose.org/blogdoderose/amigos/amigos-do-metodo/" rel="bookmark" class="crp_title">Amigos do Método DeRose</a></li></ul><br></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.metododerose.org/blogdoderose/cursos/mantra-capitulo-do-meu-livro-tratado-de-yoga/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Egrégora (capítulo do meu livro Karma e dharma)</title>
		<link>http://www.metododerose.org/blogdoderose/cursos/egregora/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=egregora</link>
		<comments>http://www.metododerose.org/blogdoderose/cursos/egregora/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 20 Mar 2012 07:42:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>DeRose</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Cursos]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Índia]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[uni-yoga.org]]></category>
		<category><![CDATA[chakra]]></category>
		<category><![CDATA[chakras]]></category>
		<category><![CDATA[conhecer]]></category>
		<category><![CDATA[conhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[credibilidade]]></category>
		<category><![CDATA[DeRose]]></category>
		<category><![CDATA[egrégora]]></category>
		<category><![CDATA[energia]]></category>
		<category><![CDATA[ética]]></category>
		<category><![CDATA[felicidade]]></category>
		<category><![CDATA[gita]]></category>
		<category><![CDATA[gregária]]></category>
		<category><![CDATA[gregário]]></category>
		<category><![CDATA[grupo]]></category>
		<category><![CDATA[harmonia]]></category>
		<category><![CDATA[Heroi]]></category>
		<category><![CDATA[Herois]]></category>
		<category><![CDATA[Hindu]]></category>
		<category><![CDATA[inconsciente]]></category>
		<category><![CDATA[inconsciente coletivo]]></category>
		<category><![CDATA[iniciação]]></category>
		<category><![CDATA[karma]]></category>
		<category><![CDATA[livro]]></category>
		<category><![CDATA[mantra]]></category>
		<category><![CDATA[meditação]]></category>
		<category><![CDATA[ótica]]></category>
		<category><![CDATA[proteção]]></category>
		<category><![CDATA[sabedoria]]></category>
		<category><![CDATA[satisfação]]></category>
		<category><![CDATA[saudável]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Schopenhauer]]></category>
		<category><![CDATA[sucesso]]></category>
		<category><![CDATA[sútra]]></category>
		<category><![CDATA[sútras]]></category>
		<category><![CDATA[SwáSthya]]></category>
		<category><![CDATA[tai-chi]]></category>
		<category><![CDATA[vegan]]></category>
		<category><![CDATA[vencedores]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.metododerose.org/blogdoderose/?p=11915</guid>
		<description><![CDATA[Karma coletivo e egrégora Amigo de todo mundo não é amigo de ninguém. Schopenhauer Egrégora provém do grego egrégoroi e designa a força gerada pelo somatório de energias físicas, emocionais e mentais de duas ou mais pessoas, quando se reúnem com qualquer finalidade. Todos os agrupamentos humanos possuem suas egrégoras características: todas as empresas, clubes, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><strong>Karma coletivo e egrégora</strong></p>
<p align="right"><em>Amigo de todo mundo não é amigo de ninguém.<br />
</em>Schopenhauer</p>
<p>Egrégora provém do grego <em>egrégoroi</em> e designa a força gerada pelo somatório de energias físicas, emocionais e mentais de duas ou mais pessoas, quando se reúnem com qualquer finalidade. Todos os agrupamentos humanos possuem suas egrégoras características: todas as empresas, clubes, religiões, famílias, partidos etc.</p>
<p>Egrégora é como um filho coletivo, produzido pela interação &#8220;genética&#8221; das diferentes pessoas envolvidas. Se não conhecermos o fenômeno, as egrégoras vão sendo criadas a esmo e os seus criadores tornam-se logo seus servos, já que são induzidos a pensar e agir sempre na direção dos vetores que caracterizaram a criação dessas entidades gregárias. Serão tanto mais escravos quanto menos conscientes estiverem do processo. Se conhecermos sua existência e as leis naturais que as regem, tornamo-nos senhores dessas forças colossais.<span id="more-11915"></span></p>
<p>Por axioma, um ser humano nunca vence a influência de uma egrégora caso se oponha frontalmente a ela. A razão é simples. Uma pessoa, por mais forte que seja, permanece uma só. A egrégora acumula a energia de várias, incluindo a dessa própria pessoa forte. Assim, quanto mais poderoso for o indivíduo, mais força estará emprestando à egrégora para que ela incorpore às dos demais e o domine (“Quanto mais forte for a tora de madeira, mais energia dará ao fogo que a consome”, livro <strong><em>Sútras</em></strong>, DeRose).</p>
<p>A egrégora se realimenta das mesmas emoções que a criaram. Como ser vivo, não quer morrer e cobra o alimento aos seus genitores, induzindo-os a produzir, repetidamente, as mesmas emoções. Assim, a egrégora gerada por sentimentos de revolta e ódio, exige mais revolta e mais ódio. No caso das facções extremistas, por exemplo, são os intermináveis atentados. No das revoluções, frequentemente, os primeiros líderes revolucionários a alcançar o poder, passam de herois a traidores. Terminam os seus dias exatamente como aqueles que acabaram de destronar (segundo Richelieu, ser ou não ser um traidor, é uma questão de datas).</p>
<p>Já a egrégora criada com intenções sãs, tende a induzir seus membros a continuar sendo saudáveis. A egrégora de felicidade, procura &#8220;obrigar&#8221; seus amos a permanecer sendo felizes. Dessa forma, vale aqui a questão: quem domina a quem? Conhecendo as leis naturais, você canaliza forças tremendas, como o curso de um rio, e as utiliza para produzir energia em seu benefício.</p>
<p>A única maneira de vencer a influência da egrégora é não se opor frontalmente a ela. Para tanto, é preciso ter Iniciação, estudo e conhecimento suficiente sobre o fenômeno. Como sempre, as medidas preventivas são melhores do que as corretivas. Portanto, ao invés de querer mudar as características de uma determinada egrégora, o melhor é só gerar ou associar-se a egrégoras positivas. Nesse caso, sua vida passará a fluir como uma embarcação navegando a favor da correnteza. Isso é fácil de se conseguir. Já que a egrégora é produzida por grupos de pessoas, basta você se aproximar e frequentar as pessoas certas: gente feliz, descomplicada, saudável, de bom caráter, boa índole. Mas também com fibra, dinamismo e capacidade de realização; sem vícios nem mentiras, sem preguiça ou morbidez. O difícil é diagnosticar tais atributos antes de se relacionar com elas.</p>
<p>Uma vez obtido o grupo ideal, todas as egrégoras geradas ou nas quais você penetre, vão induzi-lo à saúde, ao sucesso, à harmonia e à felicidade.</p>
<p>Os antigos consideravam a egrégora um ser vivo, com força e vontade próprias, geradas a partir dos seus criadores ou alimentadores, porém, independente das de cada um deles. Para vencê-la ou modificá-la, seria necessário que todos os genitores ou mantenedores o quisessem e atuassem nesse sentido. Acontece que, como cada um individualmente está sob sua influência, praticamente nunca se consegue superá-la.</p>
<p>Se você ocupa uma posição de liderança na empresa, família, clube etc., terá uma arma poderosa para corrigir o curso de uma egrégora. Poderá afastar os indivíduos mais fracos, mais influenciáveis pelos condicionamentos impostos pela egrégora e que oponham mais resistência às mudanças eventualmente propostas. É uma solução drástica, sempre dolorosa, mas, às vezes, imprescindível.</p>
<p>Se, entretanto, você não ocupa posição de liderança, o mais aconselhável é seguir o ditado da sabedoria popular: os incomodados que se mudem. Ou seja, saia da egrégora, afastando-se do grupo <strong><em>e de cada indivíduo pertencente a ele</em></strong>. Isso poderá não ser muito fácil, mas é a melhor solução.</p>
<p>Outro fator fundamental neste estudo é o da incompatibilidade entre egrégoras. Como todo ser humano está sujeito a conviver com a influência de alguns milhares de egrégoras, a arte de viver consiste em só manter no seu espaço vital egrégoras compatíveis. Sendo elas forças grupais, um indivíduo será sempre o elo mais fraco. Se estiverem em dessintonia umas com as outras, geram um campo de força de repulsão e, se você está no seu comprimento de onda, ao repelirem-se mutuamente, elas rasgam-no ao meio, energeticamente. Dilaceram suas energias, como se você estivesse sofrendo o suplício do esquartejamento, com um cavalo amarrado em cada braço e em cada perna, correndo em direções opostas.</p>
<p>Esse esquartejamento traduz-se por sintomas, tais como ansiedade, depressão, nervosismo, agitação, insatisfação ou solidão. Num nível mais agravado, surgem problemas na vida particular, familiar, afetiva, profissional e financeira, pois o indivíduo está disperso e não centrado. No grau seguinte, surgem neuroses, fobias, paranoias, psicopatologias diversas, que todos percebem, menos o <em>mesclante</em>. Finalmente, suas energias entram em colapso e surgem somatizações concretas de enfermidades físicas, das quais, uma das mais comuns é o câncer.</p>
<p>Isso tudo, sem mencionar o fato de que <strong>duas ou mais correntes de aperfeiçoamento pessoal, se atuarem simultaneamente sobre o mesmo indivíduo, podem romper seus chakras</strong>, já que cada qual induz movimento em velocidades, ritmos e até sentidos diferentes nos seus centros de força.</p>
<p>Com relação à compatibilidade, há algumas regras precisas, das quais pode ser mencionada aqui a seguinte: as <strong>egrégoras semelhantes são incompatíveis</strong> na razão direta da sua semelhança; as diferentes são compatíveis na razão direta da sua dessemelhança. Você imaginava o contrário, não é?</p>
<p>Todo o mundo se engana ao pensar que as semelhantes são compatíveis e ao tentar a coexistência de forças antagônicas, as quais terminam por destruir o estulto que o intentara.</p>
<p>A melhor demonstração da regra acima é o João do exemplo já citado. Ele, como um homem normal, tem uma egrégora de família, uma de profissão, uma de religião, uma de partido político, uma de clube de futebol, uma de etnia, uma de país e assim sucessivamente. Como são diferentes entre si, conseguem coexistir sem problemas. Aquele homem poderia ter qualquer profissão e qualquer partido político, torcer por qualquer clube e frequentar qualquer igreja.</p>
<p>Agora relembremos o caso oposto, também já citado. Esse mesmo homem resolve ter duas famílias, torcer por vários times de futebol, pertencer a partidos políticos opostos, exercer várias profissões simultaneamente e ter diversas religiões, por exemplo, ser evangélico, muçulmano e hindu ao mesmo tempo! Convenhamos que a pessoa em questão é psiquiatricamente desequilibrada. Não obstante, é o que muita gente faz quando se trata de seguir correntes de aperfeiçoamento interior: a maioria acha que não tem importância misturar aleatoriamente Yôga, tai-chi, macrobiótica, teosofia e quantas coisas mais se lhe cruzarem pela frente. Então, bom proveito na sua salada mista!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="right"><em>As mesclas minam a credibilidade; a especialização a enaltece.<br />
</em>DeRose</p>
<p align="center"><strong> </strong></p>
<p align="center"><strong>O fator de proteção da egrégora</strong></p>
<p>A egrégora é também um ente que pode, sob certo aspecto, ser associado ao conceito de anjo protetor. É inegável que a consolidação de laços entre o indivíduo e o grupo, integre o primeiro com um registro do inconsciente coletivo. Se você estiver identificado com a nossa egrégora, onde quer que esteja, o Anjo Gregário o envolve com suas asas protetoras. Seja dia ou noite, Américas, Europa ou Ásia, nos altos ou nos baixos da vida, você estará sempre amparado e jamais estará só. Os reveses serão bastante amortecidos, pois seu impacto cru é absorvido pelo poder gregário de milhões de irmãos desta confraria mundial sem muros. Enquanto integrado, cada um de nós tem a força de milhões. É isso que nos faz vencedores onde os demais são perdedores.</p>
<p>Se você está identificado e bem integrado em nossa egrégora, nos momentos de necessidade poderá recorrer ao auxílio do Anjo Gregário, fazendo uma meditação ou mantra do SwáSthya<a title="" href="#_ftn2">[2]</a> Yôga, ou mesmo lendo algum livro nosso para fortalecer os liames e, em seguida, mentalizando o que você precisa. Outra forma eficiente de se manter dentro do círculo de proteção da nossa egrégora é preservar um contato constante com o maior número possível de companheiros da mesma sintonia.</p>
<div id="crp_related"><br><h3>Veja também:</h3><ul><li><a href="http://www.metododerose.org/blogdoderose/cursos/11913/" rel="bookmark" class="crp_title">Karma individual e karma coletivo (capítulo do meu livro Karma e dharma)</a></li><li><a href="http://www.metododerose.org/blogdoderose/livros/qual-e-o-melhor-logo-para-o-nosso-selo-editorial/" rel="bookmark" class="crp_title">Qual é o melhor logo para o nosso Selo Editorial?</a></li><li><a href="http://www.metododerose.org/blogdoderose/cursos/como-os-bija-mantras-atuam-para-estimular-os-chakras-por-ressonancia/" rel="bookmark" class="crp_title">Como os bíjá mantras atuam para estimular os chakras por ressonância</a></li><li><a href="http://www.metododerose.org/blogdoderose/filosofia/mais-um-capitulo-do-livro-ser-forte-sobre-o-tema-do-comportamento/" rel="bookmark" class="crp_title">Mais um capítulo do livro Ser Forte sobre o tema do comportamento</a></li><li><a href="http://www.metododerose.org/blogdoderose/cursos/om-om-aum-capitulo-do-meu-livro-tratado-de-yoga/" rel="bookmark" class="crp_title">ÔM (OM) (AUM) capítulo do meu livro Tratado de Yôga</a></li><li><a href="http://www.metododerose.org/blogdoderose/livros/coisas-que-a-vida-me-ensinou-passar-manteiga-na-torrada-e-uma-arte/" rel="bookmark" class="crp_title">Coisas que a vida me ensinou (Passar manteiga na torrada  é uma arte)</a></li><li><a href="http://www.metododerose.org/blogdoderose/profissao/chegou-o-meu-livro-karma-e-dharma/" rel="bookmark" class="crp_title">Chegou o meu livro Karma e dharma</a></li><li><a href="http://www.metododerose.org/blogdoderose/profissao/carlo-mea-se-recupera-do-grave-acidente-que-sofreu/" rel="bookmark" class="crp_title">Carlo Mea se recupera do grave acidente que sofreu</a></li><li><a href="http://www.metododerose.org/blogdoderose/imprensa/entrevista-sobre-respiracao/" rel="bookmark" class="crp_title">Entrevista sobre respiração</a></li><li><a href="http://www.metododerose.org/blogdoderose/amigos/feliz-ano-novo/" rel="bookmark" class="crp_title">Feliz Ano Novo</a></li></ul><br></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.metododerose.org/blogdoderose/cursos/egregora/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>7</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Karma individual e karma coletivo (capítulo do meu livro Karma e dharma)</title>
		<link>http://www.metododerose.org/blogdoderose/cursos/11913/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=11913</link>
		<comments>http://www.metododerose.org/blogdoderose/cursos/11913/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 19 Mar 2012 07:38:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>DeRose</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Cursos]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[uni-yoga.org]]></category>
		<category><![CDATA[Bem-Estar]]></category>
		<category><![CDATA[chakra]]></category>
		<category><![CDATA[chakras]]></category>
		<category><![CDATA[conhecer]]></category>
		<category><![CDATA[conhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[credibilidade]]></category>
		<category><![CDATA[DeRose]]></category>
		<category><![CDATA[egrégora]]></category>
		<category><![CDATA[energia]]></category>
		<category><![CDATA[estabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[ética]]></category>
		<category><![CDATA[felicidade]]></category>
		<category><![CDATA[gita]]></category>
		<category><![CDATA[gregária]]></category>
		<category><![CDATA[gregário]]></category>
		<category><![CDATA[grupo]]></category>
		<category><![CDATA[harmonia]]></category>
		<category><![CDATA[Heroi]]></category>
		<category><![CDATA[Herois]]></category>
		<category><![CDATA[Hindu]]></category>
		<category><![CDATA[inconsciente]]></category>
		<category><![CDATA[inconsciente coletivo]]></category>
		<category><![CDATA[iniciação]]></category>
		<category><![CDATA[karma]]></category>
		<category><![CDATA[livro]]></category>
		<category><![CDATA[mantra]]></category>
		<category><![CDATA[meditação]]></category>
		<category><![CDATA[ótica]]></category>
		<category><![CDATA[proteção]]></category>
		<category><![CDATA[sabedoria]]></category>
		<category><![CDATA[satisfação]]></category>
		<category><![CDATA[saudável]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Schopenhauer]]></category>
		<category><![CDATA[sucesso]]></category>
		<category><![CDATA[sútra]]></category>
		<category><![CDATA[sútras]]></category>
		<category><![CDATA[SwáSthya]]></category>
		<category><![CDATA[tai-chi]]></category>
		<category><![CDATA[vegan]]></category>
		<category><![CDATA[vencedores]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.metododerose.org/blogdoderose/?p=11913</guid>
		<description><![CDATA[Karma individual e karma coletivo &#160; O karma individual é o denominador comum entre os diversos karmas coletivos que atuam sobre nós o tempo todo, desde antes de nascermos até depois de morrermos. Os karmas coletivos nos são impostos por herança, em função da família à qual pertençamos[1], do local em que nascemos, nossa nação, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><strong>K<span style="text-decoration: underline;">a</span>rma individual e k<span style="text-decoration: underline;">a</span>rma coletivo</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">O k<span style="text-decoration: underline;">a</span>rma individual é o denominador comum entre os diversos k<span style="text-decoration: underline;">a</span>rmas coletivos que atuam sobre nós o tempo todo, desde antes de nascermos até depois de morrermos.</p>
<p style="text-align: justify;">Os k<span style="text-decoration: underline;">a</span>rmas coletivos nos são impostos por herança, em função da família à qual pertençamos<a title="" href="#_ftn1">[1]</a>, do local em que nascemos, nossa nação, cidade, bairro, etnia, religião etc. Ou por opção, como esporte, profissão, arte, política, filosofia e outros.</p>
<p style="text-align: justify;">Quantos k<span style="text-decoration: underline;">a</span>rmas coletivos atuam sobre nós? Um número indeterminado, porém, certamente, incomensurável. E, como eles atuam sobre nós?<span id="more-11913"></span></p>
<p>Atuam através de uma energia bem mais palpável, denominada egrégora.</p>
<p align="center">
<p align="center"><strong>As cápsulas de influência de cada k<span style="text-decoration: underline;">a</span>rma coletivo.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Embora a ilustração acima nos sugira as órbitas em torno de um núcleo atômico, ela não representa órbitas e sim cápsulas que envolvem o indivíduo em um comprimento de onda que o induz a determinadas atitudes ou o subordina a ônus pertinentes àquele grupo.</p>
<p style="text-align: justify;">Considere, agora, que cada k<span style="text-decoration: underline;">a</span>rma coletivo possui um campo gravitacional que nos atrai para dentro dele. Como uma turma de amigos ou grupo de familiares que convidam e insistem para que participemos de suas atividades. Ou como o tomador de bebida alcoólica que convida e quase intima a bebermos juntos. Então, se um desses campos gravitacionais for incompatível com outro, a vida poderá se tornar mais difícil. Uma situação assim pode gerar até doenças ou predispor a acidentes e a crimes.</p>
<p style="text-align: justify;">Para compreender isso melhor, imagine um indivíduo comum. Suponhamos que seu nome seja João. Ele é a figura que está no centro da ilustração com as cápsulas de influência dos k<span style="text-decoration: underline;">a</span>rmas coletivos.</p>
<p style="text-align: justify;">Se o João só se envolver com k<span style="text-decoration: underline;">a</span>rmas coletivos compatíveis, sua vida fluirá harmoniosamente. Caso contrário, tudo dará mais trabalho, tudo será mais difícil, a sensação será o tempo todo de estar remando contra a correnteza e de que as pessoas não querem facilitar a sua vida.</p>
<p style="text-align: justify;">Imaginemos primeiramente a situação favorável. João tem um k<span style="text-decoration: underline;">a</span>rma de etnia que é muito difícil de mudar e em muitos casos, impossível. Portanto, comecemos por ele. João é mestiço. Pertence à família dos Sousas. Sua profissão é advogado. Sua religião é católica. Sua arte é a música. Sua filosofia é o Yôga. Seu esporte, o basquete. E o seu partido político ele não conta a ninguém. Como um não interfere no campo gravitacional do outro, João deve ser uma pessoa feliz, saudável e financeiramente estável.</p>
<p style="text-align: justify;">Se quisermos alterar aleatóriamente o conteúdo de cada um desses oito universos, mas preservando suas naturezas, veremos que – salvo raríssimas exceções – eles continuam não entrando em choque uns com os outros. Em princípio, João poderia ser de qualquer etnia, ter qualquer profissão, qualquer religião etc. Um exemplo de exceção seria se João fosse negro e vivesse no Alabama. Nesse caso, a atitude mais sensata em termos kármicos seria sair imediatamente de lá.</p>
<p style="text-align: justify;">No entanto, se João se envolvesse com dois k<span style="text-decoration: underline;">a</span>rmas coletivos do mesmo comprimento de onda, poderia ficar em apuros, como por exemplo, ter uma família com mulher e filhos em São Paulo e outra, com mulher e filhos, no Rio de Janeiro. Ou se ele fosse judeu no sábado, católico no domingo (para aproveitar os dois feriados) e protestante na segunda-feira. No domingo, reza para a imagem de Nossa Senhora; na segunda-feira protesta contra a adoração de imagens. Ou se na quinta-feira fosse à convenção de um partido político de extrema direita e se filiasse; na sexta-feira assistisse à reunião de um partido de extrema esquerda e se filiasse; é bem provável que no sábado aparecesse boiando no Rio Tietê.</p>
<p style="text-align: justify;">Acho que o estimado leitor compreendeu a dinâmica dos k<span style="text-decoration: underline;">a</span>rmas coletivos, uns compatíveis, outros não, os quais em seu conjunto forjam o k<span style="text-decoration: underline;">a</span>rma individual que será melhor ou pior de acordo com a química daquele coquetel.</p>
<p style="text-align: justify;">Contudo, k<span style="text-decoration: underline;">a</span>rma é uma lei, é algo subjetivo. Torna-se necessário que exista um agente, uma força que faça com que a lei seja cumprida. No caso da lei humana, o Legislativo, quem a faz cumprir é o Poder Judiciário. No caso do k<span style="text-decoration: underline;">a</span>rma coletivo, a força que permite o bom funcionamento do mecanismo é um poder chamado egrégora.</p>
<p style="text-align: justify;">
<div style="text-align: justify;"></div>
<hr align="left" />
<div style="text-align: justify;">
<p><a title="" href="#_ftnref1">[1]</a> Foram divulgadas nos Estados Unidos estatísticas demonstrando que 70% dos sociopatas e desajustados de todos os naipes cresceram sem a presença do pai.</p>
</div>
<div>
<p style="text-align: justify;"><a title="" href="#_ftnref2">[2]</a> Sw<span style="text-decoration: underline;">á</span> significa <em>seu próprio</em>. Também embute o sentido de <em>bem</em> ou <em>bom</em>. Sthya transmite a ideia de estabilidade (“sth<span style="text-decoration: underline;">i</span>ra s<span style="text-decoration: underline;">u</span>kham <span style="text-decoration: underline;">á</span>sanam”). Por isso, um dos significados de Sw<span style="text-decoration: underline;">á</span>Sthya é auto-suficiência (<em>self-dependence</em>), ou seja, dependência de <em>si próprio, estabilidade em si mesmo</em>; e outro significado é bem-estar (<em>sound state</em>).</p>
</div>
<div id="crp_related"><br><h3>Veja também:</h3><ul><li><a href="http://www.metododerose.org/blogdoderose/cursos/despertar-a-kundalini-kundalini-e-perigoso-ou-ha-um-metodo-seguro/" rel="bookmark" class="crp_title">Despertar a kundaliní (kundalini) é perigoso ou há um método seguro?</a></li><li><a href="http://www.metododerose.org/blogdoderose/livros/chakras-capitulo-do-meu-livro-tratado-de-yoga/" rel="bookmark" class="crp_title">Chakras (capítulo do meu livro Tratado de Yôga)</a></li><li><a href="http://www.metododerose.org/blogdoderose/amigos/eleger-palavras-mais-universais-para-a-comunicacao-interlinguistica/" rel="bookmark" class="crp_title">Eleger palavras mais universais para a comunicação interlinguística</a></li><li><a href="http://www.metododerose.org/blogdoderose/livros/a-confusao-gerada-pelos-livros/" rel="bookmark" class="crp_title">A confusão gerada pelos livros</a></li><li><a href="http://www.metododerose.org/blogdoderose/cursos/karma-negativo-e-karma-positivo/" rel="bookmark" class="crp_title">Karma negativo e karma positivo (capítulo do meu livro Karma e dharma)</a></li><li><a href="http://www.metododerose.org/blogdoderose/diversos/coreografias-capitulo-do-meu-livro-tratado-de-yoga/" rel="bookmark" class="crp_title">Coreografias (capítulo do meu livro Tratado de Yôga)</a></li><li><a href="http://www.metododerose.org/blogdoderose/livros/prana-prana-capitulo-do-meu-livro-tratado-de-yoga/" rel="bookmark" class="crp_title">Prána [ prana ]   (Capítulo do meu livro Tratado de Yôga)</a></li><li><a href="http://www.metododerose.org/blogdoderose/livros/o-poderoso-ashtanga-yantra-simbolo-de-protecao-do-swasthya/" rel="bookmark" class="crp_title">O poderoso ashtánga yantra, símbolo de proteção do SwáSthya</a></li><li><a href="http://www.metododerose.org/blogdoderose/imprensa/entrevista-na-tv-estadao-com-legendas-em-ingles/" rel="bookmark" class="crp_title">Entrevista na TV Estadão com legendas em inglês e em italiano</a></li><li><a href="http://www.metododerose.org/blogdoderose/amigos/amigos-do-metodo/" rel="bookmark" class="crp_title">Amigos do Método DeRose</a></li></ul><br></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.metododerose.org/blogdoderose/cursos/11913/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>15</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
<!-- WP Super Cache is installed but broken. The path to wp-cache-phase1.php in wp-content/advanced-cache.php must be fixed! -->
