quinta-feira, 15 de abril de 2010 | Autor:

Mestrão… uma charge sobre como funciona o ensino formal…

Abraços!

Marco Carvalho

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De fato, quando eu estava estudando francês em Paris o professor tentava explicar qual vocábulo aplicar na frase, de acordo com as regras. Mas eu sou intuitivo. Nunca estudei gramática nem verbos para conseguir falar bem e escrever ainda melhor, desde os tempos escolares. E qualquer criança aprende a falar sem conhecimento algum de gramática ou de regras. Ninguém para no meio de uma frase para se lembrar da regra e continuar a falar. Então, disse ao professor: “Ah! C’est une preposition du object indirect caché du sujet verbal en contraction adverbial rélatif.” O professor me olhou com cara de quem estava escutando grego. Pude concluir: “Pois é assim que as suas explicações me soam.” (Os outros alunos estão tentando entender até agora!) Duvido que César ou Cleópatra aprendessem línguas da forma atual, precisando estudar dez anos para tartamudear no outro idioma. Obviamente, o sistema de ensino de línguas sofreu um retrocesso desde o Império Romano. Terá sido para se ajustar à estrutura capitalista e segurar o aluno pagante por mais tempo? DeRose.

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Olá querido Mestre
Achei esta charge bem bonitinha:
http://marciacordoni.files.wordpress.com/2010/03/cartoon.jpg

Um beijo
Márcia Cordoni

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  2. Autor: Yael Barcesat

    También está el hecho de que en nuestro sistema educativo actual, junto con lo que queremos aprender, estudiamos una cantidad de cosas que no nos interesan, y eso afecta mucho nuestra velocidad de comprensión. Así perdemos la motivación y supongo que ésa es una de los razones por las cuales dura tanto el período escolar en nuestra vida.

    Besitos trabajadores,

    Yael – Buenos Aires

  3. Autor: Franco

    … Entonces, ¿Cuál es el método más eficaz para aprender otro idioma?

    F.

  4. Autor: cris campos

    É por essas e outras que resolvemos que o Gabriel frequentaria a Escola Wladorf, pois achamos que entre todas era a que tinha a educação que mais se aproximava do ser humano e da sua essência e não nos arrependemos, pois podemos ver nele diariamente a felicidade estampada no seu rostinho ao entrar e ao sair da escola. Para ele a escola é um paraíso e nós, que estudamos em escolas tradicionais, só de pensar em ir para a escola já dava aquele arrepio matinal! hahaha…
    Beijos super coloridos, Mestre querido!
    Cris. Unidade Plaza Sul.

  5. Escrevi certa vez sobre o tema do ensino formal. O texto pode parecer um pouquinho agressivo, pois ao escrevê-lo assumi uma persona literária um pouco diferente do que me é natural, mas diz um pouco do que penso sobre o que é o ensino hoje:

    http://www.cracatoa.com.br/fique-calmo-algo-sobre-tudo-o-que-voce-ja-aprendeu/

    Abraços!

    ziebell |

    Acho este teu texto simplesmente genial!
    Beijinhos;

    DeRose |

    Obrigado. Também acho (he-he).

    DeRose |

    Querida, você conquistou um lugar muito especial no meu coração e jamais nossa amizade será abalada por motivo algum. Beijokinhas alaranjadas com surpresas brancas.

  6. Autor: cris campos

    Ah! Mais uma coisa:
    Têm dois livros que falam com excelência sobre a deficiência do ensino tradicional: “Cuidado! Escola” (Paulo Freire) e “Vivendo, Amando e Aprendendo” (Leo Buscaglia). Para quem se interessa pelo tema são livros muito bons!

  7. Autor: Michel

    Me lembro que quando criança e, ainda que estudando nesse sistema de ensino tradicional e público, eu me divertia bastante na escola. Mas concordo que o sistema escolar, apesar de significativos avanços, ainda carece de criatividade.
    Dica interessante de Leitura nessa área: Fomos Maus Alunos, de Gilberto Dimenstein e Rubem Alves.

    Abraço fraterno e apertado!

    Michel Ferreira
    Curitiba – PR
    Método DeRose Centro Cívico
    http://www.derosecentrocivico.org/blog

  8. Autor: Konnie

    jaajaj que gracioso Mestre, mi madre es profesora de ingles y cuentan con muchos recursos para la enseñanza, desde canciones, peliculas, juegos, creo que la clave está en quien planifica las actividades para hacerlas interesantes, didácticas y eficientes.
    besos!

    DeRose |

    Así es!

  9. Autor: Mateus Posca

    Salut mon mâitre,

    Sourtout nous savons q’uil faut s’entrener,
    de que vous arrives ici nous pouvons parler un peu en français, pour nous amuser et aussi pratiquer!!!!

    Gros bisous
    Mateus – Jardins – SP

    DeRose |

    Biensûr, mon ami. Nous pourrions le faire. Bisous.

  10. A melhor parte são seus comentários em negrito. São parágrafos generosos de lucidez sobre o tema do post. Lembrou-me o conceito de Upanishads, que significam normalmente “comentários”. Que tal? Está para sair o Blog do DeRose Upanishad, e sinto inclinação para fazer esta sistematização.

    DeRose |

    Pode ser interessante. Vamos em frente.

  11. Autor: soninha.paris

    A la la
    Celle la je l’ai bien entendu de ta bouche, après ton cours ahahahahaah.
    Le français je l’ai appris en parlant, et en écoutant sur le terrain…c’est tellement plus simple :)
    bisoussss et à tout à l’heure
    Soninha – Rive Gauche – Paris

  12. Autor: romulojusta

    Os modelos de escola que conhecemos, de ensino serial, memorístico etc., surgiram para tanger populações, para fazer com que elas assimilassem normas desce cedo. Não ensinam a pensar, só a aceitar.

    Há outro tipos de ensino, na Antiguidade grega, por exemplo, a tutoria era bem disseminada (pelo menos às classes aristocráticas…). Era um autêntico personal life style coaching socrático, rsrsrsrs…

    Bjão
    Rômulo Justa
    Unidade Dom Luís – Fortaleza/CE

  13. Autor: celine

    Querido Profesor,
    Je crois que seules la pratique et l’utilisation de la langue nous permettent vraiment d’apprendre, et qu’effectivement on nous enseigne beaucoup de choses qui ne servent à rien (moi même je ne serais pas capable de me rappeler de toutes les conjugaisons que j’ai apprises à l’école, j’ai toujours été mauvaise pour cela, et pourtant je parle bien français !). Cependant le français est une langue qui a beaucoup de règles et de conjugaisons compliquées, et il faut aussi passer par là pour bien le parler ! Il faut du courage et de la ténacité ! Et je sais que vous possédez ces qualités.
    Vamos praticar agora ! ;-)
    Abraço forte !

    DeRose |

    Aceito a parada, desde que você me corrija o tempo todo. Teremos um bate-papo na próxima semana et je parlerai en français… au moins quinze minutes!

  14. Olá Mestrão !!!!
    Muitos professores tem uma certa preguiça de planejar uma aula na qual as relações, entre a matéria e o dia-a-dia, são evidenciadas.

    Um grande beijo !
    Thiago Gonçalves
    http://www.DeRoseCentroCivico/blog
    Curitiba/PR

  15. Autor: Marco Santos

    Caro Mestre,

    tem toda a razão.
    Antes de me formar como instrutor do Método também dei aulas, neste caso de Língua Portuguesa e de História, e muitas vezes me deparei com situações semelhantes, onde os currículos escolares eram demasiado extenuantes e pouco práticos.
    Passei 20 anos a estudar, para acabar por me formar numa área na qual não trabalho. Claro que tudo é aprendizagem, e hoje sou a soma das vivências do meu passado, contudo o tempo poderia ter sido aproveitado de uma forma mais produtiva.
    No Método DeRose reacendi a chama de ensinar que sempre morou em mim.

    Beijos e obrigado por continuar diariamente a ensinar-nos com a mesma dedicação e carinho de sempre.

    Até já.


    Método DeRose Campo Alegre | Porto | Portugal

    DeRose |

    Isso mesmo, Marco! Muito bháva na profissão (essa sim) a mais antiga do mundo: a de professor.

  16. Autor: Rosália Kogan

    Bom dia Mestre
    Muito bom tocar nesse tema. Eu também nunca levei a sério os métodos de ensino das escolas de idiomas. Aprendi inglês com música, televisão e a ajuda do meu pai. Falo fluentemente sem nunca ter frequentado uma dessas escolas. A maioria das pessoas que fazem esse curso não conseguem falar nada quando chegam a outro país. Quando eu fiz intercâmbio nos EUA as pessoas pensavam que eu fosse nativa.
    Comecei a frequentar uma escola de espanhol mas desisti, era chato e não aprendi nada.
    Agora estou aprendendo hebraico com aulas porque o começo é mais difícil já que é outro alfabeto. Mas assim que eu estiver bem familiarizada com as letras, vou continuar o aprendizado com o meu pai da mesma forma que ele me ensinou inglês, sem normas gramaticais.
    Beijos
    Rosália Kogan – Unidade Itaim SP

    DeRose |

    E aí você vai me tirar algumas dúvidas de hebraico. Mas eu não conheço a escrita cursiva. Só me familiarizei com o alfabeto antigo. Beijinhos.

  17. Autor: Aline Daher

    Que papo gostoso este, Mestre. E que oportuno rs Porque acabo de voltar da aula de francês – no sistema formal (rs). Sempre amei idiomas e entender os sistemas diversos de aprendizado.
    É verdade que nosso sistema é muito antiquado e pouco criativo, mas o que curto no curso de línguas é a oportunidade de estarmos juntos com outros que se interessam por aprender e praticar o idioma. Melhor é a convivência in loco – en Paris, par exemple – mas tenho que concordar que, mesmo em classe, o aprendizado de idiomas me ocorre muito intuitivamente também, diante da observação, imitação daqueles que o utilizam corretamente. É o mesmo que vivemos no Nosso Método. Um grupo de pessoas que voluntariamente se reúnem por um propósito gera uma egrégora em que nos dispomos a aprender pelo exemplo daqueles que são nossos modelos.

    “Je suis trés anxiouse pour conaître l’école de la Méthode DeRose a Paris.”

    Me identifiquei muito com a história que contou, porque já vivenciei a turma atônita na minha tentativa de me esclarecer gramaticalmente sobre o que o professor havia terminado de explicar em classes diversas.

    Uma professora da Unicamp que estuda formas diferentes de ensinar idiomas afirma que a melhor maneira de aprendermos um novo idioma é partirmos da nossa cultura, ou seja aprender primeiro a falar sobre aquilo que nos é familiar invés de começar representando papéis descritos nos livros “didáticos”; e por fim chegar à cultura do idioma. Dessa forma, poderíamos dizer que colocamos sentimento quando vamos nos expressar em outra língua e nos envolvemos afetivamente. Afinal, sem afeto, creio que o aprendizado, se não deficiente, simplesmente não acontece.

    baises

    Aline
    Unidade Taquaral-Campinas-SP

    DeRose |

    É mesmo, Aline. Eu tenho conseguido um razoável aprimoramento na fluidité graças ao entusiasmo em transmitir a Nossa Cultura.
    Bisou.

  18. Autor: willmoritz

    Querido DeRose,

    há bastantes anos o objetivo de muitos linguistas, grupo no qual me incluo, é encontrar respostas que ajudem as pessoas a assimilarem idiomas de forma mais rápida e prazenteira. Usamos o termo assimilação justamente porque percebemos que o código linguístico é demasiado complexo para ser “apreendido”, mas que pode ser naturalmente assimilado.

    Diversos estudos demonstram que os adultos que aprendem idiomas com maior velocidade são aqueles que aceitam o erro como algo natural e que assimilam as correções com prazer e tranquilidade – quase como em uma brincadeira. Fica claro que este comportamento é muito parecido ao da criança.

    Já no mundo das escolas de idiomas é muito comum, por um lado, que os professores falem e expliquem mais do que é preciso. Sua função principal deveria ser, ao invés disto, motivar e conduzir a comunicação do aluno, por mais imperfeita que seja. Supervisar a comunicação e dosificar as correções é uma verdadeira arte pedagógica que infelizmente poucos professores dominam.

    Por outro lado, os alunos também perdem muito por um orgulho que não faz sentido algum, já que não entendem que é impossível falar um idioma sem cometer erros. Muitos rejeitam consciente ou inconscientemente as correções e terminam gerando grandes traumas. Bastaria recordar que as crianças cometem muitos erros antes de falar bem e são corrigidas o tempo todo pelos adultos que as rodeiam. Não há nada mais natural do que o erro… até mesmo porque nunca terminamos de aprender nem sequer nossa língua materna.

    Sempre digo aos meus amigos que, em minha opinião, cada idioma que decidimos aprender é como um animal de estimação. É preciso cuidá-lo, alimentá-lo e levá-lo pra passear, mas principalmente amá-lo.

    DeRose |

    Tem toda a razão. Por isso, peço aos meus alunos de outros países que corrijam meu francês, meu inglês, meu espanhol e meu italiano o tempo todo, sem trégua nem piedade. E todos damos muitas risadas com isso.

  19. Autor: Juliane

    Mestre Querido, eu sou professora de língua portuguesa da rede pública municipal e confesso que o ensino tradicional é, realmente, desestimulante. Mas há uma preocupação por parte de estudiosos em mudar a prática e incentivar mais a leitura e a partir dela, fazer com que o aluno assimile a gramática através da prática (que é a leitura). E é isso que eu faço. O que é importante também, é incentivar a leitura desde muito cedo (de preferência, antes do aluno estar alfabetizado, através de imagens).
    Porém, o que eu não consigo entender é a disposição da classe em filas, que é usado desde muito, muito tempo. O ideal é fazer um grande círculo. Acho mais agradável e, assim, todos podem ver e observar a todos.

    DeRose |

    Sua observação é válida. Estive visitando algumas escolas em New Delhi e Rishikêsh, na Índia, e, de fato, a classe é disposta em círculo. Na Alliance Française, no Brasil, e o no curso que estou fazendo agora no EuroCenter, em Paris, as turmas também são dispostas em círculo. É muito mais inteligente. Beijos.

  20. Autor: mcordoni

    Olá querido Mestre
    Achei essa charge bem bonitinha.
    Um beijo
    Márcia

    http://marciacordoni.files.wordpress.com/2010/03/cartoon.jpg

  21. Autor: Lauro Valente

    Grande Mestrão,

    Isso me lembrou de uma metodologia de ensino diferenciada.
    É a pedagogia Waldorf.

    Do site http://www.sab.org.br/pedag-wal/pedag.htm:

    (…) cultiva-se o querer (agir) através da atividade corpórea dos alunos em praticamente quase todas as aulas; o sentir é incentivado por meio de abordagem artística constante em todas as matérias, além de atividades artísticas e artesanais, específicas para cada idade; o pensar vai sendo cultivado paulatinamente desde a imaginação dos contos, lendas e mitos no início da escolaridade, até o pensar abstrato rigorosamente científico no ensino médio. O fato de não se exigir ou cultivar um pensar abstrato, intelectual, muito cedo é uma das características marcantes da pedagogia Waldorf em relação a outros métodos de ensino. Assim, não é recomendado que as crianças aprendam a ler antes de entrar na 1a série (…)

    Uma forma aprendizagem um pouco mais intuitiva e menos técnica.

    Interessante!

    Grandes abraços e com muito Bháva lhe desejo um domingo ES-PE-TA-CU-LAR! =)

    Lauro Valente
    Curitiba – PR
    http://www.DeRoseCentroCivico/blog

  22. Autor: carlos missirian

    Todo esto es demasiado verdad.
    Mi profesora de matemáticas me hechaba de clase, ¡Porque terminaba rápido y ayudaba a los demás!
    Por la misma razón a veces no me tomaba los exámenes para que mis compañeros no se copiaran.
    Y pensar que la trigonometría sólo me sirvió para saber cómo son las líneas en la Danza Contemporánea. :/
    Ahora estoy haciendo la Complementación Pedagógica con Yael Barcesat y la verdad que me sorpende cuan rápido se puede enseñar verdaderamente a álguien.
    Muchas gracias a todos los instructores por lo que nos enseñan y besos en su día.

  23. Autor: Lauro Valente

    Mestrão,

    Acabei de ler um texto justamente sobre ensino e associei diretamente à este post.
    O autor discorre sobre a forma como o aprendizado é realizado.
    Segundo o artigo, aprende-se muito mais quando se mergulha em uma cultura (ou área do conhecimento) do que quando se estuda formalmente alguma disciplina.

    Vale a pena dar uma olhada:

    …podemos afirmar que aprender matemática ou francês, por exemplo, não significa receber informações e saber processar signos, mas adquirir olhos e entrar em mundos. É por isso que se aprende francês muito mais rápido se você mergulha em sua cultura ou, do mesmo modo, matemática, se você tiver um amigo apaixonado por proporções, cálculos e abstrações…

    http://papodehomem.com.br/percursos-de-aprendizagem-onde-voce-aprendeu-o-que-sabe

    Já é um modo de aprendizado muito mais eficiente. Encantar e gerar vontade (bháva) nas pessoas é o melhor modo de fazê-los aprender.

    Estou dando treinamento na empresa para qual eu trabalho e vejo isso diariamente nos olhos dos treinandos. Fico feliz em saber que os contagio com vontade para aprender mais e mais.
    :)

    Fortes e calorosos abraços.
    Desejo uma semana estupenda.

    Lauro Valente
    Curitiba – PR
    Unidade Centro Cívico
    http://www.yogacentrocivico.com/

  24. Quel horreur cette méthode d’enseignement! Moi, j’enseigne mes élèves d’une façon bien différente, je pense que pour apprendre, il faut aussi s’amuser! On fait de dessins, de mîmes, conversation et la grammaire, oui , elle est necéssaire, mais c’est une consequence naturelle.

    Regina
    Método DeRose Alto da XV

    http://www.cicbresil.blogs.fr

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