Quando utilizamos até os mínimos espaços para entupi-los de texto ou para ampliar o tamanho das letras até os limites do papel, estamos passando ao leitor uma mensagem de mau-gosto, de falta de profissionalismo e pobreza de espírito. Algo do tipo: “eu sou pobre, pobre, pobre, de Marais, Marais, Marais…, então, preciso aproveitar todo o papel, pois disponho de pouco papel, tenho que fazer o impresso menor por economia e assim a solução é apertar o texto e diminuir as entrelinhas”.
Se queremos transmitir uma mensagem de elegância, a primeira providência é proporcionar margens generosas e espaços estéticos entre os blocos de texto e de ilustração.
Uma das poucas exceções é a instituição do pocket book, pois sua existência já é uma confissão de proposta de economia de papel e no preço final do livro. Mesmo assim, se for possível, é conveniente levar em consideração os princípios acima mencionados.
Há vários manuais interessantes sobre diagramação de impressos. Um deles é Design para quem não é designer, de Robin Williams. Comprei pela Amazon.







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Gosto dos livros que tem bastante margem pois assim posso fazer as minhas próprias anotações como leitora…
Beijinhos para vc, Mestre, e boa tarde (hj é uma linda tarde fría de sol aqui em Buenos Aires).
Adorei ver-lo este final de semana
Anahí
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Já li esse livro Mestre, muito bom, tudo que faço procuro fazer esteticamente belo, as vezes é difícil, por isso procuro opniões alheias no assunto, concernentes à estética, alguém que não esteja envolvido muitas vezes vê melhor, conquanto muitas vezes é difícil uma opnião sincera e que acrescente nesse respeito. Meu empenho nesse sentido, ao menos, há.
Oi, DeRose,
encontrei um texto sobre uma teoria da qual talvez você goste ou até mesmo tenha ouvido falar. Na prática, vemos acontecer isso por aí. Segue o link:
http://republicadefiume.blogspot.com/2009/09/espiral-do-silencio.html
E cito o trecho inicial:
Este comentário sai do tema deste post, mas… enfim… achei bacana.
Abraço forte!
É verdade, Alessandro. Que bom que você retornou ao blog. Já estava com saudade.
Fiquei durante o dia com neste post dándome voltas, Mestre, e pensei que dar espaços em branco ao redor do texto e entre linha e linha seria equivalente a falar fazendo pausas para que, quem escuta, assimile e não seja bombardeado com milhares de palavras sem momento para as digerir.
beijinho e boa noite da
Anahí
Buenos Aires
Hola, Maestro!!! Cómo estás? hace un montón que no comentaba, pero siempre leo tu blog con mucha atención.
Yo ya estoy instalada en Las Palmas, visitando a Vero. ¡Estamos las dos muy felices!
Recuerdo haber tenido el libro “Design para quem não é designer” en las manos, en un taxi, mientras íbamos para la Sede Palermo, hace unos meses en Buenos Aires. Y también me acuerdo de que me gustó mucho. Ayer mientras te leía busqué el libro para comprarlo y encontré este Power Point que, si bien es muuuy simple, da algunas dicas para prestar más atención en la diagramación de textos:
Deletado por conter arquivos seus, particulares. Caso consiga o link só do tema diagramação, agradeço se postar novamente.
El link abre Power Point directo, lo probé y es seguro.
De todas maneras, no reemplaza al libro, que sigo tratando de conseguir por aquí.
Te extraño mucho, Mestre! Y sentí mucho no haber estado en este último Fest en Buenos Aires. Espero poder verlos en Paris, en noviembre.
Besos a Fê y a Jaya.
Natalia
http://www.derosecultureplaylist.wordpress.com
Guten Tag!
Compartilho a opinião da Anahí. Adoro ter espaço para fazer anotações. E o espaço entre as linhas dá um ar mais gracioso ao texto, não é?
Pensando no próprio simbolismo – espaço e liberdade de expressão – liberdade de pensamento… A impressão que o texto transmite se torna mais leve.
Gostei do post sobre a espiral do silêncio. Tendo mais consciência sobre essa tendência, acho que qualquer pessoa muda um pouco a atitude em determinados momentos.
Ao invês de vez por outra pensar: “Ah, deixa que não vai fazer diferença eu dizer isso”, poderemos ser ainda mais pró-ativos e tentar expressar nossa opinião de maneira elegante, derrubando os eventuais murros ilusórios. Barreiras que só existiram na nossa realidade.
Beijos e abraços,
Christian Mader – Alemanha
http://www.swasthya-yoga.de
Uy! No eran archivos míos, probablemente me equivoqué cuando copié el link. A ver ahora…
http://www.lsc.ufsc.br/~edla/ine5624/materiais/design.ppt
Si no, no importa. Era sólo un aporte diminuto.
Un abrazo grande!
Na verdade, estou sempre por aí. Não perco um post sequer.
É muito bom ter esse canal direto com alguém a quem tanto admiramos.
E finalmente descobri o que é o “marré de si”. Não fazia muito sentido… agora faz.
Abraços!
E por falar de espaços em branco, vá uma frase:
“O poema não é feito dessas letras que eu espeto como pregos, mas do branco que fica no papel.”
Paul Claudel
Escritor francês (1866-1955)
Beijinhos da
Anahí
Buenos Aires