Enviado em 13/05/2010 às 12:29
Bom dia Mestrão,
Não sei se já foi publicado aqui, mas achei interessante compartilhar. Desconheço o autor, mas o texto foi bem montado.
Um abração,
Julio Simões
Unidade Centro Cívico – PR
http://www.DeRoseCentroCivico.org
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Leia o texto abaixo e descubra o que está faltando. Veja a resposta no final.
Sem nenhum tropeço, posso escrever o que quiser sem ele, pois rico é o português e fértil em recursos diversos, tudo permitindo, mesmo o que de início, e somente de início, se pode ter como impossível. Pode-se dizer tudo, com sentido completo, como se isto fosse mero ovo de Colombo.
Desde que se tente sem se pôr inibido, pode muito bem o leitor empreender este belo exercício, dentro do nosso fecundo e peregrino dizer português, puríssimo instrumento dos nossos melhores escritores e mestres do verso, instrumento que nos legou monumentos dignos de eterno e honroso reconhecimento.
Trechos difíceis se resolvem com sinônimos.
Observe-se bem: é certo que, em se querendo, esgrime-se sem limites com este divertimento instrutivo. Brinque-se mesmo com tudo. É um belíssimo esporte do intelecto, pois escrevemos o que quisermos sem o “E” ou sem o “I” ou sem o “O” e, conforme meu exclusivo desejo, escolherei outro, discorrendo livremente, por exemplo, sem o “P”, “R” ou “F”, ou o que quiser escolher. Podemos, em estilo corrente, repetir sempre um som ou mesmo escrever sem verbos.
Com o concurso de termos escolhidos, isso pode ir longe, escrevendo-se todo um discurso, um conto ou um livro inteiro sobre o que o leitor melhor preferir. Porém mesmo sem o uso pernóstico dos termos difíceis, muito e muito se prossegue do mesmo modo, discorrendo sobre o objeto escolhido, sem impedimentos. Deploro sempre ver moços deste século inconscientemente esquecerem e oprimirem nosso português, hoje culto e belo, querendo substituí-lo pelo inglês. Por quê?
Cultivemos nosso polifônico e fecundo verbo, doce e melodioso, porém incisivo e forte, messe de luminosos estilos, voz de muitos povos, escrínio de belos versos e de imenso porte, ninho de cisnes e de condores.
Honremos o que é nosso, ó moços estudiosos, escritores e professores. Honremos o digníssimo modo de dizer que nos legou um povo humilde, porém viril e cheio de sentimentos estéticos, pugilo de heróis e de nobres descobridores de mundos novos.
Descobriu?
O texto foi todo escrito sem a letra A.







Nossa, que louco! e eu quebrando a cabeça, hahahahaha!
Muito bom!!!
Beijinhos,
Lê.
Olá mestre!
Há pessoas, sonoridades, palavras ditas que nos comovem num arrepio.
Passam este mês 100 anos que Gandhi lançou na África do Sul a fazenda Tolstoi, onde os discípulos da não-violência se tornaram a primeira “fábrica” humana de trocar fel por mel.
Anos antes, o jovem advogado indiano, tímido e frágil, fora atirado para fora de um comboio em Pietermaritzurgo, nas imediações da cidade onde Portugal vai jogar no Mundial de futebol com o Brasil.
Tudo porque viajava em primeira classe e um branco se sentiu incomodado com a presença próxima de um indivíduo de “raça”.
Gandhi passou a noite a gelar num banco de madeira do apeadeiro, a pensar se deveria engolir a humilhação, reagir “hormonalmente” ou desbravar uma terceira via.
Escolheu transformar o sofrimento e a dôr numa oportunidade para melhorar.
É isso aí!
Como cantam e encantam neste video-clip, Seu Jorge e Carolina!
The video cannot be shown at the moment. Please try again later.
Abraço do coração!
António Mateus
Jornalista – Lisboa
Acho muito provável que isto já tenha aparecido por aqui, mas lá vai:
Teste de atenção:
Abraços!
Esse teste é muito bom! Saudade!
Caí direitinho! Acho que preciso praticar mais a desobediência!
Muito bom!
Beijos
Amana
Espace Energie – Paris
Eu também caí.
Incrível! Tentei postar algo que evitasse a letra A e quase bati com a cabeça na parede… ahahhaah.. tanto que olha só, meia dúzia de palavras e em praticamente todas elas tem o bendito A! rsrs..
Parabéns ao autor.
Bjinhos Mestre, saudades.
Já está com a Vivi e pedi a ela que enviasse logo. Beijokas.
Estimulante este texto, muito bom. Estou me divertindo escrevendo frases intentando conseguir um sentido. Um verossímil estimulo do intelecto.
Um ósculo, Mestre.
Neide
Moema-SP.
PS: Estou rindo muito kkk
Realmente esse autor se surpreendeu, fantástico.
Beijos,
Daniel Cardoso
Unidade Itapuã-BA
Olá, Mestre.
Esper ter conseguido postar o vídeo. Quando li o texto sem a letra a, logo lembrei da vírgula…como as pessoas não sabem usá-la e o que isso pode mudar.
Beijos de muitas saudades.
O vídeo não entrou…
Como brinco muito o jogo do pendulo, descobri logo que o referido foi o “a”. Difícil é escrever um texto extenso obstruindo um dos símbolos que compõe os letreiros do português.
Bjs
Re
Método DeRose Alto da XV
Curitiba-PR
Mestre,
vou aprender como se insere um vídeo e enviarei novamente. beijos.
Naiana.
Oi De, como adoro esses desafios, ontem me pus a escreve um texto excluindo uma outra letra.
Texto:
Procuro o motivo da tua dor, da tua busca aflita. Não concluo nada… O tirilintar dos sinos grita no íntimo dos ouvidos. Cada dia mais a mágoa toma conta do “homo-humanus”. Nada o consola. Ah, como procuram os fracos olhar mais a angustia no lugar do lado positivo da vida.
Ah humano, olha à tua volta! Tantas maravilhas! Para! Nota! Para cada dor há mais cinco mil motivos para sorrir. Como ocultas isto?
Olha as rosas colorindo o mundo, os olhos mimosos dos animais, o sorriso das crianças, as folhas voando, os animais marinhos nadando, a bailarina saltitando.
Asculta o tic tac do coração. Cala por uma fração as tuas lamúrias para ouvir o canto dos pássaros, a sinfonia dos violinos soando num ponto do infinito. As cordas do violão vibrando mais uma canção, as notas do piano tocando uma linda composição: uma modinha, uma valsa, uma polka, um tango, tanto faz! Tu humano, possuis no coração a música cujo as notas tornam a vida uma maravilhosa pintura!
Regina
Método DeRose Alto da XV
Curitiba-PR
Acho que é a letra E.
Acertou.
bjs