O praticante da Nossa Cultura deve ser uma pessoa refinada. Se já não o era antes de entrar para a nossa egrégora, deve polir-se até que esteja bem de acordo com o que se espera de um de nós.
Por adotarmos um estilo de vida um tanto diferente, já que não fumamos, não bebemos álcool, não usamos drogas, não comemos carnes de animais mortos e manifestamos uma sexualidade bem resolvida, devemos estar atentos para a nossa imagem e comportamento. Evidentemente, procuramos manter o mimetismo a fim de não chamar a atenção. Mas, às vezes, não funciona. Então, que sejamos notados e lembrados pela nossa elegância.
A maior parte das normas de conduta surgiram de razões práticas. Se você conseguir descobrir o veio da consideração humana, terá descoberto também a origem de todas as fórmulas da etiqueta. Tudo isso se resume a uma questão de educação. Boas maneiras são as maneiras de agir em companhia de outras pessoas de forma a não invadir seu espaço, não constrangê-las e fazer com que todos se sintam bem e à vontade na sua companhia. Por isso, boas maneiras são uma questão de bom senso.
Aliás, com relação a esse pormenor, reconheçamos que boas maneiras são também convenções em constante mutação, dependendo do tempo e do espaço. Por isso, o manual de etiqueta que serve para o Japão, não serve para a Europa e o que foi publicado alguns anos atrás, hoje já pode estar desatualizado, pois o mundo se transforma rapidamente.
Assim, o melhor que você tem a fazer quando está fora do seu habitat é esperar que os outros ajam antes, observar e fazer igual. Se comem com a mão, siga o exemplo; se com háshi, trate de conseguir fazer o mesmo.
Mas se, apesar de tudo, você não conseguir seguir determinados costumes, simplesmente decline-os. Jamais vou conseguir tomar sopa ou chá fazendo ruído, nem eructar no fim da refeição como é correto em alguns países. Nesses casos, conto com a indulgência dos anfitriões pelo fato de eu ser um estrangeiro que não sabe se comportar 100% de acordo com as maneiras locais. Contento-me com uns 95%.
Porém, se você é o anfitrião, cuide de pôr seu convidado à vontade, fazendo como ele — sempre que possível. Tenho um amigo que, para não deixar seu convidado embaraçado, acompanhou-o e bebeu a lavanda que foi servida após a refeição. Outro caso bastante conhecido foi o de um diplomata árabe que, numa recepção de gala, terminou de comer uma coxinha de frango e atirou o osso para trás. Por um instante todos se entreolharam como que a se perguntar: “O que faremos?”. Ato contínuo o anfitrião imitou-o e, em seguida, todos estavam atirando seus ossinhos por sobre o ombro… e divertindo-se muito com isso.




terça-feira, 16 de junho de 2009 às 23:19
Boa noite
Curiosamente este foi o primeiro livro da Uni-Yôga que comprei, e nao sei bem porquê, quando comecei a praticar numa das escolas desta rede.
À primeira vista pode parecer um livro “acessório”, para uma leitura curiosa apenas. Mas nada disso.. nada mesmo.
A primeira aula impressionou-me bastante… aquela boa sensação de “grande descoberta”. Mas teve piada, porque este livro também contribuiu muito para eu formar as minhas primeiras impressões.. gostei imenso dele!! A subtileza, a delicadeza, o pormenor e o enorme saber que há nele é bem bonito mesmo.
.. traços tão próprios deste método..
Recomendo-o vivamente a todos os que ainda nao o tenham lido! (devem ser pouco.. mas enfim)
beijos ,
g.
DeRose Reply:
junho 17th, 2009 at 1:04
Obrigado, Genoveva.
Genoveva Reply:
junho 17th, 2009 at 1:25
.. qual quê, eu é que agradeço!
(é sempre uma emoção este contacto directo, que bom)
quarta-feira, 17 de junho de 2009 às 4:49
Tinha que ser do Vinicius…
Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos. Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles. A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor, eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade. E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências … A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida.
Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles. Eles não iriam acreditar. Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos. Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os
adoro, embora não declare e não os procure. E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente, construí, e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.
Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado. Se todos eles morrerem, eu desabo! Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles. E me envergonho, porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.
Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles. Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim,
compartilhando daquele prazer… Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente, os que só desconfiam – ou talvez nunca vão saber – que são meus amigos!
Vinicius de Moraes
Everton Vieira Reply:
junho 17th, 2009 at 15:19
Que lindo Fê!
Everton Vieira Reply:
junho 17th, 2009 at 15:22
Um dia chegará que o tempo e o espaço não serão mais um problema entre todos nós amigos.
Chrystine Omori Reply:
junho 18th, 2009 at 7:38
Oi Everton, tudo bem?^-^
Internet ajuda bastante nessa parte
É verdade que tem muito a melhorar (não dá para abraçar os amigos ainda, por exemplo), mas… quem sabe?
quarta-feira, 17 de junho de 2009 às 5:46
j’adore ce livre….il est très important pour comprendre notre culture
quarta-feira, 17 de junho de 2009 às 8:21
Desde a primeira obra lida, sou fã incondicional de seus livros. Apesar disso, o Boas maneiras é o meu predileto. Uma ou duas vezes por ano leio novamente suas páginas. No começo resistia à ideia de reler, já que queria novidade, queria títulos novos em minha estante. Como já antecipa o axioma, logo descobri que você tinha razão. A cada vez que sento-me para estudar o Boas maneiras, parece que o livro cresce em informações e detalhes.
Tenho o hábito de enviar semanalmente a meus alunos um trecho de livros da nossa famiglia e o estímulo a entrar no blog do DeRose. Hoje terei o prazer de juntar as duas coisas numa só.
Beijos do Caio
(Florianópolis – SC)
quarta-feira, 17 de junho de 2009 às 10:52
Olá Mestre,
Gostaria de partilhar este vídeo com nossa famiglia, isto é, se for possível, é claro!: httpv://www.youtube.com/watch?v=-gx7p5gIg0M&feature=related
Vale a pena conferir.
Abraços
quarta-feira, 17 de junho de 2009 às 11:35
Bom dia Mestre! Hoje pela manhã antes de acessar o blog, abri meus emails e recebi a seguinte frase:
“Aprender é a única coisa de que a mente nunca se cansa, nunca tem medo e nunca se arrepende.” (Leonardo da Vinci)
Logo em seguida acessei o blog e vi o post “Boas maneiras, para quê?” e percebi a pertinência e atualidade da frase do grande Leonardo.
De fato aprender é uma delícia, eu nunca me canso! E a leitura do livro “Boas Maneiras no Yôga” é um excelente aprendizado, além de ser uma leitura muito gostosa, pois o livro é muito divertido, apesar de tratar de um assunto bastante sério.
Eu também recomendo a todos a leitura deste livro!
Beijos, tenha um ótimo dia,
Anna Bianca (Unidade Centro Cívico – Curitiba)
quarta-feira, 17 de junho de 2009 às 11:43
Cuidar da elegância já é uma forma de manter “chitta vritti nirodha”.
Abraços do Everton
quarta-feira, 17 de junho de 2009 às 14:02
Hola Maestro!
Quería compartir con vos y con todos nuestros amigos que visitan el blog una nota interesante a Paul McCartney en la que propone el día ‘libre de carne’. Interesante.
LONDRES, Reino Unido. (DPA). -El ex beatle Paul McCartney realizó un llamado junto con sus hijas Stella y Mary, así como otras personalidades, a reservar un día a la semana a comer de forma vegetariana, sin carne, publica hoy The Independent. Eso protegerá el clima, ya que la producción de carne también es responsable de gases de efecto invernadero, afirmó al periódico el músico, de 66 años.”El cambio climático debería preocuparnos. Porque si no dejaremos a nuestros hijos y nietos una porquería increíble”, agregó.
McCartney es un vegetariano convencido desde hace mucho tiempo. A la campaña “Meat Free Monday” (Lunes sin carne) se sumaron entre otros el presidente de la discográfica Virgin, Richard Branson, así como el cantante de Coldplay Chris Martin y el actor de Hollywood Kevin Spacey.
Fuente: http://www.metododerosepalermo.com.ar/blog/?p=34
Abrazo inmenso!
Martín Pereira
Sede Palermo – Buenos Aires
quarta-feira, 17 de junho de 2009 às 14:25
Mestre : eu queria lembrar que hoje é aniversário da queridíssima instrutora Soninha (também conhecida como Soninja!) da unidade Batel de Curitiba.
Parabéns pra ela e uma maha beijoca.
Cissa – Curitiba
quarta-feira, 17 de junho de 2009 às 15:34
Olá Mestre.
Assim como foi dito por muitos, este também é um dos meus livros preferidos.
Inclusive “esqueci” este livro na casa de um grande amigo meu, e sua mãe professora de etiqueta a mais de 30 anos, Dona Janir Fraga, o leu e gostou muito. O irmão dele também comentou comigo que achou interessante a parte que fala sobre o couros dos animais, pois ele faz instrumentos musicais, e também elogiou.
Ou seja, fez mais efeito do que se dado de presente da maneira convencional.
Só preciso comprar outro agora…rs
Abraços.
Steve – São Paulo
quarta-feira, 17 de junho de 2009 às 16:11
Oi, Mestre!
Adorei o texto de hoje (redundância, pois eu adoro sempre! hehe); me fez lembrar muito do que aprendi no meu ano de intercâmbio cultural, que fiz através do Rotary Club, para a Bélgica!
Na preparação dos jovens que terão o privilégio de participar do intercâmbio promovido pelo Rotary, a palavra de ordem é: adapte-se. Para que o jovem possa aproveitar ao máximo aquele ano de intercâmbio cultural, ele deve ser capaz de adaptar-se à nova cultura, aceitar e adotar os costumes e hábitos do país de destino, mas isso, sempre respeitando os limites de seus princípios.
A idéia é a de que, ao entender que o diferente de você também pode ser legal, eliminam-se muitas razões para as guerras (não que qualquer razão seja uma razão para a guerra, mas enfim…).
Outro ponto que eles dão bastante importância é também o fato de que o brasileirinho quando vai morar em uma família em outro lugar do mundo, está ali, naquela cidadezinha, representando todo o seu país (Brasil) e também o Rotary, por isso, acaba levando grande responsabilidade consigo!
Muitos beijos!
Ah, me identificando: Chêla de Copacabana.
quarta-feira, 17 de junho de 2009 às 16:21
Mestre, lo quiero.
Raquel
quinta-feira, 18 de junho de 2009 às 1:26
YogaKobrasol.org
Gostei muito desta frase que encontrei na internet:
“Creio que a sutileza das palavras contém a suavidade de que necessitamos para expressarmos os nossos sentimentos.
O amor ganha força quando agimos através do coração, quando somos sutis.” (Luiz Maia)
Lerivan Ribeiro – Floripa – SC
Unidade Kobrasol