domingo, 20 de novembro de 2011 | Autor:

Normalmente, nós costumamos só visitar a página atual, mais recente, nos blogs e outros acessos que fazemos no Google etc. Porém, no caso deste blog – por ser de uma Cultura estável, milenar, de valores quase imutáveis, vale a pena dispor de algum tempo para ler e compartilhar as boas mensagens, artigos, pensamentos, experiências, músicas, vídeos, entrevistas, links, coreografias e todo um tesouro de comentários que os companheiros deixaram nas páginas anteriores.

Olá, Mestrão!
Para facilitar a navegação, formatei todo o texto em formato de teia de links. Se for conveniente, então que ele fique à sua disposição para o melhor uso. Um abraço forte e até daqui a alguns dias!
Montagna

——–

Você vai encontrar tópicos como:

meio ambiente, ecologia, clima, responsabilidade ambiental, biosfera, planeta, rios, dicas;

maneiras de melhorar o mundo;

alimentação, vegetarianismo, comer carnes, celebridades vegetarianas;

cães, animais de estimação, alimentação para cachorros, adestramento, ração vegetariana para cães;

vídeos, músicas, fotos;

coisas que a vida me ensinou (capítulos desse livro);

paradigmas, estereótipos;

história, arqueologia, filosofia, biografia;

ortografia, fonética, línguas, idiomas, linguística, latim, hebraico, sânscrito;

trabalho versus emprego; crise e sucesso profissional;

mensagens, artigos, pensamentos;

faculdade, universidade, pós graduação, MBA;

a gripe e outra pandemias, o que há por trás;

palestras de vários intelectuais, empresários de sucesso e de quem passou por experiências interessantes;

como os seres humanos tratam seus luminares;

relacionamento afetivo, boas maneiras, educação, boas relações humanas;

entrevistas com DeRose gravadas no Brasil e no exterior;

reportagens feitas com outros instrutores, cobertura de eventos;

coreografias lindíssimas de vários instrutores de diversos países;

ações sociais e humanitárias, filantropia, voluntariado, defesa civil;

Índia, Himálayas, templos, viagens, monumentos, Civilização do Vale do Indo;

Hinduísmo, Shiva, Upanishad, Yôga Sútra, shástras, escrituras hindus;

prevenção do câncer;

cursos, festivais, congressos, eventos – no Brasil, Argentina, Portugal e França;

fumo, álcool e drogas;

jovens, juventude, valores, caráter;

profissões, profissionalismo, formação profissional, carreira, futuro;

solenidades, outorgas, homenagens, medalhas, comendas, reconhecimento público;

livros, literatura, documentação bibliográfica, capítulos de livros, trechos de livros deste autor;

artigos, crônicas, contos, ficção;

links relevantes para outros sites e blogs.

95 comentários

  1. 1
    Ana Maria Marreiros
    segunda-feira, 21 de setembro de 2009 às 9:27
     

    Bom dia, meu querido Mestre,

    Vale mesmo a pena partilhar todos os dias de Links e Posts do Blog, e ainda visitar o Google sobre o Método DeRose.
    São dias em que cultura, amizade, companheirismo e alegria de viver nunca são demais.
    Partilhamos com pessoas de todo o mundo, mesmo sem as conhecer, ficam a fazer parte do nosso quotidiano.
    Hoje por exemplo fiquei feliz ao sentir a alegria do Mestre,
    e a imensa gratidão, por ter tido a seu lado no fim de semana pessoas de quem tanto gosta.
    Se não tivesse visitado o Blog não teria tido esta agradável
    sensação de ver o Mestre tão feliz, isso dá-me um enorme contentamento, como se fosse um pai muito querido a quem só desejamos o melhor.

    Um beijo, e um abraço muito apertado, e continue feliz…
    …gosto de o ver assim!

    Até logo no Blog!!!!!

    Ana Maria Marreiros

    DeRose Reply:

    Bom dia, Ana Maria. Você captou com sensibilidade os meus sentimentos ao escrever o post. Tive dias muito felizes nas semana que passou. Beijinhos paulistanos.

  2. 2
    Anahi Flores
    segunda-feira, 21 de setembro de 2009 às 10:45
    anahiflores.org
     

    Oi Mestre!
    Acabamos de voltar de uma viagem de 10 dias pela Patagonia, por isso fiquei neste tempo ausente do blog.
    Mas já voltei!
    Hoje tenho muuuuita leitura do seu blog para me por em dia.
    Beijinho e até sexta feira!!!
    Anahí
    Buenos Aires

  3. 3
    Alex William
    segunda-feira, 21 de setembro de 2009 às 11:09
     

    Olá Mestre, bom dia!

    Fiquei muito feliz que você gostou da idéia, hebaaa pujá efetivo hehe!

    Segue então os dois links para downloads:

    MP3 – (Ipod’s e outros)

    http://www.myotherdrive.com/dyn/dl/542.111708.16092009.81121.6a64fi/Entrevista%20-%20Mestre%20DeRose%20&%20Ant%C3%B3nio%20Pereira%20-%20MP3.mp3

    WMA – (PCs, MACs e arquivo para gravar em cd)

    http://www.myotherdrive.com/dyn/file/745.105509.16092009.97811.6a64fi/Entrevista+-+Mestre+DeRose+%26+Ant%C3%B3nio+Pereira+-+WMA.WMA

    Estava conversando com o nosso amigo Daniel Cambria e podemos também disponibilizar no site do Método DeRose para downloads gratuitos. Isso, se assim o Mestre quiser.

    BÔM, que nossa egrégora aprecie “sem” moderação os downloads.

    Abraços carinhosos e com emanações de azul celeste para sua recuperação!

    Alex William

    DeRose Reply:

    Que ótimo! Apliquei o link correto, Alex. Confira para ver se está bem. Grandes ideias, amigo. Isso é pújá efetivo. Ter iniciativa e acabativa. Tudo no ritmo DeRose. É isso aí. Vamos rugir e mudar o mundo à nossa volta. Beijão.

  4. 4
    Marisol Espinosa
    segunda-feira, 21 de setembro de 2009 às 11:37
     

    Hoje acordei romântica. Há oito anos atrás você realizou meu chakra pújá. Lembro-me de cada palavra sua, celebrando uma relação que já tinha dado certo, baseada na liberdade e no respeito. Obrigada por você ter me ensinado a viver de forma tão linda. Que sejamos exemplo de quem acredita no amor, na vida e nas coisas eternas.
    Falei que estava romântica…
    Da tua eterna discípula.
    Marisol Espinosa – Porto Alegre – Brasil

  5. 5
    Marco Carvalho
    segunda-feira, 21 de setembro de 2009 às 12:00
    swasthya.marcocarvalho.com
     

    Olá Mestre, para descontrair um pouco:

    http://failblog.org/2009/09/21/yoga-instructor-fail/

    Desconfio que esta não deva ser a melhor forma de correção hehehe

    Abraços

    DeRose Reply:

    Está demais! Que coisa feia! Que correção bizarra! É assim em muitos lugares, cujos ensinantes não são formados nem supervisionados por uma estrutura séria.

  6. 6
    Alex William
    segunda-feira, 21 de setembro de 2009 às 12:07
     

    Sim, Mestre está tudo correto, ebaaa..!

    Ganhei meu dia hoje com mais esse pújá!

    Como eu sou feliz Mestre, obrigado por você existir, hehe!

    SwáSthya!
    Bjus.

  7. 7
    Anahi Flores
    segunda-feira, 21 de setembro de 2009 às 18:22
    anahiflores.org
     

    Notícia bizarra, mas que deixa claro uma verdade importante: como é bom ser baixinha, hahaha.

    Novo homem mais alto do mundo visita Londres

    BBC Brasil – 17/09/2009 – Por Redação
    Sultan Kosen mede 2,47 metros e está visitando Londres para promover a nova edição do Guinness World Records. Na Turquia, Kosen trabalha como fazendeiro, mas tem que usar muletas para andar porque seus joelhos não aguentam o peso. Funcionários do Guinness World Records dizem que apenas dez pessoas no mundo já mediram mais que 2,44 metros. A altura de Kosen é atribuída a um tumor na glândula pituitária, que causa um excesso de hormônios do crescimento, gerando um tipo de gigantismo. O tumor foi removido no ano passado e foi só então que ele parou de crescer. O problema também explica os pés e mãos gigantes do turco. Agora, ele quer usar a fama recém-conquistada para viajar o mundo e encontrar uma esposa.

  8. 8
    soninha.paris
    terça-feira, 22 de setembro de 2009 às 9:47
     

    Gostaria de convidar a todos para o único festival da Europa que conta com a prensença do autor DeRose,

    Euro Yôga 2009 – Paris
    20, 21 e 22 de Novembro

    Para mais informações contacte :
    Unidade Rive Gauche – rivegauche.fr@metododerose.org
    Unidade Chiado – chiado.pt@metodoerose.org

    Aguardamos a sua visita na cidade luz
    Um abraço a todos
    Sonia Saraiva

  9. 9
    MarcosAmazonas
    terça-feira, 22 de setembro de 2009 às 20:41
     

    Ola querido Mestre
    Existe um acervo e tanto de informação em seu blog, li noticias “antigas” muito interessantes, com certeza vou fazer novas pesquisas.
    Obrigado pela dica!
    Marcos Amazonas – Unidade Centro Cívico – Curitiba

  10. 10
    Christian Mader
    quarta-feira, 23 de setembro de 2009 às 8:48
    swasthya-yoga.de
     

    Oi Mestre,

    na última semana revisei a prática básica em alemão, e para quem já quer ir treinando para o Euro-Yôga (onde haverá um sádhana em alemão), lá vai:

    YÔGA GRUNDPRAKTIK:
    Prototyp Serie

    ÁDY ASHTÁNGA SÁDHANA

    Falls Du die CD mit der Aufnahme dieser Grundpraktik besitzt, folge diesen Anweisungen: Lese zuerst den folgenden Text, indem Du ihn mit den Illustrationen vergleichst und jede Technik einübst. Dann höre der Aufnahme zu und folge den Anweisungen, während Du den Text liest. Lege schlieβlich das Buch weg und fange an richtig zu praktizieren, nur mit der Aufnahme.

    “Bevor Du mit Deiner Yôga-Praktik beginnst, zünde ein Stäbchen des Luftpurifikators Kálí-Danda an. Dieses hat mehrere Zwecke, unter anderem die Atmosphäre zu parfümieren und die Atemtechniken zu stimulieren. Jedes Parfüm, Kraut oder Harz hat ganz bestimmte Effekte. Die Mischung des Purifikators Kálí-Danda verschafft bessere Leistungen in der Yôga-Praktik.

    Um eine wirklich vortreffliche Leistung zu erhalten, folge den Beschreibungen der Technikenen mit Hilfe der Illustrationen und Anweisungen aus dem Buch Swásthya Yôga Shástra.

    Swásthya ist ein Begriff aus dem Sanskrit und bedeutet Selbstgenügsamkeit (self-dependence), Gesundheit, Wohlergehen (sound state), Bequemlichkeit (Komfort), Zufriedenheit. Nichts wurde neu geschaffen. Wir folgen dem Antiken Yôga, der in der Neuzeit systematisiert wurde. Um den Namen des Yôgas, den Du praktizierst zu lernen, spreche ihn mit mir aus: Swásthya.

    Fangen wir mit unserer Swásthya Yôga Praktik an, dem vollkommensten Yôga der Welt, in dem wir uns in irgendeiner bequemen und stabilen Position hinsetzen, mit gekreuzten Beinen und geradem Rücken (Bild Nr. 1, S.499). Die Praktik, die wir jetzt beginnen heiβt Ashtánga Sádhana, weil sie aus acht Teilen oder Angas besteht, und sie ist die wichtigste Eigenschaft des orthodoxen Swásthya Yôgas.

    1. ANGA: MUDRÁ – MIT DEN HÄNDEN AUSGEFÜHRTE REFLEXOLOGISCHE GESTEN

    Die Mudrás werden im Yôga als Schlüssel, Marken oder Zeichen benutzt, um in bestimmte Bereiche des kollektiven Unbewusstseins einzudringen.

    Zuerst führen wir den traditionellen Shiva Mudrá aus. Die Männer legen den rechten Handrücken auf die linke Handfläche. Die Frauen den linken Handrücken auf die rechte Handfläche. Beide Handflächen zeigen nach oben, liegen auf Beinen oder Füβen, je nach Position, in der Du sitzt. Konzentriere Deine ganze Aufmerksamkeit auf die so gelegten Hände. Dieser Mudrá verursacht einen Zustand der Aufnahmebereitschaft, durch dem Du fähig werden sollst, dieses tausendjährige Erbe zu erhalten. Die Hände in Form einer Muschel symbolisieren Deine Bereitschaft, in diesem Krug die Lehren der antiken Meister zu ernten, die durch die Arbeit derjenigen zu uns gelangt sind, die sich dieser noblen Lehrerschaft gewidmet haben. Shiva war der Schöpfer des Yôga, somit der erste Yôgi und Meister aller anderen. Wir übernehmen die Geste Shivas, denn wir wollen uns mit der Herkunft des ersten und authentischen Yôga identifizieren.

    Führe nun den Prônam Mudrá aus (Bild Nr. 2), indem Du die Handflächen vor der Brust vereinst. Diese Geste repräsentiert eine gegenseitige Begrüβung zwischen uns und er stellt den formellen Anfang unserer Stunde dar, indem er den inneren Yôga-Zustand in uns hervorruft. Versuche ihn voll und ganz zu erleben.

    2. ANGA: PÚJÁ – ETHISCHE ENERGIERÜCKGABE

    So wie es in Indien über Dutzende von Jahrhunderten gemacht wurde, gehen wir zu den vier vorherigen, formellen Begrüβungen über.
    Der Pújá ist der wichtigste Teil der Praktik, denn er verschafft die Identifizierung mit unseren Archetypen durch den Lehrer, der Träger dieser wertvollen, tausendjährigen Tradition ist.
    Der erfahrenere Praktikant nimmt diese Begrüβung sehr ernst, denn er hat ihre Effekte schon experimentiert. Er konnte den Unterschied schon ausmachen, zwischen einer Praktik, in der er es geschafft hat einen guten Pújá zu machen und den anderen, in denen nicht. Wenn Du ihn richtig ausführst, wird es Dir proportionale Effekte zu Deinen Bemühungen erweisen.

    Erster Teil des Pújá – an den Ort der Praktik gerichtet.

    Visualisiere den Lebensraum um Deinen Körper, mit der für ihn charakteristischen Wellenlänge und in der Form einer leuchtenden Lichtkugel. Mentalisiere, dass sie ein glänzendes orange annimmt und, dass sie sich ausweitet, diesen ganzen Raum mit einer starken Vibration von Freude, Gesundheit, Wohlstand, Liebe und Energie imprägnierend. Diese Mentalisation stellt eine Feineinstellung mit unseren Swásthya Yôga Kollegen her, ob nah oder fern in Raum und Zeit. Visualisiere, dass die Energiekörper aller Meister und Schüler, die diese Yôga-Art praktizieren, verschmelzen und eine unzerbrechliche, beschützende Kette bilden, voller Kameradschaftlichkeit, Kohäsion, Freundschaft und Union zwischen uns allen. Ab sofort sind wir stärker verbunden.

    Zweiter Teil des Pújá – an den Lehrer, der diese Praktik leitet.

    Wenn die Praktik persönlich von einem Lehrer geführt wird, so ist es an ihn, an wen dieser Pújá gerichtet werden soll. Im Falle einer aufgenommenen Praktik, soll man die Wiedergabe an den machen, der sie aufgenommen hat, um somit eine Abstimmung mit diesem Lehrer herzustellen. In beiden Fällen, stell Dir vor wie von Deinen Händen, Deiner Brust und Stirn orangene Lichtstrahlen in die Richtung des Lehrers gehen. Verstärke die feste Absicht, dass diese Lichtstrahlen ihn mit Gesundheit, Vitalität, Liebe, Freude und Langlebigkeit umhüllen.

    Dritter Teil des Pújá – an den Meister des Lehrers.

    Als ob es eine Treppe wäre, steigt der Grad des Pújá, um den Praktikanten immer näher an die Herkunft des Swásthya Yôga zu führen. Durch Deinen Lehrer kannst Du nun seinen Meister erreichen, der auch Dein Meister ist. Er ist zweimal Dein Meister! Stell Dir vor, wie aus Deinem Herzen goldene Lichtstrahlen den Meister umfassen, und ihm Kraft, Gesundheit und viel Liebe schenken. Da wir ohne seine Anwesenheit praktizieren, stell Dir das Gesicht vor oder den Namen des Meisters. Fühle wie Deine Lichtenergie effektiv projiziert wird. Wenn Du es schaffst, Dich mit ihm durch diese Darbietung zu verbinden, entsteht eine Abstimmung. Nur dann wird die echte Kenntnis des Swásthya Yôga zu Dir gelangen, ohne Entstellungen.

    Vierter Teil des Pújá – an Shiva, den Schöpfer des Yôgas.

    Shiva schenken wir unser Dasein, hier und jetzt. Ihm schenken wir unser Herz voller Ehrlichkeit und Begeisterung. Letztendlich bieten wir ihm die Mantras dar, die wir nun vokalisieren werden.

    3. ANGA: MANTRA – DIE VOKALISIERUNG VON TÖNEN UND ULTRASCHALL

    Zuerst verwenden wir Kirtan, um die Extroversion zu erreichen und danach Japa, um die Introversion zu erhalten. Zusammen haben diese Art von Mantras das Ziel, die Energiekanäle durch den Ultraschall zu säubern.

    Machen wir den Kirtan ÔM namah Shivaya, wie es auf der CD aufgenommen ist, damit es auf die richtige Art und Weise ausgeführt wird und die erwünschten Effekte produziert.

    Vokalisieren wir den Japa ÔM 27 Mal, in der genauen Modulation, wie es aufgenommen wurde.

    Wir beenden den Anga Mantra mit dem stetigen ÔM.

    4. ANGA: PRÁNÁYÁMA – DIE ERWEITERUNG DER BIOENERGIE DURCH ATEMTECHNIKEN

    Beginne die Atemtechniken, indem Du die Hände leicht auf die Knie legst, die Zeigefinger sind mit den Daumen vereint und bilden den Jñána Mudrá. Die Handflächen sind tagsüber nach oben gerichtet oder, wenn es Nacht ist, nach unten.

    Die Schüler, die schon etwas länger dabei sind, können mit dem Kúmbhaka Bandha anfangen, das heiβt, vollständige Atmung mit Rhythmus und Bandhas. Die Restlichen atmen ganz natürlich, dabei darauf achtend, dass der Rücken gerade, der Körper entspannt ist und die Atmung ausschlieβlich durch die Nase erfolgt, ruhig, sanft, tief und leise ist und über die Bauchmuskulatur erfolgt.

    Spüre wie die Luft durch die Nasenlöcher eindringt, alle Atemwege bis zu den Lungen durchläuft, und wenn diese erreicht sind, das Blut die Bioenergie aufnimmt und es wiederum jeder Zelle und jedem Organ Deines ganzen Organismus übergibt.

    Atme den Bauch nach drauβen projizierend ein, atme den Bauch anspannend aus. Merke Dir diese Regel: wenn die Luft rein kommt, geht Dein Bauch nach auβen; wenn die Luft raus geht, geht Dein Bauch nach innen. Nochmal: Luft nach innen, Bauch nach drauβen; Luft nach drauβen, Bauch nach innen.

    Atme ein, den Bauch nach auβen projizierend und lehne Deinen Kopf nach hinten. In diesem Moment, drücke die Zunge gegen den Gaumen, und zwar gegen den weichen Bereich in der Nähe Deines Halses.

    Atme daraufhin aus, sauge Deinen Bauch nach innen, lehne den Kopf nach vorne und drücke Dein Kinn gegen die Brust. In diesem Moment kontrahiere die Schlieβmuskeln des Anus und der Urethra. Versuche zu spüren, während Du diese Kontraktion anhältst, wie die Genitalien revitalisiert werden. Führe fort: Atme ein, Bauch nach drauβen, Kopf nach hinten, Zunge gegen den Gaumen pressen. Halte die Luft einen Augenblick an… atme dann aus, Kopf nach vorne, Bauch ganz nach innen und Kontraktion der Schlieβmuskeln.

    Nachdem dieser erste Pránáyáma einige Male wiederholt wurde, mit abdominaler oder vollständiger Atmung, gehe zur nächsten Atemtechnik über, dem Bhastriká, die schnelle Atmung. Atme schnell durch die Nasenlöcher ein und aus, mit Kraft und Geräusch, ganz laut, schnell und kräftig, aber ohne Grimassen zu ziehen oder die Schultern zu bewegen: Folgendermaβen:
    ………………………….[Ausführung des Pránáyáma]………………………………..

    Die Hyperventilation, die dieser Pránáyáma hervorruft ist extrem effektiv, um Depressionen zu eliminieren. Auβerdem hilft er sehr denjenigen, die ein schnelles Denkvermögen benötigen.

    Gehen nun zur Wechselatmung über, Sukha Púrvaka oder Vamah Krama (Bild Nr. 3), je nachdem ob wir Rhythmus hinzufügen oder nicht.

    Passe gut auf: Den Jñána Mudrá haltend, verbundene Zeigefinger und Daumen, schlieβe mit dem Mittelfinger der rechten Hand Dein rechtes Nasenloch und atme durch das linke ein. Wenn die Lungen voll sind, wechsel das aktive Nasenloch, indem Du jetzt das linke schlieβt und durch das rechte ausatmest. Mit leeren Lungen wechsele nicht und atme durch das rechte Nasenloch ein. Mit vollen Lungen tausche das aktive Nasenloch und atme durch das andere aus.

    Führe dieses Verfahren fort, immer dann das Nasenloch wechselnd, wenn die Lungen voll sind und niemals, wenn sie leer sind. Denk daran, dass unsere Atemtechniken immer mit geradem Rücken und, bis auf wenige Ausnahmen, absolut geräuschlos ausgeführt werden.

    Sobald Dir dieser Vamah Krama vertraut ist, kannst Du ihn in Sukha Púrvaka umwandeln, ein etwas fortgeschrittener Pránáyáma, indem Du ihm Rhythmus hinzufügst. Atme durch ein Nasenloch in einer gewissen Zeit ein, halte die Luft vier Mal so lange an und atme in der doppelten Zeit der Einatmung aus. Somit haben wir den Rhythmus 1-4-2. Atme über vier Sekunden durch ein Nasenloch ein, halte die Luft sechzehn Sekunden an und atme in acht Sekunden durch das andere Nasenloch aus.

    Vergiss nicht die vollständige Atmung während dieser Wechselatmung durchzuführen, ebenso wie in allen anderen Atemtechniken und auch den ganzen Tag über, in Deinem Alltag. Die vollständige Atmung besteht darin, Deine Lungen vollkommen zu füllen, nacheinander den unteren, den mittleren und den oberen Teil ausdehnen, und umgekehrt ausatmen, nacheinander die Luft aus dem oberen, mittleren und unteren Teil der Lungen entweichen lassen.

    Zum Abschluss der Wechselatmung, atme zuletzt durch das linke Nasenloch aus, da Du durch dieses auch zuerst eingeatmet hast. Die Swásthya Yôga-Praktik weiterführend, kommen wir zum

    5. ANGA: KRIYÁ – SCHLEIMHAUTREINIGUNGSAKTIVITÄT

    Wer seine Augen und Sicht verbessern möchte, kann nun die Trátakas ausführen, dessen Beschreibungen regelmäβig in den Unterrichtsstunden übermittelt werden (Bild Nr.4).

    Die restlichen stehen auf, ohne die Hände zu benutzen, und positionieren sich, um die Bauchmuskel-Kontraktionen zu üben. Beine etwas auseinander, Knie leicht angewinkelt und die Hände stützen sich auf den Schenkeln ab. Die etwas Fortgeschrittenen führen gleich den Nauli Kriyá aus (Bild Nr. 6). Alle anderen folgen den Anweisungen.

    Atme aus und sauge den Bauch ganz nach innen, so lange Du kannst, ohne zu atmen. Dies ist der Tamas Uddiyana Bandha (Bild Nr. 5), eine exzellente Technik um den Bauch zu reduzieren. Dann, atme ein. Atme wieder aus, und wiederhole die Technik, jetzt aber dynamisch, viele Kontraktionen nacheinander machend, ohne zu atmen, in dem Du den Bauch nach innen saugst und ihn wieder los lässt, rein saugst und wieder los lässt, aber ohne zu atmen. Sobald Du spürst, dass Du atmen musst, beendest Du den Rajas Uddiyana Bandha. Gehe nun über zum

    6. ANGA: ÁSANA – DIE STABILEN UND GEMÜTLICHEN KÖRPERTECHNIKEN

    Vereine die Füße und führe den Prônam Mudrá mit den Händen aus, mit vereinten Handflächen vor der Brust. Der Name dieser Position ist Padásana (Bild Nr. 7). Achte darauf, dass Deine Zehenspitzen vereint bleiben und schlieβe die Augen, um Deinen Gleichgewichtssinn zu verbessern. Sobald Du Dich im Gleichgewicht spürst, öffne die Augen und stütze mit Hilfe der Hände Deinen rechten Fußrücken auf Deinen linken Schenkel. Lass den Fuß los, wenn Du es schaffst und führe den Prônam Mudrá aus. Dies ist der Ardha Vrikshásana (Bild Nr. 8), der die Verdauungsorgane und die Nieren stärkt.

    Um den Rája Vrikshásana (Bild Nr. 9) auszuführen, atme ein, wobei Du die Arme erhebst, mit dem Prônam Mudrá über dem Kopf. Atme dann aus, indem Du Deinen Rumpf nach vorne beugst, mit den Fingerspitzen den Boden berührst und, ohne das ausgestreckte Bein zu knicken, die Luft anhältst.

    Wenn Du die Luft nicht mehr anhalten kannst, kehre zurück, einatmend den Rumpf wieder nach oben richtend, atme dann wieder aus und lasse die Arme runter, wieder vor der Brust. Nun führen wir die gleiche Position zur anderen Seite aus, rigoros in gleicher Weise, unser Bewusstsein auf jede Bewegung und jeden beanspruchten Muskel richtend.

    Wenn Du noch wenig Gleichgewicht hast, lass die Augen offen und fixiere Deinen Blick auf einen Punkt vor Dir. Konzentriere Dich auf die Fußsohle, die auf dem Boden ist und forme mit ihr eine Muschel um mehr Halt zu haben. Denk an die allgemeine Regel: alle Bewegungen nach oben werden mit Einatmung und alle nach unten mit Ausatmung ausgeführt. Wenn Du das Gleichgewicht nicht halten kannst, ist es nicht schlimm: versuche es weiter, aber halt Dich nicht an der Wand fest! Wenn Du es gut schaffst, schlieβe nun die Augen; wenn das immer noch zu einfach ist, probiere eine etwas fortgeschrittene Technik aus. Diese Techniken verschaffen eine neurologische Kontrolle und ein emotionales Gleichgewicht. Man hält sie für eine der besten Konzentrationstechniken.

    Übergehe nun zum Adyásana (Bild Nr. 10), mit den Beinen leicht auseinander, geschlossenen Augen, normaler Atmung und bewegungslosem Körper. Bewege den Kopf nach hinten und führe einen Kreis um den Hals in alle Richtungen aus. Dies ist eine Dehnung des Nackens. Beende sie mit dem Kopf nach hinten gerichtet und bewege die Schultern etwas nach oben, wobei Du ein angenehmes Schaudern empfindest, das sich von der Wirbelsäule zu den Armen ausdehnt.

    Stelle Dich so hin, dass Deine Füβe ungefähr fünf Hände breit auseinander sind und atme ein, in dem Du die Arme seitlich bis auf Schulterhöhe erhebst. Atme aus, beuge zur linken Seite und guck dabei zur rechten Hand, die nach oben zeigt. Dies ist der Trikônásana (Bild Nr. 11), den Du so lange durchführst wie Du die Luft anhalten kannst. Atme dann zurückkehrend ein und atme wieder aus bei der Wiederholung zur rechten Seite. Diese Position korrigiert Wirbelsäulenabweichungen und reduziert die Fettpolster um die Hüfte. Atme rückkehrend ein und ohne die Arme runter zu lassen gehst Du zum nächsten Trikônásana über.

    Atme aus und drehe zur linken Seite, indem Du Deinen Rumpf über das linke Bein beugst, mit der rechten Hand den linken Fuß festhältst, aber ohne Dich maximal vorzubeugen. Der linke Arm ruht auf dem Rücken. Verharre, normal atmend und dehnend. So ruhen wir uns aus (Bild Nr. 12).

    Atme dann völlig aus, beuge Dich so weit wie möglich nach vorne, so dass Du mit der Stirn Dein linkes Knie berührst, die rechte Hand ist immer noch auf dem Fuß. Erhebe dabei die linke Hand (Bild Nr. 13). Bleibe solange es möglich ist ohne Luft. Atme ein und kehre zurück. Ausatmend wiederholst Du nun zur rechten Seite. Vergiss nicht, dass Du die Muskulatur immer in der ersten Phase jeder Position wenn möglich entspannen solltest. Die Füße müssen parallel sein und die Beine dürfen sich nicht beugen. Konzentriere Dich auf die Effekte die Du Dir wünschst. Diese Technik wirkt auf die Wirbelsäule, die Hüften, die Bauchmuskeln und verschafft eine hervorragende Dehnung der hinteren Bein- und Rückenmuskeln.

    Atme rückkehrend ein, immer noch mit den Füßen weit auseinander und parallel liegend, atme aus und beuge den Rumpf nach hinten, mit den Handflächen in den Kniekehlen, den Kopf ganz nach hinten lehnend. Lege Deine rechte Hand über die Hüfte und die linke Handfläche in die rechte Kniekehle. Dies ist der Pristhásana (Bild Nr. 14). Atme wieder ein, kehre zurück und atme wieder aus, zur anderen Seite wiederhohlend. Zuerst mit beiden Händen in den Kniekehlen, dann mit dem linken Arm auf der Hüfte und der rechten Handfläche in der linken Kniekehle (Bild Nr. 15).

    Kehre einatmend zurück, halte mit der rechten die linke Hand hinter dem Rücken fest, drehe den linken Fuß nach außen und beuge Dein linkes Bein, ohne das rechte zu knicken, atme aus und berühre den Boden mit Deinem Kopf. Diese Position heißt Shírangushthásana (Bild Nr. 16). Atme ein, kehre zurück und atme aus, dies genauso zur rechten Seite wiederholend. Du bearbeitest die Organe der Genitalien, Beinmuskeln, baust Hüfte und Bauch auf und stimulierst den Darmtrakt.

    Kehre einatmend zurück, stelle die Füße in eine Entfernung von zwei Handbreiten parallel nebeneinander (Bild Nr. 17) und übergehe zum Hastinásana (Bild Nr. 18). Der Rumpf dreht dynamisch hin und her und die entspannten Arme drehen um den Körper. In dieser Position ist die Atmung freigegeben.

    Versuche Deine Arme mehr zu lockern. Entspann Dich… ganz und gar. Höre dann langsam auf.

    Messe eine Handbreite zwischen Deinen parallelen Füβen (Bild Nr. 19) und führe den Talásana (Bild Nr. 20) aus, einatmend und gleichzeitig die Arme und die Fersen hebend. Halte doppelt so lange die Arme hoch in der Luft und lass sie dann seitlich, langsam ausatmend, zusammen mit den Fersen wieder runter.

    Vereine die Füβe, Hände im Trimurti Mudrá, atme ein, während Du die ausgestreckten Arme erhebst, und dann ausatmend Deinen Rücken nach hinten beugst, in Ardha Chakrásana (Bild Nr. 21). Bleibe so lange wie möglich mit leeren Lungen und dem Kopf nach hinten gelehnt. Wem es in dieser Position schwindelig wird, der wird falsch geatmet haben.

    Atme zurückkehrend ein, und atme in Sukha Pádahastásana aus, in dem Du den Rumpf nach vorne beugst. Vermeide zunächst die maximale Dehnung, stütze Deine Hände an den Knien ab, und stütze den Körper auf den ausgestreckten Armen (Bild Nr. 22). Danach lasse Deine Arme und Deinen Kopf normal atmend angenehm nach vorne fallen (Bild Nr. 23). Dann, ausatmend, legst Du Deine Handflächen auf den Boden (Bild Nr. 24). Halte dann Deine Fersen von hinten fest, in Rája Pádahastásana gehend (Bild Nr. 25). Versuche mit der Stirn die Knie zu berühren, ohne diese wiederum zu knicken.

    Knicke sie nun um Dich hinzuhocken, ohne die Fersen vom Boden zu entfernen. Dies ist der Páda Utkásana (Bild Nr. 26). Setz Dich auf den Boden, streck die Beine nach vorne aus. Dies ist der Rája Puranásana (Bild Nr. 27).

    Hebe einatmend die ausgestreckten Arme und lege Dich auf den Rücken (28), strecke Dich mit den Händen nach oben bis zum Boden hinter Dir und mit den Füßen nach unten, strecke Dich kräftig (Bild Nr. 29). Atme dann gemütlich und entspannend aus, die Hände liegen eine Hand breit von den Hüften entfernt. Versuche Dich so gut wie möglich zu entspannen, den Körper unbeweglich lassend, mit geschlossenen Augen und einer normalen Atmung. Diese Ausruhposition in der Du Dich befindest heiβt Uttara Shavásana (30).

    Entspanne vollkommen alle Muskeln und Nerven. Fühle die Vollkommenheit und Zufriedenheit, die uns diese Swásthya Yôga-Praktik verschafft, dieses ultra-vollständige Yôga. Ergib Dich voll und ganz diesem Genuss, der durch diese Techniken ermöglicht wird. Wir, die etwas Fortgeschritteneren, fangen schon an dieses wohltuende Gefühl zu vermissen. Genieße und nutze dieses Recht, dass Du auf Lebensqualität hast.

    Vereine die Füße, erhebe einatmend die ausgestreckten Arme über den Kopf bis zum Boden ganz nach hinten und strecke die Hände nach oben und die Füβe nach unten. Atme dann, Dich hinsetzend, ein (Bild Nr. 31) ohne Dich abzustoßen, in Sukha Paschimôttanásana (32), mit vereinten und ausgestreckten Beinen, Hände an den Fersen und den Kopf nach vorne gekippt, ohne eine maximale Dehnung zu verursachen und eine tiefe Atmung beibehaltend. Entspanne Dich.

    Lass es zu, dass Deine Muskeln sich angenehm ausdehnen. Wenn Du magst, verweile entspannt in dieser Position und gehe langsam mit Deinem Kopf nach vorne. Oder vollende diese Position in dem Du ausatmest und Dich maximal nach vorne beugst, die Füße nach unten ziehst und versuchst mit der Brust auf die Knie zu kommen. Dies ist der Rája Paschimôttanásana (33). Übe in diesem Rája Paschimôttanásana Dein Permanenztraining. Falls Du eine gute Flexibilität hast, kannst Du Dich an den Zehenspitzen festhalten und sie dann nach hinten ziehen. Assimiliere in der Zwischenzeit unsere Meinung über die Vorteile die uns diese Methode verschafft.

    Wir halten es für ein nobleres Verhalten nicht zum Yôga zu gehen, um irgendwelche persönlichen Vorteile zu erzielen, sondern vielmehr angetrieben zu sein von der Motivation, wie der Künstler sein Bild malt: eine intime Äuβerung, die spontan ausgedrückt werden muss. Wenn der Praktikant ausschlieβlich die sekundären Konsequenzen sucht, wie zum Beispiel die physische Stärkung und die Stressbekämpfung, wird er sich auf die Krümel beschränken und der Lehrer wird es nicht schaffen, ihm das Ganze zu lehren. Genau wie es ein Balletlehrer niemals schaffen wird, einem Schüler, der nur abnehmen will, das Tanzen beizubringen.

    Atme nun ein, kehre zurück und entferne die Beine voneinander, somit zum Sukha Upavishta Kônásana (34) übergehend. Erhebe einatmend die Arme, die Hände in Trimurti Mudrá, vom Boden bis über den Kopf.

    Atme aus, in dem Du den Körper nach vorne beugst, mit jeder Hand an einem Knöchel, atme normal und lasse Deine Muskulatur sich an diese Position anpassen. Überanstrenge Deine Wirbelsäule nicht. Versuche die Rückenmuskulatur auszudehnen und den Kopf weiter nach vorne zu strecken. Atme wieder aus, beuge Dich soweit wie möglich nach vorne (35), versuche mit der Brust auf den Boden zu kommen und strecke die Füße. Nur dann, wenn die Position sich an ihrem maximalen Punkt befindet, verdient sie ihren Namen und machen sich ihre Effekte bemerkbar.

    Atme zurückkehrend ein, knicke Deine Beine ein, vereine Deine Fußsohlen, ziehe die Füße mit den Händen näher zu Dir und drücke die Knie nach unten, damit sie gleichzeitig den Boden berühren. Verwende die Ellenbogen, um die Knie sanft nach unten zu drücken.

    Wir sitzen in Rája Bhadrásana (36), mit freier Atmung. Diese Technik und die nächste bereiten die Beine für den Padmásana vor, eine fortgeschrittenere Technik, die beide intensiv auf die Beckenbodenmuskulatur wirken, die sexuelle Potenz erhöhen und die Fettzellen der Oberschenkel verteilen.

    Ruhe Dich etwas aus, die Beine liegen ausgestreckt vor Dir, etwas voneinander entfernt und der Körper ist auf die Arme gelehnt, die hinter Dir auf dem Boden abgestützt sind. Dies ist der Sukha Puranásana (27). Danach entferne die Beine noch etwas und lehne, mit Hilfe der Hände, den linken Fußrücken über den rechten Schenkel. Halte den Fuß mit der rechten Hand fest und drücke Dein rechtes Knie langsam mit der linken Hand nach unten, damit es den Boden berührt. Dies ist der Ardha Padma Jánushírshásana (37).

    Atme ein, hebe die Arme mit den Händen in Trimurti Mudrá, vom Boden bis hoch über dem Kopf, drehe den Körper nach links und beuge ihn nach vorne, wobei Du mit beiden Händen den ausgestreckten Knöchel festhältst und den Kopf nach vorne kippst ohne die maximale Dehnung zu erreichen (Bild Nr. 38). Entspanne. An diesem Punkt ist die Atmung freigegeben.

    Atme aus, Dich maximal nach vorne beugend, versuche mit dem Kopf Dein Knie zu berühren und den Fuß weiterhin ausgestreckt zu halten. Dies ist der Rája Padma Jánushírshásana (39). Konzentriere Dich in der Zwischenzeit auf die Organe, denen mit dieser Technik eine enorme Wohltat erwiesen wird. Sie übt einen gesunden Druck auf die Hypochondrie aus und verringert die Dilatation des Magens. Wenn man lange in dieser Position verweilt, ist dieser einer der wichtigsten Ásanas, die Chakras aktivieren und die Kundaliní erwecken.

    Versuche bei Deinen Praktiken zu Hause länger in dieser Position zu verharren. Jetzt, kehre einatmend zurück und wiederhole zur anderen Seite, rigoros, in gleicher Art und Weise. Swásthya Yôga wird als der vollständigste Yôga der Welt angesehen. Wir folgen der prä-klassischen, prä-vêdischen und prä-arianischen Tradition. Sein vollständiger Name lautet Dakshinacharatantrika-Niríshwarasámkhya Yôga. Deshalb verwenden wir eine strikt technische Orientierung. Wenn wir eine Regelmäßigkeit beibehalten, erhalten wir bessere Leistungen im Sport, beim Lernen sowie in der beruflichen Leistungsfähigkeit. Das erklärt, weshalb sich unser Publikum aus Leuten mit feinem Geschmack und gesundem Verstand zusammensetzt, die sicher sein wollen, immer das Beste für sich zu haben.

    Jetzt kannst Du vom Rája Padma Jánushírshásana zurückkehren. Die Beine weiterhin ausgestreckt lassend, führe nun den Ardha Matsyêndrásana aus (40), indem Du das linke Bein über das rechte mit der Fußfläche auf den Boden stellst, und den rechten Arm zwischen aufgestelltem Bein und Brust als Hebel verwendest. Atme aus, drehe den Rumpf nach links und schau nach hinten, ohne Luft in den Lungen. Solange Du in dieser Position verweilst, tankst Du Energie, reduzierst die Spannungen und stärkst die Wirbelsäule. Somit verlangsamt es das Altern.

    Atme rückkehrend ein, tausche die Position zur rechten Seite, nun das rechte Bein über das linke, mit der Fußsohle auf den Boden gestellt und dem linken Arm zwischen aufgestelltem Bein und Brust gelegt. Drehe ausatmend zur rechten Seite. Wie Du schon weißt, hängt die Dauer einer Position direkt von Deiner individuellen Lungenkapazität ab. Du kannst langsam zurückkehren, wenn Du willst. Verlege die Beine nach hinten (Bild Nr. 41), setze Dich auf die Fersen und lege die Hände auf die Knie. Dies ist der Rája Vajrásana (42), hervorragend für den Verdauungstrakt und den Ischias. Halte nun hinter dem Rücken mit der rechten Hand Dein linkes Handgelenk fest, und beuge Dich ausatmend nach vorne in Vajra Yôgásana. Sobald Du mit dem Kopf den Boden berührst, lege die Hände unter die Stirn, die Handflächen nach unten gerichtet. Dies ist der Vajra Kúrmásana (43), eine sitzende, halb-entspannende Übergangsposition, mit freier Atmung.

    Denk daran, dass die biologischen Techniken in unserer Methode immer angenehm sein sollen. Jede Unbequemlichkeit, jeder Schmerz, jedes verschnellerte Herzklopfen oder übermäßiges Schwitzen sind Warnungen unseres Organismus etwas zurückhaltender zu sein. Diese Übungen dürfen nicht ermüden, sondern sollen unsere Batterien auftanken.

    Strecke die Arme nach vorne aus und Du wirst in Vajra Hamsásana sein.

    Passe jetzt auf:

    Du sollst nicht nach hinten rutschen;
    Deine Knie nicht vom Boden entfernen;
    Deine Arme nicht knicken.

    Atme ein, rutsche mit den Händen zwei Hände breit nach vorne, erhebe die Brust und senke die Hüfte, zum Rája Bhujangásana übergehend (44), mit:

    vereinten Füβen;
    vereinten Fersen;
    der Hüfte auf dem Boden;
    ausgestreckten Armen;
    Schultern nach unten gerichtet;
    geschlossenen Augen;
    vollen Lungen;
    und den Kopf ganz nach hinten geneigt.

    Dadurch, dass dieser Ásana durch Hyperventilierung schwindelerregend sein kann, vermeide lange Aufenthalte. Atme aus, beuge die Arme, rechte Hand auf die linke, Stirn auf beide Hände gestützt und endlich können sich auch die Beine trennen. Dies war gut, aber es kann noch besser werden. Falls Du die Arme angewinkelt hast, wirst Du Dich das nächste Mal anstregen, sie auszustrecken. Falls Dir leicht schwindelig wird, führe diese Übung ohne Luft durch.

    Alle Techniken, bei denen die Brust zum Boden gerichtet ist, werden mit vollen Lungen ausgeführt. Führe den Rája Shalabhásana (45) aus. Vereine die Füße, dann strecke Dein Kinn zum Boden und letztendlich positionieren sich die vereinten Hände unter der Hüfte, die Händflächen nach unten gerichtet, die Arme ausgestreckt und die Ellbogen unterm Bauch. Atme ein und erhebe so weit wie möglich die vereinten, ausgestreckten Beine, ohne das Kinn vom Boden zu entfernen. Auch wenn Du nur etwas vom Boden hochkommst, verweile so lange wie möglich, denn die Aufenthaltszeit ist das Wichtigste. Hier übst Du eine gleichmäßige Kraft auf Rücken-, Arm-, Bein- und Gesäßmuskeln aus.

    Atme zurückkehrend aus, lege eine Seite des Gesichtes auf den Boden, entspanne Deine Arme neben der Hüfte und lasse die Beine auseinanderfallen… Dann ruhe die andere Gesichtsseite auf dem Boden aus. Der beste Udara Shavásana (46) ist normalerweise, wenn die Fersen nach außen gerichtet sind. Da jedoch im Swásthya Yôga alles individuell ist, suche Dir die für Dich angenehmste Position aus. Die Positionen mit der Brust zum Boden gerichtet, sind die mit größter Kraftanwendung, weshalb sie zum Schluss der Serie und mit größeren Pausen eingeordnet wurden.

    Gehe nun zum Rája Dhanurásana (47) über, langsam die Füße vereinend, das Kinn auf den Boden stützen; beuge die Beine und halte die Fußgelenke fest. Atme ein und strecke die Beine aus, ohne die Fußgelenke loszulassen und ohne die Arme zu beugen, wodurch Du den Oberkörper erhebst. Der Kopf kippt nach hinten und die Beine werden stark ausgestreckt, ohne die Füße loszulassen.

    Kehre ausatmend zurück, rechte Hand über die linke, die Stirn ruht sich auf den beiden Händen aus und die Beine trennen sich ruhig. Lockere die Schultern und lass sie sich dem Boden nähern. Versuche eine fröhliche Physiognomie während der Praktik beizubehalten. Schließlich bringt sie Dir ja nur Gutes. Obwohl es etwas anstrengend sein kann, darf es niemals bis zum Extremen geführt werden. Nach der Praktik musst Du Dich wohler, dynamischer, leichter und besser fühlen als vorher.

    Nun vereine einfach die Füße, denn die Stirn und die Hände sind schon bereit für den Rája Dolásana (48). Atme ein und erhebe so weit Du kannst Deine Brust und die vereinten, ausgestreckten Beine, wodurch Du mit Deinem festem Körper einen Bogen bildest, und den Boden nur mit Deinem Bauch berührst. Verweile in dieser Position, wodurch Du Deine Rückenmuskulatur stärkst, was ganz wichtig ist für die Gesundheit Deiner Wirbelsäule.

    Atme aus und entspanne Dich tief und angenehm erneut in Udara Shavásana, mit der Stirn auf den Händen und den Beinen auseinander. Erhole Deine Energien, indem Du natürlich atmest.

    Um die nächste Technik, Chatuspadásana (49), auszuführen, vereine die Füße, setze die Zehenspitzen auf den Boden, stütze die Hände neben den Schultern ab und hebe Deinen Körper einatmend durch die Arme an. Atme aus, ein Bein nach dem anderen nach vorne bringend, Dich in Váyútkásana (50) hinsetzend, mit den Fersen und Knien in der Luft, Händen auf den Knien, ausgestreckten Armen, geradem Rücken und geschlossenen Augen.

    An diesem Punkt teilt sich die Praktik und die fortgeschritteneren Schüler berühren mit den Knien den Boden und gehen zu ihren Ásanas über (51, 52, 53, 54).

    Die anderen setzen sich und legen sich nach hinten, strecken die Hände nach oben und die Beine nach unten, wie wenn man sich streckt, legen sich dann ausatmend hin und ruhen sich dann mit den Händen eine Hand breit vom Körper entfernt aus. Entspanne zutiefst. Erst wenn sich der Atemrhythmus wieder normalisiert hat, sollst Du zur nächsten Technik übergehen.

    Vereine die Füße, die Hände liegen neben der Hüfte, atme ein und erhebe die ausgestreckten und vereinten Beine, erhebe den ganzen Unterkörper bis zur Brust.

    Stütze Dich mit den Händen in der Höhe der Nieren ab. Du führst somit die Umkehrung aus, die auf den Schultern abgestützt ist, Viparíta Karaní und Sarvángásana (55, 56). Wer Schwierigkeiten hat, die Hüfte zu erheben, soll die Handflächen auf dem Boden abstützen und die Beine ganz nach hinten bringen. Diese Umkehrungen über die Schultern sind Positionen die lange ausgeführt werden sollen, ein einziges Mal. Sie sollen also über mehrere Minuten hinweg fortdauern und niemals wiederholt werden. Sie sollen mit geschlossenen Augen ausgeführt werden, mit freier Atmung und möglichst geringer Muskelanstrengung.

    Es können beliebig viele Variationen ausgeführt werden, wobei jedoch heftige Bewegungen vermieden werden sollen, um eine lange Permanenz zu erzielen. Der Körper soll ganz abstehen. Wenn Du Krampfadern bekämpfen und den generellen Zustand der Beine verbessern willst, dann bewege die Füße kreisförmig und spiele mit den Zehen. Beherrsche nun die Übung, indem Du mit den Füßen den Boden oberhalb des Kopfes berührst. Zunächst mit ausgestreckten Beinen und dann mit angewinkelten, wobei die Knie den Boden berühren. Danach kannst Du andere Varianten ausführen, Du stützt die Hände an der Hüfte oder am Boden ab, zur Seite des Körpers oder zu der des Kopfes, oder indem sich die Fingerspitzen hinter dem Nacken oder über der Stirn berühren. Oder sogar mit den Händen neben den Knien.

    Der Rumpf kann einen rechten Winkel mit den Beinen bilden, mit den Füßen den Boden berühren oder, was viel besser ist, vertikal ausgestreckt sein. Die Beine dürfen zusammen oder separat, angewinkelt oder ausgestreckt, oder auch in Padmásana sein. Das Wichtigste ist die Permanenz und das Sinnvollste die Vertikalität. Diese Position konzentriert das, durch die vorherigen Techniken vitalisierte Blut in dem oberen Teil des Körpers, wo es Falten mindert, die Haut und die höheren Sinne verbessert: die Sicht, das Gehör… und schlieβlich das Gedächtnis, die Konzentration und die intellektuellen Fähigkeiten erhöht. Die Umkehrungen sind hervorragend, um eine Verjüngerung und eine generelle Revitalisierung hervorzurufen und die Gesundheit zu unterstützen. Es gibt so viele Vorteile, die diese Position mit sich bringt, dass es unmöglich ist alle anzugeben. Versuche, indem Du etwas über diese Position liest, diese und alle weiteren positiven Effekte, die aus ihr entspringen, an Dir selber zu beobachten. Wenn Du keine Zeit hast eine vollständige Praktik auszuführen, solltest Du wenigstens diese Übung einmal pro Tag durchführen.

    Um von der Umkehrung über die Schultern zurückzukehren, sollte man zuerst die Hände am Boden abstützen und dann langsam die Hüften senken.

    Entspanne, sobald Du liegst, um die Effekte des Ásanas aufzunehmen.

    Die Position die wir als nächstes ausführen werden, ist der Ardha Matsyásana (57), der Ausgleich der Umkehrung über die Schultern, der die Schilddrüse bearbeitet. Wenn Du abnehmen möchtest, verbleibe längere Zeit im Ásana. Vereine die Füβe und atme ein, die Brust so weit wie möglich erhebend, ohne die Hüfte vom Boden zu entfernen und verlege das gesamte Gewicht des Körpers auf den oberen Teil des Schädels. Sobald Du zurückkehren möchtest, atme aus und stütze den Rücken auf den Boden.

    An dieser Stelle können Personen mit Rückenproblemen oder verspannten Rückenmuskeln eine leichte Ungemütlichkeit im Rücken spüren. Um dieses Gefühl zu eliminieren, genügt es die angewinkelten Beine über der Brust für eine kurze Zeit zu umarmen.

    Von nun an können die Praktikanten ihre freie Praktik beginnen, die immer choreografisch aufgebaut ist.

    7. ANGA: YÔGANIDRÁ – DIE ENTSPANNUNGSTECHNIK

    Yôga bedeutet nicht relaxing. Yôga hat nicht das Ziel zu entspannen, sondern die Energien aufzuladen, was es sehr gut kann. In den antiken hinduistischen Texten wird Yôga immer mit Kraft, Macht und Energie verbunden. Lediglich einer von den acht Angas der Grundübung beschäftigt sich mit der Entspannung. Die Effizienz in diesem Bereich ist wiederum so gewaltig, dass es für Laien sprichwörtlich geworden ist und Yôga mit der Kompetenz Stress zu reduzieren verbunden wird. Das ist es, was Du nun erleben wirst.

    Entspanne voll und ganz, verlasse Dich komplett, mit unbeweglichem Körper, geschlossenen Augen und ruhigem Geist. Positioniere Dich so gemütlich wie möglich (Bild Nr. 58). Bewege Dich ab jetzt nicht mehr.

    Bleibe wach und bewusst, höre alles was ich sage, um es filtrieren zu können und das aufzunehmen was Dir beliebt.

    Fange an, Deinen gesamten Körper auf einmal zu entspannen, wodurch Du die Erdanziehungskraft immer deutlicher spürst, als ob Du am Boden zerschmelzen würdest. Entspanne Deine Muskeln, Nerven und innere Organe. Relax, lass Dich los, ruhe Dich aus.

    Entspanne nun das Zentrum Deines Körpers, indem Du Deine Atmung beruhigst, die Entspannung über Deine Wirbelsäule laufen lässt und von dieser zum Rest des Körpers.

    Fühle Dich fröhlich und frei. Atme tief ein und entspanne beim Ausatmen. Bilde gedanklich einen weißen Nebel und lasse ihn in Deine Fußsohlen eindringen. Dieser helle Nebel entspannt tiefer als alles andere Deine Haut, oberflächige Muskeln und Nerven, tiefere Muskeln und Nerven, Sehnen und Knochen bis zum Mark. Es entspannen und lockern sich Füße, Knöchel, Beine, Knie, Schenkel und die Hüfte. Jetzt auch die Organe des Beckens, die Bauchorgane, die Organe des Brustkorbes, wodurch sich das Herz beruhigt, die Lungen vitalisiert und Rücken, Schultern, Arme, Hände und Finger entspannt werden.

    Nun, am Wichtigsten, der Hals, die Halsschlagader, Kehlkopf, Rachen und Kopf; es lockert und entspannen sich die Kiefer, Wangen, Lippen, Nasenlöcher, Augäpfel und –muskeln, Augenlider und –brauen, eine faltenlose Stirn, die Kopfhaut und die Ohren.

    Lerne dies selbst zu tun, immer wenn es verlangt wird.

    Jetzt fühlst Du Dich leicht, als ob Du schweben würdest. Es ist normal, wenn die Entspannung sehr groß ist, dass Du an dieser Stelle Deinen Körper nicht mehr spürst. Lasse Deinen Körper ganz locker, entspannt, verlassen und ausgeruht. Dein Bewusstsein beruhigt sich ganz und Deine Emotionen finden den absoluten Frieden.

    An dieser Stelle gelingen wir in einen wichtigen Zustand, in dem die inneren Kräfte angeregt und gesteigert, die sensorischen und extra-sensorischen Fähigkeiten und Begabungen erweckt und gefördert werden. In dieser Phase steigern sich alle Tugenden und Qualitäten, die ein Mensch kultivieren sollte, und umgekehrt werden die weniger ratsamen Angewohnheiten eliminiert.

    Gehe gedanklich die Ziele Deines Lebens durch und alles weitere, was Du mit Deinem Körper, Deiner Gesundheit, Arbeit, in Deinem Liebes- und Familienleben erzielen willst. Sei Dir gewiss, dass seit Deiner ersten Swásthya Yôga-Übung, und danach zunehmend immer mehr, in jeder folgenden Praktik, Du in kurzer Zeit, genau das erhalten wirst, was Du haben möchtest, und zusätzlich noch vieles mehr: Energie, Gesundheit, Wohlstand, Lebensqualität, Zärtlichkeit und Fröhlichkeit.

    Genieße mit viel Intensität diese genüsslichen Momente der Entspannung. Fühle Kraft, Vertrauen und Liebe in Deinem Herzen.

    Das nächste Mal, wenn Du diese Entspannungsübung ausführst, wird sie viel einfacher, tiefer, vollkommener und angenehmer sein, da allein der Befehl zur Entspannung, den Körper und das Bewusstsein dazu führen, sofort zu entspannen, wodurch gleich zu Beginn schon ein tieferer Zustand, als der heutige erzielt wird. Und der tägliche Fortschritt wird immer größer sein, sei es bei der Ausführung der Körpertechniken, als auch bei der Entspannung, Meditation, den Mantras und allen anderen Techniken, und darüber hinaus auch die Freude die daraus erfolgt.

    Zum Schluss dieser Entspannung wirst Du deutlich das Gefühl von Frieden, Freude, Gesundheit, Energie und Leichtigkeit verspüren, mit großer Einsatzbereitschaft, Enthusiasmus, Fröhlichkeit und wohligem Gefühl. Mit gigantischer Motivation zu leben, lächeln, lieben und zu arbeiten.

    Beginne jetzt zum festen Körper wiederzukehren, das Bewusstsein über die fünf Sinne heranholend, vom feineren zum dichteren: höre besser die Töne rings umher, besser meine Stimme hörend; atme tief ein, das Parfüm der Luft spürend; bewege die Zunge, Geschmack empfindend; bewege die Lippen, öffne die Augen und sehe, bewege Deinen ganzen Körper, den Tastsinn des ganzen Körpers fühlend, strecke Dich ausgiebig, den Muskeln Kraft und Vitalität wiedergebend; gähne, lächle und setze Dich hin, um zu meditieren.

    Der wichtigste Teil des Zurückkommens war das Lächeln.

    8. ANGA: SAMYAMA – KONZENTRATION, MEDITATION UND HYPERBEWUSSTSEIN.
    Setze Dich in einer stabilen und angenehmen Position hin, mit geradem Rücken und geschlossenen Augen, ohne Dein Gesicht anzuspannen. Man kann leichter meditieren, wenn die Physiognomie entspannt ist, und ein leichtes Lächeln auf dem Antlitz vorhanden ist. Lege die Hände in Shiva Mudrá und beruhige Dich innerlich (Bild Nr. 59).

    Im Swásthya Yôga gibt es viele verschiedene Typen und Grade der Meditation. Zum Beispiel: 1. Grad – Yantra Dhyána; 2. Grad – Mantra Dhyána; 3. Grad – Tantra Dhyána, die eine Einführung verlangt, und weitere.

    Bild Nr. 60
    Die Silbe ÔM in Dêvanágarí.

    Heute wirst Du die Methode Yantra Dhyána, 1. Grad, ausprobieren. Insofern, konzentriere Dich auf ein Symbol. Das allerbeste Symbol ist die Silbe ÔM in Dêvanágarí-Schriftzeichen (Bild Nr. 60), welche jeder Yôga-Praktikant auf einer Medaille um den Hals trägt. Über dem ÔM meditierend, wirst Du eine stärkere und direktere Verbindung mit der Weißheit und Kraft, die die Meister aus der Antike im kollektiven Unbewussten hinterlassen haben, erlangen. Dieses von alters her überlassene Erbe ist wie ein Schatz in jedem Mensch verborgen und der ÔM ist der Schlüssel ihn zu finden.

    *************************************[Ausführung des Samyama]**************************************

    Wenn Du die Stunde der nächsten Aufnahme praktizierst, Fortgeschrittenes Yôga oder die CD Entwickle Deinen Geist, kannst Du Dich länger mit diesem achten Anga, Dhyána oder Samyama genannt, befassen.

    Hier beenden wir dieses erste Meditationstraining und schlieβen den Ashtánga Sádhana.

    Übergehe mit den Händen zum Prônam Mudrá, mit vereinten Handflächen vor der Brust, und wir verabschieden uns mit dem Wort
    Swásthya!

    Nun liegt es an Dir diese Techniken, die Du gerade ausgeführt hast weiterzugeben, damit andere auch an dieser Energie, Freude, Gesundheit und Wohlsein teilhaben können. Lerne die von der Internationalen Yôga Union empfohlenen Bücher, praktiziere fleißig und bedenke die Möglichkeit an einem Ausbildungskurs für Yôga-Lehrer teilzunehmen. Solange Du Dich nicht ausbildest, vereine eine Gruppe von Freunden, um die Stunde dieser Aufnahme zu praktizieren.

    Diese Aufnahme ist nicht kommerziell, deshalb darfst Du soviele Kopien machen wie Du willst und sie Deinen Freunden austeilen.

    Aber Achtung: Die Reproduktion für Dritte ist strikt verboten, wenn jegliche Form der Entgeltung vorliegt.

    Falls Du eine Gruppe Yôga-Schüler unter Deiner Obhut hast, schreibe uns und berichte über Deine Arbeit. Dadurch wirst Du an unserem Mailing teilnehmen und wirst immer Nachrichten über unser Métier erhalten.

    Das wichtigste von nun an ist, dass wir der selben Familie angehören und weiterhin immer enger mit viel Liebe verbunden sein werden.

    Nimm unseren mit Kraft und Energie behafteten Yôgi-Gruβ an:

    Swásthya!“

    Meister DeRose
    http://www.metododerose.org

    Übersetzung: Christian Mader
    http://www.swasthya-yoga.de

    Beijos e boa prática a todos! ;-)

    Christian Mader – Alemanha

    DeRose Reply:

    Está bárbaro! Tentei pronunciar algumas palavras, mas não saiu grande coisa. Parabéns pelo trabalho e obrigado por compartilhá-lo. Beijão.

  11. 11
    Eduardo Saldanha
    quarta-feira, 23 de setembro de 2009 às 9:56
     

    Bom dia Mestre,
    Deixo a entrevista do Pestana Palace, corrigida para Português de Portugal, realizada pelo jornalista António Mateus.
    Abraços de Portugal
    Eduardo Saldanha

    ENTREVISTA COM O ESCRITOR E FILÓSOFO DEROSE

    Entrevistador: Jornalista António Mateus
    Pesquisa e concepção: Luísa Leão

    Abril de 2009
    Hotel Pestana Palace

    A sua cultura promove um indivíduo mais lúcido, mais consciente, mais interventivo na sociedade. É isso?
    A proposta é esta. A proposta é que através de um conjunto de técnicas e um conjunto de conceitos nós possamos levar uma pessoa comum a um estado de consciência expandida. Agora se isso vai ser obtido ou não, vai depender de uma quantidade de factores. Entre eles, a própria genética do indivíduo. E, da parte controlável, a dedicação, o investimento de tempo na prática dessa filosofia. E também o ambiente onde a pessoa vive. Porque vai depender muito da bagagem cultural que ela traz, da profissão que ela exerce, da idade com a qual ela começou. Então é uma constelação de factores.

    É possível esculpir um indivíduo diferente, mais interventivo na sociedade?
    Cada indivíduo é uma realidade diferente. Então, as próprias técnicas, por exemplo, de oxigenação cerebral, vão reagir diferentemente de um indivíduo para o outro.

    Mas o senhor tem uma intenção, tem um destino que quer cumprir no esculpir desse indivíduo?
    Sim. A meta que nós queremos alcançar é conceder a essa pessoa um estado de hiperconsciência, um estado de megalucidez. Que, na verdade, é a direcção na qual a humanidade esta caminhando.

    Quando as sociedades dos nossos dias não têm um perfil nem de indivíduo nem de sociedade em si, a sua cultura pode ser a proposta que falta. Esse indivíduo, óbviamente diferente, mais lúcido, mais consciente, que impacto real é que ele tem na sociedade? Em que ele pode fazer a diferença?
    Quando a pessoa tem mais lucidez, a primeira coisa que ocorre é que ela vai exercer melhor o seu trabalho, a sua posição na família, o seu engajamento em qualquer ideal, seja ele político, humanitário, filantrópico, artístico, seja lá qual for. E, além do mais, ele se sente integrado. Porque quando o indivíduo ainda não tem uma consciência plena, ele acha que o mundo se divide entre eu e os outros. No momento em que a consciência se expande, ele percebe que não existe essa coisa de eu e os outros. Somos todos uma só coisa, estamos todos interligados, não apenas dentro da espécie humana, mas entre todas as espécies e com o próprio planeta, com o próprio cosmos. E esse estado de consciência expandida é alcançável. Mas, normalmente, quando a pessoa menciona a sua pretensão, a sua intenção de conseguir tal estado de consciência, uma outra pessoa que não imagine o que é isso, que não tenha lido a respeito, que não tenha estudado, que não tenha se esclarecido, pode supor um ideal inalcançável, pode supor uma fantasia. Acontece que muita gente já logrou esse estado de consciência. Então é realidade.

    Esse estado de hiperconsciência, de lucidez, traduz-se em quê no dia-a-dia?
    No dia-a-dia, traduz-se em uma participação objectiva, que nós chamamos de acção efectiva. Porque muita gente tem iniciativas, mas poucas têm acabativas. Então, uma das coisas que uma consciência maior, que uma lucidez maior, nos concede, é perceber que não adianta apenas o discurso, não basta a intenção, é preciso levar a cabo. É necessário ter a iniciativa, a acabativa, o resultado final, para a vida deste indivíduo, para a sua família, para os seus amigos, para os seus desamigos, para toda a sociedade, para a responsabilidade social, para responsabilidade ambiental, ou seja, ele vai expandido o seu campo de actuação, ele deixa de ser um indigente, ele deixa de ser um indivíduo que não é ouvido, que não tem voz, nem voto. Ele passa a ser uma pessoa que actua e que modifica o mundo em que vive. E como essa pessoa, em geral, é uma pessoa que tem nobres ideais, ao modificar o mundo em que vive, modifica-o para melhor.

    Como é que a sua cultura faz isso sobre o indivíduo? Que instrumentos, que ferramentas é que dispõe para fazer isso?
    A Nossa Cultura. Eu chamo de “Nossa Cultura” com N maiúsculo e C maiúsculo, porque é um conjunto de conceitos, é uma filosofia, é um sistema de vida. Essa Nossa Filosofia, essa Nossa Cultura, propõe isso através de uma reeducação comportamental progressiva e espontânea. Não somos a favor de doutrinação, portanto, doutrinação está excluído. Não somos também a favor de repressão. Sem doutrinação e sem repressão, o melhor caminho é o exemplo. É a convivência. É o que nós chamamos de egrégora. É conviver com o poder gregário, de um grupo que já está dedicado a esses ideais. E, a partir daí, os conceitos são incorporados com muito mais facilidade. E as técnicas, isso aí já é uma questão de dedicação individual, de praticar, de executar tais técnicas.

    Pode-se comparar esse tipo de intervenção como quem afina uma orquestra? Vamos reunir os violinos, as flautas, e pô-los todos a prestarem um comportamento numa mesma direção?
    Certamente que é. Nós vamos criar uma sincronia entre todos os elementos que nos constituem um ser humano. Não apenas corpo e mente, mas corpo, energia (bioenergia), emocional, a mente, o intuicional. Enfim todos os elementos que vão funcionar, como você muito bem exemplificou, como uma orquestra. E depois, nós vamos extrapolar para além do indivíduo, que é o ideal. Não ficar dentro do seu pequeno mundinho, do seu universo pessoal. Então, extrapolando, essa orquestra passa a ser também a orquestra da família, a orquestra do trabalho que ele executa, a orquestra da sua arte, de todos os elementos, pessoas, indivíduos, circunstâncias, daquele ambiente. E quando você vai ampliando seu campo de actuação, você chega a considerar que o mundo é muito pequeno, porque você alcança as pessoas, através de veículos diversos. Outrora, era através da escrita, era através de livros, antes deles, os pergaminhos. E hoje, nós conseguimos atingir as pessoas por veículos electrônicos, nós conseguimos estar num momento escrevendo no nosso computador e ao mesmo tempo sendo lidos, sendo acessados, por pessoas em todo planeta e brevemente até fora dele.

    Carl Sagan defende, pelo oposto, um sujeito que é contaminado pela sociedade, que é poluído pela sociedade. A Sua Cultura promove o oposto. Promove um indivíduo activo, consciente, interventivo.
    Eu concordo com ele. A sociedade corrompe o indivíduo. Mas, se o indivíduo tiver o poder de descorromper a sociedade e isso parte da proposta de você realmente perceber que a sociedade tem esse poder, que todo o ambiente cultural em que uma pessoa vive, esse ambiente tem poder sobre. Nós somos produtos, nós somos frutos do ambiente. Somos frutos da cultura em que fomos educados, na qual vivemos. Se tivermos consciência disso, desse poder, do ambiente nos corromper e nos recusarmos a aceitar passivamente essa corrupção, então aí nós invertemos o processo.

    Essa contra-corrente do sujeito activo, e não passivo, entronca naquilo que referi ao princípio, que é a perspectiva do indivíduo mais lúcido, mais consciente. Essa lucidez também tem a ver com o indivíduo aperceber-se de como a influência exterior lhe pode ser danosa, é isso?
    Sim. Mas é preciso lembrar que essa proposta, embora revolucionária em termos comportamentais, não é agressiva. Agressiva, no mau sentido, não é violenta. Ou seja, nós não estamos indo contra o que já está estabelecido, nós não queremos que as pessoas simplesmente mudem e adotem a Nossa Filosofia. A proposta é que alguns indivíduos, que já estão pensando dessa forma, não se sintam um avis rara. Que esses indivíduos sintam que há outros que pensam da mesma forma. E, então, nós podemos nos reunir, comungando de um mesmo ideal e compartilhar as idéias, os conceitos, as práticas, a maneira de viver, a maneira de constituir amizades, constituir relações afetivas, de uma forma que nós chamamos, que nós consideramos, mais civilizada, que é muito mais amorosa, que é muito mais tolerante.

    Porque a Vossa Cultura não traz só uma proposta interior, do indivíduo, é também na forma como ele se relaciona com os seres humanos à sua volta, com o mundo físico a sua volta. Há uma nova estética e uma nova ética?
    Sim, porque o conceito de um interior pressupõe que haja uma dicotomia entre interior e exterior. E a Nossa Cultura não entende o indivíduo, nem o mundo, como uma coisa separada. Um corpo e alma, por exemplo. Um antagonismo entre o espiritual e o natural, o físico, o corporal. Então, nós entendemos que é uma coisa só. Que estando integrados, nós conseguimos realizar muito mais e muito melhor, muito mais bem feito o nosso trabalho.

    Quando os governos dos nossos dias pouco ou nada se preocupam com o perfil de indivíduo a definir, com o perfil de sociedade a alcançar, a não ser no plano puramente material, do acerto de contas financeiras, é preciso haver um novo olhar sobre a qualidade do indivíduo. E a sua proposta de Cultura responde exatamente a isso. É um sujeito mais lúcido, mais activo, e que sabe para onde ele quer caminhar?
    Exactamente. E sempre sob a égide da tolerância. Porque, se não for assim, nós estamos correndo o risco de inventar uma religião nova, que não é absolutamente a proposta. É uma proposta educacional, uma proposta cultural, uma proposta de levar o indivíduo a um patamar mais elevado de civilidade, de cultura, de educação, de senso artístico, de sensibilidade, e, como você disse antes, de ética e de etiqueta também. A etiqueta é uma pequena ética. Quer dizer, nós temos a grande ética, e nós temos aquela ética, aquela etiqueta aplicada ao dia-a-dia, no relacionamento dentro de uma sociedade específica, na qual nós temos que nos adaptar. Porque quando nós fazemos uma proposta abrangente como esta, nós temos que considerar que existe uma cultura cristã, mas existe uma cultura hindu, existe uma cultura judaica, existe uma cultura islâmica, e nós não podemos criar uma proposta que se adapte apenas a uma dessas culturas.

    Mestre, isso muda completamente a dinâmica do mundo a nossa volta. Que possibilidades é que se abrem?
    A possibilidade, eu vejo que é grande. Agora, a realização é sempre lenta, porque a mudança de paradigmas é muito difícil para o ser humano. Nós fomos construídos, nós fomos projectados, de uma forma que, a partir do momento em que aprendemos um determinado conceito, um determinado código de procedimento, depois nós não conseguimos mudar. É muito difícil mudar. Então, quando nós transmitimos esse ensinamento, temos que nos lembrar que é um ensinamento basicamente para um público jovem, adulto jovem. Adulto jovem, que é aquele que está na activa, que é aquele que está na dinâmica empresarial, política, artística, enfim, em qualquer área. E essa pessoa tem condições ainda de processar uma transmutação na sua maneira de ser.

    Martin Luther King legou-nos um sonho que ele tinha – “I have a dream”. O John Lennon pintou com música – “Imagine all the people”. Nelson Mandela trocou a sua liberdade por esse sonho. O visionário DeRose, como é que configura esse sonho?
    Eu não sei se diria visionário. Porque o nosso trabalho é muito terra-terra, é muito objectivo, vai directamente ao indivíduo no mundo em que ele vive. Ou seja, sem subjectividades, sem teorizações, sem suposições. Ideais, sim. Mas dentro de um cuidado muito grande, como eu disse antes, para que esses ideais não se tornem radicais. Radicais, até certo ponto, está bem. Provém de raízes. Nós temos raízes. Radical, até certo ponto. Mas um fanatismo tem que ser evitado. Daí o meu cuidado com a palavra visionário. Mas a intenção é justamente conduzir estes conceitos a que o indivíduo possa aplicá-los realmente. Que não seja apenas uma linda proposta, um lindo discurso, mas que ele realmente chegue lá na sua empresa e faça isso funcionar, modificando a estrutura da empresa, modificando a administração da empresa, tornando cada funcionário, cada colaborador seu, um indivíduo que tem um valor, que tem um potencial, que tem uma criatividade e que é um ser humano. Não no sentido apenas de colocar o funcionário e o empresário como forças oponentes num cabo de guerra, mas colocando todos puxando na mesma direcção, que é o progresso individual e, em seguida, o progresso da sociedade.

    Quando o senhor imagina, vamos pegar no “Imagine” do John Lennon, quando o senhor sonha um futuro, sonha o quê? Vê o quê no fim dessa viagem?
    No “Imagine” eu vejo um credo. Porque aquilo que ele propõe é realmente revolucionário. Até me causa espécie que não tenha havido reações mais virulentas contra aquelas propostas, porque aquilo é lindo, mas ao mesmo tempo, ele fala com relação ao indivíduo superar as limitações de pátria, as limitações de fronteiras. Isso obviamente não agrada nada a maior parte da população, dos governantes, dos poderes constituídos. Querer que todos sejamos um só povo, uma única humanidade. E “no religion too”. Também todas as religiões, provavelmente reagiriam de uma forma um tanto quanto reservada. Mas não aconteceu isso. A música é linda e o que nós vemos é que a sua letra é aceite pela população em geral, inclusive pelos governantes, pelos poderes constituídos, pelas religiões em geral. As pessoas gostaram daquilo porque ele soube dizê-lo. E também provavelmente gostaram antes do John Lennon estar mais activista. Quando ele chegou em Nova York, a coisa ficou mais agressiva.

    Mas o senhor quando mobiliza os seus instrutores, a sua família, a sua egrégora DeRose, está a configurar um futuro. Onde é que é o horizonte que configura para esta sua passagem pela vida?
    Eu vejo, a curto prazo, pessoas mais felizes e mais saudáveis, com uma qualidade de vida melhor. Porque isto é o que realmente as nossas técnicas proporcionam. Em primeiro lugar, maior qualidade de vida. A médio prazo, eu vejo prosperidade. Porque uma pessoa que tem melhor qualidade de vida, uma pessoa que tem mais tolerância, que sabe lidar com o ser humano, que sabe lidar com seus superiores hierárquicos ou com seus comandados, sabe lidar com seus clientes, com seus fornecedores, sabe lidar com seus amigos e com a sua família, com as suas relações afectivas. Essa pessoa está no controlo. Essa pessoa converte-se em um líder. Um líder sereno, carismático dentro do seu ambiente, do seu respectivo ambiente. Então, a médio prazo, isso proporciona estabilidade. Estabilidade na relação afectiva, estabilidade na família, estabilidade no trabalho. A conseqüência é prosperidade. Então, a médio prazo, eu vejo essa nossa família, ou seja, esses nossos praticantes, e isso já tem acontecido, nós já estamos nessa caminhada há meio século, há 49 anos. No ano que vem (2010) 50 anos. Portanto, eu venho acompanhando o que de facto tem acontecido. As pessoas começam a conquistar a estabilidade, a prosperidade, mais felicidade, maior expectativa de vida.
    Essa expectativa de vida, conferida, inclusive, pelos bons hábitos que são propostos. Porque essa Nossa Filosofia ensina a não utilizar drogas, a não utilizar álcool, não utilizar fumo. E buscar hábitos saudáveis. Isto, muito longe de tornar a vida sem graça, torna a vida muito mais interessante, porque aumentando a sua lucidez, se você não está sob influência de droga alguma, inclusive o álcool é uma droga, droga legal, mas é droga, é o mais poderoso dos psicotrópicos. Então se você não esta sob o julgo de nenhuma dessas substâncias tóxicas, que interferem com a consciência, essa pessoa tem mais felicidade, mais lucidez, ela percebe o mundo de uma outra maneira e, consequentemente, o mundo e a vida ficam muito mais divertidos. Essa pessoa fica mais feliz de facto. E, a longo prazo, a proposta é aquele estado de consciência expandida que nos conduzirá ao autoconhecimento.

    Esse é o objectivo a nível individual?
    No âmbito individual o autoconhecimento. E, se um dia, a humanidade conseguir, toda a humanidade, chegar a esse estado, nós vamos ter uma humanidade muito diferente da que temos hoje, porque hoje nós partimos para soluções drásticas. Nós sempre observamos que, em um mesmo momento, N nações estão em conflitos armados. Então se nós conseguíssemos que, pelo menos, senão toda a humanidade, pelo menos, aqueles que têm o poder de decisão, aqueles que podem criar leis, aqueles que podem declarar guerras, se todos esses estivessem em um estado de consciência melhor, mais expandido, essa hiperconsciência, nós teríamos um mundo muito mais harmonioso. Porque hoje, nós vemos que, muitas vezes, em muitos países, o governante não quer o bem-estar e a evolução do povo. Até porque, se o povo ficar mais lúcido, é capaz de tirá-lo do poder. Então, nós estamos num momento que, considerando o nosso ideal, que é para o futuro, nos não estamos em um momento bom, e a demonstração disso justamente são esses conflitos que nos observamos em várias regiões do globo. Mas se, passo a passo, gradualmente, sem nenhuma intenção de converter pessoa alguma, mas se, aos poucos, isso der certo, no sentido de uma expansão para a população em geral, eu acredito que realmente nós vamos ter, num futuro, um mundo muito diferente. Hoje já está diferente se nós pensarmos, se nós compararmos a qualidade de vida e o nível de consciência, não apenas de cultura, não apenas de informação, não apenas de ilustração, mas o nível de consciência mesmo da maior parte da população comparada com 200 anos, 500 anos atrás, 800 anos atrás, nós estamos numa curva ascendente.

    O senhor regride aos alicerces do nosso existir no (livro) “Eu me lembro”, como quem ganha balanço em recuo para um salto. Esse salto leva-nos para onde?
    Bem, em primeiro lugar, essa volta às origens vai-nos levar a uma época em que, uma civilização, esse (livro) “Eu me lembro” é um conto, é uma ficção, mas que é ambientada num local, num período, numa civilização em que, até onde nos consta, pela história, pela arqueologia, essa civilização, esse povo, vivia em harmonia. O povo tinha qualidade de vida, o cidadão era respeitado. Não se encontraram construções faraónicas para o monarca, nem para o clero, mas encontraram-se casas muito confortáveis para a população. Nós estamos falando de um período proto-histórico. Um período que está imediatamente antes do surgimento dos registos históricos. E os historiadores recorreram, muitas vezes à arqueologia, para poder montar um pouco da história daquele povo. Essa época, imagine, são 5000 anos atrás, são 3000 antes de Cristo. E nessa época, nessa civilização, chamada civilização do Vale do Indo, já havia cidades extremamente bem urbanizadas, saneadas, havia as casas do povo, casas com dois andares, e mais, com átrio para ventilação interna, com a casa de banho dentro da casa, com água corrente. Mas isto, 3000 antes de Cristo, é qualquer coisa de inacreditável. Os próprios arqueólogos quando encontraram, recearam comunicar aquilo às academias de ciências, porque iam ser tidos por mentirosos. Então aquilo foi sendo comunicado muito aos poucos. Foram convidando outros arqueólogos, de outros países, a que fossem lá constatar. Porque era realmente uma civilização excepcional para a época e até comparada com algumas regiões hoje, do nosso planeta. Então, você imagina que, aquela ambientação na qual essa história, esse conto, essa ficção (o livro “Eu me lembro”), se baseia, é a de um povo feliz, é de um povo saudável, é de um povo estável, é de um povo próspero, dentro dos limites do período histórico. E recuando para essas origens, são, diríamos muito próximo das origens da civilização mesma, nós aprendemos alguma coisa com eles. Coisa que foi perdida depois. Com a introdução da civilização patriarcal, aquela que era matriarcal, essa original, vamos considerar, inclusivé, fazer aqui um parêntesis, as sociedades primitivas, não-guerreiras, todas elas tenderam ao matriarcalismo e as sociedades patriarcais, todas foram guerreiras. Então, só isso já estabelece parâmetros, para que nós saibamos que a sociedade patriarcal, ela precisa da guerra. Até porque, a própria estrutura patriarcal, a estrutura do macho, do homem é baseada em testosterona e isso é um perigo. Testosterona devia ser posto nas bombas que jogam na cabeça dos inimigos, porque isto é muito explosivo. Agora, a sociedade matriarcal, ela já privilegia a mãe, privilegia o carinho, privilegia o ventre, privilegia o seio, já é uma outra forma de ver o mundo, uma outra forma de administrar a família, uma outra forma de administrar o Estado. E, sem guerras, esse povo obviamente consegue dedicar seu tempo e os seus recursos económicos, à arte, por exemplo. À dança, à pintura, à escultura. E sem repressão, porque a sociedade matriarcal, em geral, não é repressora. A sociedade patriarcal, em geral, é. Então, sem repressão, imagine para onde vão esses impulsos artísticos e culturais desse povo.

    No “Eu me lembro”, o senhor recua a um passado onírico e depois transporta-nos por uma realidade mais palpável, onde aspectos tangíveis, como os instrumentos de escrita, a própria linguagem, já são mensuráveis. É quase como se fosse uma visão antropológica. Como o senhor não dá um ponto sem nó, quer nos levar para onde nesse transporte?
    Aquilo ali é uma fantasia, porque nesse livro, “Eu me lembro”, o autor, que sou eu, conta memórias de um passado, mas esse passado não é nada espiritual, é uma história. Então, levando o leitor até aquela realidade cultural, até àquela civilização, até àquela maneira de ser, estou propondo, sugerindo até mesmo um debate do indivíduo com ele mesmo, a respeito da validade daquela maneira de se relacionar com os filhos, com os pais, com os amigos, com os inimigos, com o relacionamento afectivo, com a pessoa que a gente ama. Então, talvez aquilo ali possa fazer uma contribuição. Agora, onde está a fronteira entre a fantasia, a ficção, o mito e a realidade, isso eu deixo para que o leitor descubra.

    No entanto, a segunda parte do livro, já tem um cariz quase antropológico, já não é uma ficção pura?
    É. É baseada em factos reais, porque a ficção a que eu me refiro é a historia, aquela coisa toda. Agora, o máximo possível de elementos palpáveis, de elementos reais, elementos históricos, eu utilizei para dar o alicerce, a fundamentação daquilo lá. Eu estou vendo a possibilidade de que a pessoa, primeiro seja conquistada pelo coração, porque o início do livro é muito doce, muito meigo, depois ele é romântico, e depois ele é, digamos, mais filosófico. Ele perde um pouco aquela doçura. Porque é a historia de uma pessoa que cresce. Primeiro é criança, então tem uma visão mais romântica do mundo. Depois torna-se adulto, naquela época adulto era 15 anos de idade, era a idade em que já estava apto a reproduzir, constituir família. E depois já estava um senhor de 30 anos de idade. Então aí ele já vê o mundo de uma maneira mais consistente, de uma maneira mais cuidadosa, mais prudente. E eu tento transmitir ali um pouco da Nossa Filosofia. Um pouco, porque o livro é fininho. É um dos menores livros que eu escrevi.

    Pode ser menor em espessura, mas é também para nós, os leigos, que olhamos para essa Cultura, o elemento mais provocativo, porque há varias leituras a fazer por trás.
    Sim, inclusivé uma leitura subversiva, no bom sentido. Uma leitura que subverte os maus hábitos e que subverte a estrutura da nossa sociedade. Não na intenção de demolir nada, mas no sentido da pessoa parar e pensar – afinal essa maneira de ser parece mais interessante! Quem sabe nós podemos adoptá-la? Vamos experimentar, vamos usar isso na família, vamos usar isso com os nossos amigos.

    Quando o senhor, por exemplo, promove, em um dos sútras, dos seus sútras, defender a liberdade como primeiro pilar da nossa existência e quando ela choca com a disciplina primar sempre pela liberdade.
    Esse sútra bate bem nessa tecla, ele é bem categórico, veemente, com relação a isso, que a liberdade é o nosso bem mais precioso.

    Mestre, no entanto, pela oposição, nós precisamos ter uma disciplina interior e existencial para defender os valores. Onde é que as duas fronteiras se cruzam?
    E a continuação desse sútra, desse pensamento, é quando ele diz que se a disciplina violentar a liberdade, opte pela liberdade. Então, como é que nós vamos temperar essas duas forças, essas duas propostas? É que, a disciplina é fundamental, mas, se a disciplina deste grupo especifico, qualquer grupo que seja, um grupo político, um grupo de esporte, um clube de futebol, não importa o quê, se este grupo tem normas e estas normas, estas regras, esta disciplina me violenta, eu tenho que valorizar a liberdade, eu tenho que colocar a liberdade em primeiro lugar. Fazendo o que? Brigando contra? Não, me afastando. Não serviu para mim. Esta empresa, este colégio, este liceu, esta faculdade, este clube, não serve, porque estas normas me violentam. Então eu saio e vou procurar a minha turma. Se nós fizermos isso, ao invés de querer bater de frente, vamos conseguir ter uma vida muito melhor. E é claro que eu respeito quem pensa o contrário, porque há a opinião de que nos precisamos lutar contra. Está bem. É um outro grupo. São os dois grupos.

    O senhor, por exemplo, defende a disciplina, o rigor, a farda, o vestir da camisola (da camiseta, como se diz no Brasil), e esse colectivo pressupõe uma secundarização do indivíduo. É correcto isso?
    Não. Isto pressupõe que isto tudo que você disse é verdade, mas não pode violentar o indivíduo. Não pode violentar a liberdade dele e tem que estar bem assente sobre a tolerância. Se nós conseguirmos essa amálgama, que é alquímica, se nós conseguirmos isso, encontramos o equilíbrio ali do fio da navalha. Porque realmente é um equilíbrio sobre um caminho muito estreito. Uma brisa faz com que você caia para o lado, para o extremismo da intolerância, da disciplina que tem que ser cumprida a todo custo, ou para o outro lado, da tolerância excessiva, da complacência, da magnanimidade, no mau sentido. Então é o caminho mesmo do centro, é o caminho do meio que é muito estreito.

    Sua Cultura trabalha, por outro lado, sobre os extremos. Nós devemos trabalhar sobre aquilo que são as nossas dificuldades, os pontos menos bons, ou os pontos que são mais positivos?
    Não sei se eu colocaria dessa forma. Porque colocando assim nós, de uma certa forma, cristianizamos um pouco essa coisa do bem e do mal. E a nossa proposta é a de que tenhamos sempre a consciência de que bem e mal são sempre relativos. Você está fazendo errado. Mas errado em relação a quê? Com relação a que momento? Richelieu disse certa vez que ser ou não ser um traidor é uma questão de datas. Então é um pouco isso, do certo e do errado. Em que sociedade, em que religião isto é certo ou isto é errado? Você entra numa igreja católica e tira o chapéu em sinal de respeito. Aí você entra numa sinagoga e coloca-o, em sinal de respeito. Eu me lembro de que uma vez nós fomos visitar um templo sikh, na Índia, e eles pediram para cobrirmos a cabeça. Até a câmera que eles mesmos usavam para gravar o ritual, a câmera era coberta em sinal de respeito, era coberta com um tecido branco. Então tudo é convenção. E nós temos que estar conscientes disso cada vez que nos deixarmos seduzir, ou enfim, escorregar um pouco para o lado da cultura que nós recebemos que é a do bem e do mal. “Este é o seu lado mal”. “Isto foi um erro cometido”. Calma, não é bem assim. É melhor colocar: isto talvez não tenha sido conveniente, neste momento, ou neste grupo. Mas não que seja mal, ou que seja errado. E outro sútra diz que mal é o nome que se dá à semente do bem. Porque tudo o que você passou na vida de “mau”, você pode observar que, em seguida, ou já, ou logo depois, produziu um fruto muito bom.

    Realizando a lucidez do cidadão consciente, o indivíduo lúcido, na viagem para o estado de hiperlucidez, nem que seja no patamar, esse sujeito tem que ter uma visão para onde é que caminha. Como quem vai fazer uma corrida de fundo, ele tem que saber, para se auto-motivar, para onde é que ele caminha. A Sua Cultura, como é que o impregna desse sentido objectivo?
    Nós procuramos ver como se fosse uma viagem linda que você está fazendo de comboio e que sabe que aquilo vai a um determinado ponto. Vai a um determinado destino. Mas você olha a paisagem linda do lado de fora, você conversa com um amigo do lado de dentro, você vai até o vagão refeitório, restaurante, delicia-se com uma comidinha, recosta, dorme um pouquinho. Você usufrui. Você desfruta do prazer da viagem. E, assim, chega mais rápido. E se o indivíduo ficar só pensando: eu tenho que chegar; o meu destino, o meu destino, o meu destino. A viagem fica desagradável e parece mais longa. Então, relativamente à nossa meta, a recomendação é: não se preocupe com a meta. Vamos usufruir da comunidade, das pessoas. As pessoas que, em geral, seguem este sistema, são pessoas interessantes, são pessoas bonitas, por dentro e por fora, são pessoas educadas, são pessoas sensíveis, são pessoas que têm assunto para conversar com qualquer pessoa.

    No entanto, Mestre, quando nós vemos, por exemplo, uma sociedade conservadora, que vamos imaginar, por exemplo, defende que a mulher deve ter um papel na sociedade, que deve viver para o marido, para os filhos, para as aparências, o estado de lucidez permite a ela derrubar essa fronteira. A sociedade conservadora não hostiliza imediatamente essa lucidez?
    Não, porque nós não criticamos essa postura tradicional em muitas sociedades hoje vigentes no mundo. E como a Nossa Filosofia não tem intenção de catequizar, não é uma coisa que queira se expandir e, enfim, tomar simpatizantes de outros sistemas filosóficos, muito menos religiosos, então a reacção nunca foi negativa, nunca houve uma oposição, uma resistência.

    Mas pode haver a nível das células familiares. Por exemplo, se eu desconheço determinada luz, sinto-me perdido no meu corredor, no meu túnel de sombra e, de repente, aparece uma luz no fundo desse corredor, que pode ser, suponhamos, a Sua Proposta, e eu, de repente, passo a caminhar com outro alento nessa direcção. E se o túnel de sombra é criado pela estrutura conservadora que a sociedade foi montando a minha volta, eu torno-me rebelde. Pelo menos caminho numa direcção oposta. Essa cisão não cria anticorpos?
    Normalmente ocorre o seguinte. Quando num casal, numa estrutura familiar, um dos dois, só um, adopta esta filosofia, é como se só um dos dois adoptasse um partido político, contrário ao do outro cônjuge, ou um time contrário ao time do outro cônjuge. E pode gerar um momento de dificuldade de comunicação. Então o que nós recomendamos é o seguinte: se você evoluiu, se você adotou uma filosofia que tem uma pretensão a uma evolução maior, uma civilidade maior e tudo, uma lucidez maior, quem está errado é você. Porque os dois se casaram dentro de uma determinada visão que um tinha do outro, e cada um gostava do outro como ele era. Criou-se uma regra, criaram-se regras neste jogo, e você mudou as regras do jogo, no meio do jogo. Quem está errado não é o cônjuge, que está reagindo mal, quem está errado é você. Então você tem que ter mais paciência com o outro, tem que ter mais tolerância, tem que tentar içá-lo sem forçá-lo a isso. Talvez pelo exemplo, talvez pela sua forma de agir, mostrando que hoje você é uma pessoa muito melhor para ele ou pra ela.

    E se a outra pessoa preferir viver em outro tipo de referências. Por exemplo, quiser viver para as aparências, e não para o conteúdo do bolo?
    Tem sido raro. Normalmente, se houver esse processo que eu mencionei, de tolerância, de paciência e de sedução, cativando a outra pessoa ao invés de cobrando dela uma postura, pelo que nós temos observado nestes anos, nestas décadas, é que, no geral, o cônjuge acompanha. Porque ele gosta do que ele está vendo. Seja marido, seja mulher, nota que o outro melhorou. Melhorou como pai ou mãe, melhorou como marido ou esposa, melhorou como amante, melhorou como companheiro, como amigo. Então, em geral, ele acaba vindo junto.

    No (livro) “Encontro com o Mestre”, o pós-imberbe DeRose encontra-se com o DeRose já maduro, já Mestre, já consciente. O que é que o Mestre já consciente diria hoje ao DeRose pós-imberbe? Seria a mesma coisa que disse no livro?
    Iria dar o mesmo desencontro do que eu expus no livro, porque ali era o autor com 58 anos, conversando com o mesmo aos 18. Foi assim, também, mais um conto, mais uma ficção, em que o DeRose de 18 anos aparece na vida do DeRose de 58. E ele então discorda, ele discute, ele debate. Ele diz: mas não pode ser assim; eu não concordo com isso; isto não pode ser. E o diálogo entre os dois, entre o jovem idealista de 18 e o homem vivido de 58, aquilo ali pretende dar ao leitor um equilíbrio entre as duas opiniões, porque muitos dos nossos leitores têm 18 e 20 e 25 e 30, e muitos dos nossos leitores têm 58 e 60 e 70 e 80. Então são dois universos completamente diferentes, e o livro procura casar esses dois universos, mostrando que ambos estão correctos, e que é muito uma questão de óptica.

    Os dois equilibram-se? São uma mesma coisa? São dois olhares sobre a mesma coisa? Ou um é uma evolução sobre o outro?
    Eu diria que, na verdade, os dois têm seus preconceitos, seus pré-conceitos. Ambos discriminam e ambos procuram não discriminar. Ambos tentam não ter preconceitos e aí, este mais velho aprende com o mais novo, e o mais novo aprende com o mais velho. A idéia básica desse livro é essa.

    Nós tendemos a acrescentarmo-nos na diferença. Normalmente as pessoas lidam muito mal com o que lhes é diferente, defendem-se, rejeitam, oprimem, suprimem, em vez de se somarem na diferença…
    É! E essas diferenças são muito importantes. Porque, imagine o seguinte: se todos os meus amigos só me fizessem elogios, eu estaria cercado por bajuladores, como alguns monarcas no passado. O que eu vou aprender com isso? Eu vou estar errando e todos vão estar dizendo que eu estou acertando. Não vão me ajudar em nada. Mas o meu crítico, os críticos de plantão, eu ainda nem cheguei a errar e eles já estão me apontando o dedo. Então, quem está me ajudando mais? Quem está me ajudando mais é aquele que se considera inimigo, mas que na verdade, é mais amigo do que os meus amigos, porque ele me mostra o lado sombrio que eu estou cometendo ou estou prestes a cometer. Ele aponta o erro e eu posso corrigir esse erro. Eu sempre comparo o amigo e o inimigo a uma árvore, em que as raízes, que estão nas trevas, que crescem pra baixo, são os inimigos, porque estão nas sombras, mas sem os quais a árvore não fica em pé. A árvore precisa das raízes, e os inimigos são as raízes. E os amigos são as flores, são os frutos lindos, maravilhosos, mas sem as raízes, não existiriam.

    O senhor, neste “Tratado de Yôga”, que acabou de ser lançado em Lisboa dá logo o exemplo até na dedicatória do livro, porque o dedica não só a pessoas que o senhor admira pela luz, mas também por a uma pessoa em particular. Pode nos falar um pouco disso?
    Pessoas que às vezes, por implicância, até por não conhecerem bem o outro lado, a outra verdade, atacam, difamam, agridem, injuriam, excluem. Então, o que acontece: você pode se considerar um perseguido, você pode se considerar uma pessoa infeliz, pode ficar ressentido. Ou você pode perceber, numa visão de grande angular, que aquilo ali foi extremamente importante e você pode ser grato àquela pessoa, mas com sinceridade. Não adianta ser grato com hipocrisia. “Não, sou muito agradecido aos meus inimigos”, mas aqui dentro… não é. Então, não. Tem que ser uma coisa, obviamente, tem que ser uma coisa autêntica. E ali é muito sincero. Se aquele senhor não tivesse desencadeado toda aquela implicância, que ainda ocorre hoje, e não tivesse gerado todo um fã clube dele contra o nosso trabalho, hoje o nosso trabalho seria imperceptível. O cristianismo só ficou conhecido porque foi perseguido, senão teria sido uma pequena seita judaica ou essência, que teria desaparecido logo depois. Mas a perseguição deu visibilidade e, a partir daí, pessoas que concordavam com aquele ponto de vista, fizeram com que se estruturasse e se eternizasse.

    Isso não é o que nós entendemos ou que a Sua Cultura descreve como ahimsá? Não é o trocar o fel por mel, é algo muito mais profundo?
    Eu acho que é mais profundo. Agora, nesse conceito, do ahimsá, que é a não agressão proposta por Gandhi. Ahimsá, nós aplicamos não exactamente da forma como Jesus propôs, que era oferecer a outra face, não é exatamente assim, mas é de uma outra maneira. Por exemplo, quando uma pessoa tem uma atitude agressiva. Nós precisamos ter consciência. Se você tiver maturidade e auto-estima, você tem condições de compreender que aquela pessoa está sendo agressiva porque ela tem medo. Uma pessoa é agressiva quando teme.
    Se aqui entrar a minha cachorrinha, a Jaya, que é a minha weimaraner vegetariana, abanando o rabinho, nós vamos dizer: “que bonitinha, vem cá, deixa eu fazer um carinhozinho.” Mas, se entrar aqui, rosnando, mostrando os dentes, você logo diz: “tira esse bicho daqui senão eu dou uma pedrada nele.” Porque você ficou agressivo? Ficou agressivo porque sentiu medo. E assim é em todas as situações. Se você prestar atenção, analisar com imparcialidade, você vai notar que, todos os momentos em que uma pessoa ficou agressiva é porque ela sentiu medo, ela se sentiu ameaçada, ela entrou em defensiva.
    Então alguém foi agressivo com você, você pode, ou ter uma reação imatura, que é assim: você foi agressivo comigo, devolvo-lhe a agressividade. Ou você pode ter uma reação ponderada, uma reação da pessoa que tem auto-estima e que tem maturidade. Você foi agressivo comigo, eu tenho que compreender que você se sentiu agredido por mim, mas eu não tive a intenção de agredi-lo; você se sentiu ameaçado por mim, mas eu não tive a intenção de ameaçá-lo; você talvez tenha tido um péssimo dia; você talvez tenha um péssimo casamento; não sei, talvez você tenha dificuldades, problemas na sua vida. E eu vou devolver mais agressividade? Isso não vai me ajudar. Não vai ajudar a nossa relação. Se for uma relação de negócios, se for uma relação de amizade, não importa o que. Devolver agressividade é tentar combater o ódio com mais ódio. Tentar combater fogo com gasolina. Então isso não ajuda.
    Eu gostei muito da sua frase que é devolver fel com mel. É interessante, porque é mais ou menos isso. De facto, é mais ou menos. Porque se a pessoa agrediu e você lhe dá um sorriso, um sorriso sincero, porque a pessoa percebe no seu olhar, na sua expressão facial, o cinismo é detectável, instintivamente, por qualquer pessoa. Se você realmente lhe ofereceu um semblante descontraído, um sorriso sincero, aquela agressividade se reduz. Mas se reduz drasticamente.
    Eu me lembro de uma situação em que houve encontro de duas linhas filosóficas de nomes quase idênticos, mas que são antagónicas, e até por isso mesmo são antagónicas, porque quanto mais semelhantes são, mais elas têm dessintonias. Então, nesse encontro, entre as duas filosofias, uma senhora, professora da outra linha veio caminhando na minha direção, com o dedo em riste e disse: “DeRose, você isso, você aquilo!” E começou a me insultar em altos brados, com a intenção mesmo de que todos escutassem. E todos pararam no evento, no congresso, para ver qual seria a minha reação. Afinal será que tudo isso que ele diz, afinal é mentira? Como será que ele vai reagir? Ele vai dizer umas boas a essa senhora? Vai gritar com ela? Talvez agredi-la? Vai virar-lhe as costas e sair andando como um mal educado? Ou vai ficar parado ouvindo, deixando que ela agrida, fale,fale, fale, insulte, insulte, insulte? Qual será a reação?
    E aí, que reação eu teria tido? Imagine lá. Tempo para pensar.
    Pronto. A reação foi: agarrei a velinha, abracei a velhinha, e quando eu soltei, ela já não tinha mais agressão nenhuma, não tinha insulto nenhum pra dizer. Quando eu soltei, ela olhou para mim e disse: “Ai DeRose, você hein?” Pronto, tirou o fel com o mel do abraço, sem dar a outra face, sem ficar simplesmente, passivamente, escutando as agressões dela, e sem devolver as agressões que, afinal, não ajudaria nada a minha relação com ela, não ajudaria nada minha imagem com os outros que estavam assistindo. E também não me ajudaria comigo mesmo, porque naquela noite eu não teria dormido tão bem.

    Isso pressupõe o tal indivíduo que a Sua Cultura, o Método DeRose, pretende esculpir, do tal indivíduo lúcido, que se apercebe de uma forma como quem vê um filme o que está a acontecer a sua volta, e reage de uma forma actuante, consciente e lúcida, e não de uma forma primária.
    Exatamente. Vamos trazer isso para a realidade de um casal, de um casamento, enfim, qualquer relacionamento afectivo. Num casal, ambos sabem exatamente qual é a fisionomia, qual é o tom de voz e qual é a frase que irrita o outro. Sabem perfeitamente, pois vivem juntos. Estão tão próximos. E num conflito, de casal, se este disse aquela palavra ou fez aquela cara, o outro sabe exactamente qual é a fisionomia, qual é o tom de voz e qual é a palavra que vai agradá-lo, que vai atenuar aquela situação. Mas por que não diz? Porque eu não vou me dobrar, não vou ceder, senão o outro pisa em mim.
    Aí depende da sua atitude, ao dar essa palavra, interromper o conflito conjugal que vai surgir ali e depois estabelecer limites. E se essa relação pode ser mantida, ela vai ser mantida com respeito, com consideração, com carinho, com companheirismo. Se não puder ser mantida, é uma pena. Porque toda relação que se rompe tem um custo emocional muito caro, um custo sobre a saúde muito alto. Mas, paciência. Há um momento mágico em que as relações precisam mesmo terminar, porque aí terminam como amigos. E se ultrapassar o momento mágico, e as pessoas insistirem que tem que permanecer juntas, aí talvez na hora em que romperem, rompam como inimigos, com ressentimentos.
    Então, às vezes é apenas a questão de hoje eu cedo e amanhã essa outra pessoa vai ceder. Porque há uma reciprocidade natural dos seres humanos, quando você tem uma atitude cavalheiresca, uma atitude fidalga com relação a uma pessoa, mesmo que íntima, mesmo que seja um irmão, mesmo que seja um cônjuge, a tendência é que a outra pessoa reaja de uma forma semelhante numa circunstância imediata ou futura. Uma vez, eu estava sendo conduzido num veículo, o meu amigo estava conduzindo e conduzia muito mal. E fez uma conversão péssima e o outro motorista quase bateu no carro dele, botou a cabeça para fora e já ia dizer uns impropérios. E esse meu amigo abriu um sorriso para ele, como quem diz: desculpe, eu errei. Mas com um sorriso, muito simpático. O outro motorista botou a cabeça para dentro e disse: vai, meu filho, vai! E não deu briga. O que evitou a briga? Foi só um sorriso.
    A importância do indivíduo mais consciente, mais lúcido, mais atuante a todos os níveis. É isso que a Sua Cultura quer a relançar dentro da sociedade?
    Precisamente. Porque a tendência é colocar um rótulo nessa Cultura, e eu prefiro chamar de Nossa Cultura ou Nosso Sistema, Nossa Filosofia, evitando colocar rótulo; o Nosso Método, evitando o rótulo. Por quê? Porque na hora em que as pessoas colocam rótulos, elas engessam a coisa. E aí começam todas as intolerâncias, até com relação a quem está fora. E uma das confusões que eu procuro corrigir, uma das visões distorcidas, é que a pessoa pratique o Método dentro da sala de aula na qual ela aprende o Método. Só que ali é para aprender, não é para praticar. Não é para pôr em prática. Por exemplo, se dentro de uma sala de classe, nós ensinamos a respirar corretamente, na hora em que a pessoa sai por aquela porta e vai embora, ela não há de sair respirando errado. Então não adiantou nada. Então, ela aprendeu a respirar certo aqui dentro, agora ela sai respirando certo e vai caminhando respirando certo até (chegar) ao seu carro, senta-se e vai conduzindo o carro, respirando corretamente. Chega ao escritório e vai trabalhar, ou chega ao ginásio e vai fazer desporto, respirando correctamente. Vai respirar correctamente, de forma mais produtiva, sempre, porque foi isso que ele aprendeu aqui. Eu usei respiração, podia usar qualquer outra técnica para exemplificar. Esse conjunto de técnicas e conceitos que ele aprende na nossa instituição, ele sai e deve aplicar, como você disse, em todas as situações da vida. Como nós tentamos explicar, tentamos expor. Que ele vai transmitir isso, ele vai irradiar isso, para toda a sociedade, porque ele vai irradiar pra família, ele vai irradiar para os amigos, ele vai irradiar para os seus colegas de trabalho. Então aquilo vai criando ondas de choque e, aquilo ali vai contagiando de uma forma positiva, todas as pessoas que travam contato com o nosso praticante.

    Se o Carl Sagan dizia que a sociedade corrompe o indivíduo, esse efeito impregnador também pode funcionar, e deve, e o senhor pretende que funcione em sentido contrário?
    Nós sabemos que funciona de lá para cá. Façamos funcionar então, também, daqui para lá.

    Se o senhor escrevesse agora não o “Eu me lembro”, mas o “Eu sonho”, que sonho é que se escreveria?
    Na verdade, do “Eu me lembro” eu não conseguiria acrescentar mais nada, porque aquele livro me saiu numa arrancada só. Às sete da noite eu comecei a escrever. Às sete da manhã, eu disse: vou descansar um pouquinho. E pronto, estava terminado. Não consegui acrescentar nem uma linha.

    E o “Eu sonho”, o que é que tinha lá dentro?
    Ali, não sei. Ali tem muita coisa! Tem muita coisa!

    Podemos pegar-lhe por uma ponta, por um pé?
    … (sorri) que eu espero um dia poder expressar.

    Mas vê com certeza. Nós sonhamos que os nossos filhos cresçam num mundo numa determinada direcção. E nós configuramos qual é essa direcção. O senhor não “hipotecou”, não investiu 50 anos de investigação, em procura de saberes, sem sentir dentro de si onde é que queria chegar? Onde é que quer chegar?
    Eu gostaria de chegar a um ponto em que as pessoas, minimamente, escutassem o que nós temos a dizer. Que nos permitissem falar. Que não nos amordaçassem. Porque o grande problema que eu tenho sentido, é que nós temos coisas muito boas para dizer, não propondo um debate, mas propondo uma reflexão. O que ocorre é que os que não gostam do sistema, ou pensam que não gostam, não escutaram. Eles não conversaram comigo, não conversaram connosco, não conheceram a nossa gente, não leram nossos livros. Então, essa mordaça, eu gostaria, o meu sonho seria poder arrancar essa mordaça.
    Eu me sinto sob aquela punição antiga, punição eclesiástica, do silêncio obsequioso. “Disse o que não devia, não falará mais.” E realmente eu sinto muito isso. Não querem que eu fale. Mas você observa que o que eu falo não é polémico. Não considero polémico, porque nós não estamos polemizando, nós não estamos discordando dos outros. Não é agressivo, acho que não é, não tenho intenção de que seja. Não quero agredir ninguém. E a proposta é boa, a proposta é uma juventude saudável. Nós trabalhamos essencialmente com adultos jovens. Portanto, produzir uma juventude saudável, juventude longe das drogas, do álcool e do fumo, se mais nada prestasse, pelo menos isso seria uma contribuição a ser reconhecida, que o nosso trabalho já está há meio século proporcionando à sociedade.

    Para nós que de fora visitamos a Sua Cultura, vamos fazer um exercício de flash. A sua visão ou a sua missão aponta para onde? Onde é que é o horizonte que configura para esta sua passagem pela vida?
    Eu tenho conhecido gente muito interessante, realmente exemplos de seres humanos. Pessoas com quem eu tenho o privilégio de conviver. Algumas há mais de 30 anos, outras há mais de 20 anos, outras que eu estou conhecendo agora, como é o seu caso, e que pra mim constitui um privilégio. Essa profissão nossa, esse nosso ideal, nos permite isso: conhecer pessoas. Nós não somos head hunters, nós somos heart hunters.
    Obrigado!

  12. 12
    Lerivan Ribeiro
    quarta-feira, 23 de setembro de 2009 às 9:57
    YogaKobrasol.org
     

    Alex muito legal o audio com a Entrevista, parabéns!
    Abração!

    OBS: Não estou conseguindo responder os comentários individuais, é assim mesmo?

    Daniel Cambría Reply:

    está normal…
    abs!

  13. 13
    Eduardo Saldanha
    quarta-feira, 23 de setembro de 2009 às 9:59
     

    Mestre,
    A correcção foi feita pelo António Mateus.
    Abração
    Eduardo Saldanha

  14. 14
    Eduardo Saldanha
    quarta-feira, 23 de setembro de 2009 às 14:06
     

    Webmaster: Pode colocar as perguntas a bold. Obrigado

    Olá Mestre,
    O António Mateus acabou de enviar a entrevista mais corrigida ainda. Agora parece que é mesmo a versão definitiva.
    Abraço
    Eduardo Saldanha

    Entrevista com o escritor e filósofo DeRose

    Entrevistador: Jornalista António Mateus

    Pesquisa e concepção: Luísa Leão

    A sua cultura promove um indivíduo mais lúcido, mais consciente, mais interventivo na sociedade. É isso?
    A proposta é que através de um conjunto de técnicas e um conjunto de conceitos possamos levar uma pessoa comum a um estado de consciência expandida. Agora se isso vai ser obtido ou não, vai depender de uma quantidade de factores. Entre eles, a própria genética do indivíduo. E, da parte controlável, a dedicação, o investimento de tempo na prática dessa filosofia. E também o ambiente onde a pessoa vive. Porque vai depender muito da bagagem cultural que ela trás, da profissão que ela exerce, da idade com a qual ela começou. Então é uma constelação de factores.

    É possível esculpir um indivíduo diferente, mais interventivo na sociedade?
    Cada indivíduo é uma realidade diferente. Então, as próprias técnicas, por exemplo, de oxigenação cerebral, vão reagir diferentemente de um indivíduo para o outro.

    Mas o senhor tem uma intenção, tem um destino que quer cumprir no esculpir desse indivíduo?
    Sim. A meta que nós queremos alcançar é conceder a essa pessoa um estado de hiperconsciência, um estado de megalucidez. Que, na verdade, é a direcção na qual a humanidade está caminhando.

    Quando as sociedades dos nossos dias não têm um perfil nem de indivíduo nem de sociedade em si, a sua cultura pode ser a proposta que falta. Esse indivíduo, óbviamente diferente, mais lúcido, mais consciente, que impacto real é que ele tem na sociedade? Em que ele pode fazer a diferença?
    Quando a pessoa tem mais lucidez, a primeira coisa que ocorre é que ela vai exercer melhor o seu trabalho, a sua posição na família, o seu engajamento em qualquer ideal, seja ele político, humanitário, filantrópico, artístico, seja lá qual for. E, além do mais, ele se sente integrado. Porque quando o indivíduo ainda não tem uma consciência plena, ele acha que o mundo se divide entre eu e os outros. No momento em que a consciência se expande, ele percebe que não existe essa coisa de eu e os outros. Somos todos uma só coisa, estamos todos interligados, não apenas dentro da espécie humana, mas entre todas as espécies e com o próprio planeta, com o próprio cosmos. E esse estado de consciência expandida é alcançável. Mas, normalmente, quando a pessoa menciona a sua pretensão, a sua intenção de conseguir tal estado de consciência, uma outra pessoa que não imagine o que é isso, que não tenha lido a respeito, que não tenha estudado, que não tenha se esclarecido, pode supor um ideal inalcançável, pode supor uma fantasia. Acontece que muita gente já logrou esse estado de consciência. Então é realidade.

    Esse estado de hiperconsciência, de lucidez, traduz-se em quê no dia-a-dia?
    No dia-a-dia, traduz-se em uma participação objectiva, que nós chamamos de acção efectiva. Porque muita gente tem iniciativas, mas poucas têm acabativas. Então, uma das coisas que uma consciência maior, que uma lucidez maior, nos concede, é perceber que não adianta apenas o discurso, não basta a intenção, é preciso levar a cabo. É necessário ter a iniciativa, a acabativa, o resultado final, para a vida deste indivíduo, para a sua família, para os seus amigos, para os seus desamigos, para toda a sociedade, para a responsabilidade social, para responsabilidade ambiental, ou seja, ele vai expandido o seu campo de actuação, ele deixa de ser um indigente, ele deixa de ser um indivíduo que não é ouvido, que não tem voz, nem voto. Ele passa a ser uma pessoa que actua e que modifica o mundo em que vive. E como essa pessoa, em geral, é uma pessoa que tem nobres ideais, ao modificar o mundo em que vive, modifica-o para melhor.

    Como é que a sua cultura faz isso sobre o indivíduo? Que instrumentos, que ferramentas é que dispõe para fazer isso?
    A Nossa Cultura. Eu chamo de “Nossa Cultura” com N maiúsculo e C maiúsculo, porque é um conjunto de conceitos, é uma filosofia, é um sistema de vida. Essa Nossa Filosofia, essa Nossa Cultura, propõe isso através de uma reeducação comportamental progressiva e espontânea. Não somos a favor de doutrinação, portanto, doutrinação está excluído. Não somos também a favor de repressão. Sem doutrinação e sem repressão, o melhor caminho é o exemplo. É a convivência. É o que nós chamamos de egrégora. É conviver com o poder gregário, de um grupo que já está dedicado a esses ideais. E, a partir daí, os conceitos são incorporados com muito mais facilidade. E as técnicas, isso aí já é uma questão de dedicação individual, de praticar, de executar tais técnicas.

    Pode-se comparar esse tipo de intervenção como quem afina uma orquestra? Vamos reunir os violinos, as flautas, e pô-los todos a prestarem um comportamento numa mesma direcção?
    Certamente que é. Nós vamos criar uma sincronia entre todos os elementos que nos constituem um ser humano. Não apenas corpo e mente, mas corpo, energia (bioenergia), emocional, a mente, o intuicional. Enfim todos os elementos que vão funcionar, como você muito bem exemplificou, como uma orquestra. E depois, nós vamos extrapolar para além do indivíduo, que é o ideal. Não ficar dentro do seu pequeno mundinho, do seu universo pessoal. Então, extrapolando, essa orquestra passa a ser também a orquestra da família, a orquestra do trabalho que ele executa, a orquestra da sua arte, de todos os elementos, pessoas, indivíduos, circunstâncias, daquele ambiente. E quando você vai ampliando seu campo de actuação, você chega a considerar que o mundo é muito pequeno, porque você alcança as pessoas, através de veículos diversos. Outrora, era através da escrita, era através de livros, antes deles, os pergaminhos. E hoje, nós conseguimos atingir as pessoas por veículos electrónicos, nós conseguimos estar num momento a escrever no nosso computador e ao mesmo tempo a ser lidos, contactados, por pessoas em todo planeta e brevemente até fora dele.

    Carl Sagan defende, pelo oposto, um sujeito que é contaminado pela sociedade, que é poluído pela sociedade. A Sua Cultura promove o oposto. Promove um indivíduo activo, consciente, interventivo.
    Eu concordo com ele. A sociedade corrompe o indivíduo. Mas, se o indivíduo tiver o poder de descorromper a sociedade – e isso parte da proposta de você realmente perceber que a sociedade tem esse poder, que todo o ambiente cultural em que uma pessoa vive – esse ambiente tem poder sobre. Nós somos produtos, nós somos frutos do ambiente. Somos frutos da cultura em que fomos educados, na qual vivemos. Se tivermos consciência disso, desse poder, do ambiente nos corromper e nos recusarmos a aceitar passivamente essa corrupção, então aí nós invertemos o processo.

    Essa contra-corrente do sujeito activo, e não passivo, entronca naquilo que referi ao princípio, que é a perspectiva do indivíduo mais lúcido, mais consciente. Essa lucidez também tem a ver com o indivíduo aperceber-se de como a influência exterior lhe pode ser danosa, é isso?
    Sim. Mas é preciso lembrar que essa proposta, embora revolucionária em termos comportamentais, não é agressiva. Agressiva, no mau sentido, não é violenta. Ou seja, nós não estamos indo contra o que já está estabelecido, nós não queremos que as pessoas simplesmente mudem e adoptem a Nossa Filosofia. A proposta é que alguns indivíduos, que já pensam dessa forma, não se sintam uma “avis rara”. Que esses indivíduos sintam que há outros que pensam da mesma forma. E, então, nós podemos reunir-nos, comungando um mesmo ideal, compartilhar as ideias, os conceitos, as práticas, a maneira de viver, a maneira de constituir amizades, constituir relações afectivas, de uma forma que nós chamamos, que nós consideramos, mais civilizada, que é muito mais amorosa, que é muito mais tolerante.

    Porque Vossa Cultura não trás só uma proposta interior, do indivíduo, é também na forma como ele se relaciona com os seres humanos à sua volta, com o mundo físico à sua volta. Há uma nova estética e uma nova ética?
    Sim, porque o conceito de um interior pressupõe que haja uma dicotomia entre interior e exterior. E a Nossa Cultura não entende o indivíduo, nem o mundo, como uma coisa separada. Um corpo e alma, por exemplo. Um antagonismo entre o espiritual e o natural, o físico, o corporal. Então, nós entendemos que é uma coisa só. Que estando integrados, nós conseguimos realizar muito mais e muito melhor, muito mais bem feito o nosso trabalho.

    Quando os governos dos nossos dias pouco ou nada se preocupam com o perfil de indivíduo a definir, com o perfil de sociedade a alcançar, a não ser no plano puramente material, do acerto de contas financeiras, é preciso haver um novo olhar sobre a qualidade do indivíduo. E a sua proposta de Cultura responde exactamente a isso. É um sujeito mais lúcido, mais activo, e que sabe para onde ele quer caminhar?
    Exactamente. E sempre sob a égide da tolerância. Porque, se não for assim, nós estamos correndo o risco de inventar uma religião nova, que não é absolutamente a proposta. É uma proposta educacional, uma proposta cultural, uma proposta de levar o indivíduo a um patamar mais elevado de civilidade, de cultura, de educação, de senso artístico, de sensibilidade, e, como você disse antes, de ética e de etiqueta também. A etiqueta é uma pequena ética. Quer dizer, nós temos a grande ética, e nós temos aquela ética, aquela etiqueta aplicada ao dia-a-dia, no relacionamento dentro de uma sociedade específica, na qual nós temos que nos adaptar. Porque quando nós fazemos uma proposta abrangente como esta, nós temos que considerar que existe uma cultura cristã, mas existe uma cultura hindú, existe uma cultura judaica, existe uma cultura islâmica, e nós não podemos criar uma proposta que se adapte apenas a uma dessas culturas.

    Mestre, isso muda completamente a dinâmica do mundo a nossa volta. Que possibilidades é que se abrem?
    A possibilidade, eu vejo que é grande. Agora, a realização é sempre lenta, porque a mudança de paradigmas é muito difícil para o ser humano. Nós fomos construídos, nós fomos projectados, de uma forma que, a partir do momento em que aprendemos um determinado conceito, um determinado código de procedimento, depois nós não conseguimos mudar. É muito difícil mudar. Então, quando nós transmitimos esse ensinamento, temos que nos lembrar que é um ensinamento basicamente para um público jovem, adulto jovem. Adulto jovem, que é aquele que está na vida activa, que é aquele que está na dinâmica empresarial, política, artística, enfim, em qualquer área. E essa pessoa tem condições ainda de processar uma transmutação na sua maneira de ser.

    Martin Luther King legou-nos um sonho que ele tinha – “I have a dream”. O John Lennon pintou com música – “Imagine all the people”. Nelson Mandela trocou a sua liberdade por esse sonho. O visionário DeRose, como é que configura esse sonho?
    Eu não sei se diria visionário. Porque o nosso trabalho é muito terra-terra, é muito objectivo, vai directamente ao indivíduo no mundo em que ele vive. Ou seja, sem subjectividades, sem teorizações, sem suposições. Ideais, sim. Mas dentro de um cuidado muito grande, como eu disse antes, para que esses ideais não se tornem radicais. Radicais, até certo ponto, está bem. Provém de raízes. Nós temos raízes. Radical, até certo ponto. Mas um fanatismo tem que ser evitado. Daí o meu cuidado com a palavra visionário. Mas a intenção é justamente conduzir estes conceitos a que o indivíduo possa aplicá-los realmente. Que não seja apenas uma linda proposta, um lindo discurso, mas que ele realmente chegue lá na sua empresa e faça isso funcionar, modificando a estrutura da empresa, modificando a administração da empresa, tornando cada funcionário, cada colaborador seu, um indivíduo que tem um valor, que tem um potencial, que tem uma criatividade e que é um ser humano. Não no sentido apenas de colocar o funcionário e o empresário como forças opositoras num cabo de guerra, mas pondo todos a puxar na mesma direcção, que é o progresso individual e, em seguida, o progresso da sociedade.

    Quando o senhor imagina, vamos pegar no “Imagine” do John Lennon, quando o senhor sonha um futuro, sonha o quê? Vê o quê no fim dessa viagem?
    No “Imagine” eu vejo um credo. Porque aquilo que ele propõe é realmente revolucionário. Até me causa espécie que não tenha havido reacções mais virulentas contra aquelas propostas, porque aquilo é lindo, mas ao mesmo tempo, ele fala com relação ao indivíduo superar as limitações de Pátria, as limitações de fronteiras. Isso obviamente não agrada nada a maior parte da população, dos governantes, dos poderes constituídos. Querer que todos sejamos um só povo, uma única humanidade. E “no religion too”. Também todas as religiões, provavelmente reagiriam de uma forma um tanto quanto reservada. Mas não aconteceu isso. A música é linda e o que nós vemos é que a sua letra é aceite pela população em geral, inclusivé pelos governantes, pelos poderes constituídos, pelas religiões em geral. As pessoas gostaram daquilo porque ele soube dizê-lo. E também provavelmente gostaram antes do John Lennon estar mais activista. Quando ele chegou em Nova York, a coisa ficou mais agressiva.

    Mas o senhor quando mobiliza os seus instrutores, a sua família, a sua egrégora DeRose, está a configurar um futuro. Qual é o horizonte que configura para esta sua passagem pela vida?
    Eu vejo, a curto prazo, pessoas mais felizes e mais saudáveis, com uma qualidade de vida melhor. Porque isto é o que realmente as nossas técnicas proporcionam. Em primeiro lugar, maior qualidade de vida. A médio prazo, eu vejo prosperidade. Porque uma pessoa que tem melhor qualidade de vida, uma pessoa que tem mais tolerância, que sabe lidar com o ser humano, que sabe lidar com seus superiores hierárquicos ou com seus comandados, sabe lidar com seus clientes, com seus fornecedores, sabe lidar com seus amigos e com a sua família, com as suas relações afectivas. Essa pessoa está no controlo. Essa pessoa converte-se num líder. Um líder sereno, carismático dentro do seu ambiente, do seu respectivo ambiente. Então, a médio prazo, isso proporciona estabilidade. Estabilidade na relação afectiva, estabilidade na família, estabilidade no trabalho. A conseqüência é prosperidade. Então, a médio prazo, eu vejo essa nossa família, ou seja, esses nossos praticantes, e isso já tem acontecido, nós já estamos nessa caminhada há meio século, há 49 anos. No ano que vem (2010) 50 anos. Portanto, eu venho acompanhando o que de facto tem acontecido. As pessoas começam a conquistar a estabilidade, a prosperidade, mais felicidade, maior expectativa de vida.
    Essa expectativa de vida, conferida, inclusivé, pelos bons hábitos que são propostos. Porque essa Nossa Filosofia ensina a não utilizar drogas, a não utilizar álcool, não utilizar fumo e buscar hábitos saudáveis. Isto, muito longe de tornar a vida sem graça, torna-a muito mais interessante, porque aumentando a sua lucidez.
    Se você não está sob influência de droga alguma, inclusivé o álcool é uma droga, droga legal, mas é droga, é o mais poderoso dos psicotrópicos, então se você não está sob o julgo de nenhuma dessas substâncias tóxicas, que interferem com a consciência, essa pessoa tem mais felicidade, mais lucidez, percebe o mundo de uma outra maneira e, consequentemente, o mundo e a vida ficam muito mais divertidos. Essa pessoa fica mais feliz de facto. E, a longo prazo, a proposta é aquele estado de consciência expandida que nos conduzirá ao autoconhecimento.

    Esse é o objectivo a nível individual?
    No âmbito individual o autoconhecimento. E, se um dia, a humanidade conseguir, toda a humanidade, chegar a esse estado, nós vamos ter uma humanidade muito diferente da que temos hoje, porque hoje nós partimos para soluções drásticas. Nós sempre observamos que, em um mesmo momento, N nações estão em conflitos armados. Então se nós conseguíssemos que, pelo menos, senão toda a humanidade, pelo menos, aqueles que têm o poder de decisão, aqueles que podem criar leis, aqueles que podem declarar guerras, se todos esses estivessem em um estado de consciência melhor, mais expandido, essa hiperconsciência, nós teríamos um mundo muito mais harmonioso. Porque hoje, nós vemos que, muitas vezes, em muitos países, o governante não quer o bem-estar e a evolução do povo.
    Até porque se o povo ficar mais lúcido, é capaz de tirá-lo do poder. Então, nós estamos num momento que, considerando o nosso ideal, que é para o futuro, não estamos é um momento bom e a demonstração disso justamente são esses conflitos que observamos em várias regiões do globo. Mas se, passo a passo, gradualmente, sem nenhuma intenção de converter pessoa alguma, mas, aos poucos, isso der certo, no sentido de uma expansão para a população em geral, acredito que realmente vamos ter, num futuro, um mundo muito diferente.
    Hoje já está diferente se nós pensarmos, se compararmos a qualidade de vida e o nível de consciência, não apenas de cultura, não apenas de informação, não apenas de ilustração, mas o nível de consciência mesmo da maior parte da população comparado com 200 anos, 500 anos atrás, 800 anos atrás, nós estamos numa curva ascendente.

    O senhor regride aos alicerces do nosso existir no (livro) “Eu me lembro”, como quem ganha balanço em recuo para um salto. Esse salto leva-nos para onde?
    Bem, em primeiro lugar, essa volta às origens vai-nos levar a uma época em que, uma civilização, esse (livro) “Eu me lembro” é um conto, é uma ficção, mas que é ambientada num local, num período, numa civilização em que, até onde nos consta, pela história, pela arqueologia, essa civilização, esse povo, vivia em harmonia. O povo tinha qualidade de vida, o cidadão era respeitado.
    Não se encontraram construções faraónicas para o monarca, nem para o clero, mas encontraram-se casas muito confortáveis para a população. Nós estamos falando de um período proto-histórico. Um período que está imediatamente antes do surgimento dos registos históricos. E os historiadores recorreram, muitas vezes à arqueologia, para poder montar um pouco da história daquele povo. Essa época, imagine, são 5000 anos atrás, são 3000 antes de Cristo. E nessa época, nessa civilização, chamada civilização do Vale do Indo, já havia cidades extremamente bem urbanizadas, saneadas, havia as casas do povo, casas com dois andares, e mais, com átrio para ventilação interna, com a casa de banho dentro da casa, com água corrente. Mas isto, 3000 antes de Cristo, é qualquer coisa de inacreditável. Os próprios arqueólogos quando encontraram, recearam comunicar aquilo às academias de ciências, porque iam ser tidos por mentirosos. Então aquilo foi sendo comunicado muito aos poucos.
    Foram convidando outros arqueólogos, de outros países, a ir lá constatar. Porque era realmente uma civilização excepcional para a época e até comparada com algumas regiões hoje, do nosso planeta. Então, você imagina que, aquela ambientação na qual essa história, esse conto, essa ficção (o livro “Eu me lembro”), se baseia, é a de um povo feliz, é de um povo saudável, é de um povo estável, é de um povo próspero, dentro dos limites do período histórico. E recuando para essas origens, são, diríamos muito próximo das origens da civilização mesma, nós aprendemos alguma coisa com eles. Coisa que foi perdida depois.
    Com a introdução da civilização patriarcal, aquela que era matriarcal, original, vamos considerar, inclusivé, fazer aqui um parêntesis; as sociedades primitivas, não-guerreiras, todas elas tenderam ao matriarcalismo e as sociedades patriarcais, todas foram guerreiras.
    Então, só isso já estabelece parâmetros, para que nós saibamos que a sociedade patriarcal, ela precisa da guerra. Até porque, a própria estrutura patriarcal, a estrutura do macho, do homem é baseada em testosterona e isso é um perigo. Testosterona devia ser posto nas bombas que jogam na cabeça dos inimigos, porque isto é muito explosivo. Agora, a sociedade matriarcal, ela já privilegia a mãe, privilegia o carinho, privilegia o ventre, privilegia o seio, já é uma outra forma de ver o mundo, uma outra forma de administrar a família, uma outra forma de administrar o Estado. E, sem guerras, esse povo obviamente consegue dedicar seu tempo e os seus recursos económicos, à arte, por exemplo. À dança, à pintura, à escultura. E sem repressão, porque a sociedade matriarcal, em geral, não é repressora. A sociedade patriarcal, em geral, é. Então, sem repressão, imagine para onde vão esses impulsos artísticos e culturais desse povo.

    No “Eu me lembro”, o senhor recua a um passado onírico e depois transporta-nos por uma realidade mais palpável, onde aspectos tangíveis, como os instrumentos de escrita, a própria linguagem, já são mensuráveis. É quase como se fosse uma visão antropológica. Como o senhor não dá um ponto sem nó, quer nos levar para onde nesse transporte?
    Aquilo ali é uma fantasia, porque nesse livro, “Eu me lembro”, o autor, que sou eu, conta memórias de um passado, mas esse passado não é nada espiritual, é uma história. Então, levando o leitor até àquela realidade cultural, até àquela civilização, até àquela maneira de ser, estou propondo, sugerindo até mesmo um debate do indivíduo consigo próprio sobre a validade daquela maneira de se relacionar com os filhos, com os pais, com os amigos, com os inimigos, com o relacionamento afectivo, com a pessoa que a gente ama. Então, talvez aquilo ali possa fazer uma contribuição. Agora, onde está a fronteira entre a fantasia, a ficção, o mito e a realidade, isso eu deixo para que o leitor descubra.

    No entanto, a segunda parte do livro, já tem um cariz quase antropológico, já não é uma ficção pura?
    É. É baseada em factos reais, porque a ficção a que eu me refiro é a historia, aquela coisa toda. Agora, o máximo possível de elementos palpáveis, de elementos reais, elementos históricos, eu utilizei para dar o alicerce, a fundamentação daquilo lá. Eu estou vendo a possibilidade de que a pessoa, primeiro seja conquistada pelo coração, porque o início do livro é muito doce, muito meigo, depois ele é romântico, e depois ele é, digamos, mais filosófico.
    Ele perde um pouco aquela doçura. Porque é a historia de uma pessoa que cresce. Primeiro é criança, então tem uma visão mais romântica do mundo. Depois torna-se adulto. Naquela época era-se adulto aos 15 anos de idade, era a idade em que já estava apto a reproduzir, constituir família. E depois já estava um senhor de 30 anos de idade. Então aí ele já vê o mundo de uma maneira mais consistente, de uma maneira mais cuidadosa, mais prudente. E eu tento transmitir ali um pouco da Nossa Filosofia. Um pouco, porque o livro é fininho. É um dos menores livros que eu escrevi.
    Pode ser menor em espessura, mas é também para nós, os leigos, que olhamos para essa Cultura, o elemento mais provocativo, porque há varias leituras a fazer por trás.
    Sim, inclusivé uma leitura subversiva, no bom sentido. Uma leitura que subverte os maus hábitos e que subverte a estrutura da nossa sociedade. Não na intenção de demolir nada, mas no sentido de a pessoa parar e pensar – afinal essa maneira de ser parece mais interessante! Quem sabe nós podemos adoptá-la? Vamos experimentar, vamos usar isso na família, vamos usar isso com os nossos amigos.

    Quando o senhor, por exemplo, promove num dos seus sútras a defesa da liberdade como primeiro pilar da nossa existência e que quando ela chocar com a disciplina… primar sempre pela liberdade….
    Esse sútra bate bem nessa tecla, ele é bem categórico, veemente, com relação a isso, que a liberdade é o nosso bem mais precioso.

    Mestre, no entanto, por outro lado, nós precisamos ter uma disciplina interior e existencial para defender os valores. Onde é que as duas fronteiras se cruzam?
    E a continuação desse sútra, desse pensamento, é quando ele diz que se a disciplina violentar a liberdade, opte pela liberdade. Então, como é que nós vamos temperar essas duas forças, essas duas propostas? É que, a disciplina é fundamental, mas, se a disciplina deste grupo especifico, qualquer grupo que seja, um grupo político, um grupo desportivo, um clube de futebol, não importa o quê, se este grupo tem normas e estas normas, estas regras, esta disciplina me violenta, eu tenho que valorizar a liberdade, eu tenho que colocar a liberdade em primeiro lugar.
    Fazendo o quê? Brigando contra? Não, me afastando. Não serviu para mim. Esta empresa, este colégio, este liceu, esta faculdade, este clube, não serve, porque estas normas me violentam. Então eu saio e vou procurar a minha turma. Se nós fizermos isso, ao invés de querer bater de frente, vamos conseguir ter uma vida muito melhor. E é claro que eu respeito quem pense o contrário, porque há a também a opinião de que precisamos de lutar contra. Está bem. É um outro grupo. São os dois grupos.

    O senhor, por exemplo, defende a disciplina, o rigor, a farda, o vestir da camisola (da camiseta, como se diz no Brasil), e esse colectivo pressupõe uma secundarização do indivíduo. É correcto isso?
    Não. Isto pressupõe que isto tudo que você disse é verdade, mas não pode violentar o indivíduo. Não pode violentar a liberdade dele e tem que estar bem assente sobre a tolerância. Se nós conseguirmos essa amálgama, que é alquímica, se nós conseguirmos isso, encontramos o equilíbrio ali no fio da navalha – porque realmente é um equilíbrio sobre um caminho muito estreito – uma brisa faz com que você caia para o lado, para o extremismo da intolerância, da disciplina que tem que ser cumprida a todo custo, ou para o outro lado, da tolerância excessiva, da complacência, da magnanimidade, no mau sentido. Então é o caminho mesmo do centro, é o caminho do meio que é muito estreito.

    Sua Cultura trabalha, por outro lado, sobre os extremos. Nós devemos trabalhar sobre aquilo que são as nossas dificuldades, os pontos menos bons, ou os pontos que são mais positivos?
    Não sei se eu colocaria dessa forma. Porque colocando a coisa assim nós, de uma certa forma, cristianizamos um pouco essa coisa do bem e do mal. E a nossa proposta é a de que tenhamos sempre a consciência de que bem e mal são sempre relativos. Você está fazendo errado. Mas errado em relação a quê? Com relação a que momento? Richelieu disse certa vez que ser ou não ser um traidor é uma questão de datas. Então é um pouco isso, do certo e do errado. Em que sociedade, em que religião isto é certo ou isto é errado?
    Você entra numa igreja católica e tira o chapéu em sinal de respeito. Aí você entra numa sinagoga e coloca-o, em sinal de respeito. Eu me lembro de que uma vez nós fomos visitar um templo sikh, na Índia, e eles pediram para cobrirmos a cabeça. Até a câmera que eles mesmos usavam para gravar o ritual, a câmera era coberta em sinal de respeito, era coberta com um tecido branco. Então tudo é convenção. E nós temos que estar conscientes disso cada vez que nos deixarmos seduzir, ou enfim, escorregar um pouco para o lado da cultura que nós recebemos que é a do bem e do mal. “Este é o seu lado mal”. “Isto foi um erro cometido”. Calma, não é bem assim. É melhor colocar: isto talvez não tenha sido conveniente, neste momento, ou neste grupo. Mas não que seja mal, ou que seja errado. E outro sútra diz que mal é o nome que se dá à semente do bem. Porque tudo o que você passou na vida de “mau”, você pode observar que, em seguida, ou já, ou logo depois, produziu um fruto muito bom.

    Realizando a lucidez do cidadão consciente, o indivíduo lúcido, na viagem para o estado de hiperlucidez, nem que seja no patamar, esse sujeito tem que ter uma visão para onde caminha. Como quem vai fazer uma corrida de fundo, ele tem que saber, para se auto-motivar. A Sua Cultura, como é que o impregna desse sentido objectivo?
    Nós procuramos ver como se fosse uma viagem linda que você está fazendo de comboio e que sabe que aquilo vai a um determinado ponto. Vai a um determinado destino. Mas você olha a paisagem linda do lado de fora, você conversa com um amigo do lado de dentro, você vai até o vagão refeitório, restaurante, delicia-se com uma comidinha, recosta, dorme um pouquinho. Você usufrui. Você desfruta do prazer da viagem. E, assim, chega mais rápido. E se o indivíduo ficar só a pensar: eu tenho que chegar; o meu destino, o meu destino, o meu destino. A viagem fica desagradável e parece mais longa. Então, relativamente à nossa meta, a recomendação é: não se preocupe com a meta. Vamos usufruir a comunidade das pessoas. As pessoas que, em geral, seguem este sistema, são pessoas interessantes, são pessoas bonitas, por dentro e por fora, são pessoas educadas, são pessoas sensíveis, são pessoas que têm assunto para conversar com qualquer pessoa.

    No entanto, Mestre, quando nós vemos, por exemplo, uma sociedade conservadora que vamos imaginar, por exemplo, defende um papel da mulher na sociedade, em que esta deve viver para o marido, para os filhos, para as aparências, o estado de lucidez permite-lhe derrubar essa fronteira. A sociedade conservadora não hostiliza imediatamente essa lucidez?
    Não, porque nós não criticamos essa postura tradicional em muitas sociedades hoje vigentes no mundo. E como a Nossa Filosofia não tem intenção de catequizar, não é uma coisa que queira se expandir e, enfim, tomar simpatizantes de outros sistemas filosóficos, muito menos religiosos, então a reacção nunca foi negativa, nunca houve uma oposição, uma resistência.

    Mas pode haver a nível das células familiares. Por exemplo, se eu desconheço determinada luz, sinto-me perdido no meu corredor, no meu túnel de sombra e, de repente, aparece uma luz no fundo desse corredor, que pode ser, suponhamos, a Sua Proposta, e eu, de repente, passo a caminhar com outro alento nessa direcção….
    E se o túnel de sombra é criado pela estrutura conservadora que a sociedade foi montando a minha volta, eu torno-me rebelde. Pelo menos caminho numa direcção oposta. Essa cisão não cria anticorpos?
    Normalmente ocorre o seguinte. Quando num casal, numa estrutura familiar, um dos dois, só um, adopta esta filosofia, é como se só um dos dois adoptasse um partido político, contrário ao do outro cônjuge, ou uma equipa contrária à do outro cônjuge. E pode gerar um momento de dificuldade de comunicação. Então o que nós recomendamos é o seguinte: se você evoluiu, se você adoptou uma filosofia que tem pretensão a uma evolução maior, uma civilidade maior e tudo, uma lucidez maior, quem está errado é você. Porque os dois se casaram dentro de uma determinada visão que um tinha do outro, e cada um gostava do outro como ele era.
    Criou-se uma regra, criaram-se regras neste jogo, e você mudou as regras do jogo, no meio do jogo. Quem está errado não é o cônjuge, que está reagindo mal, quem está errado é você. Então você tem que ter mais paciência com o outro, tem que ter mais tolerância, tem que tentar içá-lo sem forçá-lo a isso. Talvez pelo exemplo, talvez pela sua forma de agir, mostrando que hoje você é uma pessoa muito melhor para ele ou pra ela.

    E se a outra pessoa preferir viver em outro tipo de referências. Por exemplo, quiser viver para as aparências, e não para o conteúdo do bolo?
    Tem sido raro. Normalmente, se houver esse processo que eu mencionei, de tolerância, de paciência e de sedução, cativando a outra pessoa ao invés de lhe cobrar uma postura, pelo que nós temos observado nestes anos, nestas décadas, geralmente o cônjuge acompanha. Porque ele gosta do que está vendo. Seja marido, seja mulher, nota que o outro melhorou. Melhorou como pai ou mãe, melhorou como marido ou esposa, melhorou como amante, melhorou como companheiro, como amigo. Então, em geral, ele acaba vindo junto.

    No (livro) “Encontro com o Mestre”, o pós-imberbe DeRose encontra-se com o DeRose já maduro, já Mestre, já consciente. O que é que o Mestre já consciente diria hoje ao DeRose pós-imberbe? Seria a mesma coisa que disse no livro?
    Iria dar o mesmo desencontro do que eu expus no livro, porque ali era o autor com 58 anos, conversando com o mesmo aos 18. Foi assim, também, mais um conto, mais uma ficção, em que o DeRose de 18 anos aparece na vida do DeRose de 58. E ele então discorda, discute, debate. Diz: mas não pode ser assim; eu não concordo com isso; isto não pode ser. E o diálogo entre os dois, entre o jovem idealista de 18 e o homem vivido de 58, aquilo ali pretende dar ao leitor um equilíbrio entre as duas opiniões, porque muitos dos nossos leitores têm 18 e 20 e 25 e 30, e muitos dos nossos leitores têm 58 e 60 e 70 e 80. Então são dois universos completamente diferentes, e o livro procura casar esses dois universos, mostrando que ambos estão correctos, e que é muito uma questão de óptica.

    Os dois equilibram-se? São uma mesma coisa? São dois olhares sobre a mesma coisa? Ou um é uma evolução sobre o outro?
    Eu diria que, na verdade, os dois têm seus preconceitos, seus pré-conceitos. Ambos discriminam e ambos procuram não discriminar. Ambos tentam não ter preconceitos e aí, este mais velho aprende com o mais novo, e o mais novo aprende com o mais velho. A idéia básica desse livro é essa.

    Nós tendemos a acrescentarmo-nos na diferença. Normalmente as pessoas lidam muito mal com o que lhes é diferente, defendem-se, rejeitam, oprimem, suprimem, em vez de se somarem na diferença…
    É! E essas diferenças são muito importantes. Porque, imagine o seguinte: se todos os meus amigos só me fizessem elogios, eu estaria cercado por bajuladores, como alguns monarcas no passado. O que eu vou aprender com isso? Eu vou estar errando e todos vão estar dizendo que eu estou acertando. Não vão me ajudar em nada. Mas o meu crítico, os críticos de plantão, eu ainda nem cheguei a errar e eles já estão me apontando o dedo. Então, quem está me ajudando mais? Quem está me ajudando mais é aquele que se considera inimigo, mas que na verdade, é mais amigo do que os meus amigos, porque ele me mostra o lado sombrio que eu estou cometendo ou estou prestes a cometer. Ele aponta o erro e eu posso corrigir esse erro. Eu sempre comparo o amigo e o inimigo a uma árvore, em que as raízes, que estão nas trevas, que crescem pra baixo, são os inimigos, porque estão nas sombras, mas sem os quais a árvore não fica em pé. A árvore precisa das raízes, e os inimigos são as raízes. E os amigos são as flores, são os frutos lindos, maravilhosos, mas sem as raízes, não existiriam.

    O senhor, neste “Tratado de Yôga”, que acabou de ser lançado em Lisboa dá logo o exemplo – até na dedicatória do livro – porque o dedica não só a pessoas que o senhor admira pela luz, mas também a uma pessoa em particular. Pode nos falar um pouco disso?
    Pessoas que às vezes, por implicância, até por não conhecerem bem o outro lado, a outra verdade, atacam, difamam, agridem, injuriam, excluem. Então, o que acontece: você pode considerar-se um perseguido, uma pessoa infeliz, ficar ressentido. Ou você pode perceber, numa visão de grande angular, que aquilo ali foi extremamente importante e você pode ser grato àquela pessoa, mas com sinceridade. Não adianta ser grato com hipocrisia. “Não, sou muito agradecido aos meus inimigos”, mas aqui dentro… não é. Então, não. Tem que ser uma coisa, obviamente, tem que ser uma coisa autêntica. E ali é muito sincero. Se aquele senhor não tivesse desencadeado toda aquela implicância, que ainda ocorre hoje, e não tivesse gerado todo um fã clube dele contra o nosso trabalho, hoje o nosso trabalho seria imperceptível. O cristianismo só ficou conhecido porque foi perseguido, senão teria sido uma pequena seita judaica ou essência, que teria desaparecido logo depois. Mas a perseguição deu visibilidade e, a partir daí, pessoas que concordavam com aquele ponto de vista, fizeram com que se estruturasse e se eternizasse.

    Isso não é o que nós entendemos ou que a Sua Cultura descreve como ahimsá? Não é o trocar o fel por mel, é algo muito mais profundo?
    Eu acho que é mais profundo. Agora, nesse conceito, do ahimsá, que é a não agressão proposta por Gandhi. Ahimsá, nós aplicamos não exactamente da forma como Jesus propôs, que era oferecer a outra face, não é exactamente assim, mas é de uma outra maneira. Por exemplo, quando uma pessoa tem uma atitude agressiva. Nós precisamos de ter consciência. Se você tiver maturidade e auto-estima, você tem condições de compreender que aquela pessoa está sendo agressiva porque tem medo. Uma pessoa é agressiva quando teme.
    Se aqui entrar a minha cachorrinha, a Jaya, que é a minha weimaraner vegetariana, abanando o rabinho, nós vamos dizer: “que bonitinha, vem cá, deixa eu fazer um carinhozinho.” Mas, se entrar aqui, rosnando, mostrando os dentes, você logo diz: “tira esse bicho daqui senão eu dou uma pedrada nele.” Porque você ficou agressivo? Ficou agressivo porque sentiu medo. E assim é em todas as situações. Se você prestar atenção, analisar com imparcialidade, você vai notar que, todos os momentos em que uma pessoa ficou agressiva é porque ela sentiu medo, ela se sentiu ameaçada, ela entrou em defensiva.
    Então alguém foi agressivo com você, você pode, ou ter uma reação imatura, que é assim: você foi agressivo comigo, devolvo-lhe a agressividade. Ou você pode ter uma reação ponderada, uma reação da pessoa que tem auto-estima e que tem maturidade. Você foi agressivo comigo, eu tenho que compreender que você se sentiu agredido por mim, mas eu não tive a intenção de agredi-lo; você se sentiu ameaçado por mim, mas eu não tive a intenção de ameaçá-lo; você talvez tenha tido um péssimo dia; você talvez tenha um péssimo casamento; não sei, talvez você tenha dificuldades, problemas na sua vida. E eu vou devolver mais agressividade? Isso não vai me ajudar. Não vai ajudar a nossa relação. Se for uma relação de negócios, se for uma relação de amizade, não importa o quê. Devolver agressividade é tentar combater o ódio com mais ódio. Tentar combater fogo com gasolina. Então isso não ajuda.
    Eu gostei muito da sua frase que é trocar fel com mel. É interessante, porque é mais ou menos isso. De facto, é mais ou menos. Porque se a pessoa agrediu e você lhe dá um sorriso, um sorriso sincero, porque a pessoa percebe no seu olhar, na sua expressão facial, o cinismo é detectável, instintivamente, por qualquer pessoa. Se você realmente lhe ofereceu um semblante descontraído, um sorriso sincero, aquela agressividade se reduz. Mas se reduz drasticamente.
    Eu me lembro de uma situação em que houve encontro de duas linhas filosóficas de nomes quase idênticos, mas que são antagónicas, e até por isso mesmo são antagónicas, porque quanto mais semelhantes são, mais elas têm dessintonias. Então, nesse encontro, entre as duas filosofias, uma senhora, professora da outra linha veio caminhando na minha direção, com o dedo em riste e disse: “DeRose, você isso, você aquilo!” E começou a me insultar em altos brados, com a intenção mesmo de que todos escutassem. E todos pararam no evento, no congresso, para ver qual seria a minha reacção. Afinal será que tudo isso que ele diz, afinal é mentira? Como será que ele vai reagir? Ele vai dizer umas boas a essa senhora? Vai gritar com ela? Talvez agredi-la? Vai virar-lhe as costas e sair andando como um mal educado? Ou vai ficar parado ouvindo, deixando que ela agrida, fale,fale, fale, insulte, insulte, insulte? Qual será a reação?
    E aí, que reação eu teria tido? Imagine lá. Tempo para pensar.
    Pronto. A reação foi: agarrei a velinha, abracei a velhinha, e quando a soltei ela já não tinha mais agressão nenhuma, não tinha insulto nenhum para dizer. Quando a soltei ela olhou para mim e disse: “Ai DeRose, você hein?” Pronto, tirou o fel com o mel do abraço, sem dar a outra face, sem ficar simplesmente, passivamente, escutando as agressões dela, e sem devolver as agressões que, afinal, não ajudaria nada a minha relação com ela, não ajudaria nada minha imagem com os outros que estavam assistindo. E também não me ajudaria comigo mesmo, porque naquela noite eu não teria dormido tão bem.

    Isso pressupõe o tal indivíduo que a Sua Cultura, o Método DeRose, pretende esculpir, do tal indivíduo lúcido, que se apercebe de uma forma como quem vê um filme o que está a acontecer a sua volta, e reage de uma forma actuante, consciente e lúcida, e não de uma forma primária.
    Exactamente. Vamos trazer isso para a realidade de um casal, de um casamento, enfim, qualquer relacionamento afectivo. Num casal, ambos sabem exatamente qual é a fisionomia, qual é o tom de voz e qual é a frase que irrita o outro. Sabem perfeitamente, pois vivem juntos. Estão tão próximos. E num conflito, de casal, se este disse aquela palavra ou fez aquela cara, o outro sabe exactamente qual é a fisionomia, qual é o tom de voz e qual é a palavra que vai agradá-lo, que vai atenuar aquela situação. Mas por que não diz? Porque eu não vou me dobrar, não vou ceder, senão o outro pisa em mim.
    Aí depende da sua atitude, ao dar essa palavra, interromper o conflito conjugal que vai surgir ali e depois estabelecer limites. E se essa relação pode ser mantida, ela vai ser mantida com respeito, com consideração, com carinho, com companheirismo. Se não puder ser mantida, é uma pena. Porque toda relação que se rompe tem um custo emocional muito caro, um custo sobre a saúde muito alto. Mas, paciência. Há um momento mágico em que as relações precisam mesmo terminar, porque aí terminam como amigos. E se ultrapassar o momento mágico, e as pessoas insistirem que tem que permanecer juntas, aí talvez na hora em que romperem, rompam como inimigos, com ressentimentos.
    Então, às vezes é apenas a questão de hoje eu cedo e amanhã essa outra pessoa vai ceder. Porque há uma reciprocidade natural dos seres humanos, quando você tem uma atitude cavalheiresca, uma atitude fidalga com relação a uma pessoa, mesmo que íntima, mesmo que seja um irmão, mesmo que seja um cônjuge, a tendência é que a outra pessoa reaja de uma forma semelhante numa circunstância imediata ou futura.
    Uma vez, eu estava sendo conduzido num veículo, o meu amigo estava conduzindo e conduzia muito mal. E fez uma conversão péssima e o outro motorista quase bateu no carro dele, pôs a cabeça para fora e já ia dizer uns impropérios. E esse meu amigo abriu um sorriso para ele, como quem diz: desculpe, eu errei. Mas com um sorriso, muito simpático. O outro motorista pôs a cabeça para dentro e disse: vai, meu filho, vai! E não deu briga. O que evitou a briga? Foi só um sorriso.

    A importância do indivíduo mais consciente, mais lúcido, mais atuante a todos os níveis. É isso que a Sua Cultura quer a relançar dentro da sociedade?
    Precisamente. Porque a tendência é colocar um rótulo nessa Cultura, e eu prefiro chamar de Nossa Cultura ou Nosso Sistema, Nossa Filosofia, evitando colocar rótulo; o Nosso Método, evitando o rótulo. Por quê? Porque na hora em que as pessoas colocam rótulos, elas engessam a coisa. E aí começam todas as intolerâncias, até com relação a quem está fora. E uma das confusões que eu procuro corrigir, uma das visões distorcidas, é que a pessoa pratique o Método dentro da sala de aula na qual ela aprende o Método. Só que ali é para aprender, não é para praticar.
    Não é para pôr em prática. Por exemplo, se dentro de uma sala de classe, nós ensinamos a respirar corretamente, na hora em que a pessoa sai por aquela porta e vai embora, ela não há de sair respirando errado. Então não adiantou nada. Então, ela aprendeu a respirar certo aqui dentro, agora ela sai respirando certo e vai caminhando respirando certo até (chegar) ao seu carro, senta-se e vai conduzindo o carro, respirando corretamente. Chega ao escritório e vai trabalhar, ou chega ao ginásio e vai fazer desporto, respirando correctamente. Vai respirar correctamente, de forma mais produtiva, sempre, porque foi isso que ele aprendeu aqui. Eu usei respiração, podia usar qualquer outra técnica para exemplificar.
    Esse conjunto de técnicas e conceitos que ele aprende na nossa instituição, ele sai e deve aplicar, como você disse, em todas as situações da vida. Como nós tentamos explicar, tentamos expor. Que ele vai transmitir isso, ele vai irradiar isso, para toda a sociedade, porque ele vai irradiar pra família, ele vai irradiar para os amigos, ele vai irradiar para os seus colegas de trabalho. Então aquilo vai criando ondas de choque e, aquilo ali vai contagiando de forma positiva todas as pessoas que travam contacto com o nosso praticante.

    Se o Carl Sagan dizia que a sociedade corrompe o indivíduo, esse efeito impregnador também pode funcionar em sentido contrário?
    Nós sabemos que funciona de lá para cá. Façamos funcionar então, também, daqui para lá.

    Se o senhor escrevesse agora não o “Eu me lembro”, mas o “Eu sonho”, que sonho é que se escreveria?
    Na verdade, do “Eu me lembro” eu não conseguiria acrescentar mais nada, porque aquele livro me saiu numa arrancada só. Às sete da noite eu comecei a escrever. Às sete da manhã, eu disse: vou descansar um pouquinho. E pronto, estava terminado. Não consegui acrescentar nem uma linha.

    E o “Eu sonho”, o que é que tinha lá dentro?
    Ali, não sei. Ali tem muita coisa! Tem muita coisa!

    Podemos pegar-lhe por uma ponta, por um pé?
    … (sorri) que eu espero um dia poder expressar.

    Mas vê com certeza. Nós sonhamos que os nossos filhos cresçam num mundo numa determinada direcção. E nós configuramos qual é essa direcção. O senhor não “hipotecou”, não investiu 50 anos de investigação, na procura de saberes, sem sentir dentro de si onde queria chegar… onde é que quer chegar?
    Eu gostaria de chegar a um ponto em que as pessoas, minimamente, escutassem o que nós temos a dizer. Que nos permitissem falar. Que não nos amordaçassem. Porque o grande problema que tenho sentido, é que nós temos coisas muito boas para dizer, não propondo um debate, mas propondo uma reflexão. O que ocorre é que os que não gostam do sistema, ou pensam que não gostam, não escutaram. Eles não conversaram comigo, não conversaram conosco, não conheceram a nossa gente, não leram nossos livros. Então, essa mordaça, eu gostaria, o meu sonho seria poder arrancar essa mordaça.
    Eu me sinto sob aquela punição antiga, punição eclesiástica, do silêncio obsequioso. “Disse o que não devia, não falará mais.” E realmente eu sinto muito isso. Não querem que eu fale. Mas você observa que o que eu falo não é polémico. Não considero polémico, porque nós não estamos polemizando, nós não estamos discordando dos outros. Não é agressivo, acho que não é, não tenho intenção de que seja.
    Não quero agredir ninguém! E a proposta é boa, a proposta é de uma juventude saudável. Nós trabalhamos essencialmente com adultos jovens. Portanto, produzir uma juventude saudável, juventude longe das drogas, do álcool e do fumo, se mais nada prestasse, pelo menos isso seria uma contribuição a ser reconhecida, que o nosso trabalho já está há meio século proporcionando à sociedade.

    Para nós que de fora visitamos a Sua Cultura, vamos fazer um exercício de flash. A sua visão ou a sua missão aponta para onde? Onde é que é o horizonte que configura para esta sua passagem pela vida?
    Eu tenho conhecido gente muito interessante, realmente exemplos de seres humanos. Pessoas com quem eu tenho o privilégio de conviver.
    Algumas há mais de 30 anos, outras há mais de 20 anos, outras que eu estou conhecendo agora, como é o seu caso, e que pra mim constitui um privilégio. Essa profissão nossa, esse nosso ideal, nos permite isso: conhecer pessoas. Nós não somos head hunters, nós somos heart hunters.
    Obrigado!

    DeRose Reply:

    Estamos mesmo sintonizados. Estou finalizando uma revisão com adaptações em favor de maior clareza e melhor estilo, já que a linguagem falada depende de gesticulação, fisionomia e tons de voz para permitir um perfdeito entendimento. Achei algumas frases minhas, quando postas por escrito, um pouco confusas. Assim, estarei brevemente divulgando a versão adaptada para linguagem escrita.

  15. 15
    Christian Mader
    quarta-feira, 23 de setembro de 2009 às 14:43
    swasthya-yoga.de
     

    Oi Dê,

    a Sandra Sellner, aluna da Unidade Downtown, traduziu a entrevista para o alemão. Estou revisando o texto nesse momento. Mudou muita coisa?

    Beijos,
    Mader

    DeRose Reply:

    Mudou. Aguarde o novo texto que está muito melhor. Obrigado.

  16. 16
    Camacho
    sábado, 3 de outubro de 2009 às 6:16
    nossacultura.org
     

    Querido Grande Mestre

    Em relação à palavra Upanishad tenho encontrado as seguintes conjugações de género:

    - as Upanishad
    - os Upanishad

    E continuo sem entender se estamos na presença de uma palavra de género feminino ou masculino, em sânscrito. A ser verdadeira a informação de a palavra, completa, ser “upanishada”, aplicando a regra geral, estaríamos na presença de uma palavra de género masculino. Mas não sei se esta informação é correcta.
    Poderá ajudar-me Mestre?

    Um grande abraço

    João Camacho

    DeRose Reply:

    Eu mesmo utilizei essa palavra no masculino durante muito tempo, baseado na regra da terminação em letra a. Finalmente me rendi à opinião de alguns bons autores e tradutores sanscritistas que lhe atribuem o gênero feminino. Seria uma das exceções (o sânscrito é profícuo em exceções). Tenho utilizado upanishada na escrita e upanishad na pronúncia, poiséssa é a mais comum. Em português tenho encontrado até a forma “upanixade”, com a qual não concordo.
    Quanto à sua revisão da transcrição da entrevista, quero agradecer novamente. Várias pessoas já haviam lido e relido, mas há umas gralhas que passam pelo crivo até do revisor mais atento. Se encontrar mais alguma, ou se deixei de corrigir alguma coisa, por favor, avise-me. Uma das correções não fiz porque no Brasil usamos outra sintaxe: “precisamos de nos adaptar” aqui diz-se “precisamos nos adaptar”. As demais, creio que observei todas. Um forte abraço.

  17. 17
    Camacho
    sábado, 3 de outubro de 2009 às 19:03
    nossacultura.org
     

    Querido Grande Mestre

    Muito obrigado. É precioso o seu esclarecimento.

    Quanto à revisão da entrevista ainda bem que me foi possível dar este pequeno contributo para a sua obra. Ao seu dispor Mestre.

    Vou agora fazer a revisão do resto da entrevista e indicar-lhe-ei mais alguma gralha, se a houver.

    Um grande abraço.

    João Camacho

  18. 18
    Fabio Euksuzian
    quinta-feira, 17 de dezembro de 2009 às 8:55
    universoyoga.org.br
     

    Sem dúvida! Esse é um dos grandes baratos de se trabalhar com filosofia ancestral. Se alguém lesse o material do blog daqui uma década, aproveitaria praticamente tudo!
    Mestre, quem sabe, lançar um livreto para sair na filiação: Blog do DeRose 2009, Blog do Derose 2010. Seria ótimo para deixar nas escolas como divulgação, panfletar ou entregar aos amigos, só precisaria de uma filtrada e pronto. Acho que daria jogo!

    DeRose Reply:

    Obrigado pela sugestão. Quem sabe?

  19. 19
    mcordoni
    quinta-feira, 17 de dezembro de 2009 às 9:03
     

    Bom dia Mestre!
    Ontem foi um dia de festa. Festa em todas as Unidades da Rede. O sat chakra especial de fim de ano.
    É uma honra participar de um sádhana onde você sabe que milhares de pessoas estão fazendo o mesmo respiratório, o mesmo mantra, as mesmas mentalizações e tudo ao mesmo tempo, compartilhando a alegria de viver nessa família.
    Obrigada, Mestre, por nos proporcionar tamanha felicidade.
    Um beijo
    Márcia

    DeRose Reply:

    Um beijo, Márcia.

  20. 20
    Alexandre Montagna
    quinta-feira, 7 de janeiro de 2010 às 13:22
    alexandremontagna.com
     

    Olá, Mestrão!
    Para facilitar a navegação, formatei todo o texto acima em formato de teia de links. Se for conveniente, então que ele fique à sua disposição para o melhor uso. Um abraço forte e até daqui a alguns dias!
    Montagna

    ——–

    Você vai encontrar tópicos como:

    meio ambiente, ecologia, clima, responsabilidade ambiental, biosfera, planeta, rios, dicas;

    maneiras de melhorar o mundo;

    alimentação, vegetarianismo, comer carnes, celebridades vegetarianas;

    cães, animais de estimação, alimentação para cachorros, adestramento, ração vegetariana para cães;

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    ações sociais e humanitárias, filantropia, voluntariado, defesa civil;

    Índia, Himálayas, templos, viagens, monumentos, Civilização do Vale do Indo;

    Hinduísmo, Shiva, Upanishad, Yôga Sútra, shástras, escrituras hindus;

    prevenção do câncer;

    cursos, festivais, congressos, eventos – no Brasil, Argentina, Portugal e França;

    fumo, álcool e drogas;

    jovens, juventude, valores, caráter;

    profissões, profissionalismo, formação profissional, carreira, futuro;

    solenidades, outorgas, homenagens, medalhas, comendas, reconhecimento público;

    livros, literatura, documentação bibliográfica, capítulos de livros, trechos de livros deste autor;

    artigos, crônicas, contos, ficção;

    links relevantes para outros sites e blogs.

    DeRose Reply:

    Obrigado, amigão. Já vou copiar e colar no post.

  21. 21
    maribeluco
    quinta-feira, 7 de janeiro de 2010 às 17:48
     

    Certamente os posts antigos são muito úteis.
    Hoje precisei instalar a EcoFonte nos computadores da escola e lembrei de buscar o link láaaaaaa nos posts antigos =)
    O bom é que tudo fica registrado para consultas posteriores.
    Beijos com saudade e meus votos de um 2010 perfeito!

    DeRose Reply:

    Isso mesmo, querida. Divulgue!

  22. 22
    Emanuel maia ruivo
    quinta-feira, 7 de janeiro de 2010 às 17:49
    yogamaia.wordpress.com
     

    Querido Mestre,

    Sempre que pesquisarmos os posts e comentários mais antigos encontramos sempre tesouros interessantes.
    Um deles foi a prática básica traduzida pelo Christian, que eu deconhecia. Fiquei tão contente pois pude enviar a um amigo nosso alemão que voltou para Berlin e andava triste por não praticar. Assim tive a oportunidade de incentivar a sua prática.
    A nossa Cultura é fantástica. A língua não é fronteira.
    Obrigado Mestre, obrigado Christian!

    Um abraço forte
    Manu
    Portugal

    DeRose Reply:

    Sempre juntos, Manu.

  23. 23
    Leilane Lobo
    quarta-feira, 13 de janeiro de 2010 às 15:17
    leilanelobo.blogspot.com
     

    Nossa que massa essa pequene retrospectiva de posts! Obrigada! Assim pude ter acesso fácil e rápido a alguns que passaram despercebidos e pude lê-los!

    Beijos!

    Instra. Leilane Lobo
    Fortaleza-CE

  24. 24
    Natalia Sanmartin Gil
    quarta-feira, 13 de janeiro de 2010 às 15:33
     

    La riqueza de este blog es maravillosa!

    Redescubro los posts antiguos en cada nueva lectura, porque yo no soy la misma…

    Un texto ya conocido, leído con un estado de ánimo diferente, se torna enteramente nuevo.

    Mestre, tu dedicación a este blog, que nos permite a tantos estar cerquita tuyo (aunque haya bastante distancia de por medio) es uno de los mejores ejemplos de constancia que ví en mi vida. Me siento orgullosa de ser tu discípula!

    Con amor,

    Natalia · Buenos Aires

  25. 25
    Martin Pereira
    quarta-feira, 13 de janeiro de 2010 às 21:06
     

    Mestre!

    Le paso la entrevista con António Mateus con los subtítulos en español, si se necesitan en otro formato puedo modificarlo y enviárselo.

    http://www.tramman.com/entrevista_portugal_rerose_subt.flv

    Abrazo!
    Martín
    Sede Palermo

  26. 26
    luchia
    quinta-feira, 14 de janeiro de 2010 às 1:41
     

    hola Mestre, quería contarte que en el círculo de lectura de la unidad leemos tu blog y que en casa cuando llego a la noche yo se lo leo a Dani, a veces mientras cenamos o a veces cuando tomamos la merienda y así es como tenerte cerca siempre. Te quiero mucho mucho. Gracias por tanto!

    DeRose Reply:

    Soy feliz por eso, soy feliz por conocerla y a Dani, mis amigos, personas muy especiales, muy queridas.

  27. 27
    joaquina
    quinta-feira, 14 de janeiro de 2010 às 3:50
     

    Maestro:
    Tengo varios libros esperando en mi mesita de luz …(Bienvenido Yôga, del Maestro Edgardo, Quando é Preciso Ser Forte, de vôce) Pero la lectura de este blog me tiene encantada, es divertido, siento que hay muchas personas en movimiento.
    Aprovecho para enviar un abrazo y felicitarlos por el anivesario de casados (son lindos juntos, vos sos una persona increíble y Fernanda, de otro planeta, mi corazón para ustedes en este día especial)
    Y por último ayer nos juntamos en Recoleta con la Sede Callao (de Buenos Aires) para asistir tu clase online en pantalla gigante y fue, como dicen allá, irado.
    Un agradecimiento para el equipo organizador y las personas que están detrás de esta obra.
    bon nuit
    Joaquina

  28. 28
    lailarocha
    quinta-feira, 14 de janeiro de 2010 às 12:07
     

    Mestre,
    Fiquei um tempinho sem visitar o blog e hoje ao dar uma passada para ler, acabei me entretendo na leitura por mais de uma hora e nem percebi!
    Estou adorando sobretudo os posts de “coisas que aprendi”, são conselhos valiosos para nossas vidas, dos quais devemos nos relembrar sempre.

    Obrigada pelos ensinamentos, sempre!

    Um beijo e um abraço!
    Laila – sádhaka – Un. Jardins

    DeRose Reply:

    Fico feliz por você estar gostando do nosso trabalho e valorizando o nosso esforço. Um beijinho, querida.

  29. 29
    Emanuel maia ruivo
    sexta-feira, 15 de janeiro de 2010 às 7:47
    yogamaia.wordpress.com
     

    Querido Mestre,

    Aproveitando o tema dos posts mais antigos, lembrei-me de uma coisa que talvez possa ser interessante.
    Da mesma forma que existe o círculo de leitura, porque não haver um circulo em torno do blog? Um “círculo do Blog”.
    Como são tantos os temas, pode-se fazer um tema por semana.
    Vou implementar isso!

    Forte Abraço querido Mestre,

    Manu
    Portugal

    Emanuel maia ruivo Reply:

    Vejo que a Luchia já faz isso. Isto é que é sintonia!

    DeRose Reply:

    Gostei do “vou implementar isso”. Perfeito! A maioria só sugere mas não faz. Nós temos uma norma que vai ao encontro dessa sua frase e que reza: quem dá a ideia é quem deve realizá-la. Portanto, parabéns!

  30. 30
    Tabatha Fiorini Real
    quarta-feira, 27 de janeiro de 2010 às 10:24
     

    algo interessante
    ww.oqueimportaparaomundo.com.br/?WT.srch=1&WT.mc_id=HBBR_SEMPANGEA532

    Alguns dos valores mais falados na web, em cada continente

    Beijos sinceros

  31. 31
    Tabatha Fiorini Real
    quarta-feira, 27 de janeiro de 2010 às 10:24
     

    http://www.oqueimportaparaomundo.com.br/?WT.srch=1&WT.mc_id=HBBR_SEMPANGEA532

  32. 32
    Marcos Felice
    quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010 às 7:58
    marcosfelice.com
     

    Oi DeRose,
    Estou visitando, lendo com prazer e aprendendo com os posts mais antigos.
    Hiiii, vou escrever muitos comentários…
    Rsssss
    Abraços,
    Marcos Felice

  33. 33
    Marcos Felice
    quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010 às 8:00
    marcosfelice.com
     

    Há! Tem tantos posts que certamente já dá para fazer um novo livro… Rsss
    Abraços,
    Marcos

  34. 34
    Júlio Silva
    quarta-feira, 17 de março de 2010 às 17:08
    nossacultura.org
     

    Querido Shrí DeRose,

    Tenho estado a fazer isso mesmo, nos últimos dias a revisitar os posts antigos e a contribuir, aliás sugiro uma saudável competição entre todos, que todos coloquem posts para ver quem vai na liderança nos que mais postam em cada mês, é uma competição muito saudável que vai ajudar a estimular a participação, assim podemos brincar uns com os outros comentando “ahahah já vou na frente galera, corre para me agarrar! :-) ”, e assim enriquecemos a dinâmica do seu blog.

    :-)

    Abraços e carinho,

    SwáSthya!
    Júlio Silva
    Discípulo de João Camacho
    Espaço Cultural Môksha
    http://www.nossacultura.org/

    DeRose Reply:

    Boa, Júlio.
    Corram para agarrá-lo!

  35. 35
    Cristina costa
    sexta-feira, 14 de maio de 2010 às 21:11
     

    Olá Mestre, ainda não conheço sua técnica, mas navegando o encontrei e creio que nada é ao acaso e cáh estou eu logada no teu blog e adorando estar aqui porque é muito atraente pelo conteúdo e o interesse de todos estes leitores por estarem se aprimorando cada vez mais com ensinamentos como diz, milenares e que fazem parte na verdade de uma postura coerente e equilibrada que é uma busca do ser humano principalmente nestes tempos onde o egoísmo predomina de tal forma, que para o senhor ter a noção da minha busca, estou a cinco anos na net e não obtive sucesso na minha ansia de encontrar um site bacana onde ao ler os conteúdos eu me sentisse convidada a entrar e sentar entre pessoas que existem, e apenas estão do outro lado da telinha, mas estão interagindo de forma humanitária. Estou aqui feliz porque aqui não me sinto só. É como se eu tivesse caminhado pelo deserto durante muito tempo e somente agora vejo um oasis..rs. Tenho muito a aprender e estou aqui com esta convicção, voltarei sempre que puder.
    abraços a todos!

    DeRose Reply:

    Seja bem-vinda Tininha. Todos nós estamos muito felizes com a sua chegada. Abração.

    Franco Reply:

    ¡Hola Cristina!… Bienvenida a nuestro blog.

    Yo vivo en un ¨desierto¨ del otro lado del continente y frecuento este gran ¨oasis¨ casi a diario.

    Revisando (un capítulo sobre ¨destinos maleables¨, ¨convicciones propias¨ y ¨círculos de influencia¨ en) una de las obras del mestre DeRose, he empezado a ser más sensible y percibir la intensidad de la fuerza que ejercen estos círculos de influencia en mi. Es increible como una sola persona puede ser tan vulnerable. Creí que siendo exigente para cumplir con una rutina propia, sería suficiente para apartarme de la longitud de onda de estos círculos de influencia. Concluyo que el no lograr mantener la rutina me desalienta y ciertamente me aliena.

    Espero que te animes a compartir más de tus experiencia y puntos de vista aquí, para poder leerlos.

    Beso.

    Franco
    Perú.

  36. 36
    Regina Wiese Zarling
    domingo, 16 de maio de 2010 às 3:47
    metododerosepelomundoeventos.blogspot.com
     

    É exatamente isto que estou fazendo agora, relendo um post de cada categoria da coluna ao lado.
    Bjs
    Regina

  37. 37
    Nuno Jacob
    terça-feira, 13 de julho de 2010 às 22:21
    faro-yoga.org
     

    Boa noite Mestre. Espero que se encontre bem!
    Hoje fui convidado em reunião rotária para presidir uma das avenidas, que é a interna, a responsável pelos assuntos do clube. Fiquei feliz pelo voto de confiança e pelo reconhecimento. Por outro lado é mais trabalho e receio que tire um pouco o foco da escola, mas vou me esforçar para que isso não aconteça (logo logo teremos uma directora :) ). Mas o que me deixou realmente feliz foi um dos companheiros me dizer que nosso trabalho estava com cada vez mais expressão, que fazemos coisas muito boas e com uma atenção especial sobre responsabilidade social. Sei que falava da Nossa Instituição e não da nossa escola em particular. Foi um final de dia motivador, porém pensei que se isso já começa a acontecer, precisamos de nos mexer mais, fora das escolas, ter uma participação mais activa na sociedade em geral, mantendo nosso foco e trazer o conceito de integração da Nossa Cultura com o que nos rodeia, o Mundo! Sei que o Mestre diz isto faz anos, mas não querendo ser infantil, emocional ou utópico, essa foi uma camisola que vesti. Tenho consciência do trabalho que isso dá e da exigência que requer, pois preciso de me aprimorar muito muito mais, mas assumi e vou em frente custe o que custar. Espero ser um bom contributo para a nossa egrégora em Portugal e por consequência a egrégora em geral. Agora com uma só Federação, com essa prova de maturidade, estou certo que os nossos lideres mais próximos me vão orientar da melhor forma e que aceitem as minhas mãos e cabeça para trabalhar. Vou tentar não ser muito chato :) mas gostaria de ter a liberdade de lhe pedir conselhos e fazer algumas perguntas quando não conseguir ver a resposta. Apesar da mensagem do outro dia, estou sempre motivado para andar para a frente, com consciência de que aquilo sempre vai acontecer, mas espero que cada vez menos rsrs
    Não me estendo mais. Deixo-lhe o meu coração cheio de admiração, reconhecimento e gratidão por tudo o que faz por nós. Vamos nos esforçar ainda mais para estar à altura da Nossa Cultura.
    Nuno

    DeRose Reply:

    A função do Supervisor é aconselhar sempre que solicitado. Sempre que precisar, estou aqui.

  38. 38
    Cesar Campello
    terça-feira, 13 de julho de 2010 às 23:29
     

    Oi Mestre

    Legal a aula de hoje para revisarmos a matéria.

    Precisamos criar um computador com uma antena USB que capte imagens do inconsciente coletivo. :) Será que só assim descobriremos tudo o que aconteceu de fato? Tomara que um dia essa máquina seja criada…

    Um abração

    César Campello
    Unidade Saquarema – RJ

    Neide Nunes Reply:

    Adorei, Cesar eu quero um. :)
    Se bem que o divertido é a busca, o uso da técnica, e o chegar lá. Eu me conheço, com uma máquina dessas eu ia ficar muito preguiçosa. hahaha.
    Bjo.
    Neide.
    Moema-SP

  39. 39
    Che Cardoso
    quarta-feira, 14 de julho de 2010 às 7:54
     

    Tenho lido constantemente os post antigos e me surpreendo com a quantidade de material que o blog possui.

    Estou selecionando muitos para ser um bom material no futuro para a formação de novos instrutores na Unidade. Assim como usávamos antes as circulares que recebiamos via correio =).

    Há muitos textos de diversos assuntos que servem para o enriquecimento cultural de todos nós e dos alunos.

    Ainda bem que temos o blog como um bom banco de dados! =)

    Bjinhos

  40. 40
    Cesar Campello
    quarta-feira, 14 de julho de 2010 às 17:30
     

    Oi Mestre

    Continua aparecendo no seu blog aquela frase”hoje aula com DeRose 21h30″. Sugiro trocar a palavra “hoje” por “terça-feira” para evitar esse tipo de confusão devido ao esquecimento.

    Um abraço

    César Campello
    Unidade Saquarema

    Daniel Cambría Reply:

    Fala querido.
    Essa tirinha é exibida por um sistema automatizado que ativa a mensagem em todos os dias das aulas.
    Identificamos que essa info ficou armazenda no cache do servidor, e já corrigimos o bug.
    Limpe o cache do seu browser e experimente acessar o blog novamente, ela já deverá sumir.
    Valeu pela observação.
    Abraços!
    Cambría

  41. 41
    Luana Zambiasi
    quarta-feira, 14 de julho de 2010 às 23:29
    google.com/profiles/116349851075682293600
     

    Boa Noite Mestrão!

    Preciso de um auxílio teu e do Daniel Cambría em relação as aulas de terça a noite!
    Gostaria de saber se existe a possibilidade de estar acompanhando a aula apenas por áudio. Conversando com os colegas da Unidade, ontem eles também não conseguiram acompanhar perfeitamente a aula, pois o vídeo “trava” demais e acabamos perdendo alguns momentos. Em conversa com o Instrutor Ric Poli, ele sugeriu que eu transmitisse esta dúvida, pois não encontramos nenhuma opção somente para áudio!

    Desde já agradeço a atenção!

    Beijos
    Lu
    Unidade Centro Cívico – Curitiba
    http://www.yogacentrocivico.com/

    Daniel Cambría Reply:

    Oi Luana,
    Vou pesquisar se existe essa possibilidade.
    Caso positivo, poderei deixá-la disponível no site.
    Em todo caso, vale a pena fazer testes de conexão nos sites speedtest.net e pingtest.net. Se der nota inferior a B em qualquer um desses testes, solicite o reparo com a sua operadora de internet informando o resultado obtido. Outra dica é que a velocidade mínima recomendada de download da sua internet deve ser superior a 2 megas.
    Ainda assim, já iniciamos testes com outra transmissão simultânea otimizada para dispositivos móveis, com uma taxa de transmissão bastante inferior da atual. Nesse caso, acredito que o problema que você tem enfrentado poderia ser resolvido mesmo que a conexão da internet não esteja 100%, bastando apenas conectar-se na transmissão de qualidade otimizada para os dispositivos de conexão 3G.
    Acompanhe as atualizações sobre as aulas ao vivo pelo endereço http://www.metododerose.org/derose/aovivo
    Beijo!

    Luana Zambiasi Reply:

    Muito obrigada Daniel!

    Estarei realizando estes testes ainda hoje e inclusive, já repassei sua resposta ao pessoal da Unidade!
    Beijos!

  42. 42
    Josias
    sexta-feira, 16 de julho de 2010 às 9:26
     

    Olá Mestre,

    Li esse artigo http://info.abril.com.br/noticias/ti/o-fim-do-conhecimento-28062010-7.shl e achei interessante compartilhá-lo.

    Ele me faz lembrar o quão importante foi o trabalho de resgate de Nossa Cultura. Conhecimento que estava perdido pelas guerras, interpretações equivocadas etc. Mas graças a você Mestre, este conhecimento de mais de 5000 anos, chega até nós hoje.

    A cada dia que passa, percebo o quão grandiosa é sua obra, que impulsiona à evolução milhares de pessoas a cada palavra sua.

    Só nos resta o compromisso de passar adiante esse conhecimento para futuras gerações de forma fiel, sem alterá-lo, assim como fizestes ao sistematizar Nosso Método. Acredito que apenas desta forma esse conhecimento resistirá ao tempo e aos desafios que ele traz junto.

    Abraços de agradecimentos por você existir em nossas vidas.

    Josias Cavalcanti
    Unidade Dom Luis – Fortaleza – CE

  43. 43
    Martin V
    sexta-feira, 16 de julho de 2010 às 9:41
     

    DeRose querido!

    Hacía mucho que no entraba a tu blog, y ahora me encuentro con tantas tantas noticias, informaciones, comentarios, hasta la práctica básica en alemán!!!!!!! Ya me la copié y la voy a empezar a estudiar!

    Te dejo un link de un video, es un estudio que se hizo sobre la motivación. Cada día me pasa lo mismo: leo noticias supuestamente novedosas, de cosas que vos ya sabías, y aplicás, hace MUCHO!

    httpv://www.youtube.com/watch?v=u6XAPnuFjJc

  44. 44
    romulojusta
    sexta-feira, 16 de julho de 2010 às 12:19
    romulojusta.blogspot.com
     

    Bom dia Mestre,

    Relendo o texto “A missão do yôgin”, no Tratado, em que você fala sobre o esclarecimento, lembrei de um belo texto que há tempos já queria ter lhe enviado…

    Trata-se do “Was ist Aufklärung”, do filósofo alemão Imannuel Kant, que bem pode ser traduzido por “O que é o Esclarecimento?”.

    O texto é de uma força e de uma atualidade tremendas, mesmo tendo sido escrito em 1784! Isto me faz pensar: quanta coisa já mudou desde então, mas, ao mesmo tempo, quanto ainda resta por mudar…

    “Quanta coisa já mudou”: ótimo, sinal de que a Humanidade, afinal, consegue dar uns passos a frente sem tropeçar no caminho.

    “Quanto ainda resta por mudar”: melhor ainda, sinal de que temos muito trabalho gratificante pela frente :)

    Espero que goste!

    Rômulo Justa
    Unidade Dom Luís – Fortaleza/CE

    ————————–
    O Que é o Esclarecimento
    Autor: Imannuel Kant

    Esclarecimento [Aufklärung] é a saída do homem de sua menoridade, da qual ele próprio é culpado. A menoridade é a incapacidade de fazer uso de seu entendimento sem a direção de outro indivíduo. O homem é o próprio culpado dessa menoridade se a causa dela não se encontra na falta de entendimento, mas na falta de decisão e coragem de servir-se de si mesmo sem a direção de outrem. Sapere aude! Tem coragem de fazer uso de teu próprio entendimento, tal é o lema do esclarecimento.

    A preguiça e a covardia são as causas pelas quais uma tão grande parte dos homens, depois que a natureza de há muito os libertou de uma direção estranha (naturaliter maiorennes), continuem no entanto de bom grado menores durante toda a vida. São também as causas que explicam por que é tão fácil que os outros se constituam em tutores deles. É tão cômodo ser menor. Se tenho um livro que faz as vezes de meu entendimento, um diretor espiritual que por mim tem consciência, um médico que por mim decide a respeito de minha dieta etc., então não preciso esforçar-me eu mesmo. Não tenho necessidade de pensar, quando posso simplesmente pagar; outros se encarregarão em meu lugar dos negócios desagradáveis.

    A imensa maioria da humanidade (inclusive todo o belo sexo) considera a passagem à maioridade difícil e além do mais perigosa, porque aqueles tutores de bom grado tomaram a seu cargo a supervisão dela. Depois de terem primeiramente embrutecido seu gado doméstico e preservado cuidadosamente estas tranqüilas criaturas a fim de não ousarem dar um passo fora do carrinho para aprender a andar, no qual as encerraram, mostram-lhes em seguida o perigo que as ameaça se tentarem andar sozinhas. Ora, este perigo na verdade não é tão grande, pois aprenderiam muito bem a andar finalmente, depois de algumas quedas. Basta um exemplo deste tipo para tornar tímido o indivíduo e atemorizá-lo em geral para não fazer outras tentativas no futuro.

    É difícil portanto para um homem em particular desvencilhar-se da menoridade que para ele se tornou quase uma natureza. Chegou mesmo a criar amor a ela, sendo por ora realmente incapaz de utilizar seu próprio entendimento, porque nunca o deixaram fazer a tentativa de assim proceder. Preceitos e fórmulas, estes instrumentos mecânicos do uso racional, ou antes do abuso, de seus dons naturais, são os grilhões de uma perpétua menoridade. Quem deles se livrasse só seria capaz de dar um salto inseguro mesmo sobre o mais estreito fosso, porque não está habituado a este movimento livre. Por isso são muitos poucos aqueles que conseguiram, pela transformação do próprio espírito, emergir da menoridade e empreender então uma marcha segura.

    Que porém um público se esclareça [aufkläre] a si mesmo é perfeitamente possível; mais que isso, se lhe for dada a liberdade, é quase inevitável. Pois econtrar-se-ão sempre alguns indivíduos capazes de pensamento próprio, até entre os tutores estabelecidos da grande massa, que, depois de terem sacudido de si mesmos o jugo da menoridade, espalharão em redor de si o espírito de uma avaliação racional do próprio valor e da vocação de cada homem em pensar por si mesmo. O interessante nesse caso é que o público, que anteriormente foi conduzido por eles a este jugo, obriga-os daí em diante a permanecer sob ele, quando é levado a se rebelar por alguns de seus tutores que, eles mesmos, são incapazes de qualquer esclarecimento. Vê-se assim como é prejudicial plantar preconceitos, porque terminam por se vingar daqueles que foram seus autores ou predecessores destes. Por isso, um público só muito lentamente pode chegar ao esclarecimento. Uma revolução poderá talvez realizar a queda do despotismo pessoal ou da opressão ávida de lucros ou de domínios, porém nunca produzirá a verdadeira reforma do modo de pensar. Apenas novos preconceitos, assim como os velhos, servirão como cintas para conduzir a grande massa destituída de pensamento.

    Para este esclarecimento porém nada mais se exige senão liberdade. E a mais inofensiva entre tudo aquilo que se possa chamar liberdade, a saber: a de fazer um uso público de sua razão em todas as questões. Ouço, agora, porém, exclamar de todos os lados: não raciocineis! O oficial diz: não raciocineis, mas exercitai-vos! O financista exclama: não raciocinei, mas pagai! O sacerdote proclama: não raciocineis, mas crede! (Um único senhor no mundo diz: raciocinai, tanto quanto quiserdes, e sobre o que quiserdes, mas obedecei!). Eis aqui por toda a parte a limitação da liberdade. Que limitação, porém, impede o esclarecimento? Qual não o impede, e até mesmo favorece? Respondo: o uso público de sua razão deve ser sempre livre e só ele pode realizar o esclarecimento entre os homens. O uso privado da razão pode porém muitas vezes ser muito estreitamente limitado, sem contudo por isso impedir notavelmente o progresso do esclarecimento. Entendo contudo sob o nome de uso público de sua própria razão aquele que qualquer homem, enquanto sábio, faz dela diante do grande público do mundo letrado. Denomino uso privado aquele que o sábio pode fazer de sua razão em um certo cargo público ou função a ele confiado.

    Ora, para muitas profissões que se exercem no interesse da comunidade, é necessário um certo mecanismo, em virtude do qual alguns membros da comunidade devem comportar-se de modo exclusivamente passivo para serem conduzidos pelo governo, mediante uma unanimidade artificial, para finalidades públicas, ou pelo menos devem ser contidos para não destruir essa finalidade. Em casos tais, não é sem dúvida permitido raciocinar, mas deve-se obedecer. Na medida, porém, em que esta parte da máquina se considera ao mesmo tempo membro de uma comunidade total, chegando até a sociedade constituída pelos cidadãos de todo o mundo, portanto na qualidade de sábio que se dirige a um público, por meio de obras escritas de acordo com seu próprio entendimento, pode certamente raciocinar, sem que por isso sofram os negócios a que ele está sujeito em parte como membro passivo. Assim, seria muito prejudicial se um oficial, a que seu superior deu uma ordem, quisesse pôr-se a raciocinar em voz alta no serviço a respeito da conveniência ou da utilidade dessa ordem. Deve obedecer. Mas, razoavelmente, não se lhe pode impedir, enquanto homem versado no assunto, fazer observações sobre os erros no serviço militar, e expor essas observações ao seu público, para que as julgue. O cidadão não pode se recusar a efetuar o pagamento dos impostos que sobre ele recaem; até mesmo a desaprovação impertinente dessas obrigações, se devem ser pagas por ele, pode ser castigada como um escândalo (que poderia causar uma desobediência geral). Exatamente, apesar disso, não age contrariamente ao dever de um cidadão se, como homem instruído, expõe publicamente suas idéias contra a inconveniência ou a injustiça dessas imposições. Do mesmo modo também o sacerdote está obrigado a fazer seu sermão aos discípulos do catecismo ou à comunidade, de conformidade com o credo da Igreja a que serve, pois foi admitido com esta condição. Mas, enquanto sábio, tem completa liberdade, e até mesmo o dever, de dar conhecimento ao público de todas as suas idéias, cuidadosamente examinadas e bem intencionadas, sobre o que há de errôneo naquele credo, e expor suas propostas no sentido da melhor instituição da essência da religião e da Igreja. Nada existe aqui que possa constituir um peso na consciência. Pois aquilo que ensina em decorrência de seu cargo como funcionário da Igreja, expõe-no como algo em relação ao qual não tem o livre poder de ensinar como melhor lhe pareça, mas está obrigado a expor segundo a prescrição de um outro e em nome deste. Poderá dizer: nossa igreja ensina isto ou aquilo; estes são os fundamentos comprobatórios de que ela se serve.

    Tira então toda utilidade prática para sua comunidade de preceitos que ele mesmo não subscreveria com inteira convicção, em cuja apresentação pode, contudo, se comprometer, porque não é de todo impossível que em seus enunciados a verdade esteja escondida. Em todo caso, porém, pelo menos nada deve ser encontrado aí que seja contraditório com a religião interior. Pois se acreditasse encontrar esta contradição não poderia em sã consciência desempenhar sua função, teria de renunciar. Por conseguinte, o uso que um professor empregado faz de sua razão diante de sua comunidade é unicamente um uso privado, porque é sempre um uso doméstico, por grande que seja a assembléia. Com relação a esse uso ele, enquanto padre, não é livre nem tem o direito de sê-lo, porque executa uma incumbência estranha. Já como sábio, ao contrário, que por meio de suas obras fala para o verdadeiro público, isto é, o mundo, o sacerdote, no uso público de sua razão, goza de ilimitada liberdade de fazer uso de sua própria razão e de falar em seu próprio nome. Pois o fato de os tutores do povo (nas coisas espirituais) deverem ser eles próprios menores constitui um absurdo que dá em resultado a perpetuação dos absurdos.
    Mas não deveria uma sociedade de eclesiásticos, por exemplo, uma assembléia de clérigos, ou uma respeitável classe (como a si mesma se denomina entre os holandeses) estar autorizada, sob juramento, a comprometer-se com um certo credo invariável, a fim de por este modo de exercer uma incessante supertutela sobre cada um de seus membros e por meio dela sobre o povo, e até mesmo a perpetuar essa tutela? Isto é inteiramente impossível, digo eu. Tal contrato, que decidiria afastar para sempre todo ulterior esclarecimento do gênero humano, é simplesmente nulo e sem validade, mesmo que fosse confirmado pelo poder supremo, pelos parlamentos e pelos mais solenes tratados de paz.
    Uma época não pode se aliar e conjurar para colocar a seguinte em um estado em que se torne impossível para esta ampliar seus conhecimentos (particularmente os mais imediatos), purificar-se dos erros e avançar mais no caminho do esclarecimento. Isto seria um crime contra a natureza humana, cuja determinação original consiste precisamente neste avanço. E a posteridade está, portanto, plenamente justificada em repelir aquelas decisões, tomadas de modo não autorizado e criminoso. Quanto ao que se possa estabelecer como lei para um povo, a pedra de toque está na questão de saber se um povo se poderia ter ele próprio submetido a tal lei. Seria certamente possível, como se à espera de lei melhor, por determinado e curto prazo, e para introduzir certa ordem. Ao mesmo tempo, se franquearia a qualquer cidadão, especialmente ao de carreira eclesiástica, na qualidade de sábio, o direito de fazer publicamente, isto é, por meio de obras escritas, seus reparos a possíveis defeitos das instituições vigentes. Estas últimas permaneceriam intactas, até que a compreensão da natureza de tais coisas se tivesse estendido e aprofundado, publicamente, a ponto de tornar-se possível levar à consideração do trono, com base em votação, ainda que não unânime, uma proposta no sentido de proteger comunidades inclinadas, por sincera convicção, a normas religiosas modificadas, embora sem detrimento dos que preferissem manter-se fiéis às antigas. Mas é absolutamente proibido unificar-se em uma constituição religiosa fixa, de que ninguém tenha publicamente o direito de duvidar, mesmo durante o tempo de vida de um homem, e com isso por assim dizer aniquilar um período de tempo na marcha da humanidade no caminho do aperfeiçoamento, e torná-lo infecundo e prejudicial para a posteridade.

    Um homem sem dúvida pode, no que respeita à sua pessoa, e mesmo assim só por algum tempo, na parte que lhe incumbe, adiar o esclarecimento. Mas renunciar a ele, quer para si mesmo quer ainda mais para sua descendência, significa ferir e calcar aos pés os sagrados direitos da humanidade. O que, porém, não é lícito a um povo decidir com relação a si mesmo, menos ainda um monarca poderia decidir sobre ele, pois sua autoridade legislativa repousa justamente no fato de reunir a vontade de todo o povo na sua. Quando cuida de toda melhoria, verdadeira ou presumida, coincida com a ordem civil, pode deixar em tudo o mais que seus súditos façam por si mesmos o que julguem necessário fazer para a salvação de suas almas. Isto não lhe importa, mas deve apenas evitar que um súdito impeça outro por meios violentos de trabalhar, de acordo com toda sua capacidade, na determinação e na promoção de si. Causa mesmo dano a sua majestade quando se imiscui nesses assuntos, quando submete à vigilância do seu governo os escritos nos quais seus súditos procuram deixar claras suas concepções. O mesmo acontece quando procede assim não só por sua própria concepção superior, com o que se expõe à censura: Ceaser non est supra grammaticos, mas também e ainda em muito maior extensão, quando rebaixa tanto seu poder supremo que chega a apoiar o despotismo espiritual de alguns tiranos em seu Estado contra os demais súditos.

    Se for feita então a pergunta: “vivemos agora uma época esclarecida [aufgeklärten]”?, a resposta será: “não, vivemos em uma época de esclarecimento”. Falta ainda muito para que os homens, nas condições atuais, tomados em conjunto, estejam já numa situação, ou possam ser colocados nela, na qual em matéria religiosa sejam capazes de fazer uso seguro e bom de seu próprio entendimento sem serem dirigidos por outrem. Somente temos claros indícios de que agora lhes foi aberto o campo no qual podem lançar-se livremente a trabalhar e tornarem progressivamente menores os obstáculos ao esclarecimento geral ou à saída deles, homens, de sua menoridade, da qual são culpados. Considerada sob este aspecto, esta época é a época do esclarecimento ou o século de Frederico.
    Um príncipe que não acha indigno de si dizer que considera um dever não prescrever nada aos homens em matéria religiosa, mas deixar-lhes em tal assunto plena liberdade, que portanto afasta de si o arrogante nome de tolerância, é realmente esclarecido [aufgeklärt] e merece ser louvado pelo mundo agradecido e pela posteridade como aquele que pela primeira vez libertou o gênero humano da menoridade, pelo menos por parte do governo, e deu a cada homem a liberdade de utilizar sua própria razão em todas as questões da consciência moral. Sob seu governo os sacerdotes dignos de respeito podem, sem prejuízo de seu dever funcional expor livre e publicamente, na qualidade de súditos, aomundo, para que os examinasse, seus juízos e opiniões num ou noutro ponto discordantes do credo admitido. Com mais forte razão isso se dá com os outros, que não são limitados por nenhum dever oficial. Este espírito de liberdade espalha-se também no exterior, mesmo nos lugares em que tem de lutar contra obstáculos externos estabelecidos por um governo que não se compreende a si mesmo. Serve de exemplo para isto o fato de num regime de liberdade a tranqüilidade pública e a unidade da comunidade não constituírem em nada motivo de inquietação. Os homens se desprendem por si mesmos progressivamente do estado de selvageria, quando intencionalmente não se requinta em conservá-los nesse estado.
    Acentuei preferentemente em matéria religiosa o ponto principal do esclarecimento, a saída do homem de sua menoridade, da qual tem a culpa. Porque no que se refere às artes e ciências nossos senhores não têm nenhum interesse em exercer a tutela sobre seus súditos, além de que também aquela menoridade é de todas a mais prejudicial e a mais desonrosa. Mas o modo de pensar de um chefe de Estado que favorece a primeira vai ainda além e compreende que, mesmo no que se refere à sua legislação, não há perigo em permitir a seus súditos fazer uso público de sua própria razão e expor publicamente ao mundo suas idéias sobre uma melhor compreensão dela, mesmo por meio de uma corajosa crítica do estado de coisas existentes. Um brilhante exemplo disso é que nenhum monarca superou aquele que reverenciamos.

    Mas também somente aquele que, embora seja ele próprio esclarecido, não tem medo de sombras e ao mesmo tempo tem à mão um numeroso e bem disciplinado exército para garantir a tranqüilidade pública, pode dizer aquilo que não é lícito a um Estado livre ousar: raciocinais tanto quanto quiserdes e sobre qualquer coisa que quiserdes; apenas obedecei! Revela-se aqui uma estranha e não esperada marcha das coisas humanas; como, aliás, quando se considera esta marcha em conjunto, quase tudo nela é um paradoxo. Um grau maior de liberdade civil parece vantajoso para a liberdade de espírito do povo e no entanto estabelece para ela limites intransponíveis; um grau menor daquela dá a esse espaço o ensejo de expandir-se tanto quanto possa. Se portanto a natureza por baixo desse duro envoltório desenvolveu o germe de que cuida delicadamente, a saber, a tendência e a vocação ao pensamento livre, este atua em retorno progressivamente sobre o modo de sentir do povo (com o que este se torna capaz cada vez mais de agir de acordo com a liberdade), e finalmente até mesmo sobre os princípios do governo, que acha conveniente para si próprio tratar o homem, que agora é mais do que simples máquina, de acordo com a sua dignidade.

    romulojusta Reply:

    Hum, olhando o comentário postado, acho que a diagramação do texto ficou muito cansativa, então aqui vai o link para o texto em formato PDF:
    http://ateus.net/ebooks/acervo/o_que_e_esclarecimento.pdf

    Bjos e abraços esclarecidos :)

  45. 45
    Ana Paula Matta
    sexta-feira, 16 de julho de 2010 às 14:41
     

    Mestre querido,
    algumas fotos do maravilhoso encontro na última quarta aqui na unidade Alphaville.
    Agradeço em nome de todos os alunos e da equipe pela presença e oportunidade. Beijo no coração com um abraço bem apertado.

    DeRose Reply:

    Lindos!

  46. 46
    Rosália Kogan
    sexta-feira, 16 de julho de 2010 às 15:56
     

    Mestrinho

    Segue feedback sobre aquele comentário que enviei pedindo assinatura para criação de delegacias especializadas em crimes contra animais em São Paulo:

    Olá!

    É com orgulho que comunicamos que a meta de 50.000 assinaturas solicitando a criação de delegacias especializadas em crimes contra animais em São Paulo foi atingida em apenas 9 dias. Devemos isso a todos vocês que assinaram e divulgaram o apelo que faremos ao Governador de São Paulo.

    Manteremos, mesmo com a meta atingida, a página no ar até o dia 31 de julho, conforme o plano inicial. Sabemos que quanto mais assinaturas, maiores serão as chances de termos nosso apelo atendido.

    Convidamos você a continuar divulgando. Se cada pessoa que assinou conseguir somente mais uma assinatura de um amigo ou parente, passaremos de 100.000 assinaturas, o que dará muita força ao pedido.

    Basta divulgar pedindo que as pessoas entrem em http://www.cao.com.br e assinem.

    Novamente, obrigado a todos.

    Clube dos Vira-Latas

    Obs: Você receberá mais um e-mail informando sobre a entrega ao Governador. Após isso, seus dados serão apagados.

    Beijos
    Rosália Kogan – Unidade Itaim – São Paulo

    DeRose Reply:

    Conte comigo! Beijinhos.

  47. 47
    Lucas Delalibera
    sexta-feira, 16 de julho de 2010 às 16:02
     

    Olá Mestre,

    Recentemente, tive conhecimento do CEDIR – Centro de Descarte e Reúso de Resíduos de Informática da USP. Trata-se de uma iniciativa da USP de oferecer ajuda para darmos a destinação correta a equipamentos de informática e telefonia que não utilizamos mais.
    Através do CEDIR, estes equipamentos passam por uma triagem e são destinados a projetos sociais (os equipamentos que ainda tem utilidade) ou para a reciclagem.
    Para podermos utilizar destes serviços, nós precisamos entrar em contato por telefone e agendar a entrega de nossos equipamentos.
    Estes são os telefones, horário de atendimento e também o link para o site:
    (11) 3091-6454, (11) 3091-6455, (11) 3091-6456
    Horário de atendimento: de segunda a sexta-feira, das 8h00 às 18h00
    http://www.cce.usp.br/?q=node/266

    Um abraço.

    DeRose Reply:

    Excelente contribuição, Lucas. Obrigado.

  48. 48
    dwayne
    sexta-feira, 16 de julho de 2010 às 22:37
    dwayne.com.ar
     

    Tal vez llego tarde con el dato, pero recién se me ocurrió buscar lifestyle coach en google.

    The Definition Of a Life Coach

    Definition: These new professionals deal with relatively healthy people who want to improve their lives in specific ways, such as changing careers, finding a healthy relationship, taking their business to a new level, losing weight or deepening their self-understanding, for example. They deal with stress management as well as time management, goal setting and other key areas of change to help their clients lead more balanced lives that better reflect clients’ personal values and priorities. It differs from therapy in that the focus is more on the present and future than the past, more on goals and behaviors than emotions and emotional patterns, and there is a more equal balance of power between the coach and client than between the typical therapist and client.

    fuente: http://stress.about.com/od/stressmanagementglossary/g/LifeCoach.htm

    DeRose Reply:

    Muy bueno!

  49. 49
    DeRose
    sexta-feira, 16 de julho de 2010 às 23:11
    metododerose.org
     

    Está muito bom. Só a palavra “principalmente” é que aparece duas vezes na resposta da questão número 4 e eu substituiria “tantos empresários” por “diversos empresários” na resposta da questão número 6. De resto, está excelente. Veja, abaixo, o comentário que o Dwayne colocou no blog ontem:

    Tal vez llego tarde con el dato, pero recién se me ocurrió buscar lifestyle coach en google.

    The Definition Of a Life Coach

    Definition: These new professionals deal with relatively healthy people who want to improve their lives in specific ways, such as changing careers, finding a healthy relationship, taking their business to a new level, losing weight or deepening their self-understanding, for example. They deal with stress management as well as time management, goal setting and other key areas of change to help their clients lead more balanced lives that better reflect clients’ personal values and priorities. It differs from therapy in that the focus is more on the present and future than the past, more on goals and behaviors than emotions and emotional patterns, and there is a more equal balance of power between the coach and client than between the typical therapist and client.

    fuente: http://stress.about.com/od/stressmanagementglossary/g/LifeCoach.htm

  50. 50
    DeRose
    sexta-feira, 16 de julho de 2010 às 23:12
    metododerose.org
     

    Beijinhos de boa noite.

    vanessa de holanda Reply:

    Dezinho, obrigada. Vou fazer as alterações, fica melhor mesmo.
    Adorei a definição de Life Coach!

    to com tanta saudade… o Bru te manda um beijo e eu te mando infinitos!

    tchau.

  51. 51
    DeRose
    segunda-feira, 27 de setembro de 2010 às 13:11
    metododerose.org
     

    Estimada Claudia, recebi seu comentário. Permita-me proporcionar uma ajuda.
    1) Fica mais simpático se for você a assinar o comentário.
    2) Utilize uma linguagem jovem, caso contrário, se utilizar lnguagem formal, ninguém lerá.
    3) Convém você explicar, de maneira descontraída, como uma amiga conversando com outro amigo, os valores que VOCÊ aprecia na pessoa em questão.
    Acredite em mim. Conheço a personalidade do nosso pessoal. E quero ajudá-la. Abraços do seu amigo.

  52. 52
    DeRose
    segunda-feira, 27 de setembro de 2010 às 18:25
    metododerose.org
     

    Estou na Argentina, mas proponho-me a ajudá-la com a redação. Abraços.

  53. 53
    Lu Fandinho
    sexta-feira, 5 de novembro de 2010 às 7:12
     

    Bom dia Mestre. A WWF-BR está selecionando pessoas para área de sustentabilidade. Em sendo uma entidade de respeito e seu blog tão respeitoso quanto, peço a divulgação.

    Agradeço e ando um beijo do tamanho do mundo para a pessoa mais amada!

    Prezados,

    por favor, poderiam dar ampla divulgação para profissionais atuantes no
    campo da sustentabilidade na área de finanças do processo de seleção
    para uma vaga de Coordenador em Finanças para a Sustentabilidade aqui no
    WWF-Brazil (termo de referência em anexo) ?

    A inscrição no processo de seleção deve ser
    feita, por favor, através do endereço

    http://www.wwf.org.br/wwf_brasil/trabalhe_conosco2/

    seguindo as instruções na janela “Cadastre-se”.

    Obrigado a todos.

    Carlos Alberto de Mattos Scaramuzza – Dr. em Ecologia
    Programas de Conservação Temáticos – Superintendente
    Thematic Conservation Director
    WWF-Brasil – http://www.wwf.org.br

  54. 54
    Virginia Barbosa
    terça-feira, 20 de setembro de 2011 às 18:25
    virginiabarbosa.com
     

    E-mail da Dona Lu Alckmin:

  55. 55
    DeRose
    terça-feira, 20 de setembro de 2011 às 23:33
    metododerose.org
     

    Infelizmente, para encontrar todas elas em JPG vou ter que parar tudo e ficar algumas semana trabalhando só nesse garimpo. Vamos ver se conseguimos outra solução. Por exemplo, procurar só as piores.

  56. 56
    DeRose
    terça-feira, 20 de setembro de 2011 às 23:43
    metododerose.org
     

    Prezado Ir.’., infelizmente irei para a Argentina na quinta-feira e só retornarei na segunda. As atividades de fim-de-semana são muito difíceis para mim, porque trabalho todos os fins-de-semana do ano. Um TFA do DeRose.

  57. 57
    DeRose
    terça-feira, 20 de setembro de 2011 às 23:52
    metododerose.org
     

    Eu queria muito participar, mas, infelizmente, estarei dando curso na Argentina. As atividades de fim-de-semana são muito difíceis para mim, pois trabalho todos os fins-de-semana do ano, geralmente fora de São Paulo ou fora do Brasil. Mas fico muito feliz ao receber seus comunicados porque me sinto participante, mesmo se não for de corpo presente. Obrigado e um forte abraço.

  58. 58
    Andre Bouchardet
    quarta-feira, 21 de setembro de 2011 às 0:06
     

    Mestre,

    O tal do inconsciente coletivo sempre me pareceu muito abstrato. Apesar de ter uma ideia bastante subjetiva, nunca me satisfiz com a intelectualização da mesma. Encontrei um fragmento do livro O Homem e Seus Símbolos, de Jung, no qual ele fala sobre esses registros fazendo uma comparação com algo mais palpável e me foi muito útil e, por isso, quis compartilhar.

    “Assim, como o nosso corpo é um verdadeiro museu de órgãos, cada um com a sua longa evolução histórica, devemos esperar encontrar também na mente uma organização análoga. Nossa mente não poderia jamais ser um produto sem história, em situação oposta ao corpo em que existe. Por ‘história’ não estou querendo me referir àquela que a mente constrói através de referências conscientes ao passado, por meio da linguagem e de outras tradições culturais; refiro-me ao desenvolvimento biológico, pré-histórico e inconsciente da mente no homem primitivo, cuja psique estava muito próxima à dos animais.
    Esta psique, infinitamente antiga, é a base da nossa mente, assim como a estrutura do nosso corpo se fundamenta no molde anatômico dos mamíferos em geral. O olho treinado do anatomista ou do biólogo encontra nos nossos corpos muitos traços deste molde original. O pesquisador experiente da mente humana também pode verificar as analogias existentes entre as imagens oníricas do homem moderno e as expressões da mente primitiva, as suas ‘imagens coletivas’ e os seus motivos mitológicos.”

    Forte abraço.
    Graduado – Asa Norte

    DeRose Reply:

    Esse cara era muito bom.

    “Já sofri demasiadamente a incompreensão e o isolamento a que se é relegado quando se tenta dizer aquilo que os homens não compreendem.”
    Carl Gustav Jung

  59. 59
    Fretta
    quarta-feira, 21 de setembro de 2011 às 1:28
    DeRoseBeiraMar.org/blog
     

    Quais os sútras do Prof. Dr. DeRose podemos associar com este vídeo:

    httpv://www.youtube.com/watch?v=GASqGzZi-ks

    O primeiro: Não acredite. Prof. Dr. DeRose.
    No qual fiquei devendo um post sobre ele. Espero escrever mais sobre este axioma.
    Assista o vídeo e veja como não acreditamos no potencial da mulher, simplesmente pela sua aparência, idade…

    A mulher, para enfrentar esta banca e este público, deve ter pensando noutro sútra :
    Não penses no que podes perder, mas lembra-te do queres ganhar. Prof. Dr. DeRose

    Mas, o que eu acho mais sincronizado com este vídeo é:
    Depois dos 50 ninguém é preconceituoso, passamos a ser pós-conceituosos. Prof. Dr. DeRose

    Fico pensando que o maior preconceito que as pessoas podem ter conosco é com a palavrinha mágica, e o simples fato de não mais a mencionarmos para o público externo, muda tudo.
    Imagine que, ao anunciar a mulher, eles tivessem mencionado a palavra mágica. Todos ficariam com um pé atrás, e sem dar nenhum crédito a pessoa, porém quando vem a apresentação (ou conhecem o nosso trabalho) ficam encantados, como pode algo dessa natureza produzir algo tão belo, pensam.
    Assim são as pessoas, julgam sem conhecer. Por isso, vamos divulgar algo que elas ainda não conhecem: Método DeRose, e tirar todo o pré-conceito que possa existir.

    Abração do Fretta

    Fretta Reply:

    Ops, mandei o vídeo errado, o correto é este aqui:
    httpv://www.youtube.com/watch?v=xRbYtxHayXo
    Fretta

  60. 60
    Sidney
    terça-feira, 22 de novembro de 2011 às 22:31
    sites.google.com/site/sidneybatistafilho
     

    Parabéns, Montagna!
    Você fez uma excelente indexação!
    Abraços,

    Sidney
    Sádhaka Método DeRose Copacabana

  61. 61
    CamilaBz
    quinta-feira, 24 de novembro de 2011 às 14:36
     

    Olá Mestre,

    Achei essas fotos muito engraçadinhas.
    Encaminho com carinho.

    “E se os cachorros praticassem Yoga? – por Dan Borris”

    http://designlov.com/e-se-o-seu-cachorro-praticasse-yoga-por-dan-borris.html

    Beijos,

    Camila Bloizi.

    DeRose Reply:

    Umas gracinhas! Beijoka.

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