sábado, 14 de março de 2009 | Autor:

Alguém me enviou este texto, um grande amigo meu, certamente. Sempre que eu o leio, meu coração fica apertado e meus olhos se enchem de lágrimas. Mas ele não assinou. Nem informou de quem era a autoria. Assim, não posso dar o crédito a quem enviou nem a quem escreveu estas linhas tão delicadas e sensíveis. De qualquer forma, meu agradecimento a ambos.

“Existem pessoas que não gostam de cães. Estas, com certeza, nunca tiveram em sua vida um amigo de quatro patas. Ou, se tiveram, nunca olharam dentro daqueles olhos para perceber quem estava ali.

Um cão é um anjo que vem ao mundo ensinar amor! Quem mais pode dar amor incondicional, amizade sem pedir nada em troca, afeição sem esperar retorno, proteção sem ganhar nada, fidelidade vinte e quatro horas por dia?

Ah! Não me venha com essa de que os pais ou filhos fazem isso, porque os pais e os filhos são humanos, irritam-se, afastam-se…

Um cão não se afasta, mesmo quando você o agride. Ele retorna cabisbaixo pedindo desculpas por algo que talvez não tenha feito, lambendo suas mãos a suplicar perdão.

Alguns anjos não possuem asas, possuem quatro patas, corpo peludo, nariz de bolinha, orelhas de atenção, olhar de aflição e carência.

Apesar dessa aparência, são tão anjos quanto os outros (os com asas) e se dedicam aos seres humanos tanto quanto qualquer anjo costuma dedicar-se.

O bom seria se todos os humanos pudessem ver a humanidade perfeita de um cão.”

  1. Autor: Chrystine Omori

    Konbanwa, Mestre & Fée!^-^
    Como diz a propaganda de uma famosa marca de alimentos para cães, “cachorro é tudo de bom”.
    Pena que, na opinião das três sapecas daqui de casa, só a propaganda é boa… elas preferem outra marca :) , alternada com comida caseira, a saber: o que você estiver comendo, olhando com aquela cara de coitado que só cães sabem fazer – o que não significa que vão ganhar ;)

  2. Autor: graça lopes

    Mestre
    Chorei quando li este texto
    Que saudades que tenho da minha cadela boxeur chamada Surya
    que companheirona ela foi para mim
    um dia estava a fazer meditação em frente ao mar e ela aproximou-se lentamente, sentou-se ao meu lado e ficou tranquilamente olhando o mar…por instantes até pensei que ela estava a tentar meditar também haahhaah
    beijinhos

  3. Os meus olhos marejaram…

    Eu tive que doar minha cãozinha para uma família que mora no litoral, porque ela ficava a semana inteira sozinha na minha casa.

    Eu ainda sinto os olhos dela de atenção e o corpinho alongado (dachshund) pulando e encaixando-se no meu colo.


    Ri à beça, no final, com a história da Jaya. Que susto!

    B-joletas cintilantes

  4. Autor: Ana Maria Marreiros

    Que texto lindo Mestre,
    Os nossos amiguinhos de quatro patas são isso tudo.
    Sabe Mestre,quando eu morrer quero ir para o cèu dos cães e não das pessoas.Lá vou ser muito feliz!
    Talvez o encontre lá também,pois o Mestre é um Anjo protetor dos animais e o meu também.
    Para onde eu vá ,levo comigo o meu anjo da sorte,
    o meu querido Mestre DeRose.

    Um abraço muito apertado,

    e um obrigado por tê-lo conhecido!!!!!1

  5. Olá Mestre,

    Estamos a realizar um programa comemorativo dos 30 anos de carreira do Professor António Pereira, que é o pioneiro desta Nobre Filosofia em Portugal e o discípulo mais antigo do Mestre na Europa. O programa conta com uma série de 4 passeios de recuperação histórica, entre outras actividades previstas.

    No dia 28 de Março vamos ter o segundo passeio histórico da saga “Como Tudo Começou… Passos do SwáSthya na Baixa de Lisboa”

    Neste passeio teremos a oportunidade única de conhecer mais uma parte da vida do Professor António Pereira e do nascimento do SwáSthya Yôga em Portugal, pois ambas são inevitavelmente indissociáveis.

    Vamos revisitar espaços e reviver episódios contados na primeira pessoa, já que o professor nos privilegiará com a sua presença e nos guiará pelos trilhos galgados em Portugal desde a década de 80.

    Partilharemos uma caminhada através da qual ficaremos também a conhecer os locais onde foram dadas as primeiras aulas, palestras e alguns dos sítios primordiais dos cursos do Mestre.

    “Como tudo Começou… Passos do SwáSthya na Baixa de Lisboa” conta com a nossa organização e dar-nos-ia uma grande satisfação poder contar com a presença de todos pois é uma forma de prestigiarmos o Professor António Pereira pelo seu empenho, coragem e lealdade ao Método e ao Mestre.

    Um grande abraço,
    Sofia Costa Inácio (chêla) e Carla Braz Rodrigues (yôginí)
    Alunas do Espaço Lifestyle
    Lisboa – Portugal
    http://www.espaco-lifestyle.org

  6. Autor: Mariana Thomaz

    Olá Mestre!

    Esse texto mostra o quanto a convivência com um cão pode ser transformador!
    O amor deles pelos seus donos é absolutamente incondicional – sempre!
    São anjos de quatro patas-como diz esse maravilhoso texto!
    Um grande abraço
    mari

  7. Autor: heberson

    Adoro este texto, também recebi um dia, mas nao sei quem é o autor.

  8. Querido Mestre,

    Compartilho meus dias há 11 anos com uma cadelinha chamada Pupy, e me emocionei ao ler este texto, pois o olhar adocicado, singelo, meigo e honesto de um cão, é incomparável. Creio que a plenitude do ser está na simplicidade de compreender as mensagens não verbais,
    aquelas que são expressadas por olhares, por latidos, por
    um rebolado canino. É muito bom saber se comunicar com um ser tão puro… com o nosso anjo de quatro patas.
    Um forte abraço para você meu querido Mestre e dois especiais para a Fernanda e a Jaya.

  9. Autor: Roberto

    Grande Mestre !! muito bom dia !!

    Belo texto realmente. Olhando a foto abaixo, acho que mais um ou dois anos a jaya ultrapassa o Mestre em altura :) rsrs.

    ps: a letra do texto ficou um pouco pequena. Aumentei em 25% e não resolveu muito. Fica o resgistro.

    Forte abraço.

    Roberto

    DeRose |

    É verdade, Roberto. Quanto ao tamanho da letra, vou comunicar ao blogmaster. Obrigado.

  10. Autor: Raffa Loffredo

    Bom dia Mestre!

    Releitura de bons livros e rever bons filmes e documentários sempre conviveram comigo. Por isso é muito bom conviver com pessoas que também o fazem =)
    Após 12 dias, com muitos pequenos intervalos, reli todos os post´s e revi todos os links indicados.
    Gosto muito de enviar seus post´s, indicando o link do blog para amigos e familiares. Todos sempre me respondem com algum comentário interessante, ou comentam quando nos reecontramos.
    É isso aí! Yôga é filosofia prática!!!

    Mahá beijo!

    DeRose |

    Ah! Raffa! Como eu gostaria que todos fizessem isso! Sei que muitos o fazem, mas também tem muita gente que só lê e não compartilha. Obrigado e um abração do DeRose.

  11. Autor: David Cruz

    Que lindos son los canes, tienen un algo muy especial que empuja a quererlos, que satisfactorio es que un perrito te mire de lejos cuando llegas a la casa, y salte de alegría, y se acerque corriendo hacia ti, ladrando y gimiendo de alegría, esperando simplemente que le sonrías o que le toques, y el continuará siempre fiel a tu lado.

  12. Autor: Renata Andrade

    Hummm…que lindo o texto a cada palavra eu sentia a presença do meu cachorrinho, mirando-me com aqueles olhinhos brilhantes! hehe

  13. Domingo passado a minha vizinha resolveu pregar uns quadros na parede e a Céline não parava de latir irritada com o barulho. Então coloquei um cd de mantras que ganhei de presente de meu instrutor,o Serginho e ela logo ficou quieta, sentadinha ouvindo os mantras. A Piaf se aproximou devagar, sentou-se ao lado de Céline e ambas ficaram ali paradinhas, quietinhas, até que acabou o Cd.

    No Pet onde levo a Céline para tomar banho, me perguntaram se ela pratica Yôga. E disputam para ver quem vai dar o banho, é a cadela preferida do pet.

    Bjs

  14. Autor: Everton

    Agora que estou me mudando para uma casa quero ver se rola uma amizade com um amigo de quatro patas.

  15. Autor: Elaine

    Também tenho um anjo de quatro patas que me acompanha a 3 anos, ela se chama Lois. Em dezembro, meu outro anjinho de 4 patas resolveu partir deixando saudades e muitas lembranças entre nós. Até hoje não consigo nem sequer falar o nome dele ou olhar qualquer foto sem derramar uma lágrima.
    Só quem tem sabe do que estou falando.
    Abraço,
    Elaine

  16. Autor: jairclopes

    Ao publicar “CACHORRO VIRA-LATAS” fiquei devendo aos meus leitores um texto sobre estes simpáticos animais. Já que a intenção era escrever sobre sementes selecionadas geneticamente, e o cão destinava-se a ser somente um auxílio à compreensão do assunto, uma espécie de fio condutor que nos iria permitir encontrar o caminho ao âmago dos nós górdios criados pelos humanos quando começaram a caminhada do cruzamento seletivo de espécies. Por isso, utilizando um pouco partes daquele texto, e, para fazer justiça, escrevo algo a respeito dos SRD. Habitualmente denominamos vira-latas os cães sem dono que vagam pelos centros urbanos em busca de alimento, e que, no afã de conseguiram algo para se alimentarem, costumam virar latas de lixo. Na verdade, o vira-latas é muito mais que um cão abandonado, é um sobrevivente. É o animal que os veterinários costumam classificar como SRD – Sem Raça Definida – mas que possui o melhor aparato genético para sobrevivência, sob quaisquer condições. Desde que o homem paleolítico domesticou o lobo asiático, procurou desenvolver nos descendentes obtidos a partir das matrizes lupinas, características ou qualidades tais que cumprissem certos requisitos, desenvolveu as centenas de raças que conhecemos hoje. Só que, em troca desses atributos úteis aos humanos, as raças “depuradas” a partir da espécie original deixaram para trás outras virtudes que as tornaram menos aptas, provando que em seleção genética artificial não existe almoço grátis. Isso quer dizer que um cão de caça não é necessariamente tão inteligente quanto SRD, por exemplo; tampouco um cachorro desenvolvido para guardar ovelhas ou propriedades deverá ter a mesma resistência a doenças que o SRD, também. Uma pesquisa realizada numa universidade da Escócia, utilizando inclusive testes de QI, concluiu que cachorros vira-latas são mais inteligentes que aqueles que têm pedigree, segundo publicação da BBC Brasil em seu saite. O estudo utilizou 80 cachorros. De acordo com os cientistas, os vira-latas apresentam melhor noção de espaço e resolvem problemas com mais facilidade do que os cães de raça. O cachorro mais inteligente foi uma mistura das raças Collie e Spaniel, que atingiu nota máxima em todos os testes. O segundo lugar foi ocupado por quatro cães com raças misturadas: uma mistura de Labrador com Spaniel, outra de terrier Jack Russell com Cocker Spaniel, um Pastor Alemão com Labrador e uma Lhasa Apso com Poodle. Os filhotes que tinham a raça Collie na mistura eram mais inteligentes que outros cachorros vira-latas. O estudo concluiu, por fim, que a polícia deveria treinar cães vira-latas e não confiar apenas nos pastores alemães de raça pura. A mistura genética que a natureza levou milhões de anos para desenvolver dotou os animais de aptidão para viver e multiplicar-se sob as condições mais adversas. Enquanto os cães de raça pura foram selecionados por suas qualidades, geralmente, de beleza, porte, grau de agressividade, pelagem ou outros. Genes de herança autossômica recessiva que não favoreçam a inteligência podem, perfeitamente, estar causando um “efeito fundador” nesses cães. (Efeito fundador acontece quando há formação de uma colônia separada a partir da população original, por dispersão e, após várias gerações, ocorre isolamento reprodutivo, ou seja, os descendentes da colônia isolada tendem a reproduzir, com mais freqüência, genes dos espécimes que a constituíram, sendo que, se estes espécimes tiverem certas particularidades, estas tornam-se comuns nos descendentes). Os da raça Collie tiveram algum grau de seleção devido à noção de espaço e resolução de problemas, pois originalmente eram cães pastores. A pesquisa foi feita com cães resultante de mistura de raças bem definidas. Há indícios que cães descendentes de misturas caóticas de raças, ou seja, SDRs com genes vindos de várias raças, vira-latas bem definidos como tais, tenham ainda tais capacidades mais desenvolvidas. Um vira-latas sempre aparenta saber para onde vai e o que quer, com seu jeito decidido. E, se parado, tem aparência altiva, mostra a segurança de quem está no lugar devido, na hora certa. Humanos, por mais que saibam para onde ir, sempre têm jeito um tanto patético dos perdidos no mundo. Parados, mal sabem onde pôr as mãos. Por isso, inventaram os bolsos e o hábito do fumo. Cães não têm bolso e não fumam, talvez por isso, saibam onde põe as patas. E, assim, os cães de raça, com suas designações ostentosas e pedigrees que estendem suas linhagens a muitas gerações pretéritas, podem ser escolhidos, e são, por seus donos, de acordo com as preferências ou necessidades destes. O vira-latas, por sua vez, prefere e sabe fazer escolhas ele mesmo, normalmente é ele que adota o dono. Sem árvore genealógica a lhe conferir nobreza, atravessa a rua sozinho, depois de olhar para ambos os lados, coisa que o homem com toda sua inteligência e empáfia nem sempre faz. Há, sem dúvida, mais dignidade em um vira-latas urbano na sua independência e auto-suficiência, que em um dálmata numa exposição canina, ou um poodle no colo da madame. Os inconvenientes da sarna, da exposição a microorganismos perversos, da fome, dos atropelamentos, das pedradas e de dormir ao relento dão fibra à sua alma e rigidez ao seu corpo, quase sempre “sarado”. O vira-latas nos ensina a sermos felizes com pouco. Mesmo quem não tem nada pode ter um cão de rua, desde que ele queira. Mendigos e loucos conversam com um vira-latas de igual para igual, e este lhes lambe as mãos. Se repararmos a chusma de cães atrás de uma única cadela, podemos ver a seleção natural em plena atuação. Linhagens inteiras de vira-latas foram concebidas e fundadas em madrugadas silenciosas das urbes de todo o planeta. Vira-latas existem aos montes pelas ruas, contudo, nenhum igual ao outro. Parecidos quase sempre, iguais nunca. Em sua mixórdia genética, ele é antes de tudo um forte. Nunca foi vacinado ou precisou de qualquer auxílio veterinário para sobreviver. Quando perguntam por aí: se você fosse um bicho qual seria? A maioria responde coisas como cavalo puro sangue, pantera, leopardo ou faisão, animais bonitos e considerados nobres. Eu também me fiz essa pergunta e cheguei à resposta que me satisfaz plenamente: gostaria de ser um vira-latas. Dos mais comuns, tamanho médio e sem cor definida. JAIR, Floripa, 30/04/09.

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