sábado, 14 de março de 2009 | Autor:

Esta é a Jaya

Esta é a Jaya

Se você não tem um cão, não sabe o que é acordar e ser recebido com tanto afeto de bom-dia. Nenhum ser humano é capaz de dizer: “Posso lhe fazer um carinho? Desculpe se eu me descontrolei e lhe dei uma lambida no rosto, mas é que eu o amo tanto!… Sabe? Eu fiquei esta noite toda prestando atenção a cada movimento seu, para protegê-lo. E cada atitude sua para saber se já era a hora de lhe dar meu olharzinho de ternura e – quem sabe? – receber de você um pouco de atenção. Eu peço tão pouco! Se você apenas me olhar, eu já balanço meu cotoquinho de cauda, para demonstrar a felicidade por ser sua e poder viver ao seu lado!”
Acordei. Abri a porta do meu quarto. Dei bom-dia à Jaya. Ela me encostou a cabeça sobre as pernas, como sempre faz para pedir carinho. Me olhou nos olhos com a meiguice de mil anjos e me arrancou uma lágrima de gratidão. E, no entanto, devo-lhe mais do que ela a mim.

  1. Pingback: Blog do DeRose | Tudo sobre Yôga em Curitiba

  2. Autor: Mafra

    hahahahha que fofo esse texto!

  3. Autor: Caio Melo

    Todos os dias acordos com o Filho, meu gatinho persa branco, fazendo carinho em mim com seu pêlo macio. Prefiro os gatos, mas quando leio esse tipo de texto, fico com vontade de experimentar a ternura canina.

    Abraços do Caio

  4. Autor: Mariana Rodrigues

    Emocionei-me ao ler o seu texto, que ilustra na perfeição a relação que se gera entre um humano e o seu melhor amigo… não podia concordar mais com cada uma das suas palavras.

    Regina Wiese Zarling |

    Mariana, eu também me emocionei, e você escreveu justamente o que senti.. E eu sou privilegiada com o carinho de duas filhotas amadas, uma cachorrinha e uma gatinha.

    Bjs

  5. Compartilho com você desses momentos simples e especiais.
    Adorei o texto.
    Adoro ler o que você escreve. Fantástico!

  6. Lendo esse post fiquei emocionado com tamanho carinho mútuo e não resisti em registrar um momento “lambidinha” com muito carinho da Jaya. http://www.williamcamara.com.br/will-e-jaya
    Abraços
    Will

  7. Autor: Daniel Franco

    Texto que emociona e desperta. Me faz pensar o quanto vivo na ignorância de tudo que me rodeia. Os meus gatinhos, tão queridos, sairão ganhando.

    Obrigado, Mestre, por me ajudar a despertar essa consciência.

    Com carinho,
    Daniel Franco

  8. Autor: Katia Carlini

    Ter um par de olhinhos de jabuticaba te olhando apaixonadamente… Ganhar um beijinho em forma de lambida a cada vez que se mexer na cama… ver aquele focinho de bolinha cafungando sua mão para ganhar carinho… são alegres bênçãos que somente as pessoas felizes que têm um amigo de quatro patas como membro da família podem entender e desfrutar.
    Minha Lila é uma bênção e agradeço por tê-la em minha vida todos os dias.
    Obrigada, Mestre, por compartilhar conosco suas alegrias com a Jaya!!! Espero poder um dia conhecê-la!
    Um grande abraço
    Katia Carlini (Unidade Plaza Sul)

  9. Autor: Marcia Zancchi

    Nossa Mestre! Como você consegue isso! Em tão poucas linhas transmitir tanta emoção!
    Seu texto, como a Jaya, arrancou uma lágrima de gratidão. Obrigada por você existir.
    Parabéns por usar a tecnologia para mais uma vez colocar em prática o Yôga, a união. Agora, com o blog sinto-me mais perto de você.
    Beijão da Marcia

  10. Autor: Ana Maria Marreiros

    Querido Mestre,

    Só queria dizer que fiquei imprecionada com o carinho que
    demonstra com a sua cadelinha JAYA.

    Sabe Mestre também tenho uma cadelinha chamada Jaya que quase morreu com parvovirose ,sofri muito fiz tudo para a salver.mas tenho a certeza que as minhas mentalizações que aprendi com o Swásthya Yôga a Salvaram pois a veterinária disse que foi um milagre,mas nós sabemos que foi essa força que só nós praticantes de yôga sentem e que em certos momentos nos dão o poder de alterar seja o que for com essa energia.

    A minha cadelinha está linda e forte brinca muito com a irmã Shakti e os outros sete amiguinhos caninos.

    Obrigado mestre,pelo carinho,pela energia e por esta filosofia de vida que nos ajuda no dia-a-dia.

    Um Natal muito Feliz

    desta amiga que o admira muito e que já teve a oportunidade de tirar duas fotos consigo e de receber um abraço que só um grande mestre sabe dar.

    Muitos beijinhos de uma Aluna da Sara Magno,da Unidade camões em Lisboa.

    Ana Maria Marreiros
    Portugal

  11. Uma vez cheguei de viagem e encontrei minha cachorrinha sem poder andar. As meninas que tinham ficado cuidando dela, acharam que ela tinha pulado e quebrado a patinha. Fui ao veterinário e foi detectado hérnia de disco e ele recomendou que comprasse uma cadeira de rodas para ela, pois a doença a tinha deixado paralítica. E ela foi tão querida durante esse tempo, que mesmo com toda essa dor, que a fazia tremer, nunca reclamou, ficava ali, meiga me olhando com carinho e gratidão.
    Telefonei encomendando a cadeira que deveria chegar no prazo de uma semana. Durante este período mentalizei luz verde – esmeralda todos os dias na região afetada e colocava minhas mãos sobre a mesma. Quatro dias depois telefonei novamente desfazendo a encomenda, pois a Céline voltou a andar. Hoje preciso ter certos cuidados, mas ela mesma já entendeu quando conversei com ela e a expliquei que não deve pular de lugares altos. Para passear a levo num carrinho especial para cachorros, parecido com carrinhos de bebês. E esse mesmo carrinho, durante às noites a Piaf, usa para dormir.

    DeRose |

    Parece ingenuidade, mas só quem tem um cachorro percebe que eles realmente entendem o que nós dizemos. Não que entendam as palavras, mas por um sentido que não temos, eles compreendem o sentido daquilo que precisamos traduzir por vocábulos, devido às nossas limitações impostas pelo intelecto. Não duvido que eles tenham acesso à percepção direta, via emocional.

    Regina Wiese Zarling |

    Também não duvido.
    Bjs

    Neide Nunes |

    Eu tenho certeza. Quando é muito necessário para a educação do Michael ou para salvá-lo de perigos, aguardo o momento propício quando ele está calmo e receptivo, pois se estiver no momento brincar de nada adianta, chamo ele, faço contato visual e vou falando com palavras de comando, bem sériamente o que eu quero que ele assimile e pronto, obedece direitinho. Para exemplificar, uma vez cheguei mais cedo na casa de meus pais e minha mãe estava fazendo o almoço, e para o meu terror o Michael estava sentado, ao lado do fogão observando ela cozinhar, com os olhinhos bem próximo às panelas. Ele é um Poiter e é um pouquinho mais alto que a Jaya, daí o perigo. Imediatamente afastei-o do local e questionei minha mãe. Como é que ela deixava o animal assim tão pertinho das panelas borbulhantes, e se um respingo caisse nos olhos dele, podia cegá-lo. E só nesse momento ela se deu conta do perigo e me falou, ihh ele fica sempre aqui do meu lado, me vendo cozinhar. Tadinha… Pedi a ela que não permitisse mais a aproximação, ele que ficasse distante. Dois ou três dias se passaram e lá veio minha mãe choramingando dizendo que fez de tudo e de nada adiantou, ele continuava condicionado. (o tudo, diga-se de passagem foi brigar, gritar, empurrar e arrastar rsrs) Resumindo, pedi que ela saisse para não interferir, falei com ele e pronto! nunca mais chegou perto do fogão. Ele sempre foi um animal livre, anda pela casa toda, tem acesso a todos os cômodos e nunca quebrou nada ou mexeu em nada, nem quando era filhotinho. Mesmo se estiver ao seu alcance alguma guloseima, ele não pega sem ordem. Ele sabe pedir, vem chamar, cutuca, fala que está com vontade, sim, fala, para cada coisa tem um som diferente, não é latido, é mais um grunhido com diversas nuances.
    Ah, esses animais maravilhosos, quantos exemplos de lealdade e amor nos oferecem!
    Bjs e Bjs.

  12. Querido Maestro, tus palabras son muy emotivas, Jaya es tan linda porque ustedes la cuidan y quieren tanto, le dan lo mejor en todos los sentidos. Me alegra mucho que disfrutes de esa maravillosa compañía, yo también disfruto de lo mismo ¡multiplicado por cuatro!
    Besos y amor
    Nati

    Nicolas Attias |

    Sí Mestre, tenemos cuatro ! jejeje.
    Y una está por tener cachorritos. :)

    Besos y abrazos desde mendoza !

    Nico Attias

  13. Olá Mestre,

    Estamos a realizar um programa comemorativo dos 30 anos de carreira do Professor António Pereira, que é o pioneiro desta Nobre Filosofia em Portugal e o discípulo mais antigo do Mestre na Europa. O programa conta com uma série de 4 passeios de recuperação histórica, entre outras actividades previstas.

    No dia 28 de Março vamos ter o segundo passeio histórico da saga “Como Tudo Começou… Passos do SwáSthya na Baixa de Lisboa”

    Neste passeio teremos a oportunidade única de conhecer mais uma parte da vida do Professor António Pereira e do nascimento do SwáSthya Yôga em Portugal, pois ambas são inevitavelmente indissociáveis.

    Vamos revisitar espaços e reviver episódios contados na primeira pessoa, já que o professor nos privilegiará com a sua presença e nos guiará pelos trilhos galgados em Portugal desde a década de 80.

    Partilharemos uma caminhada através da qual ficaremos também a conhecer os locais onde foram dadas as primeiras aulas, palestras e alguns dos sítios primordiais dos cursos do Mestre.

    “Como tudo Começou… Passos do SwáSthya na Baixa de Lisboa” conta com a nossa organização e dar-nos-ia uma grande satisfação poder contar com a presença de todos pois é uma forma de prestigiarmos o Professor António Pereira pelo seu empenho, coragem e lealdade ao Método e ao Mestre.

    Um grande abraço,
    Sofia Costa Inácio (chêla) e Carla Braz Rodrigues (yôginí)
    Alunas do Espaço Lifestyle
    Lisboa – Portugal

    Ana Ribeiro |

    É verdade vem aí mais um passeio histórico. Participei no primeiro a Sintra e Cascais e foi uma experiência fantástica. Podemos conhecer um pouco mais da história do Swásthya em Portugal que já conta com mais de 30 anos. Quem melhor para nos contar como foi que o Prof. António Pereira, qualquer momento passado com o Prof é uma oportunidade de aprendizagem e crescimento. Parabéns às organizadoras que têm feito um trabalho excelente.

    Beijinhos
    Ana Ribeiro

  14. Autor: Alessandra

    Nossa, Mestre! Fiquei muito emocionada com esse post. Fiquei pensando na minha gata enquanto lia. É incrível a ligação que um animal de estimação cria com o seu dono, eu fico a cada dia mais impressionada com isso ao observar a minha gata. Realmente parece que eles tentam se comunicar conosco, e às vezes eu até adivinho o que a Magali está pensando, só pelo jeito que ela me olha. Chega a ser engraçado, por que às vezes eu olho pra ela e, quando falo alguma coisa, ela mia ao mesmo tempo, como se estivesse dialogando comigo.

  15. Autor: Juliana Toro

    Amo meus gatos Mestre, e eles também demonstram muito amor e carinho para com os “companheiros”(não se pode dizer que se é “dono”de um gato, eles é que são nossos “donos”..hehehe). Minha “primogênita”é a Lua, a cachorra mais felina que eu conheço…=)
    Não há nada no mundo como o colo de um gato e um bom “abraço cão”!!

    Beijos meus, da Lua e dos meninos, Shadow e Kissú.

    DeRose |

    Você deve conhecer estas conclusões. O cão pensa assim: “Meu dono me alimenta, cuida de mim, me dá carinho. Ele deve ser um deus.” O gato pensa assim: “Meu dono me alimenta, cuida de mim, me dá carinho. Eu devo ser um deus.”

    Juliana Toro |

    rsrssrsrsrs mas é isso mesmo Mestre.Mas fala a verdade? Eles são lindos,delicados,fortes,flexíveis,auto-suficientes..e fazem uns ásanas perrrrfeitos..=D

    hahahaahaha lindos yôgins peludos!!

    mais beijos meus e dos meus “deuses”=D hahahaha

    Regina Wiese Zarling |

    Juliana, minha gatinha também demonstra muito amor e carinho… Todos os dias ela se enrosca em meu pescoço e me faz cafuné.. Sempre me olha com um jeito meigo, como quem diz, obrigada por me trazer para tua casa.

    Bjs

    Juliana Toro |

    São formas diferentes de demonstrar amor né Rê? muitas vezes os gatos são incompreendidos.
    Mas assim como os cães são também seres maravilhosos com os quais temos o privilégio de conviver!

    beijos a você e as seus queridos!! =D

  16. Autor: Carla Mader

    Adorei esse texto.
    Na Unidade de Itu temos a Satya, uma gata linda que resolveu que lá seria sua casa, onde todos estariam a sua disposição para amá-la e acariciá-la.
    Apesar da característica felina de achar que o mundo gira em torno de seu umbigo, a Satya sabe a hora de pedir desculpas, de fazer graça e de pular no colo de um prospect, principalmente se for homem, preferência que deixa bem clara. É impressionante o quanto ela é sociável, ninguém entra na escola e senta sem que ela experimente o colinho.

  17. Autor: Rafael

    Lindíssimo esse texto…

    Pouquíssimas palavras e muito conteúdo..

    Grande Mestre DeRose !!

  18. Autor: Juliana Toro

    Mestre, tomei a liberdade de compartilhar com vocês esse texto meu.

    Resolvi escrever umas regras básicas para que
    meu amigos e demais pessoas saibam melhor como
    lidar com um FELINO…(srsrs)

    Aprendendo a conquistar um Felino

    Sou um Felino.
    Se me abraçar,faça com que
    eu me sinta seguro sem me
    sentir preso.

    Se me acariciar,faça sem
    esperar que eu lhe retribua.

    Se eu deitar em seu colo,você
    pode me afofar o quanto quiser,
    Se eu estiver deitado sozinho
    é porque quero ficar em paz.

    Se eu me encostar em você é porque
    me sinto bem ao seu lado,não precisa
    me tocar,e se o fizer,faça de forma
    sutil.

    Se invadir meu espaço eu vou te dar
    uma patada,mas será só para te lembrar
    de que sua liberdade acaba aonde a minha
    começa.

    Se estiver triste e quiser desabafar eu
    estarei aqui atento a tudo o que disser,
    mas depois me dê comida.

    Se eu miar alto não me ignore!Estou tentando
    te mostrar algo que você não esta conseguindo
    ver.

    Se puder me entender verá que o Amor é liberdade
    e a sinceridade é uma de suas maiores provas.

    Não faça movimentos bruscos que possam me afastar,
    aprenda o significado da palavra “exclusividade” quando
    estiver do meu lado,me alimente,me respeite e eu poderei
    lhe proporcionar os mais suaves e profundos ronronados
    de gratidão,Amor, amizade e companheirismo.

    (Dedicado aos meus gatos
    que vem me ensinando
    a Amar de verdade.
    Shadow,
    Morpheu,
    Kissú;
    Mamãe Ama vcs!)

    Beijos a todos!!=D

  19. Autor: Alan

    Caro Mestre,
    Aqui na Unidade temos a nossa “pequena” Mahá, que desde cedo foi alimentada com ração vegetariana.
    Inicialmente, começamos com a ração comum indicada pelos veterinários, e quando mudamos para a vegetariana percebemos um ganho enorme de vitalidade, agilidade, esperteza e vivacidade.
    Mas poderia ser apenas a passagem de um estágio do seu crescimento.
    No entanto, quando faltou a ração vegetariana no mercado, tivemos que alimenta-lá com a ração comum e ela teve uma queda de agilidade, passando a um estado letárgico, tinha dificuldade até para se levantar, talvez fosse caracteristica da própria raça (dog alemão) ou dela mesma.
    Quando voltou a comer ração vegetariana, de novo, de um dia para o outro, do vinho para á água, voltou a ser mais ágil, esperta, vivaz, radiante. Era tanta energia que cogitamos voltar a ração comum, pois não davamos conta de fazê-la gastar tanta disposição.

    Alan, Instrutor de SwáSthya, Unidade Anália Franco

  20. Autor: Eida Lima

    Que lindo, Mestre…
    Como é bom saber exatamente do que você está falando…
    Eu sinto o mesmo pelo meu pequeno Mantra, o Yorkshire esperantista (sim! ele é esperantista!) mais lindo e serelepe do mundo!
    E ele está ansioso pela chegada de sua namoradinha, a Nádí!!!
    Beijos cheios de saudade, mestre querido!!!
    Espero revê-lo em breve!
    Eida

  21. Autor: Pradog & Cia

    “Antes de ter amado um animal, parte da nossa alma permanece desacordada” (Jacques Anatole François Thibault).

  22. Autor: Chrystine Omori

    Konnichiwa, Mestre & Fée!^-^
    Se um cachorro é bom, três *não* é demais!
    Que o digam Miss Piggy, Linda e Pituca, as três meninas alegres lá de casa… :)

  23. Autor: Mauro Bexiga

    É exactamente isso que sinto todos os dias com a Maggie. Não é preciso dizer-lhe nada. As palavras por vezes são demais e com os animais basta cruzarmos o nosso olhar e sentir tudo aquilo que descreveu no seu texto.

  24. Autor: Tania Kittler

    Mestre, cada vez que leio seus textos sobre a Jaya e sobre a nossa relação com os nossos queridos animais me emociono. Talvez por a identificação ser tão grande. Tenho uma Labrador (Luka) tem os olhos mais expressivos que alguma vez vi. Através dos seus olhos dá para ver se está triste ou contente, se necessita que a dona a leve à rua ou se quer brincar com a bola. Parte-se-me o coração quando a deixo sozinha em casa para ir trabalhar e ela olha para mim com o olhar a dizer “já me vais deixar sozinha outra vez”. A alegria com que somos recebidos quando chegamos a casa é sempre a mesma, quer esteja 2 minutos ou duas horas longe. Na verdade recebemos muito em troca de tão pouco.
    É mesmo amor incondicional.

    Beijos de Portugal

    DeRose |

    Sinto a mesma coisa, Tania, quando tenho que sair e a Jaya me leva até à porta, depois para e me olha com as orelhas atentas e esse olhar que você bem conhece, como se dissesse: “Eu fico? Como assim?”. Bjnhusss (acabei de aprender essa do Alexandre).

  25. Lindo texto…também me emocionou bastante. Adoro cães. Quando eu era criança tinha três: um Dobermann e dois Filas americanos. Amava muito cada um deles. E compartilho das sensações gratificantes de ser ter um amiguinho canino.

  26. Autor: RENATA MIRANDA

    Mestre,
    ontem tive o prazer inestimável de conhecê-lo. Na Uni-Yôga Vila Mariana (conversei um pouco com vc no final , sobre as as weimaraners que tinha e sobre a tatuagem do ÔM).
    Obrigada pela atenção !!!
    Adoro ler seus textos sobre a Jaya. Me identifico demais. Amo animais, em expecial cães (sou protetora de algumas ongs, e apadrinho cães que foram resgatados de ccz´s), Tb sou vegetariana.
    Incrivel como só termos nos conhecido agora e termos tantos pensamentos em comum.
    Abraços.
    Sua discípula.
    Renata

  27. Autor: Andrea

    Saudações Mestre DeRose,
    Gostaria de agradecer a partilha de sua experiência, em especial essa com a Jaya. Eu adoro cães e em toda minha vida já fui mãe-irmã-madrinha de quatro. Hoje não tenho condições de criar nenhum mas tenho esperança que isso volte a acontecer.
    Vi uma entrevista sua no programa Sem Censura há alguns meses e adorei saber que realmente é possível criar cachorros com vegetais e laticínios.
    Queria lhe fazer duas perguntas: 1. Jaya recebeu todas as vacinas indicadas para cães? 2. Ela já comeu ovos?
    Não sou uma praticante de ioga, estou começando a estudar o assunto agora, mas já ouvi que alguns crêem que o ovo é o aborto da galinha e outros dizem é a menstruação delas.
    Agradeço muito qualquer informação a respeito.
    Namastê,
    Andréa

    DeRose |

    Sim, Andrea, a Jaya recebeu todas as vacinas. Raramente come ovos, mas não temos nada contra. Seguimos a linha lacto-ovo-vegetariana. Ainda bem que você não é praticante de ioga. Nem eu, felizmente! Nem ninguém deste blog. Aceite um abraço afetuoso dos seus amigos do Yôga. SwáSthya! DeRose.

  28. Autor: Andrea

    Caro Mestre, muito obrigada pela resposta! Desculpe-me pertubá-lo mais uma vez, mas devo ter escrito alguma bobagem, não é? Não precisa responder, mas eu fiquei com uma curiosidade insossegável. Ainda bem que não sou praticante de ioga porque deve-se escrever Yôga ou por que não se pratica? Agora, vou acordar e dormir pensando nisso… Namastê, Andréa P.S. Fiquei maravilhada quando soube o significado de namastê. Uma palavra tão pequena que quer dizer tanto.

    DeRose |

    Ah! Querida Andrea. Não sei o que você leu, mas namastê só significa bom dia, boa tarde ou boa noite, para quem chega ou para quem parte. É um cumprimento das ruas, do comércio e das pessoas comuns. No Yôga não costuma ser usado, a menos que quem a cumprimente identifique-a como uma pessoa que não pertence ao Yôga. Nas escolas e mosteiros de Yôga, cada linha aplica um cumprimento diferente, utilizando uma ou mais palavras que designem o que tal escola considerar mais importante. Assim, há vertentes cujo cumprimento é “Hari ÔM”, outras, “ÔM, Tat, Sat”, outras “SwáSthya” e assim por diante. Depois de 24 anos de viagens à Índia me conformei com o fato consumado de que os que escrevem sobre Índia, hinduísmo e Yôga costumam fantasiar demais a realidade. Desculpe, Andrea. Eu não quis entristecê-la. Sei que a fantasia é mais cativante, mas a minha obrigação é ensinar a verdade e não o mito. Algumas pessoas não gostam de mim por causa disso, mas em compensação outras gostam bem mais, justamente por isso. Um abraço do DeRose.

  29. Autor: Andrea

    Querido DeRose, mais vez muito obrigada pela resposta! Anteontem, através do site Yoga Natarája, eu estava lendo sua apostila “Respire Criatura!” e realmente me assustei com as consequências da respiração errada e com o tanto que preciso aprender, só para começar. Vi também a lista de livros que você indicou aqui no blog (deve ser o dobro desse monte que você está apoiado aí na foto). Um passo de cada vez, quem sabe um dia eu chego lá e levo outras pessoas junto! Não se preocupe que eu não fiquei triste com a “desilusão”. Já o respeito muito e pode ter certeza que sou mais uma a se juntar ao grupo dos que gostam de você por falar a verdade. Há alguns anos frequentei algumas aulas de ioga (talvez não tenha sido mesmo Yôga…) e não lembro se foi lá ou foi aqui pela internet que li que Namastê significava “O Deus que habita em mim saúda o Deus que habita em você.” Parece que entrei na viagem de outras pessoas… Obrigada mais uma vez por sua boa vontade, este contato está me incentivando a tentar conhecer melhor o Yôga para uma vida melhor. Um grande abraço com carinho e admiração, Andréa.

    DeRose |

    Obrigado pelas suas palavras e seja bem-vinda, Andrea.

  30. Pingback: Yôga Julio Simões » Blog Archive » Sobre cães

  31. Autor: ana ganhao

    Bom dia Mestre

    Ao ler os seus artigos sobre a alimentação vegetariana da Jaya fui remetida para a minha infância, gostaria de partilhar aqui algumas vivências dessa época. Nasci em Lisboa, os meus pais eram do Baixo Alentejo, duma zona bem junto á fronteira de Espanha.
    Na minha infância e adolescência sempre que não tinha aulas eu ia para o Alentejo para a quinta dos meus avós. É uma zona de uma beleza natural fascinante que nos remete para a essência de nós próprios. Por se tratar de uma zona cujo solo é muito plano, o cultivo era essencialmente cereais, trigo, cevada, etc. O Baixo Alentejo era chamado de celeiro de Portugal, dai exportava-se cereais para todo o Pais e Europa. Estou a falar dos anos de 1969 a 1979 em que não havia auto-estradas e as estradas existentes eram tortuosas. Assim sendo uma zona do interior peixe fresco não chegava e os animais da quinta eram para venda. Então a base da alimentação era o trigo, completada com todo o tipo de legumes frescos e secos, leite, queijos feitos na quinta e frutos da época. A cozinha alentejana é muito rica e aromática. Na casa da minha avó a comida era feita sempre contando com os cães e gatos. A carne praticamente não fazia parte da alimentação.
    Os gatos e cães comiam o mesmo que nós, nessa época não existia ração para estes amigos.
    Uma das gatas adorava melão, tomate e feijão verde. Já alguém imaginou um gato vegetariano por convicção? Com a elegância que lhes é características, lá ia ela mordiscando aqui e ali o feijão verde da horta, á noite dormia abraçada a mim. Essa gata morreu com 15 anos sem nunca estar doente. Tínhamos um rafeiro alentejano de nome Piloto, o rafeiro alentejano é uma raça de grande porte, Pois o Piloto deixou de comer aos 17 anos e morreu, deixou de comer não por estar doente, mas sim por desgosto por a sua dona ter morrido. Na época não me apercebia da mais valia da alimentação que os meus avós me davam, hoje tenho plena consciência que lhes devo em parte a minha saúde. Quantos aos nossos amigos de quatro patas, pelos vistos a alimentação deu-lhes quantidade e qualidade de vida, viveram mais anos do que era espectável para as suas raças, quanto á qualidade de vida, sempre foram saudáveis, cheios de vitalidade, e com uma disposição fora do normal para a brincadeira.
    Tenho desde que nasci uma ligação muito grande com animais, tenho historias lindíssimas, já me fizeram chorar de alegria e gratidão, sabem sempre quando precisamos de um abraço, ou daquela brincadeira alucinante, o amor deles é verdadeiro, grato, sem condições, são uma bênção de amor. A Jaya e o Mestre se merecem.
    Um beijo á Jaya e um carinhoso abraço ao Mestre.

  32. Autor: Regina Wiese Zarling

    DIETA VEGETARIANA PARA CÃES E GATOS
    Por Dr. Walter de Albuquerque Araújo

    Há muita curiosidade das pessoas em saber se uma dieta vegetariana pode ser saudável e adequada para o cão e o gato. Para os que têm dúvidas, já existem estudos que comprovam que eles podem ser vegetarianos.
    Este artigo responde às dúvidas mais comuns, já que não há nenhuma razão científica que ateste ser impossível que o cão ou o gato possam ter uma vida totalmente saudável com uma dieta vegetariana. É necessário apenas que ela atenda algumas exigências: ser formulada e produzida de forma a satisfazer todos os requisitos nutricionais, que esteja acondicionada apropriadamente, que seja palatável e facilmente identificada como alimento para os animais e, finalmente, que atenda os requisitos de segurança alimentar.

    Assim como as demais espécies animais, o cão e o gato têm exigências específicas de nutrientes e não de ingredientes específicos. A exploração zootécnica racional exige a utilização de ingredientes produzidos localmente e, obviamente, de menor custo e maior disponibilidade para o atendimento aos parâmetros razoáveis de custo e beneficio.

    Como animais de estimação, os cães e os gatos vivem na companhia dos humanos há milênios, competindo e comendo todos os tipos de alimentos que lhes são comuns. Portanto, não é estranho nem anti-natural que comam vegetais.

    Quando da classificação das espécies, feita por volta do ano de 1735 por Linée, houve uma tendência inicial de valorizar mais as características morfológicas e o comportamento alimentar de indivíduos semelhantes.

    Atualmente, de acordo com a evolução do conhecimento humano e para dar mais precisão à classificação, semelhanças bioquímicas e genéticas vêm determinando mudanças nos critérios de classificação.
    O Nutriente Proteína

    O nutriente mais questionado em toda esta polêmica carnívoro/onívoro é a proteína. Dá-se o nome de proteína, seja ela vegetal ou animal, a uma macromolécula formada por dez átomos: cinco de hidrogênio (H), dois de carbono (C), dois de oxigênio (O) e um de nitrogênio (N). Mas o que caracteriza a riqueza de uma fonte protéica são os aminoácidos essenciais que a compõem, e são estes aminoácidos que, tanto o cão como o gato, não podem sintetizar. Por isto têm que recebê-los prontos em suas rações.

    Diversos livros sobre alimentação animal, artigos e palestras afirmam que as fontes de proteínas vegetais são pobres do ponto de vista nutricional. No entanto, comparando com outras fontes de proteínas (Quadro 1), vê-se que não há suporte para essa afirmação.

    Digestibilidade
    Sobre digestibilidade é interessante observar a experiência científica nacional. As fontes de proteínas vegetais são de melhor digestibilidade ou iguais às fontes de proteína animal. (Quadro 2)

    Digestibilidade das Rações Vegetarianas
    Para se avaliar a digestibilidade dos nutrientes das rações destinadas à alimentação de cães foi desenvolvida, em canil sediado em Araraquara-SP, uma pesquisa com duas rações contendo carne e vegetais, e uma terceira exclusivamente vegetariana. (Quadro 3)

    Percebe-se que em matéria de segurança alimentar, a dieta vegetariana é uma opção saudável também para cães e gatos, principalmente nestes tempos de síndrome de vaca louca e de gripe aviária. A síndrome da vaca louca já migrou dos ovinos para os bovinos, caprinos, cães, humanos, e gatos e, conforme noticiado pela mídia, a gripe aviária teria sido a causa da morte de um gato na Alemanha

    Devo esclarecer que não sou vegetariano, mas sim, que respeito o direito à opção dietética que fazem. Acredito na vida saudável com uma dieta vegetariana exclusiva, tanto para os humanos, como para seus animais de companhia, o cão e o gato.

    Dr. Walter de Albuquerque Araújo
    Médico Veterinário CRMV-SP Nº 0730
    Diretor Executivo da WS – Consultoria & Nutrição Científica S/C Ltda.
    Diretor e Membro Emérito do Colégio Brasileiro de Nutrição Animal – CBNA

    Regina Wiese Zarling |

    Eu sou vegetariana, o médico veterinário, autor desta matéria que não o é.
    Bjs
    Regina

    Regina Wiese Zarling |

    Só agora que vi que os quadros não saíram. Vou passar o link da página para que possam clicar e ver as comparações: http://www.greepet.vet.br/dieta.php

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