A unidade que realizou uma festa no sábado passado me encheu de tristeza. Mostrou-me que alguns colegas não compreenderam quem somos nós e qual é a imagem que corresponde à realidade da nossa marca e do nosso nome. Sinto que falo para as paredes quando insisto nas qualidades do Método e do nosso público. Digo, repito, escrevo e publico que devemos priorizar a elegância, a estética, a politesse, a fidalguia, o refinamento, a educação, o bom-gosto em tudo o que fizermos, dissermos ou até pensarmos.
Pois, segundo os relatos de vários companheiros que estiveram lá no sábado à noite, os organizadores se esmeraram em fazer exatamente o contrário de tudo o que proclamo. Os esforços de tantos instrutores em construir uma imagem que nos faça jus, foram despedaçados pela irresponsabilidade dos organizadores.
De fato, ninguém fumou, ninguém ingeriu álcool nem outras coisas. Mas “A mulher de César não basta ser honesta. Precisa parecer honesta.” Quantas vezes esse conceito, o da percepção do público, foi repetido? E o meu livro Boas Maneiras? E os outros livros, e os cursos, e as conversas pessoais?
Isso desanima.
A unidade que organizou a referida festa fica impedida de promover ou organizar festas ou atos públicos até que seus instrutores me demonstrem que compreenderam qual é a nossa imagem, quem somos nós e a quê nos propomos.
Com o coração partido.






Querido Mestre,
Não sei nada sobre essa festa ou o que teria ocorrido para deixar o senhor assim. E parte o coração de muita gente, inclusive o meu, ver o senhor triste – que nem o diálogo de um filme, não lembro qual – “vc não fica triste pq chove. Chove pq vc está triste”. Tenha certeza que hoje de alguma forma “chove” por conta do senhor estar assim…
Mas também temos que aceitar que quando algo cresce e toma proporções tão grandes como o Método DeRose, fica impossível tomar conta / controlar todos os que o representam. Sempre vai haver os que erram, pisam na bola e os que são ruins mesmo (não estou dizendo que é o caso da festa). Mas as pessoas aprendem com os erros delas e dos outros e essa dialética de erros e acertos, aceitação e negação faz parte do caminho evolutivo…
Espero que tudo se resolva bem e logo tudo não passe de uma lembrança que trouxe aprendizado.
Um beijo grande, Juliana (Unidade Granja Viana)
Não foi nada muito grave. E o pessoal é “ponta firme”. São pessoas queridas, leais, disciplinadas. Mas são jovens. Erraram. Acontece que eu também erro e quando era jovem errei muito mais. Talvez tivesse errado menos se contasse com um Supervisor para me dar umas trishuladas quando eu pisasse na bola. Eles foram bem receptivos à bronca e demonstraram que continuam dignos da minha confiança e máximo afeto. Obrigado pelo seu interesse. Beijão.
Querido Mestre,
Sinto como é grande essa sua tristeza e fico comovida quando leio estas palavras de pura desilusão. A minha irmã que nem sequer pratica o Método DeRose mas que visita o Blog todos os dias ( por eu lhe ter falado do site ), ficou surpreendida pela sua franqueza.
Isso a mim não me surpreende pois sei que é uma pessoa directa e sincera e ao mesmo tempo sensível e carinhosa. Que fica triste e chora como qualquer outra pessoa ao ver que todo o trabalho que teve ao longo dos anos não foi compreendido por certas pessoas.
Por um lado fico triste de o ver assim e por outro sinto cada vez mais respeito e admiração por aquele que eu escolhi como meu Mestre para o resto da minha vida!
É um grande orgulho tê-lo presente no meu dia-a-dia, mesmo estando longe.
Que uma onda de ternura lhe invada o coração, originária de terras lusitanas.
Lembre-se sempre que muitas outras pessoas seguem os seus ensinamentos com dedicação e empenho.
Mil beijos de quem muito o admira!
Ana Maria Marreiros
Obrigado, Ana Maria, pelas palavras carinhosas e de compreensão. Senti um novo alento com a onda de ternura lusitana me invadindo o coração. Beijinhos.