quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013 | Autor:

Apoteose

Era madrugada e ele aguardava o alvorecer com uma moderada tristeza, mas pressentindo uma crescente alegria que brotava no mais íntimo do seu ser.

Olhou o céu, escuro, e desejou ser ele. Inspirou fundo e sentiu esse prazer nostálgico dos que partem.

Voltou seu pensamento aos que lhe eram caros e confirmou que só deixaria boas lembranças, carinho e afeto, como pegadas indeléveis na senda limpa que trilhou. E expirou aliviado, relaxou os músculos e penetrou na gratificante experiência do pós-vida.

Que leveza e frescor reconfortantes ao ficar livre dos grilhões da carne! Que paz! Eis que já era vento, brisa, alento… a caminhar silente pelas alamedas do eterno.

Ainda uma vez, voltou seu afeto aos que deixara no vale de lágrimas; e numa prece calada pediu ao Senhor que concedesse a cada um dos seus amados um passamento assim, pleno de felicidade e isento de remorsos.

Olhou para o alto e viu sua nova gente: seu Mestre que o aguardava de braços abertos e sua nova família incorpórea que o envolvia em eflúvios róseos de intenso amor:

Há muito que te esperávamos. Deixaste-nos ansiosos por teu renascer. Mas serás, afinal, um parto fácil. Agora, vem descansar, tu o mereces.”

E por entre o brilho inconstante das inumeráveis estrelinhas de energia sutil, sentiu-se embalar pela harmonia das esferas entoada por um coro de sentimentos sublimes.

DeRose

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013 | Autor:

Vamos, Criatura!

Você já parou para pensar que suas ações são meros reflexos de um condicionamento social que a escraviza a um comportamento estereotipado, comportamento de rebanho que caminha para o matadouro, infeliz, mas resignado?

Já meditou no fato de que você não usa o seu livre arbítrio nem um pouco e que você pensa, fala, sente e age de acordo com aquilo que os outros esperam de você?

Onde está o ser inteligente que se distingue do resto dos animais pelo seu poder de volição e de decisão? Ele está manifestado em você? Vamos, sinceridade. Você faz o que quer – ou, ao menos, atreve-se a pensar o que quer? Ou pensa aquilo que a família, a sociedade, os amigos, as instituições querem que você pense?

Não, não pare de ler. Ou só vai ler as coisas amorosas que eu escrever? Enfrente pelo menos um pedaço de papel que lhe diz na cara que você não se assume. Que você tem sido tão influenciável pela opinião dos outros, que está se tornando uma pessoa sem vontade, sem personalidade.

Não estou zangado, não. Estou é tentando sacudir você tão bem que talvez consiga despertar. Afinal, você é inteligente e sabe a enorme variedade de doenças físicas e psíquicas que advêm da frustração, da auto-mentira, da infelicidade crônica do dia-a-dia sem sentido, do stress causado pela rotina medíocre e mesquinha.

Você já achou o sentido da sua vida?

A vida é dinamismo, é movimento e não estagnação. Estagne-se pelo medo de agir e se deteriorará como as tantas esposas e mães que vivem frustradas e arrependidas por não se terem deixado arrebatar por uma grande causa… e hoje trazem no semblante os vincos indeléveis da infelicidade incurável, essa mesma infelicidade que não hesitam em oferecer como herança malsã às suas filhas para que vivam as as mesmas pressões, mesmas depressões, as mesmas conversas, as mesmas fofocas, a mesma impotência para um orgasmo pleno ou para uma opinião própria, as mesmas lamentações, as mesmas lágrimas…

Você tem um compromisso cósmico agora! Mas tem, também, a liberdade de não aceitá-lo. O karma lhe deu a liberdade de opção que constitui a chave mestra de um fardo chamado responsabilidade. Só que, ingrata, você recusa essa dádiva e se obstina em não querer assumir a responsabilidade da decisão.

Você se acomoda indolentemente na almofada fofa da inércia. Simplesmente por medo de enfrentar uma mudança.

Já parou para pensar na idade que tem? Não acha que já está na hora de ter um pouco mais de maturidade?

Vamos! Utilize uma pontinha de sinceridade e responda: essa é a vida que você queria? Ela a realiza? Você já pensou como é que vai ser o seu futuro se tudo continuar nessa covardia e nessa acomodação?

Vamos, Criatura!

Aventure-se, corra o risco que a vida é isso. A vida vale a pena quando se tem uma boa causa pela qual se possa sorrir ou chorar, pela qual se possa viver ou morrer.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013 | Autor:

Enviado por Marcos Eiji:|

Olá Mestre,

Uma aluna da Unidade Borba Gato, Marina Beatriz, estava tomando um chai comigo e comentou sobre um pesquisador brasileiro que atualmente é muito bem reconhecido no exterior. A pesquisa do Dr Claudio Gil Araújo baseia-se num teste que avalia a capacidade de sentar-se e elevar-se sem o auxílio das mãos. Segundo o teste sistematizado por esse brasileiro, quanto melhor a capacidade do sujeito de levantar-se do solo e em seguida sentar-se, melhor será o estado de saúde do sujeito. O que surpreendeu ao mundo foi a fácil compreensão e a simplicidade da pesquisa, que permite qualquer um realizar o teste, com ausência total de recursos eletrônicos e sem aparatos mirabolantes. Quando nossa aluna viu a matéria, lembrou-se na hora de nossas aulas e nossas recomendações!

Segue abaixo o link:

http://www.cnpq.br/web/guest/noticiasviews/-/journal_content/56_INSTANCE_a6MO/10157/824761

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012 | Autor:

O que é o Método DeRose

O Método DeRose é uma proposta de boas coisas: boa qualidade de vida, boas maneiras, boas relações humanas, boa cultura, boa alimentação, boa forma, bom ambiente e bons ideais.

O Método DeRose é uma proposta de qualidade de vida e alta performance, que consiste em técnicas e conceitos, recomendáveis para público masculino, mas também para ambos os sexos.

No primeiro momento aplicamos a reeducação respiratória, as técnicas orgânicas, exercícios de concentração e de gerenciamento do stress. Depois, à medida que o praticante vai se familiarizando com a proposta, começa a conhecer os conceitos que consistem na reeducação comportamental, boa forma, boa alimentação, boas relações humanas, integração na família, no trabalho, no esporte, enfim, na vida real do praticante.  O aluno vai passar um tempo se familiarizando com as técnicas. Depois, assimila a filosofia comportamental.

O Método não serve como terapia

O Método não é recomendado aos portadores de problemas psicológicos, psiquiátricos ou neurológicos. Também não é indicado para crianças, nem para idosos, nem para gestantes, nem para enfermos.

Nossa casa

Nossa Casa é um espaço de cultura e bem-estar. Um ambiente onde o aluno poderá participar de palestras, cursos e workshops sobre comportamento, gastronomia, etiqueta e filosofia oriental, bem como fazer aulas de respiração, relaxamento, meditação, técnicas orgânicas, tanto em grupo quanto com personal trainer.

Nossa rede all over the world

Centenas de escolas independentes adotam o Método DeRose em vários estados do Brasil, França, Inglaterra, Escócia, Itália, Espanha, Portugal, Suíça, enfim, na maioria dos países da Europa Ocidental e também nos Estados Unidos (inclusive no Havaí), Argentina etc. Se você estiver inscrito em qualquer uma das Unidades Credenciadas, terá o direito de frequentar várias outras quando em viagem (conveniência esta sujeita à disponibilidade de vaga), desde que comprove estar em dia com a sua unidade de origem e apresente os documentos solicitados.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012 | Autor:


Nunca perca contato visual com a sua bagagem. Há mais de trinta anos eu viajo sistematicamente para países próximos e distantes, das Américas, Europa e Ásia. Jamais me furtaram coisa alguma.

Nos aeroportos existem quadrilhas especializadas em roubar as malas que são despachadas. A maioria trabalha do lado de dentro. Em viagens diretas, eles têm que trabalhar rápido para sumir com a mala ou para abri-la, mas eles têm experiência. Por outro lado, nas viagens com escala, em que você tem que descer de um avião e embarcar noutro – e suas malas também – eles trabalham mais sossegadamente. Primeiro, porque dispõem de mais tempo. Depois, porque você nunca poderia afirmar com certeza em que aeroporto ocorreu o furto.

Sempre que viajo acompanhado presencio os amigos despachando tudo, pelo ilusório conforto de embarcar com as mãos abanando. Várias vezes testemunhei o resultado: chegando ao destino, a bagagem roubada ou extraviada, meus amigos não tinham nem uma muda de roupa. Nada!

Mas não é só a mala despachada que vira fumaça. Basta olhar para o lado e adeus bagagem. Levando grupos de amigos para a Índia, percebi porque as pessoas são furtadas. A maioria se virava de costas para a bagagem para falar com alguém, olhar alguma coisa que lhes chamara a atenção ou para responder a algum espertinho contratado para desviar suas vistas da mala. Felizmente, eu estava por perto para evitar que o distraído ficasse sem a equipagem.

O truque é nunca perder contato visual com a sua mala. Mas melhor mesmo é jamais perder contato físico. Tem que fazer check-in? Ponha o pé em cima da mala. Vai tomar um lanche no bar ou pagar algo no caixa? Pé em cima da mala. Vai esperar o próximo vôo, sentado mais ou menos confortavelmente, num marasmo que pode dar sono? Recoste-se sobre a mochila, enrosque a alça da bolsa no seu braço, apoie-se na mala de tal jeito que se alguém a mover você caia.

Nos restaurantes, tanto em viagem quanto na sua cidade, mantenha a bolsa não apenas à vista, mas presa da melhor forma possível no encosto. Se alguém tentar levá-la embora, a cadeira vai junto.

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domingo, 9 de dezembro de 2012 | Autor:

Isto deveria estar no meu livro de boas maneiras. Mas não está. Não há coisa mais frustrante – e eventualmente constrangedora – que você colocar a torrada ou bolacha na mão e, ao tentar passar a manteiga, a coisa toda se partir em vários pedaços, inclusive sujando a mão.

Contudo, evitar isso é fácil: basta colocar uma torrada em cima da outra ou um biscoito em cima do outro.

Esse exemplo também nos demonstra o quanto a união faz a força. Um sozinho é fácil de ser quebrado pelos inimigos, mas juntos somos imbatíveis.

Certa vez, o líder mongol Temujin, o Gengis Khan, percebeu um movimento separatista entre as várias tribos que juntas constituíam uma grande força. Então, o Khan mandou que os separatistas agarrassem um cavalo pela cauda e a arrancassem. Por mais que puxassem, ninguém conseguiu. Aí, ele mandou que arrancassem um fio de cada vez. Depois que arrancaram o primeiro fio com extrema facilidade, todos compreenderam a metáfora.

Seria muito fácil arrancar a cauda do equino separando os fios e atacando um de cada vez, assim como seria muito fácil derrotar uma por uma das tribos se ficassem separadas. Mas seria uma empreitada impossível se os mongóis estivessem unidos.

E assim foi. Gengis Khan constituiu um enorme império invencível que se estendeu até à Índia. Um descendente seu, Shah Jahan, foi quem mandou erigir o Taj Mahal.

Por isso, na nossa egrégora valorizamos tanto a união, a coesão e o apoio recíproco.

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sábado, 8 de dezembro de 2012 | Autor:

Meu amigo Amilton Rotella teve um restaurante em Londres. Certa vez, comentou que quando um latino (italiano, espanhol, português, brasileiro) termina de comer, há mais farelo de pão na toalha de mesa do que quando um anglo-saxão termina de almoçar. E que isso é tão flagrante que ele passou a fazer amizades baseando-se nos farelos. Quando via muitos resíduos, Amilton já chegava falando português, pois a probabilidade de ser conterrâneo era grande.

Passei a prestar atenção e, realmente, também eu deixava um rastro de migalhas. Então, à medida que parto o pão, passei a ir recolhendo discretamente os fragmentos que vão fagulhando em torno do prato.

No final da refeição, quando o garçom retira os pratos, delicio-me ao constatar que meu território gastronômico está imaculadamente limpo – não podendo dizer o mesmo dos demais!

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sexta-feira, 7 de dezembro de 2012 | Autor:


Tudo na vida tem o seu momento mágico. Se você deixar passar, provavelmente não o fará mais. Por isso, quando viam alguém pensativo, os antigos costumavam dizer: “quem pensa não casa”. E não casa mesmo.

Portanto, quando surgir aquele amor da sua vida, não pense duas vezes. Entregue-se de corpo e alma. Há a possibilidade de dar-se mal? Claro que sim. Mas também há a possibilidade tornar-se a pessoa mais feliz do mundo. Você jamais saberá se não for a fundo. Tem gente que vive na defensiva para que ninguém parta o seu coração. Talvez consiga o seu intento de blindar-se. Por outro lado, não conseguirá viver os momentos tão intensos de felicidade, somente obteníveis pelo arrebatamento, auto-entrega e confiança recíproca.

Isso é verdade com relação a todas as coisas. Se você pensar muito, não abandona o empreguinho medíocre para vir a tornar-se senhor do seu próprio nariz. Se não pensar demais, não sentirá o medo que paralisa. Agindo no momento certo terá a coragem de jogar tudo para o alto, arriscar tudo e mudar de profissão. Depois que der o passo decisivo e trocar de carreira, estará tão envolvido com o projeto que não haverá outro jeito senão vencer: os navios terão sido queimados na retaguarda e não haverá como retroceder. É assim que se vence.

Se aproveitar o momento mágico, você muda a sua vida. Se não, jamais mudará. Mas, atenção: isso não quer dizer agir por impulso, ou tomar atitudes irracionais. Quer dizer apenas que quando uma verdadeira oportunidade se aproximar, você deve saber agarrá-la antes que passe. As pessoas bem sucedidas e as pessoas mais felizes são as que sabem aproveitar uma oportunidade.

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