Como você tem acompanhado pelos noticiários, um vulcão entrou em erupção na Islândia e a núvem de cinzas que ele expeliu cobriu quase toda a Europa Ocidental, obrigando os aeroportos da França, Inglaterra, Escócia, Irlanda, Bélgica, Alemanha e outros a fechar e interromper todos vôos.
Eu e a Fée demos um curso em Londres, fizemos a transmissão da nossa aula em Paris, teríamos cursos em Lisboa e em Roma nos próximos dias. Vôo marcado para sexta-feira passada à tarde. Tivemos a notícia de que o aeroporto estaria fechado, mas fazer o quê? Tínhamos que viajar. Centenas de inscritos estariam à nossa espera nos outros países e não poderíamos decepcioná-los.
No aeroporto Charles De Gaulle estava instalado um caos muito pior do que aquele que havia acometido os aeroportos brasileiros algum tempo atrás. Multidões de viajantes, turistas, jovens, idosos, senhoras, crianças – todos amontoados pelo chão, pelos corredores. Pessoas que haviam viajado com um planejamento justo e já não tinham onde ficar. A maioria não dispunha de dinheiro para continuar pagando hotel em Paris, cidade cara, por mais alguns dias (sabe-se lá quantos!). Outros não encontraram vaga nos hotéis, pois todos estavam na mesma situação e não podiam deixar o país. O jeito era acampar no saguão do aeroporto. No chão. A sorte é que quase ninguém deu chilique. Todos compreenderam que ocorrera uma contingência.
Acontece que muitos não tinham dinheiro sequer para comer, pois haviam feito uma viagem apertada, gastando até o último centavo antes de encetar o retorno. Viajantes jovens e famílias classe média não dispunham de reservas para essas horas. Mas também não adiantaria disporem de dinheiro porque a comida começou a faltar em alguns quiosques. Se fosse vegetariano, aí então não teria nada mesmo para comprar. Por outro lado, era tão difícil chegar ao empregado para conseguir ser atendido no meio daquela balbúrdia, que muita gente desanimava antes até de descobrir que não havia quase nada a ser comprado. E um agravante: estávamos na Europa! Quando está na hora de fechar a lanchonete ou restaurante, não importa se há clientes a ser atendidos. Esse é o horário de fechar e pronto. Não atendem a mais ninguém e mandam sair os que estiverem dentro. É a consequência de leis laborais paternalistas.
Ah! E os banheiros? Aqueles sanitários não foram feitos para que tantos milhares de pessoas os utilizassem ao mesmo tempo. Mas os empregados à noite estavam em seu horário de folga e ninguém no mundo iria convencê-los a permanecer no trabalho. Imagine os transtornos causados pela falta de papel higiênico, pela falta de limpeza (o cheiro!), pela falta de sabonete, pela falta de toalhas de papel para enxugar as mãos! Certamente que havia também os secadores a ar quente, no entanto a fila para utilizá-los era inviável. Alguns já não funcionavam devido à sobrecarga. Melhor era secar as mãos na roupa mesmo…
Num dado momento as crianças, cansadas, já não aguentavam e começaram a guinchar em coro. As mulheres choravam. Os homens, com cara de desespero, olhavam impotentes o sofrimento das suas famílias, famintas, cansadas, sem poder fazer nada. Nem pelo menos podiam extravasar maltratando os funcionários das companhias aéreas, pois sabiam que não era culpa de ninguém. Além do mais, se der pití por estas bandas vai preso. Era o Inferno de Dante (nenhuma referência ao filme do mesmo nome, que nos mostrava a tragédia de uma erupção vulcânica).
Você deve estar pensando por que é que essa gente que morasse nas outras cidades ou países europeus não viajava de trem (dizem que os trens são tão bons) ou ônibus? Acontece que todos os mais agilizados pensaram nisso antes e as passagens já não existiam.
Naquele panorama, qualquer aluno ou instrutor nosso valorizaria ao extremo a nossa rede, pois simplesmente telefonaria a uma das nossas escolas, relataria a situação e tudo estaria resolvido, pois a nossa confraria mundial é muito unida, prestativa e estamos em toda parte. Nosso aluno iria para a casa de alguém com quem teria, inclusive, os mesmos ideais a compartilhar. Casa de alguém que não fuma, que não toma álcool, que não usa drogas, que não ingere carnes. Casa de alguém cuja atmosfera é feliz, alegre, afetuosa, saudável, descomplicada. Teria casa e comida pelo tempo que fosse necessário. Teria até um círculo de amigos e uma escola para frequentar sem pagar nada. O transtorno ter-se-ia transmutado em uma aventura deliciosa e inesquecível!
Pensando assim, nem sequer fomos para o aeroporto. Você já estava com pena do Mestre velhinho, com fome, dor nas costas, dormindo no chão frio e a Fée cuidando de mim como podia, não é? Foi maldade criar esse suspense. Mas considere o alívio que você está sentindo agora ao saber que nós nem fomos lá para o meio daquela muvuca.
Filipa nos telefonou e perguntou se queríamos viajar de automóvel com ela, o Zé e o filhinho Hugo através da França, Espanha e, finalmente, Portugal. Primeiro, foi o pânico. “Tá loco! Encarar uma viagem dessas por terra é muito asfalto.” Mas no momento seguinte, “não tem questionamento; precisamos chegar lá, nem que seja de bicicleta”. E assim foi.
O resultado foi uma deliciosa viagem com muita risada, comidinhas e paisagens. E eu que me esquivava de realizar uma viagem por terra pelo interior da França, estava agora descobrindo que não era tão mal, era até divertido, especialmente em boa companhia.






Qué aventura!
De todo lo que nos perderíamos si no aceptamos desafíos y compromisos.
Un beso Mestre, allá vamos por más aventuras!
a Upa la egrégora!
Caica.
Sede Decana. Buenos Aires.
Nunca mais dizer que estou cansada… Mestre, ainda estou a assimilar a lição que nos deu a todos este fds.
Não é normal que uma pessoa consiga fazer o que o Mestre fez. Recapitulando:
1 – Saída de Paris sexta de manhã e chega a Lisboa sábado ao meio-dia, com um descanso de 4 horas num hotel em Espanha;
2 – Sábado às 15h00 começa a dar um curso que acaba às 19h00;
3 – Das 21h00 à 1 da manhã dá sessão de autógrafos;
4 – Domingo às 11 da manhã já está no Lifestyle em trabalho e às 15h00 dá outro curso até às 19h00;
5 – às 22h00 jantar com instrutores;
6 – 2ª feira ao meio-dia novo curso até às 17h00…
E, isto tudo sempre cheio de energia e com um carinho especial para cada um de nós! Completely amazing…
Obrigada por dedicar o seu esforço a todos nós. Também quero testemunhar aqui o meu obrigada á Filipa e Zé por o terem trazido até nós. À Fê a minha admiração, porque tb ela se portou como uma heroína e aguentou firme todo o cansaço.
Espero que hoje já descansem bem e durmam um soninho muito descansado.
Zélia Couto e Santos – Lisboa
Guauuuu…que aventura!!!!
Bom que tem a nossa família para cuidar de nós! hihi
Beijinhos com muitas saudades de você e da Fezinha
Mel
Bem que eu estava achando você nessa roubada Mestre.
Pensei: ahhh, o De não ficaria ali não, rsrsrs.
A Felipa e o Zé são mesmo uns amores e estou morrendo de saudades de todos vocês.
Um beijo enorme daqui do outro lado do oceano.
É a natureza mostrando ao homem que ele não é o dono do mundo como imagina ser…
Nossa família é única mesmo. Obrigado pela oportunidade de fazer parte dela, Mestrão!
Olá Mestre, querido,
Cheguei a ficar preocupada quando ouvi no noticiário a situação dos viajantes na Europa…. mas confesso que lá no fundo sabia que tudo se resolveria bem. Afinal, quem é Método DeRose, quem tem na veia essa filosofia de vida, sempre acha uma alternativa boa, as vezes até melhor, nos momentos de apuros. Imagino que viagem bonita, alegre, gostosa vocês devem ter feito. Que delícia saber disso.
um beijo carinhoso,
Lílian Doern / graduada – Unidade Brooklin/SP
Só para mandar um beijinho do tamanho do mundo, universo e afins!!!
Não consigo descrever o q sinto depois deste fim-de-semana… Talvez se estivessemos agora lado a lado, o meu silêncio permiti-se transmitir o q vai cá dentro… Apenas deixo um forte abraço e um obrigada por cada palavra dita e não dita…
Sei que tenho muita sorte por tê-lo na minha vida!!!
Uau Maestro!!
Usted es terrible!!!!!!!
Lo imaginé queirendo comer e ir al baño en esa situación, con Fe a su lado tratanto de hacer todo lo más confotable posible, con una sonrisa, pero preocupada por dentro y me dio mucha preocupación.
Que alivio saber que fue pura ficción, y que hizo ese viaje en auto tan lindo y en buena compañia.
Cuidesé y cuidelá a Fe que aquí en este país los esperamos para darles nuestro cariño.
Besitos
Olá a todos.
Acabamos de chegar a Paris.
Queria agradecer as lindas palavras de agradecimento do nosso Mestre, da Fê e de todos.
Como devem imaginar foi um prazer fazer esta viagem! Foram no total 24h muito divertidas, tranquilas e enriquecedoras… o Huguinho portou-se muito bem (ufa) e o hotel onde pernoitamos também era muito bom.
Mestre e Fê, o DeRose Transfert está a posto para vos trazer de Roma (caso necessário). Desta vez são SÓ 13h30
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Um beijo com saudades
Filipa, Espace Energie, Paris
Obrigado, Filipa. Viajar com vocês é um prazer. Beijinhos.
Pingback: O clima esquentou pro lado da Islândia « Blog do Julio Simões
Cher Maître,
Face à la Force de la Nature aussi Grandiose, Merveilleuse que Capricieuse, l’Unique Solution d’entreprendre le trajet Paris Lisbonne en voiture s’est présentée à vous sous des dehors inabordables dans un premier temps, puis imposée comme une Evidence, comme une nouvelle Expérience.
Recevez toute mon Admiration redoublée à travers cette Aventure que vous avez accepté de traverser pour nous rejoindre à Lisbonne où nous vous attendions fermement.
C’est un nuage de confiance, de soutien et d’amour qui vous a enveloppé pendant des centaines de kilomètres. L’escorte de Fi & Zé est un exemple de bravoure et dévouement sans faille.
Je vous suis reconnaissante d’avoir accompli ce voyage. Vous étiez sans doute affecté par la fatigue et la douleur, mais votre présence à Lisbonne parmi nous fut une réelle caresse renforcée et enrichie par ce “Road Movie” où vous étiez tous les cinq; Vous “Querido Mestro, Fê, Fi, Zé & Hugo des Héros.
De mon côté, j’ai opté pour la solution du Bus qui a remporté un vif succès car beaucoup de personnes se sont repliées sur ce moyen, faute de pouvoir emprunter la voix des airs. La promiscuité pendant 20 heures avec des inconnus n’est pas compatible avec le sentiment de liberté, mais je me sentais légère, transformée, libre mentalement et chargée de belles énergies et de confiance grâce à la transmission de votre enseignement.
Avec toute mon affection.
Muito obrigada. Até a proxima em Paris!
Florence – Flo’ Bordeaux (previously Espace Energie)
Oi Mestre Querido!
Tão longe, mas ao mesmo tão perto. (Pensa em mim que estarei contigo! Funciona mesmo; estas em meu coração todo o momento)
Quero dizer que já vai fazer 3 semanas que estou no Rio e estou muito feliz! A Unidade Leblon é realmente muito especial, a equipe toda e a Van principalmente.
Quero compartilhar alguns elogios do nosso Método lá do outro lado do mundo. Recebo alguns email de pessoas que assistem as coreografias no YouTube e são fãs do nosso Método.
Esse por exemplo é do Chile:
Claudio Marcelo Herrera Maldonado 11 de fevereiro às 15:44
Que feliz soy de que hayas aceptado mi amistad, que bueno que hayas conocido mi pais…el desierto es muy lindo y me llena de Paz, trato siempre de practicar mucho…todos los dias casi todo el dia…y el trabajo de la red De Rose es una gran inspiracion…siempre he tratado de unirme …pero no he podido hacerlo…tal vez un dia pueda viajar a Brasil o Argentina…los encuentro fantasticos y lo mas completo que jamas he visto, un gran abrazo desde el desierto.
Claudio Herrera.
Michele Hayashi 11 de fevereiro às 12:40
Oi Claudio,
Conheci Atacama e Santiago em 2008 junto com mais 5 instrutores de SwáSthya Yôga. A viagem foi incrível e inequecível, é um privilégio que moras ai…
Fico feliz que pratica por ai. Os instrutores daí são feras. Procure participar mais. Temos evento no mundo todo. Acesse o site: http://www.uni-yoga.org ou blogdoderose .
Atenciosamente Michele Hayashi
Obrigada pelo carinho, fico feliz em inspirar tanta gente..
Claudio Marcelo Herrera Maldonado 11 de fevereiro às 02:15
Estimada y muy respetada Michele, soy de Chile…de una ciudad en medio del desierto, que se llama Calama. Aqui en esta soledad en donde tan pocas cosas llegan..yo practico yoga junto a varios alumnos, cuesta mucho hacerlo porque casi nada llega hasta aca. Al ver tus videos y tu trabajo has sido realmente una gran inspiracion para mi, disculpa el idioma…pero no se escribir el portugues…lo entiendo…pero no se escribirlo, es un honor realmente escribirte.
Un fraternal abrazo, atentamente.
Claudio Herrera.
Este outro é do Japão:
Patrick Oancia 20 de abril às 07:50
hello michele:
we have never met, but i was pretty impressed by your yoga moves on youtube. i am the director and head teacher of a yoga studio in tokyo and noticed your last name is japanese. are you teaching in argentina or brazil? interesting system you practice. it is more like a very graceful performance…
Patrick
A internet é realmente uma ferramenta muito poderosa, estamos no mundo todo!
Beijos com muitas saudades.
Michele Hayashi
Parabéns por manter esses contatos e por divulgar sua linda coreografia no Youtube. Beijinhos.
Querido Mestre
Permita-me rogar à sua inteligência e humildade para convidá-lo a, talvez, repensar algumas frases abaixo transcritas:
Quando está na hora de fechar a lanchonete ou restaurante, não importa se há clientes a ser atendidos. Esse é o horário de fechar e pronto. Não atendem a mais ninguém e mandam sair os que estiverem dentro. É a conseqüência de leis laborais paternalistas.
Ah! E os banheiros? Aqueles sanitários não foram feitos para que tantos milhares de pessoas os utilizassem ao mesmo tempo. Mas os empregados à noite estavam em seu horário de folga e ninguém no mundo iria convencê-los a permanecer no trabalho.
Entendo que mesmo não vivenciando in loco o caos instalado no aeroporto Charles de Gaulle, sua compaixão o fez vivenciar o verdadeiro drama em que milhares de pessoas, uns mais, outros menos, dependendo da idade, condição física e dinheiro passaram com o caos aéreo experimentado em vários países europeus nos últimos dias.
Entendo também que, num verdadeiro desespero, algumas pessoas pudessem pensar que se os empregados continuassem trabalhando sem parar tudo se resolveria, mas não é o caso.
Sem polemizar, até porque adoro tudo o que escreves, permita-me apenas alguns comentários:
1- A legislação trabalhista européia não é nada paternalista e aqui no Brasil também existe jornada de trabalho, com limites diários e mensais.
2- As conquistas trabalhistas vieram daí. Inglaterra, França. Custaram sangue desta gente, ao contrário do Brasil onde as leis foram outorgadas e não conquistadas. Lembro de meu avô que dizia que lembrava da época onde se achava um absurdo pagar um empregado para não trabalhar (férias). Minha mãe negra era filha de escrava.
3- No início da Revolução Industrial a jornada de trabalho era de 17 horas diárias, 80 semanais, em condições insalubres, baixos salários e com trabalho infantil.
4- Os empregados devem ter horário de entrada e saída. Horas extraordinárias não recebem este nome por acaso. O direito à saúde e ao lazer, direitos sociais constitucionais, estão diretamente ligados a esta limitação.
5- Funcionando sem parar, lanchonetes e banheiros ficariam menos piores, mas não resolveriam o problema que, aliás, ninguém sabe dizer quanto durará.
6- Sem descanso os empregados alcançariam a exaustão e ao invés de vir trabalhar no dia seguinte, ninguém trabalharia.
Penso que constatado o caos, não caberia àqueles empregados resolver a questão, mas sim algo como Defesa Civil, Exército ou algum outro ente público.
Fosse uma calamidade decorrente de guerra ou desastre, penso que aquela gente não se furtaria a ajudar, independentemente de horários, pois já o demonstraram nas guerras pelas quais passaram.
É só para reflexão querido Mestre. Não tome como uma indisciplina ou discordância frontal. O faço justamente porque achei que estas frases não combinam com você.
Acho que o que quis dizer, na verdade, foi que esses funcionários cumpriram seus horários e foram embora sem emoção, sem se preocuparem com os que precisam. Aqui no Brasil certamente seria diferente.
Um forte abraço
SwáSthya
Julio
Que texto lúcido, Julio! Gostei da sua reflexão. Como o aeroporto Charles De Gaulle está na França, consideremos a situação laboral nesse país. Em muitas lojas de Paris, quem trabalha é o dono, por não poder arcar com as taxas e encargos do protecionismo. Resultado: você chega a uma loja no horário comercial e ela está fechada. Você não pode ser atendido porque o dono tem lá outros compromissos na qualidade de empresário e não há condições de ficar todo o dia atendendo ao público. A jornada de trabalho semanal é 35 horas. Mas estão querendo reduzir esse tempo. Enquanto isso, muitos atendem os clientes com impaciência e até grosseria, já que a legislação lhes confere esse privilégio. Em muitos lugares o freguês tem que pedir desculpas por incomodar o vendedor, ao pedir que ele atenda (“Excuse-moi, M’sieur”, “Pardon, Mademoiselle”). Outros, reclamam da falta de poder aquisitivo do cidadão. Sarkozy já declarou que se os franceses quiserem mais poder de compra precisam trabalhar mais. Mas, isso, eles não querem. Um amigo meu pediu demissão e ficou um ano sem procurar trabalho porque essas leis paternalistas pagam pelo seu desemprego 80% do salário anterior. Em alguns casos, isso pode representar 3000 euros, 5000 euros ou mais. Outro, preferiu se aposentar, pois aposentado, não trabalhando, ganhava mais do que produzindo. E quanto a mandar os clientes saírem, isso ocorreu com a Virgínia Barbosa há duas semanas. Estava ela tomando um chocolate quente em um café elegante de Paris e o empregado pediu que ela saísse porque já eram 19 horas – DEZENOVE HORAS! – e ele iria fechar o bistrô. Compreende agora a minha indignação?
Esta viagem foi uma daquelas situações em que de súbito as prioridades se invertem. Incialmente eu e a Filipa estavamos preocupados com a nossa viagem para Lisboa. Logo que combinamos levar a Fê e o Mestre compreendemos que a nossa própria ida para Lisboa era o menos importante.
Nos sentimos incumbidos de uma missão de grande responsabilidade. Deveriamos chegar a Lisboa a tempo para o curso de Sábado mas mais importatne era chegar em segurança. Imaginem se que com a pressa algo de menos bom acontecia!
O tempo de que dispunhamos era suficiente mas sem margem para erros. O Meste nos informou que se necessário poderia chegar e entrar directo no curso… Felizmente conseguimos chegar com alguma antecedência o que permitiu ao Mestre e à Fê uma passagem pelo hotel para refrescar.
De resto a viagem foi mais uma deliciosa aventura para contar aos netos!
E por falar na importância da egrégora, no caminho de volta tivemos a companhia da Christine, que se tinha deslocado a Lisboa para os cursos e com o vulcão ainda em actividade tinha perdido a sua viagem de volta a Paris!
Zé
Espace Energie – Paris