quarta-feira, 30 de maio de 2012 | Autor:

Enviado por Camila Grinsztejn:

Li esta crônica da jornalista Martha Medeiros, colunista do Jornal O Globo aqui do Rio de Janeiro que me lembrou muito o livro “Método de Boas Maneiras”. Espero que goste.

Não canse quem te quer bem – Martha Medeiros

“Foi durante o programa Saia Justa que a atriz Camila Morgado, discutindo sobre a chatice dos outros (e a nossa própria), lançou a frase: “Não canse quem te quer bem”. Diz ela que ouviu isso em algum lugar, mas enquanto não consegue lembrar a fonte, dou a ela a posse provisória desse achado.

Não canse quem te quer bem. Ah, se conseguíssemos manter sob controle nosso ímpeto de apoquentar. Mas não. Uns mais, outros menos, todos passam do limite na arte de encher os tubos. Ou contando uma história que não acaba nunca, ou pior: contando uma história que não acaba nunca cujos protagonistas ninguém jamais ouviu falar. Deveria ser crime inafiançável ficar contando longos casos sobre gente que não conhecemos e por quem não temos o menor interesse. Se for história de doença, então, cadeira elétrica.

Não canse quem te quer bem. Evite repetir sempre a mesma queixa. Desabafar com amigos, ok. Pedir conselho, ok também, é uma demonstração de carinho e confiança. Agora, ficar anos alugando os ouvidos alheios com as mesmas reclamações, dá licença. Troque o disco. Seus amigos gostam tanto de você, merecem saber que você é capaz de diversificar suas lamúrias.

Não canse quem te quer bem. Garçons foram treinados para te querer bem. Então não peça para trocar todos os ingredientes do risoto que você solicitou – escolha uma pizza e fim.

Seu namorado te quer muito bem. Não o obrigue a esperar pelos 20 vestidos que você vai experimentar antes de sair – pense antes no que vai usar. E discutir a relação, só uma vez por ano, se não houver outra saída.

Sua namorada também te quer muito bem. Não a amole pedindo para ela explicar de onde conhece aquele rapaz que cumprimentou na saída do cinema. Ciúme toda hora, por qualquer bobagem, é esgotante.

Não canse quem te quer bem. Não peça dinheiro emprestado pra quem vai ficar constrangido em negar. Não exija uma dedicatória especial só porque você é parente do autor do livro. E não exagere ao mostrar fotografias. Se o local que você visitou é realmente incrível, mostre três, quatro no máximo. Na verdade, fotografia a gente só mostra pra mãe e para aqueles que também aparecem na foto.

Não canse quem te quer bem. Não faça seus filhos demonstrarem dotes artísticos (cantar, dançar, tocar violão) na frente das visitas. Por amor a eles e pelas visitas.

Implicâncias quase sempre são demonstrações de afeto. Você não implica com quem te esnoba, apenas com quem possui laços fraternos. Se um amigo é barrigudo, será sobre a barriga dele que faremos piada. Se temos uma amiga que sempre chega atrasada, o atraso dela será brindado com sarcasmo. Se nosso filho é cabeludo, “quando é que tu vai cortar esse cabelo, garoto?” será a pergunta que faremos de segunda a domingo. Implicar é uma maneira de confirmar a intimidade. Mas os íntimos poderiam se elogiar, pra variar.

Não canse quem te quer bem. Se não consegue resistir a dar uma chateada, seja mala com pessoas que não te conhecem. Só esses poderão se afastar, cortar o assunto, te dar um chega pra lá. Quem te quer bem vai te ouvir até o fim e ainda vai fazer de conta que está se divertindo. Coitado. Prive-o desse infortúnio. Ele não tem culpa de gostar de você.”

Beijos e saudades,
Camila Grinsztejn
Unidade Copacabana RJ

  1. Autor: Lulo

    Hola Mestre! Ya estoy extrañando mucho!
    Por suerte está el blog, que me hace sentir más cerca tuyo.
    Mil besos!

    DeRose |

    Sí, querida! Pero si cierro los ojos, veo tu sonrisa y escucho tu voz. Mil miles de besos.

  2. Autor: ltertok

    Quera bem também à nossa boa música brasileira, Bossa Nova, Nossa! Cantada em português pelos gringos numa radio de jazz.

    DeRose |

    O link não apareceu.

  3. Autor: Gisele Correa

    Olá Mestre, tudo bem? :)
    Primeiramente quero dizer que estou com muitas saudades e depois dizer que trago boas notícias com relação ao DRT. :) Hoje eu finalmente fui ao SATED e levei todo o meu material. Levei as minhas fotos organizadas em ordem cronológica, certificados, DVD com apresentações, enfim, fiz um apanhado de tudo o que eu tinha ao longo destes anos de apresentação, organizei e apresentei ao Diretor Ricardo Vasconcelos, que é do Conselho de ética do SATED.
    Ele foi muito receptivo e humilde. Disse que o nosso trabalho está muito bem estruturado e que o sindicato não tem competência para nos avaliar e que a única função específica de DRT que ele encontra para nós é o DRT de artes cênicas. :) Exatamente o que o Mestre queria. :)
    Bom, eu expliquei que eu preciso de DRT para mais 30 demonstradores. Ele disse que conseguimos o DRT provisório para esta apresentação que faremos no meio do ano. Então, podemos ficar mais tranquilos para ela. Porém, ele disse que este DRT provisório dura apenas 1 ano e que teríamos este prazo para conseguir o DRT definitivo.
    Bom, para tirar DRT de ator ou atriz, teríamos que fazer uma faculdade de artes cênicas ou algum curso específico. Mas ele mesmo concordou que não seria interessante para nós, por vários motivos. Mas para tirarmos o DRT de ator ou atriz, temos que de alguma forma apresentar algum documento, de curso específico. Então, eu sugeri para ele que montássemos um curso apenas para os nossos demonstradores, com o intuito de recebermos algumas informações básicas, apenas para justificar o nosso DRT de artes cênicas. Ele gostou da ideia e ficou de conversar com os outros diretores e me passar uma posição na próxima segunda-feira.
    Então, na próxima semana, eu te aviso como foi.
    Enquanto isso eu vou tratando com os demonstradores para todos tirarem o DRT provisório. ;)
    Beijos e mais beijos no Mestre querido! <3

    DeRose |

    Eba! Boas novas! Vamos em frente. Beijinhos.

  4. Autor: Che Cardoso

    Oi Mestre.. li este texto hoje no jornal Zero Hora e por coincidência também é da Martha Medeiros. Gostei. Tem muito a ver com como nós também pensamos. Levando em consideração que amanhã é o Dia Mundial sem Tabaco, acho que vale a reflexão! :)

    Beijnhos
    Cherrine

    Dia 31 de maio: Dia Mundial sem Tabaco.
    Texto publicado pela escritora Martha Medeiros, no jornal Zero Hora, de 30 de maio de 2012.

    “Amanhã é o Dia Mundial sem Tabaco, data impensável nos anos 70, quando fumar ainda era uma atitude de classe. Não por acaso, uma das marcas mais vendidas chamava-se Charm, que contava com garotas- propaganda do quilate de Danuza Leão, Adalgisa Colombo e Ilka Soares, todas mulheres de personalidade, reconhecidas por sua beleza e sofisticação. Mesmo quem não fumava tinha vontade.

    Em 20 anos, todo esse glamour virou fumaça. Acender um cigarro passou a ser uma atitude deselegante, que não agrega nada de positivo à imagem daquele que dá suas baforadas. Outro dia, estava dentro do meu carro, esperando o sinal abrir, quando uma senhora chique, com os cabelos brancos bem cortados, de porte monárquico, começou a atravessar pela faixa. Minha admiração murchou quando reparei que a rainha estava dando suas últimas e aflitivas tragadas antes de entrar em um shopping. Fumar caminhando na rua já é feio, e para completar, a madame jogou a bituca no chão (amém), mas parece que a regra não vale para o cigarro. Largam em qualuqer lugar, pisam em cima e vão em frente.

    A propaganda tabagista saiu do ar, e o charme também – não o cigarro, mas o atributo. Ninguém mais acha importante ter charme.

    Não jogar lixo na rua é uma questão de educação, sei disso, mas ser educado também é uma atitude charmosa. Ainda mais nos dias atuais, em que a grosseria impera, as pessoas são folgadas, os gestos são espalhafatosos, o tom de voz é alto, a megalomania é indisfarçada, a falta de cerimônia é geral. Não há mais espaço para a sutileza, para o pedido de licença, para as atitudes suaves, para a discrição. Adeus à vida em slow, a uma presença insinuada e sensual. Agora tudo acontece sob os holofotes, é escancarado, gritado, a atenção é requerida à força.

    A distorção de valores chegou a tal ponto, que pessoas discretas são consideradas arrogantes, os modestos são vistos como dissimulados e os que não se rendem a modismos são tachados de esnobes. Ser autêntico – requisito número 1 para se ter charme – virou ofensa. Ou a criatura faz parte do rebanho, ou é um metido a besta.

    A cena clássica da mulher fatal segurando uma piteira e a do homem viril com o toco de cigarro no canto da boca ainda povoam o imaginário dos nostálgicos, mas o importante é ter charme, hoje, sem precisar de acessórios.

    O modo de mexer no cabelo, uma fala pausada, um olhar direto, um sorriso espontâneo, a segurança de não precisar se valer de estereótipos para agradar – charme.

    Bom gosto nas escolhas, saber a hora de sair de cena, fazer as coisas do seu jeito – charme.

    Estar confortável no corpo que habita, ter as próprias opiniões, alimentar sua inteligência com livros e pessoas interessantes – charme.

    Não se mumificar, não ser tão inflexível, não virar uma caricatura de si mesmo – charme.

    Que o mantenhamos, sem precisar voltar a fumar”.

    DeRose |

    Que chique! Valeu.

  5. Autor: Marga

    Boa tarde Mestre querido,

    Adorei a postagem da Camilita, eu descobri a Martha Medeiros, lendo o livro A PARÁBOLA DO CROISSANT, sujeitos profundos.

    Sempre interessante entrar no teu blog Mestre querido, Beijos y abraços desde Rio de Janeiro :)

    DeRose |

    Que bom que vocês ainda não se foram a Paris!

    Beijinhos desde São Paulo.

  6. Autor: Shana Bielkin

    Oi, Mestre! Como vai :)?

    Passei no exame da Federação aqui no Paraná! Estou muuito feliz e queria te contar a novidade!

    Beijos e um ótimo dia :D
    Shana

    Unidade Alto da XV
    Curitiba-PR

    DeRose |

    Ah! Querida! Parabéns. Você merece essa aprovação. Seja bem-vinda à família dos Formadores de Formadores e Empreendedores do Método DeRose. Tenho a certeza de que você vai ser muito feliz.

  7. Autor: Taty Nascimento

    Adorei o post! Lembrei de várias situações que já passei, mencionadas no texto e pensei: Ops! Atenção redobrada ao desabafar com os amigos…tadinhos, eles nos querem bem! :)

    Beijos para você, Mestre querido.

  8. Autor: Bruno Sousa

    Muito legal o texto, a Martha Medeiros deveria receber uma insígnia simbólica pela afinidade de ideia conosco :)

    Mestre, veja que interessante esse novo estudo sobre as mudanças climáticas que contribuíram para o fim da civilização do Vale do Indo:

    http://www.sciencedaily.com/releases/2012/05/120528154943.htm

    Nos vemos amanhã! Beijos

    Bruno

    DeRose |

    Essa é uma possibilidade, dentre muitas outras. Esta teoria não é tão nova assim, mas é defendida principalmente pelos descendentes dos arianos.

  9. Autor: andressa.dalledone

    Oi DeRose querido!
    Segue um texto que eu acabei de ler e que também vale muito a pena dividir:

    LER DEVIA SER PROIBIDO (texto completo original)

    A pensar fundo na questão, eu diria que ler devia ser proibido.

    Afinal de contas, ler faz muito mal às pessoas: acorda os homens para realidades impossíveis, tornando-os incapazes de suportar o mundo insosso e ordinário em que vivem. A leitura induz à loucura, desloca o homem do humilde lugar que lhe fora destinado no corpo social. Não me deixam mentir os exemplos de Dom Quixote e Madame Bovary.

    O primeiro, coitado, de tanto ler aventuras de cavalheiros que jamais existiram meteu-se pelo mundo afora, a crer-se capaz de reformar o mundo, quilha de ossos que mal sustinha a si e ao pobre Rocinante. Quanto à pobre Emma Bovary, tomou-se esposa inútil para fofocas e bordados, perdendo-se em delírios sobre bailes e amores cortesãos.

    Ler realmente não faz bem. A criança que lê pode se tornar um adulto perigoso, inconformado com os problemas do mundo, induzido a crer que tudo pode ser de outra forma. Afinal de contas, a leitura desenvolve um poder incontrolável. Liberta o homem excessivamente. Sem a leitura, ele morreria feliz, ignorante dos grilhões que o encerram.

    Sem a leitura, ainda, estaria mais afeito à realidade quotidiana, se dedicaria ao trabalho com afinco, sem procurar enriquecê-la com cabriolas da imaginação.

    Sem ler, o homem jamais saberia a extensão do prazer. Não experimentaria nunca o sumo Bem de Aristóteles: o conhecer. Mas para que conhecer se, na maior parte dos casos, o que necessita é apenas executar ordens? Se o que deve, enfim, é fazer o que dele esperam e nada mais?

    Ler pode provocar o inesperado. Pode fazer com que o homem crie atalhos para caminhos que devem, necessariamente, ser longos. Ler pode gerar a invenção. Pode estimular a imaginação de forma a levar o ser humano além do que lhe é devido.

    Além disso, os livros estimulam o sonho, a imaginação, a fantasia. Nos transportam a paraísos misteriosos, nos fazem enxergar unicórnios azuis e palácios de cristal. Nos fazem acreditar que a vida é mais do que um punhado de pó em movimento. Que há algo a descobrir. Há horizontes para além das montanhas, há estrelas por trás das nuvens.

    Estrelas jamais percebidas. É preciso desconfiar desse pendor para o absurdo que nos impede de aceitar nossas realidades cruas.

    Não, não dêem mais livros às escolas. Pais, não leiam para os seus filhos, pode levá-los a desenvolver esse gosto pela aventura e pela descoberta que fez do homem um animal diferente. Antes estivesse ainda a passear de quatro patas, sem noção de progresso e civilização, mas tampouco sem conhecer guerras, destruição, violência. Professores, não contem histórias, pode estimular uma curiosidade indesejável em seres que a vida destinou para a repetição e para o trabalho duro.

    Ler pode ser um problema, pode gerar seres humanos conscientes demais dos seus direitos políticos em um mundo administrado, onde ser livre não passa de uma ficção sem nenhuma verossimilhança. Seria impossível controlar e organizar a sociedade se todos os seres humanos soubessem o que desejam. Se todos se pusessem a articular bem suas demandas, a fincar sua posição no mundo, a fazer dos discursos os instrumentos de conquista de sua liberdade.

    O mundo já vai por um bom caminho. Cada vez mais as pessoas lêem por razões utilitárias: para compreender formulários, contratos, bulas de remédio, projetos, manuais etc. Observem as filas, um dos pequenos cancros da civilização contemporânea. Bastaria um livro para que todos se vissem magicamente transportados para outras dimensões, menos incômodas. E esse o tapete mágico, o pó de pirlim-pim-pim, a máquina do tempo.

    Para o homem que lê, não há fronteiras, não há cortes, prisões tampouco. O que é mais subversivo do que a leitura?

    É preciso compreender que ler para se enriquecer culturalmente ou para se divertir deve ser um privilégio concedido apenas a alguns, jamais àqueles que desenvolvem trabalhos práticos ou manuais. Seja em filas, em metros, ou no silêncio da alcova. Ler deve ser coisa rara, não para qualquer um.

    Afinal de contas, a leitura é um poder, e o poder é para poucos.

    Para obedecer não é preciso enxergar, o silêncio é a linguagem da submissão. Para executar ordens, a palavra é inútil.

    Além disso, a leitura promove a comunicação de dores e alegrias, tantos outros sentimentos. A leitura é obscena. Expõe o íntimo, torna coletivo o individual e público, o secreto, o próprio. A leitura ameaça os indivíduos, porque os faz identificar sua história a outras histórias. Torna-os capazes de compreender e aceitar o mundo do Outro. Sim, a leitura devia ser proibida.

    Ler pode tornar o homem perigosamente humano.

    (Guiomar de Grammont -graduada em História pela Universidade Federal de Ouro Preto, continuou na cidade de origem com a especialização em Cultura e Arte Barroca no Instituto de Arte e Cultura)

    Um grande beijo Mestre!

    DeRose |

    É verdade…

    Beijo, querida.

  10. Autor: Jeanine

    Olá DeRose querido,

    Este texto é também muito interessante que trata de boas maneiras ao viajar.
    Certamente viajar seria menos desgastante se todos observassem um bom comportamento.

    Beijos carinhosos,

    Je

    http://hachimag.wordpress.com/2012/05/31/comportamento-8/

    DeRose |

    Muito bom, mas se esqueceram de ensinar que para sentar-se e levantar-se o passageiro não deve se apoiar no encosto do passageiro da frente.

    Que não deve ir batendo com a bolsa ou mochila na cabeça de quem já está sentado.

    Que não deve ficar arrumando tranquilamente os seus pertences no bagageiro, impedindo a passagem dos demais pelo corredor.

    Que não deve passar cantada na comissária de bordo.

  11. Pingback: “Não canse quem te quer bem” « Espaço Telheiras

Deixe uma resposta

Equipe de Desenvolvimento:

Daniel Cambría   |   Coordenação Geral http://www.facebook.com/danielcambria

Tiago Pimentel   |   Layout & Identidade Visual https://www.facebook.com/tiagopimentel http://www.flickr.com/designinabox

Alex William   |   Programação Visual (Front End) http://www.facebook.com/alex.brasileiro http://www.artinblog.com

Douglas Gonzalez   |   Programação Back End http://www.facebook.com/douglas.s.gonzalez

Visite o Office em facebook.com/officemetododerose