Todas as línguas têm sinônimos. Que tal escolher termos que possam ser mais bem compreendidos por falantes de outras línguas? Por exemplo, o português acordar em espanhol significa apenas entrar em acordo (tal como no português jurídico). Poderemos dar preferência a despertar que é igual nas duas línguas. O espanhol dispõe de pileta e piscina. Dando preferência a piscina, os falantes de português compreenderão melhor. No português dispomos de trocar e cambiar; dispomos de voltar e volver. Ao conversar com nossos amigos de fala hispânica podemos tranquilamente optar por um vocäbulo comum às duas línguas. E cada qual fará um movimento recíproco. Imagine se, no final, conseguirmos gerar uma língua nova, perfeitamente compreensível para os países lusófonos e para os hispânicos! E quanto ao italiano, francês, inglês? No italiano é muito fácil encontrar tais sinônimos. Por enquanto, deixo apenas a sugestão para quem tiver tempo e quiser compilar alguns termos comuns ou apenas mais compreensíveis. Cuidado, porém, com os falsos cognatos. Há um erro muito frequente nas traduções do inglês, que eu vivo denunciando, mas nossa galera continua traduzindo mal: é a tal de self-realization que o brasileiro traduz erradíssimamente como autorrealização. To realize significa dar-se conta, conscientizar-se. Pena que os que erram são justamente os que não frequentam este blog…
Categoria: Amigos, Cultura geral
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Importante, ainda mais hoje que ¨falamos¨ com o mundo e não mais somente com nossos ¨quintais¨. Como também escrevo, confesso que é difícil atentar a todas estas filigranas, Mestre, mas com a atenção redobrada minimizamos pelo menos as gafes culturais.
Obs: será que neste texto já exista algo que possui outro significado? Isso sim seria uma gafe! hehe
Mestre, se quiser mencionar no blog: Satyananda entrou em mahasamádhi no último dia 6 aos 86 anos. Cedo, né? Recentemente conversamos em uma de suas aulas sobre os de linha brahmácharya que ao não se atentarem ao corpo, padecem mais rapidamente.
Muito cedo para quem é vegetariano e passa a vida em mosteiro. O Yôga que pratiquei com ele não conta, porque era muito fraquinho. Por outro lado, meu avô morreu com 99 anos e comia carne, fumava e bebia vinho. A única explicação (além da genética) é o sistema brahmáchárya.
Genial, Mestre!
Nas minhas primeiras buscas, só encontrei um livro, chamado Palavras sem fronteira, que mostra diversas palavras usadas em vários idiomas além do que lhes deu origem. Cita, por exemplo, nenhuma definição para “femme fatale” é melhor do “femme fatale”. Nele há um quadro interessante e mostra que o clássico francês é que causa frisson:
*Quantos termos de cada língua cruzaram fronteiras mantendo o sentido e a grafia quase sempre intacta:
Francês: 1420. Exs.: atelier, gourmet, revanche.
Inglês: 1050. Exs.: bar, stress, camping.
Latim: 391. Exs.: bônus, vírus, enigma.
Português: 16. Exs.: favela, barroco, azulejo.
Vou pesquisar mais…
Um carinho,
Para contribuir: savoir faire significa a mesma coisa que know-how, mas tem uma conotação completamente diferente. E as duas expressões foram incorporadas à nossa língua. Um carinho para você também.
Oi Mestre,
Olha que bonito e de extrema sabedoria a carta desse índio ao presidente dos EUA. Na carta fala-se sobre o extremo respeito e harmonia no convivio, que eles, índios, tinham em relação a natureza, aos animais e entre si. No vídeo a carta é narrada e está no nosso idioma (PT-BR). Segue abaixo a descrição da carta e logo depois o link do video
“Em 1855, o cacique Seattle, da tribo Suquamish, do Estado de Washington, enviou esta carta ao presidente dos Estados Unidos Francis Pierce,(14º Presidente dos EUA ) depois de o Governo haver dado a entender que pretendia comprar o território ocupado por aqueles índios. já faz mais de 150 anos. Mas o desabafo do cacique tem uma incrível atualidade”
Beijos,
Thiago
Genial esse cuidado. É um ótimo exemplo de aplicação prática da consciência expandida, gerada pelo sádhana, no cotidiano.
Abaixo uma sugestão para as Unidades.
Com o intuito de valorizarmos e reforçarmos ainda mais a egrégora da nossa Unidade reservamos um mural para servir como espaço de interação profissional. Nele divulgamos as empresas, produtos e serviços dos nossos alunos.
Veja em: http://yogacentrocivico.com/blog/?p=1660
Abraços,
Ric Poli
Curitiba – PR
Muito boa ideia! Acho que já a estamos pondo em prática instintivamente desde faz anos, pelo menos o pessoal que mais viaja.
(Mais um ponto a favor das viagens!)
Uma para estar atentos: esquisito tem significados quase opostos nas nossas línguas espanhol-português.
Beijinho da
Anahí
Buenos Aires
(adorei te ver hj!!!)
I am curious about the self-realization comment. It is true that realize means to be or become aware of something (“dar se conta”), though when we place “self” in front of realize it does change the context, such that, it represents the accomplishment of an individual reaching their personal potential.
E autorrealização, no português?
Apart from grammar, I would like to express my sincerest gratitude for your tireless work and dedication to Our Ideal, Our Culture. My career as a DeRose Method Instructor has been full of wonderful experiences and relationships, as well as the opportunity to become an accomplished professional.
An absolute pleasure working with the DeRose Method.
All the best in 2010!
Hugs and kisses,
John Conway Chisenhall
Buenos Aires, Argentina.
Sede Decana
Oi Mestre!!
muito bom, e ainda porque tem muuuuuitos termos em comum mesmo… eu brinco dizendo que na cabeça tenho a tabela de equivalências para falar corretamente os dois idiomas
Sobre “acordar” em espanhol tem ainda o “acordarse” que significa “lembrar-se”, ou seja, mais confusão ainda, hihi.
E não sabia que existia piscina em espanhol!!! hehehe.
Beijinhos,
Mel