Foi feita uma estimativa das replicações do que escrevo neste blog, levando em conta que temos centenas de escolas vinculadas à nossa rede, mais de mil instrutores que atuam dentro dela e uns bons milhares de alunos, leitores, amigos, simpatizantes e que a maioria reproduz meus textos em seus blogs, facebooks ou sites. A conclusão é a de que cerca de dois milhões de pessoas têm acesso ao que eu escrevo. Se você clicar no botão de links, na barra acima do texto, vai constatar a imensidão de vínculos no Brasil e noutros países. Portanto, acredito que a estimativa esteja correta. Isso é emocionante! É como se eu estivesse dando uma palestra com dois milhões de pessoas no salão, mas todos tão perto de mim a ponto de termos todos a sensação de que a conversa está sendo privativa entre mim e cada um em particular. É uma sensação muito boa.
Bom também é o sentimento de que podemos ajudar a muita gente, divulgando conceitos positivos, conselhos, sugestões, compartilhando links de responsabilidade social e ambiental, desencadeando campanhas, convocando instantaneamente um exército de combatentes engajados para o que for necessário. Portanto, faça como os sikhs da Índia: seja um leão do SwáSthya e durma com a espada ao alcance da mão!






E como é bom ter acesso ao que escreves. Em casa, tenho todos os livros ao meu lado. Separei de segunda a sexta, um texto de cada um dos livros para postar no blog da Uni-Yôga Batel e o Tratado eu posto nos meus blogs pessoais. Depois que terminar essa seleção, começo outra. Ter comprado teus livros foi com certeza uma das melhores aquisições que fiz. Tem livros que já devo ter lido mais de duzentas vezes!
… com a espada ao alcance das mãos e o blog como página inicial!! Rs… realmente os blogs são uma ótima ferramenta de comunicação e conversação.
Um abração!
Claus.
É simplesmente maravilhoso! Essa era da tecnologia e da informação nos surpreende cada vez mais
Só posso agradecer por ter um Mestre tão moderno.
Um beijinho!
Mestre,
Enquanto lia, pensava em você e na nossa cultura.
Desculpe-me é um textinho grande, mas não resisti.
Escutatória
Rubem Alves
Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória.
Todo mundo quer aprender a falar… Ninguém quer aprender a ouvir.
Pensei em oferecer um curso de escutatória, mas acho que ninguém vai se matricular.
Escutar é complicado e sutil.
Diz Alberto Caeiro que… Não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores.
É preciso também não ter filosofia nenhuma.
Filosofia é um monte de idéias, dentro da cabeça, sobre como são as coisas.
Para se ver, é preciso que a cabeça esteja vazia.
Parafraseio o Alberto Caeiro:
Não é bastante ter ouvidos para ouvir o que é dito.
É preciso também que haja silêncio dentro da alma.
Daí a dificuldade:
A gente não agüenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor…
Sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer.
Como se aquilo que ele diz não fosse digno de descansada consideração…
E precisasse ser complementado por aquilo que a gente tem a dizer, que é muito melhor.
Nossa incapacidade de ouvir é a manifestação mais constante e sutil de nossa arrogância e vaidade.
No fundo, somos os mais bonitos…
Tenho um velho amigo, Jovelino, que se mudou para os Estados Unidos estimulado pela revolução de 64.
Contou-me de sua experiência com os índios: Reunidos os participantes, ninguém fala.
Há um longo, longo silêncio.
Vejam a semelhança…
Os pianistas, por exemplo, antes de iniciar o concerto, diante do piano, ficam assentados em silêncio…
Abrindo vazios de silêncio… Expulsando todas as idéias estranhas.
Todos em silêncio, à espera do pensamento essencial. Aí, de repente, alguém fala.
Curto. Todos ouvem. Terminada a fala, novo silêncio.
Falar logo em seguida seria um grande desrespeito, pois o outro falou os seus pensamentos…
Pensamentos que ele julgava essenciais.
São-me estranhos. É preciso tempo para entender o que o outro falou.
Se eu falar logo a seguir… São duas as possibilidades.
Primeira: Fiquei em silêncio só por delicadeza.
Na verdade, não ouvi o que você falou.
Enquanto você falava, eu pensava nas coisas que iria falar quando você terminasse sua (tola) fala.
Falo como se você não tivesse falado.
Segunda: Ouvi o que você falou. Mas, isso que você falou como novidade eu já pensei há muito tempo.
É coisa velha para mim. Tanto que nem preciso pensar sobre o que você falou.
Em ambos os casos, estou chamando o outro de tolo. O que é pior que uma bofetada.
O longo silêncio quer dizer: Estou ponderando cuidadosamente tudo aquilo que você falou.
E, assim vai a reunião.
Não basta o silêncio de fora. É preciso silêncio dentro. Ausência de pensamentos.
E aí, quando se faz o silêncio dentro, a gente começa a ouvir coisas que não ouvia.
Eu comecei a ouvir.
Fernando Pessoa conhecia a experiência…
E, se referia a algo que se ouve nos interstícios das palavras… No lugar onde não há palavras.
A música acontece no silêncio. A alma é uma catedral submersa.
No fundo do mar – quem faz mergulho sabe – a boca fica fechada. Somos todos olhos e ouvidos.
Aí, livres dos ruídos do falatório e dos saberes da filosofia, ouvimos a melodia que não havia…
Que de tão linda nos faz chorar.
Para mim, Deus é isto: A beleza que se ouve no silêncio.
Daí a importância de saber ouvir os outros: A beleza mora lá também.
Comunhão é quando a beleza do outro e a beleza da gente se juntam num contraponto.
Mahá Beijo a todos os que participam deste blog.
Mazinha.
Que lindo Mazinha!
É divertido navegar pelo blog nas madrugadas adentro. Descubro pérolas que passaram despercebidas.
um beijinho da
Cecilia Sampaio / Unidade Tatuapé – SP
Prezado Mestre,
Esse número considerável é reflexo de um trabalho que foi feito com muito amor, profissionalismo e seriedade por décadas.
Você tem mudado a vida de muitas pessoas, que, por sua vez, modificam a vida de outras e assim por diante.
Trata-se de uma revolução silenciosa.
“isso de querer
ser exatamente aquilo
que a gente é
ainda vai
nos levar além. ”
(Paulo Leminski)
Um forte abraço,
Arley (BH)
Olá, Mestrão.
Anteontem o André, um aluno iniciante, disse que andou lendo seus livros e que concluiu que Yôga é desenvolver o amor, em todos os sentidos: por você, pelo outro e pelo universo.
Normalmente, dizemos que o Yôga promove a integração do indivíduo consigo mesmo, com os outros (sociedade) e com o cosmos.
Mas e essa história de amor? Muito se fala de amor por aí, até como uma forma muito eficaz de se atingir o absoluto. Esse propalado amor é prêma?
A gente quase não fala de amor. Como o Yôga Antigo encara essa questão?
Beijos.
É muito bom estar tão perto de você. Podendo compartilhar com nossos colegas esta ferramenta incrivel.
Saudades.
Rodrigo Vivas
E la nostra forza è nell’essere guidati dal miglior “Comandante” del mondo!
Abbracci e baci
Anna
Em primeiro lugar quero agradecer à Marina o ter partilhado a Escutatória connosco. É um texto belíssimo. A escrita tem destas coisas… Não há réplica da parte do interlocutor. Tem de ler tudo até ao fim, em silêncio.
Em segundo lugar sinto-me honrada por fazer parte dos 2 milhões que lêem e divulgam este blog.
O facto de poder todos os dias aceder a estas páginas faz-me sentir, cada vez mais, perto do Mestre. E honrada por poder participar na difusão desta cultura.
Em terceiro lugar como disse a Lê, como é bom ter um Mestre tão moderno.
Para si Mestre, um grande abraço cheio de carinho e se hoje somos 2 milhões amanhã seremos 20 milhões. SwáSthya!
Zélia Couto e Santos
Zélia apenas quero parabenizá-la pelo emprego correto da preposição de após o verbo ter. Embora a grande maioria da população use corriqueiramente, “ter que”, o verbo ter exige a preposição de, conforme está em sua frase: tem de ler tudo até o fim, …
Beijos
Regina
Olá Regina! Muito obrigada pelo teu comentário. Como é bom falar com pessoas cultas.
Já agora vou deixar aqui um lembrete para algumas pessoas que dizem “por causa que” (esta frase até me arrepia! lolol).
A maneira correcta é “por causa de” ou “porque”, consoante o sentido da frase.
Beijinhos e gosto muito de te ver por aqui.
Zélia
Essa correção consta, Zélia, consta no meu livro Boas Maneiras e foi enviada repetidas vezes por circular, mencionada ao vivo em vários cursos, mas não adianta. Quando a pessoa tem arraigado um condicionamento cultural, simplesmente rejeita a correção e prossegue falando no dialeto do grupo social em que foi educada. Parace que reage como se seus familiares e amigos fossem considerá-la pernóstica se falasse corretamente.
Sem comentários, ” por causa que”, conforme Mestre DeRose já relatou em seu livro, chega a doer os ouvidos. Pior que isso, é quando ouço algumas pessoas dizendo ” Teje”. E pessoas com curso superior!!!
Beijos
Re
Eu sei que consta Mestre. Consta essa e muitas mais. Mas mesmo assim… é como o Mestre diz. Custa mudar de dialecto.
Beijinhos
Zélia
É isso mesmo, Regina. Muito bem, Zélia. Precisamos zelar pelo nosso patrimônio mais importante, que é a língua portuguesa. Se eu alguma vez me equivocar, por favor, avisem-me, pois sou muito interessado em ir melhorando minha linguagem cada vez mais, a cada ano e a cada década. Isso não tem fim. Sempre aprendemos mais uma coisa ou outra.
Obrigada Mestre. Também concordo que o nosso património mais importante é a língua portuguesa.
E a sorte que temos por o Mestre escrever em português! E, num excelente português.
Assim, deixamos dois patrimónidos entrelaçados um no outro: a nossa cultura e a nossa língua.
Um abraço bem apertado cheio de carinho
Zélia
É isso que eu tanto admiro no Mestre. Devemos todos seguir este exemplo!
Muito obrigado.
Nuno
Obrigado também à Zélia e à Regina
Beijinhos
Voce tambem pode inserir um site tracker, que em tempo real lhe permite monitorizar o trafego, contabilizando o numero de visitas reais e individualizadas.
Fale com o seu web designer, se ele for profissional tera uma variedade de alternativas a recomendar lhe.
E tanta leitura, tantas pessoas chegando a estes textos, sem ter precisado imprimir nenhuma folha, nenhum livro, sem precisar gastar papel nem cortar árvores! Isso também é muito bom.
Beijinhos e boa noite!
Anahí