Alexandre Montagna compartilhou este fato do qual todos nós precisamos tomar conhecimento para tentar compreender como, de uma hora para outra, um profissional da estatura de um Wilson Simonal tem sua carreira destruída, é jogado no ostracismo e “deixa de existir”, vitimado por uma lenda urbana, por uma mentira, e ninguém o defendeu. Agora, depois que ele morreu, começam a aparecer timidamente alguns poucos para documentar que tudo não passara de difamação. Agora, meus queridos? Agora? Quarenta anos depois?
A melhor reportagem sobre o tema é do Reinaldo Azevedo que resume em sabias palavras. http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/ninguem-sabe-duro-que-dei-um-grande-documentario-assistam/
“A dupla do Pasquim, mesmo sabendo que Simonal era inocente, não o anistia, não. Nem a anistia moral eles lhe concedem.
É que os dois não sabem o que é isso. Só conhecem o perdão traduzido em reais A Comissão de Anistia mandou pagar R$ 1.000.253,24 ao milionário… e R$ 1.027.383,29 ao nem tão rico… Mais: ganharam também o direito a uma pensão mensal permanente de R$ 4.375,88. Por quê? Ora, porque eles foram considerados “perseguidos pelo regime militar” por conta de sua atuação no Pasquim, aquele que desenhou Simonal dando um tiro na cabeça…
O ódio de que Simonal foi vítima não turvou o pensamento dos filhos, a cujos shows o pai chegou a ir. Mas os via escondido, sem mostrar a cara. Não queria, como conta sua segunda mulher, “prejudicar os meninos”.
Não deixem de ver o filme. Vale como divertimento e também como advertência: a máquina de difamação, que dá pernada a três por quatro (e dane-se quem está na frente), continua ativa. e agora está no poder.
PS: O filme merece uma atenção bem maior do que a que vem recebendo. De certo modo, a maldição continua. Como NÃO diria Chico Buarque, as esquerdas inventaram o pecado, mas se esqueceram de inventar o perdão.”




terça-feira, 14 de julho de 2009 às 15:37
A melhor reportagem sobre o tema é do Reinaldo Azevedo que resume em sabias palavras. http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/ninguem-sabe-duro-que-dei-um-grande-documentario-assistam/
“A dupla do Pasquim, mesmo sabendo que Simonal era inocente, não o anistia, não. Nem a anistia moral eles lhe concedem.
É que os dois não sabem o que é isso. Só conhecem o perdão traduzido em reais A Comissão de Anistia mandou pagar R$ 1.000.253,24 ao milionário… e R$ 1.027.383,29 ao nem tão rico… Mais: ganharam também o direito a uma pensão mensal permanente de R$ 4.375,88. Por quê? Ora, porque eles foram considerados “perseguidos pelo regime militar” por conta de sua atuação no Pasquim, aquele que desenhou Simonal dando um tiro na cabeça…
O ódio de que Simonal foi vítima não turvou o pensamento dos filhos, a cujos shows o pai chegou a ir. Mas os via escondido, sem mostrar a cara. Não queria, como conta sua segunda mulher, “prejudicar os meninos”.
Não deixem de ver o filme. Vale como divertimento e também como advertência: a máquina de difamação, que dá pernada a três por quatro (e dane-se quem está na frente), continua ativa. e agora está no poder.
PS: O filme merece uma atenção bem maior do que a que vem recebendo. De certo modo, a maldição continua. Como NÃO diria Chico Buarque, as esquerdas inventaram o pecado, mas se esqueceram de inventar o perdão.”
terça-feira, 14 de julho de 2009 às 16:53
swasthya.art.br
O Simonal ainda está no limbo né, o que é uma pena, a música dele é divertida e ele um excelente artista, foi né, pois não está mais por aqui.
terça-feira, 14 de julho de 2009 às 16:55
alexandremontagna.com
Ao ver o nome do post, achei que era uma incrível coincidência, digna de sintonia fina. Depois foi uma enorme alegria ver meu nome ali, Mestrão. Sobre o cantor, acabei de ver uma notícia que saiu no UOL três anos após a morte dele:
“Wilson Simonal inocentado pela OAB – Ordem dos Advogados do Brasil considerou que o cantor não teve culpa nas acusações de delação que lhe imputaram na década de 70.
Em uma decisão anunciada na semana passada (e de caráter completamente simbólico) a Ordem dos Advogados do Brasil absolveu o cantor Wilson Simonal (1939-2000) da acusação de delação. A Comissão de Direitos Humanos da OAB examinou documentos (do SNI e da Polícia Federal, registrados na época do regime militar), depoimentos de pessoas que conviveram com Simonal e material jornalístico do começo dos anos 70 para afirmar que não procede a pecha de dedo-duro que foi colada ao cantor. Em 1972, Wilson Simonal foi acusado tomar participação em um seqüestro e de ter delatado aos órgãos repressores do governo militar uma série de pessoas ligadas ao meio musical; mesmo tendo negado tudo isso e sem ter sido julgado pelos supostos crimes, Simonal viu sua carreira decair a partir do incidente.”
http://cliquemusic.uol.com.br/br/Cybernotas/Cybernotas.asp?Nu_Materia=4120
Coincidência mesmo foi Simonal ter falecido em 25 de junho, como Michael Jackson.
Um abração forte!
Alexandre Montagna
quarta-feira, 15 de julho de 2009 às 3:23
Oi Mestre
Achei essa matéria bem interessante sobre o que a mídia não divulga, pois o tema não vende, ou o público não se interessa.
Michael era uma figura excêntrica. Gastava rios de dinheiro em vasos, brinquedos, cirurgias plásticas e remédios. Sua dívida, estimada em US$ 500 milhões, é constantemente lembrada em veículos de comunicação de todo o mundo. Mas o rei do pop e da extravagância pode estender seu reinado a um outro campo pouco explorado até agora: o das doações. De acordo com o Guiness Book – Millenium edition (o livro dos recordes), lançado em 2000, Michael foi o cantor que mais promoveu doações, seja de patrocinadores ou do próprio bolso, entre os anos de 1984 e 1999. Em vida, ajudou trinta e nove entidades, envolvidas com as mais diversas causas (de HIV a crianças com fome e até pessoas com problemas psiquiátricos).
Mesmo em declínio financeiro, ele continuaria suas ações nos anos seguintes. Michael fazia ainda visitas secretas a hospitais e tinha quartos especiais no rancho de Neverland, na Califórnia, para crianças em estado terminal. Por que, então, pouco se falou sobre o assunto? Felizmente, não se trata de nenhum tipo de saudosismo ou beatificação de uma figura pública. Trata-se apenas de uma questão de reconhecimento. E bem merecida.
We are the World – USA for Africa
A despeito de todas acusações, incluindo os casos de pedofilia, Michael era um homem que ligava para os problemas do mundo, especialmente com a saúde e proteção de crianças de diversas nações. Ele retratou suas preocupações em canções como Heal the world, Earth Song e Will you be there. Um dos eventos de ajuda mais marcantes, sem dúvida, ocorreu em 28 de janeiro de 1985: o USA for Africa. Na ocasião, Michael e Lionel Richie escreveram We are the World como parte de um single produzido por Quincy Jones para arrecadar fundos e chamar atenção para a situação da fome na África.
O compacto, gravado por quarenta e cinco artistas americanos (Tina Turner, Bob Dylan e Bruce Springsteen e outros), alcançou as paradas de sucesso daquele ano nos Estados Unidos e Inglaterra e vendeu mais de 7,5 milhões de cópias. O total arrecadado, contando ainda o videoclipe mais merchandising, chegou a US$ 50 milhões – doados para a fundação USA for Africa para ajudar vítimas daquele continente.
Michael e a causa do HIV
Muito antes de outros artistas, Michael abraçaria ainda a causa da Aids na época em que a doença era vista com bastante preconceito. Sua luta se tornaria notória principalmente depois da amizade com o jovem Ryan White, com então 17 anos, em dezembro de 1989. Hemofílico, Ryan contraíra o vírus HIV durante uma transfusão de sangue. Foi discriminado, mas com ajuda de Michael e outros famosos, como Elton John, conseguiu lutar contra o preconceito até sua morte prematura em 1990, de insuficiência respiratória. Por conta disso, Michael compôs Gone too soon, que não chegou a virar um hit, mas foi uma bela homenagem ao amigo.
Em fevereiro de 92, durante coletiva no New York Radio City Music Hall, em Nova York, Michael anunciou uma nova turnê mundial para arrecadar dinheiro para a fundação Heal the World, que combatia o HIV, diabetes juvenil e apoiava outras fundações, como a Ronald McDonald e a Make a Wish. No ano seguinte, na cerimônia da posse de Bill Clinton, cantou Gone too soon, chamando atenção para a questão das vítimas do HIV. Em 1994, doou US$ 500 mil à fundação que leva o nome da amiga, a Elizabeth Taylors Aids Foundation.
Estas foram só algumas ações empreendidas pelo rei do pop em prol das mais variadas causas. Faltam muitas outras, sem dúvida. E mesmo depois de morto, ele, supreendentemente, continuaria sua ajuda. Em um suposto testamento divulgado recentemente, o cantor deixou sua fortuna para um fundo familiar, em nome dos filhos e da mãe, e doou parte do dinheiro a diversas instituições não especificadas.
quarta-feira, 15 de julho de 2009 às 11:13
Pois é, a história do Wilson Simonal é um exemplo e tanto.
Agora, quem tiver o cuidado de acompanhar um pouquinho mais de perto o que escreve o tal de Reinaldo Azevedo e a revista à qual é vinculado, vai ver que a sua indignação é bem seletiva. Ele mesmo (e a revista) não pensam duas vezes antes de usar dos mesmos artifícios difamatórios.
É um mundo complicado este. Antes de tudo, não acredite!
quarta-feira, 15 de julho de 2009 às 14:48
E as pessoas não aprendem e continuam cometendo o mesmo erro e falando das outras (pior ainda quando trata-se de mentiras!), enquanto podiam muito bem se preocupar com a própria vida e em melhorar e evoluir…
Alê – Unidade Alphaville / SP
quinta-feira, 16 de julho de 2009 às 9:37
palavrasatropeladas.blogspot.com
O primeiro cantor negro brasileiro que se tornou famoso…
Lamentar. Lamentar.