A liberdade é o nosso bem mais precioso. No caso de ter que confrontá-la com a disciplina, se esta violentar aquela, opte pela liberdade.
Este foi um insight que tive e que foi publicado no meu livro Sútras – Aforismos de lucidez e êxtase. Quando o escrevi, há mais de vinte anos, ele foi dirigido àqueles que na época questionavam nosso método de trabalho. Deu certo! Ao ler o pensamento, caiu-lhes a ficha. Ninguém os estava prendendo na escola. Até bem pelo contrário. Para permanecer, precisavam pagar a mensalidade. Mas para sair era só sair! Quando não gostamos de um curso de inglês ou de uma academia de ginástica, simplesmente saímos. E, ao sair, não ficamos incomodando, reclamando, insultando, perseguindo. A menos que sejamos emocionalmente perturbados ou que queiramos chamar a atenção ou ganhar alguma coisa com isso. Talvez no Yôga isso aconteça devido a alguma idiossincrasia psicológica de alguns dos que se inserem no nosso ambiente por engano, pensando tratar-se de alguma espécie de seita ou terapia, da qual necessitem. E, ao descobrir que não somos nem uma coisa nem outra, revoltam-se.
Os descontentes partiram e os satisfeitos ficaram. Foi impressionante! Com a saída de uma meia dúzia, os outros milhares de praticantes deslancharam, a escola cresceu e se espandiu por diversos países, centenas de novos instrutores foram formados e viveram felizes para sempre.
É interessante como, às vezes, basta lembrar as pessoas de que elas são livres para que percebam isso. Infelizmente, alguns se arrependeram de terem se afastado da nossa egrégora, pois não é fácil encontrar uma escola como a nossa, que ensine tanta coisa, com um clima tão descomplicado, com pessoas tão felizes, educadas, sensíveis, de excelente nível cultural. Mas eu sempre peço ao Grande Arquiteto do Universo que as ilumine para que encontrem o que estão buscando e nos deixem em paz para que façamos o nosso trabalho junto àqueles que gostam da nossa didática e do conteúdo do nosso método.




terça-feira, 16 de dezembro de 2008 às 1:36
Aiii se todos conseguissem enxergar as coisas de maneira mais descomplicada nao e mesmo?? rsrsrs…. quanta coisa e preciso dizer pra que os incomodados se mudem sem perder tempo com a gente e vivendo tmb felizes, a sua maneira neh.. rsrs.. enquanto isso vamos continuando assim, lindos, sorridentes, felizes e cheios de vida! hehehehe rsrsrs
bjs
terça-feira, 16 de dezembro de 2008 às 1:48
Que maravilhoso cumprir regras por opção! Aceitar o imprescindível… é tão simples… maravilhoso!
Obrigado Mestrão!
Beijos
terça-feira, 16 de dezembro de 2008 às 7:09
yogarivegauche.fr
Tão simples, tão fácil e tão difícil de entender por quem não o quer.
Saber que somos livres é lindo, mas perceber isso estando dentro da nossa egrégora é único mesmo.
Obrigada, pelo texto, com mais algumas palavras nos recordas o quanto somos felizes
un gros Bisous
terça-feira, 16 de dezembro de 2008 às 9:16
paraviverbem.com.br
Lendo esta publicação lembrei da importância da entrevista inicial com os interessados em praticar Nosso Método. Acima de qualquer outro interesse, penso em quão importante é percebermos se a pessoa realmente vai ao encontro da nossa proposta.
Essa frase poderia estar na frente da sala de práticas, para que os alunos sempre a vissem. Poderia também estar na recepção, para que todos os visitantes a conhecessem. Mas acho que basta ela estar no comportamento cotidiano do Instrutor que todos a conhecerão.
Abraço do Caio
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008 às 4:18
Caro Mestre Derose,
há muito que admiro seu trabalho e estudo seus materiais. Tenho praticamente todos os seus livros e CDs, assim como muitos materiais de alunos seus. Tenho aprendido muito com o senhor nos mais diversos aspectos da vida e por isso lhe sou muito grato.
Estou escrevendo em função de uma frase no texto que redespertou uma curiosidade que sempre tive com relação a sua consciência. Tal frase foi: “… Mas eu sempre peço ao Grande Arquiteto do Universo que as ilumine…”
Confesso que fiquei um tanto quanto admirado, pois não me recordo de ter lido em seus livros nada parecido, mas por outro lado ( e posso estar muito enganado), creio que muitas coisas que poderão vir a ser ditas no seu blog pessoal, sejam talvés em função do amadurecimento que você acredita que as pessoas já adquiriram com relação a real proposta e características do Swásthya Yôga.
Como foi escrito várias vezes, o Niríshwarasámkhya foi erroneamente classificado com ateu…
Bom, sou teísta e admiro a revelação de Jesus Cristo, porém não a sua institucionalização – o cristinanismo, nem a bibliolatria, etc. Tenha a certeza que não sou daqueles religiosos que dizem que sexo é pecado, que Yôga é do cão, que os chakras sao espiritos, a maçã, etc.(esses realmente são motivo de piadas, rsrsr), pois há muito rompi com essa religiosidade arcaica.
Creio na visão tantrica de uma ligação completa entre todas as coisas ou como Paulo disse: de um Deus que permeia tudo em todos, pelo qual todas as coisas sub-existem, de onde o mal também faz parte, enfim… creio num Criador tão pessoal quanto por vezes impessoal.
Afirmo que respeito seguidores do Budismo, Islamismo, Shivaismo ou de qualquer outra religião (acredito em diversas revelações e manifestações do Divino), e mesmo os ateus, desde que sejam sinceros em suas convicções e se esforçem por seguir o que creio ser o mandamento maior da boa existência: amarás ao teu próximo como a ti mesmo.
Bom, escrevi tudo isso, pois gostaria de saber abertamente (se o senhor tiver interesse de responder), no seu atual estado de evolução, qual o seu conceito/visão sobre Deus ou Deidades e sobre a existêncialidade?
Muito obrigado e muita saúde.
Dâmokles Lira
P.S.: escrevi no blog pois creio ser a maneira mais rápida e fácil desse texto chegar até o senhor e não sendo do seu interesse publicá-la, se possível, que mande a resposta diretamente para o meu e-mail.
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008 às 4:29
uni-yoga.org
Querido Dâmokles Lira. Apreciei sobremaneira o seu texto. Você é escritor? Se não é, deveria ser. Você compreendeu muito bem e colocou tudo em palavras muito corretamente. Na verdade reli várias vezes o seu comentário e cheguei à conclusão de que ele já definiu o que eu poderia vir a declarar. Saiba que para mim é uma indizível satisfação ler, ouvir ou converar com pessoas inteligentes. Obrigado por alegrar a minha madrugada. Eu estava burilando o meu livro Ser Forte para a próxima (iminente) edição quando tive esta pausa, agora às 4 da manhã. Talvez você já tenha acordado cedo. Eu ainda não pude ir dormir. Abraços do amigo DeRose.
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008 às 18:51
Querido Mestre DeRose,
é bem verdade que elogios sempre nos alegram, mas vindo de quem veio, confesso que teve um sabor especial (rsrs). Respondendo a sua pergunta: não, não sou escritor. Sou professor de Jiu Jitsu em Fortaleza-CE.
Agradeço a resposta dentro da resposta e deixo aqui uma sugestão para quem sabe posteriormente, que o senhor venha a escrever um livro sobre esse tipo de tema, talvez ao estilo “Encontro com o Mestre”. Acredito que bagagem e estórias para escrever é que não faltariam, e com certeza nem estudiosos e curiosos para o adquirirem.
Bom, mas escrevi mesmo para agradecer pela sincera atenção que recebi. Espero poder compartilhar cada vez da nobreza de alma do DeRose nesse blog (assim como nos livros, Encontro com o Mestre, Quando é preciso ser forte e Eu me lembro.), pois para mim, é imensamente gratificante e edificante esse aprendizado.
Muito obrigado Mestre e que Deus o abençoe em saúde, paz e sabedoria.
Dâmokles Lira.
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008 às 1:20
yogabatel@blogspot.com
A verdadeira liberdade só existe quando há disciplina, caso contrários estamos presos a uma falsa idéia de liberdade.
Everton Reply:
maio 14th, 2009 at 10:53
Penso igual! Existe uma classe de disciplina que é libertadora. Enquanto que a libertinagem só aprisiona o indivíduo cada vez mais. O libertino, parece-me, se vê como dentro de um poço de areia movediça quanto mais se esforça mais se afunda.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009 às 13:35
Querido Maestro DeRose,
Me siento emocionado de dirigirme a ti, es mi primera vez, hasta me he puesto algo nervioso, deseo que mis pensamientos sean bien canalizados y mis palabras expresen correctamente lo que quiero decir, pues aunque te he conocido a través de algunos libros, al escribir este comentario siento como que estuviera hablándote frente a frente y tu estuvieras mirando mis pensamientos.
Mi nombre es David Cruz de Quito-Ecuador, son hace tres años que por primera vez tuve en mis manos el libro “YOGA AVANZADO”, lo leí, lo degusté, no se si quepa la palabra.. lo devoré… era lo que estuve esperando por mucho tiempo.
Ahora practico solo acompañado de tu pensamiento.
Me alegro sobremanera haber encontrado este blog es como un canal por el cual podemos conversar, por el cual me hablas…. tus palabras son perlas cuidadosamente elaboradas para ser entregadas a quién las merece.
Maestro DeRose que tengas salud, sabiduría y muchos años de vida.
Un cálido abrazo
David
DeRose Reply:
fevereiro 4th, 2009 at 14:38
Gracias, David. Un abrazote de DeRose.
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009 às 13:41
A Águia e o Pardal
O sol anunciava o final de mais um dia e lá, entre as árvores, estava Andala, um pardal que não se cansava de observar Yan, a grande águia.
Seu vôo preciso, perfeito, enchia seus olhos de admiração. Sentia vontade em voar como a águia, mas não sabia como o fazer.
Sentia vontade em ser forte como a águia, mas não conseguia assim ser. Todavia, não cansava de seguí-la por entre as árvores só para vislumbrar tamanha beleza.
Um dia estava a voar por entre a mata a observar o vôo de Yan, e de repente a águia sumiu da sua visão.
Voou mais rápido para reencontrá-la, mas a águia havia desaparecido.
Foi quando levou um enorme susto: deparou de uma forma muito repentina com a grande águia a sua frente.
Tentou conter o seu vôo, mas foi impossível, acabou batendo de frente com o belo pássaro.
Caiu desnorteado no chão e quando voltou a si, pode ver aquele pássaro imenso bem ao seu lado observando-o.
Sentiu um calafrio no peito, suas asas ficaram arrepiadas e pôs-se em posição de luta.
A águia em sua quietude apenas o olhava calma e mansamente, e com uma expressão séria, perguntou-lhe:
- Por que estás a me vigiar, Andala?
- Quero ser uma águia como tu, Yan. Mas, meu vôo é baixo, pois minhas asas são curtas e vislumbro pouco por não conseguir ultrapassar meus limites.
- E como te sentes amigo sem poder desfrutar, usufruir de tudo aquilo que está além do que podes alcançar com tuas pequenas asas?
- Sinto tristeza. Uma profunda tristeza. A vontade é muito grande de realizar este sonho.
O pardal suspirou olhando para o chão e disse:
- Todos os dias acordo muito cedo para vê-la voar e caçar. És tão única, tão bela. Passo o dia a observar-te.
- E não voas? Ficas o tempo inteiro a me observar? – indagou Yan.
- Sim. A grande verdade é que gostaria de voar como tu voas, mas as tuas alturas são demasiadas para mim e creio não ter forças para suportar os mesmos ventos que, com graça e experiência, tu cortas harmoniosamente.
- Andala, bem sabes que a natureza de cada um de nós é diferente, e isto não quer dizer que nunca poderás voar como uma águia. Sê firme em teu propósito e deixa que a águia que vive em ti possa dar rumos diferentes aos teus instintos. Se abrires apenas uma fresta para que esta águia que está em ti possa te guiar, esta dar-te-á a possibilidade de vires a voar tão alto como eu. Acredita!
E assim, a águia preparou-se para levantar vôo, mas voltou-se novamente ao pequeno pássaro que a ouvia atentamente:
- Andala, apenas mais uma coisa: Não poderás voar como uma águia, se não treinares incansavelmente por todos os dias.
O treino é o que dá conhecimento, fortalecimento e compreensão para que possas dar realidade aos teus sonhos.
Se não pões em prática a tua vontade, teu sonho sempre será apenas um sonho.
Esta realidade é apenas para aqueles que não temem quebrar limites, crenças, conhecendo o que deve ser realmente conhecido. É para aqueles que acreditam serem livres, e quando trazes a liberdade em teu coração poderás adquirir as formas que desejares, pois já não estarás apegado a nenhuma delas, serás LIVRE!
Um pardal poderá, sempre, transformar-se numa águia, se esta for sua vontade.
Confia em ti e voa, entrega tuas asas aos ventos e aprende o equilíbrio com eles.
Muitos beijinhos cá de Portugal
Lila
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009 às 16:37
Querido Mestre.
Um destes dias li um texto numa revista que não posso deixar de transcrever:
“…A sociedade onde nos inserimos (ou onde queremos ser encaixados) é muitas vezes o carrasco do nosso amor. O problema é que nós deixamos. Tememos a opinião do todo e sacrificamos a nossa.
Quantas pessoas se estão (mesmo a sério) nas tintas para o que os outros pensam? Porque é que as mulheres temem o julgamento dos homens quando são elas cada vez mais a ditar as leis? É impressionante que a América já tenha Obama e ainda assim as mulheres se deixem (im)pressionar pelo que os homens pensam.
É que só pensam coisas pouco dignas de nós os que não merecem as mulheres.
Conheço mulheres que deixaram de sair ou usar mini-saia porque os namorados ou os maridos achavam que isso era comportamento de “solteira desesperada”. E elas moldaram-se à vontade deles. Aceitaram,resignadas, a contenção da vida a dois onde se apregoa “sacrifícios de parte a parte”. Será que eles fizeram o mesmo por elas? Terão sacrificado a imagem de playboy insaciável para passarem a ser companheiros exemplares?” ( extraído de um texto publicado no Jornal Notícias de 21-2-2009)
A liberdade quando nasce é para todos!
Beijinhos
quinta-feira, 5 de março de 2009 às 23:18
N
Saudações Mestre DeRose e Colegas do Swásthya Yôga !
Por favor Mestre, gostaria de saber se para passar do pré-yôga para o Swásthya Yôga, tenho que aprender a praticar ásanas, pranayamas e outros angas bem correto como uma pessoa bem flexivel, forte e leve ? E, para atingir o SAMÁDHI ?
Estou adorando Seu metodo !!!
Swásthya.
DeRose Reply:
março 6th, 2009 at 2:51
Querido Euler, com quem você pratica?
terça-feira, 28 de abril de 2009 às 1:06
Kibertad si, libertinaje no
DeRose Reply:
abril 28th, 2009 at 11:04
É isso mesmo, Maria Belen!
quarta-feira, 17 de março de 2010 às 16:55
nossacultura.org
Querido Shrí DeRose,
Por vezes é preciso estarmos privados da nossa liberdade, para perceber o seu valor.
Diz-se muito em Portugal que após a revolução ( golpe de estado ) que deitou por terra o antigo regime ditatorial e intituiu o pluralismo democrático, que a sociedade confundiu liberdade com libertinagem.
Eu acho que a sociedade não confundiu, ela simplesmente não estava habituada a viver com liberdade, e isso significa viver com responsabilidades. Antes havia um regime que cuidava de tudo, agora era preciso ser dono e responsável pelo próprio destino, muito mais difícil depois de 50 anos de atrofio.
Liberdade e poder são sinónimos de responsabilidade.
Muita gente gosta e luta pela liberdade, já ter responsabilidade….
SwáSthya!
Júlio Silva
Discípulo de João Camacho, Yôgachárya
Espaço Cultural Môksha
http://www.nossacultura.org/
domingo, 25 de julho de 2010 às 9:23
O livro que para mim expressa a mais pura liberdade é o “Eu me lembro”(DeRose).
Liberdade em sua forma mais plena e em todos os âmbitos.
Beijos
DeRose Reply:
julho 25th, 2010 at 12:50
E mais: é o único livro nosso que discorre sobre os “Conceitos” do Método, aplicáveis em todas as circunstâncias da vida.
Besitos.