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sábado, 30 de outubro de 2010 | Autor:

Dados colhidos na Wikipedia

Transmissão da voz

Pioneiro na transmissão da voz, utilizando equipamentos de rádio de sua construção patenteados no Brasil em 1901, e posteriormente nos Estados Unidos em 1904. Landell transmitiu a voz humana por meio de dois veículos, o primeiro, um transmissor de ondas que utilizava um microfone eletromecânico de sua invenção que recolhia as ondas sonoras através de uma câmara de ressonância onde um diafragma metálico abria e fechava o circuito do primário de uma bobina de Ruhmkorff, e induzia no secundário dessa bobina uma alta tensão que era irradiada ou através de uma antena ou de duas esferas centelhadoras. A detecção era feita por dispositivos que foram sendo melhorados ao longo do tempo.

O segundo meio utilizado pelo cientista era através do aparelho de telefone sem fio, que utilizava a luz como uma onda portadora da informação de áudio. Neste aparelho as variações das pressões acústicas da voz do locutor eram transformadas em variações de intensidade de luz, de acôrdo com a onda de voz, que eram captadas em seu destino por uma superfície parabólica espelhada em cujo foco havia um dispositivo cuja resistência ohmica variava segundo as variações da intensidade de luz. No circuito de detecção havia apenas o dispositivo fotossensível, uma chave, um par de fones de ouvido e uma bateria. Por utilizar a luz como meio de transporte de informação Landell é considerado um dos precursores das fibras ópticas.

O Padre Landell executou estudos e experiências a partir de 1892 em Mogi das Cruzes, e, em 1893, em Campinas e em São Paulo onde efetuou uma demonstração pública de seu invento no dia 3 de junho de 1900 sendo noticiada pelo Jornal do Commercio de 10 de junho de 1900:

No domingo próximo passado, no alto de Santana, na cidade de São Paulo, o padre Landell de Moura fez uma experiência particular com vários aparelhos de sua invenção. No intuito de demonstrar algumas leis por ele descobertas no estudo da propagação do som, da luz e da eletricidade através do espaço, as quais foram coroadas de brilhante êxito. Assistiram a esta prova, entre outras pessoas, Percy Charles Parmenter Lupton, representante do governo britânico, e sua família“.

Em 1903, Artur Dias, em seu livro “Brasil Actual” faz referência a Landell de Moura, descrevendo, entre outras coisas, o seguinte:

logo que chegou a S. Paulo, em 1893, começou a fazer experiências preliminares, no intuito de conseguir o seu intento de transmitir a voz humana a uma distância de 8, 10 ou 12 km, sem necessidade de fios metálicos.

Após alguns meses de penosos trabalhos, obteve excelentes resultados com um dos aparelhos construídos. O telefone sem fios é reputado a mais importante das descobertas do Padre Landell, e as diversas experiências por ele realizadas na presença do vice-cônsul inglês de S. Paulo, Sr. Percy Charles Parmenter Lupton, e de outras pessoas de elevada posição social, foram tão brilhantes que o Dr. Rodrigues Botet, ao dar notícias desses ensaios, disse não estar longe o momento da sagração do Padre Landell como autor de descobertas maravilhosas“.

Incompreensão e descaso do Brasil

O êxito das experiências do Padre Landell não tiverem acolhida pela imprensa e autoridades brasileiras da época, conforme se verifica em reportagem publicada no jornal La Voz de España, (editado em S. Paulo), no dia 16 de dezembro de 1900 em que diz:

quantas e que amargas decepções experimentou Padre Landell ao ver que o governo e a imprensa de seu país, em lugar de o alentarem com aplauso, incentivando-o a prosseguir na carreira triunfal, fez pouco ou nenhum caso de seus notáveis inventos.

Estava em Campinas quando, numa tarde, ao retornar da visita a um doente, encontrou a porta da casa paroquial arrebentada e seu laboratório e instrumentos completamente destruídos.

Visto por uma população ignorante como “herege“, “impostor”, “feiticeiro perigoso”, “louco”, “bruxo” e “padre renegado” por seus experimentos envolvendo transmissões de rádio dois dias antes em São Paulo, pagou com sofrimento, isolamento e indiferença sua posição de absoluto vanguardismo científico.

Em junho de 1900, por carta, Landell de Moura doou seus inventos ao governo britânico, como registrou em pesquisa para doutorado na USP, em 1999, o historiador da ciência Francisco Assis de Queiroz.

Em 1903, ao retornar ao Brasil após uma estadia de três anos nos Estados Unidos, ainda teve energia para enviar uma carta ao presidente da República, Rodrigues Alves. Solicitava dois navios da esquadra de guerra para demonstrar seus inventos que revolucionariam a comunicação (até mesmo para comunicação interplanetária, acertadamente sugeriu).

O assistente do presidente, no entanto, preferiu interpretá-lo como um “maluco” e o pedido foi negado. Na Itália, quando fez um pedido semelhante, Marconi teve toda a esquadra à disposição.

Landell só conseguiria realizar demonstrações públicas de seu invento com navios da Marinha em 1905 e mesmo assim não conseguiu financiamento privado ou governamental para continuar suas pesquisas nem para construir equipamentos de rádio em escala industrial.

Se você conhecer outros casos semelhantes, por favor, informe-nos. Obrigado.

 

Thomaz Fortes
http://www.yogabelavista.com | Thomaz.Fortes@hotmail.com | 201.89.138.69

Oi Mestrão!

É.. os padres brasileiros inventaram tantas coisas!

Por volta de 1939 o russo chamado Semyon Davidovich Kirlian ingressou na história como inventor das fotografias bioeletrográficas, chamadas em homenagem a ele de fotos Kirlian.

No entanto o verdadeiro inventor da bioeletrografia foi o padre brasileiro Landell de Moura. Desde 1904 Landell já realizava experimentos com esta tecnologia. Deveríamos é denominar as fotos de Landell em sua homenagem!

Apesar de o italiano Guglielmo Marconi ser considerado o inventor do rádio em 1896, foi precedido por alguns anos na invenção por Landell de Moura. Anos depois ele inclusive registrou as patentes de suas invenções no brasil e no estados unidos.

Como todos os luminares da humanidade, foi tratado com descaso, incompreensão e violência por seus contemporâneos.

Sonho que isso deixe de acontecer e que todos possamos fazer algo em prol disso!

Um abração.

Vanise
vanise_mail@yahoo.com.br | 189.61.200.45

Mais uma descoberta do Padre Landell de Moura foi a fotografia Kirlian, ou bioeletrografia em 1904. O método consiste em fotografar um objeto com uma chapa fotográfica, submetida a campos elétricos de alta-voltagem e alta-frequência, porém baixa intensidade de corrente. O resultado é o aparecimento de uma aura, ou melhor, um “halo luminoso” em torno dos objetos. Ele teve que parar as pesquisas em 1912 por questões doutrinárias da igreja católica, já que a técnica revelava o perianto, termo semelhante ao perispírito, usado pelos espíritas.
Em 1939, a técnica foi redercoberta pelo russo Semyon Davidovich Kirlian, e em homenagem a ele ficou “Kirliangrafia”.
Realmente é revoltante o fato de o Padre Landell ter feito descobertas tão importantes e ter sido ignorado. E mais uma vez a história se repete, esse é o ônus do pioneirismo.
Mestre, no que depender de nós, seus discípulos, sua obra será transmitida aos quatro cantos do mundo sempre com muito entusiasmo, pois reconhecemos o valor e a importância do seu trabalho se sistematização do Yôga Pré-clássico, o SwáSthya Yôga. É o resgate de um patrimônio cultural da humanidade que temos a missão de perpetuar.
Conte comigo e aqui vai um pújá de imensa gratidão por poder trabalhar difundindo a Nossa Cultura para as milhares de pessoas especiais e sensíveis que existem no mundo.
Um mahá abraço!!
Vanise

Caio
caiom2000@hotmail.com | 201.0.89.83

Oi Mestre,

Falando em padre tem tambem o Francisco João de Azevedo que inventou a maquina de escrever.
http://www.geocities.com/acadletras/padre.htm

Pois é, Caio. Leia o post That was not “Wright”. Abraços do DeRose.


Veja os comentários

quarta-feira, 27 de outubro de 2010 | Autor:

Oi, Mestre! Aproveito para lembrar que o segundo turno da votação do Top Blog continua a todo vapor. Não sei se todos já perceberam que o banner está na barra lateral. É só clicar nele, efetuar o voto, e depois confirmar através do link que eles enviam por e-mail.

Tenho acompanhado diariamente a página com os 30 melhores colocados, e o nosso blog (acho que posso chamar de nosso) já está lá!

Grande abraço,

Daniel Tonet
Unidade Bueno – Goiânia / GO

quarta-feira, 27 de outubro de 2010 | Autor:

Divulgue. Avise aos colegas.

terça-feira, 26 de outubro de 2010 | Autor:

As insígnias em formato de medalha com o resplendor bronzeado formando uma estrela de oito pontas é o novo distintivo para diretores de unidades credenciadas e presidentes de federação (diretores de unidades não credenciadas poderão portar o modelo sem o resplendor). As insígnias de diretores terão o esmalte branco como sempre. As de presidentes de federação passarão a ter o esmalte da cor do grau do seu portador e o resplendor será prata. O de Presidente da Confederação terá o resplendor em ouro. Estas insígnias mais chamativas só deverão ser utilizadas dentro dos nossos ambientes (unidades, eventos, solenidades). Fora dos nossos ambientes todos usarão apenas as insígnias com a coroa de louros. mas sem o resplendor.

Como temos muitos projetos em andamento, o que resulta em um custo muito elevado, as insígnias de cargos só serão confecionadas por encomenda, a qual deve ser feita diretamente ao Office. Dessa forma, não precisaremos confeccionar uma grande quantidade que ficaria mofando no estoque e daria prejuízo. Serão cunhadas somente as que forem previamente adquiridas. Assim, evitaremos as sobras, uma vez que estas insígnias só podem ser fornecidas  a um grupo pequeno de instrutores.

terça-feira, 26 de outubro de 2010 | Autor:

Quando chegamos de Curitiba, ao pegar as malas do táxi, uma figura saída da Comix se ofereceu: “Posso ajudar?” Olhei para o lado e era o Superman. “Claro! Mas cuidado que dentro daquela menor tem kriptonita.” Então, ele pegou só as duas maiores. Olhei para o lado e vi o Darth Vader. Armei uma defesa de Karatê, mas ele implorou: “Please don’t, Master. Don’t hit me.” Então, eu deixei que ele posasse para a foto junto conosco.

Clique na foto para aumentá-la.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010 | Autor:

No presente momento da sua profissão, você poderia, sem aviso, parar de trabalhar de uma hora para outra e ficar assim durante três meses ou mais? Ao mesmo tempo, você pode dispor agora, neste instante, de mais de cem mil reais para jogar fora em despesas diversas (desnecessárias) e nunca mais ver esse dinheiro? Poderia comprar um apartamento ou dar de entrada na compra da sua sede própria. Quando recomendo que compre o seu imóvel a desculpa é a de que neste momento você não tem dinheiro para isso. Mas se você se acidentar, o dinheiro aparece. Então, por que não dar um jeito no paradigma e ao invés de gastar com hospital, cirurgia, consultas médicas, radiografias, exames de laboratório, tomografias, ressonâncias magnéticas, remédios, fisioterapia etc, você não prioriza a compra do seu imóvel, imediatamente?

Estudiosos fizeram uma pesquisa sobre a causa da pobreza no mundo e concluíram que três são as causas principais: doenças, fenômenos naturais (enchentes, terremotos, furacões) e casamentos – sim, pois as famílias gastam as economias de uma vida nas festas de casamento! Poderiam  comprar a casa própria para os filhos, mas acham mais importante queimar o mesmo valor em uma cerimônia, festa e viagem de núpcias. Acredito que no tópico doenças podemos incluir acidentes. Deixar de trabalhar, ou trabalhar menos, por causa de um acidente já é suficiente para comprometer o sucesso na profissão e o consequente enriquecimento. Mas se considerarmos as despesas médicas e outras decorrentes do período de tratamento, podemos agregar a queima de ativos e a descapitalização.

O assunto do momento são os acidentes de moto. Mas também temos que mencionar a irresponsabilidade de instrutores nossos que se quebram fazendo esqui. Todas as vezes que o Borges leva o pessoal para esquiar na neve volta alguém engessado. Desta vez não foi o Borges, mas o fato é que temos a instrutora Marina, Diretora da Unidade Santo André, que está de muletas há mais de três meses por ter-se aventurado a esquiar na neve. A pergunta é: valeu a pena?

segunda-feira, 25 de outubro de 2010 | Autor:

Desde 1980, quando eu próprio tive moto, venho alertando para o perigo de usar esse tipo de veículo. Vi a morte de perto várias vezes e só não morri porque me desfiz da moto antes que ocorresse a tragédia. A vez mais patética em que quase morri foi um dia em que vinha transitando em velocidade de cruzeiro e senti uma ferroada lancinante no meio das costas. O susto e a dor quase me fizeram perder o controle da moto e ir contra os outros veículos que vinham em sentido oposto. Somadas as velocidades da minha moto e do outro automóvel, teria sido um choque de  quase duzentos quilômetros por hora. Não sobraria nada do DeRose para contar a história do Yôga Pré-Clássico. Nenhum dos livros mais importantes teria sido escrito. Você não estaria praticando o Método. Nenhum dos instrutores atuais teria se formado. Encostei a moto às pressas, tirei o capacete, tirei as luvas, tirei a jaqueta de couro, tirei a camisa e a Eliane Lobato, que vinha no carro atrás de mim, foi ver o que tinha ocorrido. Uma vespa havia entrado por baixo da “armadura” e foi me picar logo na parte mais inacessível. Eu teria partido para o Oriente Eterno pela razão mais estúpida.

Fiquei com a moto por um ano no Rio de Janeiro e um ano em São Paulo. Inevitavelmente, fiz amizade com vários outros amantes das duas rodas. Quase toda semana, recebia a notícia de que outro motociclista conhecido havia morrido. Cada vez que comigo ocorria um quase, eu parava para repensar as vantagens e desvantagens da moto. Até que um dia fui fazer umas fotos para ilustrar a reportagem de uma revista. Chegando ao estúdio de capacete debaixo do braço, o fotógrafo me perguntou: “Você é motociclista? Deixe eu te mostrar umas fotos.” E passou a me mostrar as imagens de um grupo que saíra para um passeio de moto do qual o fotógrafo participara. “Veja este casal. Não são lindos os dois?” Realmente, eram dois espécimens de se admirar. “Veja agora esta foto.” Lá estavam os dois estendidos no asfalto, ensanguentados, mortos. Com capacete e tudo.

Nesse dia, parei. Desde então, tenho alertado a todos a respeito da insanidade que é andar em um veículo cujo parachoque é o condutor. Mas não tenho sido escutado, porque o apelo da moto sobre a mente humana é muito sedutor. Agora é norma para os instrutores. Moto está repudiada pelo Método, categoricamente, definitivamente.

sábado, 23 de outubro de 2010 | Autor:

Você é muito valioso para mim. Você é muito valioso para os seus amigos e para o nosso Método. Seu corpo é um templo que precisa ser mantido íntegro e, além disso, é uma ferramenta de trabalho que deve ser preservada. Levei anos para encontrar você. Levamos anos para nos sintonizarmos e tornarmo-nos parceiros. Você não pode me deixar agora por um acidente de moto. Você me fará muita falta. Não quero saber das suas justificativas para usar esse veículo. Ele não faz parte do Método. Que fique registrado: a partir de hoje, 24 de outubro de 2010, instrutor nosso que use moto está declarando que não me escuta.

Nosso querido Carlo Mea sofreu um grave acidente de moto e encontra-se no hospital em Roma. Solicito que façamos todos mentalizações individuais e em grupo pela sua pronta recuperação sem sequelas, bem como pelo seu bem-estar e conforto no presente momento.