segunda-feira, 22 de abril de 2019 | Autor:

A grande diferença entre os brasileiros e os anglos é manifesta pelos costumes linguísticos. Nós temos uma postura reativa, negativa. Temos o reflexo de dizer “não” até quando queremos dizer que sim, como é o caso da expressão “pois não” que significa “pois sim”. Isso causa espécie até aos portugueses, quando os brasileiros aplicam o “pois não”, em Portugal, para concordar com algo!

Por outro lado, povos de língua inglesa têm uma atitude afirmativa, positiva. Têm o reflexo de aplicar o “yes” ou o “yeah” até quando se trata de roqueiros adolescentes contestadores. Daí o próprio apelido de um gênero musical, o iê-iê-iê. Veja os exemplos que eu anotei em apenas alguns minutos escutando a conversa de amigas brasileiras:

Não, nós vamos sim.

Não, ela é muito legal!

Não, você toma sua sopa e saímos.

Não, pode contar comigo.

Não, esse filme é o máximo!

Não, quando eu for você vai junto.

Não, o Wholefoods é bom demais!

Não, você já comeu o brigadeiro branco deles?

Não, deixa eu te contar!

Não, essa foto ficou ótima!

Sim, nós somos assim.

terça-feira, 16 de abril de 2019 | Autor:

Quando surgiu a espécie Homo, de onde viria a desenvolver-se a espécie Homo sapiens, havia duas subespécies: Homo amābilis e Homo malīgnus. Essas subespécies eram tão semelhantes que até podiam cruzar e eventualmente o faziam, gerando uma descendência híbrida. Mas havia uma diferença entre elas. O Homo amābilis era um animal doce e querido, de sentimentos francos e comportamento dócil. Jamais agredia, nem para se defender. Repartia a comida (frutos, raízes, folhas, mel), dividia a caverna, compartilhava os utensílios. Nunca esperava uma agressão ou traição por parte do Homo malīgnus. Este, por sua vez, era o oposto. Sempre tramando ardis para roubar a comida, os instrumentos, a moradia e tudo o que o Homo amābilis possuísse. Há quem diga que o relato bíblico de Abel e Caim, os primeiros homens sobre a Terra, referia-se àquelas duas subespécies.

Havia, na época, alguns poucos milhares de espécimens da espécie Homo no planeta e não se esperava que ela vingasse, pois era menos aparelhada para sobreviver que os outros animais. Não dispunha de presas, garras, chifres, veneno, velocidade, carapaça, nada. Mas uma das subespécies parecia ter desenvolvido, como arma secreta, uma astúcia maligna. Com ela engendrava ciladas para os animais, inclusive os da mesma espécie, a fim de levar vantagem, destruí-lo e tomar tudo o que ele tinha.

Com o tempo, o Homo amābilis entrou em extinção por razões ainda não muito claras, enquanto que o Homo malīgnus sobrepujou e sobreviveu. Dele, evoluiu o Homo sapiens. Por isso temos tantas invejas, tanto ódio, tanto prazer em destruir, em falar mal. Por isso, existem crimes e guerras. Por isso, o ser humano destrói o meio ambiente, desmata as florestas, polui as águas. Por isso, ele tortura e mata, sem piedade, tanto outros humanos quanto os animais e devora suas carnes.

O Homo malīgnus, hoje denominado “sapiens sapiens” (sic), só não destruiu totalmente a vida no planeta porque alguns espécimes trazem os genes recessivos do Homo amābilis, adquiridos por ocasião dos cruzamentos acidentais entre as duas subespécies na aurora desse “pithecos” que se diz Homo. Um bom número dos que trazem os genes do Homo amābilis são hoje praticantes de DeROSE Method. E é por isso que ainda há esperança para a humanidade e para o planeta.

domingo, 7 de abril de 2019 | Autor:

A sigla EMDR significa Eye Moviment Desensitization and Reprocessing , ou seja, Dessensibilização e Reprocessamento através do Movimento dos Olhos. É uma terapia que só pode ser utilizada por psicoterapeutas certificados, é reconhecida e recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Com relação a situações de stress pós traumático como acidentes, abusos, assaltos, perdas por morte ou separação, ou perturbações emocionais tais como ansiedade, fobias, culpa, mágoas, depressão, o EMDR é comprovado por estudos científicos como uma terapia com resultados rápidos e duradouros. Um trauma trava na memória fatos desagradáveis e pode permanecer por muitos anos trazendo como consequência por exemplo insônia ou pesadelos, dificuldades de relacionamento, pânico, pensamentos obsessivos, etc. A estimulação bilateral se faz através do movimento alternado dos olhos podendo também ser feito através de estímulos auditivos e tácteis. Os estímulos parecem atuar no cérebro despertando a capacidade natural do sistema neurofisiológico para processar experiencias emocionais. Os fatos dolorosos vividos podem ser lembrados mas através da terapia EMDR podem ser reprocessados de forma adequada reduzindo as respostas emocionais. “O passado não pode ser alterado ou apagado, mas definitivamente, é possível deixar de sofrer por ele” segundo Jacques Roques, psicanalista e psicoterapeuta, vice presidente da associação EMDR na França, é uma revolução na psicoterapia.

Lucia De Rose – psicóloga CRP/05 0795, psicoterapeuta, psicodramatista, terapeuta de EMDR
Atendimento
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terça-feira, 5 de março de 2019 | Autor:

O povo é monarquista, não é republicano. Quando alguém é muito bom em alguma coisa, dizemos que ele é o Rei. Rei da Voz, Rei do Mate etc. Não dizemos que ele é o Presidente da Voz ou o Presidente do Mate. Um homem educado, cordial, elegante dizemos que é um Lord, não dizemos que ele é um senador. De uma senhora elegante dizemos que é uma Lady, não dizemos que é uma deputada. De uma jovem charmosa, logo nos surge a associação com uma princesa e não com uma prefeita ou vereadora.

Os casamentos dos Príncipes britânicos conseguem mais audiência mundial na TV do que a copa do mundo. O casamento do Príncipe William e Kate Middleton, que aconteceu em 2011, ultrapassou 2 bilhões de espectadores e o do Príncipe Harry com Meghan Markle chegou à casa dos 3 bilhões. O número foi divulgado como estimativa pelo The Daily Telegraph, principal jornal inglês. Considerando que a humanidade tem pouco mais de 7 bilhões, isso representa uma proporção assombrosa.

A simples troca da guarda, com a sua pompa monárquica, atrai multidões que ficam em pé, no frio enregelante do inverno londrino, ou sob chuva, durante uma ou duas horas antes, só para conseguir um lugar à frente que proporcione boa visibilidade.

O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) foi criado pela ONU para avaliar as condições de vida e perspectivas das populações, como acesso à saúde, estudo e padrão de vida. Nas primeiras dez posições, sete são monarquias.

A monarquia seria boa para o Brasil? A quem pensa em argumentar que monarquia é coisa do passado e que não se ajusta a países modernos e desenvolvidos, cito abaixo alguns países que atualmente utilizam sistema monárquico:

Canadá, Suécia, Dinamarca, Espanha, Japão, Noruega, Holanda, Inglaterra, Escócia, Austrália, Bélgica, Brunei, Jamaica, Jordânia, Liechtenstein, Luxemburgo, Marrocos, Mônaco, Nepal, Nova Zelândia, Tailândia e o Vaticano, que não é um país, mas é um estado.

Quando um Monarca adota uma medida, fá-lo para durar, pelo menos, toda a sua vida, a dos filhos e a dos netos. Por exemplo, os esgotos de Paris, construídos pelo Imperador Napoleão I, até hoje estão funcionando e já foram naquela época construídos muito mais largos do que os das cidades modernas (ao invés de canos, são túneis). A Via Ápia, em Roma, já tem mais de 2000 anos e continua transitável. No sistema em que vivemos, os esgotos, a eletricidade, a pavimentação das ruas, tudo é feito para durar até a próxima eleição.

Também vale a pena relembrar que o Monarca representa o estado, mas não governa o estado. Em uma Monarquia constitucional parlamentarista, como as europeias, quem o dirige é o Primeiro Ministro, o Parlamento e demais poderes democráticos. Comparativamente, o sistema presidencialista é muito mais absolutista e o Presidente é mais todo-poderoso que o Rei com seu Primeiro-Ministro e seu Parlamento. A monarquia não interfere na democracia. A maior parte das monarquias atuais é democrática.

Seria possível reimplantar a monarquia depois de já termos adotado uma república? Se o povo quiser, sim. Isso aconteceu na Espanha, que restaurou a monarquia em 1975, depois da queda de Franco.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019 | Autor:

Acordei, escovei os dentes com creme dental de coco, tomei banho com sabonete de coco e xampu de coco. Penteei meu cabelo com gel de coco. Passei um desodorante de coco. Fiz barba com creme de barbear de coco. Passei na pele creme hidratante de coco. Tomei um desjejum de ovos fritos em óleo de coco e tomei café com leite de coco, adoçado com néctar de coco. Vesti minha camisa feita com fibra de coco e fui trabalhar. Chegando ao escritório as pessoas me inquiriam agressivamente: “Você não usa coco? Você tem que usar coco!” Depois de concordar timidamente e provar que até a minha camisa era de fibra de coco, sentei-me na minha baia para trabalhar. Comecei imprimindo uns relatórios em papel reciclado de fibra de coco. Escutei a colega na baia ao lado dizendo à outra: “A melhor coisa para candidíase é aplicar óleo de coco na pepequinha.” Por educação virei para o outro lado e escutei: “Minha filha, para cozinhar eu só uso gordura de coco.” Na saída, uma colega me ofereceu um umectante labial de gordura de coco para os meus lábios rachados.

Terminei o expediente e fui ver um biquíni para a minha namorada. Comprei um que o sutiã era formado por duas metades de coco. Dizem que está na moda. Passei em uma loja de cavalheiros e comprei para mim um chapéu coco, para ser mais bem aceito por todos. Fui para a happy hour, onde tomei um porre da aguardente de coco. Já mais prá lá do que prá cá, entrei num coco e fui para casa onde me esperava minha namorada. Ela me pediu para sair e tomar uma água de coco geladinha, e comprar creme de coco em pó para engrossar algumas receitas.

Chegou uma hora em que eu não aguentei mais. Agarrei um coco com raiva e espatifei o maldito contra o cimento da calçada. Vieram dois policiais da Força Nacional do Coco e me levaram preso por coquicídio. Foi então que eu acordei. Estava no ano de 2030 e era apenas um pesadelo no qual eu estava revivendo a ridícula modinha do coco do ano de 2018.

domingo, 24 de fevereiro de 2019 | Autor:

 (Extraído do meu livro “Método de Boa Alimentação“, que está à venda na Casa Santa Luzia, na Alameda Lorena 1471, na nossa Sede Central Mundial na Alameda Jaú 2000 em São Paulo e nas escolas do DeROSE Method).


Para evitar mal-entendidos, a fim de que ninguém me ofereça “uma saladinha”, ou soja, ou tofú, ou alguma coisa estranha, prefiro não me classificar como vegetariano e sim como não carnívoro. Veja, abaixo, o que come um não carnívoro.

Feijões de todos os tipos

Arroz

Farofas de tudo o que a sua imaginação permitir

Ervilhas

Grão de bico

Lentilhas

Batatas em todas as suas variedades

Cenouras e todos os demais legumes

Omeletes de tudo o que conseguir inventar

Todos os tipos de ovos

Sopas, as mais variadas, sem caldo de carne

Pães

Pão de queijo

Pamonha de queijo

Tutu de feijão

Curau

Queijos e burratas

Iogurtes e coalhadas

Tortas

Tartines

Quiches

Pizzas

Calzones

Nhoques

Espaguete

Lasanha

Fettuccine e outras massas

Risotos

Bruschettas

Polenta

Ratatouille

Crepes franceses de queijo

Gratin dauphinois

Aligot

Fondue de queijo

Cuscus

Homus

Babaganuche

Faláfel

Tabule

Arroz com lentilha

Arroz com aletria

Kibe de queijo sem carne

Esfiha de queijo

Acarajé

Vatapá, obviamente, sem carne de camarão

Empadas

Rissoles

Bolinhos de arroz

Bolinhas de queijo à milanesa

Croquetes de legumes

Pasteis

Strogonoff

Empanadas argentinas

Sanduíches de miga argentinos

Sanduíches os mais variados

Spatzle (alemão)

Praticamente todos os pratos hindus

Todos os doces de todos os países, menos os que levarem gelatina, já que gelatina é feita dos restos de cascos e ossos de bois e porcos.

E, é claro, nada de saladas, nem soja, nem tofú, nem nenhuma dessas bufonarias estereotipadas.

Atenção: vegetariano e vegano são sistemas diferentes. Os veganos, não consomem laticínios, nem ovos, nem mel, nem nada que seja do reino animal, assim como não usam sapatos de couro. Mas não é o nosso caso. Sou não carnívoro há 59 anos. Minhas cachorras da raça weimaraner, que são cães de grande porte, nunca comeram carne nem ração que tivesse carne. Comem a minha comida. Leia a história completa no meu livro “Anjos Peludos, Método para Educação de Cães“.

Em tempo: o que se chama de vegetarianismo é o sistema que veio da Índia e que se usa lá com esse nome. Algumas pessoas no Ocidente, para ser mais específicas, resolveram chamar de ovolactovegarianismo. Se quiser saber mais, leia o meu livro “Método de Boa Alimentação“.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019 | Autor: